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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Os anjinhos da Luz

Às vezes fico com a sensação de que os dirigentes do Benfica passaram os últimos 30 anos no meio do mato. Só assim se explica a absurda estratégia de Comunicação que existe no clube. Deixando de lado as entradas e saídas no próprio Departamento - e a novela que para ali há, entre Ricardos e Juans; ninguém percebe nada do que ali se passa, além da evidente corrida das cadeirinhas e dos tachos -, foco-me apenas na forma como Vieira e os seus auxiliares têm gerido a questão política da arbitragem. O ano passado, com 5 pontos de avanço no campeonato, o Presidente não conteve a usual pesporrência (mas só quando está tudo bem, claro) e lá foi para a televisão anunciar coisas, entre elas a decisão que seria dada a conhecer aos benfiquistas no final do mês - passou um ano e ainda não sabemos de nada. Sobre os árbitros? Nada disse. Que estava tudo muito bem, que não devemos falar em arbitragens, que o importante é o futebol. Dois meses depois, perdido de forma imbecil o campeonato, lá vieram as críticas.

Já esta época, fomos brindados com mais umas curiosas declarações do curioso (digamos assim, em jeito simpático) do Vice Rui Gomes da Silva. Após um jogo do qual saímos prejudicados, vem o senhor afirmar que tinha sido avisado para o prejuízo antes do encontro, com aquele ar de espertalhão que sabe tudo que ele tem como ninguém. Ora, então sabia, não disse nada, viu a equipa ser prejudicada e...? Ninguém, dentro do clube, achou que devia levar este caso a outras consequências?

O que se passa no Benfica é simples: dentro e fora de campo, cometem-se constantemente os mesmos erros sem que ninguém aprenda ou queira aprender com a realidade. Em vez disso, parecem todos viver numa redoma muito ilusória, criada pela liderança no campeonato, que os iliba de qualquer tipo de planeamento estratégico. Uma espécie de fórmula mágica: se somos líderes, não abrimos a boca; se depois perdermos o campeonato, escudamo-nos com justificações sobre factores que, antes, não mereceram quaisquer reparos - mesmo que tenhamos sido prejudicados nos três jogos em que perdemos pontos. É este tipo de pensamento resultadista (dentro e fora do campo) que leva os benfiquistas a uma colectiva alucinação de que estamos "munta fortes" e, no fim, ao desespero de assistir a finais de época deprimentes, caindo, claro, na posterior justificação. É agora, meus caros. Era ontem, anteontem, logo no primeiro jogo contra o Braga. Enquanto vocês estiveram na selva amazónica durante 30 anos, o país mudou, mudaram governos, mudaram os clubes, mudou a ética e a deontologia. Só uma coisa se mantém: a estratégia de confronto e falsa vitimização por parte de Pinto da Costa. Ainda não compreenderam? Só cá estão há 12 anos mas, caramba, vejam lá se abrem os olhos.

Pondo de lado a pornográfica novela do apoio inequívoco a Fernando Gomes (que ainda não percebi como pode ser matéria aceitável para tantos e tantos benfiquistas, mais uma vez criando episódios dignos de grandes policiais, com conspiração à mistura), a forma como o Presidente Vieira aborda a questão da arbitragem é digna de anjinho. Quer dar uma de urbanidade e tal, de elevação. Meus caros, a democracia tem esta grave falha: do atrasado mental ao génio, do burro ao douto, todos podem abrir a boca. Dir-me-ão: "mas assim é que tem de ser, Ricardo, somos livres". Certo, mas convém que o douto (ou semi-douto, vá, ou apenas um que pretende ser douto) saiba relacionar-se com as estratégias do atrasado mental. Caso contrário, fica sempre em desvantagem. O Porto pressionou antes do jogo e pressionou depois do jogo. Resultado? Vem aí Jorge Sousa para Coimbra e depis virão mais uns famigerados adoradores do pintinho para Braga e jogos cruciais (entre eles o do Dragão). Mas terão tido Pinto da Costa (a estúpida novela do telemóvel revela o nível de atraso mental a que se pode chegar em democracia) e sobretudo Vítor Pereira alguma razão no que disseram? Terá sido o Porto prejudicado?

Não. O Porto prepara o futuro da mesma forma que vem preparando o futuro dos campeonatos há 30 anos: pela mentira, falsidade, corrupção e - é este o fulcral ponto que os dirigentes do Benfica ainda não entenderam e os adeptos não querem perceber- por competência na estrutura. Ali não há falhas graves de Comunicação; toda a gente está bem instruída para o que tem de dizer; tudo é pensado ao pormenor com o objectivo de vencer todas as pequenas batalhas que no fim geram títulos. Sim, o Porto é actualmente - e nas últimas três décadas - um clube gerido por um corrupto. Mas um corrupto que sabe o que faz para além de ser corrupto. Se fosse só corrupto, não ganhava tanto. É isto que a soberba benfiquista - de dirigentes a adeptos - ainda não foi capaz de entender. Enquanto se mantiverem no registo: "ah eles só ganham porque são corruptos", vamos continuar a perder, isso é certinho. Enquanto, em resposta aos atrasos mentais do pintinho e do seu bobo da corte, continuarmos a evitar falar em arbitragem porque vamos na liderança e só abordarmos o tema com a porta toda escancarada e partida, vamos continuar a perder, podem ter a certeza. Como tu, Luís, nos teus negócios pessoais não és nada parvo, se calhar terei de chamar outro nome a esta estratégia constantemente equivocada.

O Porto foi prejudicado na Luz? Não foi. O Porto tem razão em pedir a expulsão a Matic e Maxi Pereira e vociferar contra um fora-de-jogo mal assinalado a Defour. E o Benfica? Espantem-se, dirigentes e treinador do Benfica que calaram perante o circo portista: o Benfica também tem várias e graves razões de queixa: Moutinho devia ter sido expulso ainda na primeira parte (foram mais de 5 faltas para amarelo), Fernando devia ter ido para a rua por agressão a Gaitán e, a cereja no topo do bolo, aos 90+3 Garay sofre penálti claro dentro da área portista. Ouvimos alguém do Benfica falar nisto? Na conferência de imprensa, na flash-interview, nos programas de televisão em que temos 3 estarolas afialhados? Não ouvimos. Parece que não houve nada, parece mesmo que fomos beneficiados. Depois, quando levarem com arbitragens jeitosas amanhã, em Braga e nos momentos cruciais, queixem-se. Pode é dar-se o dia em que os benfiquistas já não comerão as desculpas fora do prazo de validade.

A vantagem de não ser banal

«Porque é que o Benfica não ganha ao Porto?

A pergunta também vale ao contrário: porque é que o FC Porto dificilmente perde com o Benfica, mesmo na Luz? Há três tipos de respostas possíveis: de circunstância, subjetivas e concretas. Só acredito nestas e começo com uma nota prévia: em quatro anos no Benfica, Jesus ganhou algumas vezes ao FC Porto mas não ganhou tantas quanto parecia provável, nem sequer quando parecia por cima em termos de rendimento, opções disponíveis e motivação. Como agora. E só ganhou uma vez no Dragão, para a Taça, perdendo três vezes na Luz.

As causas de circunstâncias são as que se referem às arbitragens, a uma ausência, a erros ou grandes exibições individuais. Proença, Hulk, Roberto, Emerson ou Artur explicam um jogo, não uma tendência. As subjetivas são as que se refugiam nos chavões, tão difíceis de confirmar como de desmentir, de um bloqueio anímico ante o rival, de menor maturidade competitiva, blá-blá-blá. Tretas.

Chegamos ao essencial: a forma de jogar do que chamei "gémeos falsos", candidatos com idêntico rendimento pontual mas identidades marcadamente distintas. Onde o Benfica é emoção, o FC Porto é razão, que se o Benfica faz de cada posse de bola um ataque, o FC Porto quase faz de cada ataque uma posse de bola. O Benfica só se sente confortável quando domina, o FC Porto sente-se sempre cómodo quando controla, mesmo não dominando.
Nestes jogos, o FC Porto é mais igual a si próprio, que o seu modelo não é tão arrasador contra equipas mais pequenas mas, pelo equilíbrio, adapta-se facilmente a jogos de maior exigência. O Benfica sai da zona de conforto quando não tem a iniciativa permanente e os jogadores acusam a mudança de chip se lhes pede que reparem na cara do adversário, para "marcar" Xavi ou Messi, Moutinho ou Lucho, habituados que estão a ignorar anónimos do Moreirense ou do Olhanense. Em suma, o FC Porto mantém o modelo, os princípios de jogo, mesmo quando altera o sistema, enquanto o Benfica mantém o sistema mas acaba, forçado ou deliberado, a jogar segundo princípios diferentes.

PS 1- Para ser justo e coerente: antes de Jesus, o desnível era incomensuravelmente maior e só com ele o Benfica voltou a discutir provas com o FC Porto. Não é de somenos, após a década mais negra da história do clube.

PS 2 - Vítor Pereira esteve muito bem no campo, na gestão do resultado que lhe interessava mas deplorável depois. As palavras de desvalorização do adversário não se justificavam mas pior do que o conteúdo foi o tom. Já há ódio que chegue


Carlos Daniel, de muito longe o melhor comentador de futebol que por aí anda. Pena ser a excepção num universo de frases feitas, banalidades e ignorância sobre o jogo. Os sublinhados são meus.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Matikitaka


Sem meio-campo? Balões de Artur para o Cardozo.


Benfica-Porto (2009/2010) - 1-0
Benfica-Porto (2010/2011) - 1-2
Benfica-Porto (2011/2012) - 2-3
Benfica-Porto (2012/2013) - 2-2

Benfica-Porto (Jesus em 4 anos) - 1v, 1e, 2d - 6 gm; 7 gs


Porto-Benfica (2009/2010) - 3-1
Porto-Benfica (2010/2011) - 5-0
Porto-Benfica (2011/2012) - 2-2

Porto-Benfica (Jesus em 3 anos) - 0v, 1e, 2d - 3gm; 10gs




BENFICA-PORTO (Jesus em casa e fora - 7 jogos) -  1v, 2e, 4d - 9 gm; 17gs



Jogo ridículo do Benfica - parecia rugby. Enquanto continuarmos com este registo "munta fortes contra os fracos; munta fracos contra os fortes" ganharemos uns jogos; nunca ganharemos títulos.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Afinemos o gargantil e o coração



Não sei o que é, ao certo; se o crescendo


"Sou dooooo Beeenfiiiiica"
 
se é o orgulho que aquela voz transporta, como que carregando nas sílabas todos os momentos gloriosos que este clube viveu

"e iiiiiiiiiiisso m´envaideeeece"

ou talvez a voz radiofónica dos grandes tenores do século passado misturada com as acentuações perfeitas em português-veludo das personagens dos filmes a preto e branco de filmes de Leitão de Barros, Perdigão Queiroga ou Arthur Duarte
 
"tenho aaaaaaaaaaa geniiiiica que a qualquer engrandeeeeeeeeeeeece"

parece que vejo a casa da minha avó, a sala ampla, portadas para a luz branca-transparente das paredes solares do Alentejo, na mesa um bordado minucioso, fotografias gastas, um terço, um rosário e o barbudo-mártir ao lado dos pratinhos de pássaros, de mãos e braços abertos para a eternidade. As asas de anjinhos de loiça querendo voar sobre os livros e algo ou alguém, de dentro das histórias fechadas em lombadas a couro vermelho e letras a ouro, que sai e anuncia

 "Sooooou de um cluuuuube lutadoooooooooooooooor"

e parece que vejo a sala, depois a casa toda, a rua, a vila e todas as salas, ruas e vilas encostadas de ouvidos à escuta junto à telefonia, enquanto Artur Agostinho canta "É goooooooooooooolo do Benfica, é gooooooooooooolo de Eusébio" e os pássaros dos pratos aterram nos ombros de famílias inteiras em silêncio, escutando golos e passes e defesas, imaginando os lances, criando novos movimentos, inventando as cores que não vêem nos botões do aparelho que lhes sopra que o Benfica está a voar sobre o Real Madrid, que é Cavém, Coluna, de novo para Cavém, abre para Águas, levanta de primeira para a área, Eusébio amortece, remate de Cavém, golo

 "que na luuuuta com fervoooooooooooooooooooooooooor nuuuuuuuuuuuunca encontrou rrrrrrrivaaaaaaaaaaaaaaaaaaaal"

e o país explode vindo de um soturno silêncio de damas-de-companhia, medos, fomes, gabardinas e chapéus nos balcões dos cafés, para um grito que faz levantar as saias da donzela tímida que esperava no banco de jardim o seu prometido, que faz ouvir a voz daquele velho sisudo que não dava palavras ao mundo, faz abrir de alegria a cara do pai-de-família que, todo metido no ar, prometeu bebidas, comidas e o que se quisesse a metade do povo que se abraçava, se beijava, se aleijava, se atirava contra as amarguras do tempo enquanto as portas se partiam, mesas eram mergulhadas na intempérie de pernas, braços, cabeças, gente aos pulos, gente aos gritos, gente aos beijos, o padeiro a agarrar na jarra de flores e a levantá-la no ar, em gesto de vitória: "é nossa", e as crianças, espantadas, aos gritos histéricos, a mãe "cuidado com o deus-menino" e o deus-menino estatelado no soalho, embebido em aguardente e ferido de morte pelas vidraças da garrafa, dos copos, das loiças, pés atrás de pés, espezinhado o filho de Nosso Senhor e, na parede, o barbudo parecendo rir de sangue

"neeeeeeste nooooooooooooooosso Poooooooooooooooooooortugaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaal"
 
não posso dizer, não sei dizer, o que é, que me faz levantar no Estádio, emocionar-me, ter amor desta maneira por uma ideia que não tem corpo nem precisa de ter, por um ideal, um voo, um sentimento, uma dor e uma alegria tamanhas sempre que oiço

"Seeeeeeeer Beeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeenfiquista"

e transporto dentro de mim todas as memórias misturadas numa só, passado, futuro, presente tudo numa amálgama de tempo em que vejo slides difusos, pequenos momentos, grandes momentos, vêm-me à alma aqueles instantes e o Estádio, aquele ecoar do golo que parecia que começava por debaixo da relva e ia espraiando a voz, subindo lentamente pelas escadas e pelos corpos das pessoas, era um língua de som que, quando a bola tocava as redes, nos afundava como onda, goooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooolo e nós morríamos uns nos outros, engalfinhávamo-nos uns nos outros, já sem saber se as pernas e os braços eram nossos ou dos outros, uma massa compacta de gente e cachecóis, bandeiras, chapéus, camisolas, sapatos, fumo, papelinhos e o ritmo que subia, pulsava, o chão tremia, o ar vibrava e começava a dança

"é ter na aaaaalma a chama imensa, que nos conquiiiiiiiiista e leva a palma à luz inteeeeeeensa"

e o Sol vinha mesmo, risonho, beijar-nos, em tardes que pareciam infinitas, tardes que amoleciam o betão e se prolongavam para lá do possível

"com orgulho muito seeeeeeeeu, as camisolas berrantes, que nos campos a vibraaaaaaaaaaaaaaaaaaar"

e os velhos lembravam-se de ter erguido com as mãos as vitórias e o Estádio, os novos ouviam e queriam fazer parte, os Pais levantavam os filhos, mostravam-lhes o que era aquilo, queriam-nos ali para toda a vida, e os filhos mostravam orgulho e gratidão por poderem vibrar, e pais, filhos, avôs, netos, estranhos, conhecidos, amigos, amantes, namorados olhavam-se dentro do golo e cantavam

"são papooooooilas saaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaltitanteeeeees"

e então calava-se tudo um instante, um pequeno instante em que 120.000 pessoas não faziam um único ruído, jogadores e adeptos numa espécie de comunhão do silêncio, os holofotes como templos antigos, os placards electrónicos gigantes anunciavam 00:00, cheirava a relva e a terra molhadas, a fumos inebriantes, sentia-se um pulsar que era a própria respiração do Estádio, tum tum tum tum tum tum, e era de dentro dele, por osmose do betão para os pés, depois pelo corpo, até ao céu, que se iniciava o estrondo da batucada

"Benfica, Benfica, Benfica, Benfica, Benfica, Benfica, Benfica, Benfica, Benfica, Benfica, Benfica, Benfica, Benfica, Benfica, Benfica!"

sábado, 12 de janeiro de 2013

Viagem ao Benfica



Passei muitos Janeiros da minha vida a ver o Benfica a demasiados pontos da liderança. Tive azar no ano de nascimento, azar nas pessoas que vi tomarem conta do clube, azar no momento, azar na História. Tivesse eu nascido nas décadas anteriores e todo o meu crescimento e entrada na vida adulta - embora não esteja ainda certo de que algum dia algum ser humano o faz - teriam sido momentos à Benfica. Momentos de vitórias e felicidades umas atrás das outras. 
  
Como nasci em 1981, o máximo e mais feliz que posso dizer de mim é que como ser benfiquista - e o benfiquismo é de longe mais importante do que a cidadania ou até, se queremos ir ao fundo da questão, da existência - vivi uma infância feliz, pontuada, ainda que ao de leve e já na entrada para a adolescência, por uma suspeita que nascia no meu pequeno coração de adepto: a chusma tinha invadido o futebol português.
 
Lembro-me do momento preciso em que perdi a virgindade do amor puro ao futebol: estávamos no início de 90´s, o Estádio da Luz a transbordar 120.000 almas, vermelho, branco, loucura e desvario, sol sobre nós, um clássico contra o Porto e um árbitro. 
 
É importante que se fale na forma como eu via os árbitros: uma gente estranha que não podia tocar na bola, que se vestia de modo peculiar, que não era de nenhuma equipa e que, por alguma razão que me transcendia, tinha o direito a pisar aquele viçoso relvado que parecia ser acessível apenas a artistas - epíteto que não podia ser atribuído a tais personagens já que uma vez, a meio do aquecimento, vi um deles tentar dar toques numa bola, não passando dos quatro e, para ser delicado, uns quatro tão trágicos . Virei-me para o meu Pai, incrédulo: "O que faz ali aquela pessoa?" e ele deve ter dito qualquer coisa muito pedagógica e educativa que ainda me fez mais confusão uma vez que eu estava habituado a vê-lo atirar caralhadas ao excelentíssimo senhor jogos, meses e anos a fio. 
 
Para mim, o árbitro estava ali porque não tinha outro sítio para onde ir. Talvez não tivesse casa, fosse pobre, não tivesse família ou gente que o recebesse para uma almoçarada. Talvez tivesse ganho o bilhete no 123 e o Carlos Cruz o tivesse avisado: "olhe, você vai ao estádio mas, como está cheio, tem de ir ver o jogo no relvado". Alguma razão tinha de existir para aquela pobre alma andar feita louca varrida em correrias atrás dos meus jogadores e até dos outros. Uma razão que, devido ao meu cérebro mirrado, atribuí a factores além-futebol, nunca me passando pela cabeça que aquele gordo careca tinha uma relação sensorial com o jogo. 
 
E foi então que percebi: ele estava ali para mandar. Não sei porquê nem quem lhe tinha dado esses direitos mas apercebi-me de tal ignomínia quando, sentado ao lado do meu Pai e de um amigo portista (que, neste dia, sob aquele sol imenso e de frente para um coliseu vibrante de encarnado, terá ponderado mudar de clube - o que acabou por não fazer e ainda hoje sente remorsos de tal facto), o filho da puta do árbitro (estou a citar o estádio) fez uma daquelas exibições que ficarão para os anais - literal e não literalmente. Não me recordo totalmente de todo o manancial de palhaçadas que o excelso executou, mas sei que saí daquele jogo pronto a contar na escola a novidade: já não era virgem.
 
Tive azar na década. Pude, no entanto, experimentar Benfica durante 12, 13 anos e esses levo colados ao peito, orgulhoso, com aquela saudade triste das coisas que sabemos que não podem voltar. Gostava de dá-las de presente a quem nasceu 10 anos depois de mim, entre abraços: "Tiveste ainda mais azar do que eu, toma, fica com isto: é o Benfica". 
 
Pior do que ter visto o Benfica desaparecer num lodaçal de equívocos só o nunca ter visto de forma nenhuma. Por isso me merecem tanto respeito os jovens de 20 anos que trazem o Benfica com tanta força agarrado ao coração - como se, por osmose, entre pais, primos, tios, amigos, conhecidos, estranhos, o benfiquismo tivesse conseguido verter para dentro deles. Por isso quero tanto, por eles e por mim, que o Benfica regresse. 
 
Passei muitos Janeiros da minha vida a ver o Benfica a demasiados pontos da liderança. Façam-me este favor: dêem-me um Maio campeão.

É (só) um jogo lindo.


Cura contra o mal

Quando eu deixar de acreditar na vitória do Benfica, seja contra que adversário for, atirem-me para a frente de um comboio ou, se não quiserem sangue mas o mesmo efeito, façam-me sócio do Sporting.

 

O racional pode dizer muitas coisas, mas há um lado em mim (imagino que em todos nós) que não deixa nenhum espaço para a coisa pensada e reflectida. E ainda bem. Foi por esse tubo fino de bestialidade ancestral que, submergido nos anos 90, respirei quando em campo entrava o cabelo do Paulo Madeira ou essa avestruz escandinava de nome Martin Pringle. 
  
Hoje tudo é substancialmente diferente. Mesmo a necessária fé irracional que pode aparecer nos momentos em que vemos uma equipa sem aquela luzinha mágica dos campeões tem um espaço próprio e muito mais cómodo: hoje, a um dia do mais importante das nossas vidas, respiro por uma mangueira larga de regadio. Consigo até produzir sons tubulares: Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaimar, Liiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiima, Nooooooooooooooolito, Cardoooooooooooozo, Maaaaaaaaaaaaaaaaaaatic, Rodriiiiiiiiiiiiiiiiigo, Artuuuuuuuuuuuuuuuuur, Luuuuuuuuuuuuuisão, Gaaaaaaaaaaaaaaray e todos eles soltam para o mundo mas também para dentro de mim aquela crença que me faz saber - já não só acreditar, saber - que amanhã, com o apoio de gente grande (falo de cantar e gritar e levantar o cu do asfalto em vez da pose de quem está a assistir a um velório), iremos sair do Estádio da Luz com 4 pontos de vantagem (3+1 com vitória expressiva). E que nunca mais sairemos da liderança. 
 
Neste momento, após demorado luto e introspecção, esqueci os anos anteriores, as incompetências contínuas de treinador e presidente. Já não me recordo de onde viemos, o que podia ter sido ou o que acabou por acontecer. Já só penso em Domingo e na vontade que tenho que o Benfica comece a jogar o seu destino. Sem medos nem hesitações. Contra o temor idiossincrático dos últimos 20 anos, tenho fé num Benfica que, além de acreditar em si, tem vontade de subjugar o Porto, de o humilhar, de o deixar no chão. Não por ódio nem por outro qualquer sentimento demasiadamente fútil - deixemos esses sentires para os outros -, mas por querer o seu lugar natural na cadeia das grandezas. 
 
O Benfica precisa - e é urgente, é para ontem - de demonstrar que a cultura de vitória chegou para, definitivamente, ficar. Não como um rasgo que logo desaparece no ano seguinte; não como um momento esporádico na época que se esvai quando se perdem pontos em jogos consecutivos; mas sim como um clube que aceita a sua dimensão, a respeita e faz dela o veículo para o sucesso desportivo recorrente e consecutivo.
 
Chega de medos, de temores, de hesitações. Somos melhores em tudo: adeptos, jogadores e treinador. Jogamos em casa, a família estará toda unida. Não há desculpas nem meias palavras. Nem sequer árbitros que possam mudar o nosso destino se entrarmos em campo com o coração à Benfica. Somos tantos, somos muitos, somos melhores, somos gloriosos, somos o Sport Lisboa e Benfica. 
 
A distância do título não está a 16 jogos, está a 1 - este. Se vencermos, ficaremos com 4 pontos de vantagem. Com o calendário mais apertado para o Porto (especialmente se passar os oitavos da Champions e nós formos eliminados na Liga Europa), restar-nos-á (não sem dificuldades) cumprir as nossas obrigações mais básicas para que sejamos campeões. Não há volta a dar, companheiros: um jogo que vale 4 pontos não pode ter outro desfecho que não a vitória. Conhecendo a mentalidade de uns e de outros, um empate favorecerá os lá de cima. Não pode ser, não tem de ser e não será. Basta que para isso os jogadores saibam o que é o Benfica. Expliquem-lhes, façam vídeos, montagens, apresentações bonitas em powerpoint, saiam à rua, levem os jogadores à conversa com sócios e adeptos, entendam o que é o sentir e pulsar deste clube, compreendam o que nos move e descubram quem queremos derrotar de todas as formas possíveis. 
 
O Porto de Pinto da Costa é o anti-desporto. Representa a podridão do futebol. A maldade, a tirania, a corrupção, a mentira, a falcatrua, a falsidade, a pobreza de espírito. Ganhem pela vontade de vencer, ganhem pela génese da liberdade que sempre respirou no Benfica, ganhem pela verdade, pela bondade, pela amizade e ganhem pelas outras ades todas que andam por aí e são muitas. Ganhem por vós, que merecem este título. Ganhem pelo Jesus, que merece este título. Ganhem por nós, que merecemos e queremos poder ir à festa com a nossa grande família de milhões e milhões de almas num caos vermelho e branco. Ganhem pelos que estão no 4ª anel a ver os jogos numa nuvem-plasma com ligação directa aos nosso corações.

Uma ideia para o clássico - o 41311

É um exercício interessante o de pensar qual a melhor equipa para entrar de início no Domingo - e, claro, quais as ideias que Jesus deverá ter para o 11. Partamos de uma ideia-interrogação: devemos abdicar de um avançado, povoando o miolo contra um expectável meio-campo forte do Porto (com Fernando, Moutinho, Defour e Lucho) ou será mais avisado mantermos o sistema preferido do Jesus, apostando as fichas num jogo de rasgões e pressão forte sobre a saída de bola dos portistas?

Por mim, e sabendo que Rodrigo está lesionado e Lima jogou os 90 minutos na Quarta, faria uma espécie de híbrido entre o 442 e o 433: o 41311. E o que é o 41311? É Gaitán. Colocar o argentino onde me parece que rende mais: não propriamente a 10, mas a segundo avançado que parte de trás - um pouco como João Vieira Pinto jogava. Em construção, Gaitán tanto pode aparecer, móvel, na zona à frente da área portista como pode recuar dando apoios e permitir a subida de Enzo, desequilibrando marcações formatadas. Em transição, é um jogador que garante não só velocidade e transporte a grande nível como, com Ola John e Salvio na alas, pode potenciar situações de 5-4, 4-3, 4-2, 5-3, 3-2, que, com boa decisão, resolvem jogos. 

Gaitán seria assim um apoio precioso a Cardozo ao mesmo tempo que, sem bola, permitiria à equipa equilibrar o meio, juntando-se o argentino a Fernando, possibilitando que o bloco se mantenha alto para afundar o Porto no seu meio-campo e evitar que, nas perdas de bola, os portistas a recuperem em zonas próximas da nossa área. André Gomes, Aimar, Nolito, César e Lima como soluções possíveis para a segunda parte.

Artur
Maxi, Luisão, Garay, Melgarejo
Matic
Salvio, Enzo, Ola John
Gaitán
Cardozo


(A minha equipa nunca seria esta para um jogo desta dificuldade. O que está no post é uma tentativa de, mantendo os fundamentais princípios de que o Jesus não abdica, procurar uma solução menos arriscada. No entanto, parece claro que Jesus fará entrar em campo amanhã a sua ideia formatada de jogo: dois avançados, dois alas, um médio defensivo e outro médio mais solto. Provavelmente contra um losango portista)

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Aquele abraço do golo


Quando o Simão recebe a bola no meio, a ajeita com um afago e remata para a baliza de Reina, a sala ficou por uns momentos parada, comigo, o meu Pai e a Joplin - a cadela - todos no ar à espera do golo.

Se pudéssemos voltar a esse momento e o congelássemos em pause, notaríamos os nossos joelhos flectidos, as bocas num princípio de entoação e os braços a crescerem para o tecto. A cadela em salto do sofá para o chão, apanhada a meio da viagem, em voo, as patinhas da frente esticadas, o pêlo todo para trás e as orelhas distorcidas. Na televisão, ver-se-ia a bola na zona do penálti, pelo ar e Reina num gesto horizontal de desespero.

Atente-se nos copos de cerveja em diagonal, gotas de líquido paradas na atmosfera, pratos de amendoins oblíquos e ervilhas de salada russa pulando acima da linha da mesa, tapando metade do ecrã entre o poste esquerdo e a cabeça de um defesa do Liverpool. O fumo dos cigarros verticalíssimo e também em ondas, congelado no tempo como uma pintura abstracta - com detalhe, ainda é possível ver figuras imaginárias que o fumo faz. Os cabelos do meu Pai soltos e para trás e a minha mão num gesto de movimento que faz desfocá-la.

Como se estivéssemos empurrando a bola para o golo, há dois pés - um do meu Pai, outro meu - que a chutam no ar por debaixo da camilha e a cadela salta para o cabeceamento oportuno. Vêem-se ainda, se bem observado, os nossos braços em trânsito um para o outro, como se o golo fosse apenas a desculpa para um abraço.

Não há forma possível de voltar a esse lugar. Ainda o mundo nos não permite a congelação em arca frigorífica dos lugares mágicos, junto aos hamburgueres e bifes de peru. Talvez um dia alguém muito mais novo que nós - porque nascido num mundo mais velho que este - invente a propriedade essencial com que se constroem as máquinas de refrigeração dos segundos antes do golo. Por ora, e sem tecnologias adequadas, coloquemos o dedo no play e vejamos o que acontece.

Explode a bola nas redes! Caem amendois, pedaços de chouriço, o pão voa na direcção da lareira, todas as cervejas inundam a mesa e, como cascata, vão descendo numa visão surreal de quotidiano mal explicado. O golo é cantado com mil gargantas dentro de duas, eu e o meu Pai abraçamo-nos, a cadela assusta-se e foge para debaixo do móvel. Na televisão, os jogadores do Benfica vão de cinzento em direcção a uma câmara. Até Beto e seu cabelo amarelo faz parte da trupe.

Nada disto vimos, envoltos num abraço milenar povoado de sonhos e alegria. Quando mais tarde virarmos os olhos para o ecrã, já o Liverpool ganhou um fora na direita ofensiva. Mas nada disso conta para esta história. Nada importa que não seja já sabido - Miccoli faria mais tarde, bem mais tarde, uma bicicleta que o faria correr que nem um louco para os olhos do próprio Pai, no meio do apocalipse benfiquista de Anfield Road.

Hoje não haverá Pai nem haverá Joplin. Estão os dois parados no meu tempo e na minha memória, como entidades que sobrevivem ao passar dos minutos e horas e dias. Congelei-os dentro do coração, sem máquinas avançadas nem ciências transcendentais.

Para Domingo peço que muitos joelhos flectidos e muitos abraços no abismo do abraço aconteçam. Com amigos, entre amigos, em família. Um estádio todo suspenso no ar e as bolas em trânsito mortal para o golo. 



Pressão Alta

Vítor Pereira, treinador do FC Porto, na conferência de imprensa, a propósito dos alegados bloqueios feitos por jogadores do Benfica:

«Acredito num árbitro atento a esse tipo de ação; agarrar ou impedir um movimento na área deve ser penalizado. Espero um árbitro atento a esse tipo de ação ilegal de conseguir oportunidades de golo. Vou estar muito atento a tudo o que se passar na nossa grande área e se no final do jogo tiver de falar, falo».

Pois, parece que jogar a bola com a mão na grande área do Porto não faz parte da lista de irregularidades. A estas já os árbitros não precisam de estar atentos. Podem assobiar para o lado....como têm feito.

Falar do vólei do Cardozo, quando andaram a 1ª metade da época a jogar andebol.......

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Árbitro para o Clássico


Não sendo tão importante como a eleição que decorre para o melhor blogue benfiquista - pessoal, só falta 1 dia e a luta entre o Gordo e o Cabelo está ao rubro - a nomeação do árbitro para o clássico já fez correr muita tinta, a começar pela "dica" do chinês, feita pelo Presidente do Porto e, não tendo memória de tal, árbitros a oferecerem-se publicamente para o "trabalho". 

O meu palpite vai para Artur Soares Dias.

Tem sido resguardado pelo CA e é internacional. Para a liga, apitou o Benfica- Sp. Braga da 1ª jornada. Não apitou qualquer jogo do Porto para a Liga, o que, decorridas 13 jornadas e sendo um árbitro internacional, prece-me estranho.

Jorge Sousa, outro internacional, teve uma má actuação no Porto-Sporting, com prejuízo para o Sporting claro.

Duarte Gomes apitou o Benfica no Estoril, pelo que nem é hipótese.

Benquerença ou Xistra seria uma provocação, além de não terem categoria para este jogo.

Sobra Pedro Proença. Como não houve Setúbal-Porto, passou a ser hipótese. No entanto, caso fosse essa a vontade de Vítor Pereira, não tinha sido nomeado para esse jogo. A juntar a aversão do Benfica, as suas recentes palavras sobre o Apito Dourado não caíram bem a Norte. Seria uma surpresa.

Se não aparecer nenhum chinês, penso que será mesmo Artur Soares Dias.

Seja quem for, que faça um trabalho justo e isento e que o "score" final seja em resultado do que Benfica e Porto fizerem.

domingo, 6 de janeiro de 2013

6

1. O Porto continua a ganhar, mesmo jogando mal. Depois de um período de grande qualidade nos primeiros meses, esta equipa revela deficiências curiosas e prometedoras para os nossos objectivos. Apanhá-los nesta fase é, por isso, uma boa notícia. A má é que nós também não apresentamos um futebol que dê garantias para os grandes jogos. E, claro, sofrermos de um estranho trauma sempre que os defrontamos que já dura há mais de duas décadas. Para o próximo clássico, além de preparadores físicos e treinos tácticos, contratem 11 psicólogos, outros 11 psiquiatras e um gajo que saiba o que é o Benfica a ver se alguém no clube compreende que em qualquer jogo grande, especialmente na Luz, os outros é que devem tremer, não nós.

2. Antes, porém, o Estoril. É uma tradição desta espécie de campeonato, nos momentos decisivos da prova, no jogo anterior a disputarmos com o Porto a liderança, aparecer um herói da Madalena a resolver os encontros com arbitragens desfavoráveis ao Benfica. Esse é um problema que hoje terá de estar presente na palestra - discutam pouco com o árbitro, não façam entradas estúpidas, não se desconcentrem. O outro problema é a equipa do Estoril, que sabe o que é uma bola. E, claro, o nosso tipo de futebol que tanto dá para goleadas como para desequilíbrios e erros que custam pontos. Já sei que o Jesus não abdica dos dois avançados, mas eu faria diferente: preenchia o meio-campo com um 10 (César; Aimar ficaria para o clássico), deixando Cardozo no banco para a segunda parte.

3. Num campeonato disputado a dois o efeito psicológico da vantagem pontual, mesmo que com um jogo a mais, é fundamental. Nesse sentido, chegar ao clássico com mais três pontos assume uma importância vital para o resto da competição - hoje só pode dar vitória, não há outro resultado aceitável. Entrar em campo com 3 pontos de vantagem pode ajudar à tal serenidade raríssima sempre que jogamos contra o Porto.

4. O Sporting perdeu mais uma vez, desta vez em casa contra um Paços de Ferreira treinado por uma figura muito interessante da qual falei há uns meses - falaremos mais dele esta semana. Tinha previsto um Sporting a lutar pelos lugares entre o meio da tabela e a Liga Europa; jogo após jogo, pela inexistência de qualquer coisa que se assemelhe a uma ideia de futebol, pergunto-me se não teremos uma histórica descida ao abismo. Como benfiquista amante dos jogos ao vivo entre estes dois grandes clubes, não é coisa que me agrade. Um lugar acima da linha de água, conquistado em dificuldades nos últimos minutos do último jogo, isso sim, todo um circo aceitável e festivo.

5. O Hóquei perdeu contra o Porto. É o benfiquinha forte contra os fracos e fraco contra os fortes dos últimos largos anos. Qualquer dia tiro um tempo para analisar os resultados em todas as modalidades que temos tido contra os portistas nos últimos 20 anos. Os traumas só se curam com competência, grandiosidade e conhecimento histórico do clube. Coisas que escasseiam na generalidade de quem nos governa.

6. João Cancelo. Aquele abraço.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

O árbitro que melhora a visão para lá de Badajoz

«O melhor árbitro português da atualidade, Pedro Proença, está disponível para dirigir o primeiro clássico do ano, apesar do seu benfiquismo e das criticas de Luis Filipe Vieira.


Pedro Proença teve um ano em grande e tem as melhores expectativas para 2013. Um ano que irá começar com um Benfica - Porto a meio de Janeiro que pode começar a definir alguma coisa em termos de titulo. Pedro Proença é considerado o melhor árbitro portugues e um dos melhores do mundo na atualidade, tem a expectativa de ser nomeado para esse clássico do futebol português a 13 de janeiro. «Tenho essa expectativa e se não for o próximo isso acontecerá com toda a naturalidade».


Sobre as declarações de Luis Filipe Vieira, que chegou a pedir, após o Benfica-Porto, que Pedro Proença não dirigisse mais jogos dos encarnados, diz o árbitro internacional que «esse tipo de discurso já está gasto e não será assim que se dará um passo em frente no futebol nacional», na TSF
 
Se este rapaz for nomeado para o Benfica-Porto, deixo de ver futebol português até isto ficar limpo de vez. Até a falta de escrúpulos tem de ter um limite.