sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
Ontem li-te na Futebolista
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Não digam que eu não avisei...
http://www.futebolfinance.com/novas-regras-para-transferencias-e-salarios-de-jogadores
Para quem não conseguir abrir a notícia, ou não estiver com paciência, destaco uma parte:
"De acordo com um alto responsável da UEFA, a proposta dos maiores clubes Europeus sugere que apenas seja permitido aos clubes gastar 51% das suas receitas na aquisição de novos jogadores e nos seus salários."
Agora, o que eu escrevi aqui, no dia 13 de Janeiro:
"A Deloitte fez um brilhante relatório que apresentou a solução para o futebol português, mas poucos lhe ligaram, porque entre outras coisas obrigava a uma drástica diminuição dos custos com pessoal, o que obrigaria por sua vez a apostar no formação e em jovens baratos, em vez de se poder fazer aquelas magníficas comprinhas de 3 milhões de euros em que rodam comissões para todos. Há um rácio que atrofia(va) quase todos os clubes portugueses que é custos com pessoal/proveitos totais, um rácio que tinha de se encurtar drasticamente para desafogar as finanças dos nossos clubes. O que é que se fez em 2008/2009 quando sabíamos de antemão que ia haver uma diminuição nas receitas correntes (devido à ausência da Champions)? Aumentou-se os custos com pessoal."
Andam a brincar, em breve o Benfica vai pagar e bem...
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Os animais que nós somos OU Fora o árbitro, caralho!
Com o tempo, fui desenvolvendo no aficionado que sou a herética ideia de que o touro, apesar de mauzão, era bem capaz de não ser o máximo culpado pela má preparação e técnica dos toureiros encarnados e, assim, afastando-me inequivocamente da grande maralha que me rodeava, cheguei a chatear-me com um outro aficionado quando, tendo o touro assinalado uma perfeita e justa marca na areia com as patas (contra a vontade dos nossos toureiros!), o benfiquista desatou aos gritinhos histéricos, querendo a morte do animal, sem julgamento nem direito a advogado, acusando a mãe do miura de todas as patifarias, putarias e pornografias jamais vistas nas lezírias do sul da Ibéria. Não era justo!, gritei, deixem o animal em paz!, pedi, e, vendo que o animal que podia ficar morto na arena era eu, decidi-me por defender o touro em silêncio, não fosse o meu benfiquismo jorrar-se-me directamente do pescoço e acabar ali a minha performance de aficionado.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Estatísticas
GOLOS/ASSISTÊNCIAS - TOTAIS (MIN. JOGADOS)
Suazo
5/0 - 5 (1262)
Cardozo
5/2 - 7 (1024)
N. Gomes
6/4 - 10 (1051)
Aimar
0/5 - 5 (770)
Reyes
3/4 - 7 (1357)
C. Martins
1/7 - 8 (1020)
É curioso verificar que os menos utilizados (Cardozo, Nuno Gomes e Carlos Martins), para além de Aimar, têm números iguais ou superiores a Suazo e reyes. Nuno Gomes, então, é um caso de estudo. Com 6 golos marcados e 4 assistências - e tendo em conta que, além de menos minutos, tem sido quase sempre suplente utilizado (ou seja, mais difícil é de entrar no jogo) - é o mais produtivo jogador do meio-campo para a frente, se olharmos friamente para a totalidade dos números (10). Suazo, com muitos minutos, apenas 5 golos e nenhuma assistência, não deixa de constituir, ainda que muito útil à equipa, uma semi-desilusão.
Uma referência especial para o C. Martins que, tendo jogado menos que outros, já fez 7 assistências.
Os números não explicam tudo, como é evidente, mas podem ser sinais a estudar por Quique Flores.
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Finanças
- Será o facto de devido ao último jogo e à nojenta campanha feita pela imprensa eu saber que o Benfica vai passar o resto do ano a ser roubado?
- Será o facto de eu ver que a equipa em vez de evoluir vai regredindo e que em Janeiro joga um futebol que nem como adepto da Académica me agradaria?
- Será o facto de actualmente ir à Luz ver bola dar-me o mesmo prazer que ir ao dentista?
- Será o facto de eu reconhecer que é pouco provável ganhar o euromilhões esta semana (desculpem, esta não tem nada a ver com o Benfica, mas pode servir de introdução ao tema do post)?
Não, nenhuma das anteriores. O que mais me preocupa no Benfica é a ruinosa operação financeira aprovada ontem na AG dos accionistas. Vamos voltar atrás até Agosto de 2008:
Era o final dum lindo Verão e a nação benfiquista estava a ter orgasmos múltiplos. O Deus Rui finalmente mandava no nosso futebol, tinha contratado o Mourinho espanhol e o melhor preparador físico de todos os tempos, e era ver as vedetas a chegar de jacto a privado, desde Aimar a Balboa (não resisti à piadola fácil de considerar o estafeta uma vedeta), passando por Yebda e Suazo, estava-se a construir uma máquina de futebol e tudo o resto que se lixasse. Eu, por defeito de profissão pensava para mim: “Ora a economia mundial está em recessão, o futebol também, não temos Chamipons, não vendemos ninguém de jeito, será que há dinheiro para isto?”. Timidamente escrevia isto em alguns blogs, quase me batiam, chamavam-me de estúpido, infiltrado ou Jaco, diziam que “o Rui é que sabe”, quem era eu para duvidar da gestão financeira imaculada do Benfica. Mantive a minha e disse que antes do fim da época ou teríamos vendas extraordinárias ou não teríamos dinheiro. Alguns continuaram a rir a tentar perceber quem era a próxima estrela que aterrava em Tires, eu tentei esquecer convicto que podia estar a ser pessimista e que o futebol de luxo ia compensar esta despesa parva.
Nada disto aconteceu. O futebol é o que se sabe (nem vou analisar agora essa parte), e sendo assim chegados a Dezembro o que aconteceu: marca-se uma AG e endivida-se o clube em 40 milhões, pagável em 5 anos (quem vier que feche a porta, sff). Ainda apareceram alguns acéfalos a argumentar “epá isso é para uma bomba tipo museu ou Messi, o clube continua bem, ou então é mais uma genial jogada financeira renegociando os prazos do nosso passivo conseguindo taxas mais baixas, ou vamos rasgar o contrato com a Olivedesportos”. Pois. Era bom, não era? Mas aí valhe-se a clareza da informação, foi dito logo que 12 milhões era para gestão corrente, basicamente é o mesmo que vocês terem um empréstimo de 100.000 para pagar uma casa ao banco e passados uns anos em vez de terem amortizado a coisa irem pedir um novo empréstimo de 150.000, sendo que 50.000 são para novas despesas que vocês criaram entretanto e não conseguiram pagar.
Não é preciso ser um génio para perceber o que está a acontecer. Esta Direcção pode sair em breve e quer sair em grande, um pouco como aqueles políticos que constroem tudo no último ano de mandato e depois deixam a Câmara endividada até aos colhões para o seu sucessor. A Deloitte fez um brilhante relatório que apresentou a solução para o futebol português, mas poucos lhe ligaram, porque entre outras coisas obrigava a uma drástica diminuição dos custos com pessoal, o que obrigaria por sua vez a apostar no formação e em jovens baratos, em vez de se poder fazer aquelas magníficas comprinhas de 3 milhões de euros em que rodam comissões para todos. Há um rácio que atrofia(va) quase todos os clubes portugueses que é custos com pessoal/proveitos totais, um rácio que tinha de se encurtar drasticamente para desafogar as finanças dos nossos clubes. O que é que se fez em 2008/2009 quando sabíamos de antemão que ia haver uma diminuição nas receitas correntes (devido à ausência da Champions)? Aumentou-se os custos com pessoal. Quais as soluções? Enganar alguém com o Di Maria (até essa sorte tivemos mas não aproveitámos), ou endividar mais, já que o nosso plantel tem poucos jogadores que rendam milhões, a maior parte dos reforços já desta época estão desvalorizados.
Na minha opinião ontem foi o primeiro prego no nosso caixão, até porque ninguém explicou (nem vão explicar) quais as garantias que o Benfica deu para esta operação. Desconfio que mais receitas futuras poderão estar hipotecadas (já não seriam as primeiras), o que juntando ao facto de não podermos negociar transmissões durante alguns anos leva a que eu até tenha medo de ver as nossas contas se e quando mudarmos de Direcção.
Tenho dito.
sábado, 10 de janeiro de 2009
Mais que um Clube
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Miguel Góis
Ontem, sentei-me à frente da televisão, algo contrariado por estar prestes a assistir ao V. Guimarães-Benfica e não a um treino no Seixal, que é onde o Quique diz que a equipa joga bom futebol. À partida, o esquema defensivo dos vimaranenses era simples. Suazo era vigiado por Gregory, Di María marcado por Andrezinho, e Aimar manietado pela pubalgia. Escusado será dizer que o púbis do número 10 encarnado foi eleito, no final da partida, como o melhor defesa dos minhotos, ainda que a espaços tenha permitido ao argentino um ou outro pormenor genial.
A grande novidade no onze acabou por ser a inclusão de Balboa, um jogador – ninguém me tira esta da cabeça - cujo rendimento aumentaria exponencialmente se entrasse em campo vivo. Penso até que seria pertinente, já que o jogador tem apelido de boxeur, dar-lhe a cheirar antes de entrar em campo aquela substância que os treinadores de boxe aproximam das narinas dos lutadores quando os querem espicaçar. Mas, em vez de um frasquinho, teria que se recorrer a um jerrican, porque o estado de espírito de Balboa é aquele que um monge budista deseja alcançar quando entra para um convento.
Por fim, eis que chegou aquela que ao longo da época (excepção feita às partidas com o Sporting e o Nápoles na Luz) tem sido invariavelmente a melhor parte dos jogos do Benfica: a conferência de imprensa de Quique Flores. Há umas semanas, ouvi pela primeira vez na minha vida um jornalista da TSF a dizer que iam prolongar um pouco mais a transmissão respeitante ao Benfica-Nacional uma vez que a conferência de imprensa de Quique estava a ser “espectacular”. De uma maneira ou de outra, acaba por haver espectáculo na Luz, isso é que é importante.»
Record
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Obrigado, Sá Pinto!
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
É só um cheirinho
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
100%
Feliz Natal a toda a família benfiquista (e que logo tenhamos a prenda que todos desejamos e merecemos) e como primo pelo fair play, os votos são extensíveis a todos os loosers que vêm atrás de nós, mesmo aqueles que mostraram o seu espírito natalício ao agredir o desgraçado do motorista que por azar conduzia o namorado da Inês Simões.
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Opção (muito) discutível
- o Benfica ainda tem uma hipótese de passar à fase seguinte. É certo que muito remota mas real. Isto, só por si, devia ser razão suficiente para que entrassem em campo os melhores. A ideia de que desistimos de um objectivo (mesmo que ele seja praticamente impossível) antes de esse mesmo objectivo ser impossível, causa-me apreensão. O Benfica não pensa em impossíveis. Muito menos quando eles não são, apesar de tudo, impossíveis.
- Depois da eliminação na Taça de Portugal, seria importante uma vitória. Se possível, da forma mais clara que conseguíssemos. Ora, não é a meter as reservas que temos mais probabilidades de conquistar essa vitória. É fundamental evitar empates ou mesmo derrotas. Neste sentido, acho que é arriscar demasiadamente num plano que, se não der certo, deixará todos (jogadores, adeptos, dirigentes) ansiosos e pouco libertos para o jogo que tem de ser para ganhar frente ao Nacional.
- Se é para aproveitar este jogo para testar soluções (tanto na observação de alguns jogadores como na mudança de modelo de jogo), não se pode mudar mais de meia equipa. Ninguém testa nada mudando 6 ou 7 jogadores, isso está mais que visto em futebol. No máximo 3, um em cada posição, para ver como reagem os jogadores à equipa e não o contrário. Num ambiente colectivo mais forte, é mais fácil um jogador conseguir singrar e mostrar valor. Num ambiente em que se mudam, como dizem os jornais, Binya por Maxi, M. Victor por Sidnei, Bastos por Katsouranis, Balboa por Amorim, Urreta por Reyes, Gomes por Aimar e Cardozo por Suazo, para além de não se conseguir perceber onde a equipa melhora (se melhorar) corre-se o risco de ver em campo uma equipa desligada e de queimar, aos olhos dos adeptos, jogadores que, num ambiente mais favorável (com menos mexidas na estrutura-base da equipa), poderiam ser reais mais-valias.
Por mim, era meter a carne toda no assador e ir em busca dos 8 golos. Nem mais nem menos. E, se fosse para poupar jogadores, poupava os 3 mais utilizados. Não é razão falar-se na poupança de mais de metade da equipa quando o nosso jogo é só na Segunda-Feira. O Porto não jogou ontem? Não joga no Domingo? Os jogadores não são profissionais de futebol? Não ganham o que nós nunca ganharemos e não sabem que têm de jogar, por vezes, 2 e 3 vezes por semana? Essa conversa da poupança já chateia. Acho que até tem um efeito mais negativo que positivo metermos os titulares a descansar. Para além de terem perdido a eliminatória para a Taça, perdem ritmo de jogo e fome de vitória para esquecer o último resultado. Hoje seria o cenário perfeito para acabar com essa fome e preparar, com dinâmica de vitória, o jogo contra o Nacional.
Por tudo isto, discordo totalmente da opção de Quique.
Se já era quase impossível darmos 8, com a equipa que está escalada para jogar hoje, pergunto-me se conseguiremos sequer ganhar. E isso é arriscar em demasia.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Não, afinal quero ser jogador de futebol...
Mais tarde no campo do Matuzarense, eu de barquinho ao peito, electricista de coração, chegava na Casal de 4 e treinava no pó ou na lama, com amigos da mesma idade e alguns com habilidade para a coisa… Jogos no fim de semana, flatulências nauseabundas nas carrinhas e passear gloriosamente pelo distrito. E nem aí fui descoberto! Porque é que não abri o livro, como se diz na gíria, num jogo em que havia alguém importante a ver? Chamavam-me e diziam: “Vens para tal sítio assim assim, pagamos-te um balúrdio e tu só tens que jogar à bola todos os dias…”
Jogar à bola todos os dias e ter uma conta bancária volumosa… Que mais se pode querer?
Quando era pequeno e assistia a jogos do Benfica e quando corriam mal, uma das formas que tinha de me confortar era pensar para mim: “Não há problema, quando eu for grande, vou jogar para lá e ganhamos sempre…” Era com a maior das naturalidades que acreditava nisto. Porém cedo o sonho se foi desvanecendo e a percepção das minhas qualidades futebolísticas limitadas ajudou. Ok, não há problema, sou bom na escola, hei-de arranjar aí um curso que me pareça bom e ter uma profissão... Bom, agora que tenho o curso e a profissão, jogo à bola de vez em quando e não tenho uma conta bancária volumosa. Pois é…
Um dia destes estava num bar aqui em Vilamoura e vejo chegar um carro fenomenal: um Maserati não sei quantos com matrícula italiana… Quem é que salta lá de dentro enfiado numas calças coiso e tal, numa camisa xpto e com um relógio reluzente, portanto caro? O bronzeado Rui Costa, esse mago da bola, esse poeta dos relvados, para não lhe chamar maestro que isso toda a gente chama.
Ora eu, que não tive a fortuna de ser jogador da bola ali estava, a beber o meu cafezito, depois de um dia de trabalho num contentor de uma obra, a olhar preocupado para o galgar dos minutos, subtraindo mentalmente cada um que passava ao número de horas que me restava de sono. E o Rui Costa feliz, de férias, sendo que as férias dele, basicamente, são não jogar à bola por um período.
Foi depois disto e de ter cumprimentado o simpático e acessível artista que pensei: “Não, afinal quero ser jogador da bola… Ah, não, já não dá… Ok, amanhã às nove na obra!”
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Fim de carreira
Apesar da desilusão por ter perdido em dias seguidos duas finais dos Campeões Europeus, sabia que o meu trajecto como jogador estava, ainda assim, muito acima do que era esperado. Tinha vencido por 5 vezes o troféu mais ansiado por todos, tinha sido considerado o melhor jogador de todas as 7 finais que havia disputado. Estava na hora de arrumar as botas.
Nesse dia em que a sorte não quis nada comigo, enquanto das varandas dos prédios as pessoas me aplaudiam de pé, enquanto o cão vinha pedir uma festa e consolar-me, no meio do pátio, em cima da linha de meio-campo, eu agradecia aquele apoio incansável ao longo de duas longas semanas àquele público fantástico, agradecia especialmente à senhora que bebia suminhos de laranja na varanda do topo sul, agradecia o apoio incansável daquela empregada que esticava a roupa na varanda da Central e, emocionado, abandonava o campo com o sentido de dever cumprido.
Abandonava o futebol já veterano. Sentia que a minha altura tinha chegado. Os meus 12 anos não me permitiam manter o nível exibicional que até ali tinha deliciado a plateia. Saía triste por abandonar o futebol, mas feliz por tudo o que o futebol me tinha dado. Tive propostas para jogar em campeonatos menores, como o campeonato semanal em Vale de Rãs e o 24 horas no pavilhão do Pego, mas achei, na altura, que o pão com chouriço e o sumol de laranja com que me acenavam para prolongar a minha carreira eram insuficientes. Apesar de tentadores, não os achei suficientes para que a bola continuasse a rodar sob os meus pés. Além disso a família pedia-me encarecidamente que voltasse. Que voltasse a casa. E eu acedi. O jantar já estava frio.
[Este texto já tinha sido postado no meu outro blogue, Um Homem Não Chora, mas achei que fazia sentido recuperá-lo para um lugar mais futebolístico. Qualquer queixa que queiram fazer, façam o favor de se dirigirem ao Paquete de Oliveira deste blogue, que não existe mas que, ainda assim, receberá com agrado e dedicação as vossas palavras.]
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Talvez porque foi fácil...
(Mais tarde veio o post do Americano, mas que não se refere à vitória de Domingo…)
É estranho como reagimos com tanta naturalidade a uma vitória por seis a zero. Eu falo por mim… Pelo contrário, cada vez que os gregos marcavam mais um no outro dia, era uma faca que me espetavam no peito. A dor crescia a cada golo e quando o jogo acabou fiquei numa tristeza profunda, pelo menos durante umas horas. Mas agora, cada vez que dávamos mais uma ao Marítimo, não regozijava proporcionalmente à tristeza que acumulava, quando encaixava mais uma dos gregos… Visto do lado do goleador, pareceu-me tudo muito normal. E pensava calmamente: “o futebol é assim e tal, os gajos também tiveram azar e a gente sorte, na volta ainda levam outro…”
Será que reajo assim por ser benfiquista? E porque, mesmo que nos últimos anos não tenha tido muitos motivos para celebrar, exista uma qualquer áurea de vitória, associada a este estádio evolutivo, que me leve a interpretar com naturalidade uma vitória por 6-0? Não, deve ser porque gosto de coisas difíceis…
Líder
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
A frio...
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Qualquer coisa...
Esperava poder estrear-me em melhor hora e aguardava por isso mesmo, que esses bons tempos regressassem para poder explanar aqui o meu futebol de letras (e aqui letras são mesmo letras e não aquela espécie de arte que o Aimar executa).
Já deve haver quem pense: “Pois, este é daqueles que só quando as coisas vão bem é que apoia e se manifesta, quando corre mal não sai da toca (ou ninho para nós aves de rapina).” Não é isso, é que ao contrário de certos poetas que procuram a melancolia e sentimentos soturnos para se inspirarem, a minha inspiração é mesmo a glória do Glorioso. E não havendo essa fonte, seco também…
Depois desta introdução descontraída, talvez para amenizar o clima tenso que se vive por aqui, gostaria então de concordar com o Ricardo e com o seu post anterior. De facto, a equipa e o treinador precisam de tempo… Sim, é verdade que se podem enumerar algumas situações pontuais em que claramente se verificaram erros de Quique na análise ao jogo e de determinadas escolhas goradas. Mas na minha opinião, resultaram exactamente do facto deste ainda se encontrar num estágio de aprendizagem e/ou habituação da peculiar realidade que é o futebol português.
Depois de esfriados os ânimos (ou desânimos) que estes últimos desaires nos provocaram, acho que podemos e devemos continuar a depositar esperanças neste grupo. Sim Sérgio, quando dizes que já não acreditas e falta qualquer coisa, compreendo perfeitamente (talvez no momento em que li, a identificação com tal posição fosse total), mas pergunto: que qualquer coisa é essa que leva o Quim a abrir a capoeira ou o árbitro a não apitar e apitar e a bola na baliza e o golo sem valer, ou os Gregos irem lá ao 4º minuto e molharem a sopa e em 4 remates, 4 golos, etc.. Essa qualquer coisa é o que torna isto do futebol engraçado, que não tem graça nenhuma quando nos toca no osso…
Vou então continuar esperançado num bom desfecho, pelo menos até que não me dê um vipe autofagico inerente à minha condição de benfiquista quase acéfalo…
Ultras!
Assim é que não: o gajo tem patilhas que parecem suíças!
Já vi este filme em tantas ocasiões que acho que desta vez prefiro ficar no café do cinema a beber gin-tónico e a fumar cigarros. E, se ligarem a televisão, a meio de um gole, começarei a ver golos dos outros, ininterruptamente, enquanto uns palhaços na bancada assobiam e dizem "eu não disse? eu avisei que este Benfica assim começava a perder" nunca entendendo que foram eles uma das principais razões para que uma ideia colectiva, um projecto, não tivessem podido subsistir e sobreviver à crítica acéfala de grande parte dos que amam (amam?) este clube. E esses palhacinhos estariam na linha da frente, se necessário fosse, já daqui a uns meses, quando o Manuel José ou o Luís Campas começassem a "inventar" onzes e a empatar jogos em casa. E nessa altura eles teriam, claro, toda a legitimidade e toda a força para a crítica (os palhacinhos acham sempre que têm legitimidade para a crítica, mesmo que ela seja inspirada pela ingestão de uma dose grande de mata-cérebros logo pela manhã).
Então eu abstenho-me de falar em equipa nova, técnico novo, direcção desportiva nova, de um facto que não interessa para nada que é a realidade de virmos de um 4º lugar, de uma época horrível, de precisarmos de tempo (sim, de tempo, senhores, as equipas novas, com treinadores novos, com dirigentes novos, depois de horríveis épocas, precisam de tempo, essa palavra que vos causa urticária mas que define tudo quando se pensa e analisa a nossa situação) e de, e é aqui que eu desisto porque simplesmente na lógica bipolar autofágica de muitos benfiquistas esta palavra não tem sentido, apoio. Apoio nas horas más (ou, no caso, nas horas assim-assim, que, acho eu, ainda estamos a um ponto do primeiro e à frente dos rivais directos, acho), meus caros, apoio nas horas más, já tinham ouvido falar neste conceito? Ah foram formatados para dizer que o Benfica é o maior e que vamos ser campeões, como acontecia há uma semana (não foi há 1 mês sequer, foi há uma semana), e agora estão formatados para dizer mal de tudo e que assim acabamos a época em posições de descida, como agora acontece? Então força nisso! Aquele Suazo já te parece andar a falhar golos a mais, não parece? Na próxima ida ao Estádio, a ver se lhe mandas umas caralhadas e uns apupos jeitosos, pá! Não sentes falta de poder soltar a tua estupidez latente? O cabrão do espanhol, com tanto apoio que tinha concentrado nele e na sua equipa, não te estava a deixar libertar e aliviar as frustrações, que é, afinal, para isso que vais ver o Benfica.
O Gin-Tónico estava razoável. Na televisão, entrevistavam um adepto do Benfica. Parece que com o Campas o Benfica não vai a lado nenhum. Era bom era que o Quique voltasse.
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
A quente...
Alergia ao 1º lugar???
Inadmissível que uma equipa que joga bem como jogou dos 45 aos 60 minutos passe o resto do jogo a ver o adversário a trocar a bola.
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
2ª feira...
2 notas apenas:
- David Luíz vem duma lesão, não tem nenhuma experiência com Sidnei, porque o Miguel Vitor não teve uma oportunidade, ele que com Sidnei já tinha secado os calimeros?
- Jogámos num inferno grego, que poucos já conheciam. Não teria dado jeito o único jogador que conhece aquele ambiente???
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Cuspidelas
Fico sempre maravilhado quando um qualquer dos nossos jornais desportivos, perfeitamente em transe com uma qualquer (magra) vitória (quase sempre do glorioso), e na vertiginosa possibilidade de não ter muito mais a dizer para além de: “o clube X facturou uma batatinha e ganhou” - empreende uma demente fuga para o desconhecido e decide fazer capa com aquilo a que eu chamo de facto do siso. E facto do siso porque, geralmente há uma loucura latente e, principalmente, porque estamos perante uma facto (não poucas vezes uma estatística) arrancado(a) a ferros, mas FERROS mesmo! Já viram onde tento chegar?
Pois:
SIDNEI ENTRA NA HISTÓRIA COM 3 GOLOS NAS PRIMEIRAS 7 PARTIDAS (Exclusivo Record)
“NÃO VOU FICAR POR AQUI”
Primeiro que tudo, há aqui uma pérola, logo dada de barato quando se chama a isto um exclusivo…
É uma grande capa e o desenvolvimento no interior não lhe fica atrás! Algures encontramos um quadro com os defesas goleadores da história do Benfica, encabeçado pelo grande Humberto Coelho com 56 golos. Grande não sei…é que quando vou a ver, o pé frio do Humberto Coelho, à 8ª jornada da primeira época no clube não tinha um único golo…nada…nada de nada. Que vergonha. Não há dúvida, o Sidnei vai ser o defesa mais goleador da história do Benfica, é só dar-lhe tempo!
Estas estatísticas são mesmo fantásticas e ajudam-nos a entender melhor o jogo. É por isso que acho que ainda há trabalho a fazer neste capítulo. Penso, aliás, que o que se tem feito até aqui é de um amadorismo arrepiante. Temos que levar a estatística do jogo mais além, aprofundar a análise e chegar aos dados que realmente interessam.
Tenho uma proposta: Monitorize-se, mas com meios, as cuspidelas que um jogador dá durante o jogo, de jogo para jogo, de competição para competição. Compile-se os dados e chamem-se os estudiosos para interpretar. Dúvidas? Eu dou um lamiré:
A cuspidela é uma realidade essencial para entender o estado físico e anímico do jogador. Provavelmente todos vocês já jogaram à bola, sabem como surge essa saliva “seca” enquanto se joga, sabem como está relacionada com o cansaço, os nervos, etc. Gostaria de ver um jornal de grande tiragem a estudar a fundo o número de vezes que o Nuno Gomes cospe nos primeiros 3 jogos de cada temporada, e assim melhor podermos avaliar o preparador físico.
Já estou a imaginar a malta no café, comentando:
- Viste? O Aimar ontem só cuspiu 13 vezes durante os 90 minutos face às 17 do jogo de domingo passado...Está mesmo em crescendo de forma!
- Vi, vi! E o Miguel Victor, 31 cuspidelas...o puto estava nervoso, mas para o fim a cadência já só estava em 1 cuspidela por cada 7,5 minutos, já estava a ficar mais entrosado.
Isto sim, seria jornalismo e claro, o adepto agradeceria – provavelmente até treinadores! Por enquanto, teremos que nos contentar com o que temos e esperar que os nossos 3 grandes jornais vão crescendo e aprofundando esse inolvidável talento e queda para a estatística.
