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sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Obrigado, Mitroglou


Duas épocas, 88 jogos oficiais, 52 golos. Mais que os números e os títulos que ficam na História, permanecerá na memória encarnada como um jogador importantíssimo na conquista do tri e do tetracampeonato. Um jogador simples, profissional exemplar dentro e fora do campo, um goleador discreto e com um carisma muito especial sem nunca procurar protagonismo ou exigir atenções ou tratamento especial. Deixará saudade pelo golo, por aquele "because I like it" após a conquista da Taça da Liga e pela mantinha nos festejos de São Petersburgo. E sai com muita classe apesar de deixar antever nas declarações que haveria mais vontade por parte de outrem em vê-lo fora da Luz que vontade do próprio em sair.

Por tudo isto e pelo golo mais importante da História do tetracampeonato, Mitroglou será sempre recordado na Luz. 

domingo, 24 de julho de 2016

Belle (pré)époque

Tão habituados à volatilidade emocional dos adeptos, nem os benfiquistas mais pragmáticos conseguem escapar a um certo entusiasmo que se está a gerar em torno da equipa. E com razão. A época que se avizinha promete ser risonha.

O planeamento da pré-temporada saiu do papel para o campo de forma exemplar. As saídas, as grandes vendas, são inevitáveis num clube com a dimensão e poderio financeiro que o Benfica ocupa na Europa do futebol (e se outros não vendem, terão de explicar esse milagre de engenharia financeira). As saídas de Nico Gaitán e Renato Sanches ocorreram com a normalidade esperada, por verbas interessantes dada a qualidade dos futebolistas em questão, se bem que a conjuntura do mercado poderia ter favorecido mais o Benfica no caso da saída do jovem Renato, caso houvesse maior prudência e perspicácia dos seus dirigentes (mas falaremos desse assunto noutras núpcias). E precisamente por essa mesma conjuntura, aliada ao facto de o Benfica ter vendido "a alma ao diabo", leia-se, Jorge Mendes, o clube poderá ainda efectuar avultados encaixes financeiros sem a necessidade de abdicar das chamadas primeiras linhas: Talisca, Lisandro ou Samaris, jogadores que estão longe de serem indiscutíveis nas escolhas de Rui Vitória, poderão sair por verbas interessantes graças a esse facilitador de negócios chamado Jorge Mendes. Deste modo, jogadores fulcrais como Ederson, Lindelof, Salvio ou Jonas, poderão ficar apesar do assédio de grandes colossos europeus e de outros novos ricos que proliferam entre a Europa e a Ásia.

No campo das manutenções e contratações, ao contrário do que sucedeu, regra geral, nas duas últimas temporadas, o Benfica parece ter igualmente acertado o passo. Contratou pouco, com critério, para posições carenciadas e aparentemente com acerto. Assegurou o desconhecido Kalacia, que nos poucos minutos que teve deixou sinais surpreendentemente positivos para um jovem de 18 anos; fez regressar o outrora dispensado André Horta, que parece estar a impor-se com autoridade na posição que ficou órfã com a saída de Renato Sanches; expandiu com talento e velocidade as alas, com as chegadas de Carrillo, Cervi e Zivkovic, três jogadores individualmente muito diferentes mas com talento mais que suficiente para serem titulares; fez ainda chegar dois jogadores que, muito provavelmente, noutros Benficas mais fracos teriam entrada segura no plantel e talvez até no onze titular, mas que provavelmente rodarão um ano na Europa para se adaptarem ao estilo de jogo do velho continente, tão diferente do sul-americano, casos de Celis e Benitez. Sete jogadores no total. Longe dos camiões de 20 atletas que chegavam noutros verões, há assim não tanto tempo.

Mas não nos fiquemos pelo plano mais superficial da questão. A existência de uma pré-temporada na qual não se andou a fazer turismo em viagens intercontinentais para ganhar dinheiro influencia, naturalmente, a qualidade do trabalho e o produto final do mesmo. Da mesma forma, a presença de um plantel mais curto, no qual não é necessário fazer um casting com quase uma dezena de jogos amigáveis para aferir a qualidade dos jogadores, tem influência na qualidade do trabalho e na estabilidade do plantel. E assim se vê a diferença gritante da pré-época actual para a anterior: índices físicos muito interessantes para uma fase tão precoce da época, entrosamento e cumplicidade entre os jogadores, processos bem definidos tanto na coesão defensiva como na dinâmica ofensiva.

É certo que os resultados e as exibições da pré-época não apresentam causalidade directa com a classificação final do campeonato, mas é inegável que há uma correlação entre ambas as variáveis, especialmente no que diz respeito à forma como as equipas iniciam as competições desportivas oficiais. E atendendo à estabilidade directiva (sim, é verdade, a "estrutura" existe), de equipa técnica e jogadores, acredito que o Benfica tem o primeiro tetracampeonato da sua riquíssima história ao seu alcance.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Construção Plantel 2016-17



Estou há muito para escrever sobre o Benfica. Nesta altura parece-me que já tudo está a acontecer – compras, vendas e amigáveis – e eu estou ainda em modo férias.

A época que passou foi atribulada mas acabou de forma brilhante. Vários foram os jogadores que se afirmaram na equipa e muitas foram as portas que se abriram a novas apostas na formação.

Rui Vitória mostrou a todos, dentro e fora do clube, que se podia trabalhar mais com a prata da casa e ter-se menos urgentes necessidades de contratar.

A construção do actual plantel, responsabilidade da tal Estrutura, manteve o caminho de sempre mas chegada a vez de Rui Vitória agir este soube e teve coragem para assumir um novo paradigma.

Eu sou fã da cimentação da identidade de uma equipa:
- Estabilidade do plantel.
- Mudanças só cirúrgicas.
- Aposta nos homens da casa.
- Aposta nos jovens da casa.
- Estabilidade do Staff.
- Estabilidade no modelo de jogo.

A minha expectativa para a nova época seria a manutenção dos 16 principais jogadores, a venda daqueles que não se afirmaram nem no plantel nem enquanto emprestados, contratações muito cirúrgicas e uma contínua aposta na formação.

Mais especificamente, como construiria eu o plantel para 2016-17?

Antes de mais nada tenho de abordar a saída do Renato e do Nico.
Eu não teria vendido nenhum dos dois mas é sempre importante ter presente que há uma diferença entre aquilo que o clube nos comunica sobre as necessidades financeiras e aquilo que realmente são.

O Renato é um pilar da nossa formação e não fez sequer uma época inteira como sénior na equipa principal. Vê-lo crescer no nosso plantel traria um valor desportivo e emocional imensurável.
O Gaitán era o nosso maior criativo, um dos nossos capitães e fazia já parte da nossa identidade. Era verdadeiramente um de nós e o valor comunicado não compensa a sua ausência.

Neste exercício de construção do plantel conto já com estas saída.

Na baliza estamos maravilhosamente servidos.
Ederson e Júlio César são dois enormes guarda-redes. O Paulo Lopes é um terceiro guarda-redes de topo, tanto pela sua qualidade como pelo modo como vive e partilha a nossa mística.
Neste sector a minha única dúvida estaria na renovação do Júlio César. A afirmação do Ederson e o estatuto e custos do Júlio poderiam levar à sua saída. Nesta eventualidade teríamos de recorrer ao mercado para colmatar esta saída.

Também os laterais me parecem já definidos. Com o Semedo para a direita, o Grimaldo para a esquerda e o Almeida para ambos os lados, estamos já muito bem servidos.
Eu talvez não tivesse renovado com o Eliseu e escolheria para 4º lateral o Pedro Rebocho ou o Marçal.
Sobra o Sílvio. Gosto do jogador mas é feito de cristal e caiu muito na sua produtividade. É deixá-lo seguir o seu caminho com o término do empréstimo.

Para o centro da defesa tenho muitas dúvidas mas também uma grande certeza: Lindelof.
A acompanhar o sueco veria um jogador mais do estilo do Lisandro ou do Luisão mas tudo indica que o Jardel é quem parte à frente nesta disputa.
Tenho grandes dúvidas sobre aquilo que o Luisão ainda pode dar e também sobre o real valor do Lisandro.
Neste mercado aproveitaria, sem urgência, ou para vender o Lisandro e contratar um central imponente para fazer parceria com o Lindelof, ou para vender o Jardel e promover ou um emprestado ou um da equipa B – Fábio Cardoso ou João Nunes por exemplo.

No meio-campo a dois do Rui Vitória é essencial ter um médio mais posicional e defensivo e outro todo o terreno com capacidade de progredir e rasgar com a bola no pé. Temos o Fejsa mas não temos um Renato Sanches.
Na posição mais recuada o sérvio é um autêntico monstro. Sem limitações físicas é o dono do lugar.
Gosto do Samaris mas não particularmente a 6. O grego é um excelente terceiro médio num meio campo a dois.
As lesões do Fejsa aumentam a necessidade de um suplente directo para a posição. Não iria ao mercado e abriria espaço nesta pré-época tanto para o emprestado Pelé como para os Bês Gilson Costa e Dawidowicz.

Na segunda posição do meio-campo estamos carentes de um titular e de um suplente. É aqui que vejo a única grande necessidade de atacar o mercado. Não temos nos nossos quadros um substituto directo ao Renato. É urgente encontrar uma solução.
Para começar como suplente na posição 8 eu apostaria no João Teixeira. Também o Guzzo poderia ter a sua oportunidade. Continuo ainda por perceber o que pode dar o Cristante ao Benfica.
Dos médios da última época falta referir o Taarabt e o Talisca. O Taarabt é um enorme fiasco e uma página que temos de virar rapidamente. O Talisca não serve para o Benfica e ou o vendemos assegurando uma percentagem futura ou o emprestamos para crescer num campeonato europeu competitivo.

Partindo agora para terrenos mais ofensivos passo a bola para as alas.
Pizzi, Salvio, Carcela e Guedes. Poderia ficar fechado assim mas penso que podemos fazer melhor.
Á primeira vista deslocaria o Pizzi para a esquerda e entregava a ala direita ao Salvio.
A minha maior certeza aqui é o Pizzi. Sempre fui seu fã e apesar de ver as suas muitas limitações considero-o indispensável para o nosso futebol. Sem ser uma estrela o Pizzi é um jogador criativo, inteligente, colectivo e com uma excelente leitura táctica. Parece-me ser o jogador mais indicado para colar os vários sectores ofensivos e ainda oferecer uma maior presença na zona do meio-campo.
Sobre o Salvio ficam as dúvidas sobre as condições em que vai aparecer depois das longas paragens que teve.
O Carcela mostrou qualidade mas não confirmou ainda ter o potencial suficiente. Ou é uma séria opção para agarrar a vaga do Nico ou então acho que o devemos emprestar também a um campeonato europeu competitivo onde possa explodir.
O Guedes por agora não me parece que possa ser mais que uma solução no banco. Tem a vantagem de poder ser também uma opção para uma zona mais central do ataque.

O Nuno Santos poderia ser uma opção para o plantel mas depois da lesão que teve penso que o melhor será emprestá-lo.
Entre os emprestados temos como possibilidade tanto o Hélder Costa com o Djuricic. Sinceramente já perdi esperanças no sérvio.
O Fariña foi mais uma brincadeira e o Diego Lopes não se enquadra no modelo que o Vitória tem utilizado.

A contratar um extremo só mesmo se fosse um craque que não deixasse qualquer margem para dúvidas. Tanto o Carrilo como o Cervi já estão confirmados pelo menos desde Janeiro e com estas contratações não há mais qualquer necessidade de olhar para o mercado e acabou-se o espaço tanto para o Carcela como para o H.Costa e Djuricic. Aliás, fica por saber se é compatível ter Salvio, Carrilo e Cervi simultaneamente no plantel.

Para mim quanto a avançados não há nada a mexer.
A permanência do Mitroglou foi a decisão mais acertada e teremos uma excelente competição pela posição 9 entre o grego e o Jiménez. O mexicano é também um excelente avançado e mesmo que não ganhe a titularidade será um jogador crucial vindo do banco.
O Jonas é dono e senhor da sua posição. A posição Jonas. Sem um suplente directo no plantel, tanto o Guedes como o Pizzi podem fazer a cobertura ao craque brasileiro.
Na equipa B não vejo ninguém que pudesse entrar nestas contas. Quanto aos emprestados há dois jogadores que merecem alguma atenção – Rui Fonte e Nélson Oliveira. Contudo nesta altura não me parece que haja espaço para eles. O Nélson precisa de um bom empréstimo para se afirmar de vez. O Fonte talvez esteja na hora de partir mas também pode ficar como cautela, pelo menos até Janeiro.

(Vou aqui assumir que o Benfica não tinha uma palavra a dizer sobre o Jonathan Rodríguez. Negócios mal explicados são negócios mal explicados.)

Portanto o meu plantel para 2016/17 seria:

Ederson
Júlio César
Paulo Lopes

Nélson Semedo
André Almeida
Grimaldo
Eliseu (P.Rebocho/Marçal)

Luisão
Lisandro
Lindelof
Jardel

Fejsa
Pelé
Samaris
João Teixeira
(Contratar médio)

Pizzi
Salvio
Cervi
Carrilo
Guedes

Jonas
Jiménez
Mitroglou
(Rui Fonte)

Resumindo, saídas do plantel principal seriam quatro: Sílvio, Taarabt, Talisca e Carcela. A não continuidade do Júlio e principalmente do Eliseu era algo a se ponderar, tal como a venda do Lisandro ou do Jardel. A única urgência de mercado seria a de um médio. A compra de um guarda-redes, de um central e de um extremo ficariam dependentes das vendas.
Apostaria na manutenção da espinha dorsal completa, num olhar sobre a equipa B e emprestados e depois sim num olhar cirúrgico ao mercado. Contratações não cirúrgicas só mesmo de indiscutíveis que aumentem indubitavelmente a qualidade do 11 titular ou de jovens com um potencial estrelar incontestável.

Infelizmente já começou o habitual camião de jogadores e a única contratação crucial não foi ainda concretizada. Chegaram o Celis e o André Horta para o meio-campo mas nenhum deles me parece ser a solução para a vaga do Renato, isto apesar de gostar muito do Horta.

Além do Taarabt é indispensável vender/dispensar jogadores como o Harramiz, San Martín, Fariña, Bebé, Lolo Plá, Olá John, Candeias, Cristante, Djuricic, Derley, Mukhtar, Luis Felipe, César, Gianni Rodríguez e Jorge Rojas. Tenho dúvidas se o Rúben Amorim e o Steven Vitória ainda fazem ou não parte dos quadros do Benfica.

Agora venha daí o Sheffield e por favor Benfica,

Dá-me o Tetra e Seis


terça-feira, 14 de julho de 2015

Maxi Pereira e o FC Porto

Oito anos depois da chegada como jogador incógnito, oito anos depois de ter conquistado, por mérito próprio, o carinho e a admiração dos adeptos do Benfica, oito anos depois de vénias, de cânticos, de estandartes, de títulos e, mais importante que tudo isso, depois de ser sub-capitão e de ter capitaneado por várias ocasiões o mais titulado e prestigiado clube português, Maxi Pereira decidiu por vontade própria assinar pelo maior rival.

Manipulado ou não pelo seu empresário, cuja índole conhecemos há muito, Maxi Pereira não tem desculpa. Poderia ter saído para a Turquia, onde o Galatasaray lhe oferecia uma avultada soma, poderia ter saído para Espanha, onde se fala o seu idioma nativo, poderia ter saído para Inglaterra, onde pelo que se sabe tinha mercado, mas preferiu o Porto. Maxi, o herói, o ídolo da Luz, o homem com oito anos de casa, preferiu esquecer o passado e rumar a quem tanto mal nos quer e tanto mal nos fez.

O seu comportamento ao longo destas últimas semanas de negociação, para não dizer meses, foi igualmente inenarrável. Maxi revelou-se, tal como há três anos, aquando da sua primeira renovação de contrato, um indivíduo sem escrúpulos, que tentou leiloar-se à espera de uma proposta milionária, utilizando a família como escudo de defesa , desrespeitando os adeptos que sempre o acarinharam e mentindo inclusivamente à Direcção, quando a cerca de duas semanas antes do final do mês de Junho deu o acordo com o Benfica como confirmado e encerrado, voltando posteriormente com a palavra atrás sem dar qualquer justificação a quem lhe pagou o salário durante oito anos e com quem manteve esta morosa negociação. Gratidão? Não a peço. Peço respeito, pelo menos. Respeito por quem lhe pagou a tempo e horas, respeito por quem o idolatrou, respeito por quem o ajudou a chegar à Europa, a mostrar-se no Velho Continente e o ajudou a chegar às 100 internacionalizações e à capitania da selecção celeste.

A perda de Maxi, ao contrário da de Jorge Jesus, custa-me. Custa-me porque, independentemente do seu valor, Maxi Pereira foi nestes oito anos um jogador “à Benfica”. Exibiu dentro de campo um profissionalismo ímpar, tão típico de poucos jogadores que nós, mais jovens, vimos, tão típico dos muitos ídolos que pais e avós nos contam dos anos 60, 70 e para alguns, 80. Contudo, e centremos atenções no plano desportivo, o que não falta no mercado são jogadores com tanta ou mais qualidade que Maxi. Não desvalorizando o uruguaio, cujos atributos futebolísticos não são de desprezar, a verdade é que o Maxi Pereira de hoje em dia valia pelo conhecimento que tinha do jogo e, sobretudo, pela matreirice. É um jogador “rato”, que sabe quando cavar a falta, quando fazer a falta certa, no lugar correcto, no tempo exacto, e com uma garra e vontade pouco comuns que compensam a indisciplina táctica imprópria de um defesa direito que tanto pode aparecer na área, qual ponta-de-lança, ou na posição de número 10 para fazer uma assistência para golo. Com o avançar da idade, Maxi foi perdendo velocidade, perdeu capacidade de drible e finta (lembram-se quando ele conseguia ir à linha, fingir que ia cruzar e meter a bola para dentro?) e tornou-se um jogador mais “pesado”. Não sendo “velho” aos 31 anos, a verdade é que a longo prazo o Benfica pode conseguir melhor no mercado. Choca-me a perda do jogador por tudo o que representava, mas não fico sobejamente preocupado com uma eventual perda qualitativa porque a haver competência na gestão do mercado, não ocorrerá. 

Podemos tentar perceber o ponto de vista do jogador. Maxi sempre falou na família, na família, na família e a verdade é que, a fazer fé nos números veiculados pela comunicação social, os 6 milhões de euros que o Benfica se dispunha a pagar em 3 anos ficam muito aquém dos 16 milhões que o Porto oferece em 4 temporadas. Mas pelos vistos, para Maxi, o dinheiro é mesmo tudo. Teve clubes internacionais (com o Galatasaray à cabeça) a oferecer muito dinheiro, mas nenhum deles tanto quanto o Porto. E foi esse o motivo que o fez assinar pelos azuis-e-brancos. A família, a família, a família... que nojo usar a família como argumento para querer ganhar mais e mais dinheiro, esse sim o único objectivo. Em jeito de conclusão, resta dizer que o Benfica perdeu um bom jogador e o Porto fez um mau negócio. No meio disto tudo, só mesmo o jogador fica a ganhar. E “só” do ponto de vista financeiro. Até porque se fizesse o que fez ao Benfica lá na terra dele, o mais provável era acabar numa valeta ou pelo menos ser ameaçado com um tiro na rótula, qual Paulo Assunção.

P.S. Nada a dizer da atitude da Direcção do Sport Lisboa e Benfica. A Direcção, em especial na pessoa do seu presidente, não pode entrar em loucuras ou devaneios financeiros por jogadores com muitos anos de casa que já deveriam ter percebido o que é o Benfica. Entrar no leilão que Maxi e o seu empresário queriam seria um desprestígio para o próprio Sport Lisboa e Benfica. 


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Há uns anos, num hospital da Grande Lisboa, deu entrada na pequena cirurgia um miúdo dos seus 10 anos. Joelhos escalavrados, sobrolho acerto, uma bola de futebol debaixo do braço. “Caiu de um muro quando tentou apanhar a bola”, disse a mãe. Por entre a desinfecção das feridas e a sutura do sobrolho, uma colega minha resolveu meter conversa com o petiz:
- Então, magoaste-te muito? De que clube és?
- Sou do Benfica e do Real Madrid – respondeu o rapaz.
- E qual é o teu jogador favorito? O Ronaldo ou o Messi?
- É o Maxi Pereira.

Raros serão os adultos que têm Maxi Pereira como o seu jogador preferido. Muito menos uma criança. Disto, Maxi, só poderias encontrar num clube. E o dinheiro não compra estas coisas.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

"É fácil arranjar clube a Jesus"


Difícil é arranjar um que lhe pague 4 milhões de euros por ano.

Depois de em 2010 ter chantageado Luís Filipe Vieira com a proposta que recebeu do FC Porto, desta vez a estratégia de Jesus e do seu empresário passa por utilizar o jornal com o qual Jesus tem uma excelente relação para apressar a renovação de contrato.

Fica a questão: se Jesus é um treinador com tanto mercado como o seu empresário diz, qual a necessidade de querer acelerar uma negociação que poderia ser muitíssimo mais vantajosa ao homem da Reboleira se esta se fosse arrastando? Ou será que apesar de ser "fácil arranjar clube a Jesus" não há assim tantos clubes interessados no Jorge? É que se esses clubes forem os Mónacos e Valências por onde Jorge Mendes costuma colocar os seus agenciados, a verdade é só uma: nenhum destes clubes paga 4 milhões de euros ao seu treinador e nenhum destes clubes está tão perto de poder ganhar títulos nacionais quanto o SL Benfica.

Pensem nisso.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Considerações sobre o futebol do Benfica


Olhando para o jogo com o Mónaco na passada Terça-Feira, analisando o que ia acontecendo tanto em termos colectivos como individuais, teci várias considerações. Algumas já ditas perante jogos anteriores e outras confirmadas durante este último jogo europeu.
Os próximos cinco pontos que vou apresentar aparecem como uma consolidação da análise que ontem fiz do jogo.

- Ficou claro que o Benfica precisa ter no banco uma solução para as alas na qual o treinador acredite e aposte. Com o Pizzi a ser trabalhado para ser 8 e com o Ola John lesionado e mais vocacionado para a esquerda, sobram o Sulejmani, Tiago e Guedes. Para mim seria um all-in no miúdo. Não sendo esta a escolha então que se comece a dar competição ao Sulejmani.

- Com avançados de trabalho mas sem golo no pé, quem tem aparecido é o goleador Talisca. O brasileiro está com o pé quentíssimo. Quando se espera que um ponta de lança finalize e um segundo avançado, ou 9,5, construa, o que temos visto no centro do ataque benfiquista é uma inversão desses papéis.

Antes de falar do Talisca deixo já esclarecido que não dava nada por ele até há um mês e agora já lhe reconheço mais qualidades apesar de estar longe de me convencer. Ainda não vejo no brasileiro um jogador com qualidade e potencial para ser titular num Benfica de grandes voos.
Pé esquerdo com talento, confiança com a bola, bom arranque e uma boa capacidade de, sem bola, ler os processos ofensivos da equipa. Além disso tem também grande humildade no seu jogo.
O rapaz marca imenso mas ainda não fez um jogo que me permita dizer “ganda joga do Taliscão”. Aparece a espaços, isso quando aparece. É um jogador de momentos e que necessita de espaço para jogar.

No processo defensivo da equipa desaparece, não mostra capacidade para participar nos equilíbrios do meio-campo e durante 90 minutos facilmente se deixa ofuscar pela qualidade dos nossos alas.

Estes desaparecimentos também são muita culpa do Jorge Jesus. O Talisca é um 10 que veio para jogar a 8 e que acabou por ser adaptado ao 9,5 do JJ. Andando a rodar entre duas posições que não são a sua, é normal que o jogador se sinta perdido em campo e que só quando reunidas determinadas condições consiga dizer presente.
Este jovem brasileiro precisa de espaço para desenvolver as jogadas, rende jogando de frente para a baliza e liberto de responsabilidades defensivas. Tem também uma grande capacidade de finalização.
A 8 fica demasiadamente longe da sua zona e com pouco espaço. A 9,5 fica condicionado na sua progressão e é obrigado a jogar mais de costas para a baliza.

Veio rotulado de especialista em bolas paradas, contudo tem sido uma desilusão nessa vertente. É a sua veia goleadora, desconhecida dos seus descobridores, que tem feito a diferença.

Deixo uma pergunta. Será que com um jogador que apresente um maior rendimento colectivo, a equipa não ganhará mais do que com os golos do Talisca?

- A questão quente esta época tem sido na posição 6, com o Samaris longe de mostrar ser a solução.
O problema é que no plantel só temos um jogador com características para esse lugar, o sérvio Fejsa que só volta aos treinos em Janeiro depois de 7 meses parado. Sem o sérvio sobra o André Almeida, um jovem regular, um jogador útil e que neste Benfica é o bombeiro de serviço.
A equipa-tipo de Jorge Jesus necessita de um 6 como o Javi ou o próprio Fejsa. Um 8 naquela posição desequilibra a equipa e condiciona o Enzo. O Matic brilhou ali mas não podemos comparar enormes com bons médios. Mesmo com o Matic a equipa jogava em desequilíbrio mas tinha muito mais talento.
Quem não se lembra da péssima primeira metade de época do Enzo em 2013-14?

- Sobra falar sobre o maior dilema dos 6 anos de Jorge Jesus. De César Peixoto a André Almeida, a lateral esquerda tem sido quase um constante problema.
Numa época para a qual não quisemos negociar com o Siqueira, para a qual não vimos talento na formação e para a qual contratámos 3 laterais esquerdinos, a melhor solução para a posição 3 é sem dúvidas o destro centro-campista André Almeida.

- Por fim a abordagem ao mercado. Desastrosa na minha opinião.
Vendas foram muitas. Saíram vários jogadores cruciais. A formação não foi, mais uma vez, um “mercado” a ter em conta. A planificação dos reforços foi simplesmente pobre.

Chegaram bons jogadores mas também vários jogadores sem lugar neste nível.

Júlio César, Samaris, Cristante, Talisca, Jonas e Derley trazem qualidade à equipa mas são também o espelho da má planificação. Uns chegaram para a posição errada, outros tarde demais, outros por valores inaceitáveis e outros como solução somente para o imediato.

Bebé, Benito, César, Eliseu, Candeias, L.Felipe e Djavan falam por si.

Neste momento ainda temos uma parte do plantel em pré-época, temos o nosso ponto forte (alas ofensivas) a caminho da exaustão e continuamos sem uma solução clara para a vaga no centro da defesa, na lateral esquerda e na posição 6.

sábado, 2 de agosto de 2014

Djavan assina pelo SC Braga

Contrato de 4 anos. Sobre este assunto, remeto-vos para duas imagens. A primeira, de um post aqui escrito a 13 de Junho. A segunda, de um comentário da propaganda vieirista. É tudo, senhores. Adeus e boa tarde (dentro do possível).



O funeral de Óscar Cardozo

Não contem comigo.

As notícias sobre a morte futebolística de Cardozo são, como diria Mark Twain, "manifestamente exageradas". Não sei se está lesionado, se devia ter sido operado, se está desmoralizado, triste ou apenas e só fora de forma. O que sei é que o golo de Cardozo acaba sempre por aparecer, mais cedo ou mais tarde.

Estamos a falar de um jogador que há menos de um ano estava a carregar uma equipa genial às costas. Na fase mais negra da temporada benfiquista, que terminou com o triplete tão desejado, Cardozo foi peça fundamental ao apontar golos decisivos que valeram pontos no campeonato e que permitiram dizimar o Sporting num jogo onde fez uma exibição fenomenal, isto depois de praticamente não ter feito a pré-época devido à ostracização a que foi votado por Jesus. Mais: em cada uma das últimas três temporadas, Cardozo foi o jogador do Benfica que precisou de menos tempo para marcar um golo. 

Seja como for, Oscar Cardozo terá o seu lugar guardado na História do Benfica pelos golos que marcou e, sobretudo, pelas atitudes que demonstrou ao longo dos anos. Não me esquecerei da forma como sempre aceitou a sua condição de suplente, com Camacho, Quique ou Jesus, do seu comportamento aquando da morte de Eusébio e, mais recentemente, da forma como defendeu Shéu naquele triste episódio em White Hart Lane.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Análise aos "reforços" (II)

João Teixeira - Chegou, viu e… surpreendeu. Ninguém diria que este jovem da formação, que não se tinha afirmado por completo na época transacta na equipa B, iria estar a um nível ao ponto de se equacionar a manutenção no plantel principal. João teve a sorte de Fejsa estar lesionado, André Gomes ter sido vendido e Almeida e Amorim terem direito às férias pós-Mundial. De outra forma, alguém acredita que este jovem teria os minutos suficientes para ser lançado às feras e demonstrar o seu futebol? Tem muita sopa para comer, mas não há melhor lugar para aprender a comer a sopa que na mesa dos crescidos.

Bernardo Silva - O exemplo diametralmente oposto ao de João Teixeira. Titularíssimo na equipa B, talento da escola de formação e figura assídua no onze das selecções jovens de Portugal, mas sem oportunidades na equipa principal. A ausência de um "10" clássico no esquema de Jesus não explica tudo. Como desaproveitar um talento destes? É ver o que Jesus está a fazer. Dar 10 minutos em amigáveis de pré-época e esperar que saque um coelho da cartola é surreal. Quase provocador. Bernardo tem futebol para ser jogador do Benfica no imediato e tudo para se tornar uma referência nacional no futuro. Isto se houver vontade em apostar nele.

César - Directamente da segunda divisão brasileira para uma equipa de Liga dos Campeões. Talvez o salto seja maior que a perna para César, no imediato. O central canarinho tem características físicas e mesmo técnicas interessantes, mas nota-se claramente a "falta de escola" de quem acaba de chegar da América do Sul. A forma como oferece o corredor central no golo do Ajax é de amador. Mas tem qualidades interessantes para ser trabalhado. Com Luisão, Lisandro, Jardel e havendo a possibilidade de o Benfica contratar mais um central, talvez fosse benéfico para todos se César rodasse um ano por empréstimo na Europa.

Sidnei - Quando chegou à Europa, proveniente do Internacional de Porto Alegre, com apenas 18 anos, antigos colegas e treinadores referiram o seu potencial mas também a falta de vontade e a preguiça que Sidnei manifestava nos treinos. Passaram-se seis anos e vimos tudo isso e mais um par de botas. Sidnei mostrou um grande potencial e uma ausência de vontade em ser o jogador que prometia. Não se cuidou, foi um mau profissional e jamais atingirá os voos que lhe eram destinados. Mais 5 milhões de euros gastos em 50% do passe. A dispensar.

Candeias - Alertámos os nossos leitores para os moldes em que esta contratação foi feita. Explicámos quem foi o intermediário e qual a vontade de Jesus em ter este jogador no plantel. Quase sem oportunidades para se mostrar na pré-época, ontem acabou por ser lançado aos 91 minutos de um jogo que terminaria ao minuto 92. É preciso explicar mais alguma coisa? Independentemente da qualidade que possa ou não ter, a contratação da Candeias foi absolutamente escusada face às necessidades do Benfica. Não percebo isto.

Victor Andrade - A escassez de oportunidades para se mostrar aliada à idade parecem indicar a equipa B como provável destino deste atleta. É praticamente impossível dizer alguma coisa sobre as suas qualidades futebolísticas dado que actuou apenas 7 minutos contra o Marselha e não parece provável que vá ser opção na Emirates Cup.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Análise aos "reforços" (I)

A praticamente dez dias de disputar a sua primeira competição oficial (e logo uma final), o Benfica apresenta no seu plantel principal cerca de trinta e seis jogadores. Entre saídas por empréstimo, vendas, dispensas e contratações, muita água vai correr debaixo da ponte da Luz até 31 de Agosto, como costuma ser hábito. No entanto, já se conseguem tirar apontamentos de alguns jogadores. Eis as primeiras impressões de algumas caras novas que se apresentaram para trabalhar com o plantel principal:

Djavan - Djavan, Djaveio, Djafoi, Djaandou. Nunca contou para Jorge Jesus, como aqui anunciámos ainda antes do seu primeiro treino. Um jogador trazido por Jorge Gomes, é bom relembrar. Que seja feliz em Braga e que o vínculo contratual de quatro anos celebrado com o Benfica passe depressa.

Luís Filipe - Apresentou-se num estado lastimável para um futebolista. Como se não bastasse, não exibiu um resquício sequer de qualidade nos jogos que disputou. Com Maxi, Cancelo, Almeida e, quem sabe, Sílvio, não há motivos para ficar no plantel. Que seja emprestado a um clube português, em vez de ser recambiado para a América do Sul, a ver se aprende alguma coisa.

Loris Benito - Ao contrário do que o Ricardo acha, Benito parece-me um bom jogador. Não é um lateral explosivo mas incorpora-se bem no ataque. Defensivamente para ser tão forte quanto Siqueira, pecando talvez na excessiva procura em "fechar o meio" quando a bola está no sector oposto ao seu. É muito jovem e tem escola. Tenho poucas dúvidas de que vai conseguir impor-se a curto/médio prazo.

Talisca - Positivamente surpreendido. Para quem jogava perto do ponta-de-lança no Brasil, Talisca adaptou-se fácil e rapidamente às exigências e ao conceito que Jorge Jesus quer. Excelente trabalho desenvolvido entre ambos. Um jogador bastante interessante para ser trabalhado com tempo. Independentemente da saída de Enzo Pérez, parece-me que Talisca vai assegurar com alguma facilidade um lugar no meio-campo do Benfica.

Franco Jara - Muita raça, muito lutador, muito trabalhador… mas contas feitas dá quase nada. Jara entra para o quinto ano de contrato com o Benfica (apesar de só ter cumprido uma temporada) com os mesmos vícios do primeiro dia e sem ter evoluído nada. A expulsão com o Marselha e o penalty falhado com o Ajax devem ter sido suficientes para assinar a sua dispensa.

Derley - Exibiu algumas qualidades técnicas que não são habituais num jogador com o seu perfil. Confesso que vi pouco deste avançado no ano passado, ao serviço do Marítimo, mas gostei do que vi nestes jogos particulares. Parece-me curto para titular, mas apresenta uma explosividade e presença física interessantes. Esperemos que não seja apenas um Hassan ou um Marcel que se farta de marcar golos em clubes do meio da tabela mas que quando dão o passo em frente desaparecem.

terça-feira, 22 de julho de 2014

E nem uma trafulhicezinha...

Praticamente um mês depois da transferência de Garay por 6 milhões de euros, duas teorias veiculadas por alguns benfiquistas caíram por terra: a primeira, de que os 6 milhões de euros corresponderiam à parcela que o Benfica detinha do passe do argentino, foi desmentida em comunicado oficial do Clube à CMVM, onde foi esclarecido que os ditos 6 milhões eram pela totalidade do passe e que desse montante apenas 2,4 milhões entrariam nos cofres encarnados; a segunda, de que o Zenit pagaria um montante absurdamente inflacionado por um qualquer jogador encarnado de forma a "contornar" o facto de o Real Madrid ser detentor de metade do passe de Garay e assim caber uma fatia financeira maior ao Benfica na soma de ambos os negócios, parece cada vez mais improvável dado que quatro semanas depois não há sinais vindos da Rússia de interesse em jogadores do Benfica.

Desta forma, muitos benfiquistas estão tristes e desapontados com o facto de não termos conseguido um encaixe financeiro mais significativo com a venda de um central que é, neste momento, indiscutivelmente, top 10 a nível mundial. Com tantas negociatas com que Luís Filipe Vieira nos tem brindado ao longo dos anos, é caso para perguntar: "Então e desta vez, senhor presidente? Nem uma trafulhicezinha?"

Vieira tem de explicar este negócio. Não cabe na cabeça de ninguém vender Garay pelo preço que se vendeu. Nem se aceitam as pseudo-explicações que a guarda pretoriana do presidente tem vindo a debitar quase todos os dias seja em diários desportivos, fóruns e blogs, ou mesmo no veículo de propaganda do clube, agora denominado de BTV. 

domingo, 20 de julho de 2014

Recados para serem ouvidos por quem tiver orelhas grandes


"Aquilo que eu posso prometer é aquilo que tenho prometido ao longo dos 5 anos, é trabalho, qualidade do trabalho, tentar valorizar o máximo possível a equipa em títulos, jogadores e isso só se consegue com trabalho. Mas só trabalho, só trabalho isso não chega, tem de haver qualidade."

Jorge Jesus, no final do jogo


sábado, 19 de julho de 2014

O poder e a influência dos fundos


Um dos melhores jornalistas e comentadores que por aí anda dá pelo nome de Rui Pedro Braz. Análises isentas, imparciais, bastante perspicazes e sem necessitar de se colocar em bicos de pés. Dizia Rui Pedro Braz aqui há uns dias que o grande problema dos fundos e de alguns empresários é, além de não se saber muito bem de onde vem, para onde vai e por onde circulou o dinheiro, a capacidade que os fundos têm de "decidir" os campeonatos através da vontade que têm de ver um jogador específico num determinado clube, o que acarreta uma necessária viciação de resultados. Se um fundo com alguns jogadores de grande qualidade decidir colocar esses mesmos atletas no clube X, não fica muito mais fácil a esse mesmo clube ser campeão sem investir o próprio dinheiro?

Basta ver o que se passou no ano passado com o Benfica e o que se está a passar este ano com o Porto para percebermos quem é que fez all in sem usar as próprias fichas. É assim que se ganham campeonatos. Ou acham que há petróleo no Beato?