terça-feira, 2 de Setembro de 2014

Só boas notícias



Do dia de ontem sobram 3 excelentes noticias. A permanência e Enzo, a chegada de Cristante e a renovação do empréstimo de Sílvio, fazem deste plantel algo muito melhor do que seria sem estes 3 acontecimentos.

Há ainda a considerar que deixaremos de ler todos os dias que é “amanhã” que Enzo vai para Valencia. Deixaremos de ter que saber todos os dias que é no “próximo fim-de-semana” que Peter Lim vem a Lisboa buscar o Argentino. Ou seja, a imprensa escrita portuguesa terá de arranjar novo tema para nos invadir os olhos e ouvidos até à náusea, mas eles são bons nisso.

A adição de Sílvio ao plantel reforça-nos em 3 posições: Lateral direito, lateral esquerdo e, por consequência de nova e solução para a lateral direita da defesa, pode haver a deslocação de André Almeida para o centro onde tem jogado e dado bem conta do recado.

Quanto ao médio italiano, estou muito curioso para ver o que pode sair dali. Confesso que apenas vi um jogo dele com olhos de ver, ainda na NextGen Series ao serviço da equipa primavera do Milan. E do que vi, gostei muito, mas muito mesmo. Naturalmente que um jogo e num escalão etário inferior, não pode ser conclusivo, por isso não posso adiantar muito sobre o jogador, mas não deixo de estar expectante com esta contratação.

A única noticia menos positiva que fica deste defeso é o falhanço na contratação de um avançado com as características que Jorge Jesus pediu, ou seja, semelhante a Rodrigo. Por um lado Abel Hernandez (não vejo nele um jogador próximo de Rodrigo, mas ok) que recusou a transferência e de Joel Campbell (este sim, muito mais próximo de poder dar o que oferecia Rodrigo). Sendo assim, lá iremos ter que levar com Jara, pelo menos, até Janeiro. Fica a sugestão para Jorge Jesus: E porque não Nélson Oliveira em vez do Franco Esforçado Mas Fraco Jara?

Fechada a janela de transferências, e olhando aos planteis dos 3 candidatos ao titulo, embora com algumas mudanças em todos, continuo a achar aquilo que disse antes do inicio do campeonato quando falei sobre os nossos rivais, ou seja, o Porto tem o plantel mais forte, o Benfica tem um 11 muito competitivo, mas perde para os azuis e brancos na profundidade do seu banco, e o Sporting tem o 11 e restante plantel mais fracos dos 3.

segunda-feira, 1 de Setembro de 2014

Os assobios a Artur e o desapoio ao Benfica

Muitas vezes somos aqui acusados de "não apoiar" como se a internet servisse para apoiar o que quer que seja. Neste espaço elogia-se e critica-se, vive-se o Benfica como ele sempre foi vivido - sem açaimes na boca dos benfiquistas. Só os parolos é que acham que criticar algo é ser contra o clube - e se há muitos parolos por aí...

Mas o que é mais extraordinário é assistir ao "não apoio" no estádio. Eu, desde que vou à Luz, nunca assobiei um jogador do Benfica, menos ainda quando o jogador está psicologicamente em baixo. Já uma grande parte dos benfiquistas - alguns deles que depois andam pela net a pedir "apoio" - acham que apoiar a equipa é assobiar um guarda-redes que depois de um erro monumental está totalmente destruído. Há coisas que nem a extrema estupidez explica.

quinta-feira, 28 de Agosto de 2014

E o Benfica é...



27/08/2014 – Distraído pela descontracção dos meus primeiros dias de férias, incauto e determinado a esquecer o mundo, embriagado pela sede de descanso sem horários ou obrigações, decido lembrar-me incessantemente de me esquecer do telemóvel por qualquer canto. Ainda assim, e porque para as mães até no descanso podem acontecer acidentes, decido espreitar o aparelho em busca de alguma chamada perdida. Resultado: Uma mensagem escrita do telemóvel da minha irmã e uma chamada não atendida de um 21… qualquer coisa. Intrigado com tal chamada decidi tentar o retorno, do outro lado surge uma gravação que prosava mais ou menos assim: “Este número pertence ao Sport Lisboa e Benfica e serve apenas para efectuar chamadas, voltaremos a contacta-lo assim que possível”. “Do Benfica?” – Perguntei-me. Mas que poderia o Benfica querer de mim? Nem sequer era o meu dia de aniversário, sendo que nesse dia é habitual que enviem os parabéns em nome de Vieira, mas por mensagem. “Estranho”, pensei.

28/08/2014 – Enquanto tomava a minha “bica” após o almoço e ia folheando o jornal desportivo disponível naquele café, oiço na tv que Salvio havia prestado declarações à imprensa na sequência de uma acção promocional que consistia em ligar para alguns sócios do clube, incentivando-os a irem ao estádio e apoiarem a equipa no próximo jogo (já tinha visto algo semelhante realizado com Lima e gostei da iniciativa. O caminho para voltarmos à humanização do Benfica é este. Aproximar os jogadores dos sócios é a melhor medida nesse caminho que tem que voltar a ser percorrido). Como é óbvio relacionei aquilo que acabara de ouvir com a chamada que havia recebido do tal número do Benfica. Relacionei e, acreditem, amaldiçoei a minha sorte por toda a tarde, não era possível que me tivesse escapado assim a oportunidade de falar, ainda que à distância, com um dos melhores jogadores do clube nos últimos anos. “Puta que pariu a minha sorte”, infernizei eu assim a tarde da minha namorada.

Já de volta a casa depois de uma medonha tarde de praia, ouço ao longe a música “Do I Wanna Know?” dos Artic Monkeys. “É o meu telemóvel, será o Benfica outra vez?”, em feroz passo de corrida fui em direcção ao aparelho e vi… Era mesmo número do Benfica.

Cheio de entusiasmo e felicidade atendi. “Boa tarde”, falou-me uma voz doce e… feminina. Não era com toda a certeza o Salvio ou qualquer outro jogador do Benfica. Esmoreci. “Falo do Benfica Seguros”, continuou a menina. Enraiveci. “Mas que merda é esta” tive vontade de dizer, mas apenas pensei. A operadora falou-me de qualquer coisa sobre um seguro de saúde que, confesso, nem sei sequer descrever, porque o meu pensamento estava cheio de fúria e raiva. “Mas eu agora sou sócio e adepto de alguma companhia de seguros e não sei?”. Respirei fundo e, até porque e telefonista não tinha qualquer responsabilidade no assunto, decidi enrolar a conversa até que ela desligasse.

O Benfica é… Isto. Um clube transformado em empresa de tudo e mais alguma coisa, que vê nos seus sócios e adeptos meros clientes de quem pode obter lucro. O Benfica não é futebol, andebol, futsal, atletismo, voleibol, basquetebol, como já foi ciclismo. O Benfica não é mística Sr. Vieira. O Sr transformou o Benfica numa entidade impessoal que visa o lucro… de todos, menos do clube. Parabéns. O seu objectivo foi conseguido. E já agora, vá para aquela parte e coloque os seguros e o que mais lhe aprouver no sítio que lhe for mais proveitoso!  

Os princípios do Espírito Santo

Nuno Espírito Santo acha que as pessoas devem ter princípios. Faz sentido que assim seja. Afinal, os «finais felizes» que os árbitros recebiam na altura em que o Nuno jogava tiveram de começar nalgum lado.




Bom grupo para convencer o Vieira a ficar com o Enzo.

terça-feira, 26 de Agosto de 2014

Por uma blogosfera benfiquista mais bonita (1):

«Cu» não tem acento.

Jesus e o paranormal

Felizmente, Jorge Jesus poderá estar no banco. Uma boa notícia numa fase em que precisamos de todos a rumar para o mesmo lado.

Uma nota para os benfiquistas paranóicos (que não são assim tão poucos) que acham que a Via Láctea está contra o Benfica: se na jornada anterior ao Benfica-Sporting o treinador dos leões fosse expulso e pudesse estar no banco no dérbi, quantos textos do paranormal escreveriam vocês? Dediquem-se a exigir competência e trabalho e deixem de ser tontos.

domingo, 24 de Agosto de 2014

Uma vitória com sinais preocupantes



Exibição muito pobre e preocupante contra a pior equipa do campeonato. Se, como é expectável, Enzo sair, vamos ter de melhorar muito se quisermos ser bicampeões.


Classificação após a 2ª jornada:

1º Sporting - 4 pontos
2º Porto - 6 pontos
18º Benfica - 6 pontos

Boavista - 2, Benfica - 3; época 1992/93, extraordinária finalização de Isaías. A única vez na História do Futebol em que um jogador marcou um golo a nadar.


O outro nome do Benfica é amor

O benfiquismo desafia a morte. É uma ideia tão suprema, tão superlativa, tão cheia de sentimentos dentro que não é passível de explicação evidente. O benfiquismo existe como a água existe, como existem os grandes oceanos, as ondas do mar, as areias, as montanhas, o amor. 

O benfiquista é tão benfiquista que se chateia com outros benfiquistas - no Benfica não há formas nem fórmulas nem verdades universais. Há muitos benfiquistas e há muitos benfiquismos, nenhum deles o mais certo porque ainda não foi encontrado o molde que represente o que é o Benfica. Como dar nomes, outros nomes, àquela onda que nasce do vento e das forças interiores do mar que vem desaguar, mansinha, junto ao nossos pés? Como explicar a formação de uma montanha que tem milénios de lambidelas de Sol, ar, tempestades, chuvas, nuvens e movimentos de peixes?

No Benfica tudo é difícil porque é fácil ser do Benfica. Uns porque foram levados pelos pais, outros porque se apaixonaram pela cor das camisolas, uns ouviram dizer, outros falaram no Benfica. Cada um, todos, à espera de mais uma jogada, a seguir de um golo, no fim de uma vitória que nunca se fecha numa vitória porque logo a seguir há que vencer outra vez. E outra vez. E outra vez. E depois vencer mais um jogo. E ainda outro. E sempre ganhar. Amanhã é para ganhar. E depois de amanhã também.

Nós não somos do Benfica por decreto divino ou escolha evolutiva essencial. Somos do Benfica porque é fácil e é difícil ser do Benfica. Somos do Benfica porque não há outra forma de existência. Ninguém nos mandou ser do Benfica; fomos lançados para ser do Benfica e somo-lo com todo o orgulho e amor do mundo. Porque o Benfica é vermelho. O Benfica é vermelho e branco. Porque isso nos envaidece. E porque somos um clube lutador. Somos do Benfica antes de sermos do Benfica. Já éramos do Benfica e ainda nem sequer sabíamos que éramos do Benfica. Somos do Benfica porque é bom dizer Benfica e festejar um golo do Benfica e ver, de olhos em lágrimas aquela jogada que promete um golo do Benfica. Vem o fim do jogo, o apito final soa do relvado para as bancadas, e então somos do Benfica aos abraços e aos beijos, uns para os outros, uns com os outros, uns nos outros, todos. 

O Benfica - e que bem que fica! - é este universo que junta planetas, astros, nuvens de cor, dunas infinitas, lugares de ternura. Encontramos Benfica no deserto de Atacama, nas praias australianas, no frio da Sibéria, nos glaciares da Patagónia, em cima dos Campos Elísios, nos canais de Amesterdão, naquela lareira que fuma enchidos, dá fermento ao pão, que aquece pimentos. Que bem que fica o Benfica quando as bandeiras e os cachecóis voam nas mãos dos benfiquistas e pelo céu vermelho ecoa o Hino do Benfica. Ben-fi-ca, Ben-fi-ca, Ben-fi-ca, as goelas de línguas vermelhas soltam os gritos milenares do assombro de uma paixão que não é explicável, não tem teor científico, não apresenta prova corroborada além daquela que os corações aos saltos, os corpos em desvario, as mãos no ar, os pés voando vão soltando pelo Estádio, pelos cafés, pelas casas, pelas ruas, pelo espaço. 

O Benfica não é Benfica porque é universal - e é universal; o Benfica é Benfica porque nos aparece no sítio mais estranho, no lugar impensável, no último segundo do mundo, no respirar de um rio ou no salto de uma nuvem. O Benfica é Benfica porque junta o recém-nascido com o quase-morto numa espiral de tempo que encontra velhos, novos e semi-novos todos de mão no peito à espera do golo. E o golo existe. O golo vai ser golo. O golo já foi golo e volta a ser golo porque depois de um golo há outro e ainda mais um golo e no fim o golo de mais uma vitória. Uma vitória à Benfica. Uma vida à Benfica.

Quando morre um benfiquista o Benfica leva uma cicatriz no peito e uma papoila na orelha direita para lançar rumo ao Quarto Anel onde aterra em cheiro, som e glória para se despedaçar em pétalas que cobrem o relvado na hora do golo do Benfica.


sábado, 23 de Agosto de 2014

Peres Bandeira, o histórico olheiro do Benfica, decidiu ir de viagem. É mais uma Bandeira do Glorioso no 4º Anel.


Uma Candeia mal iluminada II



“Deste final de época, para além do triplo triunfo e consequentes festejos, sobra ainda a contratação do jogador Candeias, pertença do Nacional da Madeira.

Percebendo que se trata de um negócio de ocasião, por se tratar de um jogador em final de contrato, não consigo encontrar nesta aquisição uma lógica desportiva facilmente entendível. Candeias é um jogador interessante – não mais que isso – que se encontra próximo do seu limite evolutivo. Não vejo no extremo Português uma capacidade para evoluir muito mais do que conseguiu até ao momento, logo, não me é previsível que venha a ter um nível competitivo suficiente para assumir um lugar indiscutível no 11 do Benfica. Naturalmente que é um jogador com qualidade e capacidade para fazer parte do plantel, numa lógica de 2ª linha, mas não mais que isso.

Não obstante, jogadores para constituírem uma 2ª linha do plantel do Benfica já o clube tem sob contrato como Pizzi e/ou Ola John, para lá de Ivan Cavaleiro a quem é preciso dar competição, seja por via de oportunidades na equipa principal, seja por via de um empréstimo a um clube de primeira liga onde se possa impor como escolha principal.

Perspectivando as mexidas naturais do mercado de verão, e na pior das hipóteses, há a considerar as possíveis saídas de Gaitan e Markovic, ou seja, dois jogadores de classe e qualidades inegáveis. Perdendo estes dois fica a pergunta: Candeias é capaz de suprir alguma destas saídas do 11? Obviamente que não. Nem Candeias nem sequer Pizzi, Ola John ou sequer Cavaleiro.

O melhor que consigo prever para Candeias no Benfica é ser o Hugo Vieira ou Steven Vitória do próximo plantel, isto é, contratação para adepto ver (Hugo Vieira) sendo emprestado em seguida ou contratação para preencher uma das vagas na lista a enviar para a UEFA como jogador formado localmente (Steven Vitória).

Em suma, não há em Candeias nada que o diferencie positivamente dos jogadores que já se encontram contratualmente ligados ao clube.

E se a ideia era a de contratar um jovem português para as alas do ataque que pudesse ir evoluindo e conquistando o seu espaço, havia em Ricardo Horta uma solução muito mais promissora, até porque Candeias já conta com 26 anos. Não, não é um “velho”, mas está próximo do máximo que poderá dar, bem diferente do jovem extremo do Vitória de Setúbal e que já pertenceu ao Benfica.”

Este post foi por mim escrito no passado dia 23 de Maio, depois de ver confirmada a contratação de Candeias por parte do Benfica. Os comentários a este post foram muitos e variados, dos quais destaco:

“Quem és tu para falar num jogador que não conheces, quando ignoras tudo sobre futebol, quando falas contra decisões tomadas por especialistas de futebol (Rui Costa e JJ), ignorante dos processos estratégicos que estão por detrás destas decisões?
Os talibans já começam a tentar destabilizar, dar a sua opinião ignorante sobre tudo o que mexe no Benfica. Para ajudar os pasquins que lambem os beiços de satisfação.”

Qual o meu objectivo com isto? Vangloriar-me por ter razão antes do tempo? Passar uma imagem de entendido? Não, longe disso. O objectivo é puro e simples: Demonstrar como um simples adepto como eu, entre milhões, conseguiu perceber o que os PROFISSIONAIS do Benfica não conseguiram.

E são os “Candeias” da vida do Benfica que nos fazem ter dezenas e dezenas de jogadores sob contrato e mesmo assim não conseguimos iniciar a competição com um plantel claramente definido e com lacunas completamente colmatadas. É este o tipo de organização que reina no Benfica e são casos como Candeias, Djavan, Luís Filipe, Vitor Andrade, Fariña, Eder Luis, Rojas, Andrés Diaz, Cortez, Emerson, Roberto, Hugo Vieira e tantos, mas tantos outros que nos custam a afectação de verbas importantes e que geram endividamento escusado e desmesurado. Talvez um dia saibamos a história completa.  

quarta-feira, 20 de Agosto de 2014

Júlio César



E é já depois do arranque da época oficial e da (quase) redenção de Artur que o Benfica anuncia o homem que se pretende que seja o dono da baliza mais Gloriosa do Mundo: Júlio César.

O internacional canarinho, mais que um grande guarda-redes, é hoje em dia, um grande nome. O seu currículo fala por si e faz-se pagar. E o seu valor salarial deve-se exactamente ao seu enorme passado e não tanto ao seu mediano presente e futuro.

Júlio César foi, nos tempos do Inter Campeão Europeu de Mourinho, quase unanimemente considerado o melhor guarda-redes do Mundo. Não acho que tenha chegado realmente a esse patamar, mas é indesmentível que sob o treino de Silvino chegou bem alto na hierarquia mundial.

Após a saída do técnico Português do clube Italiano, o guarda-redes Brasileiro foi paulatinamente descendo de nível, chegando à quase ruina desportiva. Não desistiu e teve em Scolari o seu maior e melhor aliado para renascer das cinzas e voltar à ribalta mundial com a titularidade da baliza Brasileira.

Não, não acho que Júlio César seja, neste momento, um enorme guarda-redes, conforme o enorme encargo financeiro (para os padrões do Benfica) que a sua chegada representa. Não quero com isto dizer que Júlio César é mau guarda-redes ou, tão pouco, inferior a Artur, apenas considero existirem atletas com o mesmo nível desportivo por preços bem mais em conta.

Não obstante, acho que o guardião Brasileiro dará bem conta do recado que lhe é confiado e que, sem qualquer dúvida, ainda é um guarda-redes superior a Artur.

Em suma, podíamos estar melhor servidos, mas Júlio César é solução para o problema que tínhamos, coisa que Romero não seria.

Bem-vindo sejas à família.