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sexta-feira, 3 de agosto de 2018
O MEU 11 PARA A CHAMPIONS
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quarta-feira, 8 de março de 2017
Não havia necessidade
Sinto-me um Diácono Remédios. Bem sei que a minha intervenção não será profiláctica, até porque o mal está feito, mas o futebol praticado pelo Benfica assim me obriga. Não havia necessidade de assistir ao que se passou hoje em Dortmund.
Sou um resultadista. Não sou um romântico à espera de um futebol cativante para me deixar com água na boca enquanto vejo o Benfica jogar. Quero resultados. Quero vitórias. E não me choca absolutamente nada que o Benfica seja eliminado por uma equipa como o Borussia Dortmund. Mas acreditem que mesmo para um resultadista tem de haver um conjunto de princípios de jogo, defensivos e ofensivos, que devem estar bem delineados e que devem ser cumpridos. Acreditar que os resultados podem surgir sem esses princípios não é resultadismo mas sim depositar a fé, a crença ou o que lhe quiserem chamar em algo de tão arbitrário e fortuito que dá pelo simples nome de... sorte. Há uma diferença enorme entre resultadismo e sorte. E os adeptos que acham que o Benfica esteve bem nesta eliminatória com o Dortmund porque pareceu em condições de discuti-la durante os primeiros 135 minutos da mesma, desenganem-se, porque não esteve. Este Benfica, personificado por Rui Vitória, não é resultadista. É um Benfica que se apoia e que aposta tudo na sorte. E isso é um péssimo princípio para quem quer ganhar no futebol, ainda para mais quando dispõe de um conjunto de individualidades muito acima da média, como é o caso do actual plantel do Benfica. A sorte não dura sempre.
Não peço para o Benfica jogar aberto nem para subir as linhas. Pensar que poderíamos jogar assim com o Dortmund seria de um romantismo que não se coaduna com a minha forma moderadamente cautelosa de ver o jogo. Mas precisamente por ser cautelosa e não ser medrosa faz com que não abdique de certos princípios de jogo. Falo de princípios de jogo e não de escolhas individuais de jogadores porque apesar de Vitória ter optado por Samaris, Almeida e Pizzi para o corredor central isso não faz do onze do Benfica obrigatoriamente mais defensivo da mesma forma que as escolhas de Mourinho para a final da Liga dos Campeões de 2010 (Pandev, Milito e Eto'o) não fazem do Inter uma equipa mais ofensiva. Está tudo relacionado com as ideias e com os princípios de jogo uma vez que as escolhas dos jogadores não reflectem obrigatoriamente uma ideia de jogo. E se o Benfica tem uma organização defensiva que é francamente boa para a realidade do plantel que apresenta (e aí o mérito deve ser dado ao seu treinador), ofensivamente, com tanto talento individual, torna-se incompreensível a ausência de um plano de jogo, o medo de ter posse de bola e a incapacidade de olhar o adversários nos olhos. É um reflexo de ausência de processos, de pouco treino e espelha o medo que Rui Vitória tem de jogar contra equipas de valia mais ou menos semelhante à do Benfica. Foi isto que se passou este ano com Besiktas, Napoli, Dortmund, Porto e Sporting. Com a certeza de que algumas vezes se perde, algumas se empata e outras tantas se ganha. Mas apostar o destino na sorte parece-me ser extremamente redutor para a qualidade individual que o plantel do Benfica tem.
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terça-feira, 14 de fevereiro de 2017
Mudanças para ganhar
Ederson
Semedo, Lindelof, Jardel, Almeida
Fejsa
Carrillo, Pizzi, Cervi
Jonas, Rafa
- Almeida por Eliseu. Com Cervi naquele corredor a garantir alguns momentos de profundidade, as poucas mais-valias de Eliseu ficam colmatadas e Almeida defende melhor.
- Jardel por Luisão. Não sou fã do primeiro; nunca fui grande fã do segundo. Mesmo sem jogos nas pernas, contra uma equipa que explora constantemente o espaço entre o nosso médio defensivo e a nossa linha defensiva e a profundidade nas costas da defesa, Jardel será sempre melhor solução do que Luisão. Além disso, solta Lindelof para a direita, onde explora melhor as suas qualidades, especificamente a qualidade na saída de bola e a possibilidade de criar superioridade numérica em zonas perigosas para os alemães.
- Carrillo por Salvio. Talento contra correria desenfreada. Inteligência e instinto contra contabilizações da GoalPoint.
- Rafa por Mitroglou (ou por Jonas, se este não puder jogar). Comigo, o português seria sempre titular. É, a par de Jonas, Pizzi e Zivkovic (e Carrillo, a espaços), o que mais constantemente cria. Tem uma imaginação prodigiosa, faz coisas que não foram ainda vistas. Neste jogo específico será fundamental a pressionar em zonas mais baixas e depois, na recuperação, a ligar toda a equipa para os lances letais em que poderemos criar as nossas melhores oportunidades de golo.
2-1.
Semedo, Lindelof, Jardel, Almeida
Fejsa
Carrillo, Pizzi, Cervi
Jonas, Rafa
- Almeida por Eliseu. Com Cervi naquele corredor a garantir alguns momentos de profundidade, as poucas mais-valias de Eliseu ficam colmatadas e Almeida defende melhor.
- Jardel por Luisão. Não sou fã do primeiro; nunca fui grande fã do segundo. Mesmo sem jogos nas pernas, contra uma equipa que explora constantemente o espaço entre o nosso médio defensivo e a nossa linha defensiva e a profundidade nas costas da defesa, Jardel será sempre melhor solução do que Luisão. Além disso, solta Lindelof para a direita, onde explora melhor as suas qualidades, especificamente a qualidade na saída de bola e a possibilidade de criar superioridade numérica em zonas perigosas para os alemães.
- Carrillo por Salvio. Talento contra correria desenfreada. Inteligência e instinto contra contabilizações da GoalPoint.
- Rafa por Mitroglou (ou por Jonas, se este não puder jogar). Comigo, o português seria sempre titular. É, a par de Jonas, Pizzi e Zivkovic (e Carrillo, a espaços), o que mais constantemente cria. Tem uma imaginação prodigiosa, faz coisas que não foram ainda vistas. Neste jogo específico será fundamental a pressionar em zonas mais baixas e depois, na recuperação, a ligar toda a equipa para os lances letais em que poderemos criar as nossas melhores oportunidades de golo.
2-1.
sábado, 29 de novembro de 2014
O Homem que Mordeu a Champions
Há rábulas dignas d' O Homem que Mordeu o Cão. Aquela em que Jorge Jesus é o único homem em Portugal que não sabia que o Benfica já estava de fora não só da Liga dos Campeões mas também da Liga Europa é uma delas. Provavelmente até Nuno Markl já teria tomado conhecimento de tal ocorrência.
Nesta história rocambolesca que é a eliminação do Benfica da prova rainha da Europa do futebol, o maior destaque vai para o "lapso" que Jesus cometeu na conferência de imprensa de antevisão ao jogo com a Académica. Quando confrontado com a fatalidade de o Benfica terminar a fase de grupos da Champions em 4º lugar, Jesus retorquiu ao jornalista afirmando que era preciso esperar pela última jornada para saber se se confirmaria a última posição. Depois, novamente confrontado com a realidade, Jesus recorreu à matemática para confirmar aquilo que até provavelmente José Sócrates já sabe: o Benfica está mesmo eliminado da Liga dos Campeões.
Falta de atenção? Desconhecimento da verdade? Não sei ao certo o que foi aquele momento [mais um] verdadeiramente deprimente de Jesus numa conferência de imprensa. Mas acho muito estranho que tenha de fazer contas à pontuação das várias equipas para se aperceber, passadas 48 horas da eliminação, de que o Benfica estava mesmo destinado a não viajar mais de avião esta temporada. É que se não fosse a bazófia do costume, aliada a uma leitura de jogo digna de um treinador das distritais (tirar Talisca e meter Derley foi uma das substituições mais incompetentes que me lembro de ver dado o contexto do jogo), o Benfica estaria a uma vitória de garantir o apuramento para a Liga Europa.
Somos todos do tempo em que Fernando Santos era crucificado por não conseguir passar a fase de grupos da Champions. E se não temos memória curta, todos nos lembramos. E se não somos intelectualmente desonestos, também não esquecemos as críticas que se fizeram (e que alguns ainda fazem) a Fernando Santos, enquanto colocam paninhos quentes no homem que recebe 4 milhões de euros por ano e que tem hoje o dobro do orçamento que os seus antecessores tinham. Fica a ideia.
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
Os cinco problemas do Benfica Europeu
1 - O dinheiro conta. Não há outra lei ou verdade no futebol dos dias de hoje que não seja a do dinheiro. É muito bonito dizer que ganhámos duas Taças dos Campeões Europeus, que somos o clube com mais sócios no mundo, que temos 33 campeonatos e uma águia que desce desde o terceiro anel até ao símbolo do clube em todos os jogos em casa. Nada disso dá dinheiro e muito dificilmente se constroem grandes equipas sem dinheiro. Por isso é que clubes como Zenit, sem história, sem passado, que jogam num campeonato para lá de periférico e num país inseguro e frio conseguem construir grandes planteis, com muita qualidade. E com muito dinheiro, não só se recheiam as contas bancárias dos jogadores como também se constroem grandes projectos desportivos. Uma vez mais, o Zenit (como o PSG ou o Manchester City) são excelentes exemplos disso. Por isso, como é que podemos criticar jogadores como Garay, Javi ou Witsel por terem trocado o Benfica por um clube qualquer com dinheiro?
2 - Qualidade do plantel. Este é o pior plantel do Benfica desde 2010/2011. Não temos um guarda-redes de topo, como na época passada. Jardel é um susto de jogador, sem a mais pequena ponta de qualidade para ser titular num Benfica que se queira "europeu". Almeida é de uma banalidade inigualável. Samaris, Cristante ou quem quiserem não têm ritmo nem cadência para segurar um meio-campo. Talisca, apesar de qualidade, não tem [ainda] o conhecimento essencial do futebol europeu que permita triunfar no imediato nas provas europeias. Lima, Derley, ou qualquer outro avançado no plantel, não têm golo, killer instinct ou qualidade para serem uma referência numa equipa que ambicione mais do que ser relegada para a Liga Europa. Sem jogadores de qualidade é mais difícil que aconteça um "milagre". E este é o espelho real do Benfica. Na Europa "não dá", já vimos. No campeonato nacional "vai dando", ainda que com as dificuldades que se conhecem (triunfos tão suados contra Boavista, Moreirense e Estoril) e com a sorte de os rivais directos se terem reforçado mal (caso do Sporting, cujos centrais são anedóticos) ou de terem uma mistura de dona Urraca com Maria Luís Albuquerque como treinador (caso do Porto).
3 - Incapacidade do treinador. Mas a falta de qualidade dos jogadores não explica tudo. Esta é a 5ª época de Jorge Jesus na Liga dos Campeões. Em 4 anos, passou por uma vez aos oitavos e foi relegado por três ocasiões para a Liga Europa. E ao longo desses anos dispôs de planteis de qualidade mais que suficiente para se apurar para a fase seguinte da competição. Os mesmos Garay, Javi e Witsel que há duas semanas pareciam de um nível estratosférico no Zenit também disputaram a Liga dos Campeões pelo Benfica, tendo passado a fase de grupos por apenas uma vez. E quem diz estes diz Cardozo, Matic, Aimar, Coentrão, etc. Se com ovos de grande qualidade Jesus só conseguiu fazer uma omolete por uma ocasião, não será agora com ovos de qualidade duvidosa que a fará. Acresce a isto o facto de o homem que se auto-intitula de "mestre da táctica" não conseguir perceber, ao fim de 5 anos, que subpovoar o meio-campo em jogos da Liga dos Campeões e jogar bem aberto como costuma fazer contra o Belenenses, o Setúbal ou o Nacional não dá bom resultado. Falta sagacidade. Falta, também a ele, qualidade.
4 - A dor de cabeça nos jogos fora. Jogar fora na Liga dos Campeões é um pesadelo. A derrota de hoje, mais que o resultado, espelha bem a falta de qualidade de jogo e a incapacidade de ter bola, de fazer três passes seguidos e de conquistar o meio-campo nos jogos fora (muito por culpa do subpovoamento abordado no ponto acima). É marca registada de Jesus. E não raras vezes dá mau resultado. Leverkusen é só mais um episódio triste, tal como Paris no ano passado, Gelsenkirchen há uns anos, Tel-Aviv há já algum tempo também. Os jogadores já entram em campo com medo. Gostaria de saber se algum jogador entra com confiança e crença de que pode ganhar o jogo.
5 - A importância do campeonato nacional. Esta é uma falsa questão, um falso problema. Dizer que temos de concentrar as atenções no campeonato em detrimento das provas europeias é uma tontice. No início de Outubro não há espaço para fadiga ou cansaço psicológico. O plantel tem mais de onze jogadores e é possível ir fazendo uma rotação pontual sem grandes oscilações de qualidade. Esta é uma desculpa esfarrapada para tentar justificar um possível falhanço nas provas europeias. Ou acham que as outras equipas que nos ganham na Liga dos Campeões abdicam de uma boa prestação nos seus campeonatos? Claro que não. Se pensam que deveríamos abdicar da Champions só para concentrar atenções nas provas internas, recomendo que escrevam uma carta à Direcção sugerindo a desistência das provas europeias.
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sábado, 24 de maio de 2014
O líder sonhou e com o argentino lucrou
E no Estádio da Luz quem (também) ganhou foi.... O Sport Lisboa e Benfica!
(Afinal o LFV até tinha alguma razão em tanto sonhar...)
Allez allez Di Maria allez!
"Estádio da Luz o maior de Portugal tua beleza real dá-te um valor tão profundo.
Estádio da Luz o Benfica campeão o mais linda da Nação e és o maior do Mundo!"
(Afinal o LFV até tinha alguma razão em tanto sonhar...)
Allez allez Di Maria allez!
"Estádio da Luz o maior de Portugal tua beleza real dá-te um valor tão profundo.
Estádio da Luz o Benfica campeão o mais linda da Nação e és o maior do Mundo!"
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
Ontem vi-te na Liga Europa
Após quatro anos de investimentos megalómanos, o Benfica volta a ficar, pela terceira vez, pelo caminho na fase de grupos da Liga dos Campeões. "Por um Benfica na Europa dos Campeões", dizia Vieira aquando da sua terceira eleição. Parabéns, presimente, conseguiu. Efectivamente, temos estado sempre na "Europa dos Campeões". Pena é que seja sempre de passagem, com saída em Dezembro, para ir brincar para a piscina dos pequeninos.
Há duas maneiras de ver a situação: como adeptos do Benfica ou como adeptos do Braga. Os primeiros devem exigir a presença na Liga dos Campeões e, uma vez estando num dos dois primeiros potes, pedir a passagem à fase seguinte. Os segundos, com o devido respeito, devem exigir presenças na Liga dos Campeões e, uma vez lá, conseguir pelo menos o apuramento para a Liga Europa.
Escolham que tipo de adeptos querem ser.
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segunda-feira, 25 de novembro de 2013
50 anos depois, Deusébio continua eterno.
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Taça dos Clubes Campeões Europeus
domingo, 19 de maio de 2013
Para que fique escrito antes de sabermos do desfecho do campeonato:
devemos renovar com Jorge Jesus. Após duas épocas a cometer erros - mais do que básicos, erros estranhos - o que Jesus fez este ano com o plantel desequilibrado que tinha na mão é de uma qualidade inegável.
O campeonato está próximo da perfeição - um erro crasso, é certo, contra o Estoril, que provavelmente custou-nos o título, mas porque o Porto tem feito outro fabuloso campeonato -, na Champions falhou, mas recuperou na Liga Europa onde chegou à final com todo o mérito e a perdeu com muito, muito, muito azar - o que eu vi em Amesterdão ao vivo, aquele jogo da nossa equipa contra uma equipa forte apesar de mal orientada, não é obra do acaso: há trabalho de qualidade de Jorge Jesus; provavelmente, o melhor jogo do Benfica em toda a época. E ainda o Jamor, onde provavelmente levará a Taça para o museu do Benfica.
Nunca posso considerar "brilhante" uma época em que o Benfica "só" vença a Taça de Portugal, mas posso deixar de olhar apenas para os resultados e analisar o caminho até às decisões. Jesus inventou, criou, desenvolveu novas soluções num plantel parco de alternativas credíveis para certas zonas do campo - laterais, centrais, médios 6 e 8. Não será brilhante, mas será muito boa uma época em que ganhemos Campeonato e Taça e boa se apenas ganharmos a última, tendo em conta a presença na final de uma competição europeia e um campeonato disputado até à última jornada.
Jesus tem defeitos? Tem e continuará a tê-los enquanto não estiver sustentado por uma estrutura que, nas alturas cruciais, saiba calar-se quando deve e falar quando não deve estar calada - no Benfica, é ao contrário: a possibilidade de sucesso fez com que a cagança voltasse a surgir e a partir desse momento foi o descalabro. Mas o maior erro da estrutura esteve antes, muito antes: quando não deu ao seu treinador o que era evidente que ele tinha de ter: pelo menos mais um médio que servisse de opção a Matic e Enzo, um central de qualidade superior ao fraco Jardel e um lateral-esquerdo que não estivesse em aprendizagem dentro da competição. Não lhos deram, Jesus fez o que pôde. Mas não pôde tudo, como era expectável. E, assim, nos momentos decisivos, o Benfica falhou.
Não se perguntem se Jesus deve ou não renovar - deve; perguntem-se antes se devemos renovar com estes dirigentes - não devemos. Enquanto Vieira se mantiver no Benfica, nunca teremos sucesso continuado - tenham lá o Mourinho ou o Guardiola ou o Jesus. Porque o homem ainda antes de poder ganhar alguma coisa já demonstra não saber ganhar coisa nenhuma. E por isso perde. E perderá. E perderemos mais vezes do que as que ganharemos. Mesmo que, de tempos a tempos, apareça um título esporádico. Que, rezemos todos à espera do milagre, pode ser já hoje.
sábado, 24 de março de 2012
A prioridade é não ter prioridades
Passeio ao algarve a pensar na terça-feira. Foi isto que eu vi em Olhão. E não me falem de arbitragens, caralho. Sim, a arbitragem foi deplorável. O normal, portanto. Todos nós sabíamos que ia ser assim. Perdão, todos não. Jogadores e treinador, certamente por alguma inexperiência nesta ciência do oculto que é o futebol português, não estavam avisados para o facto. Só assim se explica a toada pastelona com que encarámos toda a primeira parte, à espera de uma qualquer intervenção divina que não a de Jesus para que a redondinha resolvesse aninhar-se na rede adversária. Não entrámos para ganhar, e o Benfica, por mais condicionantes que o jogo tenha e que o impossibilitem de chegar à vitória, jamais pode não entrar para ganhar. Marcar primeiro e descansar depois. Nunca o contrário.
Os primeiros 45 minutos do espectáculo desenrolaram-se com um treinador a condizer, completamente apático e a assistir a tudo de lugar privilegiado. A intervenção divina lá acabou por aparecer, já na segunda parte, mas em nosso prejuízo. Deus, não só não ajudou a resolver a contenda a nosso favor como ainda se retirou da partida. No meio da mediocridade destoou Maxi, esse uruguaio insolente que se atreveu a correr como se não houvesse amanhã. Como castigo foi obrigado a ir à flash interview fazer o papel de revoltado que os dirigentes e treinador insistem em não querer protagonizar, isto quando os colegas de excursão já se encaminhavam de ceroulas vestidas com os dizeres "I Love Algarve" para banhos de hidromassagem.
Provavelmente perdemos dois pontos nesta jornada. E perdemos Aimar. Perdemos muito e isto, por si só, pode significar que perderemos ainda mais. Resta-me o consolo de saber que com tanta poupança e gestão de esforço nas competições internas a Champions League só poderá ser nossa.
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Olhanense-Benfica 2011/2012
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
O talento em retalhos
O problema maior de fazer análises resultadistas é que geralmente os que as fazem andam sempre equivocados – quando ganham, é tudo uma maravilha, não se pode criticar nada, quem critica é abutre – e, claro, surpreendidos – quando perdem, é tudo uma merda, a equipa é horrível e não há futuro. De uma vez por todas: a análise a priori é muito mais interessante e legítima que a que apenas documenta factos. Deixem-nos – escribas deste blogue - com as nossas previsões do apocalipse ou visões de miríficas paisagens futuras, se assim acharmos convenientes. E venham discutir futebol.
Neste sentido, o jogo de ontem era, mais do que uma mera hipótese, bastante previsível. O Benfica, se fosse um jogador no FM, seria daqueles que nos deixaria meia-hora a tentar perceber se o devíamos comprar ou não, tais as incongruências dos valores em que é muito bom e muito mau. O Benfica tem uma qualidade individual que pede, grita, exaspera por uma organização colectiva de excelência. E, no entanto, o que se vê é um grupo de jogadores que mistura grandes méritos com deficiências amadoras:
- a pressão é deficiente e quase nunca orientada: sai um jogador (o mais avançado) ao central adversário, às vezes vai outro (se for Aimar, se for outro qualquer, não vai) procurar pressionar o lateral e depois há um vazio de 20 metros em que não há ninguém e a equipa afunda-se no terreno. Se a pressão não é colectiva e organizada, não vale a pena desperdiçar dois jogadores nesse momento e será preferível que também eles baixem e compactem mais atrás.
- nenhuma equipa consegue exercer pressão estruturada se 3 ou 4 dos 10 não levarem o movimento colectivo a sério. E isto acontece no Benfica demasiadas vezes. Há jogadores (Gaitán desde sempre, Bruno César, muito, Cardozo mais vezes do que devia) que pura e simplesmente andam a passo, à espera que a equipa recupere a bola para correrem – isto nem nos iniciados é permitido!
- a forma como um jogador encara o jogo, no sentido competitivo, é crucial. Observe-se Luisão, o seu esgar, a sua postura em campo, a constante preocupação em estar disponível para um desequilíbrio adversário. Pernas flectidas, mãos em equilíbrio, olhar atento – uma desatenção de um colega e lá está ele, pronto a socorrer e a recuperar a posse. Agora observe-se Gaitán, mesmo nas vezes em que vem apoiar o lateral – corpo mortiço, braços caídos, olhar difuso – qualquer movimento adversário mais rápido deixa-o pregado ao chão, sem tempo de reacção e feito o desequilíbrio. Esta diferença competitiva entre Luisão e Gaitán (e são apenas exemplos, embora os mais evidentes) não pode acontecer na mesma equipa. Porque, tacticamente, gera problemas óbvios, mas também porque vai criando frustração nos que trabalham exemplarmente e tudo dão desde que entram até que saem. Ontem, Luisão, mal acabou o jogo, dirigiu-se para os balneários, pior que uma barata. Como eu o compreendo. Mas aqui a culpa é de quem permite que jogadores passem meses a fio sem um pingo de dinâmica competitiva – a equipa técnica, naturalmente.
- as bolas paradas: há coisas que não lembram a uma equipa de Distrital, menos, claro, a uma equipa de topo como o Benfica. Já viram a forma como defendemos os cantos? Fica um gajo em cima da linha da área e a equipa reza para que a bola seja bombeada. Quando não é e o canto acaba por ser marcado curto, o adversário faz invariavelmente um 2 para 1 porque não há nenhum jogador do Benfica preparado para ir cobrir o segundo jogador. Este posicionamento é patético e gera situações perigosas vezes sem conta. Isto não é de hoje, é de há muito tempo a esta parte. Nos cantos ofensivos, não criamos perigo, sendo que uma boa percentagem é desperdiçada por pontapés sem energia para o primeiro poste, onde estão dois ou três adversários.
- A questão da mentalidade e da maturidade psicológica: ontem não tivemos no banco o nosso treinador porque ele andou em histerismos no último jogo sem necessidade. Com isso, ficámos com um zombie no banco e perdemos aquela energia que, quando as coisas estão mal, ao menos agita e deixa os jogadores em alerta. Culpa do treinador, claro, mas da falta de uma atitude mais reflectida, ponderada e inteligente sobre os acontecimentos. Veja-se Aimar e a forma como fala com os árbitros, depois de as faltas serem marcadas. Ontem levou amarelo, continuou, arriscou levar o vermelho e continuava em discussões estéreis. Nisto, Aimar falha e desde sempre. Depois vem Garay, já o jogo estava no intervalo, e continua e leva amarelo. Falta quem explique e aconselhe jogadores e treinador. Falta que a estrutura seja potenciada ao máximo e não que nos autoflagelemos por entretenimento e diversão.
Em termos de abordagem ao jogo, nem sei que diga. Uma equipa que consegue sufocar o adversário por 30 minutos e depois abandona completamente o jogo e passa a navegar com o vento de trás e um gin-tónico na mão, não merce ganhar. Parece que agora o que está na moda é dizer "estavam a pensa rno próximo jogo", o que não deixa de ser um conceito curioso - assim, o Benfica está constantemente a jogar sem estar a jogar: contra o Olhanense, estava a pensar no Basileia, contra o Basileia estava a pensar no Braga. E que tal pensarem em marcar dois ou três golos e depois pensarem em marcar o quarto?
- As mudanças na equipa: vou pronunciar-me pouco sobre questões tácticas, porque já toda a gente sabe as minhas ideias. Mas não posso deixar de dizer que a substituição do Miguel Vítor pelo Luís Martins foi ridícula – e consequência de ter deixado um campeão do Mundo a ver o jogo sentado no sofá de casa. Como mau foi ter partido, mais ainda, a equipa, com a saída do Aimar e a entrada de Cardozo. Era altura para retirar Rodrigo, meter Cardozo, retirar Aimar, meter Amorim (subia Witsel, reforçando o miolo, que era onde estávamos a perder fulgor) e meter o Nolito pelo Gaitán, que estava cansado há duas horas. Não é que isto assim resultasse de certeza absoluta mas seria mais fácil dar certo do que aquelas ideias estapafúrdias de Raúl José (de Jesus?).
- As individualidades: Artur, Luisão e Garay (um erro parvo, no entanto) são excelentes. E é por isso talvez que as pessoas achem que defendemos bem. O que é esquecido é que uma equipa não é necessariamente boa a defender por ter bons centrais e guarda-redes. O Benfica tem problemas nas alas – na esquerda, tem um jogador medíocre; na direita, tem um jogador que parece estar a querer voltar aos tempos de mediocridade (renovem com ele, caralho, não queremos de volta o Mini Pereira) -, tem um 6 que o não é e tem dois alas que não querem saber do apoio aos laterais. Defender bem? Claro que não.
O golo do Basileia resulta de dois erros individuais claros (Maxi e Matic) mas também da deficiente forma como a equipa estava posicionada em campo. Martins esteve bem, dentro do possível (por mim, entre ele e Emerson, prefiro o puto), Maxi muito dado aos movimentos ofensivos mas, defensivamente, foi uma nulidade completa. Matic não é 6 – enquanto jogar nessa posição, esperem perdas de bola em zonas perigosas, lentidão de processos, afunilamento na zona central. Metam-no a 8 e irão descobrir um excelente jogador. Gaitán tentou (aleluia!), mas, como disse atrás, de forma deficiente – não basta estar lá a defender, é preciso estar em atitude competitiva e isso ele não tem (nem terá?). Bruno César fez o pior jogo de que há memória, mas ele não tem culpa que o metam nas alas. Witsel certinho, mas apagado, Aimar quase sempre bem, embora tenha de rever a forma como arrisca em demasia quando a equipa está balanceada no ataque – algumas perdas de bola são inadmissíveis. Rodrigo fez um golão, tentou muito mas nem sempre bem – é importante que o espanhol continue a ser visto como uma alternativa em vários jogos e não uma certeza absoluta. Tem qualidade, claro, mas também tem deficiências óbvias.
O jogo de Braga vai ser muito difícil. Mas isso já todos sabíamos. Ou não. Os que não sabiam ficaram, desde ontem, a saber.
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segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Factos, perigos e desejos
1) Mais um fim-de-semana à Benfica:
Futebol: Benfica-2 Olhanense -1
Futsal: Benfica-5 Operário-1
Voleibol: Fonte Bastardo-1 Benfica-3
Andebol: Benfica-41 Xico Andebol-21
Hóquei em Patins-11 Riba d´Ave-1
Exceptuando o Hóquei - que um empate na primeira jornada atrasou a chegada ao topo -, em todas as outras competições o Benfica lidera. É isto ecletismo: diversidade e competitividade.
2) Das 53 equipas que participam ou participaram nas provas da UEFA em 2011/2012, o Benfica é uma das duas que ainda não perdeu esta época em qualquer competição. A outra é o Barcelona.
3) Espero que Jesus tenha observado com redobrada atenção o jogo de ontem, entre o Feirense e o Sporting. Por três razões: para compreender que Quim Machado é, surpreendentemente (para mim), um bom treinador de futebol; para entender que o Sporting é uma equipa com bons valores na frente mas tem grandes dificuldades tanto na defesa como no meio-campo defensivo - tudo o que passe por uma intensa e orientada pressão à saída do jogo leonino será meio caminho andado para transformar o seu jogo na miséria a que assistimos ontem à noite; para assimilar que este ano o Sporting será o Braga de há dois anos: se o Porto começar a perder gás, teremos lebre lançada pelo sistema. A arbitragem de ontem, que empurrou o Sporting para uma vitória que muito dificilmente conseguiria - tal era a superioridade do Feirense -, foi elucidativa sobre o que teremos no futuro.
4) Guilherme Espírito Santo fez 92 anos. Uma glória eterna que num jogo decidiu fazer 9 golos. Na mesma época, bateu os recordes nacionais de Salto em Altura, Salto em Comprimento e Triplo-Salto. Um nome e um homem divinos.
5) Quarta-Feira há jogo da Champions na Luz. À 4ª jornada, o Benfica pode assegurar a passagem aos oitavos-de-final da prova e ganhar uma motivação extra para a série difícil de jogos em Novembro. Há alguma razão para que não estejam 65.000 almas a apoiar o Benfica depois de amanhã?
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Até que fase chegará o Benfica na Champions?
24 em 54 (44 por cento) dizem que até ao fim, até andarmos bezanos, drogados e mancos (das circunstanciais porradas que daremos uns aos outros ) durante 10 dias. Parece-me bem.
O único receio que tenho é o de apanhar o Sporting numa eliminatória – isso, sim, seria o destruir de um sonho antigo. Ah, espera, o Sporting não está na Champions? Nesse caso, concordo, até ao fim. Mais: até ao fim da Supertaça Europeia, onde, como convém, chegaremos ainda bezanos e drogados – e mancos, naturalmente – de kilt vestido e chapéu de pirata só porque sim. Bela Guttmann, esta será para ti!
Depois há 2 trogloditas que dizem que vamos com os nossos cornos para a Liga Europa (e e…), o que claramente corresponde ao voto de gajos que andam pela dita competição a varrer potências planetárias.
8 clamam pelos oitavos, 12 pelos quartos e 6 pelas meias-finais. Há-de estar verdade nisso, só não sei a qual. Vai depender do corte de cabelo do Witsel – se mantiver o globo que tem na cabeça, penso que podemos sonhar. Caso contrário, esqueçam: ficamos pelos oitavos e só ganharemos o Campeonato, a Taça da Liga e a Taça de Portugal.
O que me dói é ver os dois gajos que acham que vamos à final mas ficamos deprimidos por 50 anos. Ninguém acha que vai à final da Champions perder, caralho. O meu Pai foi a Estugarda e a Viena ver equipas do Benfica infinitamente inferiores aos adversários com um brilho nos olhos e a promessa de me trazer o caneco para casa. Depois, chorou, meteu as mãos na cabeça, pediu-me desculpa. Eu só aceitei porque, em 88, trouxe-me um galhardete do Gerets e, em 90, um cachecol a dizer “Curva Sud San Siro” e a bola colorida do Itália-90.
Mas alguém acha que, se chegarmos à final, o Luisão não vai agarrar na Taça, meter o Aimar e o Saviola lá dentro e afogá-los em Velho Barreiro?
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quarta-feira, 19 de outubro de 2011
O que ainda vai mal nesta excelente equipa de futebol
Não me levem a mal. Gostei, gostei muito do jogo de ontem. Teremos tempo para discutir o que está bem no Benfica. Mas hoje apetece-me incidir sobre o que ainda não está oleado:
1) Emerson - o grande problema. Escrevi ontem por aí que Emerson é o pedaço de fígado perdido entre bifes de alcatra. Não sei dizer de outra forma. Mas vamos ter de comê-lo até ao fim. O problema dá-se quando forem os outros a devorá-lo. Como ontem, com o Shaqiri. E como no futuro, sempre que o adversário não for um Paços de Ferreira.
2) Zona central à frente da defesa - são várias as situações em que aparecem dois, três jogadores adversários à entrada da área, com possibilidade de rematar ou fazer passes de ruptura. O problema não está nos médios Javi Garcia ou Witsel mas na fraca solidariedade dos alas Bruno César e Gaitán com os laterais do seu lado, que obriga a que os médios se desloquem e abram espaços no meio. Quando a defesa, especialmente Luisão, não tem tempo de reacção, o perigo agudiza-se proporcionalmente à qualidade da equipa opositora. Artur - que é bom, não tão bom quanto Roberto, claro, que esse sim era garante de pontos - nem sempre será a salvação. A melhorar.
3) Finalização de Gaitán - o jogo do Benfica permite várias trocas posicionais nos movimentos ofensivos. Em muitos deles, o desequilibrador Gaitán acaba isolado ou em excelente posição para o remate. Melhorar a capacidade finalizadora do argentino é, por isso, fundamental para que, em muitos jogos, o Benfica dê a estocada final e evite sustos desnecessários. Recomenda-se meia-hora depois dos treinos com o Cardozo, o Nolito e o Bruno César a servirem de professores.
4) A necessidade de protagonismo de Jesus - o nosso mister adora dar espectáculo, sobretudo quando está a ganhar e especialmente na Europa, em que tem muitos olhos a vê-lo. A cena escabrosa de ontem, pela qual foi expulso, não é um "acto latino", é uma imbecilidade. Menos circo e mais neurónio, Jesus.
5) As explicações de Jesus - dizer que não se arrepende de não ter inscrito Capdevilla porque teve de escolher entre este e Rodrigo deve servir para uns quantos plagiarem em forma de bajulação mas não serve como argumento. Dando de barato que Jesus tenha tido de integrar Rodrigo no lote para a Champions - embora tivesse, para a posição, Cardozo, Saviola e Nelson Oliveira, para além de Nolito, Bruno César e Gaitán, que podem fazer de segundo avançado -, levanta-se a questão: por que razão não deixar Jardel de fora, fazendo entrar para o seu lugar o espanhol, visto que, como alternativas aos centrais titulares, existem Miguel Vítor e o próprio Javi e para a lateral-esquerda não existe nenhuma. Preferia que Jesus não tentasse fazer dos outros parvos. Mas é um dos seus pecadilhos - julgar ser mais esperto que os outros.
1) Emerson - o grande problema. Escrevi ontem por aí que Emerson é o pedaço de fígado perdido entre bifes de alcatra. Não sei dizer de outra forma. Mas vamos ter de comê-lo até ao fim. O problema dá-se quando forem os outros a devorá-lo. Como ontem, com o Shaqiri. E como no futuro, sempre que o adversário não for um Paços de Ferreira.
2) Zona central à frente da defesa - são várias as situações em que aparecem dois, três jogadores adversários à entrada da área, com possibilidade de rematar ou fazer passes de ruptura. O problema não está nos médios Javi Garcia ou Witsel mas na fraca solidariedade dos alas Bruno César e Gaitán com os laterais do seu lado, que obriga a que os médios se desloquem e abram espaços no meio. Quando a defesa, especialmente Luisão, não tem tempo de reacção, o perigo agudiza-se proporcionalmente à qualidade da equipa opositora. Artur - que é bom, não tão bom quanto Roberto, claro, que esse sim era garante de pontos - nem sempre será a salvação. A melhorar.
3) Finalização de Gaitán - o jogo do Benfica permite várias trocas posicionais nos movimentos ofensivos. Em muitos deles, o desequilibrador Gaitán acaba isolado ou em excelente posição para o remate. Melhorar a capacidade finalizadora do argentino é, por isso, fundamental para que, em muitos jogos, o Benfica dê a estocada final e evite sustos desnecessários. Recomenda-se meia-hora depois dos treinos com o Cardozo, o Nolito e o Bruno César a servirem de professores.
4) A necessidade de protagonismo de Jesus - o nosso mister adora dar espectáculo, sobretudo quando está a ganhar e especialmente na Europa, em que tem muitos olhos a vê-lo. A cena escabrosa de ontem, pela qual foi expulso, não é um "acto latino", é uma imbecilidade. Menos circo e mais neurónio, Jesus.
5) As explicações de Jesus - dizer que não se arrepende de não ter inscrito Capdevilla porque teve de escolher entre este e Rodrigo deve servir para uns quantos plagiarem em forma de bajulação mas não serve como argumento. Dando de barato que Jesus tenha tido de integrar Rodrigo no lote para a Champions - embora tivesse, para a posição, Cardozo, Saviola e Nelson Oliveira, para além de Nolito, Bruno César e Gaitán, que podem fazer de segundo avançado -, levanta-se a questão: por que razão não deixar Jardel de fora, fazendo entrar para o seu lugar o espanhol, visto que, como alternativas aos centrais titulares, existem Miguel Vítor e o próprio Javi e para a lateral-esquerda não existe nenhuma. Preferia que Jesus não tentasse fazer dos outros parvos. Mas é um dos seus pecadilhos - julgar ser mais esperto que os outros.
Não vejam neste exercício uma necessidade de criticar por criticar; vejam antes a necessidade - que me parece legítima e saudável - de procurar discutir os pontos mais fracos de uma equipa com muita qualidade. Aliás, é por tê-la e por eu acreditar que, limadas todas as arestas, este grupo poderá vir a dar-nos grandes alegrias no futuro, procuro limpar as impurezas.
É que esta equipa, meus caros, e este treinador podem fazer História nesta e nas próximas épocas. Basta que se não cometam erros básicos, tanto na forma como se trabalha como nas atitudes que perpassam para fora. E seria uma tormenta assistirmos a tanto talento desperdiçado por não terem sido acautelados pormenores essenciais.
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terça-feira, 18 de outubro de 2011
Os meus 11 euros
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Onze
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