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segunda-feira, 3 de março de 2014

Gaitan não merecia



A nova obra-prima de Gaitan não merecia tão pobre enquadramento na hora da sua exposição. Gaitan e aquele (mais um) momento mágico não mereciam:

- Uma exibição tão pálida e pobre de uma equipa recheada de talento e de, deduzimos nós pela elevada rotatividade imposta por Jorge Jesus, frescura física. Na verdade, retirando aqueles breves instantes dignos de um qualquer museu, pouco mais se viu de um Benfica que queremos campeão e imperial;

- A história da não utilização de Miguel Rosa. Se já causam náuseas os sucessivos impedimentos de jogadores emprestados em defrontar os clubes com quem estão ligados contratualmente, chega a ser indiscritível a sensação de ver um jogador cujos direitos económicos e desportivos pertencem a determinado clube, mas que é impedido, por decisão da SAD desse mesmo clube, de defrontar o seu anterior clube;

- A péssima arbitragem do jogo de ontem. O magnífico golo do Argentino merecia ser o tema principal de debate ao longo da semana entre Benfiquistas e adeptos rivais, mas por (má) influência da equipa de arbitragem, esse lance de outro mundo passará para segundo plano na hora de fazer contas à jornada. Golo mal invalidado e expulsão “forçada” de Fredy num lance que nasce de uma falta clara e não assinalada de Sálvio e que culmina numa outra falta, menos clara, ainda que existente, sobre Enzo.

P.S. Gostei da lucidez de Jorge Jesus na analise à partida e, sobretudo, do alerta sobre possíveis excessos de confiança. Concordo na plenitude com o treinador nesse aviso à navegação. Pede-se agora que o alerta não se fique pelas palavras, é que esta partida já se soma à vitória caseira perante o Vitória de Guimarães como mais um jogo em que a equipa se limita aos serviços mínimos.

domingo, 10 de novembro de 2013

Estou vivo



Por muito que Jorge Jesus diga que não mudou o sistema táctico, por muito que custe a Jorge Jesus admitir que mudou por força das derrotas, por força dos seus próprios falhanços, parece-me ser indesmentível que esta nova formula táctica do Benfica com 3 médios de corredor central declarados e uma ideia de jogo mais pausada e emocionalmente mais controlada tem os seus resultados à vista.

O derby de ontem, tal como já havia sido o jogo na Grécia, foi lançado nestas bases tácticas, com o trio formado por Matic, Enzo e R. Amorim a controlarem todas as operações a meio-campo, roubando tempo e espaço aos médios leoninos e demonstrando qualidade na hora de construir. Com estas unidades em campo, o Benfica relaciona-se melhor com o espaço, havendo menos espaço entre unidades e, por isso, maior facilidade nas ajudas defensivas e na criação de linhas de passe no momento ofensivo.

O Sporting, tal como já tinha acontecido com o Olimpiakos, marcou o 1º golo na primeira e única oportunidade criada através de lances de bola corrida durante os 90 minutos, e em mais dois erros primários do Benfica na defesa de lances de bola parada, tudo o resto foi luta a meio campo e domínio do Benfica.

É verdade que sentimos algumas dificuldades após a lesão de R. Amorim, talvez porque Jorge Jesus caiu na tentação de trocar o médio Português por um extremo (Cavaleiro), colocando Gaitan ao meio, no papel que até ali havia sido de Enzo, mas Gaitan está longe de ser Enzo no que a capacidade e voluntarismo defensivos diz respeito e Markovic não teve a capacidade de transporte de bola que Gaitan teve, até ali, pela esquerda. Mas esse desequilíbrio causado pela má opção táctica de Jorge Jesus, foi mitigado pela opção de Leonardo Jardim que na busca do golo também trocou um médio (A. Martins) por um avançado (Slimani). Ainda assim, ainda que essas dificuldades tenham sido evidentes, reforço, fomos capazes de manter o controlo do jogo, caindo apenas pela questão, que já se torna desesperante, das bolas paradas defensivas.

Ao contrário do que considerou Jorge Jesus, eu acho que a entrada de Lima ia sendo determinante, mas para um desfecho semelhante ao que temos vivido com o “mestre da tática”. Entrando Lima para a saída de um esgotado Enzo, a equipa voltou ao sistema “antigo” e ao que isso tem de melhor e… pior. Voltamos a ser uma equipa a correr desenfreadamente para a frente, mesmo depois do 4-3, voltamos a ser uma equipa completamente partida a meio (a 3 minutos dos 120 é visível uma linha de 6 jogadores a defender e 4 na zona do grande circulo), facto que só não melhor aproveitado pelo Sporting pela sua falta de experiencia e matreirice, pois contra equipas com esses predicados já vimos por diversas vezes que sofremos, e muito.

Para finalizar gostaria de falar de Gaitan. É verdade que Enzo foi, mais uma vez, gigante no meio-campo, desmultiplicando-se em 2/3/4 “Enzos” para se entregar à equipa. Não é menos verdade que Cardozo foi absolutamente letal, marcando 3 grandes golos. Mas Gaitan voltou a provar que, querendo, é o jogador mais genial deste Benfica. Gaitan é daqueles que leva gente aos estádios, é daqueles que se funde com a bola num bailado só alcance dos predestinados, assim haja disponibilidade mental e compromisso com o colectivo.

domingo, 3 de novembro de 2013

Eu gostei


Ao contrário do que vou vendo e sabendo por opiniões que me são próximas, concordando ainda com o que já aqui foi escrito pelo Ricardo, eu gostei do Benfica que se apresentou em Coimbra. Vi ali traços de um Benfica que se quer mais organizado, mais sólido, mais realista e, porventura, mais próximo do que deve ser um candidato a festejar vitórias no final de cada época.

Embora admita que esta versão não seja tão entusiasmante quanto a que mais conhecemos de Jorge Jesus, não poderia deixar de gostar e registar quando vejo laivos daquilo que ia “pedindo” ao nosso técnico, no que diz respeito ao modelo de jogo a apresentar.

É um facto que parece um futebol mais apático, mas eu quero acreditar que isto não é mais que um processo de adaptação ao realismo que Jorge Jesus deveria ter feito há mais tempo. Com este estilo de jogo podemos não golear tantas vezes (3-0 não chega?), mas também acredito que assim estaremos mais próximos de sermos capazes de ultrapassar os jogos decisivos, os jogos com equipas do nosso nível competitivo.

Ainda me sobram algumas dúvidas sobre a motivação desta nova face do Benfica, isto é, se a mudança passa por uma nova ideia de Jorge Jesus ou se não passa de uma atitude amorfa dos jogadores que ainda assim vai servindo para os jogos domésticos. Eu acredito que a primeira hipótese seja a mais correcta e, nesse sentindo, o jogo na Grécia da próxima terça-feira será bom aferidor de processos e intenções.

Quanto a mim, deveríamos começar o jogo com os gregos no sistema em que finalizamos o jogo com os estudantes, ou seja, algo próximo de um 4x3x3, ainda que mudasse de Cardozo para Lima, na procura de obter maior e melhor capacidade de pressão sobre os centrais contrários. Mas no essencial, com este sistema, o Benfica talvez perca algum poder de fogo, mas ganha em controlo de jogo e controlo emocional da própria equipa, isto é, talvez percamos capacidade de finalização, mas ganhamos na forma como preparamos essa finalização, pois está mais que provado pelas sucessivas derrotas frente a adversários de qualidade superior, que não nos adianta ter muito poder de fogo se não conseguimos levar jogo até lá à frente, e o exemplo mais recente disto mesmo é a primeira parte do último jogo com os Gregos na Luz.

Este sistema é ainda o que me parece tirar melhor partido das características de alguns jogadores do plantel, como são os casos de Markovic, Gaitan e André Gomes.

No caso dos dois primeiros, ainda que sejam colocados nas alas, sem um 2º avançado no meio, abre-se um espaço entre o nosso meio campo e o ponta-de-lança que pode e deve ser aproveitado pelos alas em diagonais em condução de bola ou em diagonais entre os laterias e centrais adversários em desmarcação, tal qual aconteceu no lance do 3º golo frente à Académica.

No caso do jovem Português, neste sistema André Gomes estaria menos exposto à principal debilidade do seu jogo, ou seja, a intensidade e rapidez de decisão – no caso, falta de ambas.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Pizzi, por quanto e para quê?



Quando se começaram a ouvir/ler os primeiros rumores que davam conta do interesse do Benfica no extremo Português do Atlético de Madrid, ainda que lhe reconheça qualidade, afirmei, em conversa entre amigos, “deve ser especulação para vender jornais”.


No entanto, os ditos rumores não paravam, pelo contrário aumentavam. As “certezas” de que o Benfica estaria interessado na contratação de Pizzi eram cada vez maiores e já não podia ser um caso de mera especulação jornalística que procura o lucro, tinha de ser mais qualquer coisa.


Por isso, e fazendo contas ao plantel, perguntei: “Para quê?”. Então o plantel já não estava dotado de soluções viáveis para a posição? Havia/há Gaitan, Salvio, Ola John, Markovic e Sulejmani que, em princípio farão parte do plantel. “Deve estar alguém para sair”, pensei eu. Quem? Gaitan é sempre um dos nomes mais falados quando se aborda o assunto de saídas do plantel, tem sido anunciado o interesse do Man. City em Salvio, bem como foi tornado publico o interesse do AC Milan em Ola John. Ou seja, dos 5 nomes apresentados, 3 podem constituir uma saída (não me parece “admissível” mais que isso). “Boa medida”, apressei-me eu.


Porém, havia esquecido que Urreta ainda faz parte do plantel, logo, a pergunta “para quê?” voltou a surgir. “Será que pensam perder mais que um jogador daquela posição?” Se assim for, ficaríamos com menos 2 dos 5 que fazem parte do plantel (não coloco a hipótese de serem vendidos os 3), ou seja, aos 3 que sobrariam, poder-se-ia juntar Urreta e teríamos o “problema” resolvido, até porque no plantel ainda há soluções de recurso, caso assim seja necessário, como Melgarejo, Rodrigo ou Enzo. Logo, a questão do número de opções não seria justificação suficiente para a contratação de Pizzi.


Tentando não ser negativista ou abutre, coloquei a hipótese de se equacionar a vinda de Pizzi pela questão da nacionalidade, podendo haver dificuldades em encontrar gente suficiente que havia sido formada localmente para a lista a enviar para a UEFA. Logo, para enquadrar a aquisição de Pizzi, já teria de colocar 3 factores que deveriam acontecer cumulativamente: 1 – Saída de um dos extremos do plantel, 2 – saída de outro extremo e 3 – a necessidade de haver jogadores formados localmente. 


Chegado aqui, ocorreu-me outra pergunta (sou pior que os miúdos), “para quê gastar dinheiro num jogador que servirá para fazer numero, quando há Miguel Rosa (embora não seja extremo de origem, jogou muitas vezes, e muito bem, nessa posição durante a ultima época na equipa B) que seria uma solução a custo 0 e, talvez, com um custo salarial mais reduzido?”. A resposta não foi fácil, mas ainda assim, querendo reduzir ao mínimo a minha vontade de dizer mal, consegui “engolir” a embirração de Jorge Jesus com o Miguel e decidi aceitar, sem mais perguntas, a contratação de Pizzi.


Estava já eu convencido da lógica da contratação e sou “apanhado” pela notícia de que o extremo ex-atlético ia rumar ao Español de Barcelona por empréstimo do Benfica, ou seja, todas as minhas “explicações” para a contratação caíram por terra. Para fazer número não era, pois os emprestados não “fazem número”; Por ser melhor que Urreta também não seria, porque não fica no plantel; Para suprir alguma saída também não é, porque caso ela ocorra de que nos serve o Pizzi estando no Español?


Eu tentei, juro que tentei, mas não consegui encontrar a resposta à pergunta inicial e, por isso, lanço o repto a quem consiga: Pizzi, por quanto e para quê?

sábado, 14 de janeiro de 2012

Posta pequena

Vou tentar regressar aos relvados com um post ligeiro, sem forçar muito, não vá rasgar algum músculo:

Pensando no jogo de hoje e nos anteriores, o Gaitan deveria ser titular?
Ninguém discute as suas capacidades individuais, mas...

Sê o JJ por 30 segundos e diz-me: hoje, contigo a treinador, o Gaitan era titular ou sentava no banco?

(comigo ia para o banco. Tendo a noção que teria de tirar alguém - no meu caso o Rodrigo - para entrar o Aimar, o Gaitan só passaria a titular quando alguém caísse de rendimento.)

Quanto a hoje, conto com os 3 pontos e, vá lá, exibição à Benfica, sem sofrer golos, sff...