A nova obra-prima de Gaitan não merecia tão pobre
enquadramento na hora da sua exposição. Gaitan e aquele (mais um) momento
mágico não mereciam:
- Uma exibição tão pálida e pobre de uma equipa
recheada de talento e de, deduzimos nós pela elevada rotatividade imposta por
Jorge Jesus, frescura física. Na verdade, retirando aqueles breves instantes
dignos de um qualquer museu, pouco mais se viu de um Benfica que queremos
campeão e imperial;
- A história da não utilização de Miguel Rosa. Se já
causam náuseas os sucessivos impedimentos de jogadores emprestados em defrontar
os clubes com quem estão ligados contratualmente, chega a ser indiscritível a
sensação de ver um jogador cujos direitos económicos e desportivos pertencem a
determinado clube, mas que é impedido, por decisão da SAD desse mesmo clube, de
defrontar o seu anterior clube;
- A péssima arbitragem do jogo de ontem. O magnífico
golo do Argentino merecia ser o tema principal de debate ao longo da semana
entre Benfiquistas e adeptos rivais, mas por (má) influência da equipa de arbitragem,
esse lance de outro mundo passará para segundo plano na hora de fazer contas à
jornada. Golo mal invalidado e expulsão “forçada” de Fredy num lance que nasce
de uma falta clara e não assinalada de Sálvio e que culmina numa outra falta,
menos clara, ainda que existente, sobre Enzo.
P.S. Gostei da lucidez de Jorge Jesus na analise à
partida e, sobretudo, do alerta sobre possíveis excessos de confiança. Concordo
na plenitude com o treinador nesse aviso à navegação. Pede-se agora que o
alerta não se fique pelas palavras, é que esta partida já se soma à vitória
caseira perante o Vitória de Guimarães como mais um jogo em que a equipa se
limita aos serviços mínimos.