sexta-feira, 30 de abril de 2010

No túnel do absurdo só entra quem quer

Deixemo-los com os seus devaneios, a sua falta de lucidez, os seus motivos desculpabilizantes, cegos, irracionais, cheios de ódio ao Benfica, incapazes de olharem para um futebol superior e acharem nele a justiça de um campeão certo.

Deixemo-los com os coletes reflectores e os túneis, os Hulks e Sapunarus vítimas, coitadinhos, dos stewards maldosos que o Benfica estrategicamente colocou no C4 para que um cavalo à solta os viesse comer. O que é que nós queríamos, benfiquistas? Que o Hulk, depois de perder o jogo, se dirigisse calmamente para o balneário? Era só o que faltava! Mas isto agora já era novamente um campeonato limpinho, sem abeis em túneis nem esterco e fezes nos balneários adversários? Essa é de rir! Se o Porto perde, o Porto paga. Com juros!! O Hulk fez muito bem em pontapear o Steward! E brando foi ele, que noutros tempos - oh gloriosos tempos de Coutos, Pintos, Paulinhos, Andrés, Jaimes Pachecos! - ia o steward, iam os jornalistas, ia aquela escumalha moura toda a pontapé e murros que era para ver de que raça são feitos os filhos da Invicta!

Mas... e a vergonha de penalizarem o nosso Hulkzinho, coitadinho? Mas se é assim, vamos dizer todos em uníssono, as vezes que respirarmos: é o campeonato do túnel, É VERGONHA, É O ANDOR, É O JUSTICEIRO COSTA AO SERVIÇO DOS MOUROS! para ver se ainda nos beneficiam até ao fim do campeonato. O que foi feito daqueles tempos, oh gloriosos tempos, em que nas primeiras 10 jornadas os árbitros - excelentes árbitros aqueles - nos davam 6, 7, 8 pontos de vantagem sobre os rivais para depois gerirmos tranquilamente o campeonato e apostarmos nos dinheirinhos, quinhentinhos, das Europas?

Vamos agora, que a coisa está perdida, armarmos a máscara dos que verdadeiramente amam futebol e vamos todos dizer: sim, o Benfica joga melhor mas se não fosse isto e se não fosse aquilo e se não fosse o outro e o outro ainda...

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Barça, Mourinho e Inter

  1. O Barça é a melhor equipa do mundo, e como me dizia um amigo adepto do Real, (irritantemente) perfeita. É a mais simpática, mais espectacular, com a Unicef ao peito, treinador elegante e bem-falante. O Barça é um bastião de arte, de artistas, franzinos e elegantes. O Barça é superlativo, é inatacável, mais, deve ser defendido!
  2. O Inter é feio. Cinge-se ao útil. É como os carros orientais. É cínico. No Inter tudo é necessidade - eu desconfio que o Mourinho só deixa os jogadores peidarem-se quando em tarefas defensivas, para perturbar o adversário; ou na eventualidade dum sprint.
  3. Torço pelo Inter. Deu-me tanto prazer assistir à arte de neutralizar os melhores, a baldadas de suor e rigor, daquele bem humilde, de quem sabe ser pior.
  4. O Barça já venceu tudo o que podia, este ano não precisa do meu apoio. Para o ano voltarei a estar do lado do belo e da arte, isto é, de Guardiola e dos seus artesãos.


P.S.: Um dia destes ouvia Cruyff comentar o Mourinho, atacando o óbvio, dizendo que o futebol não é só ganhar. Mais do que opiniões, dei comigo a pensar que o Barcelona tem uma vantagem enorme sobre, julgo eu, a maioria dos clubes. Tem um decano, quase que um treinador sénior, que paira sobre todo o seu futebol. Por isso me parece óbvio que nunca num futuro próximo o Mourinho será treinador do Barça; isto porque tem uma concepção do futebol contrária à do mentor ideológico dos Culé. No entanto, a verdade que isto é uma vantagem do caraças. Havendo uma ideologia, um conceito de futebol independente do treinador, nunca se começa do zero. Bingo! Ou acham que o Guardiola teria tido o sucesso que teve logo na primeira época se o treinador anterior tivesse sido – for argument’s sake – o Trapattoni? Pois (e isto não tem nada a ver com o mérito do Guardiola, que considero enorme, bárbaro!).
Assim se consegue repetir ciclos com a rapidez com que o Barça o fez, mudando de treinador e de bússola do seu futebol (Rijkaard/Guardiola – Ronaldinho/Messi)!!

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Faca de dois legumes

Como é possível o melhor marcador do benfas, e para já da liga, me irritar tanto! Como é possível chamar tantas vezes tranbolho a um gajo que marcou 5 golos nos últimos 4 jogos?
Como é possível ter tantas vezes a certeza que o gajo não merece, não tem qualidade, não tem vontade, e depois perceber que o gajo é chave a resolver os jogos!
Como é possível assistir a tantos lances que por si só pedem a substituição, um atrás do outro, e depois perceber que foi fundamental ter ficado em campo...
Como é possível...
Já perceberam, não?

Caraças, não sei o que sentir em relação ao paraguaio-cara-de-prisão-de-ventre-goleador-do-caraças...

Dura realidade

A constatação enche-me de tristeza, mas é incontornável. É impossível ao Benfica vencer o Sporting sem estes serem roubados pelo árbitro. É impossível! Não há derrota do SCP aos pés das águias que não tenha germinado num erro de arbitragem. Uma única...


P.S.: Para o Moutinho um só lance marcou o jogo - a não expulsão do Luisão. Isto é dizer que o Sporting contra o Benfica, e contra onze, não vai lá; ou expulsam alguém no devido tempo ou então mais vale arrumar logo a trouxa...

P.S.2: A entrada de Costinha como dirigente foi uma lufada de ar fresco no futebol português. Inova pelo discurso e postura que, quer no contexto do clube quer no da liga, são uma mais-valia.

Final

Encontrei-o!!

terça-feira, 13 de abril de 2010

sábado, 10 de abril de 2010

Quem é que arranja um bilhetinho a este bípede?

A situação é a seguinte: estou longe de Lisboa, logo não posso ir ao Estádio; fui à página para comprar bilhete, mas não dá porque é preciso cartão de crédito (coisa que não tenho, porque não gosto que me chulem comigo a ver); liguei para a menina da linha Benfica, mas também aí preciso de cartão de crédito.

Será que alguma alma caridosa tem um bilhetinho para este sócio?

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Agora, Sporting!

Derrota justa, nada a dizer.
Não tira valor à equipa, nem ao treinador, a ninguém. Acontece. Agora que ganhe o Liverpool.

Entretanto, umas considerações ao jogo:
1. Não fomos a equipa que costumamos ser. Talvez a principal causa tenha sido o cansaço. Se sim, não me custa ter trocado a Liga Europa pelo campeonato (assim espero!). Mas gostava de saber em que dia teríamos jogado com a Naval, não fosse a tacanhice de não haver jogos no dia de Páscoa (!). Gostava de saber...
2. Uma grande equipa europeia constrói-se em anos, não em meses. Defrontámos uma equipa que não tem saído destas lides nos últimos anos. Umas vezes ganhou outras perdeu. O que é mesmo importante é que o Benfica se habitue a andar nestas andanças.
3. A má forma do Cardozo é confrangedora! Aliada à falta do Saviola expõe todas as suas lacunas, que são algumas! Acho que chega bem para consumo interno, mas nestes jogos já se sente falta de algo mais.
4. O Di Maria é o jogador que mexe mais comigo. É o mais talentoso da equipa, mas também é aquele a que chamo mais nomes. De qualquer forma, não foi o que esperava dele nesta recta final da liga Europa. Por enquanto, acho que está mais perto do Quaresma do que do Messi(a comparação é um disparate, mas já a vi feita), e acho que anda aí muita gente a querer queimar etapas, começando nele e no seu empresário. Mais um ano de Benfica não lhe fazia mal nenhum. Digo eu...

Importante, importante é o campeonato e, do mal o menos, agora já nos podemos concentrar a fundo. Venha o Sporting e venha o título para a melhor equipa portuguesa em 2009/2010.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Messi

Adoro ver jogar o Messi. Aliás, gostava de saber jogar o que ele joga. Não para ter um grande salário, não para ser rico e famoso ou mesmo para coleccionar títulos. Nada disso. Queria saber só por saber, só para conhecer a sensação de jogar o jogo daquela maneira! É fantástico ver aquele futebol; deve ser do outro mundo vivê-lo na primeira pessoa...

Benfica

Formidável!
Espantoso!
Desde os tempos de Mourinho que me debato com a questão da sorte, da felicidade e outros pózinhos que certos treinadores parecem saber manejar com mestria, jogo após jogo.
É como quiserem ver a coisa: fezada do caraças ou equipa do caraças! Eu inclino-me para a segunda.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Tunelizar por aí...

Portanto, túnel para cá, túnel para lá e o culpado disto tudo - pelo menos a ajuizar por aquilo que sportinguistas, portistas e bracarenses dizem - é o... Benfica.
Hulk e Sapunaru agrediram stewards. Outros jogadores do Porto também, esses sem quaisquer sanções (foram só festinhas, estou em crer). Culpa disto? Do Benfica, porque pôs lá esses elementos maldosos para provocarem os jogadores do Porto que, coitadinhos, vindos de derrota, tinham de descarregar a sua fúria em alguém. Ainda por cima alguém que nem sequer é um "elemento desportivo". Compreende-se, claro.
Hulk e Sapunaru, não fosse esta medida injusta de, primeiro, os suspender e, depois, os castigar, tinham seguramente sido os melhores jogadores deste campeonato. Nem quero pensar na quantidade de golos e de passes geniais que Hulk teria feito - neste momento, o Porto lideraria isolado, com mais de 100 golos marcados no campeonato. Sapunaru, esse, seria o rei das assistências e um forte quase indestrutível naquela demoníaca ala direita do Porto.
Retiraram-nos dos relvados? Culpem o Benfica, que só assim é que consegue lutar pelo campeonato. De outra maneira, aquele futebolzinho encarnado andaria já a 11 pontos do grande Porto de Hulk e Sapunaru, levaria 3 na final da Taça da Liga do grande Porto de Hulk e Sapunaru e, na Europa, tudo o que fosse menos de 5 do Marselha seria pouco. Assim, sem os grandes Hulk e Sapunaru nos relvados portugueses, este benfiquinha tem feito umas coisas. Mas não esqueçamos o fundamental: os túneis, senhores, os túneis!
Mas... "túneis? então não era só um?"
Não, há ainda outro, o de Braga. Onde jogadores do Braga agrediram o Cardozo e foram castigados (onde é que já se viu um jogador agredir outro e ser castigado? Só mesmo nesta Liga!). Além da expulsão ao Cardozo. Mas porquê? Ora, porque foi agredido, está bem de ver! Agredido, logo... expulso e castigado.
Mas, afinal, de quem é a culpa? Imagino que por esta altura já saibam a resposta.
É preciso ser muito grande (e, já agora, jogar muito futebol) para aturar esta porcaria (eufemismo a merda, esterco, hipocrisia, nojice, etc). VIVA O BENFICA, o MAIOR DE PORTUGAL!

domingo, 7 de março de 2010

Gosto, gosto tanto!

Benfica!

A infindável horda de fãs que me aborda na rua quando me reconhece como colaborador do Ontem Vi-te repete quase sempre o mesmo reparo, ainda que adocicado pela natural e melosa veneração que a minha presença impõe:


“Só escrevias quando o Benfica andava mal, agora que ganha andas caladinho!”


Bom, esta afirmação não podia andar mais longe da verdade, mas nestas coisas não basta ser, há que parecer.


Este cangalho de introdução para quê? Para desbridar o post numa ode benfiquista, a chicotadas de mea culpa.

Eu ainda tenho para mim que o presidente perfeito é um tanto ou quanto mais elevado que o nosso LFV. Mais, a construção desta equipa mostra o quanto inapto foi o mesmo LFV quando assumiu esse papel.

No entanto, aprendi uma grande lição nestes últimos anos, e em particular nesta última campanha. Mais vale um clube endividado que um clube frígido. Sendo que, a par das lides futebolísticas, as direcções de LFV têm sempre laborado em tornar o Benfica numa exponencialmente mais eficaz máquina de fazer dinheiro, acho que compensou o risco que se correu nas duas últimas épocas, com brutais investimentos. Basta olhar para o Sporting para constatar que a ponderação e razão, no futebol, andam de mãos dadas com o divórcio dos adeptos e o consequente arrefecimento da força do clube. O mais interessante é que o objectivo é alcançado independentemente de vir a ser campeão; neste momento a aposta já foi ganha!


É claro que se trata apenas de uma batalha vencida. Nem vou começar por enunciar as inúmeras batalhas que se travarão para perpetrar o salto de gigante de transformar um ano fugaz num verdadeiro ciclo de domínio, tal como aqueles que o Benfica já gozou no passado, ou que eu, percorrendo as minhas recordações, só assisti vindos do Norte.


Mas agora pouco me importa o futuro. Quero desfrutar deste presente tão inusitadamente saboroso, um deleite raro na vinha vida de adepto e que espero venha para ficar. E isto tudo devo a uma surpreendentemente sábia aposta de LFV no que me chegou a parecer (não foi?) uma simples fuga para a frente. E claro, não esquecer, o papel diferenciador de Rui Costa, a sua primazia na qualidade, fazendo aquilo que tantos impostores me prometeram mas que apenas por outra vez vi acontecer no Benfica: construir uma equipa!


Epá, vamos lá malta,

Força Benfica! Força, força, força Beeeenfiiiiiiiiiiiiiiiica!!!!!!

quinta-feira, 4 de março de 2010

Tiger Woods ainda virá proclamar ser contra o adultério ou Cicciolina vociferará contra essa coisa chamada... sexo

O Tonel foi chamado à Selecção. Só este facto bastaria para chamar a este ano o ano dos episódios lunáticos. Mas há mais. Muito, muito mais. Ora vejamos: o Benfica joga não bem mas de forma soberba, o que constitui logo algo de surpreendente, diria mesmo: de miraculoso. E não só joga que se desunha como ainda goleia jogo sim jogo não, como se fosse fácil. E é. Mas há mais: o Sporting luta pelo quarto lugar. O Porto não está em primeiro. O Braga luta pelo título. O Benfica tem o melhor marcador do campeonato. O Benfica tem a melhor média de golos sofridos da Europa. O Benfica tem a segunda melhor média de golos marcados da Europa. O Benfica está em primeiro em Março (!). O Jorge Jesus não dá pontapés na gramática a cada palavra que lhe sai da boca. O Dí Maria está transformado num super jogador. O Fábio Coentrão é um lateral esquerdo de luxo. O Benfica vai ser campeão.


É um ano de episódios lunáticos. Mas no top dos acontecimentos surreais desta época, no top dos tops do campeonato nacional, da Europa, do Mundo!, está este acontecimento sublime:









Se pensam em superar isto, aconselho-vos o Miguel Bombarda. Não há forma de ganhar aos Super Dragões. Parabéns para eles. São os campeões do insólito.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

A nossa corrupção chama-se... futebol.

O país estava tão habituado a ver um Benfica moribundo que não sabe, não quer, não pode aceitar um Benfica maravilhoso. Até os próprios benfiquistas se questionam sobre a realidade: "Será possível estarmos a meio de Fevereiro a liderar o campeonato, numa final e ainda em prova nas competições europeias, com óbvias possibilidades de os vencermos?". Confesso que é surpreendente, mágico, quase alucinogénico e que, lá no fundinho, reside um medo do síndrome Peseiro: a um passo de tudo, com nada nas mãos.
Os últimos jogos têm revelado uma equipa com alguns jogadores a perderem gás, os adversários a conseguirem mais facilmente neutralizar aquele arrastão futebolístico que no início da época devorava e assaltava qualquer defesa e, este para mim o maior perigo, já está em marcha, numa coligação Braga-Porto, a tentativa de passar a ideia que o Benfica tem sido "levado ao colo", numa sequela ainda mais ridícula que a de 2004-2005. É um facto: a possibilidade de o Benfica ganhar o campeonato não deixa ninguém indiferente; uns, nós, por antevermos já a loucura épica, o desvario, o caos e a desordem morrisoniana de um país em loucura geral se chegarmos À 30ª jornada em primeiro; outros, eles, por lhes doer tanto na alma essa possibilidade que nada mais lhes resta do que apontar supostos favorecimentos, na ineficaz tentativa de esconderem os seus próprios erros e as suas (ainda) visões do passado (Bruno Alves queixa-se, e com razão: "a arbitragem não nos tem favorecido". Estou com Bruno Alves: realmente é estranho a arbitragem não favorecer o Porto. Eu, quando vejo futebol português, não espero outra coisa).
É por isso fundamental não nos desviarmos do caminho. Irmos deixando pedacinhos de pão pelo chão para não nos perdermos. E seguirmos. Seguirmos em frente. Porque o Aimar merece, porque o país merece, porque nós merecemos. Porque temos sido melhores, mais espectaculares e porque será a melhor prova de que um Benfica forte não tem de estar preocupado com a nomeação do árbitro para o próximo jogo.
Sermos campeões e dizermos "a arbitragem não nos tem favorecido" porque isso para nós é normal. O que nos tem favorecido tem sido o excelente futebol que temos praticado.
Corrompermos o sistema com espectáculo. A nossa corrupção chama-se futebol.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

BENFICA 2009/2010 (em todas as competições)

JOGADOR - GOLOS / ASSISTÊNCIAS (TOTAIS)

CARDOZO - 22/7 (29)
SAVIOLA - 18/7 (25)
NUNO GOMES - 4/3 (7)
WELDON - 2/0 (2)
AIMAR - 2/7 (9)
C. MARTINS - 6/4 (10)
DI MARÍA - 4/10 (14)
COENTRÃO - 3/8 (11)
RAMIRES - 5/0 (5)
RUBEN AMORIM - 1/0 (1)
JAVI GARCÍA - 3/1 (4)

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Quando um homem tem tantos golos como toda a equipa do 6º classificado

Ele não ri muito e quando ri parece em esforço, não corre muito e quando corre parece em sacrifício, não fala muito ("pienso qué...") e quando fala parece que tem medo que as palavras o traiam.

Mas ele marca golos. De todas as formas. De qualquer lado. A qualquer momento. Marca isolado frente a uma baliza deserta como marca depois de uma triangulação, vindo de um cruzamento, de uma corrida a meio gás, de um pontapé de instinto, de um ressalto, de uma assistência sublime de Saviola, de uma bola aos tropeções. Ele está lá.

Paraguaiolo.

sábado, 28 de novembro de 2009

A oportunidade da década

Não quero com isto dizer que vamos ganhar, embora seja o meu desejo.
Mas é bom que se diga que esta é a oportunidade da década de golear os lagartos.
Grande oportunidade! No trabalho apostei um almoço em como ganhávamos 1-6. Mais do que fé, é um desejo...
Sabia tão bem!

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

sometimes you´ll walk alone

Da euforia à depressão, uma viagem tantas e tantas vezes feita pelos benfiquistas, bipolares crónicos. Se a equipa vence, sobem montanhas atrás dela; se vence, goleia e joga um futebol de sonho, ganham asas e voam com ela; se perde, atiram-lhe pedras e abandonam-na numa esquina qualquer.
A derrota em Braga veio avisar os benfiquistas (desavisados) de que não há, nem nunca houve, uma equipa invencível capaz de golear consecutivamente durante todo o campeonato. A derrota em Braga veio lembrar os desavisados de que, mesmo jogando bem (e o Benfica fê-lo), nem sempre será possível, por esta ou aquela razão, vencer. Esta é uma lição que se espera bem aprendida por todos, começando nos jogadores - aliás, espera-se não só o seu entendimento como a capacidade de encaixe, porque uma equipa não pode ir abaixo mentalmente por perder um jogo; ou, pelo menos, uma grande equipa, como é hoje a equipa do Benfica.
A maioria dos adeptos dará nova hipótese de voo aos jogadores mas haverá quem já tenha o assobio guardado para qualquer eventualidade. Mais um ou dois jogos sem pontuar e Jesus perderá o estado de graça em que se viu inundado.

E é por isso que amanhã, em Liverpool, eu só espero uma vitória categórica. Pelo Benfica europeu mas, sobretudo, pelo Benfica campeão nacional 2009/2010.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Orgásmico!

“Com o Everton é que vai ser mais a sério…” “Não, agora com o Nacional é que vamos ter um teste real…” Acreditem, não é o momento, não é sorte, não é conjugação de factores cósmicos. O Benfica joga mesmo muito, a sério! Eu próprio estava descrente, não queria acreditar, era bom demais para ser verdade, mas estou rendido. Ninguém pára o Benfica! As goleadas podem até deixar de ser tão frequentes, é certo. Podemos perder uns pontinhos por aí, o que já duvido um pouco. Mas o inegável é que esta equipa tem um querer, um alento, uma áurea especial… E depois, claro, tem 50 mil nas bancadas a delirar, a não acreditarem no que os seus olhos vêem, a ficarem emocionados, a exteriorizarem um benfiquismo tantas vezes adormecido, mas que agora saí à rua sorridente, confiante, sem fantasmas.
Obrigado por me terem devolvido o Benfica!

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Festival!

O ano passado via os jogos do Barcelona e com uma pontinha de inveja pensava "Será que algum dia terei o prazer de ir à Luz e deleitar-me com futebol deste nível"?
Não sei quanto tempo mais vai durar, mas neste momento não sinto inveja de nenhum outro adepto do mundo...

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Podem vir algumas derrotas, certamente que se irão cometer erros, mas para já só posso agradecer a todos, desde LFV, passando por Rui Costa, Jesus, os jogadores, e todos os elementos ligados ao futebol, terem voltado a devolver a honra e a glória ao MANTO SAGRADO!!!

terça-feira, 20 de outubro de 2009

O clube dos jornalistas

Já se sabe que em matéria de futebol toda a gente tem uma opinião. Pode ser mal fundamentada, mentirosa, credível, inteligente ou apenas um "isto assim não vai lá", mas toda a gente, sem excepção, diz o que quer, quando quer, como quer e ainda bem que assim é - não faria sentido a exigência de um mestrado sempre que alguém se decidisse a opinar sobre uma bola.
Mas, se a esta liberdade tecemos loas, a verdade é que não podemos deixar passar em claro a eterna fuga de opinião (ou semi-opinião) que os jornalistas desportivos a toda a hora cumprem. Escudando-se sob a camuflagem do direito da escolha pessoal, estes, questionados sobre a sua preferência clubística, preferem responder que são do Amiais de Baixo ou do Merelinese, dizendo em tom jocoso ser o "clube lá da terra". Ora, se a preferência por emblemas que militam pelos distritais do nosso futebol não deixa de ser louvável, visto que revela neles uma aguçada e extremamente criteriosa sensibilidade pelos mais precários clubes, causa alguma estranheza que, num universo de, digamos, 50 jornalistas que têm funções de destaque, nenhum sofra por um dos três grandes do futebol nacional. Há-de ser, quero acreditar, uma coincidência cósmica, uma improbabilidade estatística no país onde a estatística nem sempre bate certo. E, sendo assim, causa ainda mais incredulidade que o Merelinense, tendo em conta o seu grupo de apoio, não ganhe consecutivamente 10 campeonatos nacionais da primeira Liga.
Esta atitude, normalmente associada a um "jornalismo independente e imparcial", mais não é do que a repercussão equívoca de um país cujas fronteiras da independência moral e individual ainda não foram totalmente transpostas. É que pode parecer um assunto insignificante mas, a nosso ver, é um dos obstáculos à transparência exigível nos meandros da bola para a frente. Custaria assim tanto a um jornalista assumir-se benfiquista, sportinguista ou portista? E, se o fizesse, teria forçosamente a sua carreira em risco? Não me parece.
Casos há em que o clubismo é conhecido e nem por isso a objectividade e o profissionalismo são postos em causa por quem os lê, vê ou ouve. Dou como exemplo Fernando Correia, um jornalista inequestionavelmente talentoso, sério e, dentro das suas funções, imparcial. É sportinguista, assume-o e eu gosto disso. Com essa sua escolha, evitou que todas as semanas a sua clubite, aos olhos do público, mudasse, consoante uns e outros olhos o vissem. Mostra-se tal como é, diz ao que vem e, dito isso, deixa espaço para o mais importante: a sua função de jornalista. Não diz que é do Alandroal ou do Nelas, não se esconde sob a capa do "homem que dedicou a sua carreira ao futebol mas, estranhamente, não tem clube". Será assim tão impossível que outros lhe sigam as pisadas?

terça-feira, 13 de outubro de 2009

I miss you already, i miss you all day

O futebol português está virado de pernas para o ar: umbrasileiro do Sporting marcou pela Selecção no Estádio da Luz e foi aplaudido; o seleccionador português entra em campo e é assobiado; o Ronaldo, depois de uma monumental caralhada há uns anos (e consequente monumental assobiadela recebida), sai sob um caloroso aplauso; o Liedson beijou as quinas na camisola; o Simão não festejou um golo marcado no Estádio da Luz; o Ronaldo saiu de campo aos 20 minutos de jogo e não reclamou.
A lista é interminável. Mas o mais estranho disto tudo é não vermos uma goleada do Benfica há um porradão de tempo. Há exactamente 9 dias. Calculo que, não jogando, seja de todo impossível golear mas, ainda assim, essa merda deixa-me deveras chateado.

sábado, 19 de setembro de 2009

Venho aqui dizer que não tenho nada a dizer.

Com o início de época, os benfiquistas partiram-se em vários grupos opinantes (os que-já-sabiam-que-o-Jesus-era-o-maior-e-esperam-goleadas-todas-as-semanas, os muito-surpresos-mas-optimistas, os prudentó-optimistas, os assim-assim, os que-estam-à-espero-do-regresso-à-normalidade, os que-esperam-o-cataclismo-final, etc...). Não sei onde me inserir. Nem sequer sei bem o que sentir.
A minha vida de adepto benfiquista está, infelizmente, manchada por constantes e tortuosos falhanços do clube nos momentos cruciais, às vezes antes. Por isso, precisarei de vários anos a ganhar regularmente para acreditar sem desconfiar.
Estou naquela fase em que, se por estapafúrdio lógico o plantel e equipa técnica fossem trocados com os do Barcelona, eu ainda estaria aqui com receio do futuro e com dúvidas em torno da capacidade de Messi manter um rendimento constante, ou de Iniesta desequilibrar num jogo contra o Porto. Eu sei que não tem sentido, mas são muitos traumas no lombo, é mesmo assim.
Mas também não quero estar aqui a ignorar todos os sinais positivos. Um gajo não se deixar contagiar por aquela vibração feita de esperança, que anima um adepto ainda longe do campeonato estar garantido, é como comer um robalo de mar no Furnas do Guincho com uma mola no nariz e só a tirar para a última garfada. É uma boçalidade do tamanho do défice do Sporting e tira a graça (quase) toda à coisa.
...e eu não quero ser boçal. Não quero correr o risco de sermos campeões e eu ter passado o campeonato todo de máscara cirúrgica anti-euforia nas fuças e a lavar as mãos com desinfectante depois de cada goleada.
Os sinais de melhoria estão aí. Vocês já os conhecem e caso contrário, há aí gente melhor habilitada para vos elucidar! A extensão dessas melhorias, duvido que alguém saiba, pois até Deus, se existisse, andaria aparvalhado com a deslobotomia que fizeram ao Di Maria, ou mesmo ao Coentrão, tentado pela diabólica fantasia de Aimar, incrédulo com a força de veludo do Queniano, ou mesmo invejoso da omnipresença de Javi Garcia…
Pronto! Calma...Calma que um campeão não se faz assim. Não é num ano, é preciso estabilidade, estrutura...ainda há-de chegar uma batalha ingrata onde havemos de perder estes sebastiões todos…
O que é que eu estou para aqui a dizer? Nada! Eu nada! Não tenho nada a dizer; vão jogando, vão jogando...que estarei a torcer - e já agora, porque não - a acreditar!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Sublime 2

Obrigado a todos os intervenientes que me proporcionaram um final de tarde de pleno deleite em Belém...

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Dou-te oito doces em troca de um melão salgado

Do jogo, já quase tudo foi dito. Uma viagem grátis e fabulosa ao Benfica, com direito a hotel de 8 estrelas e visita guiada a um futebol desarmante, explosivo e louco. Obrigado.

Quero destacar 4 momentos da noite:

- Aimar, com o Setúbal em posse de bola à saída da sua área, antecipa um erro de um jogador setubalense e, sempre em velocidade e voltado para a baliza, ganha a bola, fá-la voar sobre o último adversário, recebe-a na coxa, depois ampara-a no pé como veludo e, à saída do guarda-redes, um toque ligeiro devolvendo a bola à sua pátria, a baliza. Aimaravilhoso.

- No mesmo lance, Saviola, que assistia a tudo não como jogador mas como adepto - como se apenas ali estivesse porque pagou bilhete mais caro, para a zona do relvado -, vendo o seu espaço, que era de fora-de-jogo, invadido pelo tsunami aimaresco, recusou o brinde e abriu alas ao protagonista. Saviolúcido.

- Saviola, em momento de delírio, finta 3 jogadores como fintava há uns anos as crianças do bairro argentino onde vivia e, de frente para o guarda-redes, decide rematar em vez de passar a bola a dois jogadores isolados. Má opção, porque o golo estaria sempre mais perto através do passe e não do remate. Mas quantos de nós, em peladinhas, depois de deixarmos 3 gajos para trás, passamos a bola? Há na vertigem da jogada perfeita o dilúvio do egoísmo. E, estando já 6 bolas no saco, aceitamos a teimosia, Javier. Da próxima, passa a bola.

- Jorge Jesus, a ganhar por 6-0, via-se no banco como que enfurecido, exigente, louco, sedento de golos, mais golos, de jogadas de ataque, de futebol. Começa no treinador a impressão digital da equipa. Quando, dentro de campo, a ganharem por 6 ou 7, os jogadores vêem o seu técnico na linha lateral a barafustar e a exigir mais, fica mais fácil a uma equipa tornar-se melhor. E este Benfica é-o, de facto. Muito pela qualidade dos jogadores que tem, evidentemente, mas inequivocamente pela qualidade do treinador que tem. E isso, para alguns que faziam a análise não ao seu trabalho mas à sua gramática, espero que esteja a ser um bom sapo de engolir. Ou oito sapos, se quiserem.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Sublime!

Obrigado a todos os intervenientes que me proporcionaram uma noite de pleno deleite na Catedral...