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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Concurso "Cadeira de Sonho" - 3ª meia-final


Conhecidos que estão dois dos três finalistas - Bcool e PJ já preparam as chuteiras para o próximo embate - falta-nos apurar o terceiro atleta para esse jogo dos jogos na blogosfera, a final do Concurso "Cadeira de Sonho". Nesta meia-final defrontam-se Francisco Correia e JC, cada um com uma forma muito própria de viver e escrever Benfica. Já sabem: votação de 1 a 10 para cada um deles e justificações se acharem necessário. Que comece a contenda:



Francisco Correia


«Vou riscar o dia 31 de Janeiro do meu calendário!

Numa das minhas sessões de zapping nocturno, após duas horas de “Gato Fedorento”, perdão, de “Dia Seguinte”, dei de caras com a confirmação de duas notícias que vinham sendo teimosamente veiculas pela imprensa de ontem, às quais ia reagindo com um tremendo bocejo, ou como sendo brincadeiras de mau gosto: Yannick Djaló assina por quatro anos e meio com o Benfica e Rubén Amorim era emprestado ao Braga por ano e meio!

O quê?? Naaaaaaa..não é possível..mesmo?!?! Parece que sim meus caros..! O pai da Lyonce já treina hoje na fábrica de talentos sediada no Seixal e o “Benfiquista desde pequeno” já faz exames médicos no green de Braga, ao que parece à luz das velas e com água aquecida numa chaleira!

Confesso que fico extremamente baralhado e confuso com estes “negócios” de última hora. Sou totalmente contra contratações no mercado de inverno, por variadíssimas razões e porque raramente acertamos numa!
O que pretende a direcção com isto? Aumentar exponencialmente as filas nas urgências, fruto dos milhares ataques cardíacos que certamente se verificaram?? Caro presidente, o nosso SNS é como o Vitor Pereira..não dá conta do recado (ou dá..pela perspectiva de um Benfiquista).
Um pouco mais a sério.. Percebo a contratação do Yannick, mas não percebo a cedência de Rúben.

Vejamos, Jorge Jesus acredita que conseguirá transformar o internacional português numa alternativa válida e interessante para as alas (basicamente terá que o ensinar a jogar, pois para além de ter estado vários meses parado, veio do Sporting) e para além disso, dá (mais) uma alfinetada aos Viscondes.
Já imaginaram se sai daqui mais um “Simão”?? (sonhar não custa). Vamos a factos: Djaló é jovem, vem a custo zero, é internacional e, sejamos francos, tem algum potencial e margem de progressão.
JJ fez um excelente trabalho com Di Maria, Fábio Coentrão, David Luiz, Javi, Rodrigo…porque não conseguir potenciar este jogador?

Veredicto: contratação aprovada!

O segundo caso é completamente diferente e cheira-me muito a estrume! É um caso de clara indisciplina do jogador e de falta de capacidade de gerir egos por parte da equipe técnica.
Se conseguiram resolver o caso de Enzo Perez porque não fizeram exactamente o mesmo com Rúben Amorim? Era claramente mais simples. O médio/lateral direito assumia as suas responsabilidades, era multado e imediatamente integrado no plantel.
Mas não, resolveram brindar-nos com um empréstimo a um rival, que luta pelos lugares cimeiros e que nos últimos anos nos tem recebido de forma extremamente calorosa e eufórica, nomeadamente com oferta de isqueiros, bolas de golfe, chapadas, pontapés, simulações e apagões.

O nosso presidente deve alguma coisa a António Salvador? Se sim, que responsabilidades tem o clube?? Se não..anda claramente a brincar aos clubes de futebol!

Esclareça-nos Sr. Luis Filipe Vieira!

Veredicto: uma borrada..!»




JC


«Da Táctica do Bigode

Percebo pouco de futebol no que diz respeito à sua vertente táctica. Provavelmente esta inconfidência compromete desde já a minha participação neste concurso, mas a verdade é que tenho sérias dificuldades em distinguir um 4-4-2 de um 4-2-3-1 no decorrer de um jogo. Posso, no entanto, afiançar-vos que sou de uma competência inigualável na tarefa de identificar o número de defesas, médios e avançados que constituem a equipa inicial do Benfica num jogo de futebol. A partir do momento em que o árbitro apita para o início da partida é que as coisas se complicam: os gajos insistem em mexer-se, misturam-se, encavalitam-se uns nos outros, fazem trinta-por-uma-linha, o que me faz perder o fio à meada. Ainda assim, palpita-me que aquilo não deve andar muito longe de ser onze marmanjos para cada lado. Mais coisa menos coisa. Mais Emerson menos Emerson. Tudo o resto são conjecturas de comentadores obtusos numa tentativa de diminuir o ego do atento e inteligente espectador de futebol, levando-o a crer que não percebe nada de nada, e que aquilo que lhe parece simples -  e, efectivamente, é simples – é, afinal de contas, uma coisa muito complexa. 

“Ora repare-se como o Benfica joga agora num 4-4-2 bem definido”, diz o sábio relatador ao mesmo tempo que nas imagens vemos o Cardozo a enfiar uma cotovelada na boca do adversário. Como se não bastasse, ouvi há dias um destes eruditos falar num “4-3-3 que, na prática, se traduz num 4-5-1”. Não coloco de parte a hipótese do comentador estar certo na sua análise, da mesma forma que não coloco de parte a hipótese de que esteja a fumar umas merdas estranhas enquanto relata o jogo. O que dizer então quando Maxi vai à linha de fundo cruzar uma bola? Que estamos a jogar em 4-2-3-1, mas que na prática é um 4-4-2, sendo que pelo entusiasmo dos jogadores do meio-campo se tornou num 4-2-4 que o sacana do uruguaio, com a sua intromissão no ataque, resolveu transformar num 3-2-5? É isto? 

Não quero saber. Deixo essa reflexão para quem gosta de ouvir as xaropadas do enfadonho e monocórdico do Luís Freitas Lobo. O meu futebol não é assim. O meu futebol é simples. O meu futebol, já o disse, joga-se com onze de cada lado. Tão somente isto. Não é o futebol dos meninos bonitos, depilados e de sobrancelha arranjada. É o futebol-macaco, de homens a sério, feios como os trovões, peludos, esguedelhados, cabelo aciganado ou simplesmente carecas mas sempre, sempre com uma bigodaça respeitável. É o  futebol dos Velosos e dos Carlos Manuéis, dos Diamantinos e dos Chalanas. O futebol dos homens de barba rija, dentro e fora do relvado. É o futebol dos jogadores que se emborracham e batem nas mulheres. Não é o futebol em que todos os craques têm mulheres boas que se despem para as revistas. É o futebol dos artistas que, em tendo uma mulher boa, esgaçam-lhe o esfincter dando-lhe uma razão válida para ser capa de jornal. 

Tudo isto para vos dizer o seguinte: não tenham a mínima dúvida de que Djaló é rapazinho para entrar em qualquer táctica que Jesus queira utilizar, assim ele arranje uma trunfa em condições, um bigode farfalhudo e dê ao traseiro da Luciana o tratamento que Portugal inteiro gostaria de dar.»



Fim da votação e vitória do JC por 129-106. Renhidinho, duro, repartido. No fim, venceu o machista. A Ulricha não gostou muito mas diz que não se importa. O resto tem queixas sobre a votação, sobre a democracia, sobre o sabor do gelado que se serve à entrada do estádio. São uns insatisfeitos, vocês. Façam concursos nos vossos blogues e deixem este concurso sossegado. Cambada de piegas.

Levei em conta o que disseram sobre a qualidade destes dois textos e fiz o que tinha a ser feito: mantive tudo como estava. Obrigado, no entanto, por darem a vossa opinião. Não serve de grande coisa, mas ajuda à democracia (que é uma coisinha muito boa). O ditador aqui decide. Não sou o grande líder mas para lá caminho - e, por favor, nunca metam imagens relacionadas com o Holocausto. É de uma insensibilidade histórica sem paralelo.


JC, envia novo texto. Tenta abarcar o universo feminino do blogue, que se resume a uma pessoa. E o outro rapaz, o PJ, que envie também. Lá porque anda a investigar o Carlos Cruz não quer dizer que não possa, num intervalinho para o donuts, escrever um texto para o concurso.


Obrigado pela participação. Segunda-Feira há final gloriosa.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Concurso "Cadeira de Sonho" - 2ª meia-final

Anda tudo muito crispado por aqui, há que acalmar as passarocas. Enquanto Gomes da Silva vai enviar email a convidar-me para ir almoçar com ele à Trindade amanhã, voltemos ao nosso concurso. E hoje promete bastante. Não há cá Joões Silvas. Hoje é a sério, hoje vai ser ali até ao fim. Ou então não, vocês é que sabem. Sem mais apresentações, está dado o pontapé de saída:






Rui Custódio


«Obviamente que qualquer semelhança do que escrevo de seguida com a ficção é pura realidade.
O Glorioso tem eleições em Outubro e o Clube Corrupto Mafioso tem interesse em que ganhe o LFV pois este senhor, apesar de bastantes virtudes tem também um grande handicap que é estar satisfeito ao ganhar campeonatos de 3 em 3 ou de 4 em 4 anos. Para além disso, o sistema tem interesse em que o Benfica renove com a Olivedesportos e ao mais baixo preço possível.
Neste contexto, o Clube Corrupto Mafioso está a mover as suas influências no sentido de o Benfica ganhar este campeontato, de forma a que as eleições sejam um passeio para LFV e de forma a que o contrato mal negociado e mal remunerado com a Sport TV seja formalizado sem grande contestação.
Obviamente, vão utilizar a estratégia populista (que permite manter e aumentar os níveis de união e de ódio dos jogadores e dos adeptos contra o inimigo) de denegrir a justiça da nossa vitória, tal como fizeram há 2 anos, com a treta do "campeão dos túneis". Deve estar a sair o soundbyte para este campeonato, o qual, como sabemos, será naturalmente amplificado pela comunicação social, pelos Submissos Coniventes e Palhaços (SCP) e por todos os outros presidentes dos clubes da 1.ª liga, os quais, como também sabemos, estão devidamente controlados através da colocação de jogadores e treinadores.
Entretanto, vão deixando o Vitó ir-se queimando em lume brando, pois foi essa missão que lhe foi proposta para esta época, em troca de um lugar de treinador principal num dos clubes satélite nas próximas temporadas, algo que o senhor nem sequer imaginaria que poderia conseguir tão cedo.
Portanto, não se iludam com o facto de o Bruno Paixão ser um corajoso herói e coisas do género. O homem ganhou, na mesma, a sua viagem ao Brasil ou o seu rodízio de putedo. Desta vez, a missão era prejudicar o clube mafioso, amanhã será para beneficiar o Glorioso, mas nas próximas épocas não tenham dúvidas: ele vai ter que equilibrar os erros e vai voltar a errar no sentido habitual. E assim, os Corruptos até podem dizer: "sim, senhor, desta vez enganou-se para este lado, mas isso não é nada quando comparado com o campeonato que ofereceu ao Benfica em 2012 no célebre jogo de Barcelos e no jogo que inventou 2 penalties a favor do Benfica (num dos próximos jogos)".
NÃO SE ILUDAM!!
ESTES MENINOS NÃO BRINCAM EM SERVIÇO E SABEM-NA TODA!!
O DINHEIRO PARA A FRUTA NÃO ACABOU, como já vi escrito algures.
O DINHEIRO PARA A FRUTA anda nas offshores (ou pensam que as comissões para os empresários são na íntegra para eles?) e continua a ser distribuído pela malta amiga.
Simplesmente, a estratégia é a longo-prazo e é composta por várias tácticas de curto e médio prazo. E, nos próximos meses, o objectivo é assegurar LFV e a Olivedesportos, é descredibilizar mais um campeonato do SLB e "limpar" a imagem dos árbitros amigos.»



PJ


«Estreia hoje o muito aguardado filme dos Marretas.

Incensado por muitos trintões nostálgicos da onda “revival 80´s” agora em voga, ou
demonizado com uma bola preta, por críticos de cinema sexualmente frustrados
(eufemismo para evitar processos jurídicos de Eduardo Cintra Torres), é um filme
sobre o qual não irei tecer considerações, pois não sou comentador cinéfilo. Então,
perguntar-me-ão: o que raio foi isto para aqui chamado?

Vamos por um momento acreditar que eu de facto conseguiria ouvir aquilo que me
perguntam, pelo que respondo: pelo paralelismo com o mundo do futebol
benfiquista, que, se virmos bem, é mais profundo do que que dizer que quer o
Cocas quer o relvado da Catedral são ambos verdes.

Se bem se lembra quem viu os episódios televisivos nos anos 80, aquilo era uma
companhia de teatro, com elenco fixo, que todas as semanas apresentava o seu
espectáculo, para deleite de uma plateia sempre bem composta, sendo que, de vez
em quando, apareciam umas estrelas convidadas. Qualquer semelhança com um
clube de futebol não é despicienda, pois também semanalmente, um elenco de
artistas apresenta o seu espectáculo perante plateias geralmente bem compostas
(ok, aqui forcei a comparação, pois só me estou a referir ao estádio da Luz), sendo
que, de quando em vez, aparecem contratações de última hora, como a do Djaló.

E quem eram os principais personagens desta companhia?
Para mim, à cabeça, os dois velhotes que, do camarote, estavam sistematicamente
a largar bitaites sobre tudo o que se passava, geralmente com piada, mas sempre
rindo nem que fosse de si próprios. Só não vê a semelhança quem nunca sentou o
nalguedo na bancada MEO, tendo atrás de si uma plateia de reformados
benfiquistas que passam o jogo a denegrir os jogadores (os da casa e os alheios),
os treinadores, os árbitros, os outros espectadores e até a águia Vitória se ela não
acertar à primeira com o poleiro. Geralmente os comentários destes velhotes até
têm piada, a diferença é que muitas das vezes estamos a levar no pescoço com os
perdigotos que eles soltam na fila acima da nossa, coisa que não acontecia (acho)
na plateia dos marretas.

Depois, tínhamos o cozinheiro sueco, um esgroviado chef que fazia receitas
impensáveis com ingredientes que não combinavam, e que estava sempre a falar
sem que se percebesse o que ele dizia. Se alguém aí ao fundo já levantou o dedo
para dizer que eu me estou a referir ao Jesus, acertou.

Havia também o urso Fozzy, o comediante da companhia, que contava anedotas
sem piada e que muitas vezes levava com ovos e tomates, mas que, no fundo,
todos gostavam dele porque fazia parte da família. Ou seja, é como o Enzo Pérez,
que pensava que tinha piada com a novela que arranjou, mas que depois de umas
tomatadas (em linguagem técnica, também conhecidas como processo disciplinar),
resolveu mostrar arrependimento e foi de novo integrado na família benfiquista.
Até ver.

O Rowlf, o cão que tocava piano, era o clássico da companhia. Tipo calmo e
sossegado, com grande senso de humor, verdadeiro mestre de obras primas
musicais, tinha a capacidade de recriar clássicos de Beethoven ou Mozart na mais
pequena abébia que lhe dessem. Tal qual Pablito Aimar, que é capaz de dançar
tango numa caixa de fósforos ou fazer uma sinfonia de passes para as costas dos
defesas contrários, provocando grande sentido de humor nas bancadas.

Animal, o baterista maluco da banda «Dr. Teeth and The Electric Mayhem», estava
constantemente aos gritos e levava tudo na base da pancada, marcando o ritmo da
banda. Petit, Bynia ou Javi Garcia, pertencem a uma longa linhagem de dignos
representantes de “pancadeiros”, que fazem o trabalho sujo e vão marcando o
ritmo para que outros possam brilhar. Mas tudo na base da amizade, bem visto.

Havia também o Gonzo, um tipo bizarro, leal mas mal amado, feio, desengonçado,
com um nariz em forma de gancho, excêntrico e maluco. Qualquer semelhança com
Óscar Cardozo não será coincidência e se este tivesse pêlos azuis sobre o corpo,
seriam a cópia perfeita um do outro. Se bem que se Cardozo tivesse pêlos azuis no
corpo, seria também demasiado semelhante com membros da claque dos
Superdragões, semelhança que lhe poderia ser fatal em termos de, digamos, saúde.

No final, o que há a reter, nos Marretas como no futebol do benfica, é que por
muito inaptos ou problemáticos que fossem os artistas da companhia, quando
actuavam juntos e em equipa, o que acontecia era magia, e o resultado final era
geralmente favorável ao conjunto.

Outros personagens haveria para referir, como por exemplo as galinhas que volta e
meia apareciam nos bastidores mas que nunca se percebia muito bem o que
andavam por ali a fazer (Balboa, diz-vos alguma coisa?), mas não quero ser
entediante. Para isso já bem basta ver o Emerson a jogar.

Falta a Miss Piggy, é um facto. Desde a Margarida Prieto que não temos uma
verdadeira miss no estádio da Luz e não vou sequer contar com as meninas que ao
intervalo aparecem no relvado, porque por muito que lhes queiramos apertar os
pompons, elas estão demasiadamente longe para tal ser possível. No entanto,
também é verdade que a vaga latino americana do benfica (Saviola, Aimar, Javi
Garcia, Garay, etc) têm trazido consigo verdadeiras misses como cara-metade que,
bem vistas as coisas, talvez se dispusessem a fazer algumas coisas
verdadeiramente piggy, mas...não vamos por aí.»
 
 
 
E PJ arrebatou o prémio: vai à final. Chefe, manda novo texto o quanto antes. A final será na Segunda-Feira. 

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Concurso "Cadeira de Sonho" - Regras e 1ª meia-final

Pois bem, meus caros, o prazo para o envio de textos acabou ontem às 23:59. Quem queria fazer parte desta equipa por um mês (com possibilidade de renovação de contrato) e não foi a tempo, paciência - e aviso já que esta será a única vez em que deixaremos amadores como vós penetrarem no âmago da escrita decisiva e certeira. 

Recebemos bastantes prosas - umas 15 -, o que, devo dizer, nos surpreendeu bastante, sempre achámos que ninguém estaria interessado em fazer parte disto, acima de tudo porque ninguém sabe escrever decentemente, à imagem dos que aqui debitam imbecilidades com um ar sério para parecer que sabemos do que falamos. Não sabemos mas isso agora também não vem ao caso. 

Dessas 15, muitas continham uma escrita tão pouco apelativa que fomos obrigados a censurá-las. Pedimos desculpa, mas eram de facto muito fracas - desconfiamos de que tenha sido o Manuel a escrevê-las todas com nomes diferentes. Ou então o Tomás Pizarro. Ou aqueloutro, o Lemos ou lá o que é - estão a ver o estilo, não estão? Enfim, entre insultos e má escrita, sobraram-nos 6 textos (um deles com um insulto pequenino, que deixamos passar) que achamos poderem vir a dar qualquer coisa de interessante, especialmente quando forem filtrados. E a coisa passar-se-á desta forma:

- 3 meias-finais a que se seguirá uma final a 3
- cada meia-final tem a duração de 12 horas; a final, 24.
- esses 3 vencedores terão de escrever novos textos para a ansiada finalíssima.  
- o vencedor terá direito a escrever no blogue por um mês - não há compromisso em relação ao número de textos que tem de escrever; como membro da equipa, fará como bem entender: ou escreve muitos (como eu), de vez em quando (como o Sérgio) ou muito raramente (como o RogerAjacto). Ficará ao critério do infeliz contemplado, embora tenha de alertar para o facto de que, se quiser permanecer para além do prazo de experiência, se calhar é melhor mostrar os seus dotes mais do que uma ou duas vezes. Não sei, isto sou eu a falar, que não mando nada nesta merda. O divino é que sabe.
- o quadro das meias-finais é este: João Silva-Bcool; Rui Custódio-Lord of the Rings; Francisco Correia-JC.
- Pedimos aos nossos leitores que deixem a votação (de 1 a 10) que acham que cada texto merece, especificando cada escriba - por exemplo: João Silva - 2; Bcool - 2 (ou mais, se calhar mais, 2 é pouco, mas percebem a ideia). E, já agora, que votem muitas pessoas para o concurso ter a credibilidade possível, no meio da quase nula credibilidade que tem logo à partida. Ajudem os vossos companheiros a chegar à Cadeira de Sonho. Peçam dinheiro, minis, iphones4, corrompam-se todos, mas votem. Sejam democratas, sejam ditadores. Mas votem.


Hoje dar-se-á, então, a primeira das três meias-finais, aquela que põe em disputa João Silva e Bcool. Passarei aqui o texto de ambos. E sejam todos muito felizes:


João Silva

"Atiram-se Pedras para o ar como se não se tivesse medo de telhados de vidro...

Aí está a frase que melhor simboliza o Fruta Corrupção e Putedo que a haver justiça em Portugal, militaria nas distritais da Associação de Futebol do Porto.

Será que não existe vergonha para aqueles lados? 

Tudo serve para tentar denegrir a fantástica campanha do nosso Glorioso, que mesmo apresentando Emerson no onze titular semana atrás de semana consegue ir na frente isolado o que só de si é um milagre, penso que Jesus pediu a Santinha Emprestada ao Scolari antes deste sair de Portugal, mas pela primeira vez esta época tiveram a minima razão de quixa de um arbitro.

O mote está dado, é um toca a reunir para os lados da cedofeita que após os campeonatos do "EstorilGate" e do "Túnel" tenta arranjar desculpa para a M%&#@ de futebol que apresenta após ter gasto mais de 40 milhões em contratações esta época.


Eles estão com medo meus amigos e por mais que o dono deste blog ( estou-me pura e simplesmente a cagar para ele) não reconheça merito a LFV pelo trabalho desenvolvido até agora no Glorioso, só um cego não vê que este conseguiu aos poucos despertar um gigante adormecido, e também por isso esta época é de vital Importância.

Com o nosso Glorioso a apresentar um futebol não só vistoso mas tambem, quando tem de ser, pragmático este será porventura a melhor oportunidade de dar um safanão na omogenia instalada no futebol Portugues nos ultimos 30 anos com o segundo campeonato em 3 anos.

Há quanto tempo Ricardinho não tinhas oportunidade disso?? Quem foi o ultimo presidente que o conseguiu??

Por isso meus amigos está na hora de nos unirmos em torno deste Benfica e Não deixar que vozes de Burro cheguem ao Céu blindando o clube que nos envaidece dos merdia, da corrupção e putedo e dos Quequinhos do Lumiar.

Vamos criar um colinho sim , mas em torno desta onda vermelha que crexe de dia para dia e que empurra o nosso Glorioso!

Uni-vos"




Bcool




"Argumentava o Diego no outro dia que normalmente se nasce Benfiquista
e por qualquer defeito da natureza pode-se nascer não-benfiquista.
Eu tendo a discordar dele, pois acho que no fundo somos e nascemos
todos Benfiquistas, até os anti, mas estes por qualquer motivo
(distúrbio, frustração, más companhias) ficam todados no bom senso.
Vou contar a minha história. O meu pai, enquanto Pilão (miúdo dos
Pupilos, antes que tomem outro sentido) cresceu no Estádio da Luz na
década de 60. Como poderia ser de outro clube que não do Glorioso. A
minha mãe, enquanto filha de um lagartão anti-benfiquista, obviamente
que tomou os ínvios caminhos da lagartice.
Eu cresci a ouvir as maravilhas da década de 60 e de todas as coleções
de cromos da bola que fazia, lembro-me especialmente daquela que além
do Bento, Pietra, Veloso, Carlos Manuel, Humberto, Diamantino, Nené,
irmãos Bastos Lopes, Chalana, Laranjeira, etc. tinha também os ídolos
do passado Costa Pereira, Mário João, Germano, Cavém, Coluna, José
Augusto, José Águas, Simões, José Torres e obviamente o grande
Eusébio.
Enquanto na minha rua todos discutiam quem queriam ser do Benfica ou
do Sporting, eu dizia que queria ser m dos ídolos do passado, daqueles
que iam à linha e cruzavam mortiferamente, ou dos que marcavam golos e
davam a marcar, ou mesmo quiçá o grande Eusébio, o que fazia confusão
aos putos da rua, pois eu falava no Benfica do passado e eles diziam
este é dos bifes mal passados. Ficava tão enfurecido com os
energúmenos que quando jogava me preocupava mais em arrear umas massas
do que verdadeiramente jogar à bola, estilo Bynia, ou como diria o meu
pai, estilo Styles, que tinha dado tantas no King que por várias vezes
teve que receber assistência, mas mesmo assim ainda conseguiu marcar
um e nos últimos minutos fazer tremer a barra do Manchester (na altura
o city não contava), antes da debacle física do prolongamento.
Apesar de adepto convicto, o meu pai não era sócio. Não entendia o
porquê, nem porque não me levava à bola ver o glorioso, mas hoje com
distância percebo-o, não eram tempos fáceis, mas uma criança nem
sempre se apercebe, em especial quando nada nos falta. Por isso foi o
meu vizinho Paulo, quem me fez sócio. O meu vizinho do 3.º era um
benfiquista dos 7 costados, que todos os dias ia à sede no Regedor. O
Regedor, onde se aprendia a jogar bilhar com os mestres. Além disso,
ao lado tinha uma hamburgaria com os mais espectaculares hamburgueres
que eu alguma vez comera, com a cebola frita.
Mas adiante, todos os dias quando o meu vizinho Paulo chegava a casa,
eu ia ter com ele para saber as novidades, as últimas, pois ele ou
tinha ido aos treinos ou passara pela sede. Além do mais, a Bola só
saía 3 vezes por semana, à 2.ª, 5.ª e Sábado e portanto ele estava
sempre mais actualizado sobre as novidades que a Bíblia. O que é certo
é que eu estava cada vez mais benfiquista e nem as tentativas fúteis
de conversão por parte do meu avô lagartão nos jogos de pré-época no
São Luís, várias vezes acabavam em discussões, tinham qualquer efeito.
Todos os domingos ligava o rádio na Antena 1 ou na Comercial, nunca
gostei da Renascença, e naquela altura só havia estas 3 rádios e em
Onda Média (era capaz de já haver a antena 2, mas obviamente que essa
não dava futebol), e ouvia os relatos da bola, procurando sempre qual
era a rádio que transmitia o Benfica, pois odiava quando eles
alternavam os relatos e tínhamos que gramar com os lagartos ou os
tripeiros.
Ora a minha mãe, como mulher inteligente, apesar de lagarta, mas
também não ligava muito ao futebol, percebeu cedo a minha condição
(não digo doença, porque o Benfiquismo é uma honra, não uma maleita) e
percebeu ainda como era importante na minha vida o Benfica, porque
ficava chateado se perdia, porque orientava as minhas tarefas de fim
de semana para ter a tarde de domingo livre para ouvir o relato do
Benfica, porque falava do Benfica e dava muito valor às prendas que me
ofereciam do Benfica (andava com uma camisola vermelha com o 3 cosido
nas costas e com o emblema preso por botões), falou com o meu vizinho
Paulo sem eu saber e pediu-lhe que trouxesse os formulários de sócio e
se ele fazia o favor de me recomendar, pois na altura para ser sócio,
só sendo proposto por outro sócio. Dito e feito, o meu vizinho trouxe
a proposta, a minha mãe preencheu-a e na véspera de ser entregue,
mostrou-me-a deu-me a mim para a assinar. Fiquei nas nuvens.
Passado 1 mês já era o sócio 96.000 e qualquer coisa e comecei a ir
com o meu vizinho Paulo ao Domingo ver a bola, mas mais que tudo, ver
o Glorioso. Lá íamos nós, um velhote de 60 e tal anos e um miúdo de 12
anos. De autocarro para Cacilhas, de barco para Lisboa a pé até ao
Rossio, de metro até Sete Rios (última paragem do metro) e depois a pé
até aos campos secundários onde víamos em pé o(s) jogo(s) dos juniores
ou juvenis de manhã, comíamos as nossas sandes trazidas de casa, com
uma água e depois tomávamos o nosso lugar no 3.º Anel (sim o antigo, o
tribunal da Luz) e esperávamos pelo jogo entoando as músicas de apoio.
Nas poucas vezes que chegava triste a casa, a minha mãe entristecia-se
por mim, pois ela gostava que o Benfica ganhasse para me ver feliz. A
minha mãe era uma benfiquista, que por influências familiares foi
enganada a crer que era do Sporting, e sempre o disse, mas que no
fundo descobriu com o filho bom era o Benfica ganhar e ser campeão,
pois daí vinha a felicidade dela.
No fundo somos todos benfiquistas mesmo que alguns não o queiram
admitir, e só por erros do homem (ou da mulher) alguns vivem enganados
julgando que são algo diferente do que realmente são."


E agora... VOTEM! 


A votação não deixou dúvidas a ninguém: Bcool venceu por 10.459 votos contra -5 do João Silva. Se me permitem uma opinião pessoal: estiveram bem, leitores. O João, além de escrever um texto sem interesse, vive num ódio que não cai bem neste blogue. Vitória merecida do Bcool, embora deva aprender a formatar o texto - aquela mancha disforme atirada para a folha em branco não favorece a leitura. Para a final, apresenta-nos um texto em formato mais bonito, se fazes favor.

Ainda hoje ou amanhã, acontecerá a segunda meia-final. Obrigado a todos os que participaram e mesmo aos que não participaram. E até mesmo aos que nem sabem deste blogue nem deste concurso. Obrigado por existirem e serem infelizes.