quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Jesus versus Israel OU a prova provada de que a Bíblia foi escrita no facebook

Eu não sei o que deu ao Jesus para andar a acompanhar este blogue. Não terá nada mais importante para fazer? Treinar uma equipa, por exemplo? É que já chateia. Venho aqui, peço ao homem que não ponha uma determinada equipa e ele, zás!, só para se armar aos cágados, mete a equipa que eu pedi que ele não metesse.

Hoje, Jesus, vou pedir a equipa que eu quero mas vou dizer-te para não meteres, que é para ver se a metes (muito confuso? deixa, eu depois explico).

Então, de trás para a frente, desde o espanhol manco ao manco paraguaio:

Roberto
Maxi, Luisão, D. Luiz, Coentrão
Javi
Amorim*, Aimar, Martins
Saviola, Cardozo*

Meio-campo povoado, pressão em todo o campo (agora diz-se: em profundidade e largura, que é muito mais gay) e capacidade de ter a bola (qualidade na posse, agora - gay) para assustar os gajos naqueles primeiros 20 minutos em que eles pensam que nos vão assustar. Laterais bem abertos e verticais (antes era "laterais a fazer o campo todo", que era muito mais macho), porque têm 4 médios de cultura posicional (antes dizia-se: "gajos inteligentes"; ok, o Martins não entra nisto), a dinamitarem aqueles laterais deles que são feios, maus e cujos familiares já rezaram na última semana 3.000 vezes a um Deus desconhecido.
Na frente, o homem triste a metê-las lá dentro. Elas que vêm dos dentes de coelho.

Ó Jesus, não ligues para esta merda que eu estou aqui a dizer. Faz exactamente ao contrário! Vai para lá com o Gaitán e o Salvio nas alas, que fazes bem. E a gente há-de ganhar. Nem que seja à PADRADA!


* caso não estejam em condições, Peixoto por Amorim (passa Martins para a direita) e Kardec por Cardozo.

3 comentários:

Sérgio disse...

Não funcionou.

Txalo disse...

Parece tão simples o futebol não é?
Eu que sou um maluco, às vezes até arriscava com a mesma táctica, em casa, contra os chamados pequenos, trocando o Martins ou Aimar pelo Salvio ou Gaitán.
Ah, e quem sabe, por uns tempos, o David Luiz pelo Sidnei, só para motivar os dois.
PS: Gosto da abordagem racional deste blog que conheci há pouco tempo. É raro nos blogs benfiquistas.

Ricardo disse...

Sim, Txalo, parece-me que se jogares com o Amorim à direita (ou Peixoto na esquerda), podes substituir o Martins (ou o Aimar e deslocar o Martins para 10) pelo Salvio ou Gaitán. Lá está, é uma questão de equilíbrio. Aquilo que me chateia é ver que (1) temos um meio-campo totalmente desequilibrado e (2) não potenciamos ao máximo o valor do Gaitán, remetendo-o para uma zona do terreno em que, além de prejudicar o colectivo, não tem liberdade para explorar as suas qualidades naturais. Gostei da ideia de pré-época do 433 mas Jesus rapidamente voltou à velha forma do 4132. Em 433, uma equipa-tipo mais equilibrada e que explorasse melhor as características dos seus jogadores seria, por exemplo, esta:

Roberto
Maxi, Luisão, D. Luiz, Coentrão
Javi
Amorim, Aimar (Martins)
Saviola, Cardozo, Gaitán

Quanto ao David Luiz, os erros que tem cometido não são em maior número do que aqueles que cometeu a época passada. Sempre os cometeu e parece não querer aprender, de tão inchado que anda(va). Nota-se mais agora porque a equipa, como todo, tem sido substancialmente mais fraca e expõe mais as suas fragilidades mas os erros, esses, estiveram lá a época passada todinha.

Obrigado pelas palavras. Sê bem-vindo.