A notável obra humorística chama-se "A esterilidade da possessão" e aborda o jogar do Barcelona. Ao ler, ri-me bastante com esta maravilhosa confissão que Miguel Lourenço Pereira faz de que não percebe 0,1 por cento do que vê quando vê jogar a equipa catalã. Lembrou-me também um texto do vendido Luís Fialho que dizia, para explicar a sua aversão ao jogo do Barça, isto:
«Já aqui disse várias vezes que não aprecio o estilo.
Gosto de futebol atlético, jogado por gente alta e forte, gosto de profundidade nas alas, de velocidade, de cruzamentos, de jogo aéreo, de remates prontos, e de pontas-de-lança (de longe, a minha espécie preferida no mundo da bola). Não gosto de toques e retoques para o lado e para trás, de rodopios, de malabarismos circenses, nem de fintas em cabines telefónicas. Distingo teatro de desporto. Nos palcos gosto do primeiro. Nos relvados…do segundo.»
Gosto de futebol atlético, jogado por gente alta e forte, gosto de profundidade nas alas, de velocidade, de cruzamentos, de jogo aéreo, de remates prontos, e de pontas-de-lança (de longe, a minha espécie preferida no mundo da bola). Não gosto de toques e retoques para o lado e para trás, de rodopios, de malabarismos circenses, nem de fintas em cabines telefónicas. Distingo teatro de desporto. Nos palcos gosto do primeiro. Nos relvados…do segundo.»
Gente alta e forte. Gente forte e alta. Guardiola, Guardiola, não percebes nada disto.