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quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Hoje houve Benfica. Comecem as barbas: daqui a três meses quero-vos de bigode no Jamor.

Ao intervalo (isto costuma ser o Sérgio a fazer)

Que grande primeira parte. O resultado é só a consequência da qualidade que os jogadores do Benfica estão a ter em campo. Quando a pressão é colectiva e não individual, quando a construção exige o melhor passe em vez do passe aparentemente mais óbvio, quando a intensidade dos jogadores é esta, a vantagem é um fim óbvio. Referências particulares a três jogadores: Matic, Ola John e Lima. Há jogadores que transformam jogos difíceis em goleadas pelo talento e paixão pelo jogo. Estes 3 têm essas duas vertentes. Os outros só têm de acompanhar a orquestra.

Para a segunda parte, pede-se que não relaxem. Além do gozo que dá ver a cara do Pedro Emanuel, é sempre a exigência de jogar no Benfica que está em causa. E nós queremos todos ficar mais perto de ir de bigode para o Jamor.

Benfica até debaixo d'água!

Saio do trabalho com o meu cachecol, de chapeuzinho de chuva enfiado na cabeça, cravado com o símbolo do Benfica bordado na parte frontal, literalmente debaixo d'água. A chuva na Invicta hoje não deu qualquer trégua.

Saio para acrescentar mais duas centenas de kms ao conta kms "Amo-te Benfica", depois de uma semana a dar voltas loucas ao horário para os conseguir fazer.

Saio com os ouvidos em brasa depois de um dia inteiro a acatar comentários de que era completamente doida para fazer uma viagem com este tempo, ainda para mais para ir ao futebol. Se a primeira só em caso de necessidade, a segunda é maluqueira, ambas só malucos.

Com paciência, muita paciência, fiz correr a k7 das explicações que muitos já sabem mas continuam a não entende-las ou a não querer entende-las: EU VOU VER O BENFICA, o futebol é o resto, desta vez RUMO AO JAMOR.

Mas numa coisa têm a razão toda, mesmo que não a compreendam: "dizem que somos loucos da cabeça, amamos o Benfica com certeza!"

Jamoremos, pois claro!

Com os dois clubes que traumatizam o nosso mister já eliminados, a vitória na Taça de Portugal passou de dever a obrigação. Vencer em Coimbra, passar o Paços a duas mãos e jogar na final contra um de entre Vitória (muito fraco individualmente; excelente trabalho do seu treinador), Belenenses ou Arouca, é, para um qualquer treinador do Benfica, uma necessidade. Para Jesus, que em 3 anos teve uma péssima prestação na competição, é mesmo obrigatório chegar à final e ganhar o caneco.

O problema deste jogo para nós, para Jesus e para o Benfica é que ele é, apesar de o adversário ser fraco, um jogo que resolve coisas. E quando os jogos resolvem coisas ou têm dificuldade acrescida, geralmente a equipa de Jesus não resolve nada. Até agora, o Benfica teve 6 jogos de nível de exigência médio ou alto: Glasgow, Moscovo, Barcelona e em casa com Braga, Barcelona e Porto. Resultado? Nenhuma vitória, quatro empates e duas derrotas. Sendo o jogo de hoje bem mais fácil do que estes, junta-se-lhe o factor "decisão" e pode entrar no grupo dos primeiros. Vejamos se, finalmente, esta equipa consegue responder aos momentos cruciais com classe, segurança e evidente superioridade. 


Ditas as verdades e coisas chatas, quero relembrar duas coisas:

- se chegarmos ao Jamor, vamos todos de bigode (como o Diego tentou há dois anos, sem os resultados esperados por causa de... um certo jogo na Luz de que não me lembro muito bem);

- encontro da blogosfera na Mata do Jamor a partir das 7 da manhã até às 7 da manhã do dia seguinte, já no Marquês. Tragam amigos, amigas, primos, primas, avós, escravos e escravas, nerds, hipsters, freaks, metálicos, conservadores, liberais, putas, trabalhadores, padres, coveiros, escriturários, estivadores, amantes, estrelas porno, cavalos, elefantes, sanitas de ouro, mãos de vaca, peitos de cabritinha, cabelos, escalpes, longas noites sem dormir.

Se chegarmos ao Jamor, meus caros, é para malhar no tintol e ganhar sob o sol. E ai de quem queira evitar a nossa festa na Mata - ouviste, peidolas? Vai tudo abaixo. Começa a campanha A PUTA DA FINAL É NO JAMOR NEM QUE SEJA NUM PELADO!