quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Copo meio cheio ou meio vazio?



As vendas de Bernardo Silva e André Gomes são negócios com valores, no mínimo, surpreendentes e deixam-me um enorme vazio, por ver sair do clube dois jogadores de altíssima rentabilidade financeira, mas ínfima ou inexistente rentabilidade desportiva.

Perante tais negócios, há sempre dois tipos de visão: 1 – A dos que atentam ao aspecto meramente objectivo, valorando exclusivamente o lado financeiro do negócio; 2 – A dos que valorizam a qualidade dos jogadores e apresentam o seu amargo de boca pela inexistente valorização desportiva do jogador entreportas.

Eu, talvez por ser um entusiasta da formação em geral e profundo admirador destes dois em particular, talvez por não gostar de Vieira, talvez por não ser fã de Jorge Jesus, encontro-me completamente no 2º grupo de opinião, no grupo do copo meio vazio.

Porém, até podemos ser contra a aposta na formação, podemos ser ainda cegos defensores de Vieira, sermos “apaixonados” pela competência e pessoa de Jorge Jesus ou, no cúmulo, ser tudo isto ao mesmo tempo, mas mal estará o Benfica, pior estará Jorge Jesus, no dia em que não conseguir retirar dividendos desportivos de jogadores que valham 15M€… E já lá vão dois.

9 comentários:

Oliver Twix disse...

Se putos como o Bernardo Silva nem um jogo completo fazem, que sentido tem ter formação? Tudo o que foi escrito aqui está correcto na minha opinião. Já não se aguenta a conversa o "temos é que ser campeões, até pode ser com chineses". Quem diz isto não sabe o que é o Benfica. O Bernardo Silva representava todos os miúdos que neste país sonham em jogar pelo maior de Portugal. Nem uma única verdadeira oportunidade....

Anónimo disse...

Eu não sou contra a aposta na formação, tão pouco sou defensor de Vieira (quanto mais cego), porém discordo em absoluto com essa leitura do papel de André Gomes. Não jogou? Não foi útil? Eu acho que houve rendimento desportivo correspondente ao contexto da concorrência interna no plantel do Benfica.

Quanto ao Bernardo, aí poderá ter faltado a aposta, embora isto nos conduza a discussões tácticas sobre os modelos do JJ. Mas o que para aí se tem lido hoje sobre representar o sonho de todos os miúdos (lamento, os miúdos não sabem quem é o Bernardo, o Cancelo, ou o Sanches, os miúdos conhecem os Taliscas, os Enzos, os que os fizeram gritar golo; nós é que nos interessamos pelas camadas jovens), sobre ter um Benfiquista lá dentro das quatro linhas, etc, não passa de conversa de chacha. O que tem que ser discutido é o valor do jogador, não são representações simbólicas (essas sim) sem qualquer dividendo desportivo. Caso contrário teríamos que dar lugar cativo ao Paulo Lopes.

Oliver Twix disse...

eu não disse que os putos sonham em ser como o Bernardo Silva pelas razão óbvia que o puto nunca tocou na chicha. Ir ao absurdo e buscar o exemplo do Paulo Lopes é o mesmo que se dizer que o Benfica devia só ter Derleys e Benitos. O Paulo Lopes é um gajo banal mas que acho deve estar naquele balneário! Estes dois não são banais.

Anónimo disse...

Acho que JJ não opinou nem é responsável por esta venda.
LFV já tinha feito esta venda no verão.

Hype e lirismo disse...

Eu que vi o Bernardo jogar muitas vezes nos B nunca o achei nada de especial. Nem sequer no Mònaco. Há muito exagero no hype criado em seu redor! A venda foi tão boa que os estrangeiros ficaram de boca aberta!

Nuno Fernandes disse...

Tantas vezes vos massacram por causa dos vossos posts e agora parece que vai ser tudo da mesma opinião.

Revejo-me mais no 2º grupo (não completamente).
O que não me revejo, e isso começa a ser vergonhoso, é na constante falta de palavra por parte de algum dirigismo do nosso clube.

"Há para lá umas claúsulas" e depois vem isto.

As perguntas para lançar na AG serão simples: estava ou não vendido Bernardo Silva ao Mónaco no início da época? Estão Cancelo e Cavaleiro reunidos no mesmo lote?

A verdade, por muito que custe a alguns, é que o timing da venda é perfeito: estamos bem encaminhados nas competições onde ainda estamos inseridos. Numa altura em que somos líderes com boa vantagem e a apresentar um futebol eficazmente atrativo, esta notícia passa incólume para quem gosta e apregoa a formação.

Foram negócios, é certo, mas gostaria de escrever que o Benfica é feito de Mística. E essa não precisa de comunicações na CMVM.


Paulo Geraldo disse...

Era o que faltava que o Benfica tivesse à mercê de um jogador que quis sair, por achar que tinha direito à titularidade, e por isso mesmo, desperdiçasse um excelente negócio. Quem é que saia para o menino de ouro da formação entrar? O pensamento do Bernardo Silva, é igual à maioria de certos benfiquistas, que pensam que o Benfica é o Sporting, onde qualquer jogador, desde que venha da formação, tem a titularidade garantida na equipa principal. A diferença, é que o Benfica, luta para ser campeão. Quantas equipas campeãs, o Benfica teve com jogadores 100% na formação? Tinha mais portugueses, é certo, mas só se o Barreirense, a CUF, fossem da formação do Benfica... De certeza que como outros, teria o seu tempo para jogar, não quis esperar, paciência! Os tempos são outros, por isso não se pode desperdiçar estes negócios.

António Araújo disse...

Esses 15M pagam muitos dividendos desportivos. Se a sua apreciação fosse independente - você admite que não é, mas nem precisava - facilmente perceberia que o benfica ganha muito com este negocio. O que poderia ganhar se o negócio não se tivesse feito agora é, na mesmíssima medida, igual ao que poderia perder. Quem sabe o que é gestão baseada em análise de risco, também sabe que este negócio, face à sua rentabilidade, era irrecusável.

Anónimo disse...

Mas havia formação no Benfica antes de Vieira? Quem apostou no Seixal, hoje um dos centros de estágio melhores do mundo? Não entendo como se pode gostar da formação no Benfica e não gostar de Vieira... E garanto que não sou cego!!!!