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quinta-feira, 5 de junho de 2014

6 remates perigosos

1) SAÍDAS EXPECTÁVEIS: Garay, Siqueira, Markovic, Cardozo a juntar às duas vendas de Janeiro - André Gomes e Rodrigo. Confirmando-se estas 5 ou 6 saídas, é fundamental manter Gaitán e, sobretudo, Enzo Perez. Fejsa tem um problema crónico, situação aliás já conhecida e que talvez não tenha merecido a devida atenção por parte dos responsáveis do Benfica. Olhando para este cenário, é ainda mais crucial que Perez se mantenha no clube. Destruindo metade da defesa e metade do ataque, convém não destruir todo o meio-campo.

2) Como colmatar as saídas? Tendo em conta a dramática situação financeira do clube - só alguém muito optimista, muito bem pago pelo Benfica ou simplesmente tonto pode vender a ideia de uma saúde financeira quando mesmo um leigo percebe os constantes empréstimos (cada vez menos espaçados no tempo) e as recorrentes mentiras do Presidente do Benfica sobre a necessidade ou não de vender "para equilibrar as contas" -, julgo que devemos incidir em três estratégias:

- aposta clara em 3 miúdos da formação - por mim, Bernardo Silva, Ruben Pinto e Fábio Cardoso.

- Fazer regressar os melhores jogadores de entre as dezenas que temos emprestados - por mim, Lisandro, Pizzi e Ola John.

- Contratar apenas jogadores de qualidade indesmentível e ao melhor preço possível. A prospecção de qualidade é mesmo isso: descobrir talento onde ele não é visível a todos. Para gastar milhões em gajos conhecidos por todo o mundo futebolístico não vale a pena ter equipas de prospecção.

3) A Benfica TV tem sido um projecto de grande sucesso que deverá, como disse, bem, o Presidente Vieira, continuar a evoluir. Neste sentido, há que evitar qualquer apoio aos candidatos que defendem medidas nefastas ao crescimento da BTV - desde logo, o camaleão Seara - e despedir quanto antes o execrável comentador Fernando Santos, também conhecido como Pedro Guerra, também conhecido como Fernando Santos. Cada vez que o homem abre a boca na sua propaganda patética, rebolam na campa todos os gloriosos benfiquistas que fizeram deste clube um clube imortal, democrático, universal, sério, honesto e solidário.

4) Há um certo cheiro a 2010 no ar. A fanfarronice de Presidente e Treinador nas entrevistas que deram não é bom sinal para o futuro. Proposta: calarem-se até Setembro e focarem-se na preparação da próxima época. Pior do que perder (o que tem sido recorrente nestas últimas duas décadas) é não saber ganhar.

5) Djavan no Benfica. Do que lhe vi na Académica, pareceu-me um jogador interessante. Não me parece, no entanto, que sirva como titular. Deveremos ir ao mercado contratar um lateral-esquerdo de topo.

6) Passar tanto tempo sem ir ao Estádio ver o Benfica é deprimente. Nem um Mundial nos salva deste vazio existencial.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

E agora, Benfica?

Garay, André Gomes e Rodrigo estão de saída. Luisão, Siqueira e Gaitán muito provavelmente também. Seria importante não sangrar mais a equipa titular, fazer regressar alguns bons jogadores que temos emprestados, dar oportunidades reais a 3 ou 4 putos com qualidade inquestionável e procurar, em sintonia com uma boa prospecção, contratar bem, com método e o mais barato possível.

Há um fundamental BiCampeonato para conquistar, para além das Taças que são sempre importantes e uma participação digna na Champions. Que não se perca a possibilidade de hegemonia por estarmos dramaticamente no risco vermelho em termos financeiros, é o que se pede a quem manda nos destinos do Sport Lisboa e Benfica.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Sílvio e Siqueira

A posição de lateral esquerdo, no plantel do Benfica, tem sido das mais problemáticas dos últimos anos. Desde Fábio Coentrão que o plantel não se encontrava dotado de um jogador de inegável qualidade e consensual para aquela posição. 

Em boa verdade, à exceção do internacional Português e de Léo, não me lembro de termos um lateral esquerdo de nível internacional a jogar no clube na última década. Talvez Fyssas tenha sido o que mais se tenha aproximado do nível que falo e pretendemos, ainda que com alguma boa vontade.

A presente época ameaçava decorrer com este problema, que já se tornava crónico, ainda por resolver. Porém, numa manobra de literal última hora, o Benfica conseguiu assegurar Siqueira. Um jogador que, sem ter exuberância de Coentrão, assegurava tranquilidade à posição de lateral esquerdo para esta época. 

Ainda que vindo por empréstimo, Siqueira tinha o condão de “calar” as criticas de quem se demonstrava insatisfeito com a contratação de Cortez, e ainda mais incrédulo com o facto de ser esta a única solução de raiz para a época inteira. Não obstante, sobre Siqueira pairavam sérias duvidas sobre a sua condição física, sustentadas na elevada propensão histórica para lesões apresentada pelo lateral Brasileiro.

De facto, esse foi um problema que atormentou o jogador nos primeiros meses de Benfica, tendo este problema sido solucionado no, e pelo clube, tal como já havia sucedido com jogadores como Aimar e até Saviola. Ou seja, o clube conseguiu estabilizar fisicamente um jogador que tinha um passado recheado por lesões musculares e que chegava a um clube, com tudo o que isso implica, sem a oportunidade de realizar uma pré-época digna desse nome.

Uma vez resolvido esse problema, aliado às péssimas exibições de Cortez, foi com naturalidade que Siqueira assumiu de forma inequívoca a titularidade da lateral esquerda. Descansando assim treinador e adeptos, quanto à competência competitiva naquela posição.

Algo de muito semelhante se passou com Silvio. O internacional Português era também um jogador constantemente perseguido pelas lesões, sobretudo de natureza muscular, ao longo da sua carreira. Facto que afetou decisivamente a sua afirmação em Espanha. 

No plano estritamente desportivo, considero Sílvio o melhor lateral direito do nosso plantel, ainda que esteja longe de ter a “alma” que caracteriza Maxi Pereira ou sequer a sua propensão ofensiva, mas também não comete tantos erros defensivos quanto o Uruguaio, quer por deficiente posicionamento, quer por atraso na recuperação defensiva ou até por alguma incapacidade física que o tem afetado na presente época.

Perante isto, considero ser importante e oportuno que o Benfica assegure a contratação em definitivo de ambos os jogadores. Seriam contratações que colmatariam lacunas importantes no plantel e de jogadores já completamente familiarizados com clube e treinador.

Talvez possa não ser este o momento mais certo para encetar tais negociações, para que não se corra o risco de dispersão competitiva do essencial. Mas ambas as contratações devem ser acauteladas assim que seja viável.

domingo, 27 de outubro de 2013

Três pontos

Cardozão (a passe de Gaitanão) e Siqueirão (a passe de Cardozão) arrumaram o jogo. Não foi grande espingarda, mas ganhámos. O que, hoje em dia, é já uma alegria. VIVÓ BENFICA!

domingo, 15 de setembro de 2013

Uma vitória preciosa



Como aqui escrevi antes do jogo de ontem, esta partida revestia-se de uma importância superior à mera disputa dos três pontos que ela colocava em causa. Era um jogo que podia ajudar a revitalizar a equipa do ponto de vista psicológico ou afunda-la numa espiral com consequências imprevisíveis. Era um jogo que lançaria bases para o ciclo que agora iniciou e, por isso, determinar aquilo que será a performance durante o próximo mês. Numa conjuntura destas e com alguns jogadores-chave de fora, a equipa, ainda que sem ser absolutamente categórica, cumpriu frente a um adversário que enquanto conjunto e líder técnico parece frágil e que dificilmente escapará à luta pela permanência.

Gostei que tivéssemos voltado aos golos obtidos através de lances de bola parada, gostei muito da forma como obtivemos o 2º golo, revela muito e bom trabalho desenvolvido nos lances “estudados”, com mérito para Jorge Jesus não há dúvida, e gostei ainda da coesão mental da equipa.

Acho ainda importante elogiar a prestação de Enzo Pérez, não só pelo golo que marcou e as participações que teve nos outros 2, mas sobretudo pela liderança emocional que teve sobre a equipa, pela capacidade de luta que evidenciou e pela clareza de decisões que foi tendo. Parece-me que a equipa tem muito a ganhar com Enzo à direita, já que o jogador demonstrou capacidade para jogar por terrenos mais interiores, sem comprometer a profundidade ofensiva, facto que ajuda na divisão do meio-campo com o adversário. Talvez seja exagerado, mas a prestação de Enzo Pérez no dia de ontem, fez-me lembrar, durante largos minutos, o que fazia Ramires no ano do titulo, ou seja, grande capacidade e disponibilidade física e táctica para atacar e defender, juntar linhas e fechar ao meio quando o adversário mantinha a posse de bola, sem nunca deixar de dar profundidade ao ataque e demonstrar um bom entendimento com Maxi nas funções ofensivas.

Também gostei da estreia de Fejsa, jogador que nunca tinha visto jogar. Dos minutos que esteve em campo pareceu-me ser um nº 6 semelhante Javi Garcia e, digo eu, mais dentro daquilo que Jorge Jesus procura num médio defensivo, ou seja, um jogador essencialmente defensivo e que dê saída de jogo fácil, sem grande transporte de bola nem grande risco no passe, que seja capaz de garantir equilíbrios defensivos quando sobem os laterais, através das poucas acções ofensivas e pouco desposicionamento na hora de posse e é um jogador fisicamente imponente, que pode garantir boa ajuda aos centrais no jogo aéreo. Pode parecer estranho o que vou dizer, mas não tenho grandes duvidas que Jorge Jesus prefere um médio defensivo como Fejsa que um outro como Matic. É ainda de referir que a dupla constituída por Fejsa e Matic pode ser muito importante em jogos de grau de dificuldade superior e em que tenhamos mais “luta” pelos espaços e posse a meio-campo.

Ainda que não tenha sido um jogo capaz de demonstrar as qualidades e/ou defeitos de Siqueira, fiquei bem impressionado com o nosso novo lateral e penso que podemos ter resolvido de vez um problema que já se tinha tornado crónico no Benfica. Espero ainda que Jorge Jesus tenha razão e que o lateral Brasileiro não tenha sido substituído por lesão e “apenas” por cansaço físico, pois vêm aí jogos muito difíceis.

Neste jogo houve ainda tempo para o golo da praxe, com mais dois erros de Artur. O primeiro, numa hesitação que não entendi muito bem, pois acho que se o guardião Brasileiro não tivesse parado a marcha, chegaria à bola primeiro que o jogador do Paços e o segundo numa bola que, tenho a sensação, podia ter agarrado, mas preferiu jogar com os pés, complicando ainda mais quando decidiu faze-lo com o esquerdo. Por aqui se vê que o problema de Artur na baliza do Benfica não era, nem nunca foi, a possível falta de concorrência. Ainda que não acredite que Jorge Jesus o faça, a continuar como nos últimos tempos, dificilmente não se justificará a aposta em Oblak. Não obstante, assinalei com agrado os aplausos que foram dados a Artur depois do segundo erro. Os aplausos podem não resolver o seu problema, mas não será com assobios que o faremos, com toda a certeza.

Para finalizar, depois dos últimos 2 jogos, começo a sonhar com um jogo em que o Benfica possa fazer as 3 substituições por opção técnica e não por imposição física.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Emerson e Capdevila

Jorge Jesus afirmou em vésperas da recepção ao Paços de Ferreira que, se Bruno Cortez não estivesse lesionado, seria ele mesmo o dono da lateral-esquerda frente aos pacenses.

Há certas contratações que têm um cunho pessoal. É sabido que jogadores como César Peixoto, Júlio César, Airton, Alan Kardec ou Éder Luís foram apostas pessoais de Jesus. Outros como Jorge Ribeiro, Carlos Martins, Yebda, Reyes, Suazo ou Capdevila foram apostas de Rui Costa. De Bruno Cortez não se sabe concretamente quem o referenciou ou a pedido de quem ingressou no Benfica. Já Siqueira, esse, é aposta de longa data de Jesus, mesmo antes de se falar em Eliseu ou outros possíveis candidatos a um lugar que não encontra ninguém à altura dos pergaminhos do Benfica desde a saída de Fábio Coentrão.

Ora, se Siqueira é aposta de Jesus, seria de esperar que, tendo em conta a qualidade superlativamente superior à de Emerson, perdão, Cortez, o italo-brasileiro fosse titular de caras no Benfica. Mas Jorge Jesus deixa uma nesga de incerteza em volta deste caso. O que queria o homem da Reboleira dizer com estas palavras? Que mantém a confiança em Cortez apesar da vinda de Siqueira? Que Siqueira ainda não tem ritmo competitivo que lhe permita efectuar 90 minutos? Ou que se preparara para fazer a Cortez e Siqueira o mesmo que fez com Emerson e Capdevila, respectivamente?

Temos dois laterais-esquerdos. Um bom e outro mau. Parece-me mais fácil e sensato apostar no bom para obter melhores resultados do que optar pelo mau de forma a tentar provar aos adeptos que se tem razão quando não se tem. Já se cometeu este erro em 2011/2012. Alguém o quer ver repetido outra vez?