sábado, 12 de janeiro de 2013

Uma ideia para o clássico - o 41311

É um exercício interessante o de pensar qual a melhor equipa para entrar de início no Domingo - e, claro, quais as ideias que Jesus deverá ter para o 11. Partamos de uma ideia-interrogação: devemos abdicar de um avançado, povoando o miolo contra um expectável meio-campo forte do Porto (com Fernando, Moutinho, Defour e Lucho) ou será mais avisado mantermos o sistema preferido do Jesus, apostando as fichas num jogo de rasgões e pressão forte sobre a saída de bola dos portistas?

Por mim, e sabendo que Rodrigo está lesionado e Lima jogou os 90 minutos na Quarta, faria uma espécie de híbrido entre o 442 e o 433: o 41311. E o que é o 41311? É Gaitán. Colocar o argentino onde me parece que rende mais: não propriamente a 10, mas a segundo avançado que parte de trás - um pouco como João Vieira Pinto jogava. Em construção, Gaitán tanto pode aparecer, móvel, na zona à frente da área portista como pode recuar dando apoios e permitir a subida de Enzo, desequilibrando marcações formatadas. Em transição, é um jogador que garante não só velocidade e transporte a grande nível como, com Ola John e Salvio na alas, pode potenciar situações de 5-4, 4-3, 4-2, 5-3, 3-2, que, com boa decisão, resolvem jogos. 

Gaitán seria assim um apoio precioso a Cardozo ao mesmo tempo que, sem bola, permitiria à equipa equilibrar o meio, juntando-se o argentino a Fernando, possibilitando que o bloco se mantenha alto para afundar o Porto no seu meio-campo e evitar que, nas perdas de bola, os portistas a recuperem em zonas próximas da nossa área. André Gomes, Aimar, Nolito, César e Lima como soluções possíveis para a segunda parte.

Artur
Maxi, Luisão, Garay, Melgarejo
Matic
Salvio, Enzo, Ola John
Gaitán
Cardozo


(A minha equipa nunca seria esta para um jogo desta dificuldade. O que está no post é uma tentativa de, mantendo os fundamentais princípios de que o Jesus não abdica, procurar uma solução menos arriscada. No entanto, parece claro que Jesus fará entrar em campo amanhã a sua ideia formatada de jogo: dois avançados, dois alas, um médio defensivo e outro médio mais solto. Provavelmente contra um losango portista)

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Aquele abraço do golo


Quando o Simão recebe a bola no meio, a ajeita com um afago e remata para a baliza de Reina, a sala ficou por uns momentos parada, comigo, o meu Pai e a Joplin - a cadela - todos no ar à espera do golo.

Se pudéssemos voltar a esse momento e o congelássemos em pause, notaríamos os nossos joelhos flectidos, as bocas num princípio de entoação e os braços a crescerem para o tecto. A cadela em salto do sofá para o chão, apanhada a meio da viagem, em voo, as patinhas da frente esticadas, o pêlo todo para trás e as orelhas distorcidas. Na televisão, ver-se-ia a bola na zona do penálti, pelo ar e Reina num gesto horizontal de desespero.

Atente-se nos copos de cerveja em diagonal, gotas de líquido paradas na atmosfera, pratos de amendoins oblíquos e ervilhas de salada russa pulando acima da linha da mesa, tapando metade do ecrã entre o poste esquerdo e a cabeça de um defesa do Liverpool. O fumo dos cigarros verticalíssimo e também em ondas, congelado no tempo como uma pintura abstracta - com detalhe, ainda é possível ver figuras imaginárias que o fumo faz. Os cabelos do meu Pai soltos e para trás e a minha mão num gesto de movimento que faz desfocá-la.

Como se estivéssemos empurrando a bola para o golo, há dois pés - um do meu Pai, outro meu - que a chutam no ar por debaixo da camilha e a cadela salta para o cabeceamento oportuno. Vêem-se ainda, se bem observado, os nossos braços em trânsito um para o outro, como se o golo fosse apenas a desculpa para um abraço.

Não há forma possível de voltar a esse lugar. Ainda o mundo nos não permite a congelação em arca frigorífica dos lugares mágicos, junto aos hamburgueres e bifes de peru. Talvez um dia alguém muito mais novo que nós - porque nascido num mundo mais velho que este - invente a propriedade essencial com que se constroem as máquinas de refrigeração dos segundos antes do golo. Por ora, e sem tecnologias adequadas, coloquemos o dedo no play e vejamos o que acontece.

Explode a bola nas redes! Caem amendois, pedaços de chouriço, o pão voa na direcção da lareira, todas as cervejas inundam a mesa e, como cascata, vão descendo numa visão surreal de quotidiano mal explicado. O golo é cantado com mil gargantas dentro de duas, eu e o meu Pai abraçamo-nos, a cadela assusta-se e foge para debaixo do móvel. Na televisão, os jogadores do Benfica vão de cinzento em direcção a uma câmara. Até Beto e seu cabelo amarelo faz parte da trupe.

Nada disto vimos, envoltos num abraço milenar povoado de sonhos e alegria. Quando mais tarde virarmos os olhos para o ecrã, já o Liverpool ganhou um fora na direita ofensiva. Mas nada disso conta para esta história. Nada importa que não seja já sabido - Miccoli faria mais tarde, bem mais tarde, uma bicicleta que o faria correr que nem um louco para os olhos do próprio Pai, no meio do apocalipse benfiquista de Anfield Road.

Hoje não haverá Pai nem haverá Joplin. Estão os dois parados no meu tempo e na minha memória, como entidades que sobrevivem ao passar dos minutos e horas e dias. Congelei-os dentro do coração, sem máquinas avançadas nem ciências transcendentais.

Para Domingo peço que muitos joelhos flectidos e muitos abraços no abismo do abraço aconteçam. Com amigos, entre amigos, em família. Um estádio todo suspenso no ar e as bolas em trânsito mortal para o golo. 



Pressão Alta

Vítor Pereira, treinador do FC Porto, na conferência de imprensa, a propósito dos alegados bloqueios feitos por jogadores do Benfica:

«Acredito num árbitro atento a esse tipo de ação; agarrar ou impedir um movimento na área deve ser penalizado. Espero um árbitro atento a esse tipo de ação ilegal de conseguir oportunidades de golo. Vou estar muito atento a tudo o que se passar na nossa grande área e se no final do jogo tiver de falar, falo».

Pois, parece que jogar a bola com a mão na grande área do Porto não faz parte da lista de irregularidades. A estas já os árbitros não precisam de estar atentos. Podem assobiar para o lado....como têm feito.

Falar do vólei do Cardozo, quando andaram a 1ª metade da época a jogar andebol.......

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

E o melhor blogue de 2012 é...


- Cabelo do Aimar - 290 votos (41 por cento)

- Gordo, vai à baliza! - 256 votos (36 por cento)

- A Mão de Vata - 103 votos (14 por cento)

Muitos Parabéns ao Campeão CABELO DO AIMAR. Com este prémio pode ser que possas finalmente pagar o que deves, Vitto. Caloteiro dos asfaltos.

Beijinho ao Gordo e ao A Mão. Fica tudo em família.

Que venha o Proença que eu já estou cansado.

Valerá a pena continuar, ano após ano, a acompanhar um futebol viciado? Cada erro absurdo a favor do Porto distancia-me mais e mais da paixão que sinto pelo futebol, apetece-me desistir, deixar de ir ver o Benfica, aproveitar o tempo para tantas outras coisas que valem realmente a pena - tempo que desperdiço a ligar para um futebol adulterado, do início ao fim da época. Épocas atrás de épocas disto. 

Quem me lê sabe a importância que dou aos erros que cometemos porque acredito não que o Benfica tenha de ser sempre melhor do que o Porto, apesar dos prejuízos, mas porque gerar competência dentro do nosso clube é aquilo que podemos controlar. Numa larga escala, poderíamos pelo menos tentar evitar os consecutivos escândalos a que assistimos. Mas também já sabem o que acho disso: nem há competência no clube para criar uma mentalidade forte nem há capacidade de eliminar os prejuízos e ainda há, pasmemo-nos todos de espanto ainda que alguns o aceitem como coisa normal, apoios inequívocos a personagens responsáveis pelo actual e passado deplorável estado do futebol português. É análise que raramente (nunca) vejo debatida: não será também na capacidade de lutar verdadeiramente contra o sistema um dos atributos que devemos valorizar e analisar num Presidente do Benfica? Pois este que temos é pouco mais do que zero nesse aspecto, para além de tantos outros. Ninguém se questiona sobre isto, pelo menos eu não vejo em parte nenhuma alguém afirmar: «Não votei nele porque não soube destruir a teia de benefícios ao Porto». E e é fundamental acabar com esta vergonha.

Mas deixemos o ventoinha para outras núpcias. Que futebol é este? E valerá a pena acreditar nisto? Gastar alma, esperança, dinheiro, tempo a acompanhar uma equipa que não tem as mesmas armas do seu principal rival? Vale, claro. Vale porque neste turbilhão que é o amor por um clube, mais do que em gesto calculado e metódico, avançamos todos os anos por devoção, ternura, irracionalidade. Mesmo que não acreditemos um segundo sequer numa igualdade de direitos entre Benfica e Porto em termos arbitrais. Confesso-me, no entanto, cansado.

Escrevi há uma semana e tal que se for Proença o nomeado para o jogo de Domingo deixarei de ver competições nacionais até sentir que o futebol está limpo desta nojeira. Por um lado, tenho muito medo de ter de cumprir a promessa; por outro, confesso, antevejo uma existência mais feliz e serena. Se tiver de ser, que seja: venha Proença que eu vou embora. O bilhete que já está comprado será dado neste blogue ao gajo que escrever o melhor poema sobe futebol. Que é outra coisa, não é isto:



nem isto:


nem isto:


nem isto:


e tanta, tanta, mas tanta coisa que se passa, época após época, ano após ano, roubo após roubo. Pus estas porque foram as primeiras que apareceram. Podia passar aqui um ano a meter lances absurdos a favor do Porto. Claro que há outros a favor do Benfica, claro que é fácil colocar 3 vídeos de lances absurdos, qualquer um o pode fazer. Mas eu não pretendo convencer ninguém; quem vê este futebol de há 30 anos para cá e acredita seriamente na possibilidade de o Porto não ser pornograficamente beneficiado em relação a todos os outros clubes não é sério ou é cego - é assim muito simples. E não são só os lances postos aqui num post, sem qualquer método. São os "critérios", essa palavra que dá para tudo. Os critérios que, em lances iguais, preservam uns e prejudicam os outros. Quando é que o Benfica foi beneficiado num jogo do titulo? Quando é que o Benfica foi beneficiado nas Antas/Dragão? Quantos penalties tem a favor o Benfica na casa do Porto? Eu digo-vos: nos últimos 35 anos, tem um. Num jogo que o Porto ganhava confortavelmente. Um.

Os critérios explicam-se de forma simples: imaginem o jogo do título no Dragão, 2-2 a poucos minutos do fim e um cruzamento para a área do Porto que dá golo do Benfica de um jogador na, vá, duvidosa linha em que estava Maicon. Agora pensem se algum fiscal de linha deixaria passar a jogada. É isto o futebol português.

Estou cansado, farto, enojado. Ver os jornalistas à volta do pintinho, babando-se das suas idiotices, olhando uns para os outros, admirando aquele ser repugante, corrupto, boçal. Farto deste país de ladrões e mentirosos, gente hipócrita, falsa, baixa, mesquinha, torpe; gente adorada por uma chusma de atrasados mentais, rindo-se das piadas, afagando os egos, baixando a cabeça. Farto dos adeptos que aceitam a podridão intelectual e ética, limpando para o lado as evidências porque ganham títulos. Gente que na sua vida é trabalhadora, decente, educada, bela, que ao fim-de-semana vai clamar por um cacique corrupto. Gente que diz que as escutas não são válidas - e o que é que isso interessa, caralho? O que lá está se não chega para a Justiça não deve chegar para os corações, para o instinto, para o carácter? Que merda de conceito é este? Ah o gajo é corrupto mas como em tribunal não podem usar as escutas está tudo bem? Foda-se.

Estou cansado. Venha o Proença de vez. E façam um poema.


quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Bi-Lima para as Meias. Venha o Braga!

Árbitro para o Clássico


Não sendo tão importante como a eleição que decorre para o melhor blogue benfiquista - pessoal, só falta 1 dia e a luta entre o Gordo e o Cabelo está ao rubro - a nomeação do árbitro para o clássico já fez correr muita tinta, a começar pela "dica" do chinês, feita pelo Presidente do Porto e, não tendo memória de tal, árbitros a oferecerem-se publicamente para o "trabalho". 

O meu palpite vai para Artur Soares Dias.

Tem sido resguardado pelo CA e é internacional. Para a liga, apitou o Benfica- Sp. Braga da 1ª jornada. Não apitou qualquer jogo do Porto para a Liga, o que, decorridas 13 jornadas e sendo um árbitro internacional, prece-me estranho.

Jorge Sousa, outro internacional, teve uma má actuação no Porto-Sporting, com prejuízo para o Sporting claro.

Duarte Gomes apitou o Benfica no Estoril, pelo que nem é hipótese.

Benquerença ou Xistra seria uma provocação, além de não terem categoria para este jogo.

Sobra Pedro Proença. Como não houve Setúbal-Porto, passou a ser hipótese. No entanto, caso fosse essa a vontade de Vítor Pereira, não tinha sido nomeado para esse jogo. A juntar a aversão do Benfica, as suas recentes palavras sobre o Apito Dourado não caíram bem a Norte. Seria uma surpresa.

Se não aparecer nenhum chinês, penso que será mesmo Artur Soares Dias.

Seja quem for, que faça um trabalho justo e isento e que o "score" final seja em resultado do que Benfica e Porto fizerem.

Da eterna cagança

Um dos problemas maiores da estrutura benfiquista é a cagança. Quando as coisas correm bem, aparece o falatório, não há críticas às arbitragens e ninguém acha que o plantel tem de ser reforçado. Mas é importante não dissertar muito em auto-elogios, apontar os erros dos árbitros e identificar e resolver as carências óbvias que há no plantel. 
O Porto, de mansinho, como no ano passado, lá vai reconstruindo um grupo de trabalho mais forte; nós, por irmos na frente, vamos vaidosos por Janeiro, fingindo não ver o que está à frente dos olhos. Depois no final queixem-se dos árbitros, escondam-se de vergonha ou digam que o plantel era curto.

Voltando a Cosme Damião

Apenas uma ideia: e que tal acabarmos com as referências aos "porcos", aos "corruptos" e outros epítetos quando nos referimos ao Futebol Clube do Porto? O clube, por si, é digno; não merece ser denominado desta forma porque tem um Presidente porco, corrupto e peidoso. Separar as águas. Somos Benfica, não é? Vamos lá contribuir para a beleza no futebol.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Apesar de tudo estamos bem, obrigado


Não há como negá-lo: atendendo àquilo que foi a deficiente preparação da temporada - e até dou de barato a questão dos laterais (mais Melgarejo menos Luisinho, mais Maxi menos André Almeida; quem já teve um Emerson é capaz de ser muito feliz com qualquer Escalona a lateral) -,  onde vimos sair duas pedras fulcrais da equipa, ainda por cima em posições que o campeonato anterior se encarregara de nos demonstrar que deviam ser reforçadas e nunca, mas mesmo nunca, enfraquecidas, nem nos meus melhores sonhos imaginei que o Benfica pudesse estar nesta altura a liderar o campeonato e com enormes possibilidades de arrecadar a Taça de Portugal que há muito lhe foge.

Contra todas as minhas expectativas, e apesar de continuarmos com um meio-campo qualitativamente inferior ao do ano passado, as coisas têm corrido manifestamente bem. Arrisco até dizer que estamos melhores do que na época passada, mesmo com uma equipa, a meu ver, mais debilitada ao nível individual. Já no que ao colectivo diz respeito, parece-me que saímos a ganhar.

Explicações para isto? Para começar, mérito a Jorge Jesus que conseguiu ver no proscrito Enzo um potencial substituto para Witsel e a forma inacreditavelmente rápida como Matic tem vindo a evoluir na posição que era de Javi. Depois, a aposta na prata da casa, nomeadamente em André Almeida e André Gomes. Aqui não se trata tanto de uma aposta de Jesus, mas antes de uma necessidade premente de recorrer aos miúdos por falta de alternativas. O que é certo é que estes têm estado sempre à altura das exigências.

Mas para mim a chave desta boa performance até ao momento tem sido, pasmem-se, a quase total ausência do trio composto por Luisão-Martins-Aimar. Exacto. Foi precisamente a privação destes 3 potenciais titulares que nos revelou um novo Jesus: um Jesus que promove a rotatividade no plantel, um Jesus que descobriu que há mais jogadores para além do seu 11 preferido, um Jesus que dá esperança a todos os seus discípulos de entrarem a qualquer momento na equipa titular, mantendo-lhes os níveis físicos e mentais em alta. Por incrível que pareça, foram as baixas inesperadas na equipa, nomeadamente o castigo de Luisão e as lesões de Aimar e Carlos Martins, que permitiram extrair do nosso treinador aquilo que ele tem de melhor.

É aqui que fico com a certeza de que Jorge Jesus trabalha especialmente bem sob condições adversas. Talvez seja um homem talhado para grandes desafios como o de pegar numa equipa esfrangalhada que mal sabe fazer 3 passes certos e pô-la a jogar futebol como deve ser - neste momento deve ser o único treinador no mundo que podia ensinar aos lagartos o que é uma bola de futebol. Mas depois de cumprir aquilo a que se propôs, não sei se por arrogância ou desmotivação, parece deslumbrar-se com a obra efectuada, limitando-se a contemplar o seu desmoronamento.

Esta época parece ter trazido de volta o velho e bom Jesus. Ao deparar-se com uma equipa a desmembrar-se e aparentemente sem grandes alternativas - quer por culpa de um mau planeamento de época, quer por manifesto azar -, ergueu-se diante dele um desafio bem à sua medida: o de pegar nuns quantos jogadores pouco potenciados até então - alguns deles fora das suas posições naturais - e fazer deles peças importantes no futebol que ele idealiza para o Benfica. E se é verdade que Jorge Jesus tem fama de inventor, não é menos verdade quando inventa por inventar, inventa mal, mas quando inventa por necessidade a coisa corre normalmente bem. Para sustentar esta minha teoria infalivelmente falível, lembro-vos, assim de repente, da adaptação tão desnecessária quanto desastrosa de um grande jogador (David Luiz) a defesa-esquerdo contra o Liverpool e, por outro lado, do improviso necessário e bem sucedido de um jogador medíocre (Emerson) a defesa central diante do Chelsea.

Bem sei que é muito cedo para previsões, mas estou em crer que se vencermos o Fcp na próxima jornada o título dificilmente nos escapará. A vantagem pontual será mínima, mas a motivacional será infinitamente maior. De resto, a rotatividade promovida no plantel até à data, aliada ao regresso de 3 jogadores de elevado calibre que, quase meia época volvida, praticamente ainda não jogaram e podem trazer à equipa a frescura que lhe costuma faltar a partir de Fevereiro, pode ser determinante para a resolução deste campeonato a nosso favor. Devolvam-nos também a Taça de Portugal, se não for pedir muito.

A gestão de LFV


Este é o primeiro de uma série de posts em que se abordarão factos relativos à gestão do Benfica nos últimos anos. Os números apresentados serão essencialmente baseados nos Relatórios e Contas da SLB SAD, que estão disponíveis na internet para quem os quiser consultar.

O Balanço de uma sociedade é constituída por activos e passivos, sendo a diferença os capitais próprios da sociedade.
Os activos são os recursos que a sociedade controla, resultado da actividade passada e com os quais se espera que possam trazer benefícios económicos à sociedade.
Ao invés, os passivos são as obrigações com que a sociedade se comprometeu no passado e que terão que ser liquidadas.
Os capitais próprios de uma sociedade são o remanescente dos activos depois de deduzir todos os passivos, ou seja reflectem portanto a riqueza dessa mesma sociedade, quer a inicial* (capital social) quer a adquirida (reservas/resultados transitados). 
*-o capital social pode ser diferente da riqueza inicial se existirem operações de aumento ou de diminuição do capital social.


Estes valores referem-se unicamente à SLB SAD e não incluem os valores consolidados das outras empresas do Grupo Benfica. A opção de utilizar os valores individuais para o gráfico tem a ver com a coerência dos dados, visto não fazer sentido comparar realidades diferentes.

Os valores demonstram claramente uma subida de activos e passivos, mas em que os últimos têm crescido mais que os activos, o que originou a situação de capitais próprios negativos no final da época 2008-09 e novamente em 2011-12.

Perante esta situação, optou-se em 2009 pela reestruturação do grupo, com a integração da Benfica Estádio na Benfica SAD, o que implicou um aumento significativo do capital social (de 75 para 115 milhões de euros), dos activos e dos passivos da Benfica SAD, como se comprova no gráfico, voltando os captais próprios a serem positivos (apesar de ter sido mais um exercício com resultados líquidos negativos como adiante verificaremos).

Em termos de diferenças entre os valores consolidados e individuais da Benfica SAD, abaixo apresentamos a comparação da evolução dos activos, dos passivos e dos capitais próprios.



Conforme se pode verificar pela comparação no gráfico anterior, após a reestruturação do Grupo Benfica, os activos da Benfica SAD subiram de 167 milhões de euros em 2009 para 334 milhões de euros em 2010. Com a inclusão das outras empresas no perímetro de consolidação, devemos também olhar para o valor consolidado dos activos da Benfica SAD quando analisamos a realidade do Benfica.



À semelhança dos activos, também os passivos da Benfica SAD tiveram um aumento significativo de 179 milhões de euros em 2009 para 326 milhões de euros em 2010.


Aqui optou-se pela apresentação dos valores com 3 casas decimais para que se tivesse uma noção mais aproximada das variações. Conforme foi referido, após a reestruturação do Grupo Benfica, os capitais próprios saíram da situação negativa de quase 12 milhões de euros para uma situação positiva de quase 8 milhões de euros. No entanto e com o continuar da acumulação de resultados líquidos negativos, em 2012 os capitais próprios da SAD voltaram à situação negativa de 2009.

Quer isto dizer que a SAD voltou à situação de falência técnica? Sim e não. Sim porque em termos do Código das Sociedades Comerciais (artigo 35.º), quando os capitais próprios de uma sociedade são negativos esta está em falência técnica. No entanto, existe uma reserva de valor que não está reflectida nos activos da SAD.

Em termos de balanço, o plantel da Benfica SAD a 30-06-2012 estava avaliado em 92 milhões de euros, embora este valor não reflicta o valor total dado que algumas parcelas de passes estão alienadas ao Benfica Stars Fund (BSF). O BSF indica que o valor dos jogadores em carteira a essa data era de 16,8 milhões de euros, ou seja, em termos contabilísticos, o valor líquido do plantel do Benfica rondaria os 109 milhões de euros. Consultando sites internacionais sobre transferências de jogadores e avaliações de passes, facilmente obteríamos uma valorização do plantel superior a 200 milhões de euros a 30 de Junho de 2012, pelo que a situação de falência técnica na verdade era meramente teórica.

No entanto e fazendo o paralelismo com o Sporting, quando uma SAD necessita de vender os seus activos para realizar dinheiro, os valores que obterá pelos passes de jogadores serão sempre abaixo dos valores de mercado, à semelhança de quem passa por dificuldades financeiras e precisa de vender parte do seu património com urgência para arranjar dinheiro também nunca conseguirá obter o justo valor pelo património vendido, dada a necessidade de liquidez.

Os valores das massas patrimoniais são valores acumulados; isto é, resultam dos resultados de todos os anos anteriores. Fazendo o paralelismo com o país, é o mesmo que estarmos a falar da dívida pública. Para chegar a estes valores devemos então perceber como têm sido os resultados anuais, resultados estes que em termos do país corresponderiam aos valores do défice.

Durante um exercício há receitas e despesas que são classificados em proveitos e custos. Se os proveitos superarem os custos temos um resultado líquido positivo, ou seja a sociedade terá tido lucro; caso contrário, teremos um resultado líquido negativo, isto é, a sociedade durante um ano terá perdido parte da sua riqueza.




Conforme referido anteriormente as fontes dos dados são os Relatórios & Contas Anuais da SLB SAD. Os valores do quadro estão em milhares de euros; os do gráfico, como legendado, em milhões.

Os números dos três mandatos de LFV são inequívocos, nas primeiras três épocas, 2003-06, somou um prejuízo de 15 milhões de euros que foram compensados na época de 2006-07, em que o lucro atingiu os 15 milhões de euros. A seguir seguiu-se uma época relativamente equilibrada, 2007-08, onde apresentou um lucro residual  e desde aí soma quatro épocas de prejuízos constantes, tendo ultrapassando os 73 milhões de euros de prejuízo acumulado nessas 4 épocas.

Estes 73 milhões de euros renderam 1 Campeonato e 4 Taças da Liga, enquanto os 15 milhões de euros de prejuízo entre 2003 e 2006 tinham rendido 1 Campeonato, 1 Taça de Portugal e 1 Supertaça mas na altura não existia a Taça da Liga.


Quais as causas para este acumular de prejuízos?

Um fenómeno que tem concorrido para este agravar de resultados são os custos financeiros originados por um passivo oneroso crescente, ou seja, o valor do conjunto de empréstimos bancários e obrigacionistas que a SLB SAD e restantes empresas do Grupo Benfica contraíram tem aumentado apesar do que foi afirmado em campanha pelo Administrador Financeiro.



Os números aqui apresentados reflectem unicamente os valores individuais da Benfica SAD e não os valores agregados do Grupo Benfica.

Na verdade, antes de Luis Filipe Vieira assumir a presidência do Benfica, o endividamento bancário, lato senso, rondava  os 25 milhões de euros em 2003 e cresceu até aos 95 milhões de euros em 2007. Em Janeiro de 2008, com uma reestruturação do Project Finance do estádio, a Benfica SAD liquidou 48 milhões de euros à banca.

Se olharmos aos números, o impacto da reestruturação do Grupo Benfica que ocorreu durante a época 2009-10 foi menor do que a decisão de endividamento para obter resultados desportivos que foi tomada na época anterior:

"Por último, há que referir que este aumento do endividamento está relacionado com a necessidade da Sociedade em investir com o intuito de obter resultados num futuro próximo, sendo de destacar que as instituições bancárias continuam a acreditar e a apoiar a estratégia da Benfica SAD através da criação de condições que têm permitido à Sociedade financiar a sua actividade." - in RELATÓRIO & CONTAS 2008/2009 - Benfica SAD

Esta foi uma política seguida pela Benfica SAD não só na época 2008/09, mas também nas recentes épocas; caso contrário, o passivo "bancário" não teria crescido mais 62 milhões de euros entre 2010 e 2012.



Relativamente ao Centro de Estágio e apesar do empréstimo do mesmo estar incluído nas contas individuais da Benfica SAD, a verdade é que a dívida passou de 15,368 em 2009 para 11,307 milhões de euros em 2012. Já quanto à Benfica Estádio - onde se concentram os financiamentos -, o valor dos empréstimos desceu dos 78,937 milhões de euros em 2010 para os 69,031 milhões de euros em 2012.

Existe pois um endividamento que é explicado pelos investimentos anteriores em infra-estruturas físicas, Estádio e Centro de Estágio, mas não são estes que explicam o crescimento do endividamento bancário nos últimos anos, ao contrário da ideia que tem sido vendida, pois os seus valores estão a diminuir ao contrário do endividamento da SAD.

Quais as razões para este crescimento do endividamento? Há várias e pretendemos explorar nos próximos posts. No entanto, o essencial a realçar é que apesar de tudo o que tem sido dito e escrito, a gestão de Luís Filipe Vieira, em especial nos últimos 4 anos, somou prejuízos e aumentou o endividamento bancário sem que o mesmo tenha sido originado pelos investimentos nas infra-estruturas desportivas.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

O verdadeiro Messi







Georges Parfait Mbida Messi. Nascido em Yaoundé, nos Camarões, rapidamente ganhou fama no pátio traseiro da cubata de sua avó - uma senhora que, além de prezar a feitura de colares coloridos de simbologia indígena, foi considerada, em 1960, a melhor camaronesa com uma perna a jogar futebol em Yaoundé. Georges denotava, já em criança, uma extrema capacidade para o chamado "toca-e-foge", técnica aprimorada com influência sacramental de sua avó que passava por fazer tabelas imaginárias com os colegas, correndo de um lado para o outro do pátio, desmarcando-se na diagonal contra as árvores ou entrando em apoio por dentro das defesas, geralmente compostas por duas estátuas ou, se o dia era de chuva, uns pequenos varões de roupa.

Foi já nos seus gloriosos 20 anos que potenciou toda a sua cultura de pátio num clube de top, ingressando no Tonnerre Yaoundé, onde descobriu a sua vocação pelas alas, zona por onde cirandava ao longo dos 90 minutos, parando, voltando atrás, sentando-se no pelado, rindo e acenando aos adeptos que, loucos, lhe retribuiam a simpatia lançando amavelmente pedaços de excrementos de elefante do Parque Nacional Bouba Ndjida, onde, dizem, são criadas as melhores poias que este mundo já viu.

Sempre foi um injustiçado do futebol, Parfait Mbida Messi. O que era uma lição de serenidade em campo, mostrando a quem queria ver que o jogo depende da filosofia com que é encarado, para os outros - especificamente os adeptos que nada entendiam da estratosférica experiência que presenciavam - aquilo que ele fazia não passava de uma indesculpável displicência e até miserável desrespeito pelo clube que lhe pagava os hábitos de frequentador habitual da casa de putas de Yaoundé, onde era graciosamente conhecido como o «Ministro da Paz», por supostamente adormecer a meio do acto animalesco - e até grosseiro! - de colocar nêsperas nos ânus das dóceis concubinas, o que fazia com que a geleia só em parte fosse coerente com o nome que depois ia para o mercado, criminosamente adulterando a verdade do produto e criando na clientela a falsa ideia de estarem a comprar pureza quando no fundo o que compravam podia perfeitamente ser feito no sossego dos seus lares.

Georges foi assim obrigado a emigrar. Era a grande epopeia de Messi! Chegou ao Rizespor em 2001, de coração apertdo pelas saudades que tinha da avó, grande jogadora de uma só perna, mas cheio de sonhos. Georges sonhava. Infelizmente para ele, na Turquia não há nêsperas da qualidade das dos Camarões e ele decidiu regressar. Foram três anos em Yaoundé, agora não no Tonnerre mas no Canon, onde aprendeu que se chegasse de facto a tocar na bola podia fazer coisas bonitas. Brilhou em grande com meio-golo marcado em três épocas - ainda hoje dizem que o golo não foi dele, mas quem quer mostrar alguma imparcialidade de análise sabe que aquele sopro que fez a bola entrar teve a marca indelével de Parfait Mbida Messi.

Apareceu o Lokeren, onde foi muito bem recebido por uns senhores pedófilos que precisavam de alguém que guardasse as portas dos bunkers, e logo seguiu para o Wisla Cracóvia, cidade que lhe ficou no coração por ter tido um familiar que por aquelas terras tinha viajado de comboio até um campo de férias muito agradável, onde todos os dias queimavam lenha que, dizia Georges com ternura, chegava às estrelas.

Mas é fria a Polónia. Messi sentia falta dos ares quentes do seu país. Apanhou o avião e acabou, por engano, no Catar. Decidiu abraçar o destino e ingressou no Al Kharaitiyat. Não era para ele, aquilo, muito dinheiro, nenhuma nêspera, pouquíssimos elefantes - até havia alguns, mas eram pequenos e o cheiro, aquele saudoso cheiro da merda dos elefantes camaroneses, não lhe saía da cabeça e  foi assim que Georges Parfait Mbida Messi acabou no Olhanense.

Gloriosas quatro épocas, sempre com aquele perfume africano com que enchia o José Arcanjo. Comeu muita nêspera, naturalmente, putas é que nem vê-las, todas metidas em iates de estrangeiros - e Georges sempre mareou bastante. Aquele ondular das águas, o vento ventando, a incoerência do oceano criavam-lhe grandes doses de movimentações interiores e não era raro regurgitar-se todo por dentro, numa sequência de acontecimentos esofágicos que podiam durar horas. Uma vez, num destes exercícios matinais junto ao mar, decidiu abrir a boca e regurgitou toda a cidade de Olhão, o que naturalmente não podia ser. 

Veio o Presidente da Câmara e acabou logo com aquilo: «vais fazer tijolo para Angola que te fodes, meu cabrão!» e foi assim que Parfait Mbida Messi entrou pela porta dos fundos numa construção que estava a ser feita nas traseiras do estádio 22 de Junho, propriedade do Interclube. Uma vez, no intervalo do árduo labor, pôs-se a dar toques a uma nêspera e foi logo contratado. Georges adaptou-se facilmente ao Girabola, aquilo ali era tudo dele, desde a baliza à zona avançada, criava perigo com a sua conduta agora mais assertiva, geralmente ceifando tudo o que mexia, árbitro e galinhas incluídos. Os excrementos, no entanto, é que falhavam. Sim, foi alvo de alguns de tempos a tempos mas não havia beleza nem odor que se comparasse aos calhaus de merda dos elefantes dos Camarões. Infelizmente para ele ainda não estava preparado para regressar e por isso foi dar banho a elefantes para a Indonésia, escolhendo a dedo o Persib Bandung por ter nêsperas de qualidade insuperável. Por lá se encontra em busca do cagalhão perfeito com que possa ser agraciado pelos adeptos e acabar a carreira em glória.

E só não foi considerado o melhor jogador do Mundo porque, como diz e bem António Tadeia, com aquele ar de conhecimento superior, «isto [FIFA] a continuar assim [leia-se: pornográfica embirração dos altos dirigentes europeus do futebol contra a genialidade assinalável dos portugueses] vamos ter Messi como melhor do mundo por muitos anos». Infelizmente para Georges, falamos do Messi errado.

Um apelo aos muitos que podem e não costumam ir

Se não for pedir muito, quero 30.000 na Quarta contra a Académica e 65.000 no Domingo contra o Porto. Uma equipa que, nos últimos 14 jogos, ganha 12 e empata 2 é capaz de merecer mais do que a preguiça do sofá ou do café em dois jogos fundamentais para a conquista de títulos.

A cozinhar, vendo o jogo por mensagens.

Não pude ver o jogo - o sofrimento que é não poder ver o Benfica devia ser estudado e posto num museu para as próximas gerações conhecerem o amor que os antigos adeptos tinham pelo clube. 

Fui recebendo boas mensagens por parte de amigos. Primeiro, uma quantidade delas a anunciar um golão do Gaitán num canto marcado pelo Cardozo - aqui é preciso explicar que eu estava bezano e passei algum tempo a olhar para o monitor a tentar perceber se eu estava a imaginar coisas ou se era mesmo aquilo que estava escrito. Era mesmo, canto marcado pelo Cardozo. Bom, tendo em conta a ineficácia na marcação de bolas paradas, não me parece nada mal pensado aproveitar aquele pezinho de ouro para marcar cantos, até porque ele não é especialmente forte a concretizar nestes lances. Pode ser, Jesus, aceito - pelo menos tentas e mudas o que está mal, mesmo que tardiamente. Depois recebi a do Lima e descansei. Quando veio o «Salvio à trave e depois golo» já eu estava com o meu coração pronto a dedicar toda a noite à minha donzela.

Não posso falar do jogo porque não o vi. Destaco, portanto, o que vi e sei: 

- o fabuloso golo de Gaitán - de uma beleza, criatividade, imaginação e brilhantismo ao alcance de muito poucos. Quando vejo Gaitán marcar golos destes, além de outras façanhas que de tempos a tempos vai fazendo, mais pena tenho de o ver desperdiçar o enorme talento que tem. Vai tendo laivos e é só. Joga quando está para isso. E isso, naturalmente, não serve para o clube. Mesmo que um maravilhoso golo como este nos faça querer tê-lo por muitos anos a fazer isto no Benfica.

- a imagem que vi agora mesmo e me emocionou. Espero que venhas para ficar por muito tempo, Pablito.


O Laboratório do Seixal

Depois de vermos o Cardozo a marcar cantos, qual vai ser a próxima jogada de laboratório com que Jesus vai presentear os adeptos?

- Artur no banco, Mika no onze, qual Mourinho?
- Aimar a marcar um pontapé de baliza, fazendo uma assistência para Cardozo?
- O André Almeida a jogar futebol a defesa direito?
- Nolito a marcar penaltis?

Quanto ao jogo com o Estoril, destaco a abordagem pragmática com que o jogo foi encarado. Sem a habitual correria, a equipa privilegiou a posse de bola, fazendo pressão imediata sobre o portador da bola, não deixando o Estoril usar a sua melhor arma, o contra ataque, colocando a bola nas costas da defesa.

Com o jogo e o adversário totalmente controlado, a superior qualidade dos jogadores e da equipa fez a diferença. Gaitán, marcando, assistindo e transportando a bola para o ataque. Matic e Enzo, cada vez mais entrosados. Sálvio sempre activo no ataque, ajudando e muito o André Almeida. Lima entrou bem, ganhando e segurando enumeras bolas, além do grande golo. Já não tenho adjectivos para o Garay. Finalmente Aimar, só faltam Luisão e Carlos Martins.

A obra de Nico


Eu não sei quanto a vocês mas eu não me canso de o vêr. Ainda estou em órbita.. Que golo!

Deve ter sido para me calar depois de tanto disparate ter dito quando vi que era o Cardozo que ía bater o canto... Venham mais castigos destes.




domingo, 6 de janeiro de 2013

Pode ser igual a 1991/1992. Não mexe mais.


6

1. O Porto continua a ganhar, mesmo jogando mal. Depois de um período de grande qualidade nos primeiros meses, esta equipa revela deficiências curiosas e prometedoras para os nossos objectivos. Apanhá-los nesta fase é, por isso, uma boa notícia. A má é que nós também não apresentamos um futebol que dê garantias para os grandes jogos. E, claro, sofrermos de um estranho trauma sempre que os defrontamos que já dura há mais de duas décadas. Para o próximo clássico, além de preparadores físicos e treinos tácticos, contratem 11 psicólogos, outros 11 psiquiatras e um gajo que saiba o que é o Benfica a ver se alguém no clube compreende que em qualquer jogo grande, especialmente na Luz, os outros é que devem tremer, não nós.

2. Antes, porém, o Estoril. É uma tradição desta espécie de campeonato, nos momentos decisivos da prova, no jogo anterior a disputarmos com o Porto a liderança, aparecer um herói da Madalena a resolver os encontros com arbitragens desfavoráveis ao Benfica. Esse é um problema que hoje terá de estar presente na palestra - discutam pouco com o árbitro, não façam entradas estúpidas, não se desconcentrem. O outro problema é a equipa do Estoril, que sabe o que é uma bola. E, claro, o nosso tipo de futebol que tanto dá para goleadas como para desequilíbrios e erros que custam pontos. Já sei que o Jesus não abdica dos dois avançados, mas eu faria diferente: preenchia o meio-campo com um 10 (César; Aimar ficaria para o clássico), deixando Cardozo no banco para a segunda parte.

3. Num campeonato disputado a dois o efeito psicológico da vantagem pontual, mesmo que com um jogo a mais, é fundamental. Nesse sentido, chegar ao clássico com mais três pontos assume uma importância vital para o resto da competição - hoje só pode dar vitória, não há outro resultado aceitável. Entrar em campo com 3 pontos de vantagem pode ajudar à tal serenidade raríssima sempre que jogamos contra o Porto.

4. O Sporting perdeu mais uma vez, desta vez em casa contra um Paços de Ferreira treinado por uma figura muito interessante da qual falei há uns meses - falaremos mais dele esta semana. Tinha previsto um Sporting a lutar pelos lugares entre o meio da tabela e a Liga Europa; jogo após jogo, pela inexistência de qualquer coisa que se assemelhe a uma ideia de futebol, pergunto-me se não teremos uma histórica descida ao abismo. Como benfiquista amante dos jogos ao vivo entre estes dois grandes clubes, não é coisa que me agrade. Um lugar acima da linha de água, conquistado em dificuldades nos últimos minutos do último jogo, isso sim, todo um circo aceitável e festivo.

5. O Hóquei perdeu contra o Porto. É o benfiquinha forte contra os fracos e fraco contra os fortes dos últimos largos anos. Qualquer dia tiro um tempo para analisar os resultados em todas as modalidades que temos tido contra os portistas nos últimos 20 anos. Os traumas só se curam com competência, grandiosidade e conhecimento histórico do clube. Coisas que escasseiam na generalidade de quem nos governa.

6. João Cancelo. Aquele abraço.

sábado, 5 de janeiro de 2013

Os notórios fascistas do Sporting

«O Sporting foi e é um grande clube, indiscutivelmente com a mais sã e paciente massa de sócios e simpatizantes do mundo. Depois de anos em que prevaleciam nos seus corpos gerentes alguns legionários e notórios fascistas, que a época facilitava que fossem olhados como gente de bem e que lá iam conseguindo cíclicas vitórias, o clube conseguiu resistir à passagem pela sua liderança de "gangsters" e aventureiros, desde sempre intervalados por gente muito séria e dedicada, a qual foi fazendo o que podia - o que, quase sempre, não foi muito, diga-se (...)». 

Francisco Seixas da Costa, embaixador de Portugal em França e famigerado adepto leonino.

Camarotes, croquetes? Não, cargos de assessor.

«Felizmente Sr. Presidente continuo a defender o meu Benfica em todo o lado porque sei distinguir bem o Benfica daqueles que, temporariamente servem o Benfica. Você não é o Presidente do Benfica, é o Presidente em exercício do Benfica, esse lugar não é eterno e, ao contrário de outros clubes, aqui quem manda somos nós: os sócios! Como já referi, o Sr. Presidente deu-nos muita coisa, mas está a tirar-nos o essencial: o Benfiquismo! Não não somos nem queremos ser como os outros, nós somos Benfica! E o Sr. Presidente está no caminho errado e que, ainda por cima, nos traz derrotas...Já pensou, por um instante, que a sua principal bandeira é incoerente?! Ou seja, se o seu trabalho foi reconstruir o Benfica e dar-lhe solidez para depois poder chegar aos títulos, como explica que tenha ganho tantos títulos no 1ª mandato como nos dois restantes?»

Hoje é assessor do incoerente e perdedor ventoinha - assim se afialha em grande no Benfica. Ah o Benfica Dependente foi removido. É tudo gente séria.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Tachodependente.blogspot.com

Confirma-se: Tiago Pinto, o bom rapaz que dizia ter mudado de opinião apenas e só por ter gostado muito do que o Senhor Presidente lhe disse, e que era insultuoso insinuarem que a atitude de vira-casacas tinha promessas de tacho, é hoje... assessor do Senhor Presidente, trabalhando no Gabinete da Presidência.

Telegrama ao Sr Presidente

Senhor Presidente

Para quando o anuncio da renovação do Óscar Cardozo e do Pablo Aimar?
Não quero que o Cardozo saia do Benfica, muito menos por meia dúzia de "quinhentinhos" ou até a custo zero.
Em relação ao Pablo Aimar, não quero que ele saia do Benfica. Nunca.
É tudo e Obrigado.

PS: Não se esqueça, sff, de votar no melhor blogue benfiquista.

Esta noche me emborracho

A caminho de Valparaíso, pedaço de mundo em devoção ao mar e a Pablo Neruda, vindo do Peru, aterrei sem aviso nem asas numa espécie de autocarro em Antofagasta, no Chile. Primeira impressão: sem impressão. A terra igual ao Redondo em Janeiro, o mesmo sol do Alandroal, havia água e montanhas como em Sintra. Não fossem os Andes ao longe com neve aos solavancos quase caíam do céu azeitonas e poejos.

Mas é diferente ver o mundo por um vidro encardido de impressões digitais ou cair com os pés no chão. Encostei o meu corpo à gravidade chilena e o que até ali tinham sido árvores e roupa e gente e hortas e vida em movimento feita corrimão de existência passou a ser cheiro e som e pessoas em três dimensões. Primeira ideia na estação de Antofagasta: ir a pé com malas, sono e resquícios peruanos até à próxima cama mais barata e ali alojar os destroços, humanos e desumanos, para voltar a respirar com tempo. 

Cem metros depois, estamos, eu e a brasileira companheira de viagem, com três chilenos no radar num surpreendente descampado andino. Não parecem guias de turismo nem voluntariosos mirins rezando ao deus Baden Powell. Os olhos não anunciam solidariedade ibero-americana e há neles uns gestos que, parece-nos, talvez queiram dizer: foge. Fugimos. Corremos. Ao som da luz. À velocidade do som. À velocidade da luz, que ali - temos de contar, de dedo salivado ao vento, com os ares húmidos e torrenciais dos Andes - foi, numa tradução científico-naturalista, um sprint colina acima até ao encontro de alguma coisa que aparecesse - carro, animal, gente até. Apareceu um táxi (que desígnios, Senhor?), onde entrámos com a vontade de sede de dois meses, a fome de sobreviventes e a dúvida de não estarmos demasiado ganzados a imaginar coisas no coração do mundo.

Atrelámos no centro de Antofagasta. Estradas de terra, uma rua principal, carros e ruas mas gente, muita gente. Alguma gente. Entrámos na primeira espelunca razoável que servia os nossos bolsos - um prédio antigo, feito de túneis e claustros, poeira de espanhóis no Pacífico de 2007. Um quase-palácio feito casa de putas e lugarejo de turistas em quase-desespero. Perguntámos o preço, gostámos do preço e levámos, putas, as nossas malas mais altas do que nós para camas com cheiro a mofo, peixe frito, fruta e outros símbolos que não importa descodificar nesta história. Estava uma santa em cima de uma mesa, tinha uma inscrição em latim, qualquer coisa como «Eu vos absolvo» e é possível, não dou certezas, que aquilo me tenha inspirado a revolver o colchão em busca de provas, como um tesouro à espera não de putas mas de curiosos e intrincados turistas. No canto inferior esquerdo do colchão, onde o golo é mais bonito, 200 reais estatelados contra umas molas enferrujadas. «Vamos beber!», disse o vosso narrador, como se não fosse beber de qualquer forma, com ou sem miríficas descobertas.

Nas ruas de casas baixas, passeios que são a continuação da estrada embora tenham um pequeno declive da altura de uma moeda porque é preciso conhecer o príncipio e o fim das coisas, gente bonita e feia consoante as consoantes, entradas de casas de repasto e cartazes, em triângulo e a tinta de pintar paredes como manda a tradição (não, isto não é sítio de pub), apaixonámo-nos por uma voz que cantava Gardel em karaoke desalinhado e suspeita legendagem. Como dizer o primeiro olhar? Entra-se num lugar que cheira a batatas assadas, a carne ensopada, legumes gelatinados numa redoma de refugado com especiarias, o vinho chama-nos das mesas, há pessoas a rir e a comer, dias quotidianos cheios de horas e gente que se conhece há demasiado tempo, antes de termos chegado, antes de o mundo ter chegado. Atrás do balcão, uma mulher canta "Esta noche me emborracho", uma mulher cheia de alma canta Gardel junto às latas de Cola e aos pequenos fritos andinos que sabem a qualquer coisa que ainda não provaste. Grita? Não, canta aos volumes, enche o ar do sítio com uma voz rouca-cristalina de vinho e uísque e noites a olhar as estrelas e insónias que fizeram pontes e abriram sóis e dias e camas mal-dormidas e homens mal-feitos e cigarros demasiado cigarros. É aqui que queremos estar.

Sentámo-nos na mesa principal, aquela que estava vaga à espera de alguém que nunca vem - na América do Sul há muitas mesas de fantasmas, aqueles que hão-de chegar. Fantasmámos e pedimos vinho (como não, no Chile ou noutro lado qualquer?). Ao nosso lado, Pai e Filho discutiam futebol. O Pai com 70, o Filho nuns parecidos 50 - somos da idade que nos dão. Eu queria queijo, pão e fritos aconchegados pelas mamas da cantora; ela queria a voz de um som junto ao balcão e legumes impronunciáveis na língua dos índios. Estávamos a meio do debate que não era debate quando alguém do outro lado da mesa lança o dardo: «Portugueses?».

Ela calou-se dentro de um colonialismo de fêmea e deixou-me mentir dizendo a verdade: «Portugueses». Os olhos do velho brilharam, chamou-nos para a sua mesa e esperou que nos sentássemos para contar tudo o que sabia do Benfica, do Eusébio, do Coluna e dos jogos e histórias que viu e ouviu de uma estranha equipa vestida «À Chile» que ganhou a duas equipas espanholas. Coisas que o vinho, a memória e a vontade de preservar no meu coração não permitem que conte porque demorariam o tempo das vossas vidas e da minha mais o tempo das distâncias entre um país-língua do Pacífico e uma Europa de 60. Conto os olhos a brilhar, o orgulho de Pai e Filho chilenos naquela Antofagasta com som de Gardel de uma mulher que servia vinhos e comidas e um restaurante que não era restaurante por onde passou e viveu o Benfica horas a fio até fechar. Sim, nessa noite perdemos o autocarro para Valparaíso e para o Pablo Neruda. 



quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Os melhores blogues benfiquistas de 2012

Cada vez mais vou a menos blogues. A blogosfera benfiquista é um mundo de grande dinamismo clubístico, muita devoção, vontade, mas pouca qualidade. A larga maioria dedica-se a debitar banalidades ou a emitir opiniões desinteressantes, sem quaisquer argumentos que sustentem o que é defendido, sem profundidade, sem alma. Há uma enorme vaga de filosofia acrítica, que vem de uma estranha mas generalizada ideia de que defender o Benfica passa por não questionar nada do que é feito. Há pouca capacidade analítica, quase nenhum sentido de humor, há fanatismo exacerbado, pouca clarividência e raciocínio.

Mas há excepções. Ainda há blogues benfiquistas que merecem ser lidos pela qualidade que têm; uns pela beleza de escrita, outros pela beleza do pensamento que difundem. Decidi escolher os meus preferidos e dividi-los por categorias: serviço público, romantismo, humor e sentido literário.


MELHOR BLOGUE - SERVIÇO PÚBLICO

O melhor em 2012 foi, de longe, o Eterno Benfica. O trabalho constante de divulgação da realidade benfiquista - especialmente do JNF, um ser humano de excelência -, com uma escrita de qualidade e uma capacidade de pensamento muito acima da média, merece ser reconhecido. Uma menção muito especial para a informação difundida no mês das eleições - verdadeiro serviço público benfiquista. Pena não ser encarado como um bem necessário a todos os adeptos esta forma de pensar o Benfica e ser atacado como "anti-benfiquismo" e outras imbecilidades. O Benfica precisa de mais blogues como o Eterno.

Uma palavra para o Nova Geração Benfica e para o Ndrangheta. Nem sempre com a mesma qualidade literária, mas importantes na problematização do clube, através de entrevistas feitas a alguns protagonistas do futebol nacional e opiniões fundamentadas, independentemente de concordarmos ou não com o que é escrito (estou mais próximo do Ndrangheta em termos ideológicos).


MELHOR BLOGUE - ROMANTISMO

De muito longe, o Lá em casa mando eu, um blogue que é tão benfiquista como portista, de duas pessoas que conheço pessoalmente e que se gostam na vida real. Um exemplo do que deve ser a vivência do futebol, entre dois namorados que escrevem maravilhosamente sobre os seus clubes. Destaque especial, claro, ao M., pelo sentimento posto em cada linha benfiquista que escreve. Há pouca gente a escrever assim sobre a redondinha que a todos apaixona. Na blogosfera e não só.

Ainda um prémio ao La Hinchada de Pablito, um blogue muito recente que entrou directamente no meu coração. Continuem, companheiros.



MELHOR BLOGUE - HUMOR

De outro conhecido pessoalmente numa noite em Olhão, o A Mão de Vata do Constantino. A qualidade do pensamento, a crítica mordaz (é possível que passe despercebida a alguns), a escrita torrencial, o pormenor que passa entre a chuva, o talento. Ninguém escreve com tanta graça sobre o Benfica. Principalmente porque o Constantino não diz piadas inócuas ou trocadilhos básicos. O Constantino escreve, pensa, reflecte, ri, ri-se do e com o Benfica e seus adeptos. Uma lição de auto-consciência.

No segundo lugar, meto dois blogues: o Gordo, vai à baliza e o Cabelo do Aimar, dois blogues irmãos entre si e do vencedor. Fica tudo em família.



MELHOR BLOGUE - SENTIDO LITERÁRIO

227218. O Diego, outro companheiro do Manelito, escreve sobre o Benfica e não escreve sobre o Benfica. São textos sobre a vida, benfiquista e fora dela. É um blogue único porque extravasa as quezílias do quotidiano, o escalonamento do 11 para o jogo seguinte, a guerrilha política ou a análise filosófica sobre as escolhas do mister. É um blogue de estilo e com estilo. Uma escrita rara no universo benfiquista de um gajo que tem vontade de elevar o discurso presenteando-nos com belíssimos textos de fervor clubístico e existencial. Para 2013, venham mais textos do Diego e, se possível, outros blogues da mesma igualha.

Uma referência ao Religião Nacional. A escrita é boa, as ideias são muito boas. Como é óbvio, não é muito conhecido. Talvez falte escrever muitos posts a dizer "eu apoio muito o Benfica na internet". Certamente, seria mais reconhecido.


MELHOR BLOGGER

É difícil, quase impossível, profundamente ingrato. Dou o prémio a vários: Éter (pena o Céu Encarnado ter acabado a meio da época), JNF, Mister D, M., Constantino, B., Vitto, Diego, Hugo e Luís (Sector B32). Não parem de escrever, por amor de Aimar.



(está uma sondagem aberta ali à direita. Escolham os vossos melhores blogues de 2012. Se gostarem de outros que não os que ali estão, escrevam o nome do blogue na caixa de comentários)

De regresso ao trabalho e o penálti

Hoje estou de regresso ao trabalho. Depois de umas mini férias obrigatórias para a maioria dos pais com filhos em idade escolar, hoje foi dia de acordar cedo. Ainda de barriga cheia.

Na habitual viagem de comboio para Lisboa, sentei-me ao lado de 2 adeptos de futebol. Um benfiquista e o outro não deu para perceber que clube era. Percebi que não era do Glorioso. A conversa, na altura, versava sobre o penalti de ontem. Foi mais ou menos isto:

- Não Benfiquista (NB): É pá, viste o escabeche que ontem o Jesus fez por causa do penalti que o Nolito queria marcar?
-Benfiquista (B): Fez bem, não queremos cá Bojinoves.
-NB: Mas já estava 5-0, qual era o problema?
-B: O plano é para se cumprir. Não estava o Cardozo, era o Lima. Ontem foi o Nolito, hoje o Gaitán, amanhã o Bruno César, era uma rebaldaria. Domingo ainda tínhamos o Artur a pedir para marcar frente ao Estoril. Não pode ser. Esteve bem o Jesus.
-NB: Então no Domingo passado em Moreira de Cónegos?
-B: O que tem?
-NB: Estava o Cardozo, marcou o Lima e o Jesus nem piou.
-B: Não piou mas devia ter piado. Possivelmente ganhávamos o jogo, estávamos apurados e podíamos poupar os jogadores para o clássico, quando jogarmos com a Académica. Podiam até jogar os miúdos da equipa B. E ontem o Nolito já não se chegava á frente.
-NB: Eu acho é que o Jesus não vai á bola com o Nolito. Não foi ele a pedir a contratação....
-B: És capaz de ter razão...

Entretanto tive que sair. Já tinha chegado ao meu destino.

Que jogo é este?


quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

3 (Cardozo), 2 (Rodrigo), 1 (Lima). Estamos no quartos da Taça de Portugal.

Ao intervalo, hat-trick de Cardozo.

Apesar da fragilidade do Aves, a nossa vénia à forma como os jogadores do Benfica estão a encarar este jogo. Dinâmicos, agressivos, solidários, um jogo de grande qualidade. Foram 4, podiam ter sido 10. E um penálti por marcar que, enfim, é difícil de explicar. 

O Tacuara já lá meteu 3 batatas.

Quem sai?


Com Urreta reintegrado, algum dos extremos terá de sair. Há um mês aunciámos a venda do nosso melhor extremo - chamaram-nos mentirosos. Pode ser que lendo as palavras do grande líder alguns já acreditem no que escrevemos há quatro semanas. Ou não...

terça-feira, 1 de janeiro de 2013