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sexta-feira, 24 de abril de 2015

Em Casa ou Fora, o Mesmo Benfica



Um dos principais assuntos nesta segunda metade da época tem sido o contraste entre a produção da equipa do Benfica nos jogos em casa e fora. 

A tese que mais vejo defendida tem sido baseada em motivos psicológicos. Dentro do clube, e também na boca de alguns adeptos com menor capacidade critica, a tese é a da negação, utilizando palavras como pragmatismo e expressões como “1º lugar”.

Para mim esta discussão tem de ser sobre táctica.
Quando se discutem os 3 grandes muito dificilmente nos lembramos de analisar o adversário.
O Benfica não muda. Tem a sua identidade e filosofia de jogo. O que muda é a postura dos adversários na Luz ou fora desta. 

Os piores resultados, as piores exibições e as mais desapontantes performances da equipa do Benfica foram em que jogos?
 – Liga dos Campeões, jogos com equipas de qualidade igual ou superior ao Braga e também nos jogos fora da Luz.
Não há coincidências. Nós somos iguais mas os adversários são diferentes ou apresentam-se de forma diferente. 

Este Benfica é uma equipa de ataque, de transacções rápidas e de muita correria. É um Benfica que ataca com 8 e em velocidade e que defende em esforço com os que tiverem recuados ou pernas para acompanhar. É um esquema muito bem trabalhado pelo Jorge Jesus, uma filosofia que já está num grau de maturação muito elevado e há um enorme mérito do treinador no modo rotinado e natural como isto funciona.
Contudo o demérito acompanha estes méritos. Não temos plano B e o plano A é fenomenal para jogos de massacre mas débil para jogos mais equilibrados. 

Na luz a maioria das equipas apresenta-se de forma defensiva, com as linhas muito recuadas, sem procurar ter bola e jogando na expectativa de um contra ataque.
É com equipas assim posicionadas que o Benfica se sente mais à vontade.
Nesses jogos o Benfica quase só ataca e é para o momento ofensivo que esta equipa está montada.
Vejamos: Maxi, Eliseu, Samaris, Pizzi, Salvio, Nico, Lima e Jonas. 8 jogadores que gostam de atacar e que são ofensivos nas posições em que se apresentam.

O que acontece quando a equipa que se encolheu na Luz, recebe o Benfica?
As equipas fora do top 4 nacional, fora jogam mais recolhidas mas jogando em casa libertam-se mais, procuram ter bola, disputar o jogo, sobem as linhas e têm mais vontade de jogar futebol.
Isso faz com que o Benfica recue as suas linhas, elimina a constância de momentos ofensivos encarnados, obriga o Benfica a disputar o domínio do meio-campo e afasta os nossos 5 atacantes da área adversária.
O Benfica fica mais desconfortável em campo.

Vejamos: Lima, Jonas, Nico e Salvio, 4 atacantes que se esforçam defensivamente mas que são jogadores puramente de ataque; Pizzi um médio ofensivo lutador mas com evidentes carências defensivas; Samaris um médio com gosto pelo ataque adaptado a 6; Maxi um lateral todo o terreno e com grande tendência para subir pela ala; Eliseu… extremo sem qualidade defensiva e mesmo assim adaptado a lateral.

Portanto para mim está aqui a explicação para a diferença do Benfica na Luz ou fora da Luz: postura do adversário. 

E atenção. Estou longe de criticar a qualidade defensiva da nossa equipa. É impressionante o modo como o Luisão orienta a nossa linha defensiva, como o Salvio e o Nico recuam no terreno e como o Lima ajuda na luta do meio-campo. Nos jogos referidos o Benfica não defende mal, à excepção de erros individuais de um ou outro jogador. Nesses jogos o Benfica tem é muita dificuldade em ter meio-campo, em ter bola e em sair para o ataque. Portanto o adversário está mais próxima da nossa área, tem menos preocupações defensivas, tem mais bola, mais iniciativa de jogo e como tal torna-se mais perigoso, ao contrário de nós. 

Claro que a qualidade dos jogadores também conta para muito. Por isso, apesar de maiores dificuldades, temos conseguido ganhar a maioria dos jogos forasteiros. 

Quando o fosso entre a qualidade dos jogadores já não é assim tão grande a conversa tem sido diferente. A única excepção foi a vitória no Dragão, sobre a qual não me canso de repetir o quanto enorme foi apesar de uma fraca exibição nossa que ainda por cima contou com a incompetência ofensiva do adversário – ineficácia.

Este Domingo na Luz o Porto poderá causar grandes dificuldades ao Benfica. Quando a equipa portista está bem aquele 4-3-3 normalmente superioriza-se à filosófica do Jorge Jesus.
Não sei que Porto teremos mas sei que teremos de correr e lutar muito mais que eles, sei que se jogarmos para o empate, sei que se jogarmos com maior cautela, provavelmente iremos sofrer bastante. 

Se o JJ optar por usar a equipa habitual com a filosofia habitual, teremos de ir para cima deles. Para jogar de forma mais equilibrada e segura seria primeiro necessário alterar alguns jogadores e posicionamentos na equipa, sendo que estrear tal inovação nesta altura do campeonato seja um risco pouco aconselhável.
Nesse caso estaria a falar do Almeida no lugar do Eliseu, estaria a falar num meio-campo diferente, com Samaris acompanhado por Amorim ou Fejsa ou Cristante ou mesmo por 2 destes, abdicando neste último caso de um dos 2 avançados. 

Antevejo que o Jorge Jesus irá jogar com o 11 habitual mas que a equipa irá jogar mais recuada do que o costume na Luz. 

Pessoalmente, condicionado pelas rotinas da equipa tão perto do final do campeonato, apostaria num 11 com Júlio César, Maxi Pereira, Luisão, Jardel, André Almeida, Samaris, Ruben Amorim, Salvio, Nico Gáitan, Lima e Jonas e acima de tudo numa equipa ofensiva, sem receios da derrota e sem pudor em tentar impôr a sua ideia de jogo.

domingo, 19 de outubro de 2014

Evita, Rúben. Tens família [benfiquista].


"Lamentável este ataque ao Amorim".

Há uns dias, o saudoso Guarda Abel (com o qual aproveito para anunciar que não tenho qualquer fotografia) utilizou o Facebook para "avisar" um fiscal de linha, no seu próprio mural, para não se deslocar à cidade Invicta sob pena de apanhar uma tareia das antigas. "Evita. Tens família.", escreveu o simpático ex-agente da PSP da cidade do Porto.

Queria aproveitar as bonitas palavras de Abel para me dirigir a Rúben Amorim. O Rúben é um dos nossos. Não é um estrangeiro que chegou ao Benfica há 3 dias e que já está a pensar numa transferência para um colosso internacional qualquer. O Rúben não vê o Benfica como uma ponte aérea. Para o Rúben, o Benfica não é um meio mas sim um fim. Quando está em campo, veste a camisola. Quando está de fora, ergue o cachecol. E é por isso que, para mim, é difícil compreender e aceitar que Rúben Amorim tenha posado para uma fotografia com alguém que tanto mal fez e tanto mal quer aos benfiquistas.

Caso vos tenha dado um súbito ataque de amnésia ou tenham estado em coma profundo nos últimos 20 anos, Fernando Madureira (ou "Macaco", para os amigos), é o líder da claque dos Super Dragões. É a cabeça de uma organização mafiosa que ameaça e agride (e sabe-se lá o que faria mais se não houvesse um mínimo de descaramento por parte das forças policiais deste país) adeptos de vários clubes e que vive alimentando um ódio visceral ao Benfica, aos seus adeptos e a tudo o que o nosso clube representa. Lembram-se do que aconteceu no ano passado aos adeptos que tentaram deslocar-se ao Dragão Caixa para ver o Benfica sagrar-se campeão europeu de Hóquei em Patins às custas do Porto? Já se esqueceram do que acontece na Avenida dos Aliados sempre que o Benfica ganha um campeonato?

É por isso, Rúben, que tenho de te dizer isto mesmo. "Evita. Tens família.". A tua família é a família benfiquista. É a família a quem Madureira e os seus lacaios insistem em ameaçar e agredir. É esta gente que atira bolas de golfe para tentar acertar em adeptos e jogadores. É esta gente que ataca o autocarro do Benfica quando vai ao Norte, seja à entrada para o Estádio do Dragão, seja na auto-estrada, atirando pedras, partindo vidros e colocando em perigo a vida dos teus colegas de equipa, dos teus amigos. Por isso, Rúben, deverias ter evitado tirar aquela foto. Por uma questão de respeito para com os teus colegas e para com a tua família.

Não sei se Rúben Amorim viu ou não que era Fernando Madureira que estava ao lado de Pedro Proença. Se ainda estivessem umas dez, vinte pessoas, acredito que pudesse nem se ter apercebido, mas agora só estando lá mais duas… acredita quem quer na justificação. Por mim está tudo esclarecido. Foi um momento profundamente infeliz do Rúben, que não reflectiu sobre as consequências de tirar uma fotografia com alguém que nos odeia de morte. Esteve mal.

Por isso, antes de dizerem "Lamentável este ataque ao Amorim", pensem duas vezes. Pensem no que gente como Fernando Madureira representa. Isto não é um ataque a Amorim. É a defesa dos benfiquistas.

Às vezes, a melhor forma de ficar bem na fotografia é nem aparecer nela. Que sirva de lição.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Leva só um, Lim.

Pérez dado como certo, Amorim e Urreta próximos da transferência, André Gomes e Rodrigo comprados em Janeiro, contactos por Jorge Jesus. O Lim do Valência não quererá levar o Vieira?

terça-feira, 20 de maio de 2014

Seleccionadores de Bancada

Contestar as escolhas do Seleccionador para um Mundial é tão 1986. Em nós haverá sempre um treinador que escolherá os melhores dos melhores; se fôssemos nós a escolher o lote de felizes contemplados, não há dúvida absolutamente nenhuma de que seríamos Campeões Mundiais de 4 em 4 anos.

A escolha de um plantel para um Campeonato do Mundo deve depender de outros factores para além da forma física extraordinária ou capacidade atlética genial ou uma técnica apuradíssima. É um equilíbrio muito difícil entre sensibilidades; às vezes é melhor escolher um jogador de menor qualidade mas profundamente integrado e orientado para o espírito colectivo (dentro e fora de campo) do que 3 ou 4 craques que não percebem nada do jogo e detestam confraternizar com os outros à hora da ceia, preferindo passar os dias e as noites a jogar playstation no quarto, a olhar para o telemóvel ou a experimentar fatos e gravatas.

Paulo Bento, que tem demonstrado competência e não merece, quanto a mim, tanta crítica, escolheu estes. Que tenha sorte e que Portugal possa fazer uma boa figura. Tendo em conta o nível de todas as equipas, diria que podemos chegar aos quartos-de-final. Mais do que isso dependerá da sorte e da superação. 

Eis os 23 escolhidos:

Guarda-redes: Beto (Sevilha), Eduardo (SC Braga) e Rui Patrício (Sporting);
Defesas: André Almeida (Benfica), Bruno Alves (Fenerbahçe), Fábio Coentrão (Real Madrid), João Pereira (Valência), Neto (Zenit), Pepe (Real Madrid) e Ricardo Costa (Valência).
Médios: João Moutinho (Mónaco), Miguel Veloso (D. Kiev), Raul Meireles (Fenerbahçe), Rúben Amorim (Benfica) e William Carvalho (Sporting).
Avançados: Cristiano Ronaldo (Real Madrid), Éder (SC Braga), Hélder Postiga (Lazio), Hugo Almeida (Besiktas), Nani (Manchester United), Rafa (SC Braga), Varela (FC Porto) e Vieirinha (Wolfsburgo).


Parabéns especiais a André Almeida e Amorim pela oportunidade de representarem o Benfica num Mundial.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Era bom que trocássemos umas ideias sobre o assunto

1) Sem Fejsa e Amorim, sobra Almeida e... André Gomes. Muito curioso o texto do Nuno sobre o William Carvalho; penso que o André Gomes poderia perfeitamente ter um percurso semelhante e potenciar o seu talento numa posição mais recuada.

2) Este jogo com o Rio Ave é o jogo mais perigoso que teremos até ao final do campeonato. Uma equipa que tem capacidade e qualidade para se organizar defensivamente não no estilo autocarro mas sempre numa contenção que está preparada para a recuperação e rápido gatilho rumo à baliza adversária - cuidado com o espaço deixado nas costas do nosso médio defensivo. É a última grande prova. Ultrapassando-a, poderemos apostar em força nas outras competições. 

3) Não concordo com a teoria de que, se eliminarmos o AZ ALkmaar, para nós será melhor enfrentar logo a Juventus para não apanhar a equipa italiana na final e no seu estádio. Por duas razões:

Parece-me que ao Benfica interessará, antes de mais, conseguir chegar ao último jogo, que é sempre, como o ano passado pudemos sentir ao vivo e a cores em Amesterdão, uma festa maravilhosa de futebol e convívio entre adeptos. Lá chegando, é para ganhar. Mais do que disputar, é para ganhar. Já chega de finais perdidas - temos 5 finais perdidas na Taça dos Clubes Campeões Europeus (63, 65, 68, 88, 90), uma na Taça UEFA (83) e uma na Liga Europa (2013). E, ao contrário do que se diz, não temos 2 finais ganhas; temos 3. Uma na Taça Latina (50) e duas na TCCE (61, 62). Para um clube com a nossa grandeza, não vencer nenhuma competição europeia há mais de 50 anos é triste; é tempo de finalmente acabar com a seca. 

Por outro lado, ninguém nos garante que a Juventus não será eliminada até à final. É pouco provável, mas não impossível. Nesse sentido, quero um Benfica-Basileia para as meias-finais, caso passemos a equipa holandesa. E um Sevilha-Juventus para o outro jogo. 

4) A entrada de Nuno Gomes no Benfica é um clássico de Vieira. Numa fase crucial da época, decide inventar um cargo (ninguém sabe o que aquilo é; vai fazer companhia ao Rui Costa a olhar para as bolas dos sorteios?) para um jogador que tem uma péssima relação com o treinador. Resta saber se Vieira é mesmo completamente incompetente ou se faz de propósito - qualquer uma não nos serve. Benfiquistas competentes no clube? Sim, é o que defendemos; tachos a benfiquistas sem qualquer razão para isso? Não, não é o que defendemos. Um sinal de que Jorge Jesus deverá estar mesmo de saída. 

5) Há quem garanta, nesses sombrios corredores da informação privilegiada, que Marco Silva está já contratado para a próxima época. Se for o caso, é uma boa escolha. Saindo Jesus, não vejo nenhuma outra alternativa ao catedrático da Reboleira do que o treinador do Estoril. A conversa sobre a "experiência que ainda não tem" é uma treta sem sentido. Quando há qualidade, quando há competência, quando há coerência e evolução no trabalho de um treinador, só precisa que lhe dêem um plantel de qualidade, que ele fará o resto. 

6) O título é do excelente livro do excelente escritor que é Mário de Carvalho.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Lesão de Salvio - uma oportunidade de fazer diferente

Sem Salvio até Março, urge mudar de sistema de jogo. Não faz qualquer sentido continuar a apostar em dois extremos, dois avançados e dois médios quando o mais eficaz dos extremos e o que mais equilibra um sistema já de si bastante fragilizado não pode jogar até quase ao final da época. Além disso, não há solução para a direita; Ola John e Gaitán têm dificuldades desse lado, Sulejmani é inconstante.

Com a qualidade que há no miolo - este ano, se não houver saídas, teremos finalmente um lote de médios (não «10»; médios) capaz de assegurar qualidade até ao final da época: Matic, Fejsa, Enzo, Amorim, Almeida, Gomes -, o que é lógico é optar por uma de duas soluções:

4x3x3 - Matic como homem mais recuado, Enzo a 8, Djuricic a 10; nas alas, Ola John na esquerda; Markovic na direita, os dois em constantes movimentos interiores (que é o que procuram recorrentemente), deixando a profundidade para os laterais - Siqueira e Maxi têm qualidade na forma como aparecem em movimento ofensivo a dar soluções ao portador. Na frente, Lima. Soluções alternativas para este sistema: por Matic, Fejsa ou Almeida; por Enzo, Amorim ou Gomes; por Djuricic, Gaitán; por Ola John, Gaitán; por Markovic, Sulejmani (mais vertical); por Lima, Cardozo, Rodrigo ou Funes Mori.

4x4x2 losango - Não é propriamente um losango simétrico; comparando, poderá ser uma espécie de regresso de Jesus ao sistema que o fez pela única vez, em 4 anos, campeão nacional. Usar na ala esquerda, um extremo puro e na direita um interior que garanta todas as valências de um médio e acrescente a capacidade para, não sendo extremo, dar largura e profundidade à ala direita, em troca com o lateral desse lado. Assim:

Matic mais recuado; Enzo a interior direito (posição que conhece bem, visto que na Argentina, além de jogar a extremo, quando entrava para o meio-campo normalmente partia de uma posição de interior direito e não de um «8», como no Benfica), Ola John a extremo esquerdo, Djuricic (Gaitán) a «10». Na frente, Markovic no apoio ao ponta-de-lança, que neste sistema já poderá mais facilmente ser Cardozo (se não for vendido). Lima, Rodrigo e Funes Mori servirão como alternativa.

Na baliza, Artur até ver. Oblak tem capacidades para discutir o lugar e agarrar a titularidade se Artur voltar a cometer alguns dos erros do ano passado. À esquerda, obviamente Siqueira; à direita, dependerá dos jogos. Não tendo o Benfica um único lateral-direito de qualidade inegável, terá de revezar Maxi com Almeida (ou até Amorim). Seria bom começar a apostar na evolução de um talento puro como o de João Cancelo, mas não tenho grandes esperanças que isso aconteça com Jorge Jesus ao leme. No centro, Garay e Luisão. As alternativas são fracas e darão problemas, enquanto o segundo melhor central do plantel (melhor do que Luisão, inclusivamente) foi emprestado. 

É apenas e só um exercício. Sabemos que Jesus continuará, mesmo sem Salvio, a apostar no seu 4132. Pagará ou receberá louros por isso. Até agora, e apesar do bom trabalho da época passada, o saldo é francamente negativo, além de que perdeu o balneário (razão mais do que suficiente para não ter visto o seu contrato renovado, muito menos por dois anos). Mas o problema do Benfica está muito longe de ser técnico. Está lá em cima, na bancada presidencial. E enquanto lá estiver em cima, estes exercícios far-se-ão por gosto por futebol; títulos, sucesso desportivo, respeito pelo Benfica - apenas sonhos e delírios de uns quantos anti-benfiquistas primários como nós.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Mais um chapéu de Napoleão para o Museu

- São tantas, tão variadas e tão boas soluções para o meio-campo e ataque que Jesus pode fazer um sorteio antes dos jogos com todos os sistemas e modelos de jogo existentes que terá sempre garantia de qualidade. Se essa qualidade se torna colectiva - como ontem, a espaços -, é a grande questão. Mas talento para trabalhar tem às toneladas.

- A defesa é um passador. Por lhe faltarem os titulares mas também - é melhor não esconder desde princípio - porque o modelo de Jesus traz demasiada instabilidade e insegurança ao sector mais recuado. Sem um interior que equilibre o jogo (velha questão), o Benfica terá mais do mesmo do ano passado. Só vejo dois jogadores com essas características: Witsel e Amorim. Como escrevi na altura, esqueçam Pérez para essas funções.

- Abençoada Copa América. Agora vejam lá se o Uruguai é eliminado e o Luisão se cansa da Rede Record.

- Experimentem o David Simão a Presidente. Qualquer função ele executa bem e era garantia de benfiquismo na Direcção do clube.

- Assobiadores profissionais: Saviola o quê?