É importante falar de Pizzi, o jogador responsável pela melhoria no futebol da equipa. Com Jonas e Gaitán, é ele quem garante a criatividade que desequilibra o bloco adversário. São raros os jogadores criativos, aqueles que perante os mesmos desafios inventam novas soluções de jogo para jogo. Retirado da responsabilidade defensiva que tinha no miolo, Pizzi pode agora passear-se pelo relvado de forma mais livre, procurando sucessivas combinações colectivas, tendo, claro, em Jonas, o seu destino predilecto. Porque se conhecem, se reconhecem. Sabem a arte um do outro.
domingo, 31 de janeiro de 2016
A criatividade de Pizzi
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Pizzi
São Jonas
Já faltam palavras para a criatividade e bondade de São Jonas. Em todos os jogos novos brinquedos para os benfiquistas.
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Jonas
sábado, 30 de janeiro de 2016
Alberto Miguéns
"Lealdade ao SLB é dizer a verdade, honrar o passado, não é encobrir "maldades e maldadezinhas"; enganar os consócios"
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Benfiquismo
quarta-feira, 27 de janeiro de 2016
Sobre vouchers
1) Serem considerados legais é, à partida, um descanso para qualquer benfiquista. Este é um clube que deve sempre ser fiel aos seus princípios de honestidade, decência e seriedade;
2) Houve quem, representando o Benfica, tivesse dito e/ou dado dado a entender que era mentira que o clube oferecesse vouchers. Já estamos habituados a que as pessoas que representam o Benfica mintam aos benfiquistas; este foi só mais um episódio entre centenas de aldrabices por parte da "estrutura";
3) O facto de serem legais não os justificam. Pelo menos, à luz da ideologia benfiquista. Os árbitros ganham bastante bem, não precisam de ajudinhas de alimentação. Como sócio, espero que os vouchers tenham acabado aqui.
4) Bruno de Carvalho, na sua saga anti-Benfica militante (que colhe naturalmente muita simpatia entre a maioria de sportinguistas), fez mais uma vez uma figura ridícula. O Sporting está transformado numa coisa sem sentido, lamacenta, paranóica, odiosa. Tenho a certeza de que o meu avô, grande sportinguista, teria vergonha de ter um Presidente tão baixinho.
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Vouchers
terça-feira, 26 de janeiro de 2016
E que tal irmos ao mercado buscar um médio?
Temos o Sanches (que é um puto que por mais qualidade que tenha, e tem, não deve ter um peso desmesurado em cima), temos o fraco Talisca (que ainda se safa a segundo avançado, no miolo é uma desgraça) e temos o Samaris (que é muito mais um médio defensivo do que um "8"). Vamos atacar os próximos meses, lutando por Campeonato e Taça da Liga e estando nos oitavos da Champions, só com esta malta? E se o puto se lesiona?
Vejam lá isso. Eu ia buscar um médio de grande qualidade, experiente, mais cerebral do que o puto, um gajo que entenda o génio do Jonas, o talento do Gaitán, a criatividade do Pizzi. Um gajo para fazer a diferença entre ganhar alguma coisa ou não ganhar nada.
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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016
Fizeste-nos mais Benfica
Hoje é o teu dia, Rei dos Reis. Foste de príncipe da bola de trapos e pés nus no chão até ao trono mundial viajando no talento, na vontade, no sonho. Impuseste o teu nome, a tua marca sobre o relvado; ensinaste a glória do golo e a ternura do abraço solidário ao guarda-redes adversário. Foste um de nós, foste mais do que nós. Foste Benfica, criaste Benfica. Fizeste-nos, Eusébio, a todos nós, ainda mais Benfica.
Hoje estamos todos sentados à mesa contigo. E brindamos à tua eternidade.
Hoje estamos todos sentados à mesa contigo. E brindamos à tua eternidade.
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Eusébio
sábado, 23 de janeiro de 2016
Que grande primeira parte do Benfica! A melhor da época. Tudo a rodopiar através de Jonas, o jogador-tempestade.
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sexta-feira, 22 de janeiro de 2016
"Deves querer voltar aos tempos do Vale e Azevedo"
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Vieirismo
quinta-feira, 21 de janeiro de 2016
O Benfiquismo simiesco
Têm aparecido por aí uns vídeos do Diamantino a desmascarar personagens como o croqueteiro José Eduardo (também os temos, oh, se temos!) ou o sociopata Bruno de Carvalho (também temos disso, sim, sim!). O curioso é que o nosso Diamante agora tem sido muito elogiado depois de ter sido insultado de todas as maneiras e feitios em anos anteriores, quando era dos poucos que chamava a atenção para a falta de escrúpulos do mister Jesus.
É que o verdadeiro adepto, aquele que acha que gosta mais do clube do que os adeptos com cérebro, vive-o segundo a lei universal segundo a qual "defender o Benfica é defender todos os que representam o Benfica, independentemente das borradas que fizerem". É por isso que passa o tempo a fazer figuras de parvo, ora deixando que funcionários faltem ao respeito ao clube, ora defendendo precisamente o contrário um ou dois meses depois (basta que esse funcionário vá parar ao rival ou simplesmente deixe de nos representar).
Este tipo de adepto, que é o que mais existe, não tem qualquer ideologia além de duas:
- o insulto gratuito a tudo o que mexe decorrente de uma paranóia oligofrénica - está tudo contra o nosso clube: árbitros, fiscais de linha, jornalistas, polícias, stewards, fotógrafos, dirigentes desportivos, a UEFA, a morsa do Oceanário, a Comunidade Vida e Paz e, claro, os próprios adeptos do seu clube, os tais que levam dentro da tola um mínimo de neurónios.
- defender muito estupidamente que a defesa do Benfica se faz pela omissão, pelo silêncio, até pela mentira. Há problemas? Não sabe nem quer saber, não pode é "dar armas aos outros". É por isso que "é preciso apoiar" seja lá o que isso for. As coisas "resolvem-se entre nós", temos de "cerrar fileiras". Portanto, quando o "Catedrático" - agora rebaixado a "Judas" - empurrou o Senhor Shéu era preciso "apoiar". Como? Fingindo que não aconteceu, que não foi nada de outro mundo; afinal, Jesus era nosso funcionário e nessa condição tinha liberdade de processos. E não só apoiar como, o que também é tido como grande sinal de apoio e defesa do clube entre os símios, insultar todos aqueles que acharam vergonhoso o treinador do Benfica andar a empurrar um homem com 40 anos de mística ao peito.
É assim o adepto sem cérebro: para "apoiar o Benfica", lá na sua demência de apoiadura, apoia tudo o que não é à Benfica que é para ninguém atacar o Benfica. E se, por acaso, numa ou noutra sinapse que lhe aconteça, acabe a ler este texto, ah é certinho, tira logo a conclusão evidente: "Este gajo não é um verdadeiro benfiquista!"
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Pedro Guerra
terça-feira, 19 de janeiro de 2016
Indiana Jonas - Em busca da baliza perdida
A expressão que faz o título deste texto é do Nuno Matos e não podia ser a melhor forma de começar a falar em Jonas porque o brasileiro é, ao mesmo tempo, um aventureiro pelos relvados e um descobridor de segredos perdidos. Às vezes parece que só ele tem o mapa que nos levará à baliza; a chave que abrirá a porta sagrada do golo.
Jonas é elegância em estado puro. Veja-se o porte altivo, pescoço estendido, cabelo arrumado, olhar aquilino. Movimenta-se pelo campo como se seguisse uma rota só sua, diferente dos demais - aquela que sabe poder chegar às redes adversárias. Jonas encontra o caminho da baliza por estradas invisíveis aos olhos dos mortais, rotas silenciosas, troços da realidade que só ele vê, que só ele sente, que só ele conhece.
O golo acontece a um determinado minuto mas na verdade o golo já aconteceu muitos segundos antes, quando Jonas correu para a bola e a recebeu e desenhou mentalmente o futuro da jogada e o presente da bola nas redes. Jonas joga futebol de 11 como se estivesse num pavilhão a jogar futsal. Trocas simples de bola, em movimento vertical recua ou sobe consoante a harmonia da harmónica colectiva. Faz de pivot, de placa giratória que tudo mete em movimento.
Nené com sotaque, nunca se despenteia, não se suja, não perde tempo com ninharias estatísticas - está ali para jogar futebol, não para fazer a maratona. Parece até alheado do jogo. Julgamos que Jonas estará pensando no que fará a seguir, se comerá peixe ou carne, que filme ver, qual a série que estará a dar na televisão. Quando a bola está em Luisão ou em Júlio César, é possível que Jonas, enfiado entre os centrais, vá dissertando sobre a maravilhosa poética na escrita de Guimarães Rosa, lembrando o não menos maravilhoso «Manuelzão e Miguilim» sob o olhar surpreendido de uma dupla de defesas que ainda não se apercebeu que a bola vai estar dentro da baliza exactamente daqui a 37 segundos.
Jonas já sabe que vai ser golo. Por isso vemo-lo agora a dizer as últimas palavras sobre o escritor brasileiro e a dirigir-se tranquilamente para a linha lateral, onde vai tabelar com o extremo, voltar para a grande área, dar um toque de calcanhar que vai isolar o médio em frente ao guarda-redes e depois simplesmente, já com a baliza perdida finalmente encontrada, agarrar na arca cheia de golos de ouro e distribuí-los pelo público. Vemos Jonas lançar para cada adepto um golo como se todos os adeptos de futebol merecessem um golo só seu. É esse o grande destino do nosso herói: inventar todos os dias um golo novo para oferecer aos benfiquistas. Porque é ele o centro do Universo do golo do Benfica.
Boçalidade
A reacção da maioria dos sportinguistas à piada de Marisa Matias explica muita coisa sobre os adeptos de futebol - no Benfica ou noutro clube seria exactamente igual. O futebol é amado maioritariamente por gente demasiado doente para rir de si própria.
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adeptos
Pastorinhos
Uma pessoa que acredita no "pé frio" de um treinador é uma pessoa que acredita em beber água para os adversários não marcarem golo ou que é verdade que Nossa Senhora de Fátima tenha aparecido em cima de uma árvore. Não tem nada a ver com o que o futebol é. Boa escolha do Porto.
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José Peseiro
quarta-feira, 13 de janeiro de 2016
Leonel Sergio Andrés
A Bola d'Ouro é um prémio que não faz sentido. Individualizar num desporto que é visceralmente colectivo é negar-lhe a sua essência: um jogo que é um equilíbrio constante entre bola, espaço, colegas e adversários. Esta dança, esta procura constante pela melhor decisão, este engano de puxar continuamente a bola para terrenos que favoreçam a progressão, isto, o bom futebol, não é quantificável num único jogador.
O craque não é contabilizável. Não são os títulos que a sua equipa ganha, a quantidade de golos que marca, as assistências que faz que o definem como craque. O craque é aquele que faz da sua técnica individual apenas um veículo de transmissão directa do que lhe diz o cérebro. O craque conhece e reconhece a movimentação dos outros a uma velocidade tal que o que faz tem sempre coordenadas definidas não por um qualquer computador ou um treinador mais científico mas pela sua própria interpretação da geografia. É esse farol, essa bússola mágica, que lhe define o génio.
Não são números num quadro, gráficos para cima e para baixo, estatísticas. Isso são consequências daquilo que faz em campo mas isso não é o que ele é. Porque o que ele é pode, a certo momento e por razões várias, não gerar nas calculadoras mundiais números estratosféricos. Mas o que ele é persiste acontecendo no relvado. A sua capacidade de antecipar, de surpreender, de criar, de gerar a possibilidade do golo - atente-se: a "possibilidade do golo", nem sempre o golo em si -, é isso que o faz craque. É essa a razão pela qual deslumbra e faz sentido.
Não havendo forma de acabar com o espectáculo feérico que é hoje a entrega do prémio ao "Melhor jogador do Mundo", proporia que ao menos se começassem a premiar as parcerias dentro de uma equipa. Em vez de dar prémios individuais, passarmos a dar prémios aos melhores trios do Mundo. Por isso este ano a minha Bola d'Ouro vai para o Leonel Sergio Andrés.
O craque não é contabilizável. Não são os títulos que a sua equipa ganha, a quantidade de golos que marca, as assistências que faz que o definem como craque. O craque é aquele que faz da sua técnica individual apenas um veículo de transmissão directa do que lhe diz o cérebro. O craque conhece e reconhece a movimentação dos outros a uma velocidade tal que o que faz tem sempre coordenadas definidas não por um qualquer computador ou um treinador mais científico mas pela sua própria interpretação da geografia. É esse farol, essa bússola mágica, que lhe define o génio.
Não são números num quadro, gráficos para cima e para baixo, estatísticas. Isso são consequências daquilo que faz em campo mas isso não é o que ele é. Porque o que ele é pode, a certo momento e por razões várias, não gerar nas calculadoras mundiais números estratosféricos. Mas o que ele é persiste acontecendo no relvado. A sua capacidade de antecipar, de surpreender, de criar, de gerar a possibilidade do golo - atente-se: a "possibilidade do golo", nem sempre o golo em si -, é isso que o faz craque. É essa a razão pela qual deslumbra e faz sentido.
Não havendo forma de acabar com o espectáculo feérico que é hoje a entrega do prémio ao "Melhor jogador do Mundo", proporia que ao menos se começassem a premiar as parcerias dentro de uma equipa. Em vez de dar prémios individuais, passarmos a dar prémios aos melhores trios do Mundo. Por isso este ano a minha Bola d'Ouro vai para o Leonel Sergio Andrés.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2016
Jonas, o tipo da foto
Este tipo da foto, além de ser o génio que é, consegue ser responsável por meter a nu a forma como se vê futebol em Portugal (diria no mundo, mas os outros que se resolvam). Este tipo da foto, esta preciosidade, este verdadeiro Vinicius de Moraes dos relvados, não lhe chegando andar a escrever poemas pelas Choupanas desta vida, ainda faz com que se destruam todos os mitos sobre o avançado "possante, agressivo e intenso" que querem vender aos adeptos que os compram e papagueiam como verdade universal. Só para continuar em campo, que é onde este tipo da foto gosta mesmo de viver, até marca muitos golos e faz muitas assistências. Só mesmo para meter um tampão nas bocas e elevar os cérebros. Mas podia o tipo da foto não marcar nem um golo em 10 meses, que continuaria a ser o melhor jogador do Benfica. Estou tão agradecido por ter este tipo da foto a jogar de águia ao peito que até enlouqueço e grito:
OBRIGADO, VIEIRA!
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Jonas
domingo, 3 de janeiro de 2016
E depois da Jornada em Guimarães
O que fica?
Para começar fica o relançar do campeonato.
Estivémos a 7 pontos da liderança e a 5 pontos da
vice-liderança mas agora, pelo menos neste contexto, parece tudo bem mais
optimista.
Neste momento estamos a 2pts do Porto e a 4 do Sporting.
Além disso, também já afastámos o possível fantasma do Braga.
O calendário não está fácil mas a verdade é que, apesar de faltar ir a
Alvalade, já fomos ao Dragão, Braga e Guimarães.
O mais triste disto tudo é o mais positivo ser o facto de
terminarmos esta jornada só a 2 e 4 pontos dos nossos rivais.
Este negativo positivo é o que nos permite ainda sonhar.
Estar a 2 pontos do Porto de Lopetegui e a 4 do Sporting que é Sporting, é
péssimo mas mantém as esperanças bem acesas.
Desta jornada fica também um Benfica sem futebol. Fica um Benfica
sem ideias. Fica um Benfica frágil defensivamente. Fica um Benfica fraco
ofensivamente. Fica um Benfica perdido sem bola. Fica um Benfica previsível com
bola.
Fica um Benfica dependente da inspiração das individualidades.
Fica um Benfica que pode ganhar por ter melhores jogadores que os adversários.
Fica um Benfica irreconhecível.
Fica um Benfica que pode ganhar por ter melhores jogadores que os adversários.
Fica um Benfica irreconhecível.
Foi um jogo onde tivémos a sorte da arbitragem, um jogo onde jogámos contra um
adversário de contra-ataque e que tem feito um fraco campeonato, e foi um jogo
que se decidiu aos 75 minutos com um duplo remate do puto Sanches.
Muito, muito pouco.
O nosso melhor período foi os primeiros 20 minutos. Tivémos
mais bola, levámos o jogo maioritariamente para o meio-campo adversário e parecíamos
estar a conseguir controlar as saídas vimarenses. Contudo, tudo isto só
resultou num remate de longe do Renato.
Após os 20 minutos inicias começámos uma péssima exibição. Oportunidades foram 2 para cada e depois lá surgiu a dupla bomba que forçou o golo e a vitória neste jogo.
Após os 20 minutos inicias começámos uma péssima exibição. Oportunidades foram 2 para cada e depois lá surgiu a dupla bomba que forçou o golo e a vitória neste jogo.
Talvez para aquilo que o Guimarães treina, quer, tem e é, consideram ter feito
uma boa exibição.
Agora, para nós, Sport Lisboa e Benfica, Bicampeão Nacional, isto foi um jogo desesperante.
Agora, para nós, Sport Lisboa e Benfica, Bicampeão Nacional, isto foi um jogo desesperante.
Custa-me não ver uma evolução relevante no nosso futebol. É
isto que o treinador quer? Ou simplesmente não consegue passar a mensagem?
Deste jogo ficaram os 3 pontos e a certeza que nas próximas
jornadas andaremos sempre com o coração nas mãos.
Quando o sistema de jogo está quebrado, quando os processos
tácticos estão tão entalados, fica quase impossível analisar as performances
dos jogadores.
O individual salva o colectivo que o condiciona.
Um organizador de jogo não organiza sem linhas de passe.
Um avançado não faz a diferença na área se a bola lá não chegar ou se
constantemente tiver de recuar.
Um central não pode corresponder posicionalmente perante
recorrentes desequilíbrios defensivos.
A nossa equipa está demasiadamente dividida. Há uma exageradamente visível sectorização
dos jogadores. Jogamos com posicionamentos e progressões em linhas paralelas
que comportam entre si profundos buracos de acção e intervenção.
Apesar das muitas criticas que tenho lido ao Lisandro,
vejo-o mais como vítima de um colectivo lento e partido.
Considero como catastrófica a dinâmica colectiva da nossa
dupla de meio-campo.
É fácil elogiar o Renato pela idade que tem, por vir do
Seixal, pelo seu esforço, força e por ter resolvido o jogo. Marcou e tentou
muito mas sinceramente não gostei nada da exibição dele. Culpa própria? Também
mas não só.
O regresso do Luisão até pode não acrescentar qualidade individual mas irá certamente
proporcionar uma melhor organização e atitude defensiva à equipa.
Todos os outros regressos – do Nico à melhor forma, do
Salvio e do Semedo – e aquisições – Cervi e Grimaldo – não vão resolver o problema
deste Benfica.
A qualidade individual vai aumentar e assim ficará menos complicado
resolver os jogos do modo como já têm sido resolvidos.
Os remates de longe vão melhorar, os cruzamentos vão melhorar, a velocidade das alas vai aumentar e a capacidade de último passe vai melhorar.
Os remates de longe vão melhorar, os cruzamentos vão melhorar, a velocidade das alas vai aumentar e a capacidade de último passe vai melhorar.
Vencer tem de ser sempre positivo. O problema é quando as vitórias
são mentirosas e podem levar certas pessoas a acreditar nessa mentira. Vencemos
mas jogámos muito mal e há muito que tem de mudar. Só posso acreditar que no
Benfica quem lidera o Futebol saiba ver além do resultado final.
Esta Quarta estarei no estádio na expectativa de ver muito
mais que uma vitória. Estarei no estádio com a exigência de ver uma clara
evolução que nos demonstre haver capacidade para ganhar não só este jogo como
todos os que o seguem.
sábado, 2 de janeiro de 2016
DANÇA E FUTEBOL: A COREOGRAFIA DE UM ATAQUE MÓVEL
No relvado ficam marcas invisíveis da movimentação dos jogadores; parábolas, diagonais, círculos quase perfeitos, gráficos cardíacos, sprints em linha recta paralelos à lateral. Se, em vez de preferir ouvir a voz dos jogadores ou o som que as gotas de água fazem quando embatem na garganta de Rui Vitória, o adepto escolher um lugar mais alto, com melhor vista, mais abrangente paisagem, vai então ficar atento à dança colectiva e individual que o jogo lhe proporciona.
O futebol é dança. Cada vez mais uma dança moderna, sem pontos fixos nem posições a que fiquem agrilhoados os jogadores. O jogo evoluiu para um espaço de liberdade de que já não sairá, exceptuando quando é pensado e treinado por quem ainda pensa que a dança só faz sentido se o palco tiver marcações a anunciar aos bailarinos o lugar onde devem estar em determinado momento. Isto não significa que não haja indicação de zonas estáveis por onde começar o bailado, locais vastos de onde se parte para que a sequência seja feita toda ela livre de quaisquer amarras posicionais. O jogo pede áreas longas e largas, referências apenas zonais para favorecer o colectivo, povoar o espaço inimigo em estratégia inesperada.
Na última edição do Jornal de Letras, lemos Daniel Tércio versar sobre dança enquanto traça, sem o saber, o futuro do ataque móvel no futebol: 《Mas o que importa neste caso – e esta a razão deste texto – é que Cunningham, em meados do século XX, adoptou a epígrafe de Einstein “não existem pontos fixos no espaço”. O coreógrafo norte-americano declarou aliás a este respeito: “eu decidi abrir o espaço para o considerar por igual, em qualquer lugar, ocupado ou não, tão importante como qualquer outro. Num tal contexto não temos que nos referir a um ponto preciso no espaço. Se não existem pontos fixos, então cada um dos pontos é igualmente interessante e igualmente mutável.” Segue discorrendo Tércio sobre a importância da mobilidade livre: “Com Cunningham algo de novo acontece, uma vez que uma sequência não tem que estar condicionada a outra, podendo tudo ser constantemente deslocado, tornando o movimento contínuo.”
O jogo há muito vem dando esta lição evolutiva. Grandes equipas com grandes treinadores têm testado e voltado a testar com sucesso a possibilidade de uma utopia realizável. De um lugar de ultra liberdade. Nesse espaço em que a primazia vai inteira para a qualidade de movimentação, para a criatividade individual e colectiva, para a inteligência com que se enfrenta o adversário, características físicas perdem a sua importância e dão lugar ao que verdadeiramente valoriza o bom futebol: cérebros craques em vez de caparrudos “agressivos” e “muito intensos”. Na mobilidade de um futebol sem pontos fixos, o central pode ser um anão, o extremo só ter uma perna, o avançado não ter força para rematar, o médio sofrer de reumatismo. Fundamental é que o treinador seja intenso e agressivo a pensar.
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sexta-feira, 1 de janeiro de 2016
UM NEGÓCIO DAS ARÁBIAS
Assisti ontem de manhã a uma das cenas mais surreais de que tenho memória. Por isso, e por me ter alegrado o dia de forma surpreendente, resolvi partilha-la aqui convosco, para começarmos o ano em beleza. Depois me dirão se lhe acharam tanta graça como eu achei. Vou tentar que a descrição seja o mais fiel possível, de forma a pintar o quadro com as suas verdadeiras cores. No final, acredito que vão ficar tão incrédulos como eu ainda me encontro.
Sentei-me no Frutalmeidas da Avenida de Roma para tomar um pequeno almoço tardio. Um belo de um copo de sumo depois, ia já no segundo pastel de massa tenra quando reparo na mesa da frente com mais atenção. Confesso-vos que não tenho por costume ouvir propositadamente as conversas dos outros, mas este grupo era ostensivamente espalhafatoso. Sem qualquer desprimor para a profissão, diria que toda a dinâmica de interação dos seus elementos era algo apalhaçada. Chegava mesmo a ter traços de um número de Vaudeville.
Da primeira vez que reparei neles, pareceu-me ver um grupo de gente vestida de forma perfeitamente normal. Mas ao fim de pouco tempo notei que estavam todos com uns óculos à Groucho! Vocês conhecem esses óculos de que falo, com certeza. Com um bigode e um nariz enorme na ponta? Sim? Pois podia jurar que não os estavam a usar segundos antes.
Este pormenor deixou-me alerta. O resto das roupas era completamente normal. Pelo menos até ao momento em que me virei para o empregado durante dez segundos, não mais, para pedir outro pastel de massa tenra. Quando me volto de novo para a mesa, reparo que agora um deles envergava uma daquelas faixas presidenciais, que vemos frequentemente nos presidentes da América do Sul. O pormenor mais curioso era mesmo uma miniatura que ostentava na faixa. No lugar da roseta surgia uma réplica de uma mesa de matrecos, tapada por um plástico transparente. Daqueles plásticos próprios para não deixar saltar as bolinhas, sabem do que falo? Isto é surreal, reconheço, mas juro-vos que é tudo verdade. Estas pessoas mudavam de aparência com a facilidade de um truque de televisão. A minha atenção estava ganha. Não ia descolar mais o olhar da palhaçada, por um segundo que fosse.
O estranho grupo era composto por três membros da direção de uma equipa feminina de matraquilhos e por dois empresários, com os quais se decidia, naquela altura, um futuro patrocínio do clube. Ao que percebi, queriam arranjar à força um valor superior ao do clube rival, o clube com mais títulos lá do bairro. Até esse momento, digo-vos que desconhecia toda esta problemática em torno dos matrecos. Nem tão pouco sabia que existiam equipas femininas da modalidade, quanto mais que estas eram patrocinadas.
O presidente do clube (o tal que envergava a faixa!) era um tipo entroncado, com uma voz rouca e de risco ao lado. Falava com uma entoação cómica, meio afetada. Para vos poder situar melhor, nos diálogos que se seguem imaginem um pseudo beto da linha, sem a educação, mas com todos os maneirismos ampliados. Todo ele em cómico, todo ele em bom! Sentava-se ao lado de dois lacaios, o Zé Inácio e o Zé Otávio. E argumentava com os futuros patrocinadores, donos de uma oficina de bicicletas. Como já referi, queria à força obter uns euros a mais do que os rivais. Os senhores das bicicletas diziam-lhe que não, Presidente, não dá, o seu clube não tem a dimensão do outro, nem lá perto. Pode esquecer. Ninguém lhe vai dar mais do que nós oferecemos, Presidente.
Mas o Presidente não se dava por satisfeito. Limpou o bigode de plástico com um guardanapo e pediu mais um copo de sumo ao empregado. Olhou para os patrocinadores, como quem domina todos os esquemas possíveis, e avançou com uma contra proposta.
—Oiça, amigo. Nós não podemos ficar atrás do nosso rival, percebe? Temos que engan… bom… temos que mostrar aos sócios que somos tão grandes ou maiores do que os outros. Senão vamos perder a cara, está a ver? Os nossos doze associados vão ficar fulos da vida, e com razão. Já lhe disse que somos pela transparência? Não? Pois digo-lhe agora que somos o único clube de matraquilhos nessa cruzada, contra tudo e contra todos, percebe? Nós somos especiais, entende? Olhe, vamos tornar a proposta mais aliciante para o vosso lado. Parece-lhe bem? Vamos negociar também a cedência de direitos de imagem de algumas partes do corpo deste meu capach.. quero dizer, deste meu colega de direção. O que me diz se juntarmos aqui o rabo do Zé Inácio como extra? Deve dar para acrescentar pelo menos… vá, sei lá… mais uns cento e cinquenta paus ao bolo, não será assim?
O desgraçado do Inácio, que bebia nesse preciso momento um pouco de sumo de jaca, mal podia acreditar naquilo que estava a ser dito sobre o seu traseiro, para lá dos insólitos óculos. O pobre acabou por não conseguir engolir o sumo, que cuspiu integralmente no chão de calçada. Os outros quatro elementos do grupo levantaram os oito pés, em uníssono, para os baixarem logo de seguida, sonoramente. Parecia um número muito bem ensaiado, garanto-vos. E, nessa altura, a coisa ficou ainda mais interessante. Os sapatos, afinal, já não eram assim tão normais. Eram pretos, sim, mas muito grandes. Muito maiores do que os pés! E todos com as solas meio descoladas. Abanaram também em uníssono.
Ainda incrédulo e de olhos esbugalhados, Inácio balbuciou como pôde. O meu rabo, Presidente? Mas… mas o meu rabo não! Não, senhor presidente, o rabo não. Tenho dito!
—Esteja calado Inácio, oiça. É pelo clube. O clube acima de tudo, Inácio. E é só para a fotografia, homem, estes senhores vendem selins, tá a ver? Shôr empregado! — exclamou, de dedo esticado — tenha a gentileza de trazer outro copo de sumo de abóbora aqui para o Inácio.
Nesta altura a conversa não corria como o Presidente queria. O rabo do Inácio não estava a ter a melhor recepção do lado dos patrocinadores, habituados aos grandes modelos para a promoção dos seus selins. E o Presidente decide virar mais uma carta.
—Bom, temos outras propostas para os senhores. Escolham alguém para morder. Eu mando o Zé Otávio morder uma… vá, duas pessoas à vossa escolha. Antes de responderem, reflitam bem na minha proposta. Duas pessoas. À vossa escolha. A quarenta euros a mordidela, vá, vezes dois… bom…isto é… vá, mais cem euros e não se fala mais nisso. Brindamos à proposta? Otávio, o que é que acha disto? Posso mandar vir o sumo de tomate, para selar o negócio?
Eu garanto-vos que, até este momento, Otávio tinha uma estatura perfeitamente normal. Ficarão, por certo, tão descrentes como eu fiquei com aquilo que vos vou revelar. O Otávio era anão! E, até aqui, tudo bem. Não seria de estranhar esta sua condição de tamanho reduzido. A questão é que, segundos antes, Otávio não sofria de nanismo. Alterou, por artes mágicas, não só a estatura como também o figurino, num piscar de olhos. Em vez do fato, vestia agora um casaco largo, em xadrez amarelo e laranja, com as mangas muito curtas, quase pelo cotovelo, deixando bem visível uma camisa de flanela azul e branca. Gesticulava com fartura, depois de espicaçado pelo presidente. Dizia alto que sim, que mordia, claro que mordo, quantos são? Mordo já o Jojó, carago, odeio o Jojó Juju. Passa a vida a gozar connosco, esse farsante.
O presidente chamou-o a si.
—Ouça, Otávio, o Jojó Juju agora é dos nossos. Lembra-se? Os outros é que são maus, o Jojó virou o paletó ao contrário, está recordado? Agora é dos bons.
Otávio sacudiu a cabeça com movimentos rápidos, durante uns segundos, como quem reclama alguma racionalidade. Enquanto o fazia, pude ouvir, distintamente, o barulho de um chocalho. Não vi o chocalho, admito, mas escutava-o perfeitamente. Devia ser um daqueles chocalhos imateriais da UNESCO.
O Jojó Juju? disse, muito rapidamente. O Jojó é uma pessoa maravilhosa, Presidente. Só lhe encontro virtudes. É um Ser fantástico, presidente!
Nesta altura, e por indicação do Presidente, Inácio tira uma tuba enorme do bolso. Não me perguntem como é que a tuba foi parar dentro daquele sobretudo roxo com bolinhas castanhas, porque eu, neste momento, nem sequer consigo justificar o aparecimento do sobretudo! O facto é que ela apareceu assim, do nada. E que bem que tocava Inácio. Começou a fazer uma belíssima linha de baixo, que manteve nos minutos seguintes, sempre em crescendo, aumentando desta forma o suspense do final da parada, que se aproximava. FOHM-POHM-POHM-POHM, FOHM-POHM-POHM-POHM
A Inácio juntou-se também Otávio, com um ukelele que tirou de uma daquelas malas de executivo com código. E passámos a ter harmonia, com quatro cordas. TINGERLIHM-DIHM DIHM, TINGERLIHM-DIHM DIHM. O presidente joga todas as cartas que ainda possui, e passa a cantar as propostas. Avança com a mãe, e com o pai também. Com a coleira do Cabeçudo, o seu belo gato felpudo. FOHM-POHM-POHM-POHM, toca Inácio. TINGERLIHM-DIHM DIHM, acompanha Octávio.
—Noto que os senhores patrocinadores não me tomam as dores. Percebem agora que o clube dará tudo o que tem e o que não tem, como vos convém. Têm que entender que eu só não quero ficar mal, quero passar à frente do nosso rival!
Octávio complica os acordes nesta altura, omitindo a tónica e a quinta, que são brilhantemente dadas por Inácio, e faz extensões como pode. A estrutura impõe-se.
—Ofereço-vos um tuc-tuc com três passeios, conduzido por uma mulher de belos seios. Deixem-me tornar o momento musical mais engraçado, enquanto seguro neste berimbau dourado. Agora, sempre que os senhores torcerem o nariz a uma nova proposta, o berimbau ira soar em vossa resposta. BOIN-OIN-OIN-OIN-OIN-OIN.
Seguem-se então um par de meias e umas calças de pijama muito feias — BOIN-OIN-OIN-OIN-OIN-OIN — mas são quentinhas, ora bolas. Uma campainha das antigas, a funcionar? Um disco de velhas cantigas, por estrear? Um corta unhas e este canivete suíço. Como? Não valem um piço? — BOIN-OIN-OIN-OIN-OIN-OIN — Dou-vos licor de tangerina e uma camisa muito fina. Um ferro de engomar, que se recusa a funcionar, mais um belo de um brasão, que é todo feito à mão. Do Otávio, cedo-lhe as cuecas, e do Inácio a sua coleção de bonecas!!!! Cedemos toda a publicidade à volta da mesa de matraquilhos e ainda as camisolas suadas das nossas jogadoras para os vossos filhos. Pintamos os bonecos com as vossas cores, e assim. Até os pomos sentados, em cima de um selim!—BOIN-OIN-OIN-OIN-OIN-OIN.
O desespero é cada vez mais evidente na cara do presidente, que decide jogar a derradeira cartada.
—Já vos falei que somos os maiores defensores da transparência nos Matraquilhos? E se eu vos cedesse a transparência?
Depois desta quebra de rima, fez-se silêncio absoluto. Octávio e Inácio tinham parado de tocar, perante a antecipação da oferta. A tampa não, presidente. Tudo menos a tampa. É aquilo que nos define, Presidente, aquilo que nos torna tão diferentes, tão especiais.
—A rivalidade acima de tudo, meus queridos lacaios. E agora, senhores patrocinadores? O que me dizem? Cedo-vos a tampa transparente, para adaptar em cima de uma mesa de matraquilhos. Já lhes tinha dito que somos os únicos defensores da transparência? A transparência acima de tudo, meus caros! Então? O que me dizem?
E assim se fez o negócio e veio bebida e comida para todos. Os patrocinadores estavam em delírio. Ficaram com os direitos sobre tudo o que podia ter algum valor. São os verdadeiros donos do clube. E excederam a proposta do rival nuns míseros cem euros e um selim. Dos mais baratos.
No meio desta confusão de sumos e pasteis, com o Presidente a ajeitar a faixa e o cabelo, chega um terceiro lacaio, que tinha estado à procura de um lugar para o carro durante todo o tempo da negociação.
—Ó Zé Eduardo, só agora é que você chega? Para a próxima vem você ajudar-me e fica o Inácio encarregue de arrumar o carro. Recusou-se a ceder os direitos de imagem do rabo nas negociações, acredita? Ao menos o seu está sempre disponível.
E foi de lá, bem do meio de toda essa disponibilidade, que o Zé Eduardo tirou um sax tenor, juntando-se ao resto do grupo. Sairam em êxtase do Frutalmeidas e foram a celebrar o negócio pela rua fora, tocando e dançando, e com um novo e adequado figurino. Estavam todos vestidos de árabe.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2015
Dois rápidos comentários sobre a histeria dos supostos acordos milionários dos 3 grandes
1) É inadmissível a forma como a maioria da Comunicação Social apresenta os números, não discriminando o que tem de ser discriminado e fazendo crer que o Benfica é o clube que menos recebeu quando na verdade é o contrário;
2) Tendo em conta a dimensão do Benfica em relação aos seus rivais a diferença de valores deveria ser, se houvesse competência, substancialmente mais elevada. Mais uma vez se comprova que Vieira só é negociador implacável na fantasia da propaganda.
sábado, 26 de dezembro de 2015
Glorioso 2016.
segunda-feira, 21 de dezembro de 2015
Saúde, alegria e BeiJONAS para todos.
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Jonas
quinta-feira, 17 de dezembro de 2015
FELLATUS INTERRUPTUS
CRÓNICA ALGO FICCIONADA SOBRE A EVA, O JOSÉ E O MAGNATA RUSSO E SOBRE A EQUIPA QUE TODOS JULGAVAM SUA
O magnata russo foi buscar o José para treinar a sua equipa de futebol. Os sócios pediram o José e agora os sócios têm o treinador que sempre quiseram, disse o magnata russo, quase como quem antevê um chorrilho de problemas.
O José elaborou um plano a vários anos para a equipa do magnata russo, que envolvia uma articulação complexa de todas as engrenagens envolvidas na gestão de uma equipa de futebol de primeira linha. Absolutamente talhado para o sucesso, o plano de José começa a ter frutos ao fim de uma época. Ganha um campeonato, sem discussão. Nem sempre a praticar o futebol mais bonito, mas José é um cientista do jogo. É meticuloso e altamente atento ao pormenor. O seu xadrez defensivo é feio mas quase perfeito.
José tem uma personalidade forte, capaz de deixar sem fala o jornalista mais atrevido. Toma decisões e morre por elas, se achar que tem razão. E foi aqui, numa destas decisões, que entrou Eva.
Eva era médica da equipa do magnata russo. Fora contratada para dar assistência aos jogadores, em campo e fora deste. O magnata russo ter-se-á esquecido, porém, de especificar em contrato qual o tipo de assistência que não queria que Eva desse fora de campo. Segundo notícias de alguns tablóides, o ex da escultural Eva veio chorar a público que a namorada, para além de postar aquelas fotografias provocantes no facebook, faria também atendimento personalizado ao domicílio de uma quantidade enorme de jogadores da equipa do magnata russo.
E é aqui que tudo se torna muito confuso!
O magnata julga que a equipa é dele. E, supostamente, assim será, por direito. Foi o magnata que a comprou, como se de um brinquedo se tratasse. O magnata põe e dispõe dos seus gasosos milhões para contratar e despedir quem quiser, organizando o seu brinquedo de luxo como um negócio altamente rentável.
O José, cujo ego tem as bolas a roçar o pico do Everest, refere-se à equipa como sua, e aos jogadores como sendo os seus jogadores. Mai time, mai plaiars. E serão, José, és tu que os pões a jogar. Tu é que decides as tácticas. Tu é que decides quando, onde e como treinam. Tu decides o que eles comem, quando comem, quem cozinha para eles. Mas esqueceste-te de um pormenor na gastronomia planeada da equipa. Não decidiste quem podia comer a Eva. Nem como. Nem quando! E quando achaste que era hora de dispensar a Eva, já era tarde demais.
A Eva entrou no jardim para socorrer o Eden, que estava caído no chão enquanto chorava alto pelos carinhos da bela mulher. Nesse final de jogo fatídico, Eva corria solícita, gloriosa, de cabelo ao vento e mala de cruz na mão, enquanto José espumava de raiva. E tudo isto perante o olhar incrédulo do magnata russo na bancada de honra, em total negação. Afinal, esta era a equipa de Eva. Ela era a única a assistir noite e dia, sem parar, qualquer jogador que solicitasse os seus cuidados.
Depois disto, meus caros, o fellatus ficou para sempre interruptus e José perdeu a equipa. O magnata russo ficou a ver passar os seus navios, ao longe, continuando sem perceber nada.
O José elaborou um plano a vários anos para a equipa do magnata russo, que envolvia uma articulação complexa de todas as engrenagens envolvidas na gestão de uma equipa de futebol de primeira linha. Absolutamente talhado para o sucesso, o plano de José começa a ter frutos ao fim de uma época. Ganha um campeonato, sem discussão. Nem sempre a praticar o futebol mais bonito, mas José é um cientista do jogo. É meticuloso e altamente atento ao pormenor. O seu xadrez defensivo é feio mas quase perfeito.
José tem uma personalidade forte, capaz de deixar sem fala o jornalista mais atrevido. Toma decisões e morre por elas, se achar que tem razão. E foi aqui, numa destas decisões, que entrou Eva.
Eva era médica da equipa do magnata russo. Fora contratada para dar assistência aos jogadores, em campo e fora deste. O magnata russo ter-se-á esquecido, porém, de especificar em contrato qual o tipo de assistência que não queria que Eva desse fora de campo. Segundo notícias de alguns tablóides, o ex da escultural Eva veio chorar a público que a namorada, para além de postar aquelas fotografias provocantes no facebook, faria também atendimento personalizado ao domicílio de uma quantidade enorme de jogadores da equipa do magnata russo.
E é aqui que tudo se torna muito confuso!
O magnata julga que a equipa é dele. E, supostamente, assim será, por direito. Foi o magnata que a comprou, como se de um brinquedo se tratasse. O magnata põe e dispõe dos seus gasosos milhões para contratar e despedir quem quiser, organizando o seu brinquedo de luxo como um negócio altamente rentável.
O José, cujo ego tem as bolas a roçar o pico do Everest, refere-se à equipa como sua, e aos jogadores como sendo os seus jogadores. Mai time, mai plaiars. E serão, José, és tu que os pões a jogar. Tu é que decides as tácticas. Tu é que decides quando, onde e como treinam. Tu decides o que eles comem, quando comem, quem cozinha para eles. Mas esqueceste-te de um pormenor na gastronomia planeada da equipa. Não decidiste quem podia comer a Eva. Nem como. Nem quando! E quando achaste que era hora de dispensar a Eva, já era tarde demais.
A Eva entrou no jardim para socorrer o Eden, que estava caído no chão enquanto chorava alto pelos carinhos da bela mulher. Nesse final de jogo fatídico, Eva corria solícita, gloriosa, de cabelo ao vento e mala de cruz na mão, enquanto José espumava de raiva. E tudo isto perante o olhar incrédulo do magnata russo na bancada de honra, em total negação. Afinal, esta era a equipa de Eva. Ela era a única a assistir noite e dia, sem parar, qualquer jogador que solicitasse os seus cuidados.
Depois disto, meus caros, o fellatus ficou para sempre interruptus e José perdeu a equipa. O magnata russo ficou a ver passar os seus navios, ao longe, continuando sem perceber nada.
Agora, a equipa perdeu o José, o magnata perdeu um bom projecto, os jogadores perderam Eva e também a cara. O único que terá ganho alguma coisa foi mesmo o ex da Eva, mas não creio que goste particularmente do acréscimo.
Núcleo Duro – 15 Jogadores
Tinha dito que o faria ontem mas na verdade não estava com muita disposição.
Como disse no outro post, considero que um treinador deve construir a identidade
de uma equipa com base num núcleo duro do plantel – 15 jogadores de entre os
25.
Estes 15 jogadores oferecerão todo o tipo de soluções. Além de cimentarem uma
filosofia de jogo, deverão também permitir ao treinador a possibilidade de
trabalhar nuances tácticas sem fragilizar a identidade da equipa.
São 15 jogadores que lutam pela titularidade, jogadores que irão realmente
fazer a diferença no momento das substituições e que permitirão adaptações ao
jogo.
O Rui Vitória ainda não formou o Núcleo Duro dele.
Olhando para o plantel e para a época do Benfica, estes seriam os meus 15
jogadores.
Júlio César
Nélson Semedo
Luisão
Lisandro
Luisão
Lisandro
André Almeida
Samaris
Renato Sanches
Renato Sanches
Gonçalo Guedes
Jonas
Gaitán
Mitroglou
Jonas
Gaitán
Mitroglou
Eliseu
Fejsa
Pizzi
Fejsa
Pizzi
Jiménez
Nesta cimentação considero crucial a estabilidade na baliza
e a estabilidade de uma dupla de centrais. Daí só colocar um guarda-redes e dois
centrais. Estas são as posições onde normalmente não se mexe, a base de toda a
segurança defensiva da equipa.
O Djuricic e o Cristante são jogadores sobre os quais
prefiro não opinar, deixando-as assim, por agora, fora das minas cogitações.
Já o Salvio ainda anda longe destas contas.
Sobram o Sílvio, Jardel, Carcela e o Talisca.
Também o Clésio e o Victor Andrade andaram (andam?) nas
contas do treinador e segundo este ainda outros aparecerão.
O sucesso de um grupo de trabalho deve aproveitar o lançamento de novos
jogadores, não ser sobreposto por este.
Há uma altura da época em que se tem de acabar com a
experimentação e promover-se a consolidação.
O melhor cérebro do mundo
É também esta a minha percepção; defendo-a, aliás, há vários anos. Claro que, tendo em conta o mediatismo de Messi e Ronaldo na última década, é uma opinião que leva tempestades de insultos sempre que é proferida. Esta por isso de Parabéns o Sampaoli por admitir publicamente aquilo que, estou em crer, muitos outros técnicos pensam mas não dizem. Andrés Iniesta é o melhor cérebro do mundo a jogar futebol. O Maestro das assistências para as assistências. O Imperador da Suprema Decisão. Com 65 quilos, 1m70 e biliões de galáxias com "celulazinhas cinzentas", é o mais improvável dos génios para quem acha que o futebol é atletismo.
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Andrés Iniesta
quarta-feira, 16 de dezembro de 2015
A Pobreza de Trabalho Esgota Qualquer Tempo
A 11 de Junho, num texto ao qual chamei “Paciência Para Vitória”, escrevi o
seguinte:
“Paciência e tempo. São dois conceitos
essenciais para o trabalho de Rui Vitória no Benfica.
Mais do que se analisar estatísticas teremos de observar o trabalho desenvolvido.
Mais do que se analisar estatísticas teremos de observar o trabalho desenvolvido.
O normal é um treinador só ao segundo
ano ter montada uma equipa à sua imagem e estar preparado para vencer tudo. Com
Jorge Jesus foi um pouco ao contrário. Primeiro ano de empolgação, segundo ano
de desastre e só dois anos depois se colheram os frutos do seu trabalho.
O Rui Vitória terá a pressão e
obrigação de chegar ao Tri. Nós temos a obrigação de não dificultar o trabalho
ao treinador, ou pelo menos de evitar injustiças.”
“A Supertaça e a Taça já foram, temo
uma contagem de 4 derrotas nos 4 jogos com os rivais e estamos também a 8pts da
liderança.
O mínimo exigível é que hoje se fique a 5, que se elimine o Zenit e que sejamos Tricampeões.
Que hoje se junte à vitória uma boa exibição e maior evolução. Só assim o Rui Vitória recupera margem de manobra.
Quero muito poder voltar a dar-lhe o benefício da dúvida.”
O mínimo exigível é que hoje se fique a 5, que se elimine o Zenit e que sejamos Tricampeões.
Que hoje se junte à vitória uma boa exibição e maior evolução. Só assim o Rui Vitória recupera margem de manobra.
Quero muito poder voltar a dar-lhe o benefício da dúvida.”
Pois bem,
A paciência esgotou-se. A margem de manobra não foi conquistada. O benefício da
dúvida evaporou-se.
Como eu disse, mais do que analisar estatísticas temos de analisar o
trabalho desenvolvido. A estatística pontual é o que é. A estatística de
resultados é o que é. O trabalho realizado é o que arrasa qualquer boa vontade.
O tempo passou e o futebol continua fraco.
O tempo passou e as ideias continuam básicas, escassas e aos trambolhões.
O tempo passou e as ideias continuam básicas, escassas e aos trambolhões.
É um problema perder com o Sporting? É um problema perder com o Arouca? É um
problema perder com o Porto? É problema perder com o Galatasaray? É um problema
perder outra vez com o Sporting? É um problema perder mais uma vez com o
Sporting? É um problema empatar com o Astana? É um problema perder com o
Atlético? É um problema empatar com o União?
É.
Mas maior é aquele problema que se vê tanto nas derrotas como nos empates como nas vitórias. Pior é este problema com que somos constantemente confrontados quando vemos a nossa equipa jogar.
Por mais água que o treinador beba, é preciso muito mais para a equipa começar a jogar.
terça-feira, 15 de dezembro de 2015
Olhar o Benfica
O sistema táctico é importante, é a base de construção de um
modelo de jogo, mas enquanto adepto isso é o que menos me importa no futebol do
Benfica.
Não me interessa discutir se jogamos em 4-3-3 ou em 4-4-2;
não me interessa discutir se jogamos em 4-2-3-1 ou em 4-5-1.
O meu entusiasmo é pelas ideias de jogo, a minha atenção é a
filosofia do treinador.
O que importa um 4-4-2 quando o meio-campo actua longe dos atacantes? Não será
antes um 4-4-0-2?
Um 4-3-3 em que os sectores joguem próximos e em progressão não será antes um 2-7-1? Ou um 2-8-0? Ou um 0-10-0?
Um 4-3-3 em que os sectores joguem próximos e em progressão não será antes um 2-7-1? Ou um 2-8-0? Ou um 0-10-0?
O maior mérito no trabalho do Jorge Jesus era a consolidação da sua ideia de
jogo. Independentemente de ser ou não a melhor, a sua filosofia de jogo estava
solidamente trabalhada. A equipa desdobrava-se em vários momentos tácticos com
todos os jogadores a saber o seu papel e, mais importante, a saberem também o
papel dos seus colegas, permitindo assim constantes compensações fosse por quem
fosse e onde fosse (os 6 anos ajudaram).
O Rui Vitória ainda parece estar a tentar encontrar-se.
Chegou com uma filosofia mas optou por trabalhar com a do anterior treinador.
Mais recentemente decidiu colocar a sua em prática e ainda mais recentemente percebeu
que essa era curta para as exigências do Benfica. É notório que o treinador
está ainda a tentar adaptar-se ao clube.
Variamos entre uma equipa que joga no pontapé para a frente
e uma equipa que troca, inofensivamente, a bola; entre uma equipa que tenta
progredir pelo meio e uma equipa que aposta na lateralização para procurar o
cruzamento; entre uma equipa que pressiona na perda da bola ofensiva e uma
equipa que não pressiona defensivamente no seu meio-campo.
Demasiadas inconsistências, demasiada confusão. Falta uma identidade colectiva.
Demasiadas inconsistências, demasiada confusão. Falta uma identidade colectiva.
A constante mudança de jogadores é também uma causa e consequência desta
não-identidade.
Tacticamente é muito diferente ter o Almeida em parelha com o Samaris ou ter o Renato; é muito diferente ter o Pizzi na ala ou ter o Guedes; é muito diferente colocar o Jonas no apoio ao Mitroglou ou colocar o Jiménez.
São diferenças que vão além da qualidade individual. São diferenças pelas características destes jogadores que transformam radicalmente o mesmo 4-4-2.
Tacticamente é muito diferente ter o Almeida em parelha com o Samaris ou ter o Renato; é muito diferente ter o Pizzi na ala ou ter o Guedes; é muito diferente colocar o Jonas no apoio ao Mitroglou ou colocar o Jiménez.
São diferenças que vão além da qualidade individual. São diferenças pelas características destes jogadores que transformam radicalmente o mesmo 4-4-2.
O Rui Vitória, por motivos já anteriormente discutidos, demorou a apresentar-se
em campo. Finalmente começa a fazê-lo e até já se nota alguma evolução na
equipa.
Olhando os últimos jogos, principalmente o jogo em Setúbal, vejo
um Benfica que reage à perda de bola, vejo um Benfica que finalmente impõe
maior verticalidade pelo centro, isto devido à inclusão do Renato que quebra a
pasmaceira da troca de bola sem progressão, e vejo os extremos a aparecer mais
na área. Também vejo uma equipa com pouca imaginação, com pouco sentido de
aventura, com receio do risco, a defender em contenção até à área e com um
futebol ainda pouco coerente.
Sou fã de um futebol de posse. A posse de bola ajuda a
dominar os tempos de jogo e permite que uma equipa controle o seu destino.
Jogando em posse é essencial a velocidade, o risco, a proximidade entre os jogadores e a dinâmica de rotatividade entre sectores. Jogar em posse exige uma progressão em tabelas, movimentações constantes e compensações em todo o terreno.
E ter posse não pode significar não perder a bola mas sim conseguir rápidas recuperações. Portanto tanto em posse como na perda desta, é essencial a proximidade dos jogadores.
Jogando em posse é essencial a velocidade, o risco, a proximidade entre os jogadores e a dinâmica de rotatividade entre sectores. Jogar em posse exige uma progressão em tabelas, movimentações constantes e compensações em todo o terreno.
E ter posse não pode significar não perder a bola mas sim conseguir rápidas recuperações. Portanto tanto em posse como na perda desta, é essencial a proximidade dos jogadores.
Claro que isto é Barcelona de Pep Guardiola e não o Benfica
de Rui Vitória.
O que temos visto é um Benfica que tenta jogar em posse mas que necessita constantemente de procurar um jogo mais directo e lateralizado. Uma mistura entre tentar ser Barcelona mas só conseguir ser Guimarães.
O que temos visto é um Benfica que tenta jogar em posse mas que necessita constantemente de procurar um jogo mais directo e lateralizado. Uma mistura entre tentar ser Barcelona mas só conseguir ser Guimarães.
O que está a falhar?
Os jogadores mais ofensivos pouco participam em situações defensivas no nosso
meio-campo, os extremos estão constantemente abertos e há demasiada
lateralização do jogo.
Consequências:
- Defendemos sem pressão até à nossa área, portanto
defendemos mal;
- Na recuperação da bola há poucas linhas para o passe
curto, o que leva ao jogo directo ou a uma troca de bola inofensiva ou à perda
da bola;
- Quando a bola chega ao extremo este está desapoiado pois o
lateral ainda não subiu, os médios estão recuados e os avançados estão
plantados no ataque, restando ao jogador jogar para trás ou partir para a finta
na procura da linha de fundo.
Já estivemos pior. Há evolução e estes problemas começam a
perder alguma expressão. Falta saber se esta evolução tem cérebro para
continuar.
Como foi dito anteriormente, é importante saber escolher
os jogadores.
Defendo que num plantel de 25 o treinador deve consolidar um núcleo forte de
mais ou menos 15 jogadores (1 + 10 + 4). Estes jogadores são aqueles que vão, à
partida, disputar a titularidade e são aqueles que vão cimentar a identidade e
rotinas da equipa. É um núcleo que tem de permitir suprir todas as necessidades
e nuances tácticas do colectivo.
O Rui Vitória ainda não tem este núcleo construído e isso
nota-se no relvado.
Contudo, no Bonfim comecei a ver mais daquilo que quero.
O 11 inicial foi perfeito.
Na equipa do Benfica quero ver um 4-3-3 em constante mutação
com um 4-2-3-1, com um 4-4-2, com um 4-2-4 e ate com um 3-3-4.
Quero ver um Semedo a dar profundidade na lateral, quero ver um Guedes em diagonais na direcção da baliza, quero ver um Samaris a controlar o meio-campo, com e sem bola, quero ver um Sanches a verticalizar o centro do terreno, quero ver um Gaitán a imaginar o jogo pela esquerda, quero um Luisão a comandar as tropas desde a defesa, quero ver um Mitroglou a dominar o centro do ataque e quero ver um Jonas a progredir o jogo colectivo da equipa, desde a linha de meio-campo até às redes adversárias, como um vagabundo a causar desequilíbrios de classe em cada zona do meio-campo adversário.
Quero ver um Semedo a dar profundidade na lateral, quero ver um Guedes em diagonais na direcção da baliza, quero ver um Samaris a controlar o meio-campo, com e sem bola, quero ver um Sanches a verticalizar o centro do terreno, quero ver um Gaitán a imaginar o jogo pela esquerda, quero um Luisão a comandar as tropas desde a defesa, quero ver um Mitroglou a dominar o centro do ataque e quero ver um Jonas a progredir o jogo colectivo da equipa, desde a linha de meio-campo até às redes adversárias, como um vagabundo a causar desequilíbrios de classe em cada zona do meio-campo adversário.
Com este plantel, o meu onze ideal seria: Júlio César, Nélson Semedo, Luisão,
Lisandro, André Almeida, Samaris, Renato Sanches, Salvio, Jonas, Nico e
Mitroglou.
Sem o Semedo colocaria o Almeida na direita e o Eliseu na esquerda; sem o
Luisão deslocava o Lisandro e fazia entrar o Jardel; sem o Salvio apostava numa
rotação entre o Guedes e o Pizzi.
Destaques individuais do momento:
O Lisandro, com minutos e confiança, começa a mostrar a sua qualidade. Não sei
se renderá tanto com o Luisão como rende com o Jardel.
O Renato Sanches é o achado do momento. O médio que faltava na pasmaceira que
era o jogo da equipa. O médio que o colectivo tanto necessitava.
O Guedes ainda não brilhou e está agora numa fase de menor rendimento. Já o
Pizzi, jogando com maior liberdade ofensiva, começa a mostrar aquilo que sempre
soube fazer.
O Eliseu está simplesmente péssimo.
O Samaris precisa de ter maior controlo emocional. Sinto-o ainda um pouco
perdido naquela posição. Não pode chegar tantas vezes atrasado aos lances nem
perder tantas bolas.
O Fejsa está numa má forma. O jogador que mais me tem desiludido esta época.
O Mitroglou é um excelente ponta de lança. Incompreensível as constantes trocas
com o Jiménez.
O Cristante e o Djuricic continuam a não poder entrar nas minhas análises.
A Supertaça e a Taça já foram, temo uma contagem de 4
derrotas nos 4 jogos com os rivais e estamos também a 8pts da liderança.
O mínimo exigível é que hoje se fique a 5, que se elimine o
Zenit e que sejamos Tricampeões.
Que hoje se junte à vitória uma boa exibição e maior
evolução. Só assim o Rui Vitória recupera margem de manobra.
Quero muito poder voltar a dar-lhe o benefício da dúvida.
Nota 1: Hoje contra o União é para repetir o 11 do Bonfim.
Nota 2: O sorteio da Champions não podia ter sido melhor. Os Oitavos serão
complicados, o Zenit tem muita qualidade, mas só nos posso considerar
favoritos. É para passar, sem desculpas.
Nota 3: O Rui Vitória não pode insistir tanto numa mentalidade de abordagem ao jogo condicionada pelo adversário.
(amanhã apresento a lista daquele que considero, no momento, ser o melhor núcleo de 15 jogadores no Benfica)
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