sexta-feira, 23 de maio de 2014

Uma Candeia mal iluminada



Deste final de época, para além do triplo triunfo e consequentes festejos, sobra ainda a contratação do jogador Candeias, pertença do Nacional da Madeira.

Percebendo que se trata de um negócio de ocasião, por se tratar de um jogador em final de contrato, não consigo encontrar nesta aquisição uma lógica desportiva facilmente entendível. Candeias é um jogador interessante – não mais que isso – que se encontra próximo do seu limite evolutivo. Não vejo no extremo Português uma capacidade para evoluir muito mais do que conseguiu até ao momento, logo, não me é previsível que venha a ter um nível competitivo suficiente para assumir um lugar indiscutível no 11 do Benfica. Naturalmente que é um jogador com qualidade e capacidade para fazer parte do plantel, numa lógica de 2ª linha, mas não mais que isso.

Não obstante, jogadores para constituírem uma 2ª linha do plantel do Benfica já o clube tem sob contrato como Pizzi e/ou Ola John, para lá de Ivan Cavaleiro a quem é preciso dar competição, seja por via de oportunidades na equipa principal, seja por via de um empréstimo a um clube de primeira liga onde se possa impor como escolha principal.

Perspectivando as mexidas naturais do mercado de verão, e na pior das hipóteses, há a considerar as possíveis saídas de Gaitan e Markovic, ou seja, dois jogadores de classe e qualidades inegáveis. Perdendo estes dois fica a pergunta: Candeias é capaz de suprir alguma destas saídas do 11? Obviamente que não. Nem Candeias nem sequer Pizzi, Ola John ou sequer Cavaleiro.

O melhor que consigo prever para Candeias no Benfica é ser o Hugo Vieira ou Steven Vitória do próximo plantel, isto é, contratação para adepto ver (Hugo Vieira) sendo emprestado em seguida ou contratação para preencher uma das vagas na lista a enviar para a UEFA como jogador formado localmente (Steven Vitória).

Em suma, não há em Candeias nada que o diferencie positivamente dos jogadores que já se encontram contratualmente ligados ao clube.

E se a ideia era a de contratar um jovem português para as alas do ataque que pudesse ir evoluindo e conquistando o seu espaço, havia em Ricardo Horta uma solução muito mais promissora, até porque Candeias já conta com 26 anos. Não, não é um “velho”, mas está próximo do máximo que poderá dar, bem diferente do jovem extremo do Vitória de Setúbal e que já pertenceu ao Benfica.

Inequivocamente NÃO!

Os apoios «inequívocos» ao corrupto Fernando Gomes foram, além de humilhantes para a história democrática do Benfica, a prova de que Vieira é um incompetente em termos estratégicos - foi na conversa de uma suposta zanga entre Gomes e Pinto da Costa e o resultado foi o que sabemos. 

Numa altura em que o Benfica procura consolidar a sua posição de líder no futebol português - a busca pela hegemonia - votar no político lambe-botas Seara seria mais um erro histórico. Seara, não restem dúvidas sobre isso, está coligado com Joaquim Oliveira. O Benfica só tem duas coisas a fazer: ou arranja um candidato decente ou não apoia ninguém. 

Que os inequivocamente apoios tontos não se repitam.

Amado e odiado, um maravilhoso clube

Os fenómenos que acontecem por causa do Benfica - milhões de pessoas a festejar ou os milhares que andam de três dedos em riste pelas redes sociais - fazem explicar o amor tão amor que tanta gente sente por este clube e o ódio tão ódio que muita gente reserva a este maravilhoso clube. É que, de facto, não há mesmo nada equiparável ao Benfica. O Benfica é tão lindo que, como a pescada, antes de o ser já o era.


quinta-feira, 22 de maio de 2014

Os Melhores do Ano

DIRIGENTE DO ANO: Tiago Ribeiro (Estoril)

TREINADOR DO ANO: Jorge Jesus (Benfica)

ADEPTOS DO ANO: Adeptos Benfiquistas

MÚSICA DO ANO: Tudo a Saltaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaar

O 11 do Campeonato 2013/2014

Oblak
Maxi, Luisão, Garay, Siqueira
W. Carvalho 
Markovic, Enzo, Gaitán
Jackson, Rodrigo 


SUPLENTES

Helton
Cédric, Mangala, Venâncio, Alex Sandro 
Fejsa
Pedro Tiba, Filipe Augusto, Adrien
Lima, Montero

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Questionário de actualização da satisfação benfiquista



Caros Ontianos após esta época de altos e baixos, dúvidas e teimosias, de arranque pobre mas de sprint final poderoso e glorioso, está na hora de fazer um ponto de situação ao estado de alma de cada um de nós benfiquistas.

Então, na sequência de mais uma eliminação prematura da Champions, de mais uma final da Liga Europa alcançada, de mais uma derrota na final da Liga Europa e da conquista do triplete nacional,



Querem a continuidade do JJ? Se não, então quem gostariam de ver como técnico do Benfica?


Havendo eleições em Junho, apoiariam LFV?


Cardozo ainda tem espaço no plantel do Benfica?


Ivan Cavaleiro e Bernardo Silva devem integrar o influentemente o plantel principal?


Que outros jogadores da equipa B consideram merecer ser integrados na equipa principal?


Que jogadores do plantel principal gostariam de ver sair?


Pelos 7M exigidos, devemos contratar o Siqueira?


Pelos 4M exigidos, devemos contratar o Sílvio?


Há algum outro jogador que gostariam de ver chegar ao Benfica?


O P.Lopes deve sair pela porta grande, ver o contrato renovado ou receber uma baliza na lateral do relvado onde fique sentado a reunir e elevar todos os troféus que formos conquistando?

Os legionários do «apoio na internet»




«Não fales nisso, que desestabilizas o clube», «fala baixo, que se alguém te ouve...», «é verdade, mas não digas que sabes...», «não devemos falar nisso porque depois vêm os adversários e os jornalistas e aproveitam o que estamos a dizer». 

Estes conceitos muito bacocos de uma quantidade substancial de pessoas que pululam pelas redes sociais não são mais do que:

1) uma sobrevivência do «espírito Estado Novo», em que os assuntos, verdadeiros ou não, não devem ser discutidos sob pena de aparecer o papão e, zás!, nos engolir;

2) a consequência de uma patológica paranóia, a qual as faz acreditar que uma conversa num blogue desestabiliza um clube com a dimensão do Benfica, ou que os jogadores andam a ler o que escrevemos numa caixa de comentários de um post banal numa página de facebook;

3) uma profunda paranóia que se tivesse algum sentido real - ou seja, um texto que aponte alguma crítica fundamentada a algo mal feito no clube conseguir, de facto, desestabilizar jogadores, treinadores ou dirigentes -, no fundo seria a assumpção da perfeita incompetência da Direcção. Só uma estrutura profunda e visceralmente fraca podia sofrer abalos com textos de blogues;

4) a cultura da censura. Sem se aperceberem, os oligofrénicos que defendem isto estão a perpetuar não só a sombra salazarento-católica da defesa da ausência de liberdade em prol do conjunto como também da perseguição a quem não cala a boquinha. Algo experimentado com muito sucesso na Alemanha de Hitler ou na Rússia de Estaline.

5) o evidente desconhecimento do que é o Benfica e o benfiquismo. Um clube que nasceu, cresceu e se tornou maior do que Portugal enraizado numa tradição democrática não tem qualquer semelhança com o clube que estes ditadorzecos de pacotilha defendem.

Curiosamente, ou não, a grande fatia dos que defendem estas ideias de merda não põe os pés no estádio e o único «apoio» que conhece é o «apoio da internet». O «apoio da internet» define-se assim: ausência de massa crítica, gritos diários de interjeições como «Deves querer voltar aos tempos do Vale e Azevedo!» ou «O Vieira é o meu Padrinho!» ou «Nem as pedras da calçada tínhamos!», falta de civismo e insultos aos outros benfiquistas que têm uma opinião. 

Estivéssemos a discutir Benfica na Farmácia Franco em 1904 e este grupo de caciques de casa-de-banho seria recambiado para um barquinho no Tejo, onde ficaria trinta e dois anos a marinar até ingressar na Legião Portuguesa, vindo a cumprir ordens e a exercer extraordinário «apoio» à causa sob a supervisão de Góis Mota, Comandante e Secretário-Geral da mesma e antigo Presidente do Sporting.


Jorge Jesus



No final da época passada fui dos que defendeu a não renovação com Jorge Jesus. Podemos dizer que quem, como eu o fez, errou na sua avaliação, atendendo apenas aos resultados finais desta época. Por outro lado, encontraremos as razões para a não renovação na primeira metade desta época.

A época esteve longe de começar perfeita, bem pelo contrário. A somar à derrota frente ao Marítimo, há os empates caseiros frente aos recém-promovidos Belenenses e Arouca e a eliminação da Liga dos Campeões com uma derrota humilhante em Paris e um empate caseiro comprometedor e sofrido frente ao Olimpiakos.

Em boa verdade, a equipa chegou a Janeiro a jogar aos “repelões” e ganhando sofrivelmente, quando não empatava ou perdia. E aqui está a razão pela qual defendi a não continuidade do treinador. A equipa era a mesma, tendo sido adicionados reforços, o treinador era o mesmo, os processos de trabalho eram os mesmos, mas a qualidade de jogo estava longe, muito longe de se aproximar da qualidade apresentada na época anterior. Animicamente a equipa ainda vivia presa na época passada e foi sobrevivendo até Janeiro. Sim, teve esse mérito de se aguentar sem cair de vez na sua fase mais difícil, mas também é legítimo questionar se não teria caído caso a oposição fosse mais forte como habitualmente.

Não obstante, em Janeiro foi dado um pontapé anímico na equipa. Não sei se a morte do Rei teve alguma influência no processo, mas o certo é que a partir do jogo com o FCP (primeiro jogo após o desaparecimento de Eusébio) a equipa iniciou uma espiral positiva rumo ao sucesso, invertendo por completo o momento vivido até aí.

A juntar a esta reviravolta anímica há ainda a mudança táctica introduzida na equipa, por via da introdução de uma dupla atacante diferente. E esta dupla atacante é a chave principal para uma ideia de jogo baseada mais no ataque rápido e menos na avalanche ofensiva que nos desposicionava defensivamente. Sendo assim também é legítimo perguntar se esta mudança que nos conduz ao título ocorreria sempre ou se apenas ocorreu pelo imperativo da lesão de Cardozo? Para mim é evidente que se o Paraguaio não tivesse recebido a visita da infelicidade, dificilmente a dupla atacante seria a que foi durante a segunda metade da época e que tantas alegrias nos ajudou a dar.

Para além da mudança no ataque há ainda uma mudança chave: O guarda-redes. Mais uma vez, esta mudança acontece por via da lesão do titular do lugar e não por opção directa do treinador. Ainda assim há a realçar a continuidade dada a Oblak após a recuperação física de Artur. Mas há algo que não nos poderemos esquecer: Esta mudança só foi possível pela lesão de Artur e porque houve alguém que contrariou JJ e não deixou que o jovem esloveno fosse dispensado no início de época, porque “o Oblak ainda não está preparado para a baliza do Benfica”, como disse alguém.

Esta época revela ainda um Ruben Amorim a um nível nunca antes visto actuando como… Médio. Se nos recordarmos bem, o internacional Português passou época e meia fora do clube por não querer ser utilizado a lateral direito como tanto JJ teimava. O facto é que se desentenderam por aí e isso fez-nos perder um jogador que nos poderia ter sido muito útil e acabamos por ver que talvez Ruben Amorim tivesse razões para querer ser médio no Benfica e não lateral.

O que pretendo com isto? Simples, lançar alguns dados de analise para que se forme a opinião sobre a continuidade ou não de Jorge Jesus e/ou a sua renovação ou não.

Analisando a sua continuidade, e ao contrário do que defendi na época passada, considero que faz sentido que continue, apesar de ter sérias dúvidas sobre a sua capacidade para nos levar ao bi-campeonato. E quando falo em capacidade não me refiro a competências técnicas e tácticas, refiro-me a excesso de bazófia e de ego que nos podem levar a um novo 2º ano de JJ no Benfica. Ainda assim, pelo que venceu este ano merece esse benefício da dúvida continuando assim à frente dos destinos técnicos da equipa.

O que não concordo é com uma possível renovação. É compreensível que JJ queira abraçar um outro projecto no exterior (Valencia ou AC Milan). Se o quiser fazer, desde que garanta a compensação devida ao clube, não acho que o Benfica lhe deva dificultar a vida, até por reconhecimento do seu trabalho ao longo dos últimos 5 anos. Mas caso o treinador não queira sair, não vejo nenhuma razão para a renovação. Há mais um ano de contrato e esta época não mostrou nada que já não soubéssemos de JJ, ou seja, que o treinador é competente e capaz de ganhar já todos o sabíamos, o que ainda não está comprovada é a sua capacidade para ganhar consecutivamente e para isso acontecer não precisa de prolongar o seu vínculo e muito menos ter as suas principescas condições salariais revistas.

Quando se avança para a renovação do contrato de um treinador não se pode faze-lo tendo em conta o último momento, mas sim todo o processo. Ou seja, não concordo com uma renovação baseada nesta época, e considero que os 5 anos como um todo não justificam uma renovação. Continuidade sim, renovação não.

A revelação do ano


terça-feira, 20 de maio de 2014

A nossa época



Uma vez finda a época desportiva para o Benfica, uma vez arrumados os muitos festejos do Benfica referentes a esta época, chega a hora do habitual balanço. Indo por partes:

Taça da Liga – Finalizar uma competição, seja ela qual for e frente a quem quer que seja, com 0 golos sofridos e apenas 1 empate - em casa do maior rival, jogando largos minutos com 10 jogadores e que deu acesso à final da mesma – seria sempre um feito assinalável. Se juntarmos a isto a conquista do “caneco”, temos todas as condições reunidas para classificar o trajecto da equipa de notável. Pode não ser a competição que mais interesse gera nos clubes que dela fazem parte, mas não deixa de ser uma competição de caracter oficial e constituída na sua íntegra por clubes profissionais. Menorizar a competição é um acto mesquinho e de má vontade de quem já tem duas finais… perdidas (seja Sporting, seja o Porto).

Taça de Portugal – A prova rainha do panorama competitivo nacional é, tem de ser sempre um dos maiores objectivos da época de um clube como o Benfica. A taça é a festa mais genuína do povo, é a origem das origens da festa do futebol. O Jamor é o ponto alto do entusiasmo de quem faz do futebol o espectáculo que é hoje em dia. Conquistar a Taça de Portugal é figurar na festa mais bela de toda a época desportiva, para além de ser um motivo de enorme orgulho para quem a conquista. Se vence-la já é facto de suficiente relevo, conquista-la tendo deixado pelo caminho os maiores rivais em confronto directo, só embeleza e engrandece a conquista. Os números podem não ser tão encantadores quanto os da Taça da Liga, mas a caminhada até à glória final é ainda mais deliciosa. A juntar a tudo isto, há o facto de com a Taça de Portugal conquistarmos uma dobradinha há muito fugida do nosso museu e fazer sentir a muitos milhares, como eu, o sabor dessa tal dobradinha transformada em “triplete” ou lá o que se queira chamar, coisa que nunca antes tinha sentido.

Competições Europeias – Acabamos como começamos, ou seja, mal. Chegar à final da Liga Europa é prestigiante e saboroso, mas não podemos esquecer que este feito, mais uma vez, decorre de um estrondoso falhanço na Liga dos Campeões. Tínhamos plantel de Liga dos Campeões e estivemos integrados num grupo onde eramos, sem qualquer margem para duvida, uma das duas melhores equipas. Beneficiamos do estatuto de cabeça de serie número 1 na hora do sorteio, mas claudicamos na hora de confirmar o estatuto. E este ponto não pode ser desvalorizado. Temos conseguido boas carreiras Europeias, como as duas finais da Liga Europa consecutivas o atestam, mas sempre à custa da segunda prova Europeia (à excepção do 3º anos de Jorge Jesus). Não, não tínhamos, nem teremos num futuro próximo, a obrigação de chegar à decisão da prova, mas tínhamos a obrigação de, pelo menos, chegar à fase a eliminar da liga milionária. Já demonstramos ser uma das melhores equipas da 2ª divisão europeia, mas tardamos em conseguir a “manutenção” entre os melhores, ainda que tenhamos qualidade superior a alguns que por lá andam. Uma vez eliminados da LC, fomos a melhor equipa da Liga Europa. O nosso poderio foi tal que Jorge Jesus se deu ao luxo de ir passando eliminatórias recorrendo constantemente às segundas linhas do plantel. Merecíamos a vitória, mas não é por não a termos conseguido que deixará de ter sido uma boa prestação.

Campeonato Nacional – Ao contrário do que aconteceu na Europa, acaba de forma completamente diferente do que começamos. Ficará sempre a dúvida se seriamos capazes de dar a volta ao campeonato se existisse um FCP ao nível dos últimos anos. Nunca saberemos se conseguiríamos reverter os 5 pontos de atraso que tivemos para o Porto, mas o futebol é isto mesmo, é aproveitar os momentos menos bons dos rivais para alicerçarmos as nossas conquistas. Não obstante, a primeira metade da prova quedou-se apenas pelo “qb”. Começamos mal, jogando mal e perdendo, mas conseguimos ir ganhando sem nunca deslumbrar até Janeiro, ou seja, conseguimos aguentar o nosso momento mau, ganhando. E isto permitiu que a partir de Janeiro não deixássemos dúvidas sobre quem era a melhor equipa da prova. O jogo com o FCP marca o ponto de viragem na época. A partir desse momento criou-se uma bola de neve positiva que a equipa soube aproveitar e potenciar. Não fomos exuberantes de princípio ao fim, mas fomos Campeões indiscutíveis.

Em suma, foi a melhor época do clube nos últimos largos anos. Internamente fomos absolutamente dominadores e inquestionavelmente melhores. Em nenhuma das provas deixamos de enfrentar e vencer os rivais, sendo esta a prova do algodão para cada uma das provas. Na Europa conseguimos esconder um desaire com um grande desempenho na Liga Europa. Parabéns à equipa, parabéns a Jorge Jesus, parabéns à Direcção e obrigado a todos.

TriQuê? Foram três



Triplete?
Tripleno?
Dobradinha mais um?
1+1+1?

Pouco me importa o nome que este feito tem.

Os portistas têm razão quando do fundo da sua azia dizem que triplete é ganhar o campeonato mais uma taça mais uma competição europeia. Historicamente é nesse contexto que é utilizado o conceito triplete. Até porque em vários países não há Taça da Liga e a nossa é tão recente.

Os sportinguistas também têm razão quando do fundo da sua azia dizem que triplete é ganhar três competições, podendo estar incluída a Supertaça. Literalmente é esse o significado do conceito triplete –  3 conquistas, 3 troféus.

Mas o que é que isto importa?

Sim o Sporting já ganhou 3 competições num ano.
Sim o Porto já ganhou 4, incluindo competição europeia.

Sim ganhar 3 competições não é inédito.
Sim ganhar uma competição europeia em vez de uma taça da liga é muito mais delicioso.

E então?

Festejemos o Campeonato Nacional. Festejemos a Taça de Portugal. Festejemos a Taça da Liga.
Festejemos a conquista da tão desejada e saudosa dobradinha.
Festejemos uma época em que conseguimos ganhar as 3 competições em simultâneo, este sim um feito inédito.

A verdade é quem em 25 anos de vida e em 20 anos de memória benfiquista, nunca vivi uma época tão titulada como esta.
E não foram só as três taças. Acresce a este feito a chegada a mais uma final da Liga Europa depois de eliminar equipas como o Tottenham e a Juventus tricampeã italiana.

Uma época em grande. O melhor ano de glórias benfiquistas que vivi.


Por isto tudo muito obrigado, muito obrigado Benfica.

Na sequência de uma óptima época, que objectivos para a próxima época?

1) Ganhar o mesmo que ganhámos nesta.
2) Ganhar mais do que ganhámos nesta.
3) Já foi bom. Podemos agora passar mais 4 ou 5 anos a ver o Porto ganhar porque temos um Presidente que faz obra e os títulos não são o mais importante.

Seleccionadores de Bancada

Contestar as escolhas do Seleccionador para um Mundial é tão 1986. Em nós haverá sempre um treinador que escolherá os melhores dos melhores; se fôssemos nós a escolher o lote de felizes contemplados, não há dúvida absolutamente nenhuma de que seríamos Campeões Mundiais de 4 em 4 anos.

A escolha de um plantel para um Campeonato do Mundo deve depender de outros factores para além da forma física extraordinária ou capacidade atlética genial ou uma técnica apuradíssima. É um equilíbrio muito difícil entre sensibilidades; às vezes é melhor escolher um jogador de menor qualidade mas profundamente integrado e orientado para o espírito colectivo (dentro e fora de campo) do que 3 ou 4 craques que não percebem nada do jogo e detestam confraternizar com os outros à hora da ceia, preferindo passar os dias e as noites a jogar playstation no quarto, a olhar para o telemóvel ou a experimentar fatos e gravatas.

Paulo Bento, que tem demonstrado competência e não merece, quanto a mim, tanta crítica, escolheu estes. Que tenha sorte e que Portugal possa fazer uma boa figura. Tendo em conta o nível de todas as equipas, diria que podemos chegar aos quartos-de-final. Mais do que isso dependerá da sorte e da superação. 

Eis os 23 escolhidos:

Guarda-redes: Beto (Sevilha), Eduardo (SC Braga) e Rui Patrício (Sporting);
Defesas: André Almeida (Benfica), Bruno Alves (Fenerbahçe), Fábio Coentrão (Real Madrid), João Pereira (Valência), Neto (Zenit), Pepe (Real Madrid) e Ricardo Costa (Valência).
Médios: João Moutinho (Mónaco), Miguel Veloso (D. Kiev), Raul Meireles (Fenerbahçe), Rúben Amorim (Benfica) e William Carvalho (Sporting).
Avançados: Cristiano Ronaldo (Real Madrid), Éder (SC Braga), Hélder Postiga (Lazio), Hugo Almeida (Besiktas), Nani (Manchester United), Rafa (SC Braga), Varela (FC Porto) e Vieirinha (Wolfsburgo).


Parabéns especiais a André Almeida e Amorim pela oportunidade de representarem o Benfica num Mundial.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Quando a «poesia sobe até ao povo».


E agora, Benfica?

Garay, André Gomes e Rodrigo estão de saída. Luisão, Siqueira e Gaitán muito provavelmente também. Seria importante não sangrar mais a equipa titular, fazer regressar alguns bons jogadores que temos emprestados, dar oportunidades reais a 3 ou 4 putos com qualidade inquestionável e procurar, em sintonia com uma boa prospecção, contratar bem, com método e o mais barato possível.

Há um fundamental BiCampeonato para conquistar, para além das Taças que são sempre importantes e uma participação digna na Champions. Que não se perca a possibilidade de hegemonia por estarmos dramaticamente no risco vermelho em termos financeiros, é o que se pede a quem manda nos destinos do Sport Lisboa e Benfica.

TriPLENO


Fantástica época que ficará nos anais e orais da gloriosa História do nosso mais-que-querido Sport Lisboa e Benfica. Parabéns a Jesus, aos jogadores e a nós, extraordinários adeptos de um clube que é grandioso por aquilo que conquista e não por "quases". VIVÓ BENFICA!

sábado, 17 de maio de 2014

Peter Lim decide

Peter Lim adquiriu o Valência.

Na próxima época vamos ver o Rodrigo e A.Gomes a integrar o Valência ou a ficar a fazer trabalho de secretária na Sede do fundo em Hong Kong?

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Honrem as «quase» vitórias europeias

Em 63 foi a pancada no Coluna; 65 e o azar de Costa Pereira; aquele 68 trágico de jogar no país do adversário; em 83 a arbitragem não ajudou; veio 88 e se não fosse o Veloso...; em 90 tínhamos levado o caneco se o árbitro tivesse ouvido o apito de um adepto que confundiu Hernâni; o minuto 92 destruiu o Benfica de 2013; Turim 2014 foi uma vergonha, um roubo, uma perseguição ao Glorioso!

Já chega. O Benfica é um clube Grandioso por aquilo que ganhou, não pelos "quase" ou por sofrer de conspirações malévolas por parte dos árbitros, dos jornalistas, dos adeptos de outros clubes, da senhora da limpeza do Estádio da Luz, do relvado que conspira, em silêncio, contra as nossas cores. Perdemos a final, a 8ª final europeia que perdemos depois de ganharmos 2. É uma merda, é um desespero, é uma tristeza. Não manchem as nossas honradas derrotas com desculpas de clube pequenino, que o Benfica não é nada disso.

BIGODE à Jamor para o TRIPLETE

Caros, a barba cumpriu decentemente o seu ofício: deu-nos Campeonato e Taça da Liga. Com a tragédia de Quarta, chegou o tempo de mudança: metamorfosear-se-á em BIGODE clássico 80´s. Peço a todos os machos (e às fêmeas mais dadas às gloriosas pilosidades) que se juntem neste nosso destino bigodal.


4500 quilómetros de estrada em 2 dias e meio pelo Benfica e mais uma final perdida. Para o ano voltaremos a revelar toda a doença que nos percorre como veneno bom.


quinta-feira, 15 de maio de 2014

Depois da ressaca e ainda com os olhos em Turim

O jogo de ontem foi muito equilibrado e o Sevilha pelo que fez nos penalties mereceu a vitória.
Não se pode dizer que tenha sido um grande jogo de futebol. Foi sim um jogo típico de uma final. Momentos de desespero contrastados com momento de receio. Jogadas de perigo finalizadas pelo nervoso de um troféu na periferia do olhar.
Transitámos de momentos em que parecia nada se passar para momentos de jogo partido e correrias desenfreadas.
No final pagámos caro o preço de uma ansiedade que nos asseguraram ter ficado em Amesterdão. Durante 120 minutos toda a equipa ansiou e no fim foram Cardozo e Rodrigo que deram o nome a tal desinspiração miudinha.

Não concordo com as vozes que dizem que o Benfica foi superior e mais perigoso. Foi certamente mais rematador mas só isso.
Durante todo o jogo vi um Benfica muito partido e sem ideias enquanto o Sevilha, apesar de mais fraco, aparecia com maior sentido de jogo e consciente táctica e colectivamente.
A nossa equipa teve momentos de grande pressão, momentos em que sufocou o Sevilha na sua área, momentos em que podia e devia ter marcado. Mas não passou disso, momentos. Aconteceu na compensação da primeira parte, no arranque da segunda e nos últimos 10 minutos dos 90 e tal jogados.
Se durante praticamente todo o primeiro tempo vi um Sevilha a ganhar o meio-campo e com isso a conseguir construir melhor as jogadas que o nosso Benfica, entre os 50 e os 82 vi um Sevilha com menos mas melhor iniciativa, conseguindo criar vários momentos de ataque que ainda nos fizeram engolir em seco.
A equipa espanhola tinha os seus trunfos nas alas mas era no meio que estava o seu principal craque, o seu criador de jogo. Rakitic era a maior arma deste Sevilha e perdendo nós a luta no meio campo, demos imenso espaço para o craque croata dirigir o jogo sevilhano.

Nos penalties venceu a equipa mais confiante e concentrada.

Ficou um penalty sobre o Lima por assinalar. Todos os GKs avançam antes do tempo mas no penalty do Cardozo o Beto excedeu-se e o árbitro deveria ter mandado repetir.

Perdemos e houve erros e situações estranhas da nossa equipa. Contudo não é isso que fica. Os jogadores lutaram e o treinador tentou o melhor que conseguiu.
Saíram todos derrotados mas de cabeça levantada.
Os aspectos que destaco agora não são criticas mas sim desabafos, desabafos de quem gosta de discutir o jogo e não consegue passar uma vitória ou derrota sem o fazer.

Quando soube o 11 não tive nenhuma surpresa. Claro que talvez achasse mais natural a equipa jogar com o Almeida no lugar do Fejsa e o Amorim no lugar do Enzo mas não era por aqui que havia algo a apontar ao treinador.
A primeira situação que me deixou de pé atrás foi a resposta do JJ à lesão do Sulejmani. Não tenho dúvida que o mais lógico seria colocar o Cavaleiro e manter a identidade e colectivo da equipa. Outra opção poderia passar pelo Djuricic, colocado tanto deslocado para a linha como encostando o Rodrigo e colocando o sérvio entre a dupla do meio campo e o Lima. Jorge Jesus optou por colocar o A.Almeida. Achei arriscado, pois apesar de defender o 4-3-3 não me parecia ser o mais adequado para o final de uma época onde tanto se insistiu no 4-2-4 até finalmente se o aperfeiçoar. Contudo tendo em conta que estávamos a perder o meio-campo achei que poderia resultar. A verdade é que presenciámos uma típica invenção do JJ, desta vez colocando o Maxi a extremo e baralhando todas as rotinas de jogo da equipa. Aquela ala direita foi uma confusão.
Por fim, também não consegui ainda entender a substituição do Nico pelo Cavaleiro, já com o árbitro prestes a apitar para os penalties. Como prescindir para os penalties do nosso especialista de bolas paradas e jogador mais técnico do plantel em prol de um jovem da formação acabado de chegar ao plante principal e que foi escassamente utilizado toda a época?
O Cardozo voltou a jogar e voltou a claudicar. Só apareceu para falhar mais um penalty decisivo. A discussão sobre o Tacuara fica para outra altura.

Não é por estes aspectos que quero justificar a derrota de ontem. Longe disso. Não vou nem posso nem quero apontar o dedo a ninguém, a nenhum destes campeões.
É que por falar em campeões é sempre importante lembrar as restrições que tivemos com a ausência do Fejsa, Enzo, Salvio, Sílvio, Markovic e depois até do Sulejmani.

O Maxi foi um autêntico lutador, o Siqueira foi dos melhores, o A.Gomes ainda procura o seu espaço e jogo enquanto sénior e o Rodrigo foi dos que mais cedeu à pressão desta final.

Custou perder. Custou voltar a perder. Fica a dúvida se nos próximos anos voltaremos a ter estas hipóteses (até porque o meu desejo é ver o Benfica regularmente nos oitavos da Champions e não na Liga Europa).
Ansiava por disputar a Supertaça Europeia.

Que no Jamor conquistemos o triplete.


Por toda a terra portuguesa, se ouvem unidas numa voz, milhões de chamas bem acesas, cantando à vitória a tua história somos nós