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quinta-feira, 16 de julho de 2015

Qual é o plantel mais forte?


A 16 Julho, por isso ainda muito a tempo de a realidade mudar drasticamente, o plantel mais forte é obviamente o do Benfica. A qualidade de um grupo de trabalho não se mede apenas pela qualidade individual dos seus jogadores; está dependente de outros factores como a experiência a jogarem juntos, rotinas colectivas, conhecimento pessoal e técnico das características dos outros jogadores. O plantel do Benfica, mesmo com a saída de um um jogador importante como Maxi (que no Porto será menos importante porque não terá aquilo que no nosso clube tinha: anos e anos de casa), é um plantel mais experiente, mais coeso e com mais qualidade.

Não passa, no entanto, esta superioridade apenas pela experiência individual dos jogadores e da compreensão colectiva que têm uns dos outros; passa também pela maior qualidade individual dos jogadores do Benfica: Júlio César, Luisão, Fejsa, Samaris, Gaitán, Salvio, Lima e Jonas são melhores jogadores do que os portistas que ocupam as respectivas posições na equipa de Lopetegui. Os casos de Casillas e Brahimi podem ser debatidos se são piores do que o brasileiro e o argentino (Salvio) do Benfica: melhores não são, certamente. Luisão é melhor do que Maicon; Fejsa e Samaris são melhores do que qualquer médio do Porto (Imbula pode ser a excepção, mas ainda terá de mostrar a qualidade em campo e num miolo mais uma vez remodelada); Gaitán muito melhor do que qualquer extremo portista; Jonas é o melhor jogador do campeonato e Lima não é pior do que nenhum dos avançados do Porto.

Ou seja, no 11 do Benfica entrariam Maxi, Marcano e Alex Sandro. No 11 do Porto entrariam 8 titulares do Benfica. Isto a 16 de Julho, que ainda há por resolver as possíveis saídas nas duas equipas: Gaitán na Luz e Alex Sandro no Dragão. O expectável é que o Porto se reforce ainda com um grande médio (fala-se em Moutinho, o que não seria uma boa notícia para nós), um avançado e um central. No Benfica, não saindo mais ninguém ou mesmo saindo Gaitán, a questão fulcral passa por contratar um bom lateral-esquerdo, um central e um extremo (se Gaitán sair). Diria que Vieira deveria apostar todas as fichas nos regressos de Coentrão e Markovic. E nesse caso Rui Vitória teria de ser muito incompetente para falhar o Tri.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Não Matem o Futebol


O Futebol moderno caminha cada vez mais para o vazio emotivo.
São poucos os que ainda se permitem a comentar este desporto sem a superficialidade de visão de um Clube enquanto Empresa.

Clubes não são empresas.

Já basta termos os dirigentes, os empresários, os fundos e muitos outros profissionais a ver o Futebol como um fenómeno empresarial, os adeptos como clientes e os jogadores como activos.

Agora também os adeptos caiem nesta superficialidade. Cada vez mais parece não ser permitido ao adepto sentir e são os próprios que impões esta proibição, inspirados numa cultura que vem dos porta vozes de outros interesses.

Hoje um adepto não pode sentir uma derrota ou um mau jogo do seu clube. Não pode ficar irritado e vociferar aquilo que o chateou. Não. Hoje o adepto tem de apoiar. Tem de se controlar e apoiar. Tem de confiar no trabalho dos profissionais do Clube. Ser uma voz de descontentamento e protesto é prejudicar o clube, os dirigentes, treinadores e jogadores.
Aliás, hoje a sua equipa não joga bem ou mal. Hoje a sua equipa joga com nota artística ou de forma pragmática.

Hoje um adepto não se pode sentir traído por saídas de treinadores ou jogadores. Muito menos se forem para clubes rivais. O adepto não se pode revoltar com essas situações. Por vários motivos: porque isto é o Futebol (é?), porque o clube é maior que qualquer um (ou que todos juntos) e porque só interessa quem cá fica.
Até pode ser tudo verdade mas e o sentimento? E a emoção?

Hoje um adepto não pode idolatrar jogadores, não pode valorizar aqueles minutos futuros em que irá ver certos craques a envergar o manto sagrado do seu clube. Hoje o que importa são os milhões. Hoje não se pode idolatrar ao ponto de se afirmar "Nem por todo o dinheiro do mundo!”. Não. Hoje é tudo à base dos valores de Mercado.

Uma proposta milionário por um jogador de 31 anos? A ordem é para se vender.
Onde está a paixão? Onde está a Mística? Onde está a magia de ver aquele craque brilhar com a bola envergando o nosso manto na nossa casa? Quem sabe quantificar o valor de tudo isto? Quem consegue ignorar estes valores?

Milhões, milhões e milhões.

Nem vou discutir o modo como esses milhões entram no clube. Nem vou discutir a percentagem que entra no clube. Nem vou discutir o como 10M hoje não são o que eram há 10 anos.

Quero sim discutir outros valores, os valores desportivos e emocionais.

Não temos de aceitar nem de gostar de qualquer venda que o valor, muitas vezes ligeiramente, a justifique.

Um jovem jogador que praticamente não jogou na equipa principal é vendido por 15M. Bons números. E o resto? Além do potencial de valorização, há o desaproveitamento desportivo, há a o prazer que nos é negado de ver tal jogador evoluir no nosso clube até chegar ao Estádio da Luz e brilhar perante e para todos nós.

Um experiente jogador chega ao clube e quase imediatamente se torna ídolo das bancadas. Pela sua personalidade, pela sua classe, pela sua qualidade e pelos seus golos.
Como é que podemos chegar ao final da época e aplaudir uma possível venda fosse por 10 ou por 15M?
Só interessam os milhões?

Nunca fui fã do Jorge Jesus. Apesar disso a sua saída para o Sporting incomodou-me. Foi uma facada nos muitos milhares de benfiquistas que o idolatravam e cantavam o seu nome. Não era seu admirador mas sou benfiquista e portanto também eu senti esta facada dada a milhares.
Nenhum jogador está acima do clube. Poucos são os que se imortalizam no Benfica. Mesmo assim, se for confirmada a ida do Maxi para o Porto, irei sentir mais esta facada. E esta bem mais funda.
20 Milhões pelo Jonas é imenso. Apesar disso cito os meus colegas de blog: “Por favor não vendam o Jonas”.

Sentir e sofrer fazem parte do crescimento e fortalecimento. Andar feito barata tonta a evitar a mágoa e a mudar de opinião conforme sopra o vento, é uma futilidade que não me interessa.

O Futebol é o que é devido ao sentimento dos adeptos. Muitos dirigentes querem superficializar o Futebol. Muitos dirigentes querem ignorar a importância deste sentimento.
O adepto não pode ir nessa cantiga.

Deixem-me sentir e... Sintam porra!


segunda-feira, 25 de maio de 2015

sexta-feira, 13 de março de 2015

O 11 Glorioso que os Faz Tremer

O Imperador. Guarda-redes de clube grande. Fisicamente caminha para o fim de carreira mas enquanto se mantiver confiante não há outro ao mesmo nível em Portugal.
Júlio César é a primeira força deste Benfica.

Raça, querer e ambição. Cantam os adeptos e personifica o lateral uruguaio. O seu nome já se confunde com a mística deste clube.
Maxi Pereira é a segunda força deste Benfica.

12 anos de águia ao peito. Uns chamam-lhe a "Trave Mestra" outros o "Grande Capitão". O principal central do campeonato português, o mais maduro e mais conhecedor dos momentos defensivos. Lidera o balneário e a defesa encarnada de modo exemplar.
Luisão é a terceira grande força deste Benfica.

Abnegação, luta, vontade e esforço. Atributos que transformam um Central do Olhanense num jogador para o Benfica. Não só de talento se constrói um balneário, não só de talento se ganham os jogos.
O homem da touca, Jardel é o fiel escudeiro do Luisão.

O miúdo que é pau para toda a obra. Joga como qualquer outro trintão. Cumpridor, tacticamente disciplinado e seguro.
André Almeida não é formação mas é coração.

Portentoso grego não desiste de crescer. Luta para deixar a sua marca. Forte, sabe tratar a bola e acrescenta qualidade de passe à zona mais recuada da equipa. Trabalha para derrotar os seus receios num terreno para si pantanoso.
Samaris anseia por mostrar a sua qualidade.

Português de ataque fácil, qualidade de passe, remate colocado e rápida progressão com a bola. Em todos os jogos luta num meio-campo para si estranho e prova ser muito mais que um jogador de Andebol num relvado de Futebol.
A continência do golo, Pizzi tem talento de sobra.

Golos, assistências, fintas. O argentino Toto é muito ataque mas também é muita defesa. Domina toda a lateral direita e é o complemento perfeito do uruguaio. Em forma é quase imparável. Progride em alta velocidade e com a bola colada ao pé. Rapidíssimo no 1 para 1.
A explosão atómica Salvio é a quarta grande força deste Benfica.

O Mago Argentino. Talento em estado puro. Sucessor natural do Deus Aimar. Qualidade futebolística a acima de qualquer outro neste país. É visão de jogo, é colocação da bola e é aventura. Um poema nos relvados portugueses. Vê-lo a recuar no terreno é um desperdício para a sua qualidade mas também uma imagem da sua renovada entrega a este clube.
Nico "isto não é ballet" Gáitan, a quinta grande força deste Benfica

A cola de todo o futebol ofensivo desta equipa. Há quem lhe chame o "Goleador do Povo". Perfeição táctica e provavelmente a maior força colectiva deste Benfica. Jogo após jogo é aquele que mais se sacrifica em prol da equipa. Sem grandes brilhos, sem grandes notas artisticas, conseguiu já juntar o Golo aos seus desempenhos.
Lima é o núcleo à volta do qual giram todas estas estrelas de vermelho e branco.

De Pistolas a Indiana Jonas. Um matador de pura classe. Um avançado como há muito não via no Benfica. Marca e faz marcar, joga e faz jogar. Toque de bola requintado. Finalização sempre com intenção e colocação. Matador na área e organizador fora desta.
A cada movimento seu, a cada toque de bola, a cada passe, a cada remate e a cada olhar, há um ponto em comum: Classe.
Jonas é classe, classe e mais classe.
Jonas não é somente a sexta grande força deste Benfica. Jonas é a Classe.

Os outros que temam, nós seremos 65mil + 11 em campo.

sábado, 10 de novembro de 2012

7

1) Muita atenção ao trabalho de Paulo Fonseca, no Paços de Ferreira. Não é só o facto de estar em 4º lugar à 9ª jornada; muito mais importante do que isso: o que esta equipa joga, com os parcos recursos de que dispõe. É, com Peseiro, o treinador que tem sabido construir melhor futebol na relação qualidade de jogo/jogadores que tem.
2) O que a Comunicação Social tem feito ao Sporting é das coisas mais nojentas a que tenho assistido. As montagens - primeiro de Jeffrén, agora do Van Wolfswinkel - servem de atestado à mais simples filhadaputice dos jornalistas e dos directores de jornais que aceitam fazer parte dessas jogadas porcas. Os sportinguistas, mesmo que recorrentemente queixinhas e desculpabilizadores - não, a culpa de o Sporting estar assim não é externa -, não merecem tamanha humilhação. Isto serve hoje para o Sporting como no futuro poderá servir-nos. Temos de estar atentos ao nojo em que se tornou o jornalismo desportivo em Portugal.
 3) O jogo de Vila do Conde é fundamental - não importante; fundamental. Com um Porto forte e em crescendo, não podemos de forma nenhuma descolar da liderança. Recebendo a Académica, a probabilidade de vitória portista é altíssima; já o nosso jogo tem uma dificuldade maior e não é nada óbvio que consigamos vencer o Rio Ave. Espero que a equipa entre organizada - fundamental reforçar o meio-campo! -, a querer resolver o jogo de início e não à espera de que o resultado apareça. Chamar Miguel Rosa começa a ser tão evidente que não se percebe tanta teimosia em ignorar uma mais-valia que ainda por cima é benfiquista e da formação. 

4) Garantem-me que sairão jogadores em Janeiro. Não um, mas mais. Se a época está praticamente perdida pelo péssimo planeamento de Agosto, uma ou mais saídas serão as machadadas finais. Espero que, no Benfica, alguém (Rui Costa?) avise os dirigentes de que não podemos vender Luisão, Cardozo ou Aimar em Janeiro e esperar resultados positivos em Maio. Por favor, tenham respeito pelos benfiquistas.

5) Os dirigentes do Benfica não obrigam o Sporting a pagar os estragos do incêndio que atearam no nosso estádio porquê? Usem das estratégias de aproximação aos lagartos que quiserem, mas não gozem connosco, adeptos. Nós exigimos que o Sporting pague os actos violentos dos animais que nos destruíram parte do estádio. 

6) Muito bom trabalho de Jesus com Ola John. Soube esperar e integrá-lo no tempo certo. Bem regado, poderá estar aqui uma pérola que dará ao Benfica benefício desportivo - pensemos primeiro neste, no desportivo, e deixemos a questão da valorização de activos para a terceira época. 

7) O Benfica precisa de um lateral-direito e de um médio para ontem. Maxi está de rastos e os próximos meses serão ainda piores - em termos defensivos, a cair fisicamente, comete todos os erros que cometia na primeira época, é um autêntico passador. Proponho um jogador que pode fazer as duas posições, que não seria caro e cuja saída enfraqueceria um adversário: Salino. Perfeito para o que precisamos.


segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Resposta em post ao POC e Bcool (contratações) e um conselho à Ulricha (prémio 1x2)

1. Caríssimos POC e Bcool, como é evidente a qualquer ser pensante (e vocês se calhar não sabem disto, mas fazem parte desse grupo), ao Benfica falta mais do que lateral-esquerdo. Falta um lateral-direito que seja não só uma alternativa a Maxi mas um sério candidato ao lugar - o uruguaio divide jogos de grande qualidade com jogos aberrantes, à imagem da primeira época - e falta um central que dê garantias de qualidade - nem o puto que já não é assim tão puto Vítor nem o velho que ainda não é assim tão velho Jardel as dão. 

Ainda falta também um rompedor, um gajo que sirva menos as vontades de joguinhos pelo meio e procure outro tipo de movimentação, mais em rasgo, mais pela ala, mais nos desequilíbrios, mais a mais, mais. Conto, no entanto, que Pérez tenha retirado o antigo cérebro e no seu lugar tenha hoje um frondoso e pujante cerebelo iluminado, com vista para a lucidez e com regime de humildade completa. Mas não tenho a certeza. Fico-me só nos "ses" a ver se talvez sim.

Mas sejamos sinceros: a um dia de acabar a janela de oportunidades, a nossa preocupação máxima tem de estar guardada (até porque pedir, peça-se sempre pouco, para não cansar o dador) para a vontade em começar a jogar com 11. É que... entrar sempre com menos um cansa muito, desgasta, deixa os nossos rapazes menos capazes de ir e emendar a merda que o Nelo paulistano vai meticulosa e proficuamente fazendo pelos relvados nacionais. É este rapaz jogador para a primeira liga?, pergunto-me. É capaz. Para um Setúbal, talvez, mesmo um Nacional, a suplente. Que ele seja do Benfica e titular é, enfim, todo um mundo de novas oportunidades aí à sua frente. Teve sorte. Teve estrelinha. Não é estrela nenhuma. Não vale grande merda. Não é grande espingarda. É um cepo.

De modo que, sim, compreendo os vossos esquentamentos de adeptos fervorosos e nervosos e compenetrados e preocupados e atentos mas, permitam-me o pragmatismo que me invade pelo pânico de ver as horas indo ao encontro da fronteira mensal, já esqueci esses problemas de somenos. Estou nem aí, como diz o outro. O que eu quero é um jogador de futebol. Pode ser aquele gajo do Gil Vicente, o tal de Caiçara. 22 aninhos, talento à solta, umas 100 vezes melhor do que o rapaz dos olhos tristes. Podem começar já por aqui.

Em respeito às vossas ansiedades, já disse que tinha Salino como o verdadeiro acerto de Janeiro. Médio, lateral-direito, jogador de conjunto com qualidade. Ao meio, Dedé. Mas também esse esquecido João Real. Certo: tem 28 anos. Precisamente o que precisamos: experiência, consistência, tranquilidade. 

E agora o terror: Djaló não era mal pensado.


 2. Minha cara Ulricha, você decida-se. Se me permite, gostava de lhe dar um conselho: escolha 3 candidatos a ingressar à experiência. Os 3 vão fazer 3 posts (um cada) que serão colocados à votação dos nosso leitores. O que ganhar, fica com o mês a mandar nisto (quando eu digo "mandar" é poder escrever aqui; obviamente será corrido a vergastadas e insultos constantes à mesma). 

Escolha de entre os nossos leitores os 3 que lhe agradam mais. Mas não valem gajos consagrados e com blogues. Esses ficam lá no lugar deles e vêm aqui dizer parvoíces. Era só o que faltava que se viessem imiscuir na pornográfica página do blogger deste tasco! Logo, as suas recomendações (Constantino e Diego) estão postas de parte. 

E, já sabe: pode sempre reconsiderar, dar uma de corajosa e aceitar o prémio que ganhou. Fica ao seu critério, mas despache-se que quanto mais cedo eles chegarem mais cedo vão embora. O que é um descanso para o meu coração. Não vale recrutar o Emerson.



Pssssssst: à vossa direita, nova sondagem extremamente importante e com muita pertinência: Vieira abrirá o bigode quando? Votem em inconsciência.