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quarta-feira, 25 de abril de 2012

Salgueiro Maia, o benfiquista que, nos tempos livres, derrubava ditaduras

Como único clube verdadeiramente democrático desde que foi fundado - excepção feita ao período que se iniciou em 2008 e que não sabemos se terá fim, em que se vive uma pequena ditadura no clube -, punido, no Estado Novo, por nunca ter embarcado nas ideias obtusas que o Regime defendia, obrigado a mudar o hino por ter no original uma aproximação clara aos ideais comunistas, forçado a ser chamado de "encarnado" para não ferir susceptibilidades, impedido de disputar a primeira época de Taça dos Clubes Campeões Europeus, embora tivesse sido o campeão (foi o clube do regime, Sporting Clube de Portugal, o convidado especial, claro), tinha de ser, obrigatoriamente, o Sport Lisboa e Benfica a enviar um seu adepto para acabar com a javardice que se andava a passar no país. Aqui, Salgueiro Maia, ainda imberbe mas já seguríssimo do seu orgulhoso benfiquismo:






Agora falta a outra revolução.