quinta-feira, 28 de abril de 2016

Deixem jogar o Luis Miguel Afonso Fernandes




No final do Campeonato surge sempre a explicação física: que o jogador está desgastado, que já "não pode com uma gata pelo rabo", que é melhor ir para o banco porque "já não rende", porque "jogou mais de 40 jogos". Como quase tudo o que é difundido na Comunicação Social sobre futebol, é uma explicação demasiado simplista e muito longe da realidade.

Um jogador profissional de um clube de topo como o Benfica, sem lesões ou "toques" que o inferiorizem, está totalmente capacitado para fazer 90 minutos em Abril (mesmo que tenha jogado 40 ou 50 jogos desde Agosto). É evidente que tem uma carga competitiva que não deve ser desprezada e o faz não estar a 100 por cento como normalmente está em Novembro/Dezembro (a propósito, por razões evidentes também no princípio da época os jogadores não estão no pleno da sua forma).

Esta carga competitiva é, no entanto, mais mental do que dos músculos. São as diferentes competições,  os vários objectivos, a concentração e foco para um jogo e o desligar para voltar a ligar o foco e a concentração para outro jogo de outra competição tantas vezes noutro país. São as recuperações de resultados depois de estar em desvantagem. É a esperança,  a ânsia,  o desejo de resolver o jogo, de finalmente resolver o Campeonato. São os treinos, a visualização do adversário, os pormenores específicos para cada jogo, para cada detalhe do jogar da outra equipa. Manter posicionamentos, cumprir tacticamente o que pede o treinador. É a insegurança de não poder perder pontos, é o nervosismo de não poder falhar, é a vontade de querer dar alegrias aos adeptos. Tudo isto, que é a vida diária de um jogador de topo como Pizzi, influi ou pode influir a certa altura da época, sobretudo no final da mesma. Mas não é algo que se possa atribuir exclusivamente (nem de perto) à condição física.

Do ponto de vista da resposta muscular, Pizzi está mais do que preparado para entrar amanhã e jogar os 90 minutos. E, tendo em conta a menor sucessão de jogos que passámos a ter após a eliminação da Champions,  é expectável que volte a estar totalmente focado e mais "fresco em termos mentais" para nos brindar com o seu bom futebol.  Tendo sido Pai esta semana, podem apostar no Placard: golo de Pizzi. Depois mandem-me 10 por cento dos ganhos.

7 comentários:

José Batista disse...

O Pizzi até é bom jogador, mas, neste momento, pelas razões que se queira, não está a jogar bem, é um facto. E só vai mantendo a titularidade, porque Sálvio está perro.

Minha Chama disse...

Ei... Ficou anotado ;)

Anónimo disse...

O Senhor 14 Milhões <3

R.B. NorTør disse...

Sálvio está perro, Guedes não é opção, Carcela é para saltar do banco e quando o faz ficar a olhar para o bem que os outros jogam...

Dizer que Pizzi sai é bonito, mas parece que Pizzi cansado ainda vai valendo mais do que as alternativas "frescas".

joão carlos disse...

pouco interessa se o cansaço é mental se físico, se um misto dos dois, a verdade é que no pizzi é bem evidente para alem de que se tem feito notar nele mais que noutros com erros que anteriormente não se viam.
a questão neste caso como em qualquer outro é saber se quem o pode substituir mesmo estando mais fresco, seja mental ou fisicamente, tem capacidade neste momento para fazer melhor e sendo a resposta positiva não vejo nenhum problema em o pizzi ir para o banco até porque os jogadores que estão no banco podem ser tão, ou mais, importantes como os titulares, como se tem visto.


Ricardo disse...

João Carlos, a resposta é positiva? Quem pode fazer melhor do que ele neste momento?

joão carlos disse...

a rotação do pizzi já deveria ter sido feita à três ou quatro jogos atrás e o único em condições de o substituir é o carcela mesmo com todas as limitações que tem.
o problema neste momento é que tens quatro com muito desgaste, o pizzi, o jonas, o mitroglou e o renato e dos quatro só deveriam estar a jogar dois deles ao mesmo tempo.