quinta-feira, 18 de novembro de 2010

A Selecção (natural)

Ontem foi um dia triste para mim: morreu um dos golos mais belos da História. Morreu e morreu prematuramente, acabado de nascer!, num relvado mágico, numa vaginal baliza desejosa de ser ela a via láctea para o lançar no Mundo.
Pudemos, no entanto, ver-lhe todos os contornos de golo-Deus, desde as feições físicas simétricas e rectilíneas ao gesto curvo, ascendente e depois descendente, da sua condição de golo divino. Embora novo, este vai ecoar em linha indiferente ao tempo, tocando passado e futuro, deixando na memória de todos o seu desígnio ancestral. O golo em si já existia, precisava só de quem o cumprisse. E Ronaldo fê-lo. Não ao Quim Berto nem ao N´Dinga ou ao Nilson; fê-lo limpando os calções sujos do Piquet na relva para depois, enviando pequenos duendes que vivem no terreno, pregar a pregos os pés de Casillas ao chão. E foi vê-la, à redondinha, feliz, ao encontro da rede. E foi gritar gol...

... depois chegou o atrasado mental do Nani e acabou a História.



O futebol devia ser como o boxe: ganhámos em 4 assaltos ao campeão do Mundo. Somos os novos campeões do Mundo!

2 comentários:

low desert puke disse...

Porra meu, no primeiro paràgrafo até parecias um gajo de um outro blog.

Sobre o Nani corroboro em tudo. Mas se eu fosse aquele àrbitro, ao chegar a casa e ver o golo que tinha anulado, telefonava logo à APAF da terra dele a desistir e ia viver numa barraca no meio dos Andes.

Ricardo disse...

Que é um erro do árbitro, duplo, tudo certo. Mas, eh pá, aqui o foco está no mono-neurónio. Tem de estar.

Que gajo? Que blogue?