São hábitos enraizados desde o final dos anos 70, há que continuar, preservar e melhorar. Digamos que é «tradição».
segunda-feira, 15 de setembro de 2014
Guarda Abel e o portista Presidente da Associação Portuguesa de Adeptos do Desporto
São hábitos enraizados desde o final dos anos 70, há que continuar, preservar e melhorar. Digamos que é «tradição».
Liga dos Campeões
Quando tomei conhecimento do sorteio da fase de grupos
da Liga dos campeões, confesso, fiquei apreensivo. Os nomes causaram-me um
certo calafrio. O grupo, acontecesse o que acontecesse, seria sempre
equilibrado. Naquela altura parecia-me tão natural que qualquer das 4 equipas
fosse 1º ou 4º no final dos 6 jogos.
Como é óbvio, aquela primeira sensação de dificuldade
decorria de factores essencialmente teóricos, ainda não tinha visto qualquer
jogo daquelas equipas durante esta época. Procurei arranjar tempo para ver
algo, mas só este fim-de-semana me foi possível faze-lo e só vi o Mónaco e o
Leverkusen. Vistos o jogos, cheguei ao final de ambos com melhores perspectivas
do que antes.
Mónaco: Organiza-se no 4x3x3 habitual de Leonardo
Jardim, procurando apresentar uma ideia de jogo positiva, baseada na qualidade
de posse de bola e de ataque organizado. Porém, no plano ofensivo, falta-lhe um
verdadeiro organizador de jogo e condutor de bola no sector intermédio. Nenhum
dos seus médios habitualmente titulares tem essas características, diria até
que os 3 (Moutinho, Kondogbia e Toulalan) são jogadores com características muito
similares entre si, ou seja, todos são os designados jogadores da posição 8 e
nenhum deles me parece ser o 10 ou sequer o 6 que um meio-campo a 3 necessita.
Neste sector é Toulalan quem assume o papel mais defensivo e posicional,
estando os restantes 2 mais libertos para tarefas ofensivas e mais responsáveis
por uma linha de pressão mais alta. O problema é que Toulalan – que já se
encontra na fase descendente da sua carreira – não demonstra capacidade para
assumir o papel de médio de equilíbrio de forma segura e capaz, pelo contrário.
Este parece-me ser o grande calcanhar de Aquiles da equipa. Toulalan não
assegura um posicionamento defensivo capaz (algo que me parece decorrer de
alguma incapacidade física) abrindo um espaço muito grande entre ele e a dupla
formada por Moutinho e Kondogbia. Sem qualidade táctica neste espaço do terreno
o Mónaco expõe os seus centrais às entradas dos médios adversários que aparecem
desde trás em posse ou em desmarcação, sendo por aqui que a equipa Monegasca mais
sofre. O seu sector mais recuado também não parece ser de extrema qualidade.
Aqui há a destacar Ricardo Carvalho e o seu lateral esquerdo Kurzawa como elementos
de melhor qualidade. Qualquer que seja o parceiro do central Português (Raggi e
Abdennour têm sido os mais utilizados), parece ficar aquém do nível que se seria
de esperar. Na lateral direita o mais utilizado é Fabinho, que penso ter um
potencial interessante, mas por impossibilidade deste, foi Dirar o utilizado e
não acho que seja melhor que o Brasileiro. O tridente ofensivo é, normalmente,
formado por Berbatov (ao centro), Ocampos e Ferreira Carrasco (nas alas). Os
dois jovens extremos parecem-me muito semelhantes, ou seja, bons tecnicamente,
rápidos e irreverentes, mas com um fraco entendimento colectivo do jogo e má
capacidade de decisão. Quando são pressionados e obrigados a decidir
rapidamente, normalmente falham. Ainda assim, ambos revelam boa capacidade para
chegarem a zonas de finalização, normalmente quando a bola parte do flanco
oposto ao seu.
Em suma, neste o memento, o Benfica é claramente
superior a este Mónaco. Aliás, a equipa francesa parece-me ser a equipa mais
fraca do grupo e qualquer outro resultado que não passe pelo 4º lugar,
deixar-me-á surpreendido.
Leverkusen: Organiza-se no 4x2x3x1 habitualmente
utilizado pelas equipas Alemãs e apresenta uma ideia de jogo muito sustentada
na sua capacidade ofensiva. Do meio-campo para a frente são temíveis, mas
também são débeis na capacidade defensiva. Fazem lembrar o Benfica de Jorge
Jesus dos primeiros 4 anos, ou seja, podem golear com a mesma facilidade com
que podem ser goleados. Conseguem momentos de avalanche ofensiva absolutamente
impressionantes, mas ao mesmo tempo abrem buracos, não menos admiráveis, na sua
defensiva. O guarda-redes (Leno) parece-me ser o melhor elemento do sector mais
recuado, sendo que a dupla de centrais (Toprak e Spahic) não parecem “casar”
bem um com o outro e são muito débeis a guardar o muito espaço que deixam livre
nas suas costas. Curiosamente o melhor central parece-me ser Tim Jedvaj que tem
sido adaptado à lateral direita. Mas não se pense que o jovem Croata não ataca,
porque é um erro. Ataca e fá-lo com qualidade, ainda que o não faça com extrema
quantidade. Na esquerda surge Boenish que, confesso, não consegui avaliar com a
profundidade necessária. No sector intermédio surgem as melhores unidades. Um
duplo pivô composto por Castro e Bender, dois médios de alta intensidade e boa
capacidade de construção, sendo que é Castro quem tem mais liberdade para se
chegar a zonas de finalização. Na posição 10 aparece o dono de todos os lances
de bola parada (e fá-lo com qualidade) de nome Hakan Calhanoglu. É por este
jovem Turco que passam os lances de maior perigo da formação Alemã. Dono de uma
boa meia-distancia e de uma capacidade de progressão com bola e bom
entendimento do espaço e do tempo. Não me parece que seja possível estancar o
ataque Alemão sem controlar eficazmente este jogador. Nas alas surgem Oztunali
e Bellarabi, dois jogadores com uma rapidez assinalável e boa capacidade para
chegarem a zonas de finalização com qualidade. Para as alas há ainda a
considerara o Sul-Coreano Heung-Min Son que me parece ser o melhor destes 3.
Rápido, remate fácil, excelente capacidade técnica e, como é habitual nos
jogadores asiáticos, grande capacidade de sacrifício para o trabalho colectivo.
Na frente surge o mortífero Kiessling. Um ponta-de-lança, literalmente, da
cabeça aos pés. Um avançado que respira como ninguém entre os centrais, seja no
choque, seja na velocidade e no espaço.
Em suma, será sempre um adversário complicado, mas
parece-me ao nosso alcance. Sem ver o Zenit e tomando-os como principais
favoritos ao apuramento, penso que o Leverkusen poderá ser o nosso principal
adversário na luta pela outra vaga de apuramento.
Se quisermos ter hipóteses de apuramento para a
próxima fase é essencial que consigamos vencer os dois jogos com o Mónaco (algo
que me parece perfeitamente alcançável) e vencer o jogo que temos em casa com
os alemães. Frente ao Zenit em casa e ao Leverkusen fora é imperioso, pelo
menos, não perder. Se não formos capazes de fazer isto, então não somos mesmo
equipa de Liga dos Campeões.
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domingo, 14 de setembro de 2014
Mais um roubo contra o Sporting
As mãos de Slimani são agarradas dentro da
área pela camisola do jogador do Belenenses. Uma falta ofensiva da malha
azul de Meira que ficou por assinalar a favor dos leões.
sexta-feira, 12 de setembro de 2014
Sem mácula
5-0 algo exagerado, mas revelador da superioridade
demonstrada pelo Benfica face a um Vitória combativo e muito compacto até ao
primeiro (genial) golo.
Gostei da dinâmica colectiva da equipa. Gostei da
estreia de Samaris, dando o equilíbrio necessário à equipa naquela zona do
terreno e demonstrando boa capacidade de construção ofensiva, sendo que
esperava uma outra capacidade e continuidade na sua chegada às zonas de decisão,
mas acredito que o não tenha feito por ordens de JJ. Gostei ainda da forma como
a equipa procurou, já com o jogo resolvido, dar o golo que tem faltado a Lima,
ele que fez uma das melhores exibições da noite, com as movimentações
interessantes e importantes que lhe conhecemos e com excelente entendimento
colectivo do jogo. Faltou-lhe o golo que visivelmente tanto procura e precisa
para aumentar os seus níveis de confiança. Finalmente, adorei, como cada vez
mais, Gaitan. É cada vez mais delicioso desfrutar da sua genialidade.
Simplesmente sublime.
Só houve uma coisa de que não gostei, nem tenho
gostado nada. Falo de Enzo. O Argentino tem-se exibido a bom nível, como é seu
timbre, mas tenho-lhe notado falta daquela alma que tanto o caracteriza e que
todos tanto gostamos e admiramos. Talvez seja apenas impressão minha, mas é a
ideia que me tem dado.
Era importantíssimo vencer um jogo que antecede a
estreia na Liga dos Campeões e numa jornada em que o FCP tem uma saída difícil,
criando assim alguma pressão no adversário. Missão cumprida e sem qualquer
mácula.
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quinta-feira, 11 de setembro de 2014
Finalmente Paulo Bento
Paulo Bento fora da Selecção Nacional.
Excelente noticia!
Seleccionador fraco, treinador mediano mas com tempo para melhorar se quiser.
Ao demitir-se recuperou um pouco daquele respeito que já tinha perdido por ele.
O ciclo dele acabou no Euro-2012 e nestes últimos tempos foi um desgaste total da sua imagem e da imagem da selecção.
1 mês para o jogo com a França e a deslocação à Dinamarca.
2/3 semanas para o Fernando da contabilidade Gomes escolher e contratar um treinador ambicioso, dinâmico, sem medo de arriscar e que compreenda de forma geral o que significa uma selecção nacional.
Sugestões?
Excelente noticia!
Seleccionador fraco, treinador mediano mas com tempo para melhorar se quiser.
Ao demitir-se recuperou um pouco daquele respeito que já tinha perdido por ele.
O ciclo dele acabou no Euro-2012 e nestes últimos tempos foi um desgaste total da sua imagem e da imagem da selecção.
1 mês para o jogo com a França e a deslocação à Dinamarca.
2/3 semanas para o Fernando da contabilidade Gomes escolher e contratar um treinador ambicioso, dinâmico, sem medo de arriscar e que compreenda de forma geral o que significa uma selecção nacional.
Sugestões?
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sábado, 6 de setembro de 2014
E porque não mudar?
Com o mercado encerrado e com a inscrição do plantel
para a Liga dos Campeões completa, podemos cruzar dois dados importantes: 1 –
Com a entrada de Samaris e Cristante, passamos a contar com dois médios de
qualidade inegável e que se juntam a Enzo; 2 – Não chegou o tal avançado com as
características de Rodrigo que JJ disse pretender (mesmo que Jonas entre não
será elegível para os jogos Europeus até Janeiro).
Deste cruzamento de factos retiramos a ilação de que,
neste momento, possuímos gente qualificada e capaz para o trabalho no centro da
equipa, mas falta-nos alguém que se assuma como principal elo de ligação entre
o meio-campo e o ataque. Gaitan parece-me o elemento mais certo para esse
papel, mas também me parece que JJ não quer explorar esta solução de forma
definitiva.
Sendo assim, porque não tentar uma solução com um
meio-campo a 3? Porque não “casar” Enzo, Samaris e Cristante num mesmo 11? Porque
não deixar Gaitan e Sálvio para as alas e enquadrar melhor as alternativas que
temos para o centro do terreno como Talisca, André Almeida, João Teixeira ou
até Pizzi (de quem o nosso treinador diz ser um jogador claramente interior)?
No plano interno até admito que, talvez, o melhor
plano passe mesmo pelo 4x4x2 que JJ prefere, mas nos jogos Europeus e nos mais difíceis
do nosso campeonato, porque não alterar este pensamento, potenciando assim a
utilização dos nossos melhores intérpretes em simultâneo?
A saída de Rodrigo deixou um vazio muito grande na
posição de segundo avançado que o clube não soube, não conseguiu ou tão só não
quis resolver. Por um lado há Gaitan que no meio explana em todo o seu esplendor
a sua capacidade técnica na hora do passe e toda a majestosa classe da sua
visão de jogo, mas que não tem a chegada à área adversária necessária para
aparecer nos espaços abertos pela mobilidade de Lima. Por outro lado, temos o
próprio Lima que durante muito tempo actuou naquela posição (com Cardozo como
avançado de referência), que assegura uma boa capacidade de finalização vinda
de trás, mas que está longe de ter a rotatividade ou sequer a capacidade de
condução de bola que Rodrigo dava à equipa.
Sim, Jonas pode ser uma óptima solução para esse vazio
mas, repito, não será elegível para a Liga dos Campeões. Daí que me pareça que
deveria ser considerada a hipótese de alteração do sistema táctico, facto que a
ocorrer pouparia ao clube a contratação de Jonas.
Para lá das características do actual plantel há ainda
outro factor a favor desta possível mudança: Na primeira metade da época
passada, quando JJ mudou o sistema para o tal 4x3x3 com Enzo, Amorim e Matic, a
equipa respondeu muito bem e foi nessa base que eliminamos o Sporting para a
Taça de Portugal (nesse sistema vencíamos o jogo por 3-0, altura em que Amorim
se lesiona e JJ volta ao seu sistema predilecto, com o resultado que sabemos) e
foi em 4x3x3 que fizemos o melhor jogo da Liga dos Campeões do ano passado, sem
embargo da derrota: Na Grécia frente ao Olympiakos.
Sei que seria preciso quase um milagre para que JJ se
convertesse ao 4x3x3, mas…
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Samaris
terça-feira, 2 de setembro de 2014
Só boas notícias
Do dia de ontem sobram 3 excelentes noticias. A permanência
e Enzo, a chegada de Cristante e a renovação do empréstimo de Sílvio, fazem
deste plantel algo muito melhor do que seria sem estes 3 acontecimentos.
Há ainda a considerar que deixaremos de ler todos os
dias que é “amanhã” que Enzo vai para Valencia. Deixaremos de ter que saber
todos os dias que é no “próximo fim-de-semana” que Peter Lim vem a Lisboa
buscar o Argentino. Ou seja, a imprensa escrita portuguesa terá de arranjar
novo tema para nos invadir os olhos e ouvidos até à náusea, mas eles são bons
nisso.
A adição de Sílvio ao plantel reforça-nos em 3
posições: Lateral direito, lateral esquerdo e, por consequência de nova e
solução para a lateral direita da defesa, pode haver a deslocação de André
Almeida para o centro onde tem jogado e dado bem conta do recado.
Quanto ao médio italiano, estou muito curioso para ver
o que pode sair dali. Confesso que apenas vi um jogo dele com olhos de ver,
ainda na NextGen Series ao serviço da equipa primavera do Milan. E do que vi,
gostei muito, mas muito mesmo. Naturalmente que um jogo e num escalão etário
inferior, não pode ser conclusivo, por isso não posso adiantar muito sobre o
jogador, mas não deixo de estar expectante com esta contratação.
A única noticia menos positiva que fica deste defeso é
o falhanço na contratação de um avançado com as características que Jorge Jesus
pediu, ou seja, semelhante a Rodrigo. Por um lado Abel Hernandez (não vejo nele
um jogador próximo de Rodrigo, mas ok) que recusou a transferência e de Joel
Campbell (este sim, muito mais próximo de poder dar o que oferecia Rodrigo).
Sendo assim, lá iremos ter que levar com Jara, pelo menos, até Janeiro. Fica a
sugestão para Jorge Jesus: E porque não Nélson Oliveira em vez do Franco
Esforçado Mas Fraco Jara?
Fechada a janela de transferências, e olhando aos
planteis dos 3 candidatos ao titulo, embora com algumas mudanças em todos,
continuo a achar aquilo que disse antes do inicio do campeonato quando falei
sobre os nossos rivais, ou seja, o Porto tem o plantel mais forte, o Benfica
tem um 11 muito competitivo, mas perde para os azuis e brancos na profundidade
do seu banco, e o Sporting tem o 11 e restante plantel mais fracos dos 3.
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Sílvio
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
Os assobios a Artur e o desapoio ao Benfica
Muitas vezes somos aqui acusados de "não apoiar" como se a internet servisse para apoiar o que quer que seja. Neste espaço elogia-se e critica-se, vive-se o Benfica como ele sempre foi vivido - sem açaimes na boca dos benfiquistas. Só os parolos é que acham que criticar algo é ser contra o clube - e se há muitos parolos por aí...
Mas o que é mais extraordinário é assistir ao "não apoio" no estádio. Eu, desde que vou à Luz, nunca assobiei um jogador do Benfica, menos ainda quando o jogador está psicologicamente em baixo. Já uma grande parte dos benfiquistas - alguns deles que depois andam pela net a pedir "apoio" - acham que apoiar a equipa é assobiar um guarda-redes que depois de um erro monumental está totalmente destruído. Há coisas que nem a extrema estupidez explica.
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apoio no estádio,
Artur,
Benfica-Sporting 2014/2015
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