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sexta-feira, 4 de maio de 2018
A lição que o professor não aprendeu
Rui Vitória não percebeu nada do que se passou nos últimos 3 anos - por isso estas ridículas recentes conferências de imprensa (que ainda eram o melhorzinho que ele tinha como... treinador de futebol). Gaba-se de títulos que são sobretudo da responsabilidade de uma série de grandes jogadores que o Benfica foi tendo e da desorganização dos rivais.
No ano em que Vieira decide dar o título ao Porto, entregando-lhe um plantel com grandes talentos do meio-campo para a frente (quase todos desaproveitados pelo professor) mas totalmente desequilibrado atrás, o pecúlio do homem que acredita que voltas à rotunda antes do jogo são fundamentais para o resultado final do mesmo foi este:
- afastado da Taça de Portugal em Dezembro pelo Rio Ave;
- afastado da Taça da Liga em Dezembro num grupo com Portimonense, Vitória de Setúbal e Braga;
- afastado da Champions League em Novembro num grupo com Basileia, CSKA e Manchester United - 0 pontos em 6 jogos, 0-5 com o Basileia (0-7 nos dois jogos), 1-14 em todos os jogos. A mais vergonhosa época europeia da História do Benfica.
- a lutar apenas pelo Campeonato desde Dezembro, consegue perdê-lo na Luz contra um Porto medíocre num jogo em que, além da falta de qualidade colectiva que é a imagem de marca das suas equipas, decide acrescentar mudanças vindas do banco de nível inferior a Luís Campas (que, já agora, parece estar próximo de ingressar no Benfica - que dupla seria um Professor Vitória-Campas).
O adeus ao Penta, o sonho da Nação Gloriosa - por evidentes incompetência e mediocridade da Direcção e do treinador, respectivamente - parece, no entanto, não angustiar o homem para o qual o melhor álbum de sempre é o Aqualung dos Jethro Tull, o melhor filme o Aquarius, a melhor música Águas de Março, o melhor perfume Acqua di Giò, o melhor jogador da Liga Inglesa o DrinkWater e a grande referência como treinador o Raúl Águas.
Não, o professor está sereno. De tal forma que, quando lhe acenam com uma proposta do deserto das arábias (era só o que faltava, ir trabalhar para um sítio com escassez de recursos hídricos!), ele revela logo o extraordinário plano que tem não para a próxima pré-época mas para a seguinte: um Hotel de luxo para meter muita água.
Etiquetas:
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