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domingo, 29 de janeiro de 2017

Teatro na Austrália



O excelente comentador da Eurosport, Miguel Seabra, lembrava no início desta final histórica a frase genial de Navratilova: "Federer é o melhor de todos os tempos; Nadal é o melhor entre os dois."

Hoje Federer conquistou muito mais do que o 18° título do Grand Slam. Hoje Federer não foi só o melhor de todos os tempos - foi também, e sobretudo, o (muito) melhor entre os dois. Cai assim o pano cénico com maravilhosos momentos de Ténis: aos 35 anos, o génio finalmente domou a sua besta negra.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

A BOLA, como devia ser sempre.

A capa de hoje d´"A BOLA" é histórica. Desconheço se nas várias décadas de existência do jornal alguma vez o Ténis teve direito a tamanha distinção - arriscaria um "nunca". Num país em que é valorizado o lado boçal do futebol - não o maravilhoso e eterno que também existe, embora seja deixado de lado -, as quezílias, as novelas idiotas, as mentiras, as invenções, a insinuação torpe, a baixeza moral (há público em dose substancial para isso - basta ler a generalidade dos disparates e imbecilidades ditos nas redes sociais), hoje foi um dia bonito para o jornalismo desportivo português. Hoje o "A BOLA" foi digno da sua História.


domingo, 20 de janeiro de 2013

Um dos melhores jogos de sempre.

O Ténis é um desporto fabuloso. Dos que requer mais estratégia, instinto, técnica, capacidade mental. É, com o snooker, o xadrez e o futebol, um dos meus desportos de eleição. E é, tal como os outros três, muito mais do que uma soma de características físicas e técnicas. Para além da beleza e complexidade, é um desporto seguido por gente na sua maioria verdadeiramente desportista, sem facciosismos bizarros nem ódios e guerras que tantas vezes vemos sujarem o futebol. Talvez sejam essas as grandes diferenças entre a generalidade dos adeptos do ténis e a generalidade dos adeptos do futebol - paixão pelo desporto, conhecimento profundo do jogo, respeito pelo adversário, educação. A paixão por um desporto não quer dizer ódio nem parcialidade desmesurada. O Ténis comprova que pode haver intensa paixão e profundo amor pelo jogo sem cair na boçalidade mais primitiva. É ainda, neste país, um desporto completamente desvalorizado. E é pena, porque poucos conseguem dar-nos tanta emoção como o Ténis.

Foram 5 horas e tal de um jogo fabuloso. A melhor esquerda do circuito (Wawrinka) contra o melhor defensor do mundo (Djokovic). Nunca se perdeu qualidade e intensidade, foram 5 sets sempre a um nível estratosférico. No fim, pendeu para o sérvio, que nos momentos decisivos costuma fazer a diferença. Mas o suíço demonstrou toda a qualidade que tem. Se mantiver este nível, pode facilmente disputar outros troféus do Grand Slam. Obrigado por um dos melhores 5 jogos que vi na vida.

1-7-6-6(5)-12

6-5-4-7(7)-10



sábado, 8 de setembro de 2012

Obrigado, Kiko.

Pela primeira vez na História do Ténis um português inscreve o seu nome na lista de vencedores de um dos torneios do Grand Slam - neste caso, o US Open. O seu nome é Frederico Silva e acabou de ganhar, em pares, o troféu na categoria de juniores.
Um feito notável que podia e devia ter uma repercussão na imprensa digna de registo. Mas não. Importa mais fazer capas a explorar a "tristeza" de Ronaldo.

 Quanto ao jogador, espera-se que continue a sua evolução. Sem pressas nem pressões escusadas que geralmente atiram os atletas para o esquecimento. Tem 17 anos, é muito novo. Que se mantenha no seu escalão e vá, a espaços, fazendo alguns torneios nos circuitos profissionais. 

Sonho com o dia em que possamos ver um português no top-10. Podes ser tu, Kiko. Parabéns.

domingo, 8 de julho de 2012

Até quando, Roger?

Há dois anos e meio que Federer não ganhava um título do Grand Slam - o último remonta a Janeiro de 2010, na Austrália.

Desde essa vitória (o 4º nesse torneio e o 16º(!) entre as 4 maiores provas do circuito profissional), muita gente veio paulatinamente anunciar o seu fim. Que estava velho. Que tinha ganho 16 títulos, muito bem, mas tinha chegado ao final da estrada - e que estrada.

Hoje limpou o Murray em 4 sets, com uma classe indizível. Mais do que a facilidade que o resultado anuncia, maravilhoso foi ver todo aquele ténis sublime, todos os gestos técnicos, a capacidade de inovar, a forma como facilmente surpreende adversários que supostamente conhecem tudo o que pode fazer.

4 Australian Open, 1 Roland Garros, 7 Wimbledon e 5 US Open depois, a pergunta que se impõe é: este génio será capaz de chegar aos 20?