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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017
Perdemos com uma vitória por 1-0
Talvez seja preciso recuar a um Benfica-Barcelona de 2006 para encontrar um dia em que o adversário chegou à Luz e fez de nós o que quis. Mas nem assim (ainda respirámos nesse jogo). O que se passou ontem foi um atropelo do princípio ao fim. Foi olhar para um jogo em que de um lado há um óptimo treinador e do outro há um mau treinador. Sem medos: há um mau treinador. Os jogadores do Benfica não estavam minimamente preparados para o atropelo que levaram; não sabiam o que iam encontrar, ninguém lhes disse que terrenos deveriam pisar, o que fazer em campo, que fórmulas para contrariar o adversário.
Como benfiquista - sócio, adepto, doente -, sinto vergonha do que se passou no Estádio da Luz. Ver o meu glorioso clube enterrado na sua área durante 90 minutos não é aquilo que eu espero, não é esse o desígnio que eu defendo para uma ideia colectiva que tem de ser briosa. Não fomos briosos, não ostentámos Mística nenhuma - a malta dos anos 60, 70 e 80 só não vai dizer isto porque foi comprada a troco de pneus para os carros e talvez uns ambientadores para snifar cheiros.
O Benfica, o maravilhoso Sport Lisboa e Benfica, é outra coisa. É um clube que, sem dinheiro, sem reconhecimento, sob a mão trágica de uma ditadura, chegou à Europa e tornou-se Bicampeão Europeu. Em 7 anos, foi a 5 finais europeias. O Glorioso Sport Lisboa e Benfica é o clube que tem 11 finais europeias, 3 delas ganhas. O Benfica, o mais Glorioso, é o clube que mais Campeonatos Nacionais tem, mais Taças de Portugal tem, mais Taças da Liga tem. O Benfica foi durante décadas o clube que contrariou o Estado Novo - o único com eleições democráticas, o único clube do povo, o clube ao qual foi proibido o seu Hino (Avante, Avante p'lo Benfica), o que viu ser-lhe negada a cor (passou de vermelho a encarnado). O maravilhoso Sport Lisboa e Benfica é maior do que Portugal.
O meu Pai não me ensinou a ser de um clube submisso. Portanto, para mim ontem perdermos com uma vitória por 1-0.
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terça-feira, 14 de fevereiro de 2017
Mudanças para ganhar
Ederson
Semedo, Lindelof, Jardel, Almeida
Fejsa
Carrillo, Pizzi, Cervi
Jonas, Rafa
- Almeida por Eliseu. Com Cervi naquele corredor a garantir alguns momentos de profundidade, as poucas mais-valias de Eliseu ficam colmatadas e Almeida defende melhor.
- Jardel por Luisão. Não sou fã do primeiro; nunca fui grande fã do segundo. Mesmo sem jogos nas pernas, contra uma equipa que explora constantemente o espaço entre o nosso médio defensivo e a nossa linha defensiva e a profundidade nas costas da defesa, Jardel será sempre melhor solução do que Luisão. Além disso, solta Lindelof para a direita, onde explora melhor as suas qualidades, especificamente a qualidade na saída de bola e a possibilidade de criar superioridade numérica em zonas perigosas para os alemães.
- Carrillo por Salvio. Talento contra correria desenfreada. Inteligência e instinto contra contabilizações da GoalPoint.
- Rafa por Mitroglou (ou por Jonas, se este não puder jogar). Comigo, o português seria sempre titular. É, a par de Jonas, Pizzi e Zivkovic (e Carrillo, a espaços), o que mais constantemente cria. Tem uma imaginação prodigiosa, faz coisas que não foram ainda vistas. Neste jogo específico será fundamental a pressionar em zonas mais baixas e depois, na recuperação, a ligar toda a equipa para os lances letais em que poderemos criar as nossas melhores oportunidades de golo.
2-1.
Semedo, Lindelof, Jardel, Almeida
Fejsa
Carrillo, Pizzi, Cervi
Jonas, Rafa
- Almeida por Eliseu. Com Cervi naquele corredor a garantir alguns momentos de profundidade, as poucas mais-valias de Eliseu ficam colmatadas e Almeida defende melhor.
- Jardel por Luisão. Não sou fã do primeiro; nunca fui grande fã do segundo. Mesmo sem jogos nas pernas, contra uma equipa que explora constantemente o espaço entre o nosso médio defensivo e a nossa linha defensiva e a profundidade nas costas da defesa, Jardel será sempre melhor solução do que Luisão. Além disso, solta Lindelof para a direita, onde explora melhor as suas qualidades, especificamente a qualidade na saída de bola e a possibilidade de criar superioridade numérica em zonas perigosas para os alemães.
- Carrillo por Salvio. Talento contra correria desenfreada. Inteligência e instinto contra contabilizações da GoalPoint.
- Rafa por Mitroglou (ou por Jonas, se este não puder jogar). Comigo, o português seria sempre titular. É, a par de Jonas, Pizzi e Zivkovic (e Carrillo, a espaços), o que mais constantemente cria. Tem uma imaginação prodigiosa, faz coisas que não foram ainda vistas. Neste jogo específico será fundamental a pressionar em zonas mais baixas e depois, na recuperação, a ligar toda a equipa para os lances letais em que poderemos criar as nossas melhores oportunidades de golo.
2-1.
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