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quarta-feira, 18 de julho de 2012

Eu apoio, tu apoias, ele comissiona

Tenho aqui uma pergunta para os entendidos na área que não me sai da cabeça. Relaciona-se com a forma como se adaptam os novos jogadores - contratados e emprestados -, se a ideia é procurar novas opções reais para o plantel. Não vi o último jogo, desconheço de que forma Jesus fez as suas escolhas, mas em relação aos dois primeiros jogos uma ideia sobressaiu: colocar os renegados todos numa parte e os titulares do ano passado e deste na outra.

Ora, isto será correcto?, pergunto aos especialistas. Não deveria a equipa entrar com 6, 7 ou 8 daqueles que sabemos serem titulares indiscutíveis e irmos rodando os que cremos terem potencial para serem mais-valias ao longo da época - e que tanta falta fizeram no ano passado? 

Qual é a lógica, em termos de estudo sobre o potencial de integração de um jogador, quando se metem 11 gajos que nunca jogaram juntos todos ao mesmo tempo e muitas vezes em adaptações novas? Não vejo outra que não seja a de, com o excedente que temos, irmos queimando logo à partida um bom número deles para irem aterrar de bicicleta noutro lado qualquer. 

E isto preocupa-me, porque vejo os mesmos erros dos últimos anos: uma base de 13 ou 14 jogadores que serão utilizados à exaustão, depois 3 ou 4 que raramente jogarão e o resto atira-se para a bancada ou para outros clubes épocas a fio. 

E, se não for pedir muito à paciência dos conhecedores profundos da matéria: o lateral-esquerdo vem ou vamos ter uma adaptação e um Luisinho a época toda? O Maxi terá de jogar outra vez os jogos todos ou terá uma alternativa real? Temos sempre Witsel, que podemos deslocar para lateral, mas eu nunca gostei de comer marisco metido num balde de farinha. E um central que dê luta aos titulares, há? Ou a planificação passa por meter sempre os mesmos dois e depois quando acontecerem lesões ou castigos arriscarmos num Jardel que tanto pode dar como não dar? E alternativa a Javi? 

É dia 18 de Julho, temos duas semanas e tal de preparação. Os problemas principais persistem e não há como não temer o futuro. 

Mas apoiamos, claro. Vim agora mesmo da rua, onde passeei o meu cão e disse mil vezes baixinho: "eu apoio, eu apoio, eu apoio". E com isto estamos salvos; vamos ser campeões, naturalmente.