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segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

A cozinhar, vendo o jogo por mensagens.

Não pude ver o jogo - o sofrimento que é não poder ver o Benfica devia ser estudado e posto num museu para as próximas gerações conhecerem o amor que os antigos adeptos tinham pelo clube. 

Fui recebendo boas mensagens por parte de amigos. Primeiro, uma quantidade delas a anunciar um golão do Gaitán num canto marcado pelo Cardozo - aqui é preciso explicar que eu estava bezano e passei algum tempo a olhar para o monitor a tentar perceber se eu estava a imaginar coisas ou se era mesmo aquilo que estava escrito. Era mesmo, canto marcado pelo Cardozo. Bom, tendo em conta a ineficácia na marcação de bolas paradas, não me parece nada mal pensado aproveitar aquele pezinho de ouro para marcar cantos, até porque ele não é especialmente forte a concretizar nestes lances. Pode ser, Jesus, aceito - pelo menos tentas e mudas o que está mal, mesmo que tardiamente. Depois recebi a do Lima e descansei. Quando veio o «Salvio à trave e depois golo» já eu estava com o meu coração pronto a dedicar toda a noite à minha donzela.

Não posso falar do jogo porque não o vi. Destaco, portanto, o que vi e sei: 

- o fabuloso golo de Gaitán - de uma beleza, criatividade, imaginação e brilhantismo ao alcance de muito poucos. Quando vejo Gaitán marcar golos destes, além de outras façanhas que de tempos a tempos vai fazendo, mais pena tenho de o ver desperdiçar o enorme talento que tem. Vai tendo laivos e é só. Joga quando está para isso. E isso, naturalmente, não serve para o clube. Mesmo que um maravilhoso golo como este nos faça querer tê-lo por muitos anos a fazer isto no Benfica.

- a imagem que vi agora mesmo e me emocionou. Espero que venhas para ficar por muito tempo, Pablito.


O Laboratório do Seixal

Depois de vermos o Cardozo a marcar cantos, qual vai ser a próxima jogada de laboratório com que Jesus vai presentear os adeptos?

- Artur no banco, Mika no onze, qual Mourinho?
- Aimar a marcar um pontapé de baliza, fazendo uma assistência para Cardozo?
- O André Almeida a jogar futebol a defesa direito?
- Nolito a marcar penaltis?

Quanto ao jogo com o Estoril, destaco a abordagem pragmática com que o jogo foi encarado. Sem a habitual correria, a equipa privilegiou a posse de bola, fazendo pressão imediata sobre o portador da bola, não deixando o Estoril usar a sua melhor arma, o contra ataque, colocando a bola nas costas da defesa.

Com o jogo e o adversário totalmente controlado, a superior qualidade dos jogadores e da equipa fez a diferença. Gaitán, marcando, assistindo e transportando a bola para o ataque. Matic e Enzo, cada vez mais entrosados. Sálvio sempre activo no ataque, ajudando e muito o André Almeida. Lima entrou bem, ganhando e segurando enumeras bolas, além do grande golo. Já não tenho adjectivos para o Garay. Finalmente Aimar, só faltam Luisão e Carlos Martins.