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sexta-feira, 5 de julho de 2019

Contexto e Factores - João Félix


Independente de tudo o que podemos discutir à volta da venda do João Félix para o Atlético de Madrid, este é um dos principais negócios do Futebol Moderno e os valores envolvldos só confirmam o excelente futebol que o jogador apresentou (com Bruno Lage) e o potencial tremendo que lhe é reconhecido.

120M por um jogador do campeonato português.

Olhando para este negócio de forma critica tenho de considerar 5 factores:

- A decisão do jogador
- A decisão do clube
- O valor do negócio
- A estrutura do negócio
- A comunicação do presidente aos sócios.


Quanto à decisão do jogador é compreensível mas imatura. O João Félix não é um fogacho momentâneo, é um verdadeiro talento que com mais jogo só poderá evoluir e valorizar. Com mais um ano de Benfica, com mais um ano Bruno de Lage a orientá-lo, com mais futebol jogado, iria sem qualquer dúvida continuar na Selecção Nacional, iria jogar na Liga dos Campeões, iria ser ídolo das bancadas e iria atrair ainda mais o interesse de clubes de campeonatos superiores. No próximo Verão voltariam a surgir as propostas de salários milionários. Um jogador de 19 anos não tem de ter tanta pressa em sair, muito menos quando já actua como titular num clube como o Sport Lisboa e Benfica. Optando por sair o Atlético de Madrid nunca seria a melhor escolha para o seu futebol e desenvolvimento, contudo era a única opção que tinha. A sua decisão pecou no timing e na escolha do destino, tudo forçado por uma pressa muito motivada por outros interesses que o rodearam.

A decisão do clube em vender tão precocemente um dos seus maiores produtos é também bastante questionável. O Sport Lisboa Benfica vive neste momento o ponto alto da sua Formação mas parece continuar a recusar tirar total proveito desportivo dessa. Se há um projecto Europeu dentro do clube então é incompreensível que não haja uma politica de aproveitar ao máximo a consolidação do talento produzido. Esta pressa em vender só se explicaria por dificuldades financeiras que a Direcção não se cansa de negar – invocando até uma saúde nesta área de meter inveja a qualquer outro.

120M por João Félix é uma enormidade. Vamos ser sinceros. Sem toda a politiquice que há à volta das comunicações do clube e do seu presidente, qualquer proposta acima dos 40M seria uma proposta fantástica. Hoje, por aquilo que já demonstrou, o jogador não vale mais de 40M. Um negócio a rondar os 60M – diversificado em objectivos – já seria mais que justo por tudo aquilo que o jogador fez nos últimos 6 meses.

A estrutura do negócio é que traz algumas questões menos positivas. Repito, 60M dependentes de objectivos seria já uma excelente proposta. O que questiono nestes 120M é o que este valor realmente implica e a quem beneficia. Fica a impressão que tudo foi montado de forma a que muita gente pudesse beneficiar desta transferência. Quem vai receber o quê? Quando? Como? E com que contrapartidas futuras? Os benfiquistas não devem nunca aceitar comer gelados com a testa.

Porque só o Atlético de Madrid se chegou à frente? Porque logo o Atlético de Madrid? Porquê tanta intermediação do Mendes? Porquê tantos custos de intermediação? Que instituição financeira é essa que irá fazer o serviço de factoring? É novamente um fundo/instituição do Jorge Mendes como já aconteceu em outros negócios? Que compromissos para o futuro ficaram acordados entre Benfica e Atlético de Madrid? Voltaremos a adquirir fictícias cláusulas de preferência? A venda do jogador beneficia mais o clube, o jogador ou os vários agentes e dirigentes que tocaram neste negócio?


Agora o factor que mais me motivou a escrever sobre o assunto: A comunicação da Direcção com os sócios.

Podendo discordar do timing do negócio a verdade é que os valores envolvidos são fenomenais. Podendo desconfiar dos interesses este negócio alimenta, a verdade é que os valores envolvidos são estratosféricos.


Mas e tudo o que Domingos Soares de Oliveira e Luís Filipe Vieira têm dito aos sócios? Esta politiquice no nosso clube é que me mexe com os nervos. A necessidade que esta gente tem de mentir aos sócios, de os tratar como ovelhas não-pensantes, de tornar a voz do clube algo tão insignificante, lixa-me a cabeça. Qual a necessidade de tanta e tanta demagogia?

Sim, não é novidade. Pelo contrário. Esta direcção já nos habituou de tal forma à mentira e demagogia, que a maioria de nós já nem sequer se importa. É uma pena.


Qual a necessidade de tanta garantia aos sócios que o jogador só saía pela cláusula quando todos sabíamos tal não ser verdade? Depois claro, a mentira na comunicação aos sócios obriga a negócios mais complexos onde se recusam propostas mais “limpas”e mais interessantes para o jogador em prol de outra que nos traga, seja porque caminhos for, o tal valor da cláusula.

Os benfiquista não devem acreditar no seu presidente. Ponto. Mas devemos aceitar isso de animo leve? Deve ser algo assim tão banal os adeptos de um clube conviverem tão bem com o facto de não poderem acreditar nas palavras de quem o dirige?

“Pode chegar uma proposta de 100M que o João Félix não sai”
“O jogador só sai se for batida a cláusula de rescisão.”
“O Benfica não quer vender o João Félix e conta com ele para a próxima época”


Tão simples quanto isto. Se a direcção não quisesse vender o jogador este não seria vendido. Porque pura e simplesmente a cláusula de rescisão não foi batida nem nunca o seria.

Bater a cláusula de rescisão significaria o jogador depositar na conta do clube os 120M e fim de conversa. Não haveria planos de pagamento, não haveria negociações nem haveria qualquer taxa de intermediação. Unicamente haveria (talvez) o pagamento dos direitos de formação. Os 10% do Mendes, os custos de intermediação e o envolvimento de uma qualquer operação financeira da parte do Sport Lisboa e Benfica nunca existiriam.


A cláusula de rescisão não foi batida e o negócio só se dá por haver vontade por parte de ambos os clubes em que tal acontecesse. O Sport Lisboa e Benfica quis vender e fez por isso.

Hoje em dia o actual presidente do Sport Lisboa e Benfica já só engana aqueles que querem ser enganados, e infelizmente ainda são muitos. Luís Filipe Vieira só irá continuar a sobreviver às suas mentiras enquanto as emoções dos adeptos – paixão encarnada e ódios não encarnados – os forem cegando.



sábado, 16 de agosto de 2014

«o Atlético Madrid desmente de forma rotunda as afirmações do presidente do Benfica»

Nem 48 horas passaram e já temos malandros espanhóis a querer engrossar a vasta lista de mentiras do nosso grande Presidente? Será que daqui a 4 meses vamos perceber que a entrevista de Quinta teve uma percentagem de 70 a 80 por cento de aldrabices? Não quero, não posso, não devo e não vou acreditar em quem só pretende desestabilizar um clube que caminha rumo ao sucesso liderado por um homem honesto, frontal, sério, competente e sobretudo empenhado em defender os interesses do clube sobre interesses pessoais.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Atlético anuncia Oblak

"El Atlético de Madrid y el Benfica han alcanzado un acuerdo para el traspaso de Jan Oblak a nuestra entidad, pendiente del correspondiente reconocimiento médico y la posterior firma de contrato por parte del jugador."

 
Então mas o jogador não tinha já feito os testes médicos há uma semana atrás?

O jogador ao agir em má fé não viu um processo disciplinar a ser-lhe instaurado?

O Atlético ao agir em má fé não ficou com as relações institucionais com o Benfica deterioradas?

O Benfica ao sentir-se prejudicado por jogos de bastidores não avançou com uma queixa contra a situação?

 

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Oblak



O folhetim em volta do guarda-redes que há um ano não servia para o Benfica, mas que foi factor importante nas conquistas da época passada, já vai longo e  ameaça a náusea.

Pouco ou nada se sabe por vias oficiais, mas muita e contraditória tem sido a informação oficiosa, parecendo certo duas coisas: 1 – Oblak não se encontra a treinar com o plantel; 2 – Dificilmente nos voltará a dar o prazer da sua presença na defesa das nossas redes.

Entre estes dois factos, ou seja, entre o início e fim de toda esta história há uma densa e difusa névoa que teima em adensar-se.

A versão oficiosa mais difundida e, já bastante enraizada, é a de que o jovem Esloveno, qual mercenário de guerra, se terá eximido às malhas de controlo do clube e esfumado rumo a um qualquer lugar recôndito deste planeta.

Do lado espanhol da fronteira, dizem-nos que Oblak se encontra em Madrid e que já terá feito exames médicos pelo campeão espanhol em título.

Ou seja, Oblak é apenas mais um dos que força o Benfica a vender. Oblak é apenas mais um jogador tenebroso que consegue colocar o Benfica entre a espada e parede. Maquiavélica esta rapaziada.

Em tudo isto há algo que me intriga: Será possível que o Benfica aceite de bom grado que um jogador seu preste testes médicos num outro clube sem o seu consentimento e não se sinta lesado ao ponto de não dar conhecimento do ocorrido à FIFA? Será possível que o campeão espanhol e vice-campeão europeu se exponha a este risco? Será entendível que o Atlético de Madrid coloque em causa as relações institucionais e comerciais que tem mantido com o Benfica?

Tomando por boa a informação de que Oblak se encontra em Espanha e que, de facto, já realizou testes médicos no Atlético de Madrid só existem duas opções: 1 – O jogador encontra-se no país vizinho à revelia do clube e o Benfica deve seguir até às últimas circunstâncias junto das entidades competentes; 2 – O jogador encontra-se em Espanha com o devido conhecimento e consentimento do clube e tudo isto não passa de uma farsa para justificar mais uma venda sem apresentar as reais razões para que ela aconteça.

No Benfica que eu conheci, a esta altura clube havia reagido de forma oficial para defender sua imagem perante um jogador que lhe está a ser desleal ou esclarecendo que o clube conhece e autoriza a presença do seu jogador em Espanha, evitando assim o assassínio de caracter que tem sido feito a um assalariado seu na imprensa nacional e, mais importante ainda, junto dos adeptos do clube. Mas talvez isto seja pedir demais ao actual Benfica.

P.S. Ao Senhor António Simões: O Senhor António Simões tem, por mérito próprio, direito a um lugar de destaque nas mais belas páginas da história desta instituição centenária. Por isso, por si, pelo que representa, por todos os que, como eu, têm em si uma referência, faça o favor de não se prestar a esse papel.

domingo, 25 de maio de 2014

Drama é não amar


Ser adepto (vamos dizer: ser doente) requer um nível de amor que não está ao alcance de todas as pessoas (ainda bem). Perder esta final a 10 segundos de a ganhar e acabar a levar 4-1 é uma coisa muito dura. Aos adeptos/doentes do Atlético eu digo: temos 8 finais consecutivamente perdidas. Um beijinho de ternura e compaixão. O bom disto é que o futebol é só uma parte da vida; depois, há os amores e os amigos e a família. Há céu e sol. Há mar.


domingo, 11 de maio de 2014

Decisões espanholas com olho na Luz

Ali no país vizinho o campeonato está ao rubro.

A equipa do Di Maria e do Fábio Coentrão já só pensa em jogar na Luz e perante o Celta disse adeus ao título nacional.

O Atlético e o Barça deixaram as decisões para o dia do Jamor.

No próximo Domingo o Messi, Iniesta e companhia recebem este Atletico fortemente liderado pelo Simeone num verdadeiro espectáculo pelo título.

Vitória caseira dá o campeonato ao Barcelona e qualquer outro resultado consagra o Atlético.

Também o Tiago já deve estar a sonhar com o jogo na Luz mas primeiro ainda tem de brilhar nesse duelo de titãs.

Aos benfiquistas sugiro que preparem a gravação do jogo (ou qualquer outro método), é que a festa no Marquês não espera por jogos alheios, muito menos uma festa com quatro canecos!

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Roberto, o filme III



Ponto prévio – O meu texto “Roberto, o filme II”, foi escrito durante a madrugada do dia 30 de Julho de 2013, logo, antes da emissão do comunicado do Benfica, sendo que agendei a sua publicação automática para as 10H00 do mesmo dia, hora a que o Benfica já havia publicado esse mesmo comunicado enviado à CMVM. Por isso, ainda que enquadre o sucedido, apresento as minhas desculpas.


Hoje, 4 dias depois da 2ª transferência de Roberto, o Benfica publica o comunicado enviado à CMVM, na sequência do pedido de esclarecimentos feito por aquela entidade, relativamente à transferência citada:




Antes de mais, é justo realçar que a SAD do Benfica achou necessária a publicação do comunicado, para esclarecimento dos sócios e adeptos, ainda que esta devesse ser a regra e não a excepção, ainda que este esclarecimento devesse ser desnecessário porque as acções deveriam ser claras desde a primeira hora.


Analisando o comunicado, a Benfica - SAD começa por referir que, devido ao incumprimento do pagamento acordado com a BE Plan, readquiriu a totalidade dos direitos desportivos e económicos de Roberto, por via de uma das garantias inerentes ao acordo de compra/venda (o que só acho bem). Resta perguntar, quando aconteceu essa reaquisição dos direitos económicos e desportivos e porque não foi comunicada, tendo sido necessária a intervenção da CMVM para que fosse divulgada e comunicada?


Pode ainda ficar a dúvida da quantidade do valor em falta, uma vez que a nova cedência, desta vez ao Atlético de Madrid, se cifrou nos 6 milhões de euros, quando a cedência dos direitos económicos à BE Plan se havia cifrado por volta dos 8.6 milhões de euros. Ou seja, o valor em falta é de 2.6 milhões de euros (resultado da diferença de valores)? É superior, havendo por isso uma desvalorização do activo? Ou é inferior havendo assim uma valorização? Isto é, quanto é que o Benfica, em concreto, recebeu da BE Plan?


Ao anunciar que readquiriu os direitos económicos e desportivos de Roberto, onde é que o Benfica enquadra as declarações do guardião Espanhol que afirma “Na realidade estive sempre vinculado ao Benfica até agora, por isso até se falou da possibilidade de regressar”?


A Sport Lisboa e Benfica – Futebol, SAD, ao informar que a totalidade dos direitos económicos do atleta, foram transferidos para o Club Atlético de Madrid SAD, esquece-se de referir onde e como entra o negócio “Pizzi” nisto tudo. Por quanto foi adquirido? O Benfica ficou com 50% do passe pelos 6 milhões de euros pelos quais transferiu, novamente, Roberto, o que faz de Pizzi um jogador avaliado em 12 milhões? O que faz do Benfica um clube que empresta jogadores de 12 milhões? Se os tais 50% do passe do jogador não valeram os tais 6 milhões, quanto valeram? Quanto destes 6 milhões serão liquidados em numerário? Se os 50% do passe de Pizzi foram avaliados por 6 milhões, quer dizer que o Benfica vende o mesmo jogador 2 vezes e em nenhuma recebe dinheiro? Ou se recebe, quanto?

Para finalizar, deixo aqui a opinião de um tal Pedro Santos Guerreiro (homem pouco esclarecido e ainda menos conhecedor destas matérias) quem em 2011 opinou sobre o caso Roberto, coisa que lhe valeu um processo em tribunal movido pelo Benfica que, diga-se, viria a ser arquivado:

http://www.record.xl.pt/opiniao/interior.aspx?content_id=710637&author=PEDRO+S.+GUERREIRO


Ao contrário do que um ou outro (pouco) anonimo possa pensar, esta sequência de post’s não redundou num fiasco, bem pelo contrário. O meu objectivo foi sempre fazer pensar quem possa e queira, não o de criticar “porque sim”. Como é absolutamente indesmentível e está demonstrado nos 3 textos, todo este processo é obscuro e encerra contradições que não podem ser encaradas como normais num clube que queremos serio e digno. São demasiadas as dúvidas que se levantam ao longo de todo o processo, são demasiadas as lacunas de informação. Se depois de tudo isto, ainda houver quem ache que foi tudo absolutamente normal e não há forma possível de ser levantada uma dúvida que seja, então perderá toda a legitimidade moral para questionar os meios e actos de qualquer Vale e Azevedo ou Pinto da Costa desta vida e demonstrará a sua índole e desconhecimento do que é o Sport Lisboa e Benfica e os seus 109 anos de história.


Perifraseando uma frequentadora da “casa” no espaço que temos no facebook (Raquel Segurado): “Tantas perguntas e tão poucas respostas… Parecemos o cavalinho a andar atrás da cenoura, quando achamos que temos a resposta lá, se adianta a cenoura mais um bocadinho…”

sábado, 27 de julho de 2013

Roberto, o filme.



A 25 de Maio de 2010, acabado de se sagrar campeão nacional de futebol pelo Sport Lisboa e Benfica, Jorge Jesus, ao seu estilo, dá uma entrevista ao programa televisivo “trio d’ataque” onde, entre outras coisas, “dispensa” os serviços do guarda-redes campeão Quim:


Exactamente um mês depois desta entrevista, o Benfica comunica à CMVM a aquisição dos direitos desportivos e económicos de Roberto, por 8.5M€:


Cerca de um ano, a 1 de Agosto de 2011, e muitos frangos depois, o Benfica, novamente através de comunicado à CMVM, anuncia ter chegado a acordo com o Real Zaragoza SAD para a transferência, a título definitivo, de Roberto, sublinhando que “A transferência do referido atleta, bem como da totalidade dos direitos económicos, foi concluída pelo valor de 8.600.000 (oito milhões e seiscentos mil) euros.”:


No dia seguinte a este comunicado, o Deportivo da Corunha fez sentir a sua indignação perante o montante gasto pelo Zaragoza na compra de Roberto, sem que tivesse liquidado dividas que permaneciam entre ambos os clubes espanhóis, pedindo mesmo a despromoção do novo clube de Roberto:


No mesmo dia, perante a notícia acima referida, a CMVM pediu esclarecimentos ao Benfica, sobre a transferência do guardião espanhol:


Através do seu director de comunicação, o Sport Lisboa e Benfica confirma o pedido de esclarecimentos urgente, feito pela CMVM:


Ainda no mesmo dia, o Zaragoza emite um comunicado onde afirma não ter sido o clube disponibilizar a verba para a transferência, isto apesar de o Benfica, no comunicado de venda, referir que os direitos económicos haviam sido vendidos ao Real Zaragoza SAD, explicando ainda que apenas lhe pertenciam os direitos federativos:


A comunicação social portuguesa, essa mesmo que adora fazer maldades ao Benfica, pareceu algo anestesiada e o destaque que deu ao caso e respectiva investigação do mesmo, foi mínima.

Na última semana começaram os rumores de que a transferência do jogador português “Pizzi” do Atlético de Madrid para o Benfica, estaria ligada com a transferência de Roberto para o Atlético de Madrid, sendo que o clube madrileno tinha por intenção emprestar o guardião ao Olympiacos. Mas espera ai, transferência de Roberto do Benfica para o Atlético de Madrid? Os gajos devem ter-se enganado, os direitos económicos e desportivos de Roberto haviam sido cedidos ao Real Zaragoza SAD em 2011... Quer dizer, não foi bem ao Zaragoza, apesar do comunicado oficial do Benfica à CMVM, foi a um fundo de investimento qualquer, que colocou o jogador no Zaragoza, assim é que é. Abutres estes jornalistas espanhóis.

No dia 26 de Julho de 2013… Surpresa: O Atlético de Madrid anuncia no seu site oficial o acordo com o Benfica para a compra de Roberto.


Já não bastavam os jornalistas espanhóis, agora até o Atlético de Madrid está carregado de abutres (quem sabe se não são os escribas do Ontem que lá mandam?) e que só pensam no “bota abaixo” da actual direcção do Benfica.

É curioso reparar que esta comunicação do Atlético de Madrid acontece às 19:40 de sexta-feira, altura em que a CMVM já se encontra encerrada para fim-de-semana, coincidências, obvio! É ainda curioso que em Portugal, não haja jornalista ou órgão de comunicação social que se questione sobre isto! Mais curioso, ou melhor, grave mesmo é o Benfica não ter reagido a esta situação de forma oficial através de algum membro dos órgão sociais da SAD (tipo, Presidente), nem sequer divulgar um comunicado que tente esclarecer a situação.

Prevendo já comentários que questionem se acho que o Benfica deve passar a vida a publicar comunicados sobre todas as notícias que surgem no mundo ligadas ao clube, digo já que não, mas que gostava de ver um comunicado que esclareça se o Benfica SAD cometeu um crime (falsas declarações à CMVM constitui crime) ou se o Atlético de Madrid está a envolver a SAD do clube em algo falso e que (pormenores) é passível de denegrir a imagem do clube Sport Lisboa e Benfica! Mas isso sou eu…

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Então mas Roberto não tinha sido vendido?

«Roberto Jiménez, guarda-redes espanhol que representou o Benfica na época 2010/11, está perto de ser confirmado como jogador do Atlético Madrid. Noticia o jornal “Marca” que o jogador de 27 anos irá assinar com os colchoneros um contrato válido por quatro temporadas e ser emprestado ao Olympiakos.Mais. Noticia ainda o diário desportivo madrileno que a transferência de Roberto do Saragoça para o Atlético Madrid completa o negócio que colocou Pizzi no Benfica, que detinha os direitos desportivos do guarda-redes. Ainda segundo a mesma fonte, o Atlético Madrid ficará com 50 por cento das mais-valias sobre uma futura transferência de Pizzi.», A BOLA

É a céu aberto e tudo. Eles querem lá saber. Está aí o museu - mais dois ou três anos de desculpas esfarrapadas estão já garantidinhos. Quando a coisa correr mal, lá virá "mas temos um Museu!", porque toda a gente sabe que é impossível ter um Museu e simultaneamente ganhar títulos, ser competente, respeitar o Benfica. O Roberto afinal não foi bem assim vendido pela tal soma milionária. O Atlético afinal... o Estádio afinal... o Pizzi afinal... O Reyes afinal... O Salvio afinal... As obras afinal... 

Não acordem que não é preciso.