Garboso,
implacável sábio dos negócios
como um Dragão que o ar queima e bica
vocifera do alto o grande líder
«Trabalho para cumprir o sonho dos sócios:
um Benfica made in Benfica!»
Ó ancião de grisalho bigode;
ó recordista pluriclubista;
ó usurpador de números verdadeiros
de verdadeiros sócios que,
do Benfica amigos,
a ele as suas vidas entregaram, plenos e inteiros;
ó ancestral compincha do Dourado Rei
que conforme as precisões
do seu castelo o teu ego incha e desincha;
ó inequívoco companheiro de inequívocas e concubinas curas
de Fernando, o vilão das facturas;
prestimoso, serviçal e íntimo do Senhor trajando robe ilustre
de ti fazendo não mais do que modesto lustre;
Ó antecipador de eleições
evitando verdades ingratas;
ó ausente de duelos, ó prestidigitador de leis
réptil trambiqueiro
que os benfiquistas trapaceias e
o Benfica matas.
Ó Dourado Bigode, ó douradas orelhas
um cofias, as outras mostras às ovelhas;
De lata o pecúlio que dás às nobres gentes
de oiro o entulho de onde falas e mentes.
Ó de fraca índole, ó de rasteiro jaez
mira só o que não vêem os pobres nem tu vês
ali no reino dos porquês:
Neste enfermo e adulterado benfiquinha
propriedade do Fidalgo Ventoinha
os resultados são à Sporting,
os valores são à Porto;
Resistem batráquios, tachistas, proxenetas,
palhaços, disformes, equilibristas, manetas.
O rei vai nu
e o Benfica vai morto.