terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

A nossa corrupção chama-se... futebol.

O país estava tão habituado a ver um Benfica moribundo que não sabe, não quer, não pode aceitar um Benfica maravilhoso. Até os próprios benfiquistas se questionam sobre a realidade: "Será possível estarmos a meio de Fevereiro a liderar o campeonato, numa final e ainda em prova nas competições europeias, com óbvias possibilidades de os vencermos?". Confesso que é surpreendente, mágico, quase alucinogénico e que, lá no fundinho, reside um medo do síndrome Peseiro: a um passo de tudo, com nada nas mãos.
Os últimos jogos têm revelado uma equipa com alguns jogadores a perderem gás, os adversários a conseguirem mais facilmente neutralizar aquele arrastão futebolístico que no início da época devorava e assaltava qualquer defesa e, este para mim o maior perigo, já está em marcha, numa coligação Braga-Porto, a tentativa de passar a ideia que o Benfica tem sido "levado ao colo", numa sequela ainda mais ridícula que a de 2004-2005. É um facto: a possibilidade de o Benfica ganhar o campeonato não deixa ninguém indiferente; uns, nós, por antevermos já a loucura épica, o desvario, o caos e a desordem morrisoniana de um país em loucura geral se chegarmos À 30ª jornada em primeiro; outros, eles, por lhes doer tanto na alma essa possibilidade que nada mais lhes resta do que apontar supostos favorecimentos, na ineficaz tentativa de esconderem os seus próprios erros e as suas (ainda) visões do passado (Bruno Alves queixa-se, e com razão: "a arbitragem não nos tem favorecido". Estou com Bruno Alves: realmente é estranho a arbitragem não favorecer o Porto. Eu, quando vejo futebol português, não espero outra coisa).
É por isso fundamental não nos desviarmos do caminho. Irmos deixando pedacinhos de pão pelo chão para não nos perdermos. E seguirmos. Seguirmos em frente. Porque o Aimar merece, porque o país merece, porque nós merecemos. Porque temos sido melhores, mais espectaculares e porque será a melhor prova de que um Benfica forte não tem de estar preocupado com a nomeação do árbitro para o próximo jogo.
Sermos campeões e dizermos "a arbitragem não nos tem favorecido" porque isso para nós é normal. O que nos tem favorecido tem sido o excelente futebol que temos praticado.
Corrompermos o sistema com espectáculo. A nossa corrupção chama-se futebol.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

BENFICA 2009/2010 (em todas as competições)

JOGADOR - GOLOS / ASSISTÊNCIAS (TOTAIS)

CARDOZO - 22/7 (29)
SAVIOLA - 18/7 (25)
NUNO GOMES - 4/3 (7)
WELDON - 2/0 (2)
AIMAR - 2/7 (9)
C. MARTINS - 6/4 (10)
DI MARÍA - 4/10 (14)
COENTRÃO - 3/8 (11)
RAMIRES - 5/0 (5)
RUBEN AMORIM - 1/0 (1)
JAVI GARCÍA - 3/1 (4)

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Quando um homem tem tantos golos como toda a equipa do 6º classificado

Ele não ri muito e quando ri parece em esforço, não corre muito e quando corre parece em sacrifício, não fala muito ("pienso qué...") e quando fala parece que tem medo que as palavras o traiam.

Mas ele marca golos. De todas as formas. De qualquer lado. A qualquer momento. Marca isolado frente a uma baliza deserta como marca depois de uma triangulação, vindo de um cruzamento, de uma corrida a meio gás, de um pontapé de instinto, de um ressalto, de uma assistência sublime de Saviola, de uma bola aos tropeções. Ele está lá.

Paraguaiolo.

sábado, 28 de novembro de 2009

A oportunidade da década

Não quero com isto dizer que vamos ganhar, embora seja o meu desejo.
Mas é bom que se diga que esta é a oportunidade da década de golear os lagartos.
Grande oportunidade! No trabalho apostei um almoço em como ganhávamos 1-6. Mais do que fé, é um desejo...
Sabia tão bem!

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

sometimes you´ll walk alone

Da euforia à depressão, uma viagem tantas e tantas vezes feita pelos benfiquistas, bipolares crónicos. Se a equipa vence, sobem montanhas atrás dela; se vence, goleia e joga um futebol de sonho, ganham asas e voam com ela; se perde, atiram-lhe pedras e abandonam-na numa esquina qualquer.
A derrota em Braga veio avisar os benfiquistas (desavisados) de que não há, nem nunca houve, uma equipa invencível capaz de golear consecutivamente durante todo o campeonato. A derrota em Braga veio lembrar os desavisados de que, mesmo jogando bem (e o Benfica fê-lo), nem sempre será possível, por esta ou aquela razão, vencer. Esta é uma lição que se espera bem aprendida por todos, começando nos jogadores - aliás, espera-se não só o seu entendimento como a capacidade de encaixe, porque uma equipa não pode ir abaixo mentalmente por perder um jogo; ou, pelo menos, uma grande equipa, como é hoje a equipa do Benfica.
A maioria dos adeptos dará nova hipótese de voo aos jogadores mas haverá quem já tenha o assobio guardado para qualquer eventualidade. Mais um ou dois jogos sem pontuar e Jesus perderá o estado de graça em que se viu inundado.

E é por isso que amanhã, em Liverpool, eu só espero uma vitória categórica. Pelo Benfica europeu mas, sobretudo, pelo Benfica campeão nacional 2009/2010.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Orgásmico!

“Com o Everton é que vai ser mais a sério…” “Não, agora com o Nacional é que vamos ter um teste real…” Acreditem, não é o momento, não é sorte, não é conjugação de factores cósmicos. O Benfica joga mesmo muito, a sério! Eu próprio estava descrente, não queria acreditar, era bom demais para ser verdade, mas estou rendido. Ninguém pára o Benfica! As goleadas podem até deixar de ser tão frequentes, é certo. Podemos perder uns pontinhos por aí, o que já duvido um pouco. Mas o inegável é que esta equipa tem um querer, um alento, uma áurea especial… E depois, claro, tem 50 mil nas bancadas a delirar, a não acreditarem no que os seus olhos vêem, a ficarem emocionados, a exteriorizarem um benfiquismo tantas vezes adormecido, mas que agora saí à rua sorridente, confiante, sem fantasmas.
Obrigado por me terem devolvido o Benfica!

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Festival!

O ano passado via os jogos do Barcelona e com uma pontinha de inveja pensava "Será que algum dia terei o prazer de ir à Luz e deleitar-me com futebol deste nível"?
Não sei quanto tempo mais vai durar, mas neste momento não sinto inveja de nenhum outro adepto do mundo...

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Podem vir algumas derrotas, certamente que se irão cometer erros, mas para já só posso agradecer a todos, desde LFV, passando por Rui Costa, Jesus, os jogadores, e todos os elementos ligados ao futebol, terem voltado a devolver a honra e a glória ao MANTO SAGRADO!!!

terça-feira, 20 de outubro de 2009

O clube dos jornalistas

Já se sabe que em matéria de futebol toda a gente tem uma opinião. Pode ser mal fundamentada, mentirosa, credível, inteligente ou apenas um "isto assim não vai lá", mas toda a gente, sem excepção, diz o que quer, quando quer, como quer e ainda bem que assim é - não faria sentido a exigência de um mestrado sempre que alguém se decidisse a opinar sobre uma bola.
Mas, se a esta liberdade tecemos loas, a verdade é que não podemos deixar passar em claro a eterna fuga de opinião (ou semi-opinião) que os jornalistas desportivos a toda a hora cumprem. Escudando-se sob a camuflagem do direito da escolha pessoal, estes, questionados sobre a sua preferência clubística, preferem responder que são do Amiais de Baixo ou do Merelinese, dizendo em tom jocoso ser o "clube lá da terra". Ora, se a preferência por emblemas que militam pelos distritais do nosso futebol não deixa de ser louvável, visto que revela neles uma aguçada e extremamente criteriosa sensibilidade pelos mais precários clubes, causa alguma estranheza que, num universo de, digamos, 50 jornalistas que têm funções de destaque, nenhum sofra por um dos três grandes do futebol nacional. Há-de ser, quero acreditar, uma coincidência cósmica, uma improbabilidade estatística no país onde a estatística nem sempre bate certo. E, sendo assim, causa ainda mais incredulidade que o Merelinense, tendo em conta o seu grupo de apoio, não ganhe consecutivamente 10 campeonatos nacionais da primeira Liga.
Esta atitude, normalmente associada a um "jornalismo independente e imparcial", mais não é do que a repercussão equívoca de um país cujas fronteiras da independência moral e individual ainda não foram totalmente transpostas. É que pode parecer um assunto insignificante mas, a nosso ver, é um dos obstáculos à transparência exigível nos meandros da bola para a frente. Custaria assim tanto a um jornalista assumir-se benfiquista, sportinguista ou portista? E, se o fizesse, teria forçosamente a sua carreira em risco? Não me parece.
Casos há em que o clubismo é conhecido e nem por isso a objectividade e o profissionalismo são postos em causa por quem os lê, vê ou ouve. Dou como exemplo Fernando Correia, um jornalista inequestionavelmente talentoso, sério e, dentro das suas funções, imparcial. É sportinguista, assume-o e eu gosto disso. Com essa sua escolha, evitou que todas as semanas a sua clubite, aos olhos do público, mudasse, consoante uns e outros olhos o vissem. Mostra-se tal como é, diz ao que vem e, dito isso, deixa espaço para o mais importante: a sua função de jornalista. Não diz que é do Alandroal ou do Nelas, não se esconde sob a capa do "homem que dedicou a sua carreira ao futebol mas, estranhamente, não tem clube". Será assim tão impossível que outros lhe sigam as pisadas?

terça-feira, 13 de outubro de 2009

I miss you already, i miss you all day

O futebol português está virado de pernas para o ar: umbrasileiro do Sporting marcou pela Selecção no Estádio da Luz e foi aplaudido; o seleccionador português entra em campo e é assobiado; o Ronaldo, depois de uma monumental caralhada há uns anos (e consequente monumental assobiadela recebida), sai sob um caloroso aplauso; o Liedson beijou as quinas na camisola; o Simão não festejou um golo marcado no Estádio da Luz; o Ronaldo saiu de campo aos 20 minutos de jogo e não reclamou.
A lista é interminável. Mas o mais estranho disto tudo é não vermos uma goleada do Benfica há um porradão de tempo. Há exactamente 9 dias. Calculo que, não jogando, seja de todo impossível golear mas, ainda assim, essa merda deixa-me deveras chateado.

sábado, 19 de setembro de 2009

Venho aqui dizer que não tenho nada a dizer.

Com o início de época, os benfiquistas partiram-se em vários grupos opinantes (os que-já-sabiam-que-o-Jesus-era-o-maior-e-esperam-goleadas-todas-as-semanas, os muito-surpresos-mas-optimistas, os prudentó-optimistas, os assim-assim, os que-estam-à-espero-do-regresso-à-normalidade, os que-esperam-o-cataclismo-final, etc...). Não sei onde me inserir. Nem sequer sei bem o que sentir.
A minha vida de adepto benfiquista está, infelizmente, manchada por constantes e tortuosos falhanços do clube nos momentos cruciais, às vezes antes. Por isso, precisarei de vários anos a ganhar regularmente para acreditar sem desconfiar.
Estou naquela fase em que, se por estapafúrdio lógico o plantel e equipa técnica fossem trocados com os do Barcelona, eu ainda estaria aqui com receio do futuro e com dúvidas em torno da capacidade de Messi manter um rendimento constante, ou de Iniesta desequilibrar num jogo contra o Porto. Eu sei que não tem sentido, mas são muitos traumas no lombo, é mesmo assim.
Mas também não quero estar aqui a ignorar todos os sinais positivos. Um gajo não se deixar contagiar por aquela vibração feita de esperança, que anima um adepto ainda longe do campeonato estar garantido, é como comer um robalo de mar no Furnas do Guincho com uma mola no nariz e só a tirar para a última garfada. É uma boçalidade do tamanho do défice do Sporting e tira a graça (quase) toda à coisa.
...e eu não quero ser boçal. Não quero correr o risco de sermos campeões e eu ter passado o campeonato todo de máscara cirúrgica anti-euforia nas fuças e a lavar as mãos com desinfectante depois de cada goleada.
Os sinais de melhoria estão aí. Vocês já os conhecem e caso contrário, há aí gente melhor habilitada para vos elucidar! A extensão dessas melhorias, duvido que alguém saiba, pois até Deus, se existisse, andaria aparvalhado com a deslobotomia que fizeram ao Di Maria, ou mesmo ao Coentrão, tentado pela diabólica fantasia de Aimar, incrédulo com a força de veludo do Queniano, ou mesmo invejoso da omnipresença de Javi Garcia…
Pronto! Calma...Calma que um campeão não se faz assim. Não é num ano, é preciso estabilidade, estrutura...ainda há-de chegar uma batalha ingrata onde havemos de perder estes sebastiões todos…
O que é que eu estou para aqui a dizer? Nada! Eu nada! Não tenho nada a dizer; vão jogando, vão jogando...que estarei a torcer - e já agora, porque não - a acreditar!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Sublime 2

Obrigado a todos os intervenientes que me proporcionaram um final de tarde de pleno deleite em Belém...

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Dou-te oito doces em troca de um melão salgado

Do jogo, já quase tudo foi dito. Uma viagem grátis e fabulosa ao Benfica, com direito a hotel de 8 estrelas e visita guiada a um futebol desarmante, explosivo e louco. Obrigado.

Quero destacar 4 momentos da noite:

- Aimar, com o Setúbal em posse de bola à saída da sua área, antecipa um erro de um jogador setubalense e, sempre em velocidade e voltado para a baliza, ganha a bola, fá-la voar sobre o último adversário, recebe-a na coxa, depois ampara-a no pé como veludo e, à saída do guarda-redes, um toque ligeiro devolvendo a bola à sua pátria, a baliza. Aimaravilhoso.

- No mesmo lance, Saviola, que assistia a tudo não como jogador mas como adepto - como se apenas ali estivesse porque pagou bilhete mais caro, para a zona do relvado -, vendo o seu espaço, que era de fora-de-jogo, invadido pelo tsunami aimaresco, recusou o brinde e abriu alas ao protagonista. Saviolúcido.

- Saviola, em momento de delírio, finta 3 jogadores como fintava há uns anos as crianças do bairro argentino onde vivia e, de frente para o guarda-redes, decide rematar em vez de passar a bola a dois jogadores isolados. Má opção, porque o golo estaria sempre mais perto através do passe e não do remate. Mas quantos de nós, em peladinhas, depois de deixarmos 3 gajos para trás, passamos a bola? Há na vertigem da jogada perfeita o dilúvio do egoísmo. E, estando já 6 bolas no saco, aceitamos a teimosia, Javier. Da próxima, passa a bola.

- Jorge Jesus, a ganhar por 6-0, via-se no banco como que enfurecido, exigente, louco, sedento de golos, mais golos, de jogadas de ataque, de futebol. Começa no treinador a impressão digital da equipa. Quando, dentro de campo, a ganharem por 6 ou 7, os jogadores vêem o seu técnico na linha lateral a barafustar e a exigir mais, fica mais fácil a uma equipa tornar-se melhor. E este Benfica é-o, de facto. Muito pela qualidade dos jogadores que tem, evidentemente, mas inequivocamente pela qualidade do treinador que tem. E isso, para alguns que faziam a análise não ao seu trabalho mas à sua gramática, espero que esteja a ser um bom sapo de engolir. Ou oito sapos, se quiserem.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Sublime!

Obrigado a todos os intervenientes que me proporcionaram uma noite de pleno deleite na Catedral...

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Da parvoíce sem fim

Entre ódios ao cabelo do novo técnico - escondendo uma aversão de grau maior e que se caracteriza facilmente por uma aversão a treinadores feios e portugueses no comando do clube - e a usual desculpabilização com as arbitragens, uma parte dos benfiquistas já decidiu, após o empate à primeira (!) jornada, que este campeonato já era. Não temos hipóteses nenhumas, o Benfica assim fica em 10º lugar. Resta-nos suspirar por algo de inequivocamente divino, capaz de levar a equipa a um delírio futebolístico, um milagre, que permita uma época acima das nossas possibilidades e, assim, quem sabe, talvez consigamos uma qualificação para uma taça europeia no próximo ano.

Face a isto, a esta análise extremamente rigorosa, competente, séria e de uma inteligência sem par, nós, os crentes na qualidade do plantel e da equipa técnica, devemos falar baixo e evitar as frases reveladoras de burrice e optimismo exacerbado tais como: "apesar do empate, esta equipa mostrou em campo que tem qualidade mais do que suficiente para lutar pelo campeonato até ao fim" ou "o Benfica mereceu ganhar o jogo; não o ganhou, é certo, mas, do ponto de vista da evolução do jogo encarnado, estamos certos de que vimos trilhando o carreiro do sucesso e do bom futebol" ou ainda "talvez seja cedo para, na primeira jornada, e tendo nós tido uma avalanche de oportunidades de golo, deitarmos a inteligência ao chão".

Meus caros, não sejam burros. Com este pindérico ao leme, nem à Europa vamos. Despeça-se quanto antes o pária.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Déja Vú...

Ontem lá fui com a minha Maria à bola e saí de lá fodido com o empate. Passei o dia a pensar nisso, a lamentar os erros, em grandes disucssões com muitos benfiquistas, até que finalmente um me fez rir com um comentário em tom jocoso, mas muito certeiro, sobre o nosso Benfica. Uma vénia ao Elvecchio do SerBenfiquista:

"1 - Ainda durante o reinado de Quique Flores tentámos a contratação do GR titular da selecção argentina. Depois veio Jorge Jesus e abandonámos a ideia. Não entendo.
2 - Na pré época o "mestre da táctica" quis ver em acção os guarda redes do Benfica. Se conhece assim tão bem o futebol português não devia ser preciso. Mais estranho ainda é ter concedido a titularidade ao GR que mais golos sofreu na pré-época. Não entendo.
3 - Não vi erros defensivos suficientes do Shaffer que justificassem o seu afastamento do onze inicial. Curiosamente JJ colocou reservas aos dois jogadores contratados antes da sua chegada. Não entendo.
4 - Patric não serve. Certo! E Luis Filipe serve? Não entendo.
5 - Dispensa-se Sepsi e Ruben Lima sem assegurarmos primeiro um jogador para essa posição. O escolhido é Cesar Peixoto. Não entendo.
6 - Gasta-se 7 milhões num trinco. E depois não ha mais dinheiro para outras posições carenciadas. Não entendo.
7 - JJ concorda com 2 anos de renovação do capitão. Depois chegam Saviola, Keirrison e Weldon para juntar a Cardozo e Mantorras num total de 6 avançados. Não entendo.
8 - Escolhe-se o losango como modelo de jogo que implica laterais ofensivos para destruir os autocarros colocados á frente das balizas. Depois deixa-se Shaffer no banco para jogar David Luiz. Não entendo.
9 - Cardozo é o homem ideal para rebentar com as defesas compactas. Passa o jogo todo sentado numa cadeira e é Weldon quem abana com a defesa contrária e nos permite chegar ao golo. Não devia ser ao contrário? Não entendo.
10 - Fabio Coentrão jogou sempre bem em todos os jogos da pré-época. A titularidade no entanto é concedida a Di Maria que ainda ha bocado passou aqui em frente a minha secretária a fintar com os cornos enfiados no chão ... Não entendo.
11 - A equipa terá de jogar o dobro e depois de ter assumido que estava surpreendido pelos indices de qualidade apresentados nesta altura da época, a equipa entra a passo e com a mesma atitude dos anos anteriores. Não entendo.

Resumindo: Quem não consegue entender 11 coisas no futebol (Tantas quantos os jogadores da equipa) o melhor que tem a fazer é pedir pra cagar e sair que é que vou fazer!

domingo, 2 de agosto de 2009

Love is in the air 2

Confirma-se, a jogar assim Jesus no final da época será promovido a Deus.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Love is in the air?

Quem me conhece da blogosfera, ou até dos poucos posts publicados aqui sabe que sou daqueles benfiquistas fanáticos, mas ao mesmo tempo extremamente críticos, algo que já me valeu insultos de muitos artistas por aí. E apesar de continuar a achar que LFV já devia ter ido à vida dele, de ter sérias dúvidas sobre a capacidade de Rui Costa como Director Desportivo, de achar que Jesus poderá vacilar perante a exigência do cargo, e de muitas outras dúvidas que tantos anos de desgraça me fazem ter todos os anos, há algo de diferente no ar nesta pré-época, tenho visto neste Benfica uma atitude que não via anteriormente. Não sei se é o voltar da mística, se é estofo de campeão, ou se é apenas resultado das tremendas pissadas que Jesus lhes deve andar a dar, mas parece-me que podemos ter uma época de 2009-2010 cheia de alegrias. Espero sinceramente que o mês de mercado que falta não vá levar nenhum destes jogadores, porque a equipa parece-me ter tudo o que é necessário para vencer. E eu apesar de ter chegado mais uma vez ao fim da época completamente desapontado, não resisti a renovar os meus 2 cativos, razão pela qual lá estarei a levar os meninos ao colo até ao título.

FORÇA RAPAZES, DEVOLVAM A GLÓRIA AO MAIOR CLUBE DO MUNDO!!!

domingo, 19 de julho de 2009

Previsões (venham de lá esses euros, se os tiverem no sítio)

Vivemos tempos estranhos. Parece que agora um jogador de 27 anos é um velho em final de carreira, acabado para o futebol. Mesmo quando passou 7 ou 8 dos 9 anos da sua (longa?) carreira a marcar golos de todas as maneiras e a dar outros de maneiras várias. Mesmo quando esse jogador, o tal velho perigosamente a caminho dos 28, se mostrou ser um privilegiado para a arte de afagar a redondinha. Mesmo quando, de velho, só tem em si a cultura ancestral dos que nascem com jeito para o futebol. Porque é disso, ou desse, que se trata: capacidade intrínseca - muito além do treino e da procura por rotinar movimentos ao longo da sua carreira - para pensar o jogo e executar mais rápido que os outros, os normais ou medíocres.
Este ano poderemos ver pelos campos portugueses um jogador que, há um ano atrás, seria uma miragem para qualquer um dos clubes que disputam o principal campeonato do nosso país. Um ano depois, é, para alguns mentecaptos, um velho em final de carreira. Este ano poderemos ver, isso sim, um jogador experiente, a meio da sua viagem pelos campos de futebol, mostrar aos que nunca o entenderam (a ele e ao próprio desporto) que velhos são os que procuram, a cada momento e conforme as situações e desesperos, a crítica acéfala e pouco fundamentada.
Previsão para a época de Javier Saviola em 2009/2010: no mínimo, fará 10 golos e 10 assistências. No mínimo.
Aos que vêem nesta previsão uma demência própria de benfiquista boçal estupidamente esperançado com mais uma promessa de pré-época, proponho que se cheguem à frente. E com dinheiro envolvido. Que é para que a opinião, à míngua de fundamento, tenha, pelo menos, a possibilidade de ser totalmente desfeita. E com um preço.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Pandemia

Existe uma pandemia sazonal, para além da gripe A, que anda a contagiar o pessoal. Não há razões para alarme. Acontece todos os anos e não causa vítimas mortais. É a gripe Benfica H09N10, numa nova estirpe que surge neste defeso e que está associada a falta de memória desportiva e tem a sua origem, essencialmente, em tridentes atacantes fantasistas oriundos da América Latina. É uma doença divertida; deixe-se contagiar – se quiser eu espirro-lhe para cima – eu já apanhei o bichito!

O principal veículo de contágio são os jornais e as suas capas infecciosas. Lançam frases acutilantes como quem cospe perdigotos, com consequências letais. Dou exemplos:

Capa da bola de ontem:

“JESUS NÃO LHES DÁ DESCANSO”

“Treinador vive e pensa o futebol 24 horas por dia”

“Palestras convocadas à última hora e em momentos inesperados”

“Exercícios repetidos até à exaustão”

Estas frases são um atentado sanitário, e têm uma consequência devastadora no adepto Benfiquista. Em linguagem benfiquista, esta é praticamente a descrição de uma orgia. Aliás, a conotação sexual é evidente: “não lhes dá descanso”, “24 horas por dia”, “à última hora e em momentos inesperados”, “repetidos até à exaustão”!

E pronto, lá fica o Benfiquista todo excitado, com uma grande fezada em gloriosas e fartas pinadelas (leia-se vitórias) com muitos golos.

Vamos embora! Viva o Benfica!! Aaattchimmm....

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Não, não somos uma família...

Este texto começou por ser um comentário ao pertinentíssimo texto do Ricardo, com o qual concordo plenamente, mas achei que a coisa ganhava mais amplitude se saltasse para fora da caixa de comentários. Foi interessante a intensa troca de ideias que o Sr. Joseph Lemos desencadeou na dita caixa.

De facto, penso que todos os que aqui escrevem, bem como os que vociferam apaixonadamente por cafés e tascos deste país, gostariam de pertencer a esta maravilhosa irmandade: “Uma verdadeira família é una e indivisível e a manutenção desta harmonia só se consegue com a discussão e resolução dos seus problemas no interior do seu próprio seio”. Seria um privilégio. Eu próprio gostaria de ter participado naquele jantar onde LFV convenceu os órgão sociais a demitirem-se em bloco, provocando eleições antecipadas. Gostaria de ter debatido com ele a minha concepção de comportamento e ética a que o presidente do Benfica está vinculado. Talvez um de nós tivesse mudado de ideias!

Mas tal não é possível. E, por favor, deixem-se de sentimentalismos hiperbólicos quando as coisas são sérias. É óbvio que o Benfica não é uma família. Quando o Sr. Joseph Lemos o diz está, ingénua ou maliciosamente, a corroborar um disparate. Mesmo eu já devo ter proferido esse sentimentalismo, mas nunca quando o assunto é sério e racional. Repito, é óbvio que não somos uma família. Por mais que nos una um amor comum, família poderíamos ser se fossemos uns 20 ou 30 sócios e adeptos, se fôssemos um clube da terra. Como qualquer um entenderá, é impossível almejar um comportamento familiar quando nos aproximamos de duas centenas de milhar de sócios, milhões em simpatizantes. Nesta realidade não há debate em família, nem em privado. Tudo será, forçosamente, público. Por ser inconcebível LFV explicar-se em privado a cada um de nós, deve ter um comportamento irrepreensível, que não suscite as dúvidas que não poderá esclarecer. É como a mulher de César: não lhe basta ser séria, tem que parecer.

E isto é que deveria ser A QUESTÃO. Eu já nem quero saber se LFV é sério ou não. Já tenho como garantido que não o parece! Enveredar, junto com os órgãos sociais, por um caminho judicialmente dúbio ao mesmo tempo que opta por privar os sócios de outros candidatos à presidência é demasiado para a minha boa vontade, é mau demais!

Como o Ricardo, não compreendo este ataque endémico de miopia, que beneficiando, ou não, da falta de opositores credíveis ou da aversão dos sócios pelo voto em branco, permitiu resultados que sugerem uma acefalia generalizada. Mas sei que o discurso truculento e pouco escrupuloso de um presidente particularmente indecoroso neste capítulo, permitiu que a multidão perdesse noção do que se discutia verdadeiramente. Afinal, expressões que invocam o ataque à família, a tentativa de roubo do Benfica aos sócios e outras demonizações infantis da oposição servem apenas como cortina de fumo e vil engodo na tentativa de camuflar um último mandato muitíssimo aquém do prometido e exigível, bem como uma série de tomadas de posição e atitudes pouco dignificantes do nosso clube e sua história.

sábado, 4 de julho de 2009

O Templo do Povo

Um dos grandes mistérios da humanidade reside no entendimento da noção de idolatria por parte das massas em redor de um indivíduo. São vários os exemplos do passado a iluminar esta realidade e, embora os mais atentos estejam cientes dos constantes sinais de despotismo que os tiranos, desde muito cedo, alimentam, nem por isso a história se reescreve com novos capítulos nem com diferentes percepções dos indícios que perigosamente adivinham o futuro. É-me difícil assistir à cegueira generalizada das massas em função do seu líder tirano sem que, de dentro de mim, avancem aos tropeções cães raivosos em busca de um motivo, um só motivo que me faça explicar e entender a razão pela qual as pessoas, com ou sem olhos, sofrem de miopia no cérebro.
Assistindo ao discurso formatado de Vieira, na tomada de posse de mais um mandato no trono benfiquista, lembrei-me de um tal de Jim Jones, o homem que levou ao suicídio colectivo, em delírio e de livre vontade, um milhar de pessoas. Pessoas como nós, crentes e descrentes no mundo, pais, filhos, primos como nós, uns aos outros atirados, gente. O cerebelo engaiolado de milhares de pessoas na ideia de um homem e das suas loucuras.
Jim Jones convenceu o povo de que o caminho era ele que o conhecia e, com isso, permitiu-se todos os delírios que o mundo ainda estava para adivinhar: violência mental, violação física, humilhação, aniquilamento, desprezo e homicídio - tudo de forma perfeitamente natural e quase sem contestação (alguns, no fim da crença, desconfiaram do homem mas já seria demasiado tarde). Gente como nós. Pessoas como nós, que religiosamente seguiram aquele homem até à própria morte, desterrados na Guiana, entregues ao cultivo dos alimentos e ao desaparecimento da consciência e do pensamento próprio. No fim, devotados à causa, devotaram-se à morte e entregaram-se-lhe livres, inteiros e preenchidos por, com aquele gesto, seguirem viagem para o lado de lá com o seu líder. Entender isto? Não sei. Explicá-lo? Menos ainda. Só a certeza da incompreensão por tamanho delírio colectivo.
Ao ver o pavilhão da Luz repleto de benfiquistas em louca e desenfreada euforia, gritando "O Benfica é nosso até morrer", idolatrando em êxtase o tirano, não pude, não consegui, deixar de ver naqueles que gritavam a mesma alma de pedra daqueles que um dia foram ao encontro da sua própria demência, cruzando o canal do Panamá.
Ontem, 91,7 por cento dos benfiquistas votantes entregaram o Benfica a quem o desprezou, o humilhou e o desrespeitou. Ofereceram ao líder, de livre e espontânea vontade, a crença na obra feita - a obra dos terceiros e quartos lugares no campeonato (haverá tetra para a medalha de bronze?), a obra da mentira, do enxovalho, da contradição, da falsidade, da injustiça, da desvalorização do que é, ou do que foi?, este clube.
E o líder subiu ao palanque. Não riu porque os líderes não riem, não precisam. Leu o texto que o súbdito lhe escreveu e, ditas as banalidades que o povo queria ouvir, abandonou o local em ombros (mas cuidado com as intimidades), seguro de si e do seu próprio ego. Estava concluída a sessão.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

"Com este não vamos lá..."

Sempre defendi Jesus como uma opção certa para o Benfica, defendo-o agora e defenderei no futuro, desde que ele mostre tudo aquilo que eu dele espero. É importante falarmos sobre as nossas convicções. Principalmente, antes. Que é para depois não assistirmos a mudanças de rumo nas opiniões ou arrependimentos forçados, depois de o mal estar feito.

Cada vez tenho mais certo que o que falta aos benfiquistas é capacidade e conhecimento futebolísticos. Vão atrás de ilusões, de incompetentes que parecem muito amantes do Benfica ou muito bem vestidos e detestam os portugas do povo, os gajos que dizem asneiras, têm uma atitude desleixada. Não interessa se estes últimos são, do ponto de vista da análise da sua competência, os melhores. O que interessa é que no Benfica "os portugueses não ganham" ou "os portugueses não têm o mesmo espaço de manobra". O irónico disto é que quem diz e defende estes conceitos é o mesmo que comete o pecado. E então criticam: antes de ser contratado, dizem cobras e lagartos do homem; quando é consumada a sua vinda, dizem coisas como "agora é o treinador do Benfica, defendo-o até à morte", ainda que sempre gozando com as suas gaffes e deixando subliminares mensagens de que este não é o treinador certo para o Benfica; depois de uns jogos, começam a dizer mal por tudo e por nada; depois de 3 meses defendem a sua saída; quando finalmente é demitido regozijam-se, viram-se uns para os outros e dizem "eu não disse? este gajo não serve!", chamam-lhe nomes, arranjam epítetos engraçados e curiosos com que o vão tratar nos próximos 10 anos; e, depois, quando o treinador que se sucedeu ao ódio de estimação mostra que é incompetente e estrangeiro, vêm para a rua com ar triste, mas sempre negando que o outro realmente é que tinha qualidade - isto porque o benfiquista não gosta de admitir que estava errado. Mas alguns, poucos, vêm para a blogosfera dizer: "admito que cometi um erro".

Pois cometeste: falaste sobre o que não conheces. Achaste-te no direito de falar, da poltrona, sobre o que serve e não serve o Benfica, sem capacidade para analisar a competência de um treinador. Mostraste a tua ignorância e preconceito, supostamente em nome de um passado sem portugueses ou a moralidade dos estrangeiros em detrimento dos outros, os broncos. E o bronco, no fundo, és tu.

domingo, 21 de junho de 2009

José Torres, o Bom Gigante

O nosso grandão dos anos 60 tem uma doença degenerativa há já uns bons anos e a família tem tido dificuldades em arranjar condições financeiras para poder responder, da forma mais digna, aos requisitos que a própria doença exige.

Visto que a Fundação Benfica - que serve, essencialmente, para ajudar quem precisa mas parece não servir para dar a mão a um dos maiores símbolos da nossa História - não tem tido a atitude que dela se espera, proponho-vos o seguinte, na sequência de uma ideia que este blogue defende e que passa, em linhas gerais, pela aglutinação e dinâmica dos próprios adeptos em redor de causas benfiquistas:

- Combinamos um jantar em que cada benfiquista, no fim do mesmo, dará a ajuda que achar justa ou que puder disponibilizar. O dinheiro recolhido será entregue em mãos à família de José Torres. Sem abrirmos contas nem enviarmos o dinheiro para intermediários. Nós próprios, adeptos, faremos chegar o dinheiro à família do Bom Gigante.

O que acham?

Além de podermos contribuir para uma causa que devia ser tratada de forma mais digna por quem nos dirige, parece-me uma boa oportunidade de unirmos benfiquistas em torno da nossa causa maior, o nosso clube.

Dependendo da adesão que mostrarem na caixa de comentários, seguiremos (ou não) com esta ideia para a frente. Digam de vossa justiça.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Vão dar banho ao cão!

Estive uns dias valentes longe das notícias do futebol. Seguiu-se uma reentrada na atmosfera futebolística turbulenta, com o forte impacto astronómico do regresso da constelação galáctica, ou a libertação do homem de longos e multi-coloridos cabelos por parte do Salvador, fazendo Jesus o prometido caminho rumo à Catedral. Deram-se ainda outras minudências, do foro dentário, que rasgam sorrisos saudáveis nos adeptos que não têm mais nada por que sorrir.

Mas quero confessar a minha desilusão por algo que se passou entretanto. Confesso-me profundamente desiludido com LFV, com o Benfica, com os seus sócios e adeptos, e, surpreendentemente, com a blogosfera benfiquista, que julgava com mais capacidade crítica. Preferia levar 10 vezes 7 secos do Celta, a ter que passar pela humilhação de ver um presidente protagonizar (com o apoio dos seus - não me ocorre outra palavra - lacaios) um golpe de teatro que evidencia o mais assustador apego ao poder, uma coisa digna de um qualquer líder birmanês. A humilhação continua: O principal adversário deste pobre de espírito já não pode concorrer porque não tem os anos de sócio. O quê? Isto é mesmo verdade? Eu não quero ser conservador ou retrógrado, mas convenhamos que é completamente despropositado que um benfiquista de 4 anos e meio seja uma opção válida. Se calhar (!), ainda não deu provas para lhe entregarmos o clube, não é? Vamos ter um bocadinho de decoro, ou não? A humilhação suprema surge de malta estar conivente. Chateada mas conivente. Os argumentos do LFV convenceram alguém? Foi isso? Com esta decisão provou falhar num critério eliminatório na escolha de um líder – pôr o Benfica à frente dos interesses pessoais. Vão todos dar banho ao cão - se me querem convencer que eleições agora, e de um momento para o outro, é melhor que em Outubro...vão dar banho ao cão...para não dizer outra coisa...

O Sr. Luís Filipe Vieira é, a partir de agora, e para mim, uma mancha na história do clube. Considero que os benfiquistas se deviam mobilizar na discussão de uma forma de extirpar LFV do cargo que ocupa e, eventualmente, de sócio do Benfica. Parece radical, não é? Mas pensem bem...é o mínimo que se pode fazer a um ditador: exilá-lo da sociedade (benfiquista).

P.S.: Partilho, integralmente, da opinião e ilusão (todo o benfiquista já usa este termo neste contexto) do meu amigo Ricardo pelo senhor Moniz, expressa no texto abaixo. Por isso esta minha fúria, expressa acima. É que, a julgar pelas palavras de Moniz, LFV, com o seu golpe, conseguiu privar-me do meu candidato. Isso é estrondosamente grave. Muito mais grave do que a pueril reacção dos benfiquistas dá a entender e, repito, devia ser impedido a todo custo e de forma implacável.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Sou do Benfica e isso me envaidece

A minha primeira camisola do Benfica não estava preparada para evitar o suor que os braços e o peito em chamas destilavam, enquanto eu corria por entre o musgo e as ervas ou rematava de forma perfeita para as balizas que eram pinheiros que só podiam ser defendidas por guarda-redes gigantes.
Era uma camisola quente, com uma marca que não era a oficial e o próprio símbolo parecia estar a cair, meio descosido com a águia parecendo em voo para o céu, com os olhos virados para cima, para mim. Às vezes baixava a cabeça e olhava-a nos olhos, só para ver se ela continuava no meu peito. E depois corria com a bola nos pés, com as asas que ela me dava. Na parte de trás, o meu pai coseu-lhe um número, o 10, e lembro-me de vê-lo a recortar o pano, a pintar no pano os números e, no fim, coser na camisola o orgulho do número mágico, o número do Diamantino e depois do Valdo.
Antes de sair de casa, fazia como eles faziam: puxava os calções brancos para cima, ajeitava as meias e metia a camisola para dentro. Os calções brancos brilhavam, como os do Nené, e as meias encarnadas esperavam a luta de uma tarde contra a terra e o suor, descaindo ao longo do osso sempre que uma jogada mais vibrante as fazia querer o recolhimento junto às chuteiras.

Na plateia principal - que eram os bancos do parque -, o meu Pai e o meu Avô aplaudiam as jogadas de sonho que eu fazia rente à erva; uma finta a uma pinha, um remate contra o pote de resina do pinheiro, duas ou três cabeçadas por entre os ramos de uma oliveira e o público extasiava-se, queria mais. E eu fazia-lhes a vontade, sempre com aquele ar de orgulho de levar no corpo o manto sagrado. O que eles não sabiam é que só fisicamente eu lutava por entre oliveiras e pinheiros; na cabeça, brilhava em todo o esplendor por um relvado a 150 quilómetros de distância, um relvado sem pinhas nem caruma, com adversários às listas verdes e brancas, e um estádio cheio, de sangue colorido. Aquelas grandes árvores que serviam de balizas, dentro de mim eram postes brancos com redes e um guardião à espera de uma bola difícil - era por isso que sempre que me aproximava da área adversária, e mesmo não havendo quem a defendesse, eu procurava colocar a bola no cantinho junto à resina, não fosse o imaginário guardião gigante negar-me o golo.
Pelo Benfica, terei marcado uns 345.000 golos e terei dado a marcar não menos do que duas centenas de milhar de oportunidades de golo, que às vezes eram desperdiçadas porque os meus colegas imaginários (às vezes árvores decepadas) não tinham a qualidade de remate que eu evidenciava. Fui capitão do Benfica praticamente em todos os jogos e só não o fui em circunstâncias muito especiais, como as vezes em que a braçadeira estava na lavandaria ou aquela outra - que ainda hoje recordo como um dos mais negros dias da minha vida - em que o cão decidiu brincar aos capitães da areia, vestindo a braçadeira nos dentes. Joguei, contabilizando jogos no pátio, na estrada, na rua, na cozinha, no corredor, no parque, no pinhal, na eira, na ponte, no ervado e, mais tarde e mais a sério, no pelado e no relvado, cerca de 3 milhões de vezes, quase sempre de encarnado e quase sempre com a camisola do Benfica vestida.
Porém, tempos houve, e peço desde já desculpa a todos os que seguiram a minha carreira, em que vesti de verde. Foi no tempo em que em Abrantes não havia Benfica para os mais novos e eu ingressei no Sporting da cidade. Sim, assumo a heresia. Mas quem de vós o não teria feito se, no contrato, vos oferecessem aquilo que me ofereceram - hipótese de jogar num pelado enorme, a sério, com balizas que não eram pinheiros, marcas brancas direitas no campo, pedras que não as iguais às que vivem junto às pinhas (mas igualmente dolorosas), adversários que não árvores sem cabeça e público, umas 80 ou 90 pessoas?
Se ainda não estão convencidos, digo apenas isto e espero ser declarado inocente em tribunal: no fim de cada jogo, davam-me duas sandes de queijo e um trina de laranja. I rest my case.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Sucessor de LFV?

http://web3.cmvm.pt/sdi2004/emitentes/docs/FR24250.pdf

Havia 4 hipóteses para Rui e pelos vistos ele vai pela 1ª. Já percebi que os projectos de Rui Costa valem tanto como os do seu antecessor, ou seja nada.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Aí está o primeiro logo da nossa campanha!!!

Campanha SLB










Não se espantem se virem cartazes iguais a este no Marquês.





* Obrigado ao criativo da campanha, Paulo Cb, pelo trabalho desenvolvido.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Pobreza de espírito

O Benfica e a luta interna pelo poder. O LFV teve uma fantástica passagem pelo Benfica e, houve um momento, alguns anos atrás, em que poderia ter preparado uma saída, argumentar que tinha cumprido a sua missão e partir. Teria sido um ciclo marcante e teria ganho, com certeza, um lugar de destaque na história do clube. Talvez um busto em bronze, nunca se sabe! Mas não, tinha que se armar em político e fazer daquilo carreira. Para mim, um presidente do Benfica será alguém que se destacou dos demais no cumprimento da sua vida profissional e pública, e que, aliado ao seu benfiquismo de uma vida, vê esses louváveis atributos reconhecidos pelos seus pares, assumindo o lugar mais alto na hierarquia encarnada com o genuíno orgulho e motivação de servir o Benfica, e saindo antes de se servir dele. Um presidente deve chegar quando o clube precisa dele e não o contrário. Veiga e Vieira revelam-se ambos aquém deste perfil, pobres de espírito incapazes dessa nobre e desinteressada generosidade de que falo. São antes dois bêbados cambaleantes, sedentos dessa vertigem de poder que brota, embriagante, do trono benfiquista.

O Sporting. Bettencourt ainda me enganou durante uns dias, mas essa de que os treinadores de prestígio não fazem pré-acordos, entre outros sinais de arrogância, já vieram garantir mais do mesmo no futebol português. Pergunto-me se continuará com essa pobreza de espírito de ser a dama de companhia do Porto. Deve ser formidável ficar em segundo. Lembra-me a rapariga que era amiga da menina popular, que mandava recadinhos da amiga popular ao rapaz giro e que, no final, ficava com o amigo narigudo e baixo do rapaz giro...

O Porto. Clube com duas décadas praticamente sem par no mundo do futebol dos mais pequenos. Pinto da Costa, esse dirigente mítico, que alcançou num clube o que, julgo, poucos imitaram. E, ainda assim, quando vem ao estádio nacional para conquistar o troféu número trinta e sete mil, oitocentos e quarenta e dois do seu reinado, não se contém e vomita que gostaria de jogar na Luz para nós podermos ver bom futebol. Lindo! O gajo não consegue. É quase cómico. É, também, divinamente irónico. Essa mentalidade tacanha, mesquinha mas tenaz, esse orgulho de minoria, tão salazarista, é, ao mesmo tempo, o segredo do sucesso portista e a derradeira barreira para a sua grandeza. Por isso, o PC chega ao Jamor com uma irritabilidade menstrual, soltando bocas flatulentas e ressabiadas, evidenciando uma incapacidade para atingir o êxtase, a satisfação, a tranquilidade esperada após tudo o que conquistou. A razão é simples: na sua pobreza de espírito é incapaz de encontrar dimensão para ser grande, magnânimo, por uma vez que seja!