segunda-feira, 12 de novembro de 2018
Quando tudo o resto falha, Jonizzi não.
domingo, 11 de novembro de 2018
CARTA ABERTA A JOSÉ MANUEL ANTUNES, O VICE-PRESIDENTE DE VALE E AZEVEDO
"Mas que, de facto, não é um acto de benfiquismo, não é. (...) nunca me passou pela cabeça vir para aqui com lenços brancos à espera de que o Benfica não ganhe. Essas pessoas estiveram frustradas à espera que o Benfica falhasse aquele golo. Quer dizer, ficaram felizes quando o Benfica não marcou aquele golo. E isso... não são benfiquistas, são sei lá o quê. Quase agentes dos inimigos do crime infiltrado aqui na nossa casa e eu vou combatê-los um a um."
Caro José Manuel Antunes, VICE-PRESIDENTE DE VALE E AZEVEDO, antes de seguir directamente para a triste figura que fez em directo na BTV, permita-me que lhe diga o seguinte: em 33 anos de Estádio da Luz nunca assobiei um jogador do Benfica nem acenei com lenços, lençóis, papelinhos brancos a nenhum treinador do Benfica. Não o fiz porque, independentemente de gostar ou não do Presidente ou treinador (e confie em mim: luto há mais de uma década contra o único Presidente ilegítimo da História do Benfica), não vejo qualquer vantagem nisso. Os meus lenços brancos ao treinador têm sido, durante estes três anos e meio, expor, em texto e vídeos, o seu futebol medíocre, que envergonha os benfiquistas e os faz não querer voltar à Luz. Porque é isso que este treinador está a fazer aos benfiquistas: está a matar-lhes o gozo e a alegria de ver o Benfica ao vivo. Com um plantel recheado de craques - o melhor plantel do Campeonato -, Rui Vitória consegue o feito notável de os colocar a jogar pior do que quase todas as outras equipas. De facto, se fosse fácil não seria para ele.
Mas, José Manuel Antunes, VICE-PRESIDENTE DE VALE E AZEVEDO, repare agora na seguinte frase: por eu não assobiar jogadores nem acenar lenços brancos aos treinadores não significa que eu não compreenda quem os faz. Basta sair de mim e tentar ver o outro; basta usar o cérebro e o coração - dois órgãos que dentro de si, José Manuel Antunes, VICE-PRESIDENTE DE VALE E AZEVEDO, parecem ter graves problemas de funcionamento. Sigamos então directamente para as suas frases acéfalas e desprovidas de amor benfiquista porque tremendamente insultuosas e boçais:
"Mas que, de facto, não é um acto de benfiquismo, não é. (...) nunca me passou pela cabeça vir para aqui com lenços brancos à espera de que o Benfica não ganhe"
Aqui, o José Manuel Antunes, VICE-PRESIDENTE DE VALE E AZEVEDO, consegue o pleno da falta de educação, da ausência de civilidade benfiquista e do atraso cognitivo:
1) põe em causa o benfiquismo dos benfiquistas que vão ao Estádio, pagam quotas, fazem milhares de quilómetros, sofrem pelo Benfica, pagam a BTV para verem o José Manuel Antunes, VICE-PRESIDENTE DE VALE E AZEVEDO, insultá-los e dizer-lhes em directo na BTV que eles não são benfiquistas;
2) como nunca "passou pela cabeça" do José Manuel Antunes, VICE-PRESIDENTE DE VALE E AZEVEDO, fazer uma coisa, o José Manuel Antunes, VICE-PRESIDENTE DE VALE E AZEVEDO, sente que tem o direito de insultar quem queira fazer essa mesma coisa. É como se, sei lá, por nunca ter passado pela cabeça aos benfiquistas insultados em directo na BTV por José Manuel Antunes, VICE-PRESIDENTE DE VALE E AZEVEDO, apoiarem e serem VICE-PRESIDENTES DE VALE E AZEVEDO, os benfiquistas insultados em directo na BTV por José Manuel Antunes, VICE-PRESIDENTE DE VALE E AZEVEDO, achassem que tinham direito a ir à BTV insultar José Manuel Antunes, VICE-PRESIDENTE DE VALE E AZEVEDO. É como se, imagine, eu lhe dissesse que, por ter apoiado e sido VICE-PRESIDENTE DE VALE E AZEVEDO, o José Manuel Antunes não é benfiquista e é um dos piores inimigos do Benfica de toda a História Gloriosa. Imagino que esta também ainda "não passou pela cabeça" do José Manuel Antunes, VICE-PRESIDENTE DE VALE E AZEVEDO.
3) o José Manuel Antunes, VICE-PRESIDENTE DE VALE E AZEVEDO, faz uma relação directa entre "vir para aqui com lenços brancos" e "à espera de que o Benfica não ganhe". Tal grunhice só pode advir de má-fé ou de extrema oligofrenia: como é evidente, um benfiquista vai para o Estádio da Luz para ver a sua equipa ganhar; não ganhando, e tendo o benfiquista razões de sobra para protestar contra o futebol-chouriço de Rui Vitória, digno do pior INATEL que se possa imaginar, o benfiquista saca do lencinho branco porque, apesar do que quer o José Manuel Antunes, VICE-PRESIDENTE DE VALE E AZEVEDO, o benfiquista ainda tem direito a ter opinião sobre o que se passa no clube. Nesta lógica bronca do José Manuel Antunes, VICE-PRESIDENTE DE VALE E AZEVEDO, diríamos que o José Manuel Antunes, VICE-PRESIDENTE DE VALE E AZEVEDO, “veio para aqui” há 20 anos apoiar e ser VICE-PRESIDENTE DE VALE E AZEVEDO “à espera de quê o Benfica não ganhe”.
“Essas pessoas estiveram frustradas à espera que o Benfica falhasse aquele golo. Quer dizer, ficaram felizes quando o Benfica não marcou aquele golo. E isso... não são benfiquistas, são sei lá o quê.”
Não satisfeito com os insultos grunhos com que presenteou todos os benfiquistas que mostraram lenços brancos ao treinador – e não, não foram “meia dúzia”, foram milhares de benfiquistas espalhados por todos os sectores do Estádio – o José Manuel Antunes, VICE-PRESIDENTE DE VALE E AZEVEDO, decidiu reforçar a ofensa, passando de “estavam à espera que o Benfica falhasse” para “frustrados e felizes quando o Benfica não marcou aquele golo”. Achar que houve um benfiquista no Estádio feliz com o golo falhado é mau; achar que milhares de benfiquistas no Estádio ficaram felizes com o golo falhado é péssimo; dizer em directo na BTV que estes milhares de benfiquistas querem mal ao Benfica e que ficam felizes com o insucesso do Benfica é um acto tão absolutamente sacana que só tem paralelo com o acto de apoiar e ser VICE-PRESIDENTE DE VALE E AZEVEDO.
Ao contrário de José Manuel Antunes, VICE-PRESIDENTE DE VALE E AZEVEDO, estes benfiquistas, insultados em directo na BTV por José Manuel Antunes, VICE-PRESIDENTE DE VALE E AZEVEDO, não têm direito a aparecer na BTV a falar no clube, não têm direito a ver o jogo na Bancada Presidencial, não têm direito a promover a sua empresa de viagens em programas da BTV. Ao contrário de José Manuel Antunes, VICE-PRESIDENTE DE VALE E AZEVEDO, quando o jogo acaba, estes benfiquistas não saem do Estádio por zonas privilegiadas nem podem comer canapés e beber conhaque em camarotes repletos de adeptos de outros clubes, alguns verdadeiramente inimigos do Benfica.
Os benfiquistas insultados em directo na BTV por José Manuel Antunes, VICE-PRESIDENTE DE VALE E AZEVEDO, quando o jogo acaba, geralmente têm de ir a correr à chuva para os autocarros que os levarão durante horas e centenas de quilómetros até às suas casas no Algarve, no Alentejo, no Minho, em Trás – os – Montes, nas Beiras, para chegarem já de madrugada e pouco depois acordarem para mais um dia de trabalho. Estes benfiquistas gastam o que têm e o que não têm para apoiar o Benfica, para verem o Benfica ao vivo, para poderem festejar golos do Benfica. Estes benfiquistas não ficam felizes com o insucesso do Benfica e o mínimo que se exige a quem tem o privilégio de aparecer na televisão do clube é que os respeitem e não, como fez José Manuel Antunes, VICE-PRESIDENTE DE VALE E AZEVEDO, os insultem nem lhes digam que eles não são benfiquistas. É que, ao contrário de José Manuel Antunes, VICE-PRESIDENTE DE VALE E AZEVEDO, estes benfiquistas não são responsáveis pelos negros anos 90 em que um Glorioso Clube foi afundado quase até à extinção por uma corja de aldrabões, incompetentes e lambe-cus da qual fez parte José Manuel Antunes, VICE-PRESIDENTE DE VALE E AZEVEDO.
“Quase agentes dos inimigos do crime infiltrado aqui na nossa casa e eu vou combatê-los um a um."
“Agentes dos inimigos do crime infiltrado” são todos aqueles que Vieira colocou dentro da estrutura do clube – portistas, sportinguistas, boavisteiros; são todos os que, como José Manuel Antunes, VICE-PRESIDENTE DE VALE E AZEVEDO, apoiam um Presidente ex-amigo de Pinto da Costa, um Presidente que apoiou inequivocamente duas vezes Fernando “Facturas do Apito Dourado” Gomes para a Liga e para a Federação, um Presidente que mantém uma relação promíscua com Joaquim Oliveira, um Presidente que vê as contas chumbadas em 2012 e, contra os estatutos do Benfica, nem sequer agenda uma Segunda Assembleia, um Presidente que insulta os benfiquistas nas Assembleias-Gerais, um Presidente que descaradamente mente aos benfiquistas em todas as entrevistas, um Presidente que promove uma perseguição aos benfiquistas na televisão e no jornal do clube, um Presidente que só se rodeia de croqueteiros, sem-espinha, lambe-cus, que vão para a BTV dizer que os adeptos e sócios do Benfica fica felizes quando um jogador do Benfica falha um golo no último minuto.
Caro José Manuel Antunes, VICE-PRESIDENTE DE VALE E AZEVEDO e um dos principais responsáveis pela quase extinção do Glorioso Sport Lisboa e Benfica, eu e todos os que fazem parte deste blogue que há mais de 10 anos defende o clube do charco em que puseram o Benfica, aqui lhe garantimos que vos vamos combater, um a um, croquete a croquete, lambe-cus a lambe-cus, invertebrado a invertebrado, até não restar um que se ache no ignominioso direito de insultar outros benfiquistas na televisão do clube.
Caro José Manuel Antunes, VICE-PRESIDENTE DE VALE E AZEVEDO, quando o Benfica voltar finalmente a ser um clube livre, democrático e universal, nenhum benfiquista, nem o José Manuel Antunes, VICE-PRESIDENTE DE VALE E AZEVEDO, alguma vez voltará a ser insultado, humilhado e desprezado na BTV. Do alto do 4°Anel, Cosme Damião viu este vídeo e chorou de vergonha.
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José Manuel Antunes,
Pobre Glorioso
sábado, 10 de novembro de 2018
O meu melhor 11 de sempre (que vi jogar)
Michel
Veloso, Mozer, Ricardo, Schwarz
Paulo Sousa
Paneira, Rui Costa, Chalana
João Pinto, Jonas
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Futebol
sexta-feira, 9 de novembro de 2018
No 4° Anel dos Sonhos, ainda hoje José Águas levanta a Gloriosa Taça Europeia que lançou o Benfica para a imortalidade. O Belo Capitão faz hoje 88 anos.
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José Aguas
terça-feira, 6 de novembro de 2018
O Túnel da Luz
Não sei o que é, ao certo; se o crescendo
"Sou dooooo Beeenfiiiiica"
se é o orgulho que aquela voz transporta, como que carregando nas sílabas todos os momentos gloriosos que este clube viveu
"e iiiiiiiiiiisso m´envaideeeece"
ou talvez a voz radiofónica dos grandes tenores do século passado misturada com as acentuações perfeitas em português-veludo das personagens dos filmes a preto e branco de filmes de Leitão de Barros, Perdigão Queiroga ou Arthur Duarte
"tenho aaaaaaaaaaa geniiiiica que a qualquer engrandeeeeeeeeeeeece"
parece que vejo a casa da minha avó, a sala ampla, portadas para a luz branca-transparente das paredes solares do Alentejo, na mesa um bordado minucioso, fotografias gastas, um terço, um rosário e o barbudo-mártir ao lado dos pratinhos de pássaros, de mãos e braços abertos para a eternidade. As asas de anjinhos de loiça querendo voar sobre os livros e algo ou alguém, de dentro das histórias fechadas em lombadas a couro vermelho e letras a ouro, que sai e anuncia
"Sooooou de um cluuuuube lutadoooooooooooooooor"
e parece que vejo a sala, depois a casa toda, a rua, a vila e todas as salas, ruas e vilas encostadas de ouvidos à escuta junto à telefonia, enquanto Artur Agostinho canta "É goooooooooooooolo do Benfica, é gooooooooooooolo de Eusébio" e os pássaros dos pratos aterram nos ombros de famílias inteiras em silêncio, escutando golos e passes e defesas, imaginando os lances, criando novos movimentos, inventando as cores que não vêem nos botões do aparelho que lhes sopra que o Benfica está a voar sobre o Real Madrid, que é Cavém, Coluna, de novo para Cavém, abre para Águas, levanta de primeira para a área, Eusébio amortece, remate de Cavém, golo
"que na luuuuta com fervoooooooooooooooooooooooooor nuuuuuuuuuuuunca encontrou rrrrrrrivaaaaaaaaaaaaaaaaaaaal"
e o país explode vindo de um soturno silêncio de damas-de-companhia, medos, fomes, gabardinas e chapéus nos balcões dos cafés, para um grito que faz levantar as saias da donzela tímida que esperava o seu prometido no banco de jardim, que faz ouvir a voz daquele velho sisudo que não dava palavras ao mundo, faz abrir de alegria a cara do pai-de-família que, todo metido no ar, prometeu bebidas, comidas e o que se quisesse a metade do povo que se abraçava, se beijava, se aleijava, se atirava contra as amarguras do tempo enquanto as portas se partiam, mesas eram mergulhadas na intempérie de pernas, braços, cabeças, gente aos pulos, gente aos gritos, gente aos beijos, o padeiro a agarrar na jarra de flores e a levantá-la no ar, em gesto de vitória: "é nossa", e as crianças, espantadas, aos gritos histéricos, a mãe "cuidado com o deus-menino" e o deus-menino estatelado no soalho, embebido em aguardente e ferido de morte pelas vidraças da garrafa, dos copos, das loiças, pés atrás de pés, espezinhado o filho de Nosso Senhor e, na parede, o barbudo parecendo rir de sangue
"neeeeeeste nooooooooooooooosso Poooooooooooooooooooortugaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaal"
não posso dizer, não sei dizer, o que é, que me faz levantar no Estádio, emocionar-me, ter amor desta maneira por uma ideia que não tem corpo nem precisa de ter, por um ideal, um voo, um sentimento, uma dor e uma alegria tamanhas sempre que oiço
"Seeeeeeeer Beeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeenfiquista"
e transporto dentro de mim todas as memórias misturadas numa só, passado, futuro, presente tudo numa amálgama de tempo em que vejo slides difusos, pequenos momentos, grandes momentos, vêm-me à alma aqueles instantes e o Estádio, aquele ecoar do golo que parecia que começava por debaixo da relva e ia espraiando a voz, subindo lentamente pelas escadas e pelos corpos das pessoas, era um língua de som que, quando a bola tocava as redes, nos afundava como onda, goooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooolo e nós morríamos uns nos outros, engalfinhávamo-nos uns nos outros, já sem saber se as pernas e os braços eram nossos ou dos outros, uma massa compacta de gente e cachecóis, bandeiras, chapéus, camisolas, sapatos, fumo, papelinhos e o ritmo que subia, pulsava, o chão tremia, o ar vibrava e começava a dança
"é ter na aaaaalma a chama imensa, que nos conquiiiiiiiiista e leva a palma à luz inteeeeeeensa"
e o Sol vinha mesmo, risonho, beijar-nos, em tardes que pareciam infinitas, tardes que amoleciam o betão e se prolongavam para lá do possível
"com orgulho muito seeeeeeeeu, as camisolas berrantes, que nos campos a vibraaaaaaaaaaaaaaaaaaar"
e os velhos lembravam-se de ter erguido com as mãos as vitórias e o Estádio, os novos ouviam e queriam fazer parte, os Pais levantavam os filhos, mostravam-lhes o que era aquilo, queriam-nos ali para toda a vida, e os filhos mostravam orgulho e gratidão por poderem vibrar, e pais, filhos, avôs, netos, estranhos, conhecidos, amigos, amantes, namorados olhavam-se dentro do golo e cantavam
"são papooooooilas saaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaltitanteeeeees"
e então calava-se tudo um instante, um pequeno instante em que 120.000 pessoas não faziam um único ruído, jogadores e adeptos numa espécie de comunhão do silêncio, os holofotes como templos antigos, os placards electrónicos gigantes anunciavam 00:00, cheirava a relva e a terra molhadas, a fumos inebriantes, sentia-se um pulsar que era a própria respiração do Estádio, tum tum tum tum tum tum, e era de dentro dele, por osmose do betão para os pés, depois pelo corpo, até ao céu, que se iniciava o estrondo da batucada
"Benfica, Benfica, Benfica, Benfica, Benfica, Benfica, Benfica, Benfica, Benfica, Benfica, Benfica, Benfica, Benfica, Benfica, Benfica!"
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O Túnel da Luz
domingo, 4 de novembro de 2018
A dita Estrutura
Foi mais ou menos há 3 anos e meio que a
palavra "Estrutura" entrou no léxico benfiquista.
Nunca entendi muito bem a sua essência.
Na altura pareceu ser o resultado de uma luta de egos entre treinador e Direcção.
A um era atribuído todo o mérito de um bi-campeonato enquanto os outros também queriam propaganda.
"Não é o treinador que ganha títulos, é a estrutura."
O mundo do Futebol é um mundo de extremos - ou estamos no topo ou na miséria.
E o ciclo de Jorge Jesus no Benfica também viveu desses extremos. O Benfica de Jorge Jesus era isso mesmo, era dele. Tudo rodava consoante as suas vontades. O Benfica era o mundo louco do Jorge Jesus. Ganhava pela sua tenacidade e pela sua loucura. Perdia pela sua teimosia e pela sua loucura.
Os jogadores entravam e saíam consoante os seus humores.
Tudo era decidido pelo próprio. Foi-lhe dada carta branca e total liberdade.
Jorge Jesus tinha a sua própria comunicação. Jorge Jesus tinha os seus próprios comportamentos. Era tudo dele. Ou pelo menos era segundo esta premissa que ele agia.
Mas sabemos o quanto o actual presidente do Benfica precisa alimentar a sua epopeia enquanto salvador do Benfica.
E assim nasceu a disputa pelo protagonismo – Treinador vs Estrutura.
Sou totalmente a favor de uma metodologia à inglesa do treinador enquanto Manager.
O treinador cria, alimenta e alimenta-se da estrutura. Está envolvido como líder em cada processo do dia a dia do clube. E porquê? Porque este é cérebro futebolístico da estrutura, do clube.
Vejo Jorge Jesus com competências para ser um Manager? Claro que não. É um bicho do treino que não consegue ser limitado às ideias e decisões de outros mas não tem competências além treino.
No pós Jorge Jesus o Futebol passou a ser liderado e conduzido por uma Estrutura já implementada e na qual um treinador estaria limitado ao seu papel integrado nesta.
Passou assim a ser a estrutura, aquele Ser que está 10 anos à frente de qualquer rival, que iria gerir todo o futebol do clube.
O treinador não passaria de um mero funcionário, sem voz e com directrizes a seguir.
Passa a ser somente responsável por treinar e gerir os jogos. Tem de respeitar a rota traçada pela dita Estrutura. Há jogadores que tem de lançar. Há jogadores nos quais tem de insistir. Há jogadores que tem de encostar. Há uma Comunicação que tem e seguir. Há uma gestão de compras e vendas que tem de respeitar.
Tudo funciona sem o seu input. Porque há uma Estrutura que já definiu tudo e que toma todas as decisões.
Os sucessos são da dita Estrutura. Os insucessos... a Estrutura não está estruturada para responder por estes.
Que treinador aceita trabalhar nestas condições? Que treinador aceita ser só uma figura dentro de uma enorme Estrutura?
Aqueles que têm consciência que estão a competir em um nível muito superior à sua capacidade. Ou então aqueles que não têm estofo para se imporem.
Reflito sobre como esta Estrutura surgiu e como pretende funcionar mas continuo sem a entender num contexto futebolístico. Só vejo cimento, departamento de comunicação, scouting e dirigismo. E conhecimento do jogo jogado?
A dita Estrutura não deveria ser gerida por gente do Futebol? Não deveria haver um core futebolístico à volta do qual toda a Estrutura funcionasse?
É isso que não percebo na dita Estrutura.
Já que nos é vendida a sua existência como algo que guia o clube 10 anos à frente de qualquer outro, o que eu gostaria de lá ver era alguém capaz de olhar além do óbvio.
Qualquer adepto, qualquer Calado e qualquer Rui Santos, é capaz de dizer que um treinador é insuficiente quando a equipa se encontra a perder.
A equipa ganha então está tudo bem. A equipa perde então está tudo mal.
O que queria ver no Benfica era alguém capaz de ver as insuficiências de um treinador em pleno treino. Alguém capaz de ver a qualidade do treinador numa maré de derrotas. Alguém capaz de perceber a incompetência de um treinador mesmo numa sequência de vitórias.
Tem de existir na Estrutura tenha Visão para o jogo. Quem reaja, com 6 meses de antecedência, como os adeptos reagiram após o jogo com o Moreirense.
Um treinador não passa de óptimo a péssimo de um jogo para outro. Há um caminho que é percorrido jornada após jornada, treino após treino.E este caminho, este trabalho, não parece ser criticamente acompanhado e avaliado pela dita Estrutura.
Olhamos para o nosso Benfica. Todos conhecemos o nosso clube e como este é gerido. Há anos que o observamos. Há anos que o vivemos.
Se o Rui Vitória tem um papel menor na Estrutura, se o Nuno Gomes foi corrido, se o Rui Costa é pouco mais que uma mascote do presidente paga a peso de ouro, quem é que ali analisa o trabalho diário da equipa principal? Quem é que ali analisa o que de 3 em 3 dias se desenvolve nos relvados nacionais e internacionais?
É o Vieira? Um presidente que nunca percebeu nada de bola?
É o Domingos Soares de Oliveira?
É o José Eduardo Moniz?
É o Nuno Gaioso?
É o Silvio Cervan?
É o Paulo Gonçalves?
O Jorge Mendes?
O Luís Bernardo?
O Tiago Tacho Pinto?
Os cartilheiros Guerras, Boaventuras, Marinhos e afins?
Alguém que por favor me explique esta Estrutura. Por mais voltas que dê não vejo nela mais que uma ideologia forçada em resposta à omnipotência do anterior treinador.
Nela não vejo mais que uma forma enviesada dos méritos serem conduzidos à imagem do presidente.
Porque de futebol ali dentro? Estamos demasiado carentes.
Nunca entendi muito bem a sua essência.
Na altura pareceu ser o resultado de uma luta de egos entre treinador e Direcção.
A um era atribuído todo o mérito de um bi-campeonato enquanto os outros também queriam propaganda.
"Não é o treinador que ganha títulos, é a estrutura."
O mundo do Futebol é um mundo de extremos - ou estamos no topo ou na miséria.
E o ciclo de Jorge Jesus no Benfica também viveu desses extremos. O Benfica de Jorge Jesus era isso mesmo, era dele. Tudo rodava consoante as suas vontades. O Benfica era o mundo louco do Jorge Jesus. Ganhava pela sua tenacidade e pela sua loucura. Perdia pela sua teimosia e pela sua loucura.
Os jogadores entravam e saíam consoante os seus humores.
Tudo era decidido pelo próprio. Foi-lhe dada carta branca e total liberdade.
Jorge Jesus tinha a sua própria comunicação. Jorge Jesus tinha os seus próprios comportamentos. Era tudo dele. Ou pelo menos era segundo esta premissa que ele agia.
Mas sabemos o quanto o actual presidente do Benfica precisa alimentar a sua epopeia enquanto salvador do Benfica.
E assim nasceu a disputa pelo protagonismo – Treinador vs Estrutura.
Sou totalmente a favor de uma metodologia à inglesa do treinador enquanto Manager.
O treinador cria, alimenta e alimenta-se da estrutura. Está envolvido como líder em cada processo do dia a dia do clube. E porquê? Porque este é cérebro futebolístico da estrutura, do clube.
Vejo Jorge Jesus com competências para ser um Manager? Claro que não. É um bicho do treino que não consegue ser limitado às ideias e decisões de outros mas não tem competências além treino.
No pós Jorge Jesus o Futebol passou a ser liderado e conduzido por uma Estrutura já implementada e na qual um treinador estaria limitado ao seu papel integrado nesta.
Passou assim a ser a estrutura, aquele Ser que está 10 anos à frente de qualquer rival, que iria gerir todo o futebol do clube.
O treinador não passaria de um mero funcionário, sem voz e com directrizes a seguir.
Passa a ser somente responsável por treinar e gerir os jogos. Tem de respeitar a rota traçada pela dita Estrutura. Há jogadores que tem de lançar. Há jogadores nos quais tem de insistir. Há jogadores que tem de encostar. Há uma Comunicação que tem e seguir. Há uma gestão de compras e vendas que tem de respeitar.
Tudo funciona sem o seu input. Porque há uma Estrutura que já definiu tudo e que toma todas as decisões.
Os sucessos são da dita Estrutura. Os insucessos... a Estrutura não está estruturada para responder por estes.
Que treinador aceita trabalhar nestas condições? Que treinador aceita ser só uma figura dentro de uma enorme Estrutura?
Aqueles que têm consciência que estão a competir em um nível muito superior à sua capacidade. Ou então aqueles que não têm estofo para se imporem.
Reflito sobre como esta Estrutura surgiu e como pretende funcionar mas continuo sem a entender num contexto futebolístico. Só vejo cimento, departamento de comunicação, scouting e dirigismo. E conhecimento do jogo jogado?
A dita Estrutura não deveria ser gerida por gente do Futebol? Não deveria haver um core futebolístico à volta do qual toda a Estrutura funcionasse?
É isso que não percebo na dita Estrutura.
Já que nos é vendida a sua existência como algo que guia o clube 10 anos à frente de qualquer outro, o que eu gostaria de lá ver era alguém capaz de olhar além do óbvio.
Qualquer adepto, qualquer Calado e qualquer Rui Santos, é capaz de dizer que um treinador é insuficiente quando a equipa se encontra a perder.
A equipa ganha então está tudo bem. A equipa perde então está tudo mal.
O que queria ver no Benfica era alguém capaz de ver as insuficiências de um treinador em pleno treino. Alguém capaz de ver a qualidade do treinador numa maré de derrotas. Alguém capaz de perceber a incompetência de um treinador mesmo numa sequência de vitórias.
Tem de existir na Estrutura tenha Visão para o jogo. Quem reaja, com 6 meses de antecedência, como os adeptos reagiram após o jogo com o Moreirense.
Um treinador não passa de óptimo a péssimo de um jogo para outro. Há um caminho que é percorrido jornada após jornada, treino após treino.E este caminho, este trabalho, não parece ser criticamente acompanhado e avaliado pela dita Estrutura.
Olhamos para o nosso Benfica. Todos conhecemos o nosso clube e como este é gerido. Há anos que o observamos. Há anos que o vivemos.
Se o Rui Vitória tem um papel menor na Estrutura, se o Nuno Gomes foi corrido, se o Rui Costa é pouco mais que uma mascote do presidente paga a peso de ouro, quem é que ali analisa o trabalho diário da equipa principal? Quem é que ali analisa o que de 3 em 3 dias se desenvolve nos relvados nacionais e internacionais?
É o Vieira? Um presidente que nunca percebeu nada de bola?
É o Domingos Soares de Oliveira?
É o José Eduardo Moniz?
É o Nuno Gaioso?
É o Silvio Cervan?
É o Paulo Gonçalves?
O Jorge Mendes?
O Luís Bernardo?
O Tiago Tacho Pinto?
Os cartilheiros Guerras, Boaventuras, Marinhos e afins?
Alguém que por favor me explique esta Estrutura. Por mais voltas que dê não vejo nela mais que uma ideologia forçada em resposta à omnipotência do anterior treinador.
Nela não vejo mais que uma forma enviesada dos méritos serem conduzidos à imagem do presidente.
Porque de futebol ali dentro? Estamos demasiado carentes.
quarta-feira, 3 de outubro de 2018
Ao contrário, Messi diz-se Issem. Issem Messi, o que seríamos? Messinfinitamente mais pobres.
segunda-feira, 1 de outubro de 2018
Unidos pelo Benfica
Há por aí uma grande confusão (quando não é pior) em relação ao que deve um sócio do Benfica fazer para proteger o clube. Sem grande aviso, nasceu essa curiosa teoria de que "independentemente do que Vieira tiver feito, agora temos é de estar unidos contra os outros!". Assim mesmo, à Porto do Apito Dourado.
Segundo estes doutos sábios, os sócios do Benfica devem retirar cuidadosamente os cérebros de dentro do crânio, colocá-los numa gaveta, fechá-la à chave e depois ir grunhir pela vida, todos muito "unidos". Um pensamento brilhante que infelizmente não existiu aquando da saga Vale e Azevedo. Deveriam os sócios do Benfica ter ficado "muito unidos contra a perseguição ao Presidente" em vez de o terem escorraçado? Fica a pergunta. Pode ser que algum descerebrado vieirista se arrisque a responder.
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Vieira
terça-feira, 25 de setembro de 2018
Sport Vieira e Benfica
Para a despedida de um jogador com 15 anos de Gloriosa ao peito, um estádio vazio. Nem um único adepto do Sport Lisboa e Benfica na Catedral, nenhum foi convidado. Cadeiras com jogadores, equipa técnica, algumas glórias e os restantes clientes do Sport Vieira e Benfica. Engravatados sorriem, indiferentes, para o discurso do Girafa enquanto espreitam no telemóvel o fecho dos mercados internacionais. Ouve-se um eco pelo Estádio, o eco do silêncio de 65.000 cadeiras vazias.
Luisão merecia um Adeus à Benfica. Em vez disso, teve uma Cerimónia à Vieira.
segunda-feira, 24 de setembro de 2018
A PEITADA GLORIOSA
não é para todos. Por isso, com o ideólogo Jonas no banco, João Félix agradece a extraordinária assistência de Pizzi com o movimento tradicional entre o transmontano e o brasileiro.
Jonas, Pizzi e Félix. Os craques reconhecem-se nos ares.
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domingo, 9 de setembro de 2018
Comunicação Não Benfiquista - Pontos Marinhos
Na Noite de 4 de Setembro, um dos mais recentes membros da comunicação do nosso clube optou por reagir à acusação do MP ignorando a gravidade da acusação e apontando a supostas dualidades de acção do MP. Infelizmente, quem mais tem responsabilidade em nos informar mais nos tenta distrair. E neste caso em 8 pontos.
Quero, tanto ou mais que José Marinho, que a acusação de Corrupção não tenha cabimento e acabe por cair. Agora, peço é que quem trabalha na comunicação do meu clube seja honesto principalmente depois de começar uma frase com "É bom que as pessoas saibam, finalmente, do que estamos a falar." É que depois de uma afirmação destas todos ficamos à espera de um esclarecimento com informação fidedigna. Mas insistem em mentir aos benfiquistas.
Caraças, num processo no qual somos inocentes, no qual a SAD é inocente, no qual os nossos dirigentes são inocentes, no qual há uma evidente perseguição ao Benfica, qual a necessidade da comunicação do nosso clube em nos mentir e servir factos falsos e/ou irrelevantes? O foco não é defender o Benfica, não é dizer o porquê de ser um erro termos sido constituídos arguidos. O foco é direccionar a opinião pública benfiquista para assunto dos clubes rivais. Estes José Marinhos fazem de nós tão pequenos e irrelevantes. Porque não nos serve esta gente informação verdadeira e fidedigna?
Diz-nos José Marinho no ponto 3:
"nem se deu ao trabalho de fazer as obrigatórias notificações antes da emissão do comunicado"
Contudo, não havia qualquer obrigatoriedade do MP nos ter notificado antes da emissão do comunicado.
Diz-nos no ponto 6:
"Os casos do julgamento por corrupção de Pinto da Costa, em relação ao árbitro Augusto Duarte, nunca a SAD do FC Porto foi constituida arguida."
Esqueceu-se José Marinho de se recordar que só a partir de 2007 passou a estar previsto na lei a constituição das pessoas colectivas como arguidas.
"No caso do depósito de um vice-presidente do Sporting na conta de um árbitro, nunca a SAD do Sporting foi constituida arguida."
Esqueceu-se de referir que este vice-presidente era do clube e não da SAD e que, ao contrário do que acontece no E-Toupeira, não foram encontrados indícios de conhecimento ou participação da SAD nos actos criminosos em questão.
"No caso mais recente de corrupção assumida por um dos seus protagonistas, a que deram o nome de Cashball, nunca a SAD do Sporting foi constituida arguida."
O Sr. José Marinho sabe que a SAD do Benfica só foi constituída arguida poucos dias antes da acusação, portanto no final da fase de inquérito. Assim, tanto a SAD do Sporting não foi constituída arguida no inicio do processo como a do Benfica também não o foi. Uma igualdade que este comunicador tenta fazer passar como uma dualidade.
"Porquê esta diferença de tratamento em relação ao Benfica?"
Há diferença de tratamento em relação ao Benfica? Até pode haver. Vamos acreditar que sim. Mas havendo então que pessoas como o José Marinho a demonstrem.
Este exercício do José Marinho é motivo de preocupação para o universo Benfica. Acreditando na inocência do nosso clube e dirigentes e acreditando numa perseguição da Justiça ao Benfica, seria de esperar que os José Marinhos nos falassem sobre essa inocência e perseguição. Mas não o fazem. Colocam tudo em causa mas na hora de argumentarem só sabem atirar para o Porto e Sporting e ainda por cima com factos falaciosos e facilmente desmontáveis. É esta a melhor defesa do nosso clube?
Diz-nos no ponto 7:
"É bom que as pessoas saibam, finalmente, do que estamos a falar. De um funcionário com carreira no sistema de Justiça e que, pelos vistos, se deixou corromper por duas camisolas e bilhetes para seis jogos."
O Sr. José Marinho sabe bem que infelizmente o que está sob investigação são essas e outras recompensas/ofertas. O Sr. José Marinho sabe bem que também não se está só a investigar um único agente supostamente corrompido. Infelizmente, a defesa pública do nosso clube é feita por cartilha e com o intuíto de desviar a atenção e enganar os benfiquistas.
Este Josés Marinho está a fazer um horrível serviço de defesa do Benfica e dos benfiquistas. Que todos os likes e shares que vai conseguindo o satisfaçam.
quarta-feira, 5 de setembro de 2018
Os Nossos Ferem-nos e os Outros Aproveitam-se
O que se está a
passar no nosso Benfica é vergonhoso. Aliás, há anos que o é.
Esta pessoas que
andam no futebol acham que nada lhes toca. Que o Futebol é um mundo à parte.
E até parece ser.
Porque o cidadão João não é a mesma pessoa que o adepto João. A cidadã Maria
não é a mesma pessoa que a adepta Maria.
No Futebol onde
deveriam imperar os mais altos valores de desportivismo, respeito,
solidariedade e camaradagem, neste mundo olhado e seguido por milhões e que
devia ser um exemplo de comportamento para todas as crianças, é onde todos
largam toda a educação e valores segundo os quais cresceram.
O que importa são
as cores. As cores definem quem é o bom e quem é o mau. Não são os seus
comportamentos. Não é a pessoa em si.
Se é da nossa cor é dos nossos. Se é dos nossos é dos bons. Se não é dos nossos
é dos maus.
O futebol
português é uma guerra de clubites onde os cidadãos se estragam, os clubes se
arruínam, as pessoas se magoam e os dirigentes aparecem para recolher os
espólios.
O sentimento de
impunidade que existe nos clubes é alimentado pela existência de milhares de
adeptos que vivem mais a guerra de clubes do que o desporto em si.
Os adeptos largam
dos seus valores, da sua cidadania, dos valores que fundaram o clube, para
darem a cara por um dirigente sobre quem nada sabem, para se sacrificarem por
alguém que os usa como escudo em proveito próprio e que não se coíbe de lhes
mentir, manipular e enganar.
O que se passa
dentro do Benfica é vergonhoso, foi permitido e motivado pelos seus adeptos e
assim o continuará a ser.
Porque ao adepto benfiquista importa mais o Porto e o Sporting do que o próprio
Benfica. Tal como acontece em todos os outros clubes.
Somos gente que
não percebe que quem faz mal ao nosso clube é quem lá anda dentro. Os nossos
dirigentes ferem-nos e os nossos rivais desfrutam dessas feridas.
Vamos continuar
todos a ser intoxicados pela comunicação oficial e oficiosa da Direcção do
nosso clube? Vamos continuar a assobiar para o lado? A permitir que lesem o
clube que amamos? A permitir que nos enganem?
O futebol irá
melhorar quando os adeptos deixarem de estar de costas para o seu clube.
Passamos tanto tempo a apontar o dedo e a olhar para os outros que não nos apercebemos
que entretanto virámos as costas ao nosso amor.
Os benfiquistas
têm de resolver o problema que têm em casa. Todos estes processos e suspeições
têm de ser analisados, visados e valorizados pelos benfiquistas. Estamos a
falar da nossa casa.
Os sportinguistas
têm de lidar e enfrentar o que o antigo presidente deles lhes fez e o que o
processo Cashball indicia.
Os portistas já
há muito deveriam ter reconhecido o que se passou na altura do Apito Dourado e retirado
consequências disso.
Mas todos, todos
sem excepção, só se preocupam com a casa dos outros, bem manipulados pela
comunicação criminosa dos seus dirigentes.
Hoje a
Comunicação de um clube serve apenas um propósito: Alimentar os seus adeptos
com mentiras para que estes travem as guerras dos dirigentes e ocultem o que de
grave vai na sua casa.
Em todos os
clubes os adeptos invocam ser Diferentes. Constantes frases do género “Se
acontecesse no meu clube agiríamos de forma totalmente diferente”. Mas depois
todos agem de forma igual. Todos.
O Ministério
Público avançou com uma acusação gravíssima contra o nosso clube - o
E-Toupeira.
Qual a reacção de
muitos e muitos adeptos benfiquistas?
Uns falaram sobre
o sorteio da Liga sem realmente estarem interessados em saber a verdade sobre o
assunto.
Outros desataram
a reproduzir algo que um candidato à presidência do Sporting disse. Reproduzir
e deturpar.
Outros irão falar
do penalty mal assinalado por falta do Yebda sobre o Lisandro.
Incomoda
demasiado. Dói demasiado. Envergonha demasiado lidarmos com os nossos
problemas. E tudo continuará esta merda. E o Benfica continuará sem ser
defendido. E todos continuarão a ser iguais.
E não, não é
verdade que tomos somos inocentes até prova em contrário.
Somos de um clube
num país onde mais de metade da população veste a nossa camisola.
Temos uma Direcção que ao longo destes anos tem promovido as boas e próximas
relações com várias pessoas e cargos de poder.
Temos um presidente que é o maior apoiante do presidente da Federação, tal como
andou a segurar o guarda-chuva ao Oliveira.
E o que dizemos?
Contra tudo e contra todos.
Os rivais estão
contra nós.
Os restantes adversários estão contra nós.
A Liga está contra nós.
A Federação está contra nós.
A PJ está contra nós.
O Ministério Público está contra nós.
O Governo está contra nós.
Os Tribunais estão contra nós.
A Constituição está contra nós.
A Uefa está contra nós.
A FIFA está contra nós.
A UNICEF está contra nós.
Os Direitos Humanos estão contra nós.
O Vaticano está contra nós.
Está tudo contra
nós.
“Contra tudo e
todos” – Diz o adepto benfiquista e também o sportinguista e também o portista.
Dizem todos.
Não somos
diferentes. Pelo menos não o demonstramos.
Preocupemo-nos em
cuidar da nossa casa, em curar as nossas ferias e em respeitar o nosso clube.
Quando o fizermos os nossos rivais não terão sangue nosso para chafurdar.
Aí sim seremos
superiores. Seremos melhores. Seremos novamente Gloriosos.
Esta acusação do
MP envergonha qualquer ponta de benfiquismo.
No Benfica que eu sonhava enquanto criança não havia lugar a situações destas e
muitos menos a tamanho desinteresse dos seus adeptos.
Eu enquanto aluno
que fui, trabalhador que sou, cidadão deste país e do mundo, adepto e sócio
deste clube que amo e pai que pretendo vir a ser, não posso nunca ser cúmplice
deste tipo de trampa só porque é cometida por gente que se esconde por detrás
das cores que eu envergo.
Não há cimento,
não há vitórias e não há chavões que se sobreponham ao Sport Lisboa e Benfica.
E por aqui me
fico.
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