Mostrar mensagens com a etiqueta Luisinho. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Luisinho. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

O mar é azul porque é corrupto

Há um tipo de benfiquismo que definitivamente não é possível de entender. É o benfiquismo que acha que o planeta todo conspira contra o Benfica, que o insucesso advém não da incompetência própria mas de vários e coloridos factores que, somados, fazem com que o Benfica seja apenas uma vítima nas mãos de poderosas influências e maldades. As televisões estão todas contra o Benfica; as rádios também; os jornais, evidentemente; os jornalistas todos; os primos dos jornalistas todos; as avós de todos os jornalistas; os cães dos jornalistas conspiram, de madrugada, contra o Benfica.

Luisinho veio dizer o que parece lógico a qualquer ser pensante - se for um bocadinho mais pensante até percebe isto desde a final da Taça: Jesus não tinha condições para continuar no Benfica. Por ser incompetente? Lógico que não, apesar dos erros cometidos foi ele quem maquilhou a incompetência da Direcção. Simplesmente estava mais do que visto que o grupo de trabalho não estava com ele. Ora, Luisinho disse o óbvio. O que responderam os defensores do benfiquismo paranóico? Reflectiram sobre o que quererá dizer o pensamento de um jogador que conheceu o balneário por dentro? Não, é evidente que não. Massacraram o Luisinho, insultaram-no, passou a abutre e mal-agradecido e outras pérolas parecidas. 

Já não há mesmo pachorra para o benfiquismo paranóico. Grande parte da situação dramática em que estamos enfiados depende deste modo de pensar. Sem reflexão, sem auto-crítica, sem capacidade de antecipar problemas, sem perceber os erros próprios; apenas, ano após ano, desculpando o insucesso com factores externos e paranóias doentias, o Benfica mirra sob este mundo obscuro da estupidez e das conspirações mil. Apetece resgatar a citação de Einstein que já se tornou adorada por tantos e que reflecte a actual forma de agir por parte dos dirigentes do Benfica e de pensar por parte da grande maioria dos seus apoiantes:

«Stupidity is doing the same thing over and over again and expecting different results».

quarta-feira, 24 de julho de 2013

A lavagem para além da cerebral

A análise completa sobre os investimentos do Benfica nas dezenas de jogadores que acabaram dispensados, emprestados ou a rodar na equipa B (sem qualquer intenção de os trabalhar para a equipa principal e tapando lugar aos nossos jovens e a outros jovens de valor) ficará para mais tarde, quando o mercado fechar. Por ora, centremo-nos apenas em 4 casos que, diz a imprensa, estão a ser meticulosamente tratados pelo grande Presidente Vieira: Carlos Martins, Sidnei, Luisinho e Franco Jara.

Carlos Martins custou ao clube 2,5 milhões de euros.
Sidnei custou ao clube 7 milhões de euros.
Luisinho custou ao clube 1 milhão de euros.
Franco Jara custou ao clube 5 milhões de euros.

4 jogadores - entre dezenas e dezenas de outros que por aí andam aos caídos e que, mesmo comprados a preços baixos, todos juntos perfazem mais umas dezenas de milhões de euros -, apenas e só estes 4 jogadores que, reforço, neste momento não interessam ao clube, custaram ao Benfica 15,5 milhões de euros. Mas não custaram só 15,5 milhões de euros. Custaram ordenados, prémios, custaram espaço no plantel para outros jogadores. 

E foram apostas claras? Carlos Martins foi até 2010, depois foi emprestado e voltou a época passada para um contrato de... 4 anos - um ano depois, foi dispensado ("agora, se quiserem despachar-me, paguem", diz o Carlitos).

Sidnei ainda teve uma época em que apostaram nele, depois foi sendo relegado para segundo plano, depois emprestado e agora aos caídos na equipa B. Este rapaz só custou ao Benfica 7 milhões de euros, coisa pouca.

Luisinho nunca foi aposta para Jorge Jesus. Aliás, após uma boa exibição, ouviu logo do Mestre que havia jogadores para a Liga e outros para a Champions. É que nós tínhamos lá um gajo muita bom e este ano ainda temos um melhor - isto depois de termos tido um cepo chamado Emerson uma época inteira a titular. De laterais-esquerdos percebe o nosso Mister! 

Franco Jara, mais uma escolha pessoalíssima de Jesus após visionamentos televisivos de madrugada do campeonato argentino. Jogou uma época aos soluços, na segunda foi despachado pelo treinador que lhe augurava um futuro risonho e obrigou o clube a pagar 5 milhões de euros por ele. Uma ninharia.

4 casos. Apenas 4 casos. Podemos fazer o mesmo exercício para muitos outros jogadores, que descobriremos não só o exemplo do que é gestão danosa como ficaremos boquiabertos com o valor total de custo dos que agora não interessam ao clube. Só aqui, nestes 4 casos, estão enterrados 15, 5 milhões de euros. 

É preciso dizer mais alguma coisa sobre a competência desta gente? E acham que, quem anda há 13 anos no clube a cometer estas e outras façanhas, algum dia vai aprender? Ou este tipo de estratégia visa outras mais-valias que não a puramente desportiva? O dinheiro rola a grande velocidade no entra-e-sai do Benfica. Os títulos são mais do que muitos - falo dos títulos de investimento, claro. Os outros só dão chatices e até "nem deviam ter acontecido". 




domingo, 28 de outubro de 2012

Um grande golo de Luisinho





Um jogador que dá preferência ao espaço interior em detrimento do básico colocar na linha para alguém cruzar é sempre um jogador com mais capacidade. O adversário espera a segunda opção e a partir desse momento, bastando uma simulação, está criado o desequilíbrio.

Quando Luisinho finta o adversário, deixando Perez na linha e procurando Lima, o golo, apesar de não parecer evidente, já estava muito próximo. Bastava que os outros dois fizessem, como fizeram, bem o seu papel. Ao minuto 1:02 Lima, excelente, recebe e dá em Perez com um só toque, alargando a jogada à linha, enquanto pede a bola à frente. E Luisinho? Luisinho, que inventou o golo, já o cheirava sem que os jogadores do Gil Vicente o imaginassem, avançando pela área à espera do passe que - desde o momento em que, junto à linha, fintou o primeiro adversário - ele já sabia que iria receber segundos depois. 

Perez, principal criador de passes de ruptura, desmarca Lima que, de forma simples óbvia mas não vulgar, já que tantos e tantos fazem o mais difícil em situações semelhantes, limita-se a fazer futebol: passe cruzado, na diagonal, para o pé de Luisinho, que atira para o outro lado da baliza.

Isto não é uma jogada de alguém que "só serve para o Campeonato". Muito menos quando o seu concorrente é um miúdo com talento mas ainda muito longe de ser a melhor solução. Só que Jesus adaptou, Jesus criou, Jesus inventou e portanto Jesus porá, à frente dos interesses do Benfica, a sua ideologia de catedrático valorizador de activos. 

E podias ser tão bom, Jorge.