Mostrar mensagens com a etiqueta Braga. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Braga. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 24 de maio de 2021

Final da Taça de Portugal _ Braga 2 – 0 Benfica

O jogo que não salvava a época mas que daria um pouco mais de animo para a preparação da próxima temporada. Além disso, a história do Sport Lisboa e Benfica também se fez muito com conquistas da Taça de Portugal.

Deu-se a derrota que esta época do Benfica merecia.

No jogo da Pedreira o Benfica entrou melhor, conseguiu a expulsão de um adversário e sentenciou o jogo. Ontem aconteceu o mesmo mas com o Braga como protagonista.

Jorge Jesus, depois do bluff durante a semana, optou por manter os 3 centrais. Não diria que foi a decisão mais acertada pois aquele trio – com o Morato incluído – não apareceu, nem podia aparecer, muito bem oleado nos seus movimentos e posicionamentos. E ainda tivemos um Vertonghen limitado e um Otamendi a jogar demasiado para a plateia – peço equilíbrio a um central e não que varie grandes cortes com entradas e corridas desenfreadas.

Olhamos para os primeiros 17 minutos e o que vemos é que, apesar de nenhuma equipa estar a dominar o jogo, o Braga estava mais confortável em campo e com uma melhor capacidade de ter bola. Vimos no Benfica aquele que normalmente é o problema das equipas de Jorge Jesus – fortes sem bola mas incapazes de controlar o jogo com a mesma. A equipa do Carvalhal entrou melhor, com um futebol mais fluído e com maior capacidade de criar jogo. Foi com esse Braga a assumir o jogo que surgiu a oportunidade que levou à expulsão do Helton Leite.

Fora de jogo inexistente. Toque parece-me haver. O jogador do Braga ia isolado só com o guarda-redes e sofre o toque quando fica sem ninguém entre ele e a baliza aberta. Sim, a bola vai na direcção da bandeirola de canto mas não, a bola não ia sair pela bandeirola de canto. O desenrolar normal do lance seria o avançado ter a bola dominada próximo da área e sem ninguém entre ele e a baliza.

Em termos teóricos o árbitro só poderia dar vermelho directo. De uma forma mais subjectiva poderia haver a nuance da importância do jogo, do minuto da falta e da deslocação da bola a fugir da baliza, para o árbitro tentar defender o jogo 11 para 11. Enquanto consumidor de futebol talvez considere que essa fosse a decisão mais positiva contudo nunca a mais acertada.

Para lançar o Odysseas o Jorge Jesus entre o Pizzi e o Taarabt escolheu retirar o 21 encarnado. Acabou por ser a opção mais acertada devido a uma maior capacidade do marroquino em rasgar e comer metros com bola. Mas esperava mais, de um grande treinador no Benfica esperava não só que lançasse o obrigatório guarda-redes como tivesse imediatamente iniciativa de construir a equipa para jogar com 10: Darwin para o lugar do Everton. Com menos jogadores ofensivos era importante ter um avançado que só por si conseguisse carregar a equipa para zonas de ataque, deixando a defesa do Braga sempre desconfortável.

Depois da expulsão começa o recital do Galeno pela esquerda. Sem muito perigo o Braga foi fazendo tremer a nossa defesa mas a equipa acabou por se equilibrar e terminar a primeira parte, ali os últimos 15 minutos, a dividir o jogo e até a chegar com bastante perigo à baliza do Matheus.

A bater o minuto 45 há trapalhada do Vlachodimos e o Vertonghen, que tinha de fazer melhor, acaba por ser traído pelo movimento do keeper e improvisa um corte que leva a uma excelente finalização do Piazón.

Pelo que foi exigido dele durante toda a primeira e por aquilo que conseguiu corresponder, diria que o Taarabt acabou por ser o mais preponderante jogador do Benfica nos primeiros 45 minutos.

A segunda parte foi do Braga. Em vantagem quiseram desde o inicio procurar o segundo golo e aproveitar o maior espaço que o Benfica ia dar por ter de procurar o empate.

O Jorge Jesus acabou por melhorar o jogo encarnado com as substituições perto do minuto 60. O Rafa e o Darwin trouxeram desconforto à organização do Braga. Esse desconforto foi acentuado quando o Carvalhal tem de tirar o Al-Musrati já depois de ter substituído o Castro.
Assim, mesmo sem muita cabeça, o Benfica foi conseguindo voltar ao jogo.
Já a entrada do Nuno Tavares foi somente uma desesperada opção táctica para anular o Galeno numa marcação homem a homem. Não resultou.

O Braga fechou o jogo com o 2-0, foi um resultado justo de uma equipa que jogou melhor desde o primeiro minuto.

A verdade é que este Braga foi mais equipa que o Benfica, apresentou maior identidade de jogo, um colectivo mais oleado e muito mais conforto com a bola.

O Benfica, tanto com 10 como com 11, nunca mostrou dinâmicas colectivas, entrosamento entre os vários sectores nem jogadas de grande envolvência. Uma equipa mais trabalhada para jogar sem bola e que entrou a procurar pressionar alto de forma a condicionar a posse do adversário, foi assim dando espaços nas costas que o Braga nunca se importou de explorar.

Comportamento deplorável do Taarabt e do Eduardo no final do jogo. O Benfica vai perder o marroquino por vários jogos. Não percebi a expulsão do Piazón. Houve ali outros comportamentos que deviam ter sido analisados pelo árbitro e pelo VAR e que merecem ainda vir a ser escrutinados e punidos. Quis o Nuno Almeida tentar amenizar os estragos que estavam a ser criados numa Final que devia ser uma Festa.

Sintetizando:

Bom e competente jogo do Braga.

Medíocre e inseguro jogo do Benfica.

Arbitragem dentro da média, sem grande casos a assinalar e com um 3+ numa escala de 0 a 5.

Homem do jogo: Al-Musrati

Pior do jogo: Jorge Jesus, não só pelo pouco futebol da equipa como também pelas tristes declarações no pós-jogo.

PS: Uma nota para o Carlos Carvalhal. Ouvi-lo falar depois do jogo foi como ver uma criança toda feliz porque recebeu aquele brinquedo que sempre quis. Delicioso e muito mais disto no Futebol sff.



domingo, 3 de setembro de 2017

Não-Competitividade Cultural

O tema da falta de competitividade do campeonato português não é novo e nem sequer é uma inovação do Manuel Machado.

As condições que o treinador do Moreirense tem para trabalhar a sua equipa são tremendamente inferiores às que Rui Vitória tem no Benfica?
São. Daí existir a designação “Clubes Grandes”.

Isto nem sequer é uma peculiaridade portuguesa.

Qualquer campeonato tem este crescente fosso entre os Grandes e os não-Grandes.

As notas do Monopoly são usadas no futebol com mais entusiasmo do que pelas crianças em frente ao tabuleiro. O petróleo inundou os relvados. Os mercados asiáticos, norte-americanos e árabes são cada vez mais uma realidade, mas só para alguns, para os mais conceituados - os chamados “Grandes”.

O que temos em Portugal é um desnivelamento feito por baixo.

Um clube com um orçamento de 2M tem mais dificuldades em competir com um de 80M do que um clube com orçamento de 40M tem com um de 300 ou 400M.

Claro que o Manuel Machado fala porque perde (e perde muito).

Fala porque anda há anos nisto e ainda não conseguiu convencer ninguém. Fala porque apesar de ser o único treinador em Portugal que teve a tão reclamada “estabilidade para trabalhar” conseguiu colocar a sua equipa no caminho da despromoção.
O Manuel Machado fala porque não consegue ganhar um jogo com a equipa que na época passada conquistou a Taça da Liga após eliminar tanto o Porto como o Benfica e como o Braga.

O Manuel Machado não consegue chegar a um Grande e isso, naturalmente, expõe a ferida aberta.

O campeonato português é competitivo? Sim e não. É competitivo em grupos. Não é competitivo no global.

Há competitividade entre os três grandes. Há competitividade entre os restantes do top 10. Há competitividade na região da linha de água.

Não acredito que alguma vez isto mude. Não me consigo convencer que alguma vez iremos ver o 4º a menos de 10pts do campeão. Não acredito que poderá haver um campeonato em que os Grandes escorreguem em pelo menos 1/3 dos jogos.

É uma questão cultural. Neste país não há espaço para diminuir o desequilíbrio entres os clubes. Faz parte das raízes deste Portugal.

Antes de falarmos em dinheiro temos de falar em adeptos. A massa adepta de um clube é a questão fulcral e muitos dirigentes parece que não o percebem.

A maior fonte financeira de um clube não é um negócio pontual que faça, não é uma venda, um empréstimo nem um favor.

A entrada externa de dinheiro só vem colmatar as carências mais visíveis e no imediato. Não resolve nada. Não cria nada.

Um clube não é pequeno ou Grande consoante a sua capacidade financeira.

Dinheiro e títulos são uma consequência da sua grandeza.

Os Grandes são-no pelos milhões de pessoas que fazem vibrar. Os Grandes são Grandes porque os seus adeptos os elevam.

O Benfica é o Maior não porque ganha mais, não porque vende mais, mas porque é aquele que mais mexe com o país – A maioria de Portugal canta de vermelho e branco.

A falta de competitividade no nosso Futebol é só um reflexo desta questão cultural. É muito residual o número de adeptos dos não-Grandes.

Quem tem mais adeptos enche mais os estádios, consegue melhores acordos publicitários, faz mais receitas com merchandising, tem maior influência na comunicação social e também nos órgãos de decisão.

São os adeptos que mandam no futebol porque são os adeptos que o financiam. 

Um clube sem expressão nunca irá ter voz na Liga. Terá sempre de se fazer representar pelo Grande de vermelho, verde ou azul.

Apesar de estar convencido que nunca iremos ter grandes mudanças neste paradigma cultural, fui chamado à atenção, por outro escriba aqui do tasco, para o exemplo do Braga.

O improvável não é impossível. Tornar o improvável realidade exigiria uma competência e dedicação dos dirigentes portugueses que não lhes reconheço.

É crucial um clube conhecer a sua localidade. Conhecer e ser reconhecido.
O regionalismo só é antiquado quando já foi esgotado. É o primeiro passo para o crescimento de um clube.

Um Vitória de Setúbal nunca vai mover paixões em Bragança se primeiro não conquistar o coração do Bonfim.

Um clube não pode nunca abdicar da sua localidade nem da sua história. Para entusiasmar aqueles que o podem sentir, tem de viver onde está e o que já foi.

O Futebol é acima de tudo um desporto de paixões, recordações, nostalgia e emoções.

Nem há uma necessidade clara de roubar adeptos aos Grandes. Há muita gente que não liga à bola. É gente que não se importa com a redondinha mas que pode vibrar com a sua região e com a emoção de memórias que consigo são partilhadas.
Seriam aqueles adeptos que antes de se apaixonarem pelo jogo se apaixonariam pelo clube.

O Vitória de Guimarães é aquele que mais se aproxima dos Grandes.
Já tem a base adepta e se for bem dirigido tem todas as condições para consolidar algum sucesso desportivo: cativo no top 7 da Liga, participações na Liga Europa, competir esporadicamente pelo top 3 e disputa anual por um lugar na Final de uma das taças.
É crucial que o clube se saiba fazer valer pelos seus afiliados.

O Braga já é um exemplo diferente. É um clube que foi primorosamente conduzido pelos seus dirigentes. Perceberam o clube, exploraram o seu contexto e alcançaram tudo – Adeptos, Sucesso Desportivo e Euros.
O que falta ao Braga é continuidade. Necessita fidelizar uma maior falange de seguidores.
Há fome de sucessos na Pedreira. O António Salvador soube elevar o clube mas não mostra capacidade para dar o salto necessário. Neste momento o clube carece de um projecto desportivo e as anuais trocas de treinadores têm travado a sua afirmação como 4º Grande.

Há outros clubes pelo território nacional que podem ganhar uma voz.
Darei só alguns exemplos.

Chaves, Marítimo e Farense são clube com todas as condições para trabalharem a região de modo a crescerem com o apoio dos seus.
Sei bem as dificuldades que o Farense enfrenta mas o Algarve é um vasto terreno que pode ser conquistado. Não sendo pelo Farense que seja pelo Olhanense. Ou então pelo agora promovido Portimonense.

Boavista, Leixões, Belenenses, Académica e Setúbal. Clubes que têm história no futebol português.
São clubes que podem e precisam despertar os sentimentos daqueles que de algum modo já vibraram com os seus feitos.
Aqui os dirigentes têm de ser contadores de histórias. O presidente deve criar uma epopeia de memórias estoicamente declamada ao coração do povo.

Os clubes têm de se fazer sentir!

Já o Rio Ave é um exemplo de competência por excelência. Clube super bem dirigido mas sem nenhuma das matérias primas crucias para fazer crescer a sua influência demográfica. Um clube equilibrado, sem grandeza mas com total competência. Está no limite do seu potencial e isso denuncia não só o trabalho feito nos Arcos como também as limitações do clube.

Vivemos num Futebol onde só existem 3 clubes. Só se fala de três clubes. Só se noticiam 3 clubes. Só se representam 3 clubes.
Os outros têm de arranjar forma de contrariar esta tendência.

É importante os dirigentes perceberem que aqueles dezenas de milhares que conseguem em alguns bons negócios – amigáveis, patrocínios, vendas – devem ser prioritariamente investidos nos seus adeptos. Não é em jogadores nem em negociatas.
Investir na base de apoio garante retribuição a triplicar.

Aumentar a competitividade global da nossa Liga sem extraordinárias injecções de capital nos clubes menores é possível? É.

É possível mas improvável. Não acredito mas pode acontecer.

Exige competência mas acima de tudo dedicação.
Dedicação ao clube.

Não acredito mas que seria bonito seria.




sábado, 25 de abril de 2015

Ponto de Situação no Futebol Nacional




Faltam 5 jornadas para o fim do campeonato, estamos a um mês do fim das competições nacionais e passaram 8 jornadas desde o meu último ponto de situação sobre o futebol português. 

Volvidas estas 8 jornadas o que temos?

O Penafiel substituiu o R. Quinta pelo Carlos Brito.
Continua em último lugar tendo só ganho um jogo, é a pior defesa do campeonato e a manutenção é já um sonho bem distante, até porque dos 5 jogos 3 serão fora, com o Nacional, Benfica e Porto.

O Gil Vicente conta com zero vitórias e 5 derrotas nestas últimas jornadas, quebrando assim o bom momento que atravessava. Está em penúltimo a 5pts da linha de água. Com 3 deslocações e dois jogos caseiros, Belenenses e Benfica, dificilmente conseguirá a manutenção.

Os quatro lugares acima da linha de água estão já reservados para o Setúbal, Arouca, Académica e Boavista.
O clube de Coimbra voltou a respirar com a entrada do José Viterbo, tendo subido 3 posições e só perdido na deslocação à Luz e Dragão.
O Boavista é uma das boas surpresas do campeonato. O Petit estabilizou a sua equipa no 13ºlugar e está já a 9 pontos dos lugares de descida. 

Depois de duas grandes campanhas, esta época o Estoril desiludiu e está em 12º longe de qualquer luta. O Couceiro deu lugar ao Fabiano Soares e a equipa só venceu 2 dos últimos jogos. Contudo essas vitórias foram nas últimas 2 jornadas o que pode indicar uma subida de rendimento para o resto do campeonato. 

O Moreirense, Marítimo, Nacional, Rio Ave e o Paços de Ferreira estão separados por 3pts, podem ambicionar ainda o 6º lugar mas dificilmente um lugar europeu. 

O Moreirense é outra boa surpresa do campeonato e disputa um lugar no top 10.
O Marítimo trocou o L. Pontes pelo Ivo Vieira e está numa série de 4 jogos sem derrotas. Entretanto eliminou o Porto e marcou presença na final da Taça da Liga. 

O Nacional, Rio Ave e o Paços estão num nível acima e têm ambição do 6º lugar e o sonho do distante lugar europeu.
O Nacional não confirmou o seu bom momento e só venceu 2 dos últimos 8 jogos.
O P. Martins manteve o Rio Ave no bom nível e nos últimos 6 jogos venceu o Benfica e só perdeu com o Porto. Está também nas meias da Taça mas longe do Jamor.
O Paços com o P.Fonseca é também uma das boas surpresas do campeonato, depois da quase despromoção da época passada. Apesar de zero vitórias nos últimos 4 jogos, a equipa está em 7º e com ambição. 

Na luta pela Europa e em 6º lugar está o também surpreendente Belenenses. Apesar da saída do Vidigal, substituído pelo Jorge Simão, os azuis do Restelo ainda sonham com a Europa que está só a 4pts. 

O Rui Vitória mantém o Vitória no 5º lugar e apesar de a equipa já não mostrar a constância do início da época, está perto de assegurar um lugar europeu. Apesar da vitória no Derby do Minho da última jornada, o 4ºlugar está já a 7pts. 

O Braga entretanto já estacionou confortavelmente no 4º posto, estando a 10pts do 3º. A época poderá terminar em beleza para o S.Conceição com a confirmação da presença do Braga no Jamor.

O Sporting de assumido candidato ao título passou a conformado com o 3º lugar. Neste momento está já a 8pts do 2º e a equipa estará já com a final do Jamor na cabeça. Nestes últimos jogos só conseguiu uma vitória convicente, na recepção ao Vitória.
De destacar a afirmação do reforço Ewerton, o regresso do Miguel Lopes à lateral e os 11 golos que colocam o Slimani como o 6º artilheiro do campeonato. 

A luta pelo título está ao rubro entre Benfica e Porto e na próxima jornada há um decisivo Clássico na Luz.
Este jogo traz pressão para ambos os clubes. Ao Porto só interessa a vitória e o Benfica vê, após ter desperdiçado a possibilidade de uma vantagem de 9pts, o Porto com possibilidades de subir à liderança já neste jogo.
O Benfica é o favorito na luta pelo título, tanto pelos 3pts de vantagem, como pela vantagem no confronto directo como pela recepção ao rival azul e branco.

Nas 8 últimas jornadas o Benfica passou a ter o melhor ataque da Liga após ter conseguido marcar 26 golos, ultrapassando o Porto que marcou 17. Nas mesmas jornadas o Porto passou a ser a melhor defesa após só ter consentido 2 golos, ultrapassando o Benfica que sofreu 5.

Após o clássico o Porto terá só um jogo de elevada dificuldade, deslocação ao Restelo. Terminará a época a receber o Penafiel.
O Benfica também só terá um jogo de grande dificuldade, deslocação a Guimarães. Contudo, vendo as dificuldades nos jogos fora, também a ida a Barcelos é de risco. Termina a época na Luz com o Marítimo, o qual também irá enfrentar na final da Taça da Liga. 

Nas últimas jornadas não se confirmou o regresso do Helton à baliza, o Quaresma melhorou, o Casemiro mostrou estar fadado para os jogos mais exigentes e o reforço Hernâni provou ser uma mais valia.
No Benfica pouco mudou. Continua a adaptação e evolução do Samaris e Pizzi. O Jonas confirmou todas a sua classe e qualidade. 

O Jackson continua a liderar a tabela dos melhores marcadores, conta com 17 golos. O Lima e o Jonas aproveitaram a lesão do colombiano e aproximaram-se, contanto com 14 e 16 golos respectivamente. 

Resumindo. Penafiel confirmado como último e o Gil afundou-se. A despromoção deverá estar definida.
O Setúbal confirmou as fragilidades, a Académica e o Arouca subiram de rendimento e o Boavista terminará a época sem sobressaltos.
O Estoril, o Moreirense e o Marítimo mantiveram as suas posições mas o Estoril não confirmou o potencial que lhe adivinhei.
O Nacional não manteve a sua boa forma e juntamente com o Rio Ave e Paços estabilizou no top 9 e afastou-se da Europa.
O Belenenses não quebrou e mantém o 6ºlugar e ambições europeias.
O Guimarães estabilizou no 5º lugar e viu o Braga confirmar o 4º lugar.
O Sporting parou mesmo de olhar para cima mas, ao contrário do que previ, também não terá de olhar para baixo. O Porto confirmou que a luta pelo título seria acesa.

Venha daí o Clássico!

domingo, 15 de março de 2015

Notas do Benfica x Braga

1 - À terceira foi de vez. O Benfica derrotou o Sporting Clube de Braga por 2-0 e reforça a liderança do campeonato nacional. Num jogo que tinha tudo para ser mais complicado, mérito para a estratégia delineada por Jesus e para a qualidade de execução dos jogadores. Estão de parabéns.

2 - Há várias formas de tentar contornar a pressão e os ambientes adversos quando se joga fora. Uma delas é não comparecer à hora marcada para o início da partida. Os jogadores do Braga atrasaram propositadamente a entrada das equipas em campo de modo a "fintarem" o momento do hino do Benfica e do levantar das cartolinas. As imagens da BTV esclarecem que os jogadores do Benfica já se encontravam perfilados para entrar em campo e nem sinal dos bracarenses havia no túnel.

3 - Muito se falou da agressividade, intensidade e vontade dos jogadores do Braga quando defrontam Benfica e Porto. Se dúvidas houvesse, o banco do Braga tratou de mostrar quão provocadores e nojentos são os elementos daquele clube: nem um minuto de jogo e já os suplentes e equipa técnica estavam a rodear e a provocar Eliseu.

4 - A boa preparação para este encontro viu-se nem um minuto de jogo estava decorrido. Assim que o banco do Braga tentou criar problemas e possivelmente arrancar uma expulsão a Eliseu, Samaris e Luisão acudiram rapidamente para tentar afastar todos os colegas daquela zona. O mesmo sucedeu à passagem do 5º minuto, quando após falta sobre Jonas, os jogadores do Braga criaram novo sururu à procura de criar problemas.

5 - Jonas Vieira Pinto. Classe a rodos, descomplica o difícil e tem golo. Vender Rodrigo por 30 milhões e ficar com este rebuçadinho trintão é de deixar qualquer benfiquista com um sorriso de orelha a orelha. E tem tanto de João Vieira Pinto. Até a chuteira, toda preta, é "anos 90". 5 - O campo esteve claramente inclinado. Mas para o lado. É que uma zona do relvado estava a ser pisada por Eliseu e Pardo. E depois ainda entrou o Salvador Agra. Só eu e esta barriguinha é que não conseguimos ser jogadores da bola.

6 - Dois golos com remates de fora da área deve ser quase inédito na Era Jesus. Curiosamente os autores dos golos dão o nome a um episódio bíblico bem conhecido. Ele há coisas…

7 - Samaris e Pizzi cresceram muito nestes meses. O primeiro ainda apresentou algumas precipitações no capítulo do passe, mas esteve bem a nível posicional defensivamente e supreendentemente bem na posse de bola. O segundo, mais discreto hoje, mas muito competente, está a desempenhar uma posição em campo que não conhecia à entrada para esta temporada. Importa lembrar que, em condições normais, nem um nem outro seriam titulares neste Benfica à partida.

8 - Mais uma expulsão. Pouca importa para os nossos rivais se os jogadores são bem ou mal expulsos, mas a mim pouco me importa o que eles pensam. Tantas expulsões contra os adversários do Benfica? Deve ser uma questão de intensidade. Mas da intensidade que os adversários colocam em campo contra o Benfica. Basta analisar o jogo que o Braga fez hoje e o que fez há uma semana contra o Porto.

9 - A equipa está a atingir níveis de confiança e qualidade que permitem ganhar qualquer jogo do campeonato português com maior ou menor grau de dificuldade. Mas o que mais me surpreende é a tranquilidade que a equipa exibe quando colocada sob situações de grande pressão mental. Hoje, tal como ao intervalo em Arouca (onde perdíamos por 1-0), não houve um único sinal de intranquilidade. E isso é revelador do carácter de um campeão.

10 - Segue-se uma complicada deslocação ao Estádio dos Arcos, onde mora uma equipa bem organizada e muito perigosa no contra-ataque. Será, na minha opinião, a deslocação mais difícil que teremos até final da prova. Ganhando aqui, a Via Verde para o título fica aberta. Mas será preciso que a maré vermelha invada Vila do Conde. O apoio dos adeptos no estádio é fundamental.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Campeonato Português à 22ª Jornada




Começa hoje a 5ª jornada da segunda volta.
Com 39 pontos por disputar é já possível confirmar que o alargamento, pelo menos no imediato, só podia vir aumentar o fosso no meio da tabela e que a qualidades dos treinadores não pode ser medida pelo seu nome.


Domingos Paciência e Paulo Sérgio chegaram ao Setúbal e à Académica não por aquilo que têm demonstrado, já foram os dois demitidos e deixaram os clubes pior do que estavam no final da época passada. O próprio Couceiro no Estoril não tem conseguido estar ao nível do trabalho do Marco Silva.

Como do Benfica falo diariamente irei neste texto focar-me nos restantes clubes.

Na luta pela manutenção temos os expectáveis Penafiel, Boavista e Gil Vicente, o Arouca e os já referidos Académica e Setúbal.

O Penafiel do Rui Quinta está no fundo da tabela e tem a pior defesa da liga – 42 golos sofridos. Não venceu qualquer jogo desde a abertura do mercado apesar da chegada de vários experientes, como o Michel e o Braga. Antes da deslocação a Alvalade precisa de evitar afundar-se definitivamente na ida a Setúbal e recepção ao Moreirense.

O P. Sérgio conduziu a Académica ao penúltimo lugar com 12 empates e só uma vitória no campeonato, tendo o pior ataque da liga – 12 golos. A chegada do avançado Cissé, do Esgaio e de um novo treinador pode alterar este panorama.

O Arouca é um clube que respeito e acredito que irá melhorar o seu desempenho nesta segunda volta com os jovens reforços de inverno: Kayembe, Iuri Medeiros e Fokobo.

Depois da saída do João de Deus e contratação do José Mota, o Gil era o clube de quem menos esperava. Tenho a pior opinião possível de J.Mota enquanto treinador mas depois de uma péssima primeira volta, sem qualquer vitória, conduziu o Gil a três vitórias e dois empates nos últimos seis jogos. Vão agora a Alvalade com duas vitórias consecutivas e com um calendário favorável a este bom momento nos jogos seguintes.

O mercado de Janeiro foi positivo para a equipa de Barcelos com a contratação dos centrais Cadu e Berger e do reforço do ataque com o Yazalde, Piqueti e R.Ribeiro.

O Bruno Ribeiro tenta dar a volta com um futebol mais atractivo à má imagem que o Setúbal deixou com o Domingos. No mercado reforçou o plantel ofensivamente com o Suk e o Dávilla e conseguiram uma série de três jogos sem derrotas antes da deslocação à Luz. A recepção ao Penafiel pode dar novo fôlego à equipa sadina.

Na luta pela manutenção o Boavista surpreende por ser o mais bem posicionado. Está em 13º a 6pts da linha de água. Em Janeiro a equipa do Petit reforçou-se com o M.Cech, conseguiu dois empates nos últimos dois jogos e recentemente venceu o Braga. Tem agora um calendário complicado que arranca com a recepção ao Porto.

Fora de qualquer luta aparecem o Estoril e Moreirense, ambos com 25pts.
O Moreirense do Miguel Leal fez uma impressionante primeira volta e conta agora com um registo de somente 22 golos sofridos.
Com um mau arranque nesta segunda volta, está no seu pior momento com 1pt em 4 jogos, o Moreirense vai agora receber o Benfica.

É crucial referir a saída dos médios Filipe Melo e Vítor Gomes na abertura do mercado.

O Estoril está a corresponder à sua dimensão mas a desiludir face às últimas épocas. Neste mês o Couceiro perdeu os três jogos e afastou-se da luta europeia. Os próximos três jogos caseiros, Académica, Gil e Penafiel, podem relançar a equipa.
Em Janeiro a equipa perdeu a sua estrela, o Kuca e contratou os atacantes Bonatini e Mattheus.


Na luta pela Liga Europa estão os clubes da Madeira, o Paços, o Rio Ave, o Belenenses e o Guimarães.

O Marítimo de Leonel Pontes teve como ponto alto a recente vitória caseira sobre o Porto. Vem de uma vitória em Penafiel e parte agora para um ciclo onde recebe o Belenenses, vai a Guimarães, recebe o Paços e o Sporting.
No mercado a equipa perdeu a sua referência ofensiva – Maazou.


O Nacional do M. Machado está em 9º e numa sequência de 5 vitórias e um empate. Vai aproveitar este momento para ir ao Axa tentar os 3pts.

Em Janeiro saiu o avançado Suk mas chegaram vários reforços, entre os quais o central Freire e os médios L.Aurélio e T.Rodrigues.

Em Paços o P.Fonseca volta a mostrar o seu valor. A equipa está em 8º em igualdade pontual com o Rio Ave. Contudo nos últimos 8 jogos só conseguiu um empate e duas vitórias, uma delas contra o Benfica. O calendário não é favorável com a recepção ao Guimarães e deslocação a Belém e ao Marítimo. No mercado saiu o Urreta e chegaram os benfiquistas F.Cardoso e R.Pinto e ainda o D.Rosado.

Em Vila do Conde o P.Martins dá continuação aos últimos bons anos do Rio Ave. A equipa conta com o 2º melhor marcador do campeonato – Hassan com 11 golos.

O mercado foi calmo. Saiu o avançado Esmael e entrou o médio Sow.
A equipa vem de uma vitória e dois empates e vai ter um ciclo de 5 jogos onde vai jogar com o Braga, Nacional e Benfica.


O Beleneses do Vidigal é a grande boa surpresa deste campeonato. Está em 6º, só sofreu 20 golos e nos últimos 5 jogos conseguiu dois empates e duas vitórias, vindo de uma vitória em Guimarães e de um empate no Restelo com o Sporting.
Em Janeiro perderam o goleador Deyverson e o Fredy mas contrataram o C.Martins, o R.Fonte e central Tikito.


Em 5º, na zona europeia, está o Guimarães do R.Vitória que com pouco continua a rivalizar com os grandes.
O Vitória leva uma vantagem de 5pts sobre o Belenenses mas começa a ver o Braga escapar-se. O André André tem-se destacado como o goleador de serviço, estando em 3º na tabela com 10 golos.
A equipa vem de um pior momento com só um ponto em 4 jogos. Foi talvez a equipa que mais se movimentou no mercado com a saída do Traoré, Defendi e Hernâni e as contratações do Sami, Ivo Rodrigues, Otávio, do central Kanu, lateral Breno e do extremo R.Valente.


Em Braga o S.Conceição parece ter finalmente feio carburar a sua equipa. Os bracarenses são uma equipa à imagem do seu treinador e mostram capacidade para fazer frente a qualquer equipa em Portugal. Com 13 golos sofridos apresentam uma defesa ao nível da do Benfica e Porto.
O mercado não foi significativo - saída do Custódio e contratação do D.Menga.

Com 3 vitória consecutivas irão agora entrar num ciclo complicado – Nacional casa, Rio Ave fora, Porto casa e Benfica fora.

Nos lugares de Champions estão os três grandes.

O Sporting começou a época a viver um sonho mas já entrou em choque com a sua realidade. Está em 3º, vê o Braga a 4pts e vê fugir os rivais – Porto a 5pts e Benfica a 9pts. A equipa do M.Silva é a única com só uma derrota mas apresenta 8 empates, cinco deles caseiros! Nos últimos jogos a equipa parecia estar rumo ao seu sonho mas com o baque dos 94 minutos e o estrondo no Restelo parece ficar fora da luta pelo título.

Montero e Slimani são os dois marcadores de serviço da equipa, com 7 golos cada.

Quando o maior problema parecia ser a jovem dupla de centrais, é a capacidade de criar situações de golo que tem falhado. O meio-campo é compacto mas sem profundidade tanto o Nani como o Carrilo aparecem sem inspiração.
O mercado trouxe mudanças no centro da defesa com a saída do Maurício e promoção do Tobias. Também chegou o indisponível central Ewerton. 


O Porto de Lopetegui, apesar da recente derrota com o Marítimo, parece ter finalmente encontrado o seu ritmo e já se começa a perceber quem é o quê nesta equipa.

No mercado de Inverno só há a realçar a chegada do Hernâni.

Encontra-se a 4pts do Benfica, tendo recuperado de uma potencial desvantagem de 9pts. Tem o melhor ataque do campeonato com 50 golos marcados, a segunda melhor defesa com 10 sofridos e o melhor goal-average.
O Jackson lidera destacado a lista de melhores marcadores – 16 golos.
Vem de três vitórias consecutivas e irá agora ser colocado à prova com a deslocação ao Bessa, recepção do Sporting e deslocação a Braga. Isto sem o lesionado Oliver.

Finalmente há estabilidade no centro da defesa com o Marcano a relegar o inconstante Martins Indi. O Casemiro ainda não me convenceu. O Jackson está em grande forma, ao contrário do Tello e Quaresma. O regresso do Brahimi pode assim fazer a diferença.

O próximo passo será a titularidade do Helton que além de qualidade também traz maior liderança e identidade à equipa.

Resumindo. Estimo uma manutenção muito complicada tanto para o Penafiel, como para a Académica, como para o Setúbal e até para o Boavista. O bom momento do Gil e a competência do Arouca deverão ser suficientes para saírem desta luta.
Estimo que o Moreirense, o Marítimo e o Estoril vão ficar perto do terceiro terço da tabela, com o Estoril a poder vir a tentar algo mais ambicioso.
Estimo que o Rio Ave, Paços e Belenenses vão disputar entre si um lugar no top 7.
Estimo que Nacional irá subir na tabela e disputar o lugar europeu do Guimarães.

Estimo que o Braga vai fugir ao Guimarães e disputar o terceiro lugar com o Sporting.
Estimo que o Sporting terá de parar de olhar para cima e se preocupar em olhar para baixo.
Estimo que só o Porto e Benfica lutarão pelo título e que as próximas três jornadas serão definitivas nas pretensões portistas.



Paços de Ferreira – Vitória de Guimarães
Braga – Nacional
Moreirense – Benfica
Marítimo – Belenenses
Sporting – Gil Vicente
Boavista – Porto

Setúbal – Penafiel
Arouca – Rio Ave
Estoril – Académica

domingo, 14 de abril de 2013

Foi quase o quase.


O Braga tem dois títulos no seu historial: uma Taça de Portugal em 1966 e uma Taça da Liga em 2013. Foram precisos 47 anos para voltar a vencer um troféu. Passaram muitos treinadores pelo clube - Cajuda, Domingos, Jorge Costa, Jorge Jesus, Leonardo Jardim, entre tantos, tantos, outros. Nenhum ganhou nada. 


Até hoje. Com um treinador chamado José Peseiro, o homem que tem tido de levar, desde 2005 (ano em que levou o Sporting à luta pelo campeonato até ao fim e, coisa pouca, deu ao clube a segunda final europeia do seu historial), com todos os impropérios mais rascas, as análises ignorantes, as frases-feitas, os lugares-comuns, as expressões gratuitas. 

"Mas foi a Taça da Liga"? Foi. E foi eliminando Benfica (este Benfica de Jorge Jesus) nas meias-finais e Porto na final. É capaz de ter algum mérito, digo eu. Ou se calhar não. De qualquer forma, parabéns ao Peseiro por mais um quase.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

O pior de tudo são os gajos que aplaudem os mentecaptos. Qualquer dia ficam só os imbecis nos estádios.



«Permitam-me falar aqui fora do sítio, mas parece-me urgente que se passe esta mensagem relativa à vergonha daquilo que ontem se passou em Guimarães.

Ponto prévio: Sou adepto do Vitória de Guimarães.

Posto isto:

Chega desta vergonha!

1 - Jogos à porta fechada para Vitória e Braga (Equipas A e B). Mas muitos!!!
2 - Proibição de venda de bilhetes aos adeptos de Vitória e Braga para os jogos fora.
3 - Assumindo que a estupidez é transversal a todos, obrigação de policiamento em todos os jogos de futebol, suportados por um plano estratégico definido pela PSP.
4 - Não esperem que hajam mortes, por favor.
5 - Não sei se tenho vontade de, pelo menos nos próximos tempos, voltar ao futebol.
6 - Investigue-se muito bem o que se passou em Guimarães e punam-se severamente todos os culpados (materiais ou não) identificáveis.
7 - Punam-se os dirigentes que padecem desse síndrome de estupidez adquirida que é comum aos dirigentes desportivos, que incitam e incentivam os seus adeptos à violência, quer através de declarações a roçar o animalesco quer através de acções que nem a animais ficam bem.
8 - Todos pó caralho que estão a estragar o jogo da minha vida. Gosto demasiado de futebol para deixar que vocês mo estraguem.»

Pedro Mendes (leitor do Gordo)

sábado, 5 de novembro de 2011

Nunca mais volto à Pedreira!

A importância do jogo de amanhã - pelo adversário, pelo historial recente na Pedreira, pela questão mental, pela contemporânea doença raivosa dos adeptos do Braga em relação ao Benfica, pela sequência de jogos fracos da equipa, pelo regresso de Jesus à linguagem da soberba e arrogância, pelas desculpas esfarrapadas que o técnico dá sobre a fraca qualidade exibicional e pela vantagem emocional que uma vitória terá e uma derrota aniquilará para o futuro da época - merecia um post longo, chato, entediante, feito de verdades óbvias.

Mas não me apetece. Toda a gente sabe que o jogo de amanhã será decisivo e moldará o ano competitivo. Também por isso acho que o Benfica - este Benfica que temos tido - não só não ganhará o jogo como sairá de Braga sem qualquer ponto.