sábado, 7 de julho de 2012

O pequeno genial (e o genial bigode)

A mulher do Chalana andou com o meu Pai no liceu. Parece que não era conhecida por ser adepta da monogamia; nem disso nem das pernas tapadas. Tinha outros interesses, que extravasavam a lida doméstica ou o leve e tranquilo passar das horas à lareira a fazer rendas de bilros. 
 
Havia referências pontuais a esse facto, lá por casa. Mas eu só retinha a palavra "Chalana" nas várias conversas que se mantinham sobre o assunto. Era como naquele anúncio dos Whiskas para gatos. Eles falavam, dissertavam sobre conhecidas exibições de Anabela à janela, vendo os transeuntes enquanto se formavam filas de homens na sua rectaguarda mas o que eu ouvia era "bla bla bla Chalana bla bla bla Chalana".  
 
É que eu tinha uma camisola do Chalana. Acho que cheguei a fazer um bigode farfalhudo e a colá-lo com UHU à cara e saí pelo pátio a fintar franceses imaginários. Quando os adversários eram reais, jogava num ringue da minha rua, que era o sítio de eleição para se jogar futebol em Abrantes e que era um autêntico luxo: balizas presas ao chão, redes (redes!), marcações bem delineadas a tinta, bancadas, balneários e laranjeiras no terceiro anel para quando desse a fome e a sede ao mesmo tempo. 
 
Nesse campo, os mais velhos contaram-me mais sobre Chalana. Falavam-me que, de férias, em vez de ir passear a mulher - que provavelmente estaria em horas extraordinárias, mas não propriamente em labutas de ofício -, Chalana esfalfava-se por esses ringues, apesar de as indicações do Benfica serem na exacta direcção contrária (diz que os músculos não se dão muito bem com misturadas entre relva, pelado e cimento durinho). Mas o bigode do pequeno genial não era de virar a cara a uma boa peladinha e vai daí fintava, sem discriminação, gordos, velhos, coxos, donas de casa, padeiros e até há relatos de uma vez em que Chalana, farto de fintar adversários no campo, começou a galgar degraus de bancada com a bola sempre colada aos pés. 
 
Isto faz parte de um imaginário muito meu, que provavelmente foi invadido e conspurcado ao longo dos anos por esses grãos de areia que as horas têm e que nos fazem ter da vida, como diz o Marquez, não a ideia do que ela foi mas do que nos lembramos dela. E eu lembro-me de Chalana. No campo. No relvado da Luz, entre outros 21 que tinham a óbvia vantagem de assistirem àquilo de perto e não sentados junto ao placard gigante do terceiro anel. 
 
Como dizer? O homem não era humano. Tinha coisas de louco, acreditava em impossíveis galgadas campo acima e elas aconteciam. Os jogadores pareciam aqueles modelos que fazem anúncios futebolísticos, afastando-se do protagonista para realçar e focar a luz no herói. Só que não eram modelos e não se afastavam do protagonista; eram simplesmente afastados por uma anca que mentia e um pé que falava. 
 
Devia haver uma cláusula em qualquer jogador que assinasse com o Benfica: usar bigode farfalhudo em honra de Chalana. Quem não aceitasse, podia ir para a janela observar os transeuntes.
 
 
 

sexta-feira, 6 de julho de 2012

O melhor árbitro da Europa

«Há muito que circula na "rede virtual" esta transcrição de uma escuta do Apito Dourado.O EDB vai procurar uma cópia da transcrição original feita pela PJ.

"Nas vésperas do encontro que decidiria a Supertaça da época de 2003-2004, o presidente do FC Porto preocupava-se em saber quem seria o árbitro que iria dirigir o confronto que poria frente a frente FC Porto e União de Leiria. Assim sendo, nada como obter informações junto de Pinto de Sousa, o presidente do Conselho de Arbitragem.
Pinto de Sousa: - "É...mas vou devagarito, pá, calmamente...vou falar com o Pedro Proença!"
Pinto da Costa: - "Vais?"
Pinto de Sousa: - "...grande jogo em Guimarães, pá! Vai fazer um grande jogo!"
Pinto da Costa:- "Com recado para não expulsar ninguém."
Pinto de Sousa:- "Eh! Eh! Eh!"
...Nove dias mais tarde, em 11 de Agosto de 2003, no estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães, Pedro Proença seria de facto o árbitro da Supertaça. O FC Porto venceria por 1-0, golo de Costinha aos 55 minutos..."
Até aqui nada fora do normal pelo que sabemos, podia ter sido um pedido para uma final, Pedro Proença ser um homem de coluna vertebral e fazer a sua obrigação com isenção: mas nãoquem procurar os relatos da actuação de Pedro Proença nesse jogo, vê que a apreciação à arbitragem foi negativa; com benefícios para o FC Porto naturalmente. O golo do FC Porto foi obtido por abalroamento ao guarda redes Helton (o mesmo!) do UD Leiria dentro da pequena área. Ah! E existiu uma expulsão...para o União de Leiria como seria de esperar (aos 70' o defesa João Paulo).»

Da (de)formação





 É possível que a maior parte das pessoas não esteja muito interessada no torneio que está a decorrer na Estónia - o Euro acabou, vêm aí os Jogos Olímpicos, há Wimbledon, praia, copos para beber, esplanadas. Como vos compreendo.

No entanto, para quem se interessa por futebol e especificamente pelo acompanhamento dos nossos jovens, aconselho o Euro sub-19 como bom ponto de estudo sobre o futuro - da Selecção e principalmente do Benfica. Enquanto no nosso clube se despreza a possibilidade de o talento dos nossos jovens ser aproveitado para a equipa principal, os responsáveis da Selecção têm outra ideia: dos 18 convocados, 6 são do Benfica: Bruno Varela, Daniel Martins (que marcou um golo no primeiro jogo, na vitória por 3-0 sobre a Estónia), João Cancelo, André Gomes, Cafú e Ivan Cavaleiro, sendo que 3 foram titulares nesse jogo, 2 foram suplentes utilizados e só Varela não jogou, porque é guarda-redes.

Há aqui matéria para muita discussão e não estou certo de que possamos extrair certezas absolutas sobre se estes jovens terão capacidade para um dia jogarem no Estádio da Luz. Por mim, têm - alguns mais do que outros, claro, mas todos capazes de alimentar um plantel que necessita urgentemente de sangue benfiquista e não de carradas de estrangeiros de duvidosa qualidade. O que se pode, no entanto, concluir é que a mensagem que os nossos dirigentes dão está precisamente ao contrário daquilo que a realidade vai demonstrando. Em tempos de aperto financeiro, e tendo nós potencial futebolístico no Seixal, porquê abdicar dele, gastando dinheiro e desaproveitando o que está ali, tão perto, tão benfiquista, tão de borla?

Alguém que me responda, porque eu não sei. E alguém que me tente convencer de que Fernandéz e tantos outros são melhores jogadores do que a larga maioria dos jovens jogadores que atingem o patamar último de evolução. Alguém que me explique quem é Léo Kanu ou outro contratado qualquer (eles só são 80, tenhamos calma) e que têm eles a mais do que os benfiquistas que saem da formação. Depois, podemos tirar conclusões.

A que eu retiro imediatamente é que não é só no plano desportivo que estamos a cometer imbecilidades. No financeiro também, como já é evidente há muito tempo.

Se quiserem, se não tiverem mais nada para fazer, acompanhem os nossos putos hoje, às 18:00, na Eurosport. Com o extra de os podermos ver contra mais uma equipa de talentos da máquina de qualidade espanhola. São estes os nossos putos - os que estão no Europeu, entre as 8 melhores selecções da Europa. E, se conseguirem, convençam-me de que o Fernandez serve mais o Benfica ou que vem para cá porque é melhor do que os que cá temos e não por um negócio de comissões que anda a encher a barriguinha de muita gente, parecendo que o único que não beneficia com isto é o... Benfica.

Que Sporting é este?

«Tenho muitas expectativas para esta época. Terminámos bem a temporada passada, mas faltou-nos conquistar um título. Esperamos fazer mais do que no ano passado e conquistar esse título», afirmou Insúa.

Um título. Qualquer um. Uma tacita, pronto, já seria bom. Definitivamente, o Sporting morreu. 

(14:07) «Carlos Barbosa defendeu esta sexta-feira que o Sporting tem de reduzir custos drasticamente para sobreviver à crise que atravessa, sugerindo que se aposte mais nos jovens da academia.

O problema do Sporting é de sobrevivência. Quando o clube vive 30 milhões acima das possibilidades não tem hipótese. Temos de começar de novo e apostar nos miúdos da formação. Temos de andar alguns anos em 4.º, 5.º ou 6.º, mas os sócios têm de ter paciência porque, assim, qualquer dia o Sporting acaba”, afirmou em entrevista à Antena 1.

O ex-dirigente leonino defende que o clube devia vender os jogadores do atual plantel: “Não há dinheiro para pagar os ordenados, temos é despachar esta equipa. O Elias, por exemplo, é extraordinário, devíamos ter 20 Elias, mas não temos dinheiro para o ter no Sporting. Vamos pegar nesse dinheiro e investir nos jovens”.»

O futuro do Sporting está cada vez mais comprometido. Seria bom que, no Benfica, se aprendesse alguma coisa com o descalabro financeiro que se passa no outro lado da rua. Qualquer dia a onda chega cá.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Machado Vaz e Bagão Félix


São dois enormes benfiquistas, ambos somam sucessos nas suas áreas profissionais. São ponderados, cordatos, não escolhem o confronto, a baixaria e a má-educação como forma de comunicação.

Enfim, respeitam o ADN do benfiquismo mais puro, a defesa da elevação dos valores, o respeito pelos adversários, a paixão e a razão juntas.

Que raio de país é este em que vivemos, onde as qualidades são vistas como defeitos e como pontos fracos daqueles que representam ou poderiam aceder a cargos de relevância no nosso clube ?

Os fundadores, encabeçados pelo Cosme, e figuras de grande relevância do nosso passado colectivo, como o Mestre Cândido, com certeza que darão voltas nos túmulos ao terem consciência da perda de valores da sociedade em geral e dos benfiquistas em particular.

Encharquem-nos de Benfica







Where are the feasts
We were promised
Where is the wine
The New Wine
(dying on the vine)
Resident mockery give us an hour for magic
We of the purple glove
We of the starling flight & velvet hour
We of arabic pleasure's breed
We of sundome & the night
Give us a creed
To believe
A night of Lust
Give us trust in
The Night
Give of color
Hundred hues
A rich Mandala
For me & you & for your silky pillowed house
A head, wisdom & a bed
Troubled decree
Resident mockery
Has claimed thee
We used to believe in the good old days
We still receive In little ways
The Things of Kindness & unsporting brow
Forget & allow
Did you know freedom exists in a school book
Did you know madmen are running our prison
W/in a jail, w/in a gaol, w/in a white free protestant
Maelstrom
We're perched headlong
On the edge of boredom
We're reaching for death
On the end of a candle
We're trying for something
That's already found us
We can invent Kingdoms of our own
Grand purple thrones, those chairs of lust
& love we must, in beds of rust
Steel doors lock in prisoner's screams
& muzak, AM, rocks their dreams
No black men's pride to hoist the beams
While mocking angels sift what seems
To be a collage of magazine dust
Scratched on foreheads of walls of trust
This is just jail for those who must
Get up in the morning & fight for such unusable standards
While weeping maidens show-off penury & pout ravings for a mad staff
Wow, I'm sick of doubt
Live in the light of certain
South
Cruel bindings
The servants have the power dog-men & their mean women
Pulling poor blankets over our sailors
(& where were you in our lean hour)
Milking your moustache?
Or grinding a flower?
I'm sick of dour faces
Staring at me from the T.V.
Tower. I want roses in my garden bower; dig?
Royal babies, rubies must now replace aborted
Strangers in the mud
These mutants, blood-meal
For the plant that's plowed
They are waiting to take us into the severed garden
Do you know how pale & wanton thrillful
Comes death on strange hour
Unannounced, unplanned for like a scaring over-friendly guest you've brought to bed
Death makes angels of us all & gives us wings where we had shoulders smooth as raven's claws
No more money, no more fancy dress
This other Kingdom seems by far the best until its other jaw reveals incest & loose obedience to a vegetable law
I will not go
Prefer a Feast of Friends
To the Giant family



Equação simples

Sem Witsel, não há título. Vejam lá isso.

Autocarro do Benfica, na inauguração do Estádio da Luz - 1954


quarta-feira, 4 de julho de 2012

O Templo do Povo

Um dos grandes mistérios da humanidade reside no entendimento da noção de idolatria por parte das massas em redor de um indivíduo. São vários os exemplos do passado a iluminar esta realidade e, embora os mais atentos estejam cientes dos constantes sinais de despotismo que os tiranos, desde muito cedo, alimentam, nem por isso a história se reescreve com novos capítulos nem com diferentes percepções dos indícios que perigosamente adivinham o futuro. 
 
É-me difícil assistir à cegueira generalizada das massas em função do seu líder tirano sem que, de dentro de mim, avancem aos tropeções cães raivosos em busca de um motivo, um só motivo que me faça explicar e entender a razão pela qual as pessoas, com ou sem olhos, sofrem de miopia no cérebro.
 
Assistindo ao discurso formatado de Vieira, na tomada de posse de mais um mandato no trono benfiquista, lembrei-me de um tal de Jim Jones, o homem que levou ao suicídio colectivo, em delírio e de livre vontade, um milhar de pessoas. Pessoas como nós, crentes e descrentes no mundo, pais, filhos, primos como nós, uns aos outros atirados, gente. O cerebelo engaiolado de milhares de pessoas na ideia de um homem e das suas loucuras.
 
Jim Jones convenceu o povo de que o caminho era ele que o conhecia e, com isso, permitiu-se todos os delírios que o mundo ainda estava para adivinhar: violência mental, violação física, humilhação, aniquilamento, desprezo e homicídio - tudo de forma perfeitamente natural e quase sem contestação (alguns, no fim da crença, desconfiaram do homem mas já seria demasiado tarde). Gente como nós. Pessoas como nós, que religiosamente seguiram aquele homem até à própria morte, desterrados na Guiana, entregues ao cultivo dos alimentos e ao desaparecimento da consciência e do pensamento próprio. No fim, devotados à causa, devotaram-se à morte e entregaram-se-lhe livres, inteiros e preenchidos por, com aquele gesto, seguirem viagem para o lado de lá com o seu líder. Entender isto? Não sei. Explicá-lo? Menos ainda. Só a certeza da incompreensão por tamanho delírio colectivo. 
 
Ao ver o pavilhão da Luz repleto de benfiquistas em louca e desenfreada euforia, gritando "O Benfica é nosso até morrer", idolatrando em êxtase o tirano, não pude, não consegui, deixar de ver naqueles que gritavam a mesma alma de pedra daqueles que um dia foram ao encontro da sua própria demência, cruzando o canal do Panamá. 
 
Ontem, 91,7 por cento dos benfiquistas votantes entregaram o Benfica a quem o desprezou, o humilhou e o desrespeitou. Ofereceram ao líder, de livre e espontânea vontade, a crença na obra feita - a obra dos terceiros e quartos lugares no campeonato (haverá tetra para a medalha de bronze?), a obra da mentira, do enxovalho, da contradição, da falsidade, da injustiça, da desvalorização do que é, ou do que foi?, este clube. 
 
E o líder subiu ao palanque. Não riu porque os líderes não riem, não precisam. Leu o texto que o súbdito lhe escreveu e, ditas as banalidades que o povo queria ouvir, abandonou o local em ombros (mas cuidado com as intimidades), seguro de si e do seu próprio ego. Estava concluída a sessão. 
 
 
 
 
 
 
* passaram 3 anos desde que este texto foi escrito - 3 ANOS. Está tudo tão miseravelmente igual que destrói o coração de qualquer benfiquista. Chamo a atenção para a discussão na caixa de comentários, em que Joseph Lemos (que eu julgava nunca aqui ter comentado) entra na discussão, como tantos que hoje saltitam em defesa de Vieira, sem dar um único argumento, uma única ideia - apenas insultos, preconceitos, parvoíce, armado em maior benfiquista que os outros. Sim, este Lemos que cria blogues para dizer mal dos benfiquistas, inventar estórias sobre eles e falar com ele próprio, entre dois nicks. Um must do vieirismo demencial.

Fiesta

Devia ter uns 7 anos quando me apercebi pela primeira vez de que os homens de preto que entravam no relvado não eram homens, mas animais. Seres repugnantes que serviam, quais touros em arenas, para o grande momento da tarde no Estádio: o assobio uníssono de 120.000 gargantas. 

Neste particular, destaco a excelente capacidade de alguns colegas de bancada para o som estridente, conseguido através de uma estrutura perfeita de dedos na goela, procurando, tacteando, entre o céu da boca e a língua o ângulo perfeito para o grito ensurdecedor que inundava o animal de apito de vergonha e os meus tímpanos de zumbidos até ao intervalo. 

Com o Sol sobre a minha cabeça, espantava-me aquela demonstração de ferocidade e dramatismo, em oposição à festa e pornografia de cachecóis, bandeiras, luzes e rolos de papel higiénico sempre que onze deuses entravam de manto vermelho sagrado vestido. Era como se assistisse, primeiro, à entrada do touro e, depois, ao despontar pela arena de 11 toureiros, sedentos de tornear, humilhar e, finalmente, deixar cair no chão, de rastos, o animal que vinha de preto para o Estádio. 

Com o apito ao pescoço, o touro fazia a sua presença tilintar por todo o relvado, como se fosse uma vaca pelos campos abertos da Andaluzia. E eu, olhando o meu pai gritar obscenidades que me proibia em casa, imitava-lhe as palavras, naquilo que me parecia ser a única forma de tratar um animal como aquele (afinal, se o touro vinha à Luz, era com toda a certeza para nos fazer mal e nos dar uma cornada nas partes baixas do benfiquismo heróico!).

Com o tempo, fui desenvolvendo no aficionado que sou a herética ideia de que o touro, apesar de mauzão, era bem capaz de não ser o máximo culpado pela má preparação e técnica dos toureiros encarnados e, assim, afastando-me inequivocamente da grande maralha que me rodeava, cheguei a chatear-me com um outro aficionado quando, tendo o touro assinalado uma perfeita e justa marca na areia com as patas (contra a vontade dos nossos toureiros!), o benfiquista desatou aos gritinhos histéricos, querendo a morte do animal, sem julgamento nem direito a advogado, acusando a mãe do miura de todas as patifarias, putarias e pornografias jamais vistas nas lezírias do sul da Ibéria. 

Não era justo!, gritei, deixem o animal em paz!, pedi, e, vendo que o animal que podia ficar morto na arena era eu, decidi-me por defender o touro em silêncio, não fosse o meu benfiquismo jorrar-se-me directamente do pescoço e acabar ali a minha performance de aficionado.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Rui Costa, há um ano era assim:

“É um prazer especial, uma honra muito grande apresentar estes quatro jogadores oriundos da formação. Representa a aposta do clube, um dos projetos que o Benfica tem para o futuro, e é um prémio que cada um recebe pelas ótimas prestações que têm vindo a ter”



Dois meses depois era assim:






Seis meses e 138 minutos jogados na Taça de Portugal por David Simão com a camisola do Benfica depois, era assim:





Um ano depois, com Miguel Rosa emprestado a época inteira, David Simão emprestado a meio da época e Rúben Pinto sem um único segundo com a camisola do Benfica, é assim:


 «David Simão é um jogador livre para escolher o próximo clube, uma vez que chegou a acordo para a rescisão do contrato com o Benfica.

O médio, que na época passada venceu a Taça de Portugal pela Académica, deixa a Luz sem ter conseguido conquistar o espaço, embora não tivesse tido muitas oportunidades para tal.

Na temporada transata, David Simão fez parte do plantel do Benfica na primeira metade da época, mas não sendo opção para Jorge Jesus mudou-se por empréstimo para a Académica.

Agora, o jogador de 22 anos procura um novo clube, sendo que no currículo conta com passagens por Académica, Paços de Ferreira e Fátima, sempre por empréstimo do Benfica.»

E assim:

«O sonho de Miguel Rosa de vingar no plantel principal do Benfica vai ser adiado. Após ter recebido a primeira indicação que iria integrar os trabalhos da equipa principal, o médio, de 23 anos, recebeu nova informação que será integrado na equipa B.

O jovem terá de apresentar-se no centro de estágio na quarta-feira, dia em que Luís Norton de Matos vai arrancar com o projeto dos encarnados. Refira-se que o jogador foi contactado por equipas da 1.ª Liga, mas a sua saída terá de ser negociada pois está vinculado até 2016.»


Rúben Pinto não conhece o futuro. Mas temos aquela noção - talvez muito pessimista, afinal somos mesmo muito do contra e nunca apoiamos, nunca apoiamos - de que não entrará nos planos de Jesus para esta época.


O futuro do Benfica, Rui Costa, é isto. Go, Nélson, go.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

2012/13





Nunca é bom falar quando estamos enervados/irritados, pelo que aplicando o mesmo princípio, não deveria escrever qualquer post, quando a maioria das notícias são ainda rumores, no entanto acho ser necessário fazer algumas questões importantes.





O Benfica apresentou-se com 28 jogadores no início dos trabalhos, existindo ainda 2 que estão dispensados devido aos trabalhos das selecções, ou seja, o Benfica conta com 30 jogadores para 2012/13, a saber:


Guarda-Redes: Artur, Paulo Lopes e Mika


Defesas: Maxi Pereira, Luisão, Garay, Jardel, Miguel Vítor e Luisinho


Médios: Javi Garcia, Matic, Witsel, Carlos Martins, Ola John, Melgarejo, Yannick Djaló, Gaitán, Enzo Perez, Bruno César, Nolito, Yartey e Pablo Aimar


Avançados: Cardozo, Saviola, Rodrigo, Nelson, Rodrigo Mora, Alan Kardec, Hugo Vieira e Michel.



Desde logo ficamos a saber que:


Guarda-redes:
- Mika - o 3.º guarda-redes será o titular da equipa B
- Júlio César - deverá continuar emprestado, depois de uma época irregular no Granada, quem será que está interessado nele ?
- Oblak - o empréstimo ao Rio Ave foi acordado antes da decisão da Liga, será que é válido ou retornará para a equipa B ?
- Coppetti - depois de ser o suplente de Oblak no Leiria, qual o futuro ?
- Varela - pensava-se que seria o titular dos juniores e suplente do Mika na equipa B, mas parece-me que continuará apenas nos juniores


Defesas:
- André Almeida - deverá ficar na equipa B
- Roderick - depois de uma época no Sion, deverá ir para a equipa B
- Sidnei - este activo de 7 milhões, que poderia ser potenciado como 3.º central no Benfica, irá somar mais um empréstimo, depois de não convencer o Besitkas (essa potência), parece que o Saragoça estará interessado
- João Faria - contratado ao Varzim em substituição do Neto, este jovem ficará na equipa B
- Fábio Faria - deverá continuar emprestado, mas não sei a quem
- Luís Martins - direitinho para a equipa B
- Carole - Poderia ir para a equipa B, mas parece que não conta para o Jesus, pelo que com os interessados que há em França, o mais provável é a saída definitiva
- Schaffer - Continua sem convencer ninguém, não ficará na equipa B, nem parecem existir interessados, que futuro na última época de contrato ?
- Emerson e Capdevilla - receberam indicações para tentarem arranjar clube depois de não convencerem o Jesus (o Capdevilla nunca o convenceu e o Emerson de certeza que sai contra a sua vontade)


Médios:
- David Simão - segundo todas as notícias, terá acordado a rescisão com o Benfica (tendo o Benfica Stars Fund pago 375.000 por 25% do passe cujo contrato terminava em Junho de 2015, será que o fundo não veta esta decisão, ou será que o Benfica pagou esse valor ao fundo), algo que ainda não acredito
- Rúben Pinto - equipa B
- Duarte - também originário do Varzim deve ir para a equipa B
- Miguel Rosa - apesar de lhe ter sido prometido uma hipótese na equipa principal, foi brindado com a equipa B dado o excesso de médios
- Urreta - o eterno proscrito, será que evoluiu ou não ? Mais um ano de empréstimo ?
- Rúben Amorim - será que não se aplica a decisão da Liga a ele, ou voltará à Luz/Seixal daqui a uns dias ? E daqui a um ano ? Em Dezembro de 2012, o Benfica ficará obrigado a colocá-lo no mercado.
- Fernandez - à semelhança de Schaffer não convence ninguém, só que o contrato só termina em 2015
- Airton - continuará emprestado no Flamengo (pelos vistos nem 400.000 euros conseguiram sacar ao Flamengo)
- Nuno Coelho - nem se apresentou no Seixal, o que será que a SAD pretende fazer com ele (mais um jogador que foi iludido ao assinar pelo Benfica)
- Filipe Menezes - depois do Botafogo, fica mais um ano no Brasil, desta vez no Sport Recife
- Leandro Pimenta - deduzo que não tenha sido dispensado, pelo que irá para a equipa B
- Alípio Brandão - ao contrário do Leandro Pimenta, espero que não vá para a equipa B, mais ainda porque nem o Fundo investiu no passe dele


Avançados:
- Franco Jara - depois de 15 minutos no Seixal, percebeu-se que vai continuar fora, provavelmente no Bétis ou eventualmente no Granada
- Rodrigo Mora - dificilmente conseguirá lugar na equipa principal pelo que a dúvida será se vai para a equipa B ou voltará a ser emprestado ?
- Derlis Gonzalez - do Rubio Nú para a equipa B
- Djaniny - será que aceita ir para a 2.ª Liga



Além destes e dos juniores promovidos há uma série de jogadores que se disseram ser do Benfica, mas que não sei se ainda serão, se alguma vez foram ou o que é que está pensado para eles:


- Victor Lindelof, Léo Kanu, Andrei Silva, Elvis, Nelsinho, Niklas Barkroth, Manuel Liz, Hélio Vaz, Fidel, José Coelho, Raúl Ruidiaz, os 5 uruguaios sub-17.



Perante este panorama dantesco e felizmente que já foram alienados alguns passes como os de Éder Luis, Filipe Bastos e Daniel Wass, as perguntas que me surgem são:

- Quantos jogadores terá a equipa A ? Mesmo com Mika e Mora na equipa B, há 28 jogadores no plantel dos quais só 25 podem ser inscritos.

- A serem inscritos 25 jogadores na equipa A, como podem ser integrados os elementos da equipa B ?

- A equipa A começou hoje, dia 2 de Julho, a equipa B começa dia 4 de Julho. Porque razão começam em dias diferentes ? É que quando os jogadores da A acabarem com os testes médicos, começam a treinar, enquanto os jogadores da equipa B irão fazer os testes médicos.

- Será que a equipa B vai com a equipa A para estágio ? Se não forem, como podem apreender as ideias do treinador da equipa principal ? Se a equipa B não treinar com a equipa A, como podem os jovens jogadores aprenderem com os mais experientes - Aimar, Saviola, Cardozo, Martins, Luisão, Maxi, Javi, etc.

- Porque motivo começamos a época sem um lateral esquerdo que seja uma mais valia significativa ? O que se espera de Luisinho é que possa ser uma boa alternativa a um titular.

- Porque motivo começamos o estágio sem um lateral direito pois o titular está de férias e não há uma alternativa credível no plantel ? Porque diabo havemos de começar a preparar a época com adaptações ?

- Havendo tanto extremos no plantel, porque motivo se quer contratar o Salvio ? E porque motivo se inviabiliza a entrada do Simão, um jogador que pode ser uma alternativa de qualidade ao Aimar, embora oferecendo soluções diferentes?

- Porque é que a única alternativa ao Javi é o Matic, que tem deficiências no posicionamento ?

- Visto que têm que ser transaccionados passes de jogadores para equilibrar as finanças da SAD, porque motivo não se vendem já os passes para saber se é necessário arranjar alternativas ? Dos 4 jogadores que se falam ser possível a transacção do seu passe - Gaitán, Witsel, Javi e Cardozo, apenas para Gaitán foi adquirido um substituto - Ola John, pelo que caso não saia Gaitán, termos um excesso de extremos/alas, enquanto qualquer das outras posições ficará deficitária, e no caso do médio defensivo já a alternativa não é muito adequada.



E o que fazer com tantos jogadores excedentários ? Granada e eventualmente o Corunha não conseguem absorver tantos jogadores.


Eu quero ver um Benfica vencedor, independentemente dos jogadores, do treinador, dos directores ou mesmo do presidente. Quero ver trabalho realizado com cabeça, tronco e membros, com um plantel principal curto para poder integrar progressivamente os jogadores da equipa B, que deverão também conhecer perfeitamente o modelo de jogo da equipa principal para não estranharem quando forem chamados a jogar. a equipa B também não deverá ser extensa, pois deve integrar ex-juniores com alguns jogadores que a prospecção identifica como potenciais mais-valias, mas deverão não ser em grande número para todos terem a hipótese de jogar com regularidade e desenvolverem as suas capacidades. Mas tudo isto eu não vi.


Eu quero acreditar, mas vocês têm que me convencer que estão a fazer um bom trabalho e que sabem o que estão a fazer. Não foi isso que eu vi até agora. Como estamos no início da época, o crédito e o benefício da dúvida ainda estão intactos, mas convém começar a arrepiar caminho.


Eu quero ser campeão este ano. Não quero mais choradinhos de árbitros. Sejamos competentes e seremos campeões. Como dizem por aí, carrega Benfica.



Novela de ir às lágrimas (de tanto rir)


Lembram-se de Joseph Lemos? Não? Eu relembro-vos: é aquele defensor dos mais altos valores benfiquistas na blogosfera, o criador dessa preciosidade blogosférica que dá pelo nome de "Bimbolagartada", sítio que serve para dizer mal de todos os benfiquistas que queiram pensar o Benfica.

Lemos é um Vieirista dos sete costados, homem digno, frontal, honesto, completo de princípios morais acima de qualquer suspeita e muito interventivo quando chega a hora de inventar estórias sobre outros bloggers. Um dia coube-me a mim ser o alvo das suas delirantes investigações - sim, porque Joseph diz ser espião universal, cheio de contactos nacionais e internacionais, uma verdadeira rede de informadores que vão de Nova Iorque a Monção, passando por Olivença e Gotemburgo. Mas relembremos algumas das passagens que o autodenominado "honesto e justo" Lemos escreveu sobre este blogue e especificamente sobre mim:


«Existe um blogue benfiquista que é do mais nojento, do mais sórdido, do mais baixo que existe, ao nível do que pior fazem os andrades. Esse blogue chama-se, “Ontem vi-te no Estádio da Luz” e o personagem que o alimenta chama-se Ricardo. Um NOJO! O Benfica é muito grande, alberga tarados sexuais, criminosos, violadores, putas, chulos, paneleiros, fufas e outros desviados. Mas tudo tem limites!
Eu não tenho nada contra homosexuais, não sou nada homofóbico, acho que têm o direito de viver e de expressarem as sua ideias como toda a gente. Sem quaisquer excepções.»
«Acho que é uma personagem que envergonha todos os benfiquistas. Tem um ódio de estimação a LFV, o presidente do clube de que afirma ser adepto. Não é normal um ódio incontido a uma pesssoa que ele nem conhece. Mas suspeito que, por ser um paneleirote ordinário, deve ter sido violado em pequeno pelo pai ou por algum tio e ficou com ódio a toda a “father figure” que encontra. Chama-se a isso “projecção”, em psicologia.»
«Desde que esse pulha foi apanhado a ser enrabado no Rossio ao Sul do Tejo (Abrantes) por um ex-futuro cunhado que é portista, só fala naquilo que realmente gosta. Segundo uma outra pessoa e testemunha, foi também apanhado no WC do hotel de Abrantes a "quebrar o stress" (segundo ele se desculpou) com um vibrador no cú.
Esse Ricardo tem muitas mazelas nos cornos (já levou uns bons sopapos por se atirar a homens casados) e no traseiro que já fez muitas rodagens. Não admira o facto de ser ajudado psiquicamente por um especialista”.
Deve ser frustrante ser paneleirote rasca, por isso estará a ser ajudado por um psiquiatra, mas pelos vistos não está satisfeito e tem de vir para a blogosfera curar-se das suas aberrações e desvios sexuais, fazendo a apologia (e publicidade?) das suas taras. E que culpa é que nós temos disso, ó paneleiro?»
«para os imbecis que pensam que quem escreve na blogosfera não tem responsabilidades e pode criticar o que lhe convém, porque o BENFICA É DEMOCRÁTICO e tem o direito democrático de o fazer»


Joseph Lemos é isto, esta coisa: insulta benfiquistas e cria contos sobre eles porque, enfim, é um homem muito sozinho e precisa de atenção. Mas alerta para o facto de que "quem escreve na blogosfera tem responsabilidades" e que o "Benfica é democrático". É por isso que não faz outra coisa, no seu blogue de merda, que não seja insultar quem tem opiniões contrárias à sua.

Já perceberam quem é Joseph Lemos ou não? Podem sempre lembrar-se do Manuel - esse comentador omnipresente em todos os blogues do Benfica -, que é outro dos membros do Bimbolagartada, o homem do trabalho sujo fora de portas: Lemos insulta outros benfiquistas no seu blogue; Manuel sai a correr pelos outros blogues a defender o seu mais-que-tudo Vieira. E são estas amostras - felizmente do piorzinho que há - da maioria vieirista.

Mas há mais - oh se há mais. Lemos leu a entrevista que dei ao Vitto, no Cabelo do Aimar. E naturalmente não gostou do que eu disse sobre a sua curiosa figura e dos seus modos, digamos, alternativos. E que fez Lemos, honesto e justo, verdadeiro e sublime, enorme benfiquista? Leiam, por favor, porque merece. Diz que eu tenho um caso de amor com o Vitto (beijinhos na boca, Vitto, amo-te muito) e que o Vitto afinal é... lagarto:

«Na blogsfera todos sabem que não mando "criados às compras". 
Não escondo a minha identidade, sou directo, frontal, claro e cristalino no modo de me expressar e sem recorrer ao subterfúgio de rodriguinhos.

Não sou de estratégias consertadas. 
Sou espontâneo a não ser que tenha de optar por um necessário compasso de espera, em abono da clarividência, (como foi o caso presente) que origina pesquisas, informações, reavaliações, confirmações etc., enfim, vícios próprios da profissão que requerem o "timing" perfeito para que a verdade não seja deturpada e os pés continuem bem  firmes no chão. 
Assim não procedem os conspiradores que na sombra desenham as suas criminosas e execráveis manobras, como é o caso da(s) entrevista(s) preparada(s) e permutadas, visando o ataque à minha pessoa, ao meu amigo e colaborador Manuel e a Tomáz Pizzaro, comentador do blogue que, diga-se em abono da verdade, não conheço e a outros que não aplaudem as suas acções e prepotências no que respeita aos cobardes ataques a LFV e à Direcção do S.L.Benfica.
Quem é honesto, (e posso falar pelos meus companheiros) não teme a verdade e muito menos ataques torpes e traiçoeiros vindos de gente sem carácter e de alma prostituida.

A entrevista a que me refiro está publicada no "blog" «Cabelo do Aimar», cujos intervenientes são, "Vitto Vendetta" e Ricardo. Este, o tal panasca assumido, («Ontem vi-te no Estádio da Luz») conforme se pode depreender até de algumas passagens "prosaicas" da própria entrevista. É que os panascas têm muita dificuldade em esconder a sua aberrante natureza.

Antes do mais, (para quem não sabe) devo esclarecer que, atendendo à distância que me separa de Portugal, conto, orgulhosamente, com um número razoável de amigos, ex-colegas e colaboradores, de diversos quadrantes, no país e estrangeiro, aos quais devo a facilidade de "movimentação" na blogsfera sempre que surge a  carência de informações fidedignas e necessárias.
Assim, de Abrantes e Alferrarede, localidade periférica daquela simpática cidade, recebi na semana passada algumas informações solicitadas logo após o primeiro ensaio de entrevista, então de Ricardo a "Vendetta" no "blog" do panasca e, sinceramente, não esperava utilizá-las tão depressa, mas os próprios tiveram o condão de precipitar os acontecimentos com a publicação da segunda entrevista.

Prometo ser o mais sucinto e sintético possível.

Afinal, quem é a dupla de  figurantes cuja opção de vida não passa de uma relação mesquinha e homossexual semi-secreta, com tentativa de disfarce e iniciada virtualmente?

Vamos por partes; 
Quanto ao Ricardo, vou abster-me de reproduzir o que já deu a volta ao mundo da blogsfera traduzindo a sua actividade promíscua e apenas acrescentar a história que desconhecia, num caso (mais um) de promiscuidade onde protagoniza (também uma vez mais) o papel de sedutor nojento, cuja vítima foi um jovém funcionário de um dos lagares de Simão & Cª., empresa com sede em Alferrarede, produtora da conhecida marca de azeite Andorinha.
Resumindo, foi flagrado tocando a "sonata do chupador" no "pífaro" do funcionário do lagar.(ao que parece, escolheu o lugar adequado que o poderia socorrer caso fosse necessária lubrificação extra) Ponto.

Quanto ao "Vendetta", a história (ainda incompleta) é um pouco mais longa e ambígua, até agora desconhecida do público blogueiro.

De Famalicão a Abrantes foi um "click". 
Ao conhecer virtualmente o Ricardo, (amor ao primeiro click) abandona o emprego numa fábrica de móveis (inventando ter de ir estudar jornalismo) e aí vem ele todo roliço, (é mesmo  para o lado do gordo) para iniciar e consumar as juras virtuais não só de amor, embora tente disfarçar com a companhia de uma "namorada" que afirma (ela) ser apenas amiga
Como  a maioria dos parasitas,(trabalhar faz calos)  não passa de um "polidor de esquinas e cadeiras de café", dedicando-se à impressão e venda ilegal de T-Shirts que sempre vai dando para a "bjeca".

O capítulo seguinte é realmente interessante; calculem um lagarto assumido criar um "blog" com o nome do glorioso AIMAR. 
Faz confusão? Faz! Mas tem uma explicação que reputo de bizarra, mas verídica.

"Vitto Vendetta", desde pequenino, nos tempos de escola, (a informação foi prestada por amiga de infância que frequentava a mesma classe, a mesma sala de aula) sempre foi doente pela lagartada ao ponto de chorar convulsivamente quando perdiam e, naturalmente, era gozado e tiranizado pelos companheiros, tanto rapazes como raparigas.O que não é difícil acreditar.
Mais; aquando do último campeonato ganho pela lagartagem, ficou tão histérico, tão eufórico, que tentou abrir um núcleo lagarto em Famalicão mas teve de desistir por falta de aderência das pessoas, reflectida na sua nula credibilidade.
Hoje, continua lagarto pertencendo  ao grupo duro do núcleo sportinguista de Abrantes, juntamente com o seu vizinho Valdemar, também lagarto e companheiro de "blog", onde assistem aos jogos televisionados e à porta fechada.

O "blog" «Cabelo do Aimar»;

A quem confidenciou, sem pudor e pingo de vergonha na cara, disse ter sido  criado pelo simples facto de se ter apaixonado por Pablo Aimar.
Apaixonado não só pela arte e pela elegância do jogo que pratica mas, principalmente, pela figura do jogador e pelo "fetiche" que lhe causa o seu cabelo.

A alguns  "confessa" ser agora "benfiquista" precisamente por causa de Aimar e que frequenta o núcleo lagarto porque tem lá amigos.

Tenta disfarçar o seu "benfiquismo" cirandando e comentando por tudo o que é "blog" caceteiro, tipo GB, sem esquecer o do seu amado Ricardo.

É com bandalhos deste calibre que a chulagem de certos"blogs" agride LFV, o Benfica e os benfiquistas honestos que  abertamente dão o peito às balas em combate cerrado aos "gerações" deste mundo


Lemos é "espontâneo", a não ser que seja necessário um "compasso de espera, em abono da clarividência", um homem que necessita de "pesquisas, informações, reavaliações, confirmações", no fundo, "vícios próprios da profissão" que Lemos executa como mestre - investigador internacional e até alguns biscates no outro lado do Sol. Atenção que Joseph investiga "para que a verdade não seja deturpada".

Lemos é "honesto" (e pode falar pelos seus companehiros Manuel e Pizarro), "não teme a verdade" e "muito menos ataques torpes e traiçoeiros vindos de gente sem carácter e de alma prostituída".

Mas como sabe Lemos que eu e o Vitto temos um amor ensandecido um pelo outro, que cometemos pecados físicos em plena luz do dia, que nos amamos, que nos queremos? Como saberá Lemos que andei em "sonatas de chupador" ao funcionário de um lagar em Alferrarede ou que sou apenas um "sedutor nojento"? De onde lhe terão vindo estas informações altamente fidedignas - fruto de uma fabulosa investigação e de leais e atentos colaboradores? Não sabemos. Mas Joseph esclarece-nos:

«devo esclarecer que, atendendo à distância que me separa de Portugal, conto, orgulhosamente, com um número razoável de amigos, ex-colegas e colaboradores, de diversos quadrantes, no país e estrangeiro, aos quais devo a facilidade de "movimentação" na blogosfera sempre que surge a  carência de informações fidedignas e necessárias.»

Extraordinário, Lemos. Portugal precisa de mais gente com este calibre. De qualquer forma, e porque estas investigações requerem talvez uma maior prova sobre os factos, passemos a ler o que tem Vitto Vendetta a dizer sobre todas estas acusações que Lemos lhe dedica por amor ao Benfica:



Ups.

Lemos, aquele abraço. Manuel, aquele abraço. Pizarro, aquele abraço. Felizmente estão cá vocês para defenderem o Benfica e respeitarem os outros benfiquistas.

Emprestados do Benfica estão há 2 meses às portas do Seixal


domingo, 1 de julho de 2012

As saudades que este homem vai deixar...


Mais um título nacional para o Benfica

E não é que o Benfica se sagrou campeão nacional noutra modalidade? E mesmo mesmo em primeiro lugar. Um título que é contabilizado por ser a consequência de um primeiro lugar é algo de notável. Um dia no Sporting vão aprender a contar assim.


American Pool é à Benfica. American Pollo é à Luís Duque.

Nas horas vagas, a irmã do Dexter faz isto.


Os meus trágicos tempos de leão ao peito*

A minha primeira camisola do Benfica não estava preparada para evitar o suor que os braços e o peito em chamas destilavam, enquanto eu corria por entre o musgo e as ervas ou rematava de forma perfeita para as balizas que eram pinheiros que só podiam ser defendidas por guarda-redes gigantes.

Era uma camisola quente, com uma marca que não era a oficial e o próprio símbolo parecia estar a cair, meio descosido com a águia parecendo em voo para o céu, com os olhos virados para cima, para mim. Às vezes baixava a cabeça e olhava-a nos olhos, só para ver se ela continuava no meu peito. E depois corria com a bola nos pés, com as asas que ela me dava. Na parte de trás, o meu pai coseu-lhe um número, o 10, e lembro-me de vê-lo a recortar o pano, a pintar no pano os números e, no fim, coser na camisola o orgulho do número mágico, o número do Diamantino e depois do Valdo.

Antes de sair de casa, fazia como eles faziam: puxava os calções brancos para cima, ajeitava as meias e metia a camisola para dentro. Os calções brancos brilhavam, como os do Nené, e as meias encarnadas esperavam a luta de uma tarde contra a terra e o suor, descaindo ao longo do osso sempre que uma jogada mais vibrante as fazia querer o recolhimento junto às chuteiras.

Na plateia principal - que eram os bancos do parque -, o meu Pai e o meu Avô aplaudiam as jogadas de sonho que eu fazia rente à erva; uma finta a uma pinha, um remate contra o pote de resina do pinheiro, duas ou três cabeçadas por entre os ramos de uma oliveira e o público extasiava-se, queria mais. E eu fazia-lhes a vontade, sempre com aquele ar de orgulho de levar no corpo o manto sagrado. 
 
O que eles não sabiam é que só fisicamente eu lutava por entre oliveiras e pinheiros; na cabeça, brilhava em todo o esplendor por um relvado a 150 quilómetros de distância, um relvado sem pinhas nem caruma, com adversários às listas verdes e brancas, e um estádio cheio, de sangue colorido. Aquelas grandes árvores que serviam de balizas, dentro de mim eram postes brancos com redes e um guardião à espera de uma bola difícil - era por isso que sempre que me aproximava da área adversária, e mesmo não havendo quem a defendesse, eu procurava colocar a bola no cantinho junto à resina, não fosse o imaginário guardião gigante negar-me o golo.

Pelo Benfica, terei marcado uns 345.000 golos e terei dado a marcar não menos do que duas centenas de milhar de oportunidades de golo, que às vezes eram desperdiçadas porque os meus colegas imaginários (às vezes árvores decepadas) não tinham a qualidade de remate que eu evidenciava. Fui capitão do Benfica praticamente em todos os jogos e só não o fui em circunstâncias muito especiais, como as vezes em que a braçadeira estava na lavandaria ou aquela outra - que ainda hoje recordo como um dos mais negros dias da minha vida - em que o cão decidiu brincar aos capitães da areia, vestindo a braçadeira nos dentes. Joguei, contabilizando jogos no pátio, na estrada, na rua, na cozinha, no corredor, no parque, no pinhal, na eira, na ponte, no ervado e, mais tarde e mais a sério, no pelado e no relvado, cerca de 3 milhões de vezes, quase sempre de encarnado e quase sempre com a camisola do Benfica vestida.

Porém, tempos houve, e peço desde já desculpa a todos os que seguiram a minha carreira, em que vesti de verde. Foi no tempo em que em Abrantes não havia Benfica para os mais novos e eu ingressei no Sporting da cidade. Sim, assumo a heresia. Mas quem de vós o não teria feito se, no contrato, vos oferecessem aquilo que me ofereceram - hipótese de jogar num pelado enorme, a sério, com balizas que não eram pinheiros, marcas brancas direitas no campo, pedras que não as iguais às que vivem junto às pinhas (mas igualmente dolorosas), adversários que não árvores sem cabeça e público - umas 80 ou 90 pessoas, em dias de grande afluência clubística?

Além disso, duas sandes de queijo e um trina de laranja. Compreendam, por favor. 
 
 
*Começámos uma série de repostagens, em comemoração da abertura da página do blogue no facebook.