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sexta-feira, 13 de maio de 2016

A Moda Marquês de Pombal


Tinha 15 anos quando fiquei no Estádio da Luz à espera que a equipa regressasse do Bessa. Voltei para casa quando já o dia se preparava para nascer. Foi uma noite memorável no nosso estádio, as minhas primeiras memórias de um título de campeão nacional. Assim terminou o campeonato de 2004/05.

Em 2010 vivi a euforia do título em pleno Estádio da Luz. Assim que os jogadores abandonaram o relvado eu saí sem destino traçado. Em festa acabei por me dirigir a Alto dos Moinhos. Experienciei a melhor viagem de metro da minha vida. Saí em São Sebastião onde fiquei a saber que um amigo benfiquista ia jantar no Monumental do Saldanha. Em festa fomos os vários que lá comeram e beberam e cantaram. Assim que saímos as ruas estavam cheias. Pessoas e carros em fila em direcção ao Marquês de Pombal. Uma festa tremenda pela Fontes Pereira de Melo abaixo. Indescritível. Cada vez mais benfiquistas, cada vez mais alegria. Quando o autocarro apareceu foi a loucura. Fui do Marquês até ao Rossio agarrado ao autocarro do Benfica. Até hoje tenho aquela sensação que em 2010 festejei o 32 lado a lado com o Javi e o Aimar.

O problema com as coisas boas é que perdem magia assim que se tornam moda.
Os festejos benfiquistas no Marquês tornaram-se uma moda. Um título de campeão do Benfica obrigatoriamente significa que temos de encher o Marquês. Não ir ao Marquês é hoje impensável. É o duck face dos festejos.

Em 2014 começámos a sentir isso.
Apareceram as grades a separar os adeptos dos jogadores e apareceu a música de discoteca.
Lembro-me que chegado ao Marquês, na ânsia de reviver a noite de 2010, fui procurar uns primos nas proximidades da estátua. Chegado a essa zona dei por mim parado, com a cabeça a abanar, com a mão posicionada como se segurasse um vodka limão e pronto para a rodinha das “danças” de grupo. Estava de volta ao Loft.
Olhei em volta, não encontrei os meus primos e bazei dali a correr sem qualquer intenção de voltar. A festa ao som de Benfica fazia-se mais lá em cima.

Em 2015 surgiram mais grades, aumentou o volume das músicas descabidas, criaram-se zonas Vip e ainda fomos brindados com um tremendo palco lá ao longe. Uma festa artificial que rapidamente fez os vândalos esquecerem o Benfica e serem o que são: criminosos.

Agora em 2016 estamos muito próximos do Tri. A festa já está a ser preparada e pelo que ouvi cada adepto que se dirigir ao Marquês irá ser revistado.

Eu como aponto ao Penta começo já a pensar em 2016. Como será? Revista, consumo mínimo obrigatório, grupos só de homens barrados, indumentária obrigatória e os jogadores no terraço da EDP a acenar aos adeptos ao som de um “Ela parte-me o pescoço”.

Em 2017 é tudo para o Urban com o tricampeão Taarabt a representar o resto do plantel.

O festejo do título tem a sua essência na espontaneidade. A modernidade veio arruinar esta festa que já só é mais uma moda.

Já não há espaço para um novo 2010. Os tempos mudaram. Hoje centenas de milhares esperam para ver os jogadores festejar. Naquela altura eram os jogadores que iam à procura da festa benfiquista, sendo arrastados por multidões e arrastando outros milhares.

Não conto ir ao Marquês. Não faço questão porque para mim já perdeu todo o sentido.

O meu apelo aos benfiquistas é que não vão em modas. Festejem o título por todo o país e onde vos apelar o muito benfiquismo.

Seja no Marquês, seja no Saldanha, seja na Defensor de Chaves, Seja nas Laranjeiras, na Ramada, em Santo António dos Cavaleiros, na Musgueira, em Moscavide, na Bobadela, em Almada, Tojal ou na Moita. De Norte a Sul, seja onde for, vivam o Benfica e desfrutem da felicidade de mais um campeonato.


domingo, 11 de maio de 2014

Decisões espanholas com olho na Luz

Ali no país vizinho o campeonato está ao rubro.

A equipa do Di Maria e do Fábio Coentrão já só pensa em jogar na Luz e perante o Celta disse adeus ao título nacional.

O Atlético e o Barça deixaram as decisões para o dia do Jamor.

No próximo Domingo o Messi, Iniesta e companhia recebem este Atletico fortemente liderado pelo Simeone num verdadeiro espectáculo pelo título.

Vitória caseira dá o campeonato ao Barcelona e qualquer outro resultado consagra o Atlético.

Também o Tiago já deve estar a sonhar com o jogo na Luz mas primeiro ainda tem de brilhar nesse duelo de titãs.

Aos benfiquistas sugiro que preparem a gravação do jogo (ou qualquer outro método), é que a festa no Marquês não espera por jogos alheios, muito menos uma festa com quatro canecos!

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Já fizeste a tua reserva?



Estando em 1º lugar (empatados com o Sporting) e a fantásticos dois pontos do FC Porto, sendo que, claramente, o FCP “morreu” para este campeonato e o SCP tem uma equipa de miúdos que não aguenta mais que Janeiro, é tempo de sair à rua e reservar todo e qualquer Marquês deste país, porque isto já não foge.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

50 anos depois, a Champions será nossa!

Pelo menos era este o sentimento de 43 pessoas que votaram ali na sondagem, respondendo à pergunta: "O que esperar da época?". Mais: não só acreditavam numa gloriosa jornada europeia, como viam o Benfica vencer a Liga, a Taça de Portugal, a Taça da Liga e mais 3 troféus angolanos. Hoje, mais comedidos, certamente dispensariam a segunda prova nacional, num gesto de solidariedade com o rival da segunda circular. Entende-se o gesto simpático e o próprio clube entendeu por bem corroborar esse desejo, deixando na Madeira a possibilidade de vencer o troféu, 8 anos depois. Somos uns mãos largas.

No entanto, que não se espere do adepto qualquer outro altruísmo para além deste que já passou - talvez, se o calendário não o permitir, ainda venhamos a abdicar de algum sucesso em terras africanas mas nada, nada para além disso. A partir de agora, Champions, Campeonato e Taça da Liga são objectivos fulcrais para o resto da época. 

A última, porque é nossa por direito e dever: 3 títulos em 4 possíveis é a chamada benfiquização do torneio - como nas outras competições nacionais, o Benfica lidera por números insuperáveis e assim continuará a ser.

Quanto ao campeonato, olhando o calendário e as performances adversárias - Sporting, como se previa, em direcção ao abismo (Olá, Natal) e Porto, apesar de alguns sinais de retoma, muito pouco capaz de manter uma regularidade constante até Maio -, diria que o Benfica só não será campeão pelos motivos que já anteriormente apresentei: incompetência/teimosia de Jorge Jesus. Se o treinador do Benfica souber aliar à competência táctica a flexibilidade de opinião em relação aos (excelentes) recursos que tem no plantel, muito dificilmente não andaremos todos nus pelo Marquês daqui a uns meses. Pelo Marquês e pelo Mundo, que o Benfica não vive de esporádicos lugares no planeta nem da necessidade de fazer de uma cidade uma espécie de fortaleza dos sentimentos. Amigos, sejamos simples na análise: se fizermos o nosso trabalho, seremos campeões. Se o não fizermos, também seremos. Só noutro ano qualquer.
 
Já em relação à Champions, a ópera é mais bufa. Há reais possibilidades de chegarmos aos quartos-de-final e ficamo-nos lucidamente por aqui. O resto que vier será sempre dependente de outros factores que não só a nossa qualidade: arbitragens (sim, na Europa também as há de muito má raiz) e, acima de tudo, da competência do adversário. É que jornadas à Porto 2004 só há para cagões. Ou acham que seria possível alguma equipa chegar até ao troféu ultrapassando Lyon, Corunha e Mónaco? Era bom, era. Mas essa sorte só calha ao Mourinho - sim, a mesma sorte que o treinador português usa para justificar a excelência do futebol do Barcelona. Mais parvo do que ele, mas mesmo muito mais parvo, só mesmo Muricy Ramalho - homem por quem tinha grande admiração e que, de repente, de um momento para o outro, passou a estar nos "2 most wanted" a abater. O outro é, claro, Jose Antonio Camacho. Há que extirpar o futebol destes cancros.