segunda-feira, 8 de novembro de 2010

A Derrota...

Não vi o jogo todo, mas acho que vi o suficiente (talvez até demais), para dizer o seguinte:

1. O Porto não tem melhor equipa que o Benfica, só melhor treinador.
2. Já vimos o que JJ tem de bom; a partir de agora veremos o que tem de mau.
3. (Com toda a crueldade que é inerente ao futebol,) sejam espertos: comecem a preparar as coisas para contratar o Domingos no próximo defeso. Seríamos melhores.

domingo, 7 de novembro de 2010

Porto - Benfica

A minha equipa para esta noite:

Roberto
Maxi Luisão D. Luiz Coentrão
Javi Garcia
Salvio Martins Peixoto
Saviola Kardec


Pedido ao Pai Jesus: por favor, não invente. Não me ponha o Coentrão a médio nem, POR AMOR DO SEU PAI, David Luiz a lateral.

Prognóstico: 2-0 para os campeões nacionais. Golos? Ainda bem que perguntam: Martins e Peixoto.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Dia de anos

Faço anos um dia depois de el mago, o meu jogador preferido neste plantel do benfas. Sim, sei que não será talvez o melhor, mas para aqueles que apreciam o seu futebol julgo ser fácil de entender!

Este parágrafo todo para vos mostrar a minha prenda de anos:









Sou um benfiquista feliz!

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

O nosso Benfica bipolar: do êxtase à depressão.

Apito final do árbitro, vêem-se as pessoas na bancada: uma tristeza, nem um sorriso. Os adeptos abandonam o estádio com uma estranha sensação: isto foi bom ou foi mau? Ninguém sabia dizer, enquanto olhavam para o chão imaginando degraus e fazendo contas às horas de chegar a casa.

Este Benfica é uma montanha russa de se lhe tirar o chapéu, há de tudo num só jogo, dá para fazer o pino, ver porcos a voarem, fazer concursos de hamburgueres comidos e ainda assistir a ópera. Nunca se sabe o que pode vir a seguir. Jesus, como maestro, dá o mote, calcorreando quilómetros entre as linhas de fundo e meio-campo: vocifera, barafusta, sorri, exaspera-se, dá em doido. No campo, os jogadores olham-no, incrédulos uns, outros tentando entender as directrizes traçadas a gestos de louco e caralhadas. Os adeptos vivem no meio disto tudo, ora esticando a goela para fora da boca, ora caindo numa chuva torrencial no coração, entre o sonho e asombra, perdidos de amores e desamores por uma equipa que dá e tira, tira e dá, como um nota de violino enferrujado. É bom, este Benfica, tal qual é mau, este Benfica. Temos de tudo, para todos os gostos. Mais Bem que Mal, no fim de tudo.



Algumas notas soltas, daquelas de peidar verdades falsas, de treinador de bancada:



- Já o disse antes, há pouco tempo, quando o GR do Benfica estava (e está?) nos píncaros: Roberto não é GR para o Glorioso.



- O David Luiz está a fazer de tudo para desvalorizar. Acho bem, sempre fica cá até ao final da carreira.



- O Luisão está feito um Rei.



- Maxi Pereira? Mini Pereira.



- Não me façam falar no Coentrão. Não tenho horas suficientes para tanto elogio. Que bomba. Foda-se.



- Ainda Coentrão: com toda a certeza do mundo, Coentrão a lateral. Não sempre, dependendo do jogo, claro, mas Coentrão a lateral. Aquele homem defende magistralmente e depois é dar-lhe espaço para embalar em foguetão. E agora uma coisa para levar tiros no cu por roubar goiabas ao nhô Lau: o Peixoto entra bem num esquema à frente do Coentrão, se à direita tivermos um gajo como o Salvio: permite equilibrar mais a equipa. No fundo, funciona de Ramires (salvo seja!) e o argentino de Di Maria. Mudam-se as direitas das esquerdas, mas a ideia do ano passado continua. Além disso, o Peixoto defende melhor se jogar mais à frente, compensando o Coentrão. You can shoot me now.



- Adoro o Javi Garcia. Apesar dos apesares. E de lhe faltar o Ramires.



- Adoro o Martins. O gajo a 10 é bom porque não é um 10, é um 8, um 6, um 7 e meio, um -10. Alguma coisa. E é gajo para saber meter as bolas para golo.



- O Saviola joga tanto. Não é possível não ver isto.



- Cabecinha de Kardec é ouro, meus amigos. Mas não é (ainda?) o Cardozo.



Dito isto, feliz e contente, espalhando quase só elogios, dizer apenas isto: aqueles 15 minutos finais são uma vergonha para um clube como o nosso. Aquilo é amadorismo ao mais alto nível. Não aceito que o Benfica, a ganhar 4-0 aos 75 minutos (com vantagem no confronto directo e com uma melhoria no goal-average), demonstre tamanha displicência, tamanha desconcentração, tamanha incapacidade para rolar a bola, tranquilamente, aproveitando os espaços que os franceses estavam a permitir. Em vez disso, uma equipa partida, nervosa, a cometer erros básicos. Uma vergonha. Espero que o Jesus mostre estes últimos 15 minutos a todos os jogadores 150 vezes até Domingo. Uma lição daquilo que não se faz em futebol, principalmente em vantagem tão descontraída.



Domingo vamos ganhar ao Dragão. Mas não nos livraremos de uma frangalhada real.




























segunda-feira, 25 de outubro de 2010

É favor ingerir mística logo pela manhã, em jejum.

Nunca esteve tão na moda estar deprimido. Vem uma dor de cabeça, sobem uns calores pelo corpo acima, chega-nos um problema no trabalho, a mulher que cortou o queijo ratando o meio e deixando a casca, o cão que não pára de ladrar, a vizinha que decide cantar ópera às 4 da manhã, o Guilherme Aguiar na televisão e logo surge o diagnóstico: depressão crónica, últimos dias de vida, suicídio em potência. Já não há respeito pelos deprimidos clínicos, confundidos que estão nesta amálgama de dores ridículas e enxaquecas pueris.
Parem. Olhem à volta: é a vida. Triste, trágica, sublime, imensa. Baralhem e comecem de novo, lembrem-se da voz que ecoava, antes da tempestade. Relativizem. Dêem de novo as cartas. Adaptem-se.

Este Benfica não sofre de patologia severa. Está apenas com pena de si próprio. Com medo - por não estar habituado - de ser feliz.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Lyon 2 Benfica 0

Derrota totalmente justa. O Lyon dominou o jogo do princípio ao fim, pressionou o Benfica desde o começo do jogo, fazendo o que normalmente vemos o Benfica fazer às outras equipas. Este Lyon é muito forte, tem uma experiência de Champions muito maior e a classificação actual no campeonato francês é um puro engano, fruto de um mau começo - não tenho dúvidas de que esta equipa vai lutar pelo título francês.




Quanto ao Benfica, dizer que o Gaitán ainda está longe de poder ser uma alternativa credível para estes jogos - é inexperiente, não gere bem o processo mental e isso fez com que a equipa tivesse o jogo perdido logo aos 30 minutos.



Urge descobrir alguém para aquele lado esquerdo do meio-campo nos jogos da Champions. Para o campeonato, chega bem ter um Gaitán ou um Salvio mas apenas aí. Talvez passe por subir Coentrão.

Excelente posta!

"1. O clube do “regime” que os dirigentes dos outros clubes dirigiam




Um dos dogmas que Pinto da Costa consagrou na sua “encíclica” doutrinária, como uma tentativa mais de justificação da desvirtuação da verdade desportiva, foi o “sacramento” da mistificação histórica. Pinto da Costa é, nesse aspecto, o maior inventor, não do século mas da história da humanidade, desde os confins do seu alvor.

Pinto da Costa conseguiu inventar a primeira – e única conhecida – história sem factos ou, para os que quiserem dito de outra maneira, a história dos não acontecimentos históricos!

Mas também por isso é que ele é um “inventor” e não um historiador. Um “inventor” de “estórias” e não um historiador da história.



Mas não é sobre a “estória” da história da fundação do seu clube que agora quero dissertar, sem esquecer naturalmente que foi uma das suas grandes invenções históricas sem factos históricos. É certo que nesta sua “estória” ele conseguiu germinar um filho sem pai e nem tal proeza inventiva Deus no Paraíso conseguiu com Adão, que Deus, é crença dos cristãos, assume-se como Pai de todos e, em consequência, o Pai de Adão. Com Eva já não é bem assim porque Deus confessa que esta já resultou da costela daquele seu conhecido primeiro filho.

O que de novo foi agora magnificamente recordado e defendido – por Carlos Móia – foi “estória” de Pinto da Costa sobre o “clube do regime”, aquele epíteto que ele ligou ao Benfica para justificar as grandes e mui frequentes vitórias deste.



Pinto da Costa pregou e mandou pregar esta história dos não acontecimentos históricos porque os que aconteceram, os que realmente fizeram a história não são, segundo ele e os seus pregadores, factos da história. Por exemplo, já depois de derrubado o “regime”, nos vinte primeiros anos que se lhe seguiram, antes da implantação total do seu “regime democrático” de desvirtuamento da verdade desportiva, o Benfica ganhou só … metade dos campeonatos disputados!...

E era o Benfica um clube do “regime”, não um clube da democracia, principalmente daquela em cuja casa, arguido que esteja, tem honras de festim, um festim ao branqueamento, conseguido pela justiça que o julgou, dos factos que o levaram à condição de réu!



Apesar de tudo, Pinto da Costa não viu as coisas tão brancas assim. No domínio do ilícito disciplinar pelos mesmos factos, ele foi um réu condenado por tentativa de corrupção.

Condenado mas que, neste país dos sem vergonha que assaltam o poder, é festivamente homenageado na dita casa da democracia porque o seu cumprimento da pena é só um faz de conta!

De resto, será que haverá tanta diferença entre os que organizaram e participaram no festim e um condenado por tentar corromper uma verdade, no caso a desportiva?

Tem o povo português, e os Benfiquistas em particular, assim uma tão grande experiência concreta relativamente ao amor à verdade por parte de um político, seja ele qual for?

Não sabem eles, de sobra, que um político raramente cumpre aquilo que apregoa na sua campanha para ser eleito?

Faltar à verdade, ou manipulá-la com mistificações, tem sido, pois, algum factor distintivo entre o cumprimento de Pinto da Costa e o de um político?



O Benfica não foi um clube do “regime” ditatorial salazarista e, para o comprovar, basta que Pinto da Costa o apregoe e mande pregar pelos seus acólitos! A “verdade” da pregação de Pinto da Costa é sempre o oposto da Verdade, daquela Verdade verdadeira!

Agora que o clube de Pinto da Costa tem sido um verdadeiro clube do “regime” da “democracia” que temos vivido, lá isso tem!

E de tal modo que as dúvidas parecem legítimas.

Será Pinto da Costa que se revê na “democracia” que a esmagadora maioria dos nossos políticos pratica e exerce a seu bel-prazer?

Ou será esta esmagadora maioria de políticos que se revê na “democracia” apregoada e praticada por Pinto da Costa e seus diáconos?



Pinto da Costa não quer saber ainda, por exemplo, da existência de dois factos históricos o que é próprio de um inventor de história sem história.

A história fez-se e historia-se com factos históricos como aqueles que nos comprovam que o “regime” tinha no seu seio deputados, membros da União Nacional, dirigentes da Legião Portuguesa e outros bem colocados seguidores de Salazar e do Salazarismo que eram dirigentes e altos funcionários do FC Porto, enquanto os presidentes do Benfica eram operários e sindicalistas que tinham sido deportados e perseguidos pela PIDE.



E a história também se faz de factos históricos que nos comprovam que a “democracia” de Pinto da Costa é a “democracia” da fruta, da compra de árbitros, do pagamento de férias a árbitros, da corrupção desportiva.

Mas não factos históricos para Pinto da Costa! Na sua “democracia”, se alguém lhes chamar factos, então só pode estar a imaginar fantasmas, nem sequer “enganos” porque enganos são factos e a “estória” de Pinto da Costa é uma “estória” sem factos.



É este o seu “regime”, o regime que ele consagrou na sua encíclica da trapaça e da história sem factos históricos.

E, para ele, não podia ser o regime salazarista porque o seu clube foi, durante o período histórico do mesmo, bastante parco em factos que, desportivamente, pudessem de facto ser factos históricos!

E isso é um facto ... e basta ser facto para não ser “estória” de Pinto da Costa!

Assim como é facto histórico o facto que se traduziu na irradiação de um presidente do FC Porto por ter abandonado um jogo de futebol, quando estava a levar uma “cabazada” do Benfica!



Factos, factos ainda, e factos históricos, são igualmente aqueles factos, mais propriamente apelidados de tramóias – e tramóias do “regime” salazarista – que evitaram ter o FC Porto ido parar à segunda divisão!



2. A cópia dos offshores à Vale e Azevedo



O FC Porto diz ter vendido parte dos passes de alguns seus jogadores a certas empresas com nomes difíceis de repetir e escrever. São empresas desconhecidas do comum dos mortais, o que não pode causar qualquer perplexidade.

De facto, nem o próprio jornal do regime “papal”, aquele pasquim a que alguns chamam de “o jogo” mas muitos mais, e com não menos propriedade, apelidam de “o nojo”, conseguiu, na investigação que diz ter levado a cabo, qualquer referência às empresas em questão.

O sigilo bancário também não é para ser devassado!



De todo o modo, e aproveitando um tipo de sugestão à Miguel Sousa Tavares, hoje consagrado na sua “(des)nort(e)ada”, coloco eu também a minha hipótese, na forma, que não no conteúdo.

Miguel Sousa Tavares mostra-se renitente em acreditar na hipotética notícia sobre as clareiras do Dragão, no caso de os bilhetes exigidos pelo Benfica não serem postos à venda. E, claro, vai avançando com (presuntivos) aconselhamentos à direcção do Benfica, o que não admira porque a arte do aconselhamento foi em primeiro lugar doutrina consagrada pelo “patriarca da cúria” e mui abençoada pelos juízes-pilatos – ou pilatos-juízes? – que foram chamados a julgar da bondade desta nova doutrina.

Uma doutrina que muitos dizem ter sido um óptimo desenrascanço do coiro, tão óptimo que logo o primeiro conciliábulo do tribunal de Gaia o consagrou na sua doutrina do “lava-pés”, perdão, do “lava-mãos”, que de Pilatos não é dito ter lavado os pés.



Mas eu não copio, como disse, o conteúdo, apenas aceito a forma. Perece-me bem, pois, que Pinto da Costa e seus apóstolos no governo da corrupção desportiva, ao menos na tentada por obra e graça de uma benevolência que os deuses estão sempre atreitos a conceder a um “papa” mesmo que da mentira, talvez tivessem pensado que o exemplo dos offshores à Vale e Azevedo não teria forçosamente de conter só contras! Afinal, Vale e Azevedo, até agora pelo menos, parece que se não deu mal de todo porque sempre lhe ficaram pagas umas prestações do iate e mais uns furos!

Quem parece estar ainda a “arder” com as massas é o Benfica, mas quem vier de trás que feche a porta!

E há-de vir alguém de trás de Pinto da Costa, que até mesmo um “papa” é um ser finito!



Além do mais, quem se não lembra da enormidade de comissões pagas pelo FC Porto a intermediários?

Em tempos, algo recuados mas sempre presentes, houve quem – José Veiga – questionasse o destino de muitas dessas comissões, o que lhe valeu a natural excomunhão.

Seja como for, com a razia de impostos que vem a caminho, nada mal pensado que certos dinheirinhos se ponham a coberto da avareza do fisco português.



3. O (apos)tolito do ridículo e o ridículo da sua gaffe do ridículo



Há desde há pouco um certo miúdo traquinas a quem, no meio das suas naturais brincadeiras de puto marado, puseram uma gravata e ensinaram a ter um ar superior. Naturalmente que a sua catequese não vinha só de agora mas a verdade é que ela está a apresentar algumas brechas que, se não o tornam ridículo, a ele, puto ridículo, tornam ridículo um “papa” que, sendo ridículo, é mais conhecido pela prática de “doutrinas” sobre as “verdades” dogmáticas do seu reino, “verdades” que nada têm de comum com a verdade desportiva ou parental.



O puto ridículo cometeu uma gaffe. Não, não me refiro ao diz que viu o que não viu, ou ao diz que existiu e nunca nado foi!

Refiro-me à falta de conhecimento do seu ridículo quando achou ridículo ameaçar faltar a uma taça da liga.

A quem é que o puto ridículo se estava a referir?

Pode ser difícil de aceitar mas não é difícil de acertar!

O (apos)tolito ridículo referia-se, sem a mínima dúvida, ao seu “patriarca”, dada a agora sua maior proximidade com o centro dos “ofícios papais”.

Com efeito, sendo um puto ridículo considerado já tão exemplarmente entendido na matéria – do ridículo – certamente que ele não se iria esquecer de quem foi o seu ridículo antecessor porta-voz do ridículo e o conteúdo ridículo da mensagem que lhe ordenaram difundir como um ridículo capataz e que ele, ridiculamente amestrado da sua obrigação do ridículo, do ridículo deu conhecimento.



Mesmo tendo em conta que o (apos)tolito era ainda, nessa altura, um ridículo puto de cueiros, certamente que ouviu Soares Franco, tão ignorantemente ridículo do seu ridículo papel de porta-voz do ridículo, a revelar a toda a gente que Pinto da Costa lhe telefonou, avisando o seu subalterno de que o “FC Porto poderá não comparecer quarta-feira em Alvalade, no jogo das meias-finais da Taça da Liga de futebol”.



Parece-vos, Benfiquistas, que é o cúmulo do ridículo ter o puto ridículo vindo agora a público, com o seu ridículo, reavivar o ridículo do seu ridículo “papa”?

Não é!

É apenas o realçar do ridículo de um (apos)tolito do ridículo!



4º O apelo à salvação do eucalipto que se elogiou eucalipto.



Compreende-se que José Manuel Delgado venha apelar ao Benfica, ao Sporting e ao FC Porto para darem uma mãozinha e ajudarem a salvar o Belenenses.



Compreendo o apelo. José Manuel Delgado até me parece um Benfiquista, jogou futebol no Benfica mas ganhou a sua notoriedade futebolística ao serviço do Belenenses.



Como Benfiquista, porém, não posso apoiar este apelo. O Belenenses também foi um clube que em tempos alcançou a sua maioridade e independência. Foi um grande por direito próprio.

Desejou o papel de subserviência ao reino do desvirtuamento da verdade desportiva, em troca de promessas de migalhas de jogadores?

Não quis colocar-se do lado da luta pela defesa da verdade desportiva?



Fez a sua opção!

Optou por ser mais um eucalipto da mentira e da subversão da verdade desportiva, “sibi imputat”!

Era maior e vacinado, já devia saber o que acontece aos eucaliptos da mentira e da tramóia desportivas! Nunca devia ter pensado que a secagem, quando não interessasse mais, só atingia os clubes de proximidade!



Sim, bem sei que ainda há pouco houve um seu presidente que, com os presidentes do Benfica, do Sporting e do Marítimo, assinou um manifesto de luta pela verdade desportiva.

Mas também sei que ele foi corrido e que o speaker do Belenenses entoava e pedia aos seus pares para entoar loas ao “papa” da corrupção desportiva.

A ele se dirija o pedido de esmola!



O Sporting, se quiser, que ajude também mas ele nem para si tem!...

Já poderá ficar muito satisfeito, se lhe não acontecer o mesmo!...



Quanto ao Benfica, que o Belenenses assine primeiro uma profissão de fé pública a favor da verdade desportiva, denunciando concomitantemente as manigâncias “papais”!

Que diabo, na minha aldeia e na minha infância, pobre que se prezasse, se queria esmola, começava por rezar um pai-nosso e uma ave-maria, acompanhados dos desejos de maiores felicidades para o pretendido esmoler.

E era se queria receber a esmola!"

Escrito pelo blogger GIL VICENTE do "Coração Encarnado"

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Leva-nos à PolóniUcrânia, Frei Bento!

Domingos Amaral (dirigindo-se a Ronaldo): "Enquanto treinador da Seleção, Carlos Queiroz transformou-te numa espécie de maluquinho desesperado, a correr para a baliza em cavalgadas inúteis, ou a tentar remates violentos a mais de trinta metros da baliza, na esperança que pelo menos um entrasse."

Luís Pedro Sousa: "A Seleção Nacional está diferente. Em tão curto período, uma série de alterações, operadas em primeiro lugar pela FPF e mais tarde pelo novo selecionador, fizeram ressurgir o futebol de uma equipa moribunda e devolveram a esperança aos exigentes adeptos, envergonhados por uma série de episódios com muitos culpados e poucos inocentes."

Norberto Santos: "As palavras de José Mourinho em testemunhar o seu inteiro apoio ao selecionador nacional Paulo Bento antes do Portugal-Noruega traduziram-se na conquista de um novo élan para a equipa das quinas, aglutinando a família do futebol em redor da missão quase considerada impossível de a equipa não ficar de fora do Europeu de 2012." (citações tiradas do blogue 442)


Se num (Domingos Amaral) vejo mais ignorância do que propriamente maldade - o que não deixa de ser muito perigoso! -, noutros (Sousa e Santos) leio-os e fico com o estômago em nós, do nojo de falta de isenção, de falta de carácter, de profissionalismo, de falta de verticalidade. Com palavras baseadas apenas e só nas suas crenças e opiniões enviesadas, querem fazer crer ao leitor que está perante factos - é do mais baixinho que pode haver.



E dá para tudo, até para a crença quase psicotrópica, para o delírio festivo e religioso em que Santo Mourinho testemunha o apoio a Frei Bento e traduz assim um "novo élan (...) aglutinando a família em redor da missão quase considerada impossível". É de ir às lágrimas.



E se não bastasse a opinião facciosa, burra e propositadamente desviante, ainda vem, como cereja vermelhinha por cima da camada calórica de gelado, a sempre interessante noção do cataclismo - o fim para Portugal, o desespero, a tragédia: a Selecção está fora do Euro 2012!



Como para 2010, os prognósticos estão traçados e se ainda não fizeram velório em caixão de ouro foi apenas e só porque Frei Bento chegou; caso contrário, mesmo ganhando à Dinamarca, Portugal tinha menos de 0 por cento de hipóteses de ir jogar a Birkenau.

Assim, ainda subsiste uma ténue esperança, um laivo de luz, uma pepita sagrada neste imenso e árduo caminho que a Selecção tem pela frente. Porque é óbvio, e todos o sabemos, que a Noruega, mesmo perdendo connosco, ganha os outros jogos todos, incluindo o duplo embate com os rivais (e melhores) da Dinamarca. É óbvio, isto.



Portugal precisa, portanto, de 5 vitórias em 5 jogos. Sem volta a dar. As contas estão feitas.



Felizmente, o demo já saiu. Não será fácil mas pelo menos agora teremos uma hipótese em um milhão.



Nóbrega, abre o faducho...












sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Ronaldo na Selecção

Que Ronaldo é, do ponto de vista atlético e técnico (conjuntamente), o melhor jogador português não tenho dúvida nenhuma; já quanto ao aspecto de entendimento do jogo, atrevo-me a dizer que nem sequer está nos 5 primeiros. A incapacidade, além do óbvio egoísmo, de escolher e decidir bem é gritante. Diria que decide mal em 50 por cento dos casos. Como é muito forte, do ponto de vista físico, e muito capaz, tecnicamente, faz quase esquecer para alguns as suas exibições quase sempre medíocres na Selecção. Porquê? Porque depois no resumo aparece o Ronaldo a rematar 5 vezes com perigo à baliza, a cruzar para um golo e a fazer ele próprio outro golo. Mas chega? perguntarão alguns. Eu digo que não. Este Ronaldo, se algum dia entender o conceito colectivo que deve ter quando joga por Portugal, será uma mais-valia muito maior do que neste momento é.

Como é que se lhe ensinam certos princípios? O Paulo Bento pode começar por um exercício simples: mostra-lhe o vídeo do jogo de hoje e diz-lhe para repetir à exaustão a inteligência e entendimento sublimes que tiveram Coentrão, Moutinho e Meireles.

Pode não ir a tempo de aprender tudo mas ainda não está totalmente atrasado de perceber alguma coisa.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

3 conclusões…

1. Se o porto tiver o mesmo tipo de “azares”* que nós tivemos, estamos perfeitamente à altura de disputar este campeonato a dois. Não mostraram mais do que nós.
2. As dificuldades que sentimos e as fragilidades que expusemos contra uma equipa que tem um “score” de 0-9 em jogos da liga dos campeões prova de forma inequívoca que o JJ toma ácidos. Passando ou não a fase de grupos tenho a certeza que não faremos história na Liga de Campeões, não este ano…
3. O Domingos é um idiota…para além de comprar camisas 4 números abaixo (o que também é uma idiotice!).

* para os anónimos que já estão a espumar, “azares” para mim significa: um árbitro roubar uns pontos; o guarda-redes roubar uns pontos; a falta de concentração dos jogadores roubar uns pontos…até chegar a nove (a do árbitro vale 3!).

P.S. O Roberto já abateu dois pontos no saldo dele – mas ainda está a negativo!

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Se fosse eu...

- Se fosse eu o treinador do Benfica, hoje teria entrado em campo mais expectante, mais matreiro, mais cínico, a jogar no erro e num eventual nervosismo (com o passar do tempo) do Schalke.

- Se fosse eu o treinador do Benfica, só em caso de lesão daria a titularidade dum jogo da champions ao César Peixoto. É o elo mais fraco. Teria jogado com o Coentrão a lateral e inventava uma solução mais à frente - até porque ainda não estou convencido de que é do nosso interesse avançar o puto de Caxinas e jogar com o Peixoto também é inventar.

- Se fosse eu o treinador do Benfica só fazia comparações com o Barça entre a amigos...chegados!

- Se fosse eu o treinador do Benfica começava a fazer a cama ao Cardozo; marcar golos aos Lagartos não chega, ser melhor marcador do campeonato não chega...pelo menos não chega para ir à final da champions!!

- Se fosse eu o treinador do Benfica...cortava o cabelo!


Mas se eu fosse treinador do Benfica, de certeza que não tínhamos sido campeões, não teríamos dado o espectáculo que demos - enfim, seria um treinador com um cabelo banal, com uma equipa a jogar um futebol risível (tipo o Sporting) e que seria rapidamente despedido. Por isso é melhor é estar calado e ter fé no JJ.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Mariquices...

Pois...
Este serão dei numa de experimentar mariquices (modelos) aqui para o tasco, e quando dei conta já não conseguia voltar ao reconfortante original. No entanto, tenho a sensação que com algum esforço ainda consigo fazer o retrocesso - quero com isto dizer que agora só me dou ao trabalho se houver muitas reclamações. Alguém se importa?

Já sei: O Benfas nunca ganhou na Alemanha. Se se quebrar a tradição, quebra-se aqui também; caso contrário (hope not!), voltamos à decoração antiga.

FORÇA BENFICA!!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Goleada?

É impressão minha ou o Sporting estava com medo de uma goleada? Hã? Estava, não estava? Pois, bem me parecia... Nesse sentido, acho que se podem dar por bem sucedidos: o Cardozo esteve um pouco perdulário e acabaram por escapar!

Quem não escapou à goleada do costume foram os jogadores do benfas, e o árbitro, neste caso Xistra, fez um duplo hat-trick de cartões amarelos.
Aliás, pedia a quem nos segue (?) que me mande uma cópia deste ano das leis do jogo, para poder confirmar a existência do artigo que define que sempre que uma falta é marcada contra o Benfica deve ser mostrado amarelo ao jogador do benfas. Ou que mesmo quando a falta é a favor do Benfica o jogador do Benfica pode mesmo assim ser "amarelado" - seja o que sofreu a falta ou outro que esteja perto.

P.S. Estou aqui a ver o Porto e penso: com uma arbitragem destas tínhamos dado 5 ao Guimarães (sim, porque o Cardozo não se ia pôr a falhar penaltis de amigo)! Estes nove pontos estão tão aldrabados...

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Mitos, merdas e o momento crucial do jogo.

Começo pelo fim, e avento já qual foi o momento crucial do jogo. Foi o falhanço do Meireles quando apareceu isolado e rematou de primeira, ainda o jogo estava empatado. Este momento encarna na perfeição aquela que é a característica que mais abomino na genética do jogador português, fundamentalmente do médio. Até os naturalizados tinham esse defeito. Têm uma aversão ao golo que me faz mudar de cor. Eu, como jogador de futeboladas de bairro, avançado-cepo que sempre fui, sempre me orgulhei de tendencialmente marcar os golos fáceis e falhar os difíceis. O jogador português, o médio português, nunca, mas nunca marca isolado aos dez minutos. Ou se marca é porque lhe sai bem o remate de primeira em trivela de letra. Nunca, mas nunca, tenta receber a bola e colocar rasteira de um dos lados do guarda-redes. Não, isso não. Porque o futebol é mais que golos.
Quanto às merdas, isto anda uma estrumeira. Ando há meses a conjugar depreciações injuriosas para descrever o Queiroz, e agora já o esqueci. Contra o Chipre aqueles jogadores deveriam conseguir ganhar até sem treinador. Chego à conclusão que não se pode avaliar um marinheiro se lhe damos um bote furado. Quais furos? Eu digo: Danny (este gajo é pago para jogar à bola?), Quaresma (tens sorte de isto não ser a França se não tiravam-te a nacionalidade!), Sou-o-maior-Nanny, o Miguel de Chelas, entre outros…
Mitos. Mais concretamente o mito do Sporting ter uma formação fabulosa.
Vamos por partes. São, de facto, os melhores do mundo a fazer extremos…ou será que não? Vejamos: se tirarmos o Figo, que foi claramente um feliz acaso – como o Rui Costa o foi no Benfica – com que ficamos? Ficamos com uma parafernália infinita de extremos e coisas do género, cheias de técnica, cheias de mania, incapazes de ser alguma coisa de jeito para lá do campeonato nacional a não ser que joguem numa equipa em que os outros dez não se importem de trabalhar para a vedeta/brinca na areia brilhar. O Cristiano Ronaldo salta um pouco fora deste perfil mas é porque saiu muito cedo do sporting, havendo uma influência positiva importante na conclusão da sua formação em Manchester. Mas quando falamos de selecção então não há dúvidas. Estes gajos não se dão bem a jogar com outros portugueses iguais a eles, podendo-se concluir de forma genérica que a formação do sporting tem sido negativa para a selecção.
Mas bolas, os gajos são os melhores do mundo a fazer extremos e coisas do género!
Tenho uma proposta. Legisla-se, em termos de federação e liga, que o sporting, sempre que tenha um jogador de 17 anos com potencial, é obrigado a cedê-lo, a título definitivo, para o fc porto. Aí, ainda irão a tempo de lhes ensinar o que é uma equipa, explicar o que fazem em campo os dez gajos com camisolas iguais à que traz vestida, entre outros pequenos detalhes que fazem alguma diferença quando se tenta ganhar um jogo a cepos como o chipre ou a noruega, já nem falo de ganhar a equipas de futebol…

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Arrogância

A arrogância no Benfica foi o feitiço que se virou contra o feiticeiro.
O post do Ricardo da banha da cobra + LFV elenca exemplos importantes do que cheirou mal este defeso mas, julgo, deixou de fora a mais importante. O LFV e o Jesus falaram em Champions – sim, falaram mesmo em ganhá-la. Estas afirmações foram super-arrogantes e talvez mal intencionadas, tentando cavalgar a nossa cega euforia de inequívocos campeões (como nem o campeonato do Trap tinha produzido). Esta ideia da Champions, actualmente, ofende e revolta. Não se caminhou nesse sentido. A equipa está mais fraca, não mais forte.
Aqui entra a arrogância. A arrogância do Jesus (se és um anónimo que me vai acusar de falta de benfiquismo ou mimar-me com carícias queirosianas – o da selecção – é melhor navegares já daqui para fora. A sério. A bem dos dois!).
Uma das contratações mais arrogantes de sempre é a do Roberto. Ideia: Vou dar um chuto, em directo na TV, a um guarda-redes de selecção com um desempenho sólido, e trocá-lo pelo terceiro guarda-redes do atlético, que está(va) emprestado ao Saragoza porque eu, um iluminado, sozinho e pela TV, já vi que é um guarda-redes de tal maneira fabuloso que compensa para um clube como o Benfica, com outras necessidades mais urgentes, o tornar no 10º mais caro de sempre. Isto é um disparate cagado de arrogância. Mais, a arrogância do Jesus e o penalty defendido vão-nos atirar novamente contra a fatalidade de pôr a jogar um guarda-redes que parece uma barata tonta sempre que a bola cruza a grande área.
Há muita arrogância no Benfica. É natural, fomos e somos enormes. Mas esta equipa e o treinador ainda não o são. Jesus não é o Mourinho e esta equipa ainda não é um grande da Europa. Falta tanta coisa. Nomeadamente saber conviver com o sucesso. Falta saber ganhar dois campeonatos seguidos. Não tenho dúvida que o Benfica tinha obrigação de contar 3 vitórias neste momento. Perdeu pontos por arrogância. Arrogância do seu treinador. Arrogância de alguns jogadores. Querem um exemplo: David Luiz (adivinharam, claro!). Sim, eu sei, grande benfiquista, admiro muito isso, prezo brutalmente poder ter um jogador do talento dele no Benfica e tal e tal…mas caramba, está feito num cagão, que oscila, quando não está ocupado a demonstrar o seu enorme talento, entre o caceteiro e o inconsciente.
Em suma: São capazes de se comportar como se ainda não tivéssemos ganho nada? É que…ainda não ganhámos nada!!
E já agora: São capazes de fazer contratações de homem ou vão continuar a contratar à rabeta? Não estou a falar do valor dos jogadores. Estou a falar de precisarem sempre de duas a três semanas de masturbação dos dirigentes do clube do jogador alvo para contratarem (ou não) alguém. Que mariquice. E não me venham dizer que são os jornais ou que é para baixar os valores e fazer melhor negócio. Há por aí muita gente a fazer negócio (bem feitos) em 2 dias, por vezes em horas. Tem muito mais sentido ter uma postura negocial séria do que parecer a merda dum cigano sempre que é preciso comprar a merda dum extremo. Ainda não perceberam que uma contratação após 3 dias raramente se concretiza, degenerando em situações em que invariavelmente somos apanhados com as calças na mão ou a ver-se o rego do cu? Chiça, parecemos o Sporting…

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Not good

O pior que podia acontecer ao Benfica?

O Roberto defender aquele penalty. It´s all down hill after the first save.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Vieira, o vendedor de banha da cobra

26 de Maio de 2010

"Toda a gente sabe que existem cláusulas e se houver clubes na Europa dispostos a pagar essas cláusulas, exceção a um jogador, ao Benfica não resta outra situação se não deixá-los sair. Mas a única coisa que posso prometer é que nenhum sairá abaixo da cláusula de rescisão"



29 de Junho de 2010

"A SAD do Benfica informou a Comissão de Mercado e Valores Mobiliários (CMVM), ao início da tarde desta terça-feira, que chegou a acordo com o Real Madrid para a transferência de Di María.




Segundo comunicado do clube, enviado à CMVM, Dí Maria segue para Espanha por 25 milhões de euros, mais 5 milhões indexados à utilização do jogador, e 6 milhões de euros relativos a prémios de performance desportiva. "

Cláusula de rescisão de Di María? 40 milhões de euros.



4 de Agosto de 2010


«A Sport Lisboa e Benfica ¿ Futebol, SAD, em cumprimento do disposto no artigo 248.º do Código dos Valores Mobiliários, vem informar que alcançou um princípio de acordo com o Chelsea FC para a transferência, a título definitivo, dos direitos desportivos e económicos do jogador profissional de futebol Ramires Santos do Nascimento pelo valor de € 22.000.000 (vinte e dois milhões de euros).


Mais se informa que o referido acordo de transferência será formalizado assim que o atleta concluir os exames médicos a que se irá submeter, com o consentimento da Sport Lisboa e Benfica ¿ Futebol, SAD, e vier a ser acordada a celebração de um contrato de trabalho entre aquele atleta e o Chelsea FC. "

Cláusula de rescisão de Ramires? 30 milhões de euros.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

É preciso é sair da área

De facto, e sem margem para quaisquer dúvidas, este é um clube grandioso. De tal forma o é que se auto-impõe gerar-se a si próprio auto-problemas, mesmo quando eles não auto-existem.
A época tinha terminado em glória, uma Taça da Liga, uns quartos-de-final na Europa, um Campeonato Nacional, um futebol lindo, apaixonante, golos atrás de golos, o universo adepto todo em comunhão com um mesmo objectivo, uma mesma voz, um mesmo - no fim - grito de vitória. Tinha corrido tudo bem e não havia problemas.
Mas... não haveria? Havia, claro! Como é óbvio, o Benfica precisava de um outro ponta-de-lança e, claro como água cristalina numa qualquer baía da América Central, de um novo Guarda-Redes! À desculpa esfarrapada de um pobre coitado que defendia, com factos, que o Cardozo teria feito uma época notável, com 38 (!) golos, logo o avisado adepto respondia com aquela análise profunda, fundamentada na subjectiva sapiência das coisas que não se explicam (nem entendem), que, sim, de facto marcou 38 mas por que razão não terá marcado 50, 60 ou mesmo 100 golos? Sem que o pobre adepto factual pudesse responder, o teórico logo veio esclarecer as gentes: "o homem é um cepo, pá, precisamos de alguém que saia da área!". E pronto: estava encontrado um auto-problema para felicidade geral e regozijo dos mais práticos. Afinal, o que é o Benfica sem areia na engrenagem?
Ao ouvir o argumento - perfeitamente imbecil, estulto e só possível em determinadas mentes tacanhas e limitadas pela natural erosão de cérebros ervilhentos - de que Quim fez uma belíssima época, que sofreu apenas 20 golos e que se encontrava na melhor fase da sua carreira, para além de estar totalmente entrosado com os colegas e com o sistema de jogo de Jorge Jesus, o visionário rebolava de riso, chorava de incredulidade, sufocava ao arrepio de ouvir tanta barbaridade junta e respondia, do alto da sua sapiência de cátedra: "o homem é um cepo, pá, precisamos de alguém que saia da área!". E pronto: estava encontrado o desígnio: o Benfica do que precisava mesmo era de encontrar um "que desse pontos!". Afinal, qual é a graça de ganhar os jogos todos por 4-0 ou 6-1? O povo precisa é de levar 3 para depois marcar 5, como na década de Eusébio.

Os pontos, descobriu o estúpido meses mais tarde, e por isso mesmo fez uma vénia ao génio, estavam direccionados não para o próprio clube mas para os adversários.

Somos mesmo grandes.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Um sportinguista lúcido? Oh god!

Ora bem, este espaço é de benfiquismo, puro e duro. Mas também por isso, vou dar voz a um sportinguista que escreveu estas coisas acertadas num fórum leonino:


"Experimentei então olhar a realidade sem os óculos do anti-benfiquismo primário. Se fizerem o mesmo agora, o que vão ver não é bonito:



- Passaram oito anos desde o nosso último título. Os últimos quatro em segundo lugar atrás do Porto. Será que não nos estamos a enganar sobre o nosso principal adversário neste momento?



- Pensem nos últimos 15 campeonatos. Os lampiões, esse inimigo pérfido e temível, afinal ganharam tantos campeonatos como nós: 2. O Porto, esse, ganhou 12. Será que não nos estamos a enganar sobre o nosso principal adversário neste momento?



- Pensem no Apito Dourado. Ficou provado que houve um clube que ganhou o campeonato de 2003/04 subornando árbitros – sendo o seu principal adversário nesse campeonato o Sporting Clube de Portugal. Que clube era esse? Será que não nos estamos a enganar sobre o nosso principal adversário neste momento?



Uma coisa é gostar de dar alfinetadas no Benfica – algo de saudável. Outra é assumir as balelas do Porto, por mais absurdas que elas sejam, com um ardor de fazer inveja a qualquer Super Dragão. É o Vandinho que é um mártir (apesar de as imagens que o mostram aos pontapés ao treinador adjunto do Benfica). São cabalas contra o Braga para os impedir de inscrever substitutos para o mesmo Vandinho (apesar de, à época do castigo, já terem esgotado as vagas de Inverno). É o Hulk que é provocado por um steward (apesar de nenhuma imagem o mostrar). É o Ruben Micael que é vítima do túnel da Luz (apesar de só se ter lembrado disso quando chegou ao Porto e de, quando a Liga o chamou para investigar, ter ficado calado a conselho dos advogados do Porto). É o Benfica que controla Liga (apesar de ter sido o único “grande” que não apoiou a lista que agora cessa funções). É o Falcão que leva um amarelo para o impedir de jogar com o Benfica (apesar de a única dúvida nesse lance ser se é para amarelo ou vermelho)



Um jogador lamp leva com um isqueiro, pega nele,finge que o vai atirar de volta e deixa-o cair - a Liga é vermelha pois não lhe dá um castigo igual ao Hulk! Entretanto o Braga mantém-se na corrida do título graças a uma arbitragem vergonhosa contra o Guimarães e um golo milhas fora-de-jogo contra o Paços, mas isso não merece um comentário. O CJ da FPF iliba um jogador de uma suspensão justa com uma decisão hilariante que equipara um steward a um espectador – mas está é “descoberta a careca lampiã do Ricardo Costa!”. Desde que se arranje ruído – e se o Porto é especialista nisso! - e se repita o mantra: “este campeonato é roubado pelo Benfica”, tudo estará bem.



Desculpem-me se não alinho nisto. Desculpem-me se me entristece ver adeptos do Sporting a festejarem efusivamente golos do nosso principal adversário, quando caminhávamos para a 8ª derrota e para o 17º jogo sem ganhar da temporada. Desculpem-me se me entristece ver, na homenagem a um símbolo do Sporting, incentivos a um treinador que um dia disse que em circunstância alguma vestiria a camisola do Sporting. E desculpem-me se acho que este anti-benfiquismo primário e a sua manipulação por Direcções incompetentes tem tido um papel importante no adormecimento do clube.



E, antes de me atirarem as pedras, não estou a tentar a dizer a ninguém o que deve sentir. Estou a relatar o que eu sinto. Em mim, o anti-benfiquismo primário desvaneceu-se e não me peçam para o sentir de novo tão cedo.



Infelizmente, o Benfica vai ser campeão esta época. Vai custar-me muito, claro. Mas não mais do que se tivesse sido o Porto a ganhar. Não mais do que qualquer ano em que o Sporting não está no seu lugar devido: o primeiro. E não mais do que quando penso no tempo que desperdiçámos, enquanto celebrávamos a comédia da Luz."

 
 
Fossem todos assim e o Sporting não andava de coleira.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Perguntas para alguém responder

- Qual é a lógica do apoio institucional por parte do Benfica a Fernando Gomes, ex-dirigente portista e amigo íntimo de Pinto da Costa? Relembro que o Benfica apoiou este candidato e o Porto não, premissas mais do que suficientes para o clube do norte poder exercer a sua influência sem que o Benfica possa, com propriedade, contestar o que quer que seja. Mais: a cada diferendo, lá teremos de ouvir o Pinto dizer "não fui em quem apoiou estes dirigentes". Será que nunca mais aprendemos?

- Na mesma linha de apoio e contactos com gente ligada aos piores anos do futebol português é o suposto contrato com a Olivedesportos até 2019. Então mas, depois de andarmos anos a pregar sobre a estupidez de Vale e Azevedo em ter-se exposto ao Joaquim Oliveira - esse corrupto! -, agora pensamos assinar um contrato com ele por mais... 6 anos (o actual acaba em 2013)? E, aceitando que os valores morais não são fundamentais para esta presidência de Vieira, será normal e justo que recebamos os 25 milhões/ano de que a imprensa fala? Não seria possível negociar com outra empresa um contrato que realmente fizesse justiça à capacidade mobilizadora do nosso clube? Se o Porto e Sporting receberão 16 e 15 milhões de euros/ano, respectivamente, tudo o que for abaixo de 40 milhões é pouco, meus caros. Tenham juízo.

- O que é a Benfica Stars Fund? Que interesses serve, para que serve e se serve para nos prejudicar ou beneficiar? Quando vejo o passe do Ramires ser vendido a 50 por cento por 6 milhões de euros, fico sem perceber o que raio estamos nós a fazer. Um internacional brasileiro, que neste momento está na África do Sul, jovem, com um potencial fantástico, com todos os clubes atrás dele, vale, na lógica do Benfica e da Benfica Stars Fund... 12 milhões de euros? Então quer dizer: agora que vendemos metade do passe por 6 milhões, e imaginando que um clube chega e o leva pelo valor da cláusula, 30 milhões, nós só receberemos 21 (os 6 que já recebemos+15 de 50 por cento que ainda detemos) milhões de euros. Em vez de 30, em dois meses, receberemos 21 milhões. Grande negócio.

Quem me quiser explicar, quem puder ou souber explicar estas coisas, faça favor. Se eu tiver dito algum disparate e tiver sido injusto ou burro sobre alguma matéria, estão desde já habilitados aos insultos à minha pessoa. Mas ao menos expliquem-me bem as coisas porque eu realmente não entendo.

...

Em relação a isto:





só tenho um singelo comentário:



VÃO PRÓ CARALHO!!!!!!!!!!!!!!

quarta-feira, 30 de junho de 2010

O (único) lado positivo da derrota

Já o encontrei:

Talvez assim ainda dê para segurar o Coentrão. É que cada jogo que fazia era mais ou menos o mesmo que atirar um surfista em sangue para as águas da África do Sul - mais e mais tubarões a rondar...

terça-feira, 29 de junho de 2010

No final...

Lerpámos com dignidade.
A diferença era palpável, e em termos de plantel a Espanha está mt melhor servida, mas o jogo até certo ponto foi conseguido.
Jogadores e treinador surpreenderam-me pela positiva.
Bem, o Queiroz só até certo ponto...há melhores, há muitos bem melhores, não são assim tão difíceis de encontrar.

Uma ultima pergunta? O danny, é o quê?
Faço daqui um desafio: algum de vocês, por essa blogosfera fora, é capaz de pôr um link do youtube com algo de minimamente positivo que ele tenha feito neste mundial? Apenas peço UMA boa jogada, UMA boa iniciativa. Existe?

Ao intervalo...

Estou orgulhoso. Grande resposta! Não estava à espera...

Só mais uma coisinha:

Eu tirava o Cristiano Ronaldo. Não interessa por quem; que jogo de merda!
Aliás, fica a pergunta, é ele que decide jogar como um idiota ou é o Queiroz que dá as instruções? Não percebo, o animal nao faz isto com Real, nem em mais sítio nenhum...

ESTARÁ O QUEIROZ CONTENTE COM O FACTO DE TER UM JOGADOR EM CAMPO QUE LIXA TODAS AS JOGADAS EM QUE PARTICIPA?? ANTES DO NOME VEM O FUTEBOL!!

quarta-feira, 23 de junho de 2010

O jogo impossível

Quando somos crianças, há em nós imaginação e bizarria suficientes para sempre buscarmos o mais improvável dos acontecimentos, mesmo que seja só na nossa cabeça. Uma das coisas que eu gostava de pensar era em jogos intermináveis. Mal acabava um prolongamento, perguntava ao meu Pai: "isto pode não acabar, não é?" e deliciava-me a ideia de duas equipas ficarem a marcar penalties durante um mês.
No ténis, também é possível querermos que dois bípedes morram em campo estoirados de jogar. Basta que cheguem ao 5º set empatados. Depois é esperar que se mantenham equilibrados até ao fim e esperar que a partir do 6-6 eles nunca mais abandonem o campo pelo menos durante uma semana. Sempre que o jogo chega a este ponto, sobe-me um desejo cruel de ver mais horas e horas de dois jogadores arrasados, caindo, tropeçando nos jogos, um atrás do outro, fazendo subir o placard para números impossíveis. Mas nunca me fazem a vontade. Ora, hoje fizeram. Cumpri um sonho de criança. Nicolas Mahut e John Isner fizeram o jogo dos jogos, a História do Ténis mudou. Se não viram, tenho pena, eu vi, invejem-me se quiserem.
Nada mais nada menos do que isto:
Mahut - 4 6 7 6
Isner - 6 3 6 7
O 5º set, é isso que querem saber, não é?
Pois deliciem-se:
59-59!!!!*
Brutal.
A partir dos 25-25, acreditem, os gajos começaram a querer que aquilo acabasse. Via-se nas caras deles a vontade, a suprema vontade, de que aquilo acabasse de vez. O cansaço, físico mas principalmente mental, era tanto que eles já não esboçavam reacção, parecia que estavam em piloto automático, jogo atrás de jogo, hora atrás de hora. Por outro lado, o desejo animal de não querer de maneira nenhuma perder aquele jogo. Eles sabiam que o que passar não vai ter capacidade de recuperação para a próxima eliminatória mas ali já não era ganhar o Wimbledon que estava em causa, era mais importante do que isso: ganhar o jogo mais longo de sempre da História do Ténis!
O campo, que é um dos MUITO secundaríssimos, começou a encher, a encher, gente de todo o lado, amontoada uma sobre a outra, chegava ao court nº18. Quando o árbitro, acabado um jogo, dizia 42-42 as pessoas riam-se, os comentadores em euforia por estarem a comentar um momento único na História do Desporto, eu (e imagino todos os que estavam a ver pela net, televisão, ao vivo) em suspenso, a querer mais, muito mais. Eu não tenho a certeza se eles ainda lá não estão.
Obrigado, Mahut. Obrigado, Isner. Obrigado, Ténis. A criança em mim ri desvairadamente de todos os adultos deste mundo.
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* O jogo continua amanhã. Vai em 10 horas. Já se fizeram 192 ases (Isner 98; Mahut 94) e 651 winners (Isner 333; Mahut 318).

segunda-feira, 21 de junho de 2010

O bom futebol, viram-no por aí ou não?

Até agora, uma merda. O cabrão do Mourinho é tão bom que condicionou o Mundial, conspurcou-o do princípio ao fim quando enviou as tropas milanesas fazerem o mais horrível e simultaneamente mais belo (e isto é que choca, de tão bom que ele é, porque só ele é capaz de pôr uma equipa a jogar maravilhosamente mal) espectáculo de bola para o Nou Camp, naquele jogo que já passou para os anais da História do Futebol como o dia em que uma equipa infinitamente melhor foi obrigada a fazer uma jogada de oitenta e tal minutos para marcar um golo. E não importa se à sua disposição os treinadores de muitas equipas neste Mundial não têm Milito, Cambiasso, Zanetti, Eto´o, Stankovic ou Thiago Motta (a propósito, não querem naturalizar este grande anti-jogadorzaço?); eles não querem saber, a fórmula foi encontrada e não há quem os detenha. Não importa que eles nem saibam qual a táctica que procuram usar nem quais os movimentos que devem obrigar os seus jogadores a fazer. De alguma forma, de uma estranha e bizarra forma, os treinadores deste mundo viram naquele jogo de Barcelona o escape possível (o único?) para todas as suas frustrações e paneleirices. Mourinho está no Mundial mais do que Ronaldo, infinitamente mais do que Ronaldo!, está mais do que Messi, mais do que Iniesta, caramba, o Mourinho está no Mundial mais do que o som horrível de 100.000 vuvuzelas aos guinchos!
Por isso tratem lá de rodar a bolinha, hoje. Metê-la no chão, variar o flanco, puxar os coreanos para zonas de pressão e contra-atacá-los como se na baliza estivesse o silêncio de um estádio sem vuvuzelas (oh visão paradisíaca!). Tratem de os pressionar logo quando eles saem a jogar, sem os deixar respirar, sem os deixar abrir aqueles olhinhos enviesados que eles têm e espetar-lhes um, dois, três, quatro regimes democráticos naqueles cornos para ver se lhes sabe a liberdade.
E muito cuidado com o Mourinho.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Se beberes, não vuvuzeles.

Hoje acordei de um terrível pesadelo: uma vuvuzela, entre sons estridentes de elefantes em orgasmos, gritava-me ao ouvido. A princípio, meio ensonado, julguei que a vuvuzela que eu ouvira era produto de uma imaginação escorrida de tanto jogo mundialista que andava a ver. Mas não. Era uma vuvuzela à portuguesa! A cheirar a bafo de farinheira e chouriço assado! Com resquícios de sardinha e lábios de mosto! Com bedum bafiento nascido da mistura de peixe com toucinho, de vinho com aguardente! Não estive de modas: acerquei-me da janela, em posição de ataque, protegendo-me devidamente com cotonetes XXL nos ouvidos, e disparei um "Vai prá puta que te pariu ó meu cabrão do caralho!". O homem, compreensivelmente embriagado, achou o meu linguajar bastante ofensivo e não esteve de modas: "Eu vuvuzelo as vezes que eu quiser, pá!". Foi este "pá" no fim de tão grande eloquente afirmação que me pôs os vuvuzelos em brasa, logo, não estando de modas mas sem modos, enfiei-lhe com método certeiro a vuvuzela por entre as curvas do cerebelo.
E não é que a vuvuzela, feita funil fétido, disparou uma chuva de merda?

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Argentina

No dia em que começa o Mundial, e antes que a bola role nos relvados da África do Sul, venho cá dizer-vos que para mim o campeão será a Argentina*. Tem tudo: capacidade individual acima da média, jogadores muito fortes colectivamente e com uma experiência internacional enorme, tem sede de vitórias e tem um treinador que tem um pacto divino. Com Deus e com o Diabo.

Está escrito nas estrelas que o Maradona vai treinar uma Argentina campeã do Mundo. Não se cansem mais. Sigam o caminho traçado e desfrutem. Bom Mundial para todos!

* Quem quiser discordar e meter dinheiro ao barulho, força. Estamos cá para uma bwin privada.