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terça-feira, 17 de março de 2015

Benfica Fora da Uefa Youth League



Benfica 1-1 Shakhtar, os ucranianos venceram nas grandes penalidades.

Quase no intervalo o Benfica chegou à vantagem por João Carvalho.
Já na segunda parte o Romário Baldé teve oportunidade para aumentar a vantagem através de um penalty mas num momento de grande infelicidade executou uma das mais desastrosas panenkadas que me recordo.
Num livre lateral o Shakhtar consegue chegar ao empate, o qual se manteve até ao final do encontro.
O Benfica entra mal nas grandes penalidades, falha o primeiro, marca os quatro seguintes mas o Shakhtar não falhou nenhum dos 5.


A ambição era grande e a esperança ainda maior. Não só pela enorme qualidade dos nossos miúdos mas também pela fantástica prestação na época passada.

Esta eliminação é uma desilusão mas a campanha europeia dos sub-19 do Benfica volta a ser positiva. Líder do grupo, eliminação do Liverpool e uma exibição claramente positiva nos Quartos de Final.


Neste jogo vimos um Benfica com mais talento, com mais futebol e com muito mais potencial do que o seu adversário. Este Benfica sub-19 é uma equipa claramente ofensiva e nota-se um grande sentido colectivo entre os seus jogadores.

Fomos superiores o jogo todo, fomos melhores, jogámos mais, tentámos mais, quisemos mais mas infelizmente não fomos melhores o suficiente para evitar as grandes penalidades, para evitar o golo do empate, para evitar a subida de confiança dos miúdos adversários e para não perdermos a serenidade após o golo ucraniano.

Venham os próximos desafios para os jovens do Benfica e acima de tudo venham as oportunidades e a confiança para poderem vir a entrar na luta por um lugar nos 25 da equipa principal.

Youth League

João Carvalho, que classe. Que classe João.

No futuro resumo do jogo, João Carvalho surgirá no lance do golo, mas este menino é tão mais que apenas esse lance... Mas tão mais mesmo. 


Tão menino e já sabe tanto do que é a visão periferica de jogo, do que é fixar o adversário e soltar num colega, do que são os movimentos interiores tão importantes no melhor futebol moderno.

Confesso, estou apaixonado!

terça-feira, 15 de abril de 2014

Os nossos meninos



“Onde vais ver o jogo?” Foi assim que os meus amigos Benfiquistas se dirigiram a mim na sexta e segunda-feira passadas. Não, a equipa principal não jogava. Não, não nos juntamos para vermos o jogo do título de campeão nacional de futebol. Não, não íamos ver a meia-final da Liga Europa. Mas sim, sim queríamos ver os nossos meninos a erguerem bem alto o nome que lhes está confiado, o nome do Benfica. E não saímos defraudados.

Parabéns aos nossos pequenos grandes campeões que não o foram. Foram grandes, foram Benfica. Não venceram, mas convenceram. Não conquistaram, mas encantaram. E tudo isto nascendo apenas uma vez. Obrigado.

Sempre defendi, e continuo a defender, que as vitórias da formação não se medem em títulos, mas sim na capacidade da mesma em fazer chegar atletas à equipa principal do clube do qual faz parte.

É claro que as vitórias desportivas, sejam em que provas forem, são importantes, pois são parte importante do processo de formação em si, mas também porque chamam a atenção de adeptos e dirigentes para a qualidade que pode estar ali, concorrendo assim para um aumento da pressão exercida para que as jovens estrelas venham a ser integradas na equipa de futebol profissional.

Não obstante, nenhuma vitória desportiva nos escalões de formação terá qualquer significado se não se traduzir em formação efectiva de jogadores com capacidade e qualidade para chegarem ao topo do clube e, talvez, internacional.

Esta prestação da nossa juventude na Youth League tem o condão de demonstrar que a nossa “prata da casa” está ao nível das melhores europeias, assim haja vontade. Esta prestação tem ainda como consequência o novo aumento de pressão sobre dirigentes e equipa técnica para uma maior aposta nos jovens formados internamente, limitando assim as compras externas ao estritamente necessário.

Qual será a desculpa agora? Naturalmente que ninguém pede e/ou pensa que aquela equipa seja transportada para o escalão sénior tal qual está. Obviamente que a maioria daqueles jogadores não atingirá o nível exigível para se afirmarem no clube como jogadores de plantel principal. Uns porque não têm qualidade intrínseca para tal, outros porque, embora tendo, não conseguirão coloca-la em prática e se perderão no processo.

Mas é absolutamente exigível que daquele grupo alguém chegue ao patamar principal do clube. É imperioso que o clube saiba fazer jogadores de um grupo que tem talentos como o João Nunes, o Estrela, o Guzzo, o Rochinha, o Nuno Santos, o Hildeberto Pereira ou o Baldé