Já o escrevi antes: se o Benfica quer potenciar ao máximo as poucas possibilidades que tem de ser campeão na próxima época, é fundamental não vender mais do que um jogador nuclear do plantel. E só pode ser Gaitán - por aquilo que não rende ao longo do ano e pelo valor de mercado que tem. Juntar ao argentino outra venda - seja de Artur, Maxi, Garay, Witsel, Javi, Nolito, Aimar ou Cardozo - poderá valer muito nos títulos contabilizados por esta Direcção - jogadores valorizados por Jorge Jesus - mas, em termos puramente desportivos, será um passo certo para o abismo.
Jesus com Viera ao leme será mais do mesmo - pleno de poderes e liberdade para todas as suas mais macabras teimosias. Importa, portanto - ainda que aqui não se acredite que alguém na Direcção do Benfica tenha a clarividência para tal -, manter os melhores e fazer dinheiro com quem, apesar de ter qualidade, não serve os interesses da equipa. Falo de Gaitán mas também dos vários emprestados que todos os meses recebem ordenados através do Benfica para jogarem noutros clubes. É ESSENCIAL recuperar uns milhões com a venda destes, ao mesmo tempo que se faz um corte nas despesas mensais.
É por isso que o indício de mais um empréstimo de Airton ao Flamengo é não só, como se fosse preciso, a comprovação de uma incapacidade negocial confrangedora (especialmente com clubes brasileiros), como um sinal claro de que os erros nunca mais serão emendados. Afinal, só passaram 10 anos disto. Dêem-lhes mais 3 que o Benfica espera lá fora.