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terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Bernardo, Neves? Agora é fácil


Nos últimos tempos temos visto jovens Portugueses brilharem ao mais alto nível no campeonato mais mediático do mundo, a Premier League. Bernardo Silva, Rúben Neves, Diogo Jota e Diogo Dalot vão paulatinamente confirmando o que se lhes via por cá: São craques!

Em comum têm dois aspectos essenciais: São talentosos, baixotes (excepção a Dalot), pouco dados a correrias parvas e, por isso, não se afirmaram em qualquer dos grandes Portugueses, não obstante terem feito a sua formação por lá ou, no mínimo, terem por lá passado, como é o caso de Diogo Jota.
Hoje, amontoam-se os elogios, crescem os admiradores e somam-se reconhecimentos de pares e especialistas.  Por estes dias, houve até, um treinador de um dos candidatos ao título a justificar os seus jogos mais estratégicos (eufemismo para ter como ideário único o de anular as ideias dos outros) o facto de não ter Bernardo’s Silva’s.

E qual o problema de tantas loas? Nenhum, até porque são completamente merecidas. O chato disto é que dizer-se isto hoje é dizer-se o óbvio. Óbvio esse que esteve lá sempre e que só precisou que o jogo o demonstrasse, mas por cá sempre se preferiu varrer o óbvio para debaixo de um qualquer tapete.

O verdadeiramente difícil não é ver o quão talentosos são Bernardo Silva, Rúben Neves, Diogo Dalot ou Diogo Jota, não. Não é difícil hoje, como não era difícil ver quando por cá andavam. Não, o verdadeiramente difícil é dar-lhes palco quando interessa, o verdadeiramente difícil é dar palco ao talento, o verdadeiramente difícil é “tê-los no sitio” para pôr Félix, Diogo Leite, Dantas ou Trincão (e outros) onde devem estar: No campo! Porque esperar que a sorte, o empresário ou o futebol internacional dê reconhecimento ao que não soubemos dar, não é muito diferente do que “só falar”. E falar… é fácil!

sábado, 19 de agosto de 2017

O Bernardo Silva de Rui Vitória



Este miúdo é um dos dois maiores talentos que saíram do Seixal - o outro é Bernardo Silva. Incompreensivelmente, não tem tido a confiança do professor Vitória, reforçando aquilo que venho dizendo há algum tempo: ao contrário do que se diz, o professor está longe de apostar verdadeiramente nos jovens da nossa formação. As apostas surgem mais por necessidade extrema do que por verdadeira convicção. Claro que depois teve mérito na forma como manteve algumas opções mas apostar de facto nos jovens é optar por eles em detrimento de consagrados; não é apostar neles quando não há mais ninguém.

Com Samaris e Fejsa de fora, é incompreensível que o miúdo não tenha sido chamado - mesmo que Augusto fosse, como vai ser hoje, a prioridade para titular. Ja o disse em Junho e repito: Pedro Rodrigues será o Bernardo Silva de Rui Vitória.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Cronologia do Maior Roubo da Mística



1) Jorge Jesus, que quer ser o responsável pela "potenciação" de jogadores escolhidos por ele nas madrugadas a olhar para o Brasileirão, despreza o talento de um génio formado no Benfica desde criança, um miúdo completamente apaixonado pelo clube que é avistado várias vezes nas rulotes, nas bancadas, na Luz ou em qualquer estádio por onde passe o Benfica.

2) Vieira, perante a pouca utilização do génio por parte do Catedrático, empresta o jogador ao Mónaco. Na comunicação aos sócios e adeptos, o negócio é apresentado apenas como empréstimo porque Vieira, sempre o maior populista, sabe que os benfiquistas conhecem o talento do génio e não aceitam que o jogador seja despachado. A maioria benfiquista, sempre maravilhada com o negociador implacável, aplaude o empréstimo.

3) Vieira, numa entrevista posterior, introduz uma frase bem no seu registo, assim como quem não quer a coisa: "há para lá umas cláusulas". Ou seja, a maior parte dos benfiquistas, sempre maravilhada com o Grande Presidente, não ligou para aquela pequena frase, dizendo que estava tudo controlado - o jogador era nosso e continuaria a ser. Os que ligaram e escreveram sobre isso, alertando para o perigo que a frase anunciava, foram insultados de tudo. Uns abutres que só sabem é dizer mal e não apoiam, naturalmente.

4) Meses depois, o Benfica anuncia a venda de Bernardo Silva por 15 milhões de euros. Os abutres passam-se com O Maior Roubo da Mística, relembram o que já tinham dito aquando da famosa frase "há para lá umas cláusulas". A maioria benfiquista, sempre maravilhada com o Extraordinário Líder e tudo o que ele faz em todos os segundos, clama: "grande venda! Um miúdo da formação que nem jogou na equipa principal vendido por estes valores! Obrigado, Vieira!". Mas não só Vieira. A maioria benfiquista, sempre de acordo com todas as decisões de todos os funcionários do clube - desde as opções do roupeiro às opções do Presidente - concorda com o grande mister Jesus: "o miúdo ainda estava muito verdinho". Pedro Guerra, na Benfica TV, passa semanas a difundir esta mesma mensagem: a miudagem da formação não tinha qualidade suficiente para jogar na equipa principal. A malta, que adora cheirar as cuecas do Maior Representante do Bairro das Furnas, concordava, naturalmente.

5) O Benfica tenta despachar Jorge Jesus para as arábias. Jorge Jesus recusa e aceita conversar com o Sporting. Vieira arrepende-se e tenta recrutar Jesus de novo. Jesus não atende o telemóvel, é apresentado no Sporting. Ventoinha, o Maior Presidente do Benfica que o bairro já viu, envia a máquina propagandística atacar de todas as formas o Mestre da Cátedra. Entre as várias mensagens a difundir na Benfica TV para denegrir o ex-treinador, a cartilha diz: "Jorge Jesus só usava Bernardo Silva a lateral-esquerdo!". Os comentadores da BenficaTV, que nos 6 anos anteriores passaram os dias a venerar o Pastilhas da Reboleira, inclusivamente insultando os abutres que se aventuravam a criticar o Grande Treinador - quem não se lembra do escabroso episódio em Londres, com Jesus a empurrar o Senhor Shéu, os abutres a defender o Senhor Shéu e a maralha, sempre ávida de snifar as meias de todos os funcionários do clube, a vociferar contra os abutres? -, passam a atacar vergonhosamente o Catedrático em todos os programas. Dois anos depois, ali continuam eles a ler a cartilha no canal do clube e em programas em outras estações, com a lata própria de quem não tem vergonha na cara nem espinha onde assentar a dignidade.

6. Bernardo é vendido para o City por 60 e tal milhões de euros. O dinheiro que, bastando ter um Presidente benfiquista, o Benfica deveria estar hoje a receber. Mas não. A culpa é só do Jesus, que antes era muita bom e até podia empurrar o Senhor Shéu e agora é o Diabo na Terra.

7. O Maior Roubo da Mística passou com uma cagança tal que, para a maralha sempre prontinha a deitar-se no chão para deixar passar o Rei dos Pneus, em 26 de Maio de 2017 se resume a um boçal "grande venda por um lateral-esquerdo!!!! loooooooooooooooooooooooooool"

sexta-feira, 25 de março de 2016

Daqui a pouco há Selecção



Reconheço o desinteresse crescente que há na nossa Selecção Nacional. Não existe uma ligação entre a equipa nacional e os portugueses.

É evidente o que cada vez os adeptos ignoram mais a Selecção e focam mais nos seus clubes e muitos são aqueles que vibram mais com o Cristiano Ronaldo do que com a equipa nacional.
“Que se fod* a Selecção, eu sou do Benfica”

Eu afasto-me muito desta cultura. Sempre vibrei muito com a Selecção, sempre vivi os jogos da selecção, já gritei, pulei, cantei e chorei muito com a nossa Selecção.
Sou um romântico no que toca à Selecção Nacional. Gosto que os jogadores do meu clube sejam convocados para as suas selecções e que joguem. Gosto de ver a Selecção Nacional recheada de jogadores do Benfica.
Percebo a preocupação com o cansaço e com as lesões mas do mesmo modo que acredito que uma equipa beneficia no campeonato pelo facto de ir ganhando na Europa, também acredito que o rendimento dos jogadores no clube sai beneficiado pelas suas internacionalizações.

E atenção, não estou nem vou criticar quem olha para a Selecção e para o Futebol de forma diferente da minha.
Simplesmente acho que o gostar e viver a Selecção não me reduz em nada a paixão pelo Benfica.

Os responsáveis pela Selecção Nacional andam perdidos deste os tempos do Humberto Coelho. Scolari foi um tiro de sorte. Contrataram um motivador a pensar que estavam a contratar um treinador. Com a equipa que tínhamos, com os jogadores que tínhamos e com um Europeu a ser realizado em Portugal, um excelente motivador foi o necessário tanto para 2004 como para 2006.

Carlos Queiroz foi um erro e Paulo Bento, ao não ter saído logo em Julho de 2012, rebentou com tudo o que é uma Selecção Nacional.

As convocatórias inexplicáveis juntamente com exibições deprimentes e uma clara falta de liderança, tem criado esta nuvem cinzenta à volta da Selecção das Quinas.

Cristiano Ronaldo é um falhanço enquanto capitão e quem o escolheu e manteve também o são. Um jogador não pode ser capitão só porque é o mais famoso e galardoado.

O Fernando Santos tem agora de atravessar este deserto para se livrar da sombra do antigo seleccionador.
Os jogos foram ganhos, novos jogadores apareceram e Portugal está no Euro e aponta para bem alto.

Agora falta Futebol. É crucial melhorar muito as exibições, não fazer a equipa depender da inspiração de um só jogador e saber deixar cair jogadores que estão a mais nas convocatórias há muito tempo.

E hoje é o dia em que se tem de dar este passo.
Não há motivo para sermos uma Selecção de mentalidade pequena e de futebol pequeno.

Não temos Figo, nem Rui Costa. Não temos Paulo Sousa nem Deco. Não temos Fernando Couto nem Miguel. Mas temos muito talento e muita qualidade que não podem mais ser ignorados.

Esta convocatória já é uma evolução relativamente ao passado recente mas ainda está longe de ser a ideal.

Quero uma equipa com uma dupla de centrais entrosada e de qualidade. Ser alto e forte não pode ser prioritário ao saber ler os lances, fazer as coberturas e ter qualidade na bola no pé. Os laterais têm de ter uma excelente combinação com os extremos, coragem para atacar competência para defender. O meio-campo tem de se equilibrar nos desequilíbrios. Homogeneidade não é equilíbrio. É essencial um trio de rasgo, velocidade, drible, leitura de jogo e capacidade de passe. Quero três jogadores diferentes com funções diferentes e que criem um entrosamento e não 3 jogadores iguais a jogar no mesmo espaço e a insistir na pasmaceira da segurança. Quero ver um ataque móvel, com bola no é e alegria pelo jogo. Chega do jogo directo para o jogador do costume na esperança que surja o espaço para finalizar.

O meu 11 para defrontar a Bulgária:

Patrício ou Anthony Lopes.
Ambos têm qualidade para a Selecção. O Patrício é o titular mas há ainda o jogo com a Bélgica.

Vieirinha, Pepe, José Fonte e Eliseu.
Há muitas ausências para este jogo – Coentrão, Ricardo Carvalho e Nélson Semedo por exemplo. Quero ver mais do Vieirinha. O Raphael Guerreiro conheço pouco e parece-me menos preparado que o Eliseu.

Danilo Pereira, João Mário e João Moutinho.
Sempre vi o William Carvalho como o nosso 6 titular mas neste momento o Danilo está muito melhor. Gosto muito do André Gomes mas a dupla Moutinho e João Mário parece-me dar mais colectivamente à equipa.

Rafa, Bernardo Silva e Ronaldo.
Este é o trio dinâmico que quero ver jogar. O Nani e o Danny são também opções mas ambos andam longe das grandes performances. Estes três tanto podem dar largura, profundidade e jogo interior ao nosso ataque. A convocatória não me permite ponderar um ponta de lança – o Nélson Oliveira seria o que melhor se encaixaria. Este trio exige grande dinâmica de outros sectores. Vieirinha, Moutinho e principalmente o João Mário são essenciais neste processo.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Atentado à mística



Bernardo Silva é um óptimo exemplo para se perceber que a estatística, neste caso a estatística dos argumentos demagógicos, não vale nada em futebol.

O que diz a propaganda? "Vendemos um jogador da nossa formação sem sequer jogar na nossa equipa principal por fantásticos 15 milhões de euros! Fantástico! Somos vendedores de excelência, era uma oferta irrecusável!"

O que diz a realidade? Vendemos um talento puro, um puto que daqui a 3 anos estará entre os 10 melhores jogadores do mundo por ridículos 15 milhões de euros - sairá do Mónaco pelo triplo; um puto que passou toda a formação no nosso clube; um puto tão benfiquista como nós, que sente o clube como nós; um puto ao qual não deram a felicidade de jogar um aninho no Estádio da Luz usando a gloriosa camisola.

Bernardo Silva é uma das melhores razões para se entender todo o desgoverno financeiro, desportivo e social que está instalado no nosso clube.

sábado, 16 de maio de 2015

Futebol e Benfica pelo Mundo (Parte 3)



Agora uma olhada em 4 das principais ligas europeias, enquanto seguro as unhas antes de me permitir focar a 100% na deslocação a Guimarães.


Na Holanda falta uma jornada para o fim do campeonato.

O ciclo de quatro títulos seguidos do Ajax já foi interrompido por um PSV campeão com uma larga margem de pontos.

O Ajax já (e só) garantiu o vice-campeonato.

O restante lugar do pódio está a ser disputado entre o Feyenoord, AZ e Vitesse.
O Zwolle e o Heerenveen fecham os restantes lugares europeus.

O NAC Breda, clube onde joga o Uros Matic, irá disputar o playoff de despromoção.

O Depay, mais recente contratação do Man Utd, lidera a lista dos melhores marcadores, seguido pelo avançado (também) do PSV Luuk de Jong.

A Taça foi conquistada pelo Groningen, numa final disputada com o Zwolle.

Longe estão os tempos áureos das equipas holandesas as competições europeias. O Ajax tetracampeão não se tem conseguido mostrar na Champions e esta época também não foi além do 3ºlugar no seu grupo (de referir que este foi liderado pelo Barça e PSG). Na Liga Europa acabou eliminado pelo Dnipro nos Oitavos.
Já o campeão PSV não foi além dos 16-avos da Liga Europa, tal como o Feyenoord. O Zenit e a Roma foram os seus carrascos (respectivamente).


Em França o PSG continua a afirmar-se como a grande potência futebolística do país, muito à base de “cheats” estilo The Sims.
Com duas jornadas por se jogar basta 1pt para a equipa de David Luiz se tornar tricampeã. Entretanto já conquistou a Taça da Liga e irá disputar a final da Taça com o Auxerre.
O sonho europeu parece estar só à espera de um sorteio mais favorável. Este ano foi eliminado nos Quartos pelo Barcelona depois de ter eliminado soberbamente o Chelsea nos Oitavos.

Por sua vez o Lyon parece aos poucos estar a recuperar a força que evidenciou na primeira década do século. O vice-campeonato já não foge e fica por saber que Lyon teremos na Champions e se haverá espaço para lutar contra o multi-milionário de Paris pelo campeonato francês.

O Mónaco, o Marselha e o Sain-Étienne estão a disputar um lugar no top-3.
A equipa monegasca, com o brilho do Bernardo Silva, parte com 2pts de vantagem nesta disputa e nas Champions alcançou os Quartos onde foi eliminado pela Juventus depois de ter vencido o grupo do Benfica e de ter derrotado o Arsenal.

Curioso que tanto o Mónaco como o PSG foram eliminados nos Quartos pelos finalistas da competição.

O Lille com o Marco Lopes está a disputar a 7ª posição e na Liga Europa não passou a fase de grupos.
O Evian do Daniel Wass está em zona de despromoção e a 4pts da linha de água.

O top-3 da lista de melhores marcadores é composto pelo Lacazette, Gignac e Zlatan. O avançado do Lyon lidera com 7 golos de vantagem.
O B.Silva e o D.Wass aparecem ambos com 8 golos, enquanto o M.Lopes tem 3 e o D.Luiz 2.


Apesar de um final de época decepcionante, o Bayern voltou a ser rei na Alemanha conquistando o tricampeonato, o bi de Pep Guardiola.
A época parecia correr de feição à equipa germânica mas as lesões e pouca capacidade de resposta da equipa levaram a um último terço de campeonato “terrível”.
O Bayern perdeu as últimas duas jornadas, foi eliminado pelo Dortmund nas Meias da Taça e também nas Meias da Champions. A campanha europeia começou com um domínio total num grupo com City, Roma e CSKA, continuou com duas estrondosas vitórias caseiras contra o Shakhtar e Porto e terminou na derrota por 3-0 em Camp Nou.
Neste momento, apesar das duas derrotas consecutivas, o Bayern é campeão a 2 jornadas do fim e com 11pts de vantagem.

A luta pelo 2º lugar está a ser feita entre o Wolfsburgo (com 2pts de vantagem) e o M’gladbach.
O Wolfsburgo tem 2pts de vantagem e chegou aos Quartos da Liga Europa após ter eliminado o Sporting e o Inter e caindo aos pés do Nápoles. Já o M’gladbach foi eliminado logo nos 16-avos pelo Sevilha.
O Leverkusen fecha os lugares Champions, competição na qual foi este ano eliminado nos Oitavos pelo Atlético depois de se ter apurado no grupo do Benfica.

Os restantes lugares europeus estão a ser disputados pelo Augsburgo, Schalke (que chegou aos Oitavos da Champions onde foi eliminado pelo Real), Dortmund e Werder Bremen. O Hoffenheim também ainda espreita uma possibilidade.

O Dortmund está a caminho de salvar uma época que começou desastrosa e mostrou horizontes trágicos.
Após ter andado pelos lugares de despromoção e de ter sido eliminado pela Juventus nos Oitavos da Champions com uma derrota caseira por 3 golos, a equipa de Klopp está 2pts dos lugares europeus e encontra-se na Final da Taça, com o Wolfsburgo, após ter eliminado o Bayern. Contudo o calendário não lhe é favorável pois irá deslocar-se ao Wolfsburgo e receber o Werder Bremen.

Na luta pela manutenção 4pts separam o 18º e o 13º posicionado, Estugarda e Hertha respectivamente, e estão envolvidos tanto o Hannover do João Pereira como o Friburgo do Mitrovic.
Já o Colónia do avançado Deyverson está num sossegado 10º lugar.

O Alexander Meier do Frankfurt é o melhor marcador do campeonato seguido pelo Robben, pelo Bas Dost do Wolfsburgo e pelo Lewandowski. O Deyverson só contabiliza um golo.
No Wolfsburgo ainda é de se destacar as 19 assistências que leva o De Bruyne.


Em Itália a Vecchia Signora tem-se imposto como nunca antes desde a década de 30.
Com três jornadas por jogar já conquistou o tetracampeonato, o seu 31º título de campeão nacional, e irá disputar a final da Taça com a Lazio.
Os sucessos internos finalmente se estão a reflectir nas participações europeias do clube de Turim. Na Champions a Juventus regressou às grandes decisões e irá defrontar o Barcelona na Final. No seu percurso está a vitória por 3 golos em Dortmund, a eliminação do Mónaco à italiana e uma eliminatória vencida com grande personalidade ao Real Madrid.

O Top-3, acesso aos lugares Champions, está a ser disputado pela Roma, Lazio e Nápoles, com as equipas da capital em vantagem nesta luta.
A Roma não foi além do 3ºlugar no seu grupo da Champions e na Liga Europa derrotou o Feyenoord, caindo nos Oitavos perante a Fiorentina. Já o Nápoles caiu perante o Dnipro nas Meias da Liga Europa depois de ter eliminado o Wolfsburgo nos Quartos.

A Fiorentina está em 5ºlugar e na luta por assegurar a sua actual posição, tendo também alcançado as Meias da Liga Europa, após eliminar o Tottenham, Roma e Dynamo Kiev e tendo caído perante o Sevilha.

As equipas da cidade de Milão continuam a desiludir. O Inter está em 8º e continua a aspirar o lugar europeu da Fiorentina, na esperança de conseguir melhor que os Oitavos da Liga Europa deste ano, competição onde eliminou o Celtic e caiu perante o Wolfsburgo. Por sua vez o Milan está em 10º e voltará a ficar de fora das competições europeias.

O Torino em 9º pode ainda remotamente sonhar com a Europa. Nesta época chegou aos Oitavos da Liga Europa, competição onde derrotou o Bilbau e foi eliminado pelo Zenit.

A Sampdoria com o Bergessio está em 6º a 1pt da Fiorentina. O Empoli do Mário Rui e o Verona do Saviola contam ambos com 41pts e portanto fora do Top-10 mas com a manutenção assegurada.

Despromovidos já estão o Parma e o Cesena. O Cagliari está a 1pt de também confirmar a despromoção.

A tabela dos melhores marcadores é liderada pelo Tévez com 20 golos, seguido pelo veterano Luca Toni do Verona, pelo Icardi do Inter, Higuaín do Nápoles, Ménez do Milan e pelos 14 impressionantes golos na Udinese do impressionante Di Natale.
O Bergessio e o Saviola contam ambos só com 1 golo.

O futebol italiano tem andado afastado dos grandes palcos europeus e tem-se apresentado em descrédito e sem fulgor. Contudo este ano parece estar a começar a recuperar a força que lhe era reconhecida até há 10 anos – apurou 5 equipas aos Oitavos e 2 às Meias da Liga Europa e conta com um dos finalistas da Liga dos Campeões.


quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Duvidar do Duvidoso



Promessas. Afirmações. Manifestação de desejos. Anuncio de estratégias. Declarações.

Mentiras e mais mentiras e mentiras e mais mentiras. Ano após ano. Mês após mês.


Mentiras e mais mentiras.


Isto não vos faz pensar? Não vos faz questionar? Não vos faz duvidar?


Não percebo esse processo mental. Esse processo que consiste em eliminação de memórias e adaptação constante a novas realidades de modo a estar sempre a defender aqueles senhor e aquelas pessoas.


A conclusão já está formulada desde sempre. A partir daí é ir adaptando opiniões e memórias e argumentos de modo a justificar sempre a conclusão há muito determinada. Não estará o processo a ser feito de modo inverso?


Vender nesta altura o Bernardo por 16 milhões? Valor vs rendimento é claramente um bom negócio. E em termos desportivos? E em termos de identidade? E em termos de aposta? E em termos de todas as palavras e promessas ditas? Será que é normal assumir-se à partida que tudo o que o presidente diz é para ser ignorado?


E sobre o valor? O que dizer sobre o real valor? Sobre estes 16 milhões tudo o que sei é que foi o que se anunciou ontem à CMVM.


Com o tempo, olhando para tudo o que se vai passando neste Benfica dirigido por estas pessoas, tive de aprender a duvidar dos valores dos negócios. Tive de aprender a duvidar e a acreditar que todo o tipo de maroscas é possível.


Por isso sim, duvido deste valor e deste negócio. Como será o pagamento? Receberá o Benfica 100%? Quando foi feito o acordo? Porque foi anunciado só agora? Em que condições foi feito o acordo? Que negócios paralelos estarão envolvidos?
Vou pensando nisto. Vão pensando nisto.


Quando alguém nos mente constantemente devemos aprender a duvidar e não a ignorar.


Por agora só tenho de desejar o melhor ao Bernardo, esperar um dia vê-lo jogar no Benfica e acompanhar a sua carreira lá fora.

Que mais logo ganhemos ao Moreirense.


Copo meio cheio ou meio vazio?



As vendas de Bernardo Silva e André Gomes são negócios com valores, no mínimo, surpreendentes e deixam-me um enorme vazio, por ver sair do clube dois jogadores de altíssima rentabilidade financeira, mas ínfima ou inexistente rentabilidade desportiva.

Perante tais negócios, há sempre dois tipos de visão: 1 – A dos que atentam ao aspecto meramente objectivo, valorando exclusivamente o lado financeiro do negócio; 2 – A dos que valorizam a qualidade dos jogadores e apresentam o seu amargo de boca pela inexistente valorização desportiva do jogador entreportas.

Eu, talvez por ser um entusiasta da formação em geral e profundo admirador destes dois em particular, talvez por não gostar de Vieira, talvez por não ser fã de Jorge Jesus, encontro-me completamente no 2º grupo de opinião, no grupo do copo meio vazio.

Porém, até podemos ser contra a aposta na formação, podemos ser ainda cegos defensores de Vieira, sermos “apaixonados” pela competência e pessoa de Jorge Jesus ou, no cúmulo, ser tudo isto ao mesmo tempo, mas mal estará o Benfica, pior estará Jorge Jesus, no dia em que não conseguir retirar dividendos desportivos de jogadores que valham 15M€… E já lá vão dois.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Jorge Jesus vitima de si mesmo



Na última entrevista que Jorge Jesus concedeu ao Record, quando instado a comentar a aposta ou falta dela na formação, o técnico do Benfica decide contornar questão falando dos jogadores que já formou porque, e concordo com ele, um jogador aos 18/19 anos ainda não está formado, bem pelo contrário.

O que faltou, como falta sempre seja em relação a JJ ou a qualquer outro, foi o(s) jornalista(s) ter insistido na questão até obter uma resposta cabal do entrevistado, sem margem para fugas ou questões mais ou menos semânticas, mas isso é já habitual no jornalismo contemporâneo, repito, seja com Jorge Jesus seja com outro qualquer, pois há que garantir que haverá uma próxima oportunidade para um novo exclusivo daquela dimensão.

Centrando-nos na resposta que Jorge Jesus dá, dizendo que forma jogadores, não nacionalidades, gostaria de elogiar a inteligência de JJ na resposta. Foge a uma resposta frontal e puxa dos galões que lhe são merecidamente reconhecidos na evolução de muitos jogadores que lhe passaram pelas mãos nestes anos que leva de Benfica.

São muitos os casos de jogadores que podem contar uma história antes de JJ e outra depois de JJ. Di Maria, Coentrão, Javi Garcia, Matic, Rodrigo, Enzo, Gaitan, David Luiz ou Markovic são os melhores e maiores exemplos disso mesmo. O último destes casos (Markovic) é absolutamente revelador do talento e qualidade que Jorge Jesus apresenta na evolução de jogadores. O Sérvio, e fui dizendo isso ao longo do ano, chegou ao Benfica como um jogador genial do ponto de vista ofensivo, mas demasiado banal na compreensão colectiva e defensiva do jogo. De Markovic era possível ver lances de génio como os golos marcados ao Sporting e à Académica no início da época passada, ao mesmo tempo que era capaz de desaparecer do restante jogo e de fazer sofrer o seu lateral por falta de solidariedade defensiva. Volvida uma época sob as ordens de JJ e quase que podíamos jurar ser outro o Markovic que víamos em campo. Solidário nas tarefas defensivas, profundo conhecedor das ideias da equipa, sabedor voraz do que a equipa lhe pedia e do que podia pedir à equipa, e um génio apuradíssimo na hora de definir.

Em suma, Jorge Jesus pegou na “promessa Markovic” e apresentou a “certeza Markovic”. E que idade tinha o Sérvio? Isso, tenros e deliciosos 19 anos. Tal como Rodrigo quando se estreou pelo clube, ou Di Maria, ou David Luiz. Ou seja, há que dar a mão à palmatória e dar razão a JJ quando diz que formou estes jogadores.

Porém, o homem que foi capaz de fazer o que descrevo acima, é o mesmo que dispensa Bernardo Silva (sim, vou voltar a bater nesta tecla), com 20 anos. E porque refiro a idade do jovem Português? Simples, porque BS foi “dispensado” com a idade com que outros foram apostas. Podemos argumentar que, pese embora a mesma idade, a maturação do jogador não está nos patamares em que estavam os restantes com a mesma idade. Declaro esse como um argumento invalido. Como disse, Markovic era um jogador muito “verde” e até desinteressado em questões defensivas, mas JJ fez dele um excelente defensor. Ora, se há coisa que não pode ser apontada a BS é a sua reacção à perda da bola, muito superior à que apresentava Markovic, Rodrigo, Di Maria ou Gaitan antes de trabalharem com Jorge Jesus.

E por isso digo que Jorge Jesus é vítima de si próprio, porque já fez, repetidas vezes, de jogadores talentosos, jogadores top; Jorge Jesus já encontrou espaço para jovens de 19 anos evoluírem dentro das suas equipas; Jorge Jesus continua a ter espaço para dar evolução a meninos oriundos das mais diversas localizações do globo; Mas Jorge Jesus não foi capaz de assumir o desafio Bernardo Silva.

O Benfica foi o clube que soube dar tempo e espaço para meninos como Rodrigo, Markovic, Di Maria ou David Luiz; O Benfica é o clube que tem tempo e espaço para dar a Talisca; O Benfica é ainda um clube que se dá ao luxo de ter Jara e Bebe no plantel; Mas o Benfica é o clube que não soube, ou não quis, dar tempo e espaço para Bernardo Silva evoluir e é o clube que se dá ao luxo de prescindir de Bernardo Silva em detrimento de Jara ou Bebe.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Gosto

Gosto de centrais afirmativos, mandões, cheios de personalidade como Paulo Oliveira. Gosto de médios inteligentes e simplificadores de jogo com a simplicidade dos maiores como Ruben Neves. Gosto dos nº 10 que espalham qualidade, magia, classe a toda a largura e profundidade do terreno como Bernardo Silva. Gosto de treinadores que submetem os esquemas tácticos e estratégias de jogo às características dos jogadores que têm ao seu dispor e não ao seu umbigo como Rui Jorge. Gosto de Portugal, adoro esta selecção Sub21.