quarta-feira, 4 de março de 2015

Relatório e Contas 1º Semestre 2014/2015




Como todos já devem ter lido o Benfica disponibilizou o seu relatório e contas referente ao 1º Semestre de 2014/2015.
Foi um semestre positivo, como esperado, dadas as diversas vendas que ocorreram no nosso plantel.
Resumindo os resultados de forma simples e fazendo uma comparação com igual período do exercício anterior temos o seguinte:


 







Resultados Operacionais
Esta é a minha grande frustração com as contas do Benfica. Os proveitos operacionais vão continuando a subir (principalmente cresceram os proveitos com os direitos televisivos onde a estratégia da SAD parece estar a dar bons resultados), mas proporcionalmente o mesmo acontece com os custos operacionais, deixando a SAD constantemente com um resultado operacional perto do Zero (sendo que no final do exercício tem caído sempre para o negativo, em Dezembro do ano anterior atingiu os cerca de 5M€ negativos).

Este resultado operacional, como todos podemos verificar pelo quadro acima é manifestamente incapaz de fazer face aos juros da divida ou mesmo a uma fatia razoável dos mesmos.

A seguir virão certamente muitos comentários a referir que este é o modelo de gestão Português das SAD’s, vender para fazer face às dividas e aos seus juros. Lamento, mas já tivemos esta discussão muitas vezes, e eu continuo sem acreditar que este seja o melhor caminho para o clube, e penso que é nos momentos em que os resultados são positivos que se devem deixar os alertas sobre se é este o caminho e se todos estão confortáveis com ele. Eu não estou certamente, mas ficarei muitíssimo contente se estiver enganado e o nosso clube vier a ser um imenso caso de sucesso juntando títulos a capacidade e saúde financeira.

Já agora, explicando mais uma vez as razões pelas quais não me agrada este modelo financeiro:

- O Benfica não vende estrategicamente, o Benfica está obrigado a vender, porque como bem podem ver pelo quadro acima, os resultados operacionais sem jogadores, são muito menores que os resultados financeiros. A minha estimativa é que anualmente o Benfica terá sempre uma necessidade de caixa que terá que ser suprida pela diferença entre Vendas e compras no montante de cerca de 20M€/25M€;

- No caso desta diferença entre Vendas e Compras não ocorrer o Benfica terá que se financiar e aumentar o seu passivo, algo que com excepção deste Semestre ocorreu em todos os anos da última década.;

- O Benfica vive assim no risco, na necessidade de vender, e dado que com a crise do BES/NB as portas a novos financiamento se não estão fechadas estão pelo menos mais dificeis de abrir, isto torna esta inevitabilidade um jogo muito perigoso;

- Parece-me difícil manter esta aposta para sempre, uma vez que a quantidade de jogadores que o Benfica vendeu no último ano e meio será demasiado elevada para se conseguir vender e repor por diversas vezes, aguentando ao mesmo tempo o cavalgar do passivo. Veja-se que apenas este exercício a SAD conseguiu baixar o seu passivo e apenas em 20M€ e tudo isto fragilizando seriamente o plantel de uma vez só, deixando-o insuficiente para a disputa de mais do que o campeonato. Esperemos que pelo menos para isso seja o suficiente;

Assim sendo e se me perguntam qual o caminho, para mim passa sempre pela continuação da aposta na exploração dos direitos televisivos com o necessário controlo dos gastos operacionais (algo que não me parece que esteja a ocorrer), a aposta no aumento do numero de adeptos que se consegue chamar ao estádio e mais importante que tudo, fazer o que o Presidente já referiu por diversas vezes mas que nunca concretizou que é apostar na formação, de forma gradual claro e não à la Sporting, como forma de reduzir as necessidades de aquisições de jogadores, alguns deles de qualidade muitíssimo discutível.

Fica o alerta para quem ainda estiver na disposição de me “ouvir”.

Resultados Atletas

 Este é de facto o ponto alto deste exercício, tal como já tinha sido no exercício anterior. O Benfica conseguiu conquistar cerca de 44,5M€ em vendas de jogadores.

As principais saídas a contribuir para este resultado foram as do Enzo, do Markovic, do Oblack e do Cardozo.

Não estão ainda registadas as vendas do Bernardo Silva e do Jara, que ascendem a um pouco mais que 17M€, o que deixa o Benfica desde já acima do patamar que eu disse ser necessário vender até Junho.

CONCLUSÃO
Juntando às já referidas saídas as diversas vendas do exercício anterior, algumas delas apenas recebidas neste último semestre como são os casos do Rodrigo e do André Gomes, possibilitaram à SAD cobrir os seus resultados financeiros e diminuir, pela primeira vez na última década, o seu passivo em cerca de 19,9 Milhões de Euros.

Quanto à divida bancária contribuiu com uma descida de cerca de 7,7M€. Para esta rubrica chamo ainda assim a atenção para o facto de, lendo o exercício anterior em conjunto com este, ou seja os dois exercícios em que mais vendemos jogadores, deixámos a nossa divida bancária aumentar em mais 28M€.

Uma nota também bastante importante neste exercício foi o aumento do Capital Próprio da SAD para um valor positivo, 4,7M€, pela primeira vez desde o exercício 2011/2012.

Em suma, a estratégia de venda de jogadores deu este Semestre os melhores frutos da última década, tendo o Benfica conseguido juntar um bom resultado liquido a uma melhoria do seu passivo e do seu Capital Próprio.

7 comentários:

João Carvalho disse...

1. Por uma questão de transparência e pedagogia, os resultados financeiros deviam ter os cerca de 6M, custo do resgate do fundo de jogadores que não se repetirá, separados e explicados. Os resultados financeiros do período foram apenas de 7,1M. A melhoria a nível de resultados financeiros comparativamente com outros períodos não foi referida.

2. Sem os referidos 6M de custos de resgate, um custo isolado, o resultado do período teria sido de 19M o que dá uma melhor imagem da gestão do clube no período. Associado a este facto, os passes de grande parte dos jogadores (activos) do Benfica pertenceram ao clube a 100%.

3. O EBITDA de 50,6M em apenas 6 meses devia ter sido referido. É um rácio importante especialmente quando comparado com outros concorrentes. No último ano e meio terá sido de 125M o que reflete o relativo desafogo que o Benfica tem actualmente em termos de liquidez.

4. A não inclusão de cerca de 18M de vendas de jogadores já realizadas mas que irão entrar apenas no próximo período devia ter sido referida.

5. Outra coisa que devia ter sido realçada é o sucesso da BTV com 16,5M de proveitos em apenas 6 meses com perspectivas de se ultrapassarem os 35M no ano inteiro. Os resultados líquidos serão bem superiores à oferta da Controlinveste.

6. O Benfica está obrigado a vender sempre independentemente dos resultados operacionais cobrirem ou não os resultados financeiros. Não tem nada a ver com modelos, uma coisa não tem nada a ver com a outra, já que depende essencialmente do facto do Benfica estar inserido num mercado (país) com pouco poder de compra, com baixo poder de criação de receitas em comparação com outros países muito mais populosos e mais ricos (ver a questão dos direitos televisivos). Por isso os seus activos (jogadores) têm sempre de ser valorizados (para isso é necessário possuir estruturas competentes que o consigam potenciar) porque é isso mesmo que esse activos esperam quando vêm jogar para o Benfica.

Isto poderá ser atenuado até certa ponto com a conquista de novos mercados, mas como toda a gente que percebe um pouco de mercados internacionais com a concorrência feroz dos tubarões, são processos lentos e morosos. Penso que já se deram alguns passos nesse sentido mas é necessário uma coisa que muitos adeptos não têm: paciência!

8. Concordo que num mundo fantástico o ideal seria não temos de pagar juros mas isso é preço que se paga quando se investe. Todas as empresas pagam juros quando têm de investir. Até a Apple, a empresa que mais cash flow gere no mundo, tem passivo, pequeno, mas tem! O segredo está em investir bem, porque se se investir bem conseguem-se mais valias que permitem pagar esses investimentos, permitir investimentos futuros e gerar superavit.


B Cool disse...

Boas,
Acho que resumir a análise aos grandes números peca por escassa, pois estamos a olhar só para as consequências e daí a inferir as causas mais com base nas nossas opiniões/certezas que na realidade.

Em primeiro lugar, acho que deveríamos questionar a administração sobre o porquê do aumento de atletas e administrativos. Este aumento do número de funcionários não se traduziu no aumento das remunerações fixas, mas no aumento das remunerações variáveis. Porquê ? quais foram os objectivos que foram atingidos que justificam esse aumento da componente variável ? Os fornecimentos e serviços também continuam a subir (13%), porquê ?

Mas se por um lado vemos os custos subirem um bocado mais do que se esperava, as receitas operacionais não mostram ter o crescimento esperado.

Segundo se especulou, nunca se soube pois nem o Benfica nem a Adidas confirmaram, o Benfica teria assinado com a Adidas, dobrando o valor anual de 5 para 10 milhões anuais. Isso implicaria no mínimo um crescimento semestral a rondar os 2,5 milhões de euros, mas o que verificamos é apenas o crescimento em cerca de 0,9 milhões. O que se passou ? Os outros patrocínios reduziram-se, o aumento da Adidas não foi tão grande como o especulado ?

As quotizações caíram a pique (33%). O que se passou, os sócios deixaram de pagar ? Deixaram de pagar anualmente e portanto este valor será recuperado no final do ano ? Emigraram e passaram a sócios correspondentes ? Não é normal uma queda deste calibre, mas acima de tudo a falta de explicações para tal.

As boas novas da Benfica tv acabam por ser absorvidas por estas limitações que acima aconteceram.

Para o segundo semestre, a queda das receitas das competições europeias será muito significativa, bem como as receitas de bilheteira, dada a ausência jogos europeus e de menos um clássico no semestre (se continuarmos em primeiro será possível conseguir criar a onda para suprir estas carências) mas estou confiante que poderemos ultrapassaremos os 30 milhões de euros em proveitos da BTV, aproximando-nos mesmo dos 35 milhões.

B Cool disse...

Não podemos misturar os resultados com atletas com as questões de tesouraria. Os resultados com atletas resultam dos proveitos, ou seja do valor de venda, deduzido dos custos de venda, menos o valor em balanço (quando isso é uma questão contabilística e não de tesouraria) e o impacto da actualização financeira, menos as amortizações, que também não implicam quaisquer variações em termos de tesouraria.

As compras de passes de jogadores, à semelhança das vendas de passes de jogadores, raramente são feitas a pronto pagamento e algumas vezes até implicam o recurso a factorings que diminuem ainda mais o valor recebido, pelos juros inerentes ao desconto.

Portanto não deveremos olhar para a demonstração de resultados para verificar das necessidades de tesouraria, mas antes olhar para os mapas de fluxos de tesouraria. Aliás, basta olhar para o balanço, para ver o desequilíbrio astronómico entre os activos correntes e os passivos correntes, sendo portanto normal a necessidade de financiar a actividade.

Como já escrevi noutro blog, Olhos na Bola, faz sentido questionar a política de aquisições do Benfica. O Benfica investiu entre 2010/11 e 2013/14 191 milhões de euros em aumentos dos activos intangíveis (é certo que nem tudo são aquisições de jogadores, há as renovações, há algo que me esqueci na altura, que são os activos intangíveis associados à BTV - direitos da premier e outros direitos televisivos).

Como faz sentido questionar o porquê de o número de atletas ter subido de 83 para 95 e a quantidade de jogadores que nunca vestirão a camisola do Benfica e que se sabe isso mesmo no momento em que são adquiridos.

Esta política de forte investimento contribuíu para aumentar o nível médio da equipa, mas também para contratar muitos mancos que se arrastam de empréstimo em empréstimo até acabarem os contratos e ao contrário do que muitos pensam, nem sempre os empréstimos rendem algo de significativo, apesar de algumas notícias plantadas na imprensa.

De facto, é a política de forte investimento que é a principal responsável pelo endividamento bancário e mesmo que os investimentos não sejam pagos a pronto, mais cedo ou mais tarde terão que o ser.

Uma nota que acho importante questionar até pelo impacto negativo que teve nas contas e pelo esforço negativo na tesouraria, foi a aquisição de 85% do BSF. Será que para recuperar os direitos do Gaitán e outros em que a SAD tivesse um interesse estratégico, não faria mais sentido comprar os passes individualmente do que assumir as perdas do fundo (nos 15% detidos) e ainda pagar um prémio aos outros investidores ?

Uma última nota sobre a estrutura de financiamento da Benfica SAD. Ao contrário da histeria que houve, o Benfica converteu os 2 empréstimos obrigacionistas que se venceram no 1.º semestre em 2 outros instrumentos financeiros, limitando-se a reduzir de 85 para 80 milhões, o valor que antes era financiado pelos EO.

Há sinais muito positivos, volto a dizer, o desinvestimento na equipa de futebol não deixou que a equipa deixasse de ser competitiva no mercado interno e com um pouco mais de sorte no sorteio da Champions, se calhar andávamos ainda nas competições europeias, pelo que tenho alguma dificuldade em compreender essa perspectiva catastrofista do desinvestimento que diminuiu significativamente a capacidade competitiva da equipa. Quanto às futuras vendas de jogadores, se considerarmos os jogadores formados no Benfica e a evolução dos jogadores este ano adquiridos, não fico pessimista para os anos futuros, mais ainda quando temos no imediato jogadores com elevado valor no mercado.

Como dizia, a recuperação de mais de 40 milhões de euros de capitais próprios num ano, é um sinal muito positivo. Mas há muitas questões que deveriam ser colocadas e que a simples análise aos números agregados não permite que sejam afloradas a menos que utilizemos as nossas convicções próprias independentemente da adesão delas à realidade.

Campaniço disse...

Boa noite João

Se ler bem o texto vai verificar que referi quer os 18M€ ainda não registados com a venda do Bernardo e do Jara e que referi que a melhoria dos proveitos operacionais se deveram principalmente ao bom resultado dos direitos televisivos.

Quanto à questão das vendas já vi que é impossível discutir consigo pela interpretação que faz. Já lhe expliquei antes que é diferente o Benfica estar obrigado a vender por os resultados a isso o obrigarem, de ter de vender por estar num campeonato pouco competitivo. Obviamente que os grandes jogadores vão acabar por querer sair, mas isso é diferente de eu ter que vender por uma questão financeira interna.

Abraço


Campaniço disse...

Boa tarde Bcool

De facto a analise é apenas um resumo dos resultados e outras situações se colocariam e se colocarão noutra altura, desta vez foi minha intenção não tornar a analise tão "massuda".

O Bcool começa por achar que eu devia ter mencionado um possível "suposto" negócio com a Adidas, e termina por dizer "a menos que utilizemos as nossas convicções independentemente da adesão destas à realidade". De facto é mesmo isto, eu não comento uma coisa que está definida como "suposta" porque nada sei da sua adesão à realidade e nada é dito acerca disso no relatório.
Parece-me que comentar um negócio que não sei se existe é que só é mesmo possível com recurso à convicção.

Quanto à parte em que diz que a leitura dos números agregados só se pode fazer se for com base na convicção e não na realidade deixe-me dizer-lhe que eles são agregados mas como sabe o relatório tem lá a desagregação. É perfeitamente natural comentar uma situação apresentada agregadamente se tenho o suporte do que reflectem aqueles números por trás. Mas esses números estão mesmo desagregados no relatório ao contrário de supostos contratos que poderão ou não ter ocorrido.

A mistura do cash flow com resultados de atletas não existe, apesar de ter um subtópico com esse nome mencionei sempre "compras" e "vendas" de jogadores, nunca mencionei os valores das amortizações (meramente contabilisticas) com as necessidades de cash. Obviamente que o que me pode referir é à diferença temporal entre os resultados e a sua realização mas, no fundo, o Cash flow pelo método indirecto (que é o que menciono) torna mais fácil de perceber a sua necessidade estrutural de caixa, ainda que depois possa ganhar dinheiro ou tempo com a gestão que faz do seu working capital (receber mais rápido e pagar a prestaçãoes ou de outras formas).

O aumento de custos é de facto o mais preocupante e concordo inteiramente com a análise que faz e também não entendo os numeros apresentados mas o relatório semestral é sempre escasso em muitas explicações e deixa a analise um pouco coxa. Optei por não detalhar as duvidas e apenas dizer que isto tem acontecido de forma recorrente, o Benfica aumentar os seus custos operacionais.

Quanto à questão do fundo já me tinha referido anteriormente a ela e obviamente sou contra a sua aquisição pelo menos nos moldes em que foi, pois poucos são os jogadores em que de facto ainda temos interesse.

O aumento do financiamento em anos anteriores pelo investimento na equipa, sendo que muitas das aquisições têm sido falhadas, já o referi antes e agora. O Bcool curiosamente foi, da última vez que falámos, bem mais defensor dessa posição da direcção do que eu.

Quanto à histeria, o Benfica foi eliminado cedo da champions e da taça de Portugal e basicamente só é competitivo internamente. Dizer que o plantel está muito mais fraco, foi destruída a equipa campeã e a época foi mal preparada não é histeria, é apenas factual, sejam quais forem os resultados no final da época. É que as criticas devem ser feitas quando algo é mal planeado e não apenas quando algo corre mal.

Abraço

B Cool disse...

O negócio com a Adidas não é suposto, foi noticiado e confirmado pelo Benfica a renovação até 2021 http://economico.sapo.pt/noticias/benfica-renova-com-adidas_191501.html sendo a data da renovação 19 de Abril de 2014, o que foi diferente da renovação intercalar referida no relatório anterior (1.º sem 2013/14). Convém estarmos um pouco informados.

A histeria que eu considero existir prende-se com uma suposta falta de competitividade, devido a não se avaliar correctamente as equipas que eram nossas adversárias, o zenit que nos veio comprar vários jogadores, sem contar com hulks, danys, etc. O bayer leverkusen que tem jogadores pouco conhecidos por cá, mas que é uma equipa com uma competitividade elevada como se vê na Bundesliga, e o Mónaco a quem até ganhámos e empatámos, mas que à semelhança do Bayer, mostrou seu valor na primeira mão dos oitavos de final da Champions.

Sendo a Taça de Portugal uma competição a eliminar, maus jogos acontecem, sendo maior a probabilidade de isso acontecer quando se faz rotação de jogadores.

Obviamente que a equipa do benfica entrou num processo de reconstrução pela saída de um elevado número de jogadores, mas é um fenómeno natural nas equipas que se destacam, dois exemplos, o Porto campeão Europeu ou o patético de madrid da época passada.

Confundir a saída de jogadores por se destacarem com uma estratégia de enfraquecimento, parece-me mais opinativo que factual, bem como observações como "a época foi mal preparada".

Quanto à defesa do investimento, ela é feita quando implica o aumento competitivo da equipa, quando apenas reflecte o aumento de entulho deve ser criticada, mas acima de tudo, deve-se ter uma perspectiva crítica, valorizando o que é bem feito e criticando o mal feito.

Campaniço disse...

Bcool mais do que estarmos informados, convém mesmo é mantermos a coerência e não tentarmos atirar areia para os olhos dos outros. Para isso já temos um Pedro Guerra, não precisamos de um Bcool (a não ser que seja mais um dos seus heterónimos).

Se lhe for difícil manter a coerência entre os antigos Posts, tente pelo menos manter-se coerente entre os últimos comentários.

Toda a gente sabe que o Benfica renovou com a Adidas, isso foi público. Mas o que o Bcool achou que deveria ser comentado era o suposto aumento dos valores do negócio. Mas para facilitar eu transcrevo precisamente o que escreveu antes: "Segundo se especulou, nunca se soube pois nem o Benfica nem a Adidas confirmaram, o Benfica teria assinado com a Adidas, dobrando o valor anual de 5 para 10 milhões anuais. Isso implicaria no mínimo um crescimento semestral a rondar os 2,5 milhões de euros, mas o que verificamos é apenas o crescimento em cerca de 0,9 milhões. O que se passou? Os outros patrocínios reduziram-se, o aumento da Adidas não foi tão grande como o especulado?"

Durante todo o seu comentário, cujas duvidas até partilho, a única coisa verdadeira e factual é que o Benfica renovou com a Adidas, tudo o resto e como o próprio Bcool menciona não passam de especulações, e como eu gosto de me manter minimamente coerente entre posts e comentários não vou referir especulações e suposições.

Quanto ao plantel parece-me óbvio que o Benfica perdeu competitividade neste último ano e tentar negá-lo é um exercício deveras dificil. A questão não foi apenas ser eliminado, o Benfica marcou pouquissimos golos, ganhou apenas um jogo e jogou de forma deplorável quando comparado com o ano anterior.
Quanto a uma má preparação da época veja-se apenas o exemplo que o Benfica foi "à pressa" contratar trincos quando já sabia que precisava de jogadores para essa posição.

Se comentar futebol é opinativo? Claro que é, dificilmente duas pessoas têm exactamente a mesma ideia. Mas parece-me normal as criticas à preparação da época e nem sequer penso que deixem de fazer sentido por sermos campeões.

Mas mais uma vez deixa-nos uma pérola de incoerência para o final, por um lado os que criticam a preparação da época, mal ou bem, são histéricos, por outro defende que devemos ter todos uma "perspectiva crítica, valorizando o que é bem feito e criticando o mal feito".

Fantástico, mas é suposto criticar só no fim? É suposto criticar só o passado? É que "adivinhar" o passado é fácil, é isso e falar de especulações.