domingo, 30 de outubro de 2011

Com critérios me enganas

Longe vão os tempos em que as coisas se faziam às claras, sem quaisquer medos de alguma suspeita - era simples: toda a gente sabia que havia corrupção mas, uns, por beneficiarem com isso, aceitavam-na e outros, por nada poderem fazer, tentavam ultrapassá-la em campo, ingorando-a. Nesses idos anos, havia equipas inteiras do Porto a correr atrás de árbitros, defesas de Baía 5 metros fora da área, jornalistas violentamente agredidos em directo, enfim, toda uma panóplia de acontecimentos escabrosos que mancharam de forma indelével a imagem do campeonato português e, especificamente, de um clube que ficará para a História como um dos mais corruptos clubes que alguma vez existiu.

Actualmente, porém, com mais olhos a verem a vergonhosa falta de escrúpulos de corruptores e corrompidos, a estratégia é outra. Menos evidente embora igualmente eficaz. Passa pelos... critérios. Hoje em dia, Helton já não poderia defender, quase no meio-campo, bolas que vão para a baliza nem poderíamos ver Hulk, James e seus compinchas correr um campo inteiro atrás de um árbitro e decididamente não poderíamos observar jogadores do Porto a dar peitadas num dos juízes de partida sem ser imediatamente expulso (ah, espera... o ano passado vimos). 

Agora o que conta e faz toda a diferença entre ganhar ou perder campeonatos - entre pontuais descaradas decisões, que ainda vão existindo, de quando em quando - são os critérios. E o que são os critérios?, perguntam vocês, visivelmente curiosos e intrigados. Eu explico-vos: os critérios no futebol português resumem-se a um conceito simples: em caso de dúvida, decidir contra o Benfica; em caso de dúvida, decidir a favor do Porto. 

No espaço de uma semana assistimos à aplicação dos critérios que regem o futebol lusitano: abdico de falar no caso do golo de Walter porque esse nem sequer entra no exemplo dos "em caso de dúvida"; o golo mal legitimado de Walter existiu porque, com todas as palavrinhas, o fiscal de linha de Cosme Machado quis que o Porto marcasse um golo naquela altura. Apenas e só isto e nada mais. Os caso de dúvida são, para compreendermos bem os critérios que os árbitros aplicam em Portugal - e posteriormente os que comentam as arbitragens, que também seguem o princípio: se é caso de dúvida contra o Benfica, "compreende-se a decisão do fiscal, pois o lance é difícil de ajuízar", mesmo que a regra devesse ser a de favorecer o ataque; se é caso de dúvida a favor do Porto, "compreende-se a decisão do fiscal, pois, na dúvida, deve ser dado benefício ao ataque"; mesmo que o jogador esteja em fora-de-jogo - o golo de Hulk da semana passada e o golo de Cardozo desta. Eles apenas têm uma diferença: o de Hulk é irregular, o de Cardozo é legal. Mas um, o irregular, foi validado; o outro, o legal, foi anulado.

Outro "em caso de dúvida" é a chamada intensidade com que um jogador empurra outro dentro da área. No caso do Sporting, a semana passada, assistimos a um leve toque de um adversário sobre Van Nhónhó - resultado: penálti; esta semana, o mesmo movimento de um olhanense sobre Gaitán - resultado: não há nada. Não me entendam mal: acho que o lance de esta noite não foi penálti. O problema é que, por esse critério, o marcado a semana passada por suposta falta sobre Van Rover também não. 

Já o escrevi antes: num campeonato que promete ser disputado até ao fim, os golos poderão vir a ter uma importância fundamental. A APAF sabe disso e tem garantido até ao momento alguma vantagem na diferença entre sofridos e marcados a favor do Porto. Pelo sim, pelo não. A nós competir-nos-á ganharmos os nossos jogos. Contra golos mal anulados e critérios a favor dos outros. Ontem juntámos mais uns troféus ao pecúlio que vamos amealhando na época: um golo nosso mal anulado e uma bola que saiu de campo a dar golo adversário. Teremos, como há dois anos, de ganhar a adversários mas também a árbitros. Terá de ser à Benfica, o único grande clube português que nunca beneficiou de conluios com o regime fascista. 

Isto independentemente de Jesus continuar a sua saga de teimoso patológico (que um dia vai dar merda, como ontem podia ter dado) e de a equipa não ter jogado um caralho.



Assistências
Gaitán
6
Aimar
4
Saviola
3
Cardozo
2
Witsel
2
M. Pereira
2
Bruno César
1
Luisão
1
Nolito
1
R. Amorim
1



Golos
Cardozo
9
Nolito
8
Bruno César
6
Saviola
3
Rodrigo
3
Witsel
2
Gaitán
2
Luisão
2
Aimar
1

24 comentários:

lawrence disse...

Ora sem tirar nem pôr!!!!

All those years ago disse...

Subscrevo tudo o que diz, mas deixo uma ressalva. Caso o Benfica ganhe na Luz, ao FCP, ou empate 0-0 ou 1-1, os golos não servem para nada. O desempate far-se-ia para o Benfica.

Saudações benfiquistas

Alberto de Carteado Malheiro

Anónimo disse...

Não jogou "um caralho"? Viu a 1ªparte?

Rui disse...

Completamente de acordo até ao último parágrafo. Concordo que a atitude tem de ser diferente depois do 2-0, porque 2-0, com 78 minutos para jogar, dá sempre margem para um golo colocar as coisas em risco. A equipa reclinou-se confortavelmente nos 2-0, quer na defesa, quer em termos de atitude atacante e foi mais difícil retomar a postura inicial, depois do 2-1 (onde o burro do Emerson também deixou que se cruzasse sem oposição e o resto da defesa ainda estava toda no balneário).

O roubo do 3-1 foi cirúrgico. Por isso não nos podemos pôr a jeito. Eu, por mim, desde que carimbemos o apuramento para os oitavos na 4a. e aviemos os afilhados dos corruptos no domingo (que, esses sim, não jogaram a ponta dum chavelho), vou ser muito compreensivo, à posteriori, com a atitude mais molenga de ontem :).

Pedro disse...

Ainda bem que só disseste " a equipa não ter jogado um caralho" no final do texto pq senão acho que já não conseguia ler mais nada e perdia mais um fabuloso post.

Foda-se Ricardo, não jogámos um caralho???? Tu consegues dizer isso? Tu??? Foda-se...é por isto q não damos aquele passo necessário para atingirmos patamares mais altos.

Foda-se Ricardo: jogámos à BRAVA!!! A primeira parte então foi fabulosa. A segunda só pecou pela falta de reacção mais enérgica ao golo sofrido e, mesmo assim, com o golo de Tacuara tudo seria diferente.

Foda-se...estava à espera q os mecos do café q percebem tanto de bola como os portistas de honestidade dissessem tal coisa, agora tu? Assim não há esperança...

A.A. disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
Manuel disse...

Totalmente de acordo. Em desacordo o "... um caralho" em relação à 1ª parte.

SLB4EVER disse...

São os critérios necessários para criar o mito de que os curruptos são os maiores e que é uma equipa invencível.
Não concordo quando dizes um dos mais curruptos, são mesmo os mais curruptos em todo o mundo, esse título ninguém lhes tira.
Enquanto não houver uma limpeza nestes apitadores a começar pelo seu submisso e manhoso chefe isto não muda.
O Cardozo é o 2º golo limpo que lhe é anulado ou é impressão minha? Tá visto que o homem não pode ser o melhor marcador, querem reservar isso para alguém do grémio do alterne á custa de penalties da tanga e de golos em fora de jogo.

A 1ª parte jogámos como o crl, a 2ª não jogámos um crl!
O 442 da segunda tem tudo para dar merda um dia destes, mas o JJ continua a insistir, se não for feliz devido a persistir no que não resulta a culpa é toda dele!

LDP disse...

Sim, é o segundo golo limpo anulado em tres semanas. O outro tinha sido contra o Paços.
Quando poderiamos ter acabado o jogo a ganhar 3-1, se o remate final do Olhanense entra (obrigado Luisao) e a coisa acaba com 2-2 irìamos ter bronca da grossa.

Ricardo, para mim é mais penalty o agarrao no ombro e duplo toque nas pernas sobre o Rodrigo à meia hora de jogo do que esse lance do Gaitàn.

A bola fora antes do golo algarvio é bem esgalhada. Sinceramente parece fora e hà pessoal sentado nas bancadas que se manifesta, mas hà imagens a partir da linha de fundo para esclarecer a coisa?

Constantino disse...

Caro Ricardo,

Tudo certo no texto. acho é piada a quem diz que "é uma estupidez escrever que não jogamos um caralho"... realmente nos ultimos anos o grau de exigencia baixou muito no seio dos adeptos do SLB. Um jogo tem 90 minutos, não tem 15. Quem joga 15 minutos e depois descansa o resto, habilita-se a dissabores. A "grande exibição" do SLB nos primeiros 45 minutos resultou em 5 remates... o olhanense teve sorte em não sofrer 10 golos na 1ª parte, porque aqueles 5 remates... foram perigosissimos.

Merecemos ganhar? Sem duvida. JOgamos bem? Claro que não. E já vamos em 2 jogos seguidos a jogar abaixo do minimo exigivel....

Abraço.

Ricardo disse...

Uma adenda ao post, já que muita gente saiu indignada (especialmente tu, Pedro): quando digo que a equipa não jogou um caralho é pela análise que faço ao jogo no seu todo. Não me bastam uns 20 minutos em bom plano, mais pressionantes e intensos que propriamente a fazer um futebol fabuloso, para dizer que a equipa esteve muito bem.

Se a juntar a esse escasso tempo de futebol, tiver a forma arrogante e displicente com que quase toda a equipa jogou durante meia-hora concluo de forma simples: não jogámos um caralho.

Mais: nunca jogaremos um caralho com uma equipa partida em dois blocos. Mas o Jesus persiste e persiste. Ainda por cima sem Javi, que é quem equilibra e mantém a equipa, mesmo em 442, minimamente organizada e unida nos sectores, com um lateral-esquerdo que a cada jogo que passa fica pior (a juntar à falta de qualidade agora vem a condição psicológica que está em baixo e o força a cometer erros cada vez mais estúpidos) e dois extremos que pura e simplesmente não querem saber - ontem até mais César do que o Nico.

Não jogámos um caralho. E pusemo-nos a jeito para perder pontos. Como aconteceu em Barcelos (e aí perdemo-los mesmo). Como aconteceu em Aveiro. Como acontecerá no futuro, se insistirmos nas mesmas ideias. Tácticas e de forma de encarar os adversários. E isso, por mais que ele descarregue nos jogadores no final do jogo, é culpa do treinador.


Mas o post é sobre critérios.

Ricardo disse...

Pronto, era isto. Se tivesse esperado uns minutos, podia citar o Constantino. É exactamente isso, Constantino. Abraço.

SLB4EVER disse...

Caro Ricardo

'E isso, por mais que ele descarregue nos jogadores no final do jogo, é culpa do treinador.'

Isto é realmente o que me chateou mais, depois do jogo na conferencia de imprensa ainda tem aquelas saídas, pura e simplestmente lava as mãos do que se passou. Não compreendo nem aceito que no SLB um treinador se possa deresponsabilizar desta maneira e que nunca assuma os seus erros ou tão pouco queira mudar para o que é melhor para a equipa.
Estas teimosias do JJ são como uma equipa de f1 andar a testar a melhor afinação para o carro nos treinos e na corrida escolher aquela que resultou em piores tempos e vir depois criticar o piloto por um mau desempenho.

E qual é a necessidade de vir dizer que não se lembra da última vez que perdeu? É que eu ainda tenho bem presente a maneira como perdeu duas eliminatórias em que estava em vantagem, é sinal que a ele não lhe doeu nada.

Não quero continuar a bater no ceguinho, mas com os critérios dos apitadores vendidos vamos precisar de uma treinador com critério e que não facilite para ser campeões.

Pedro disse...

Pois...eu não acho que tenhamos jogado bem apenas 15 minutos...lá está a maioria dos benfiquistas persiste na ideia que temos q estar sempre a jogar a 200 à hora, a carregar em cima do adversário à procura do 5 a 0...marcámos dois e fizemos gestão de jogo de forma muito inteligente. Os primeiros 45 minutos foram fabulosos. Não foram apenas 15 ou 20. E os segundos 45 só pecaram pela não reacção enérgica ao golo sofrido mas, repito, mesmo assim foi o suficiente para marcar e voltar a ter uma vantagem tranquila. O árbitro é q não deixou.

Não há qqr necessidade em estar em alta rotação durante 90 minutos com o jogo na mão. É um desgaste completamente desnecessário e quarta feira há um jogo importante. É bom q os benfiquistas percebam isso de uma vez por todas.

Eu tb prefiro outra táctica e já deixei isso bem claro.

Constantino disse...

Pedro,

Se me permites intrometer na conversa, pessoalmente o que mais me desagradou ontem foi a atitude. Aborrece-me jogar mal, mas falta de atitude deixa-me piurso. Por exemplo, em aveira jogamos mal mas houve atitude, houve mérito do adversario e ganhamos com suor. Ontem isso não aconteceu. Ganhamos justamente, sem duvida, mas tinhamos obrigação de fazer um pouquinho mais e esse pouquinho mais não era a 200 à hora. Porque uma coisa é baixar ritmo e outra coisa é baixar concentração. O ritmo não pode ser smepre a 200 mas a concentraçao exige-se que seja sempre a 300.

Abraço.

Bcool973 disse...

Caríssimos, mérito ao Faquirá que mexeu na equipa e teve a sorte (ajuda do fiscal?) de marcar logo no início da segunda parte. Apesar de o Aimar ter estado desinspirado, a entrada do witsel que não ocupou os mesmos espaços, seja porque o olhanense mudou, seja porque não está habituado no Benfica a jogar tão à frente, seja porque também não estava inspirado, a equipa ficou mais partida porque os médios que deveriam assegurar a ligação, quer os médios centro, quer os laterais, correram pouco. Aliás a entrada do nolito criou logo dificuldades ao olhanense porque o nolito jogou com muito mais intensidade que o gaitán fez desde a meia hora de jogo. Quanto ao facto do Benfica ter jogado pouco, acho que a facilidade com que se chegou aos 2-0 iludiu a equipa e levou-a a descansar com o pensamento no basileia. O golo do olhanense, estando o Benfica sem o Aimar em campo, ou seja, sem quem pegasse no jogo, aliado ao crescimento psicológico do olhanense, impediu que houvesse uma melhor resposta. A ter sido validado o golo do Cardozo, após a entrada do Nolito, penso que olhanense iria cair e o Benfica iria subir como fez contra o Paços.
Acho que a questão do 442 é uma falsa questão como se viu no início. Acho grave que não haja substituto para o Javi, será que a solução passará pelo Amorim, pois não passa pelo Matic apesar das declarações do Jesus. Acho grave continuarmos a jogar com um cepo descerebrado, apesar de ter sido um dos melhores jogos dele, sem testar uma solução para o Basel. Acho que não há alternativa para o Maxi, pois o essencial do modelo de jogo do Benfica passa por laterais ofensivos que se incorporem no ataque, algo que o Miguel Vitor não faz e que o amorim faz de uma forma muito peculiar. Acho que sem o Cardozo em campo, o Benfica perde capacidade aérea no ataque ficando completamente limitado às bolas paradas. Esses são os pecados que me preocupam e não o 442 vs o 4231, pois qualquer que seja o sistema com bons jogadores e empenhados funciona com todaa a certeza.

pitons na boca disse...

"Acho que a questão do 442 é uma falsa questão como se viu no início."

(apesar de não concordar com algumas considerações que fazes a seguir)
BINGO!

Ricardo disse...

A questão do 442 é falsa se estivermos a falar de um 442 equilibrado, com um jogador mais "colectivo" numa das alas. Se for este que o Jesus apresenta, não é uma falsa questão, é toda a questão. Ou quase. O resto da questão prendeu-se neste jogo com falta de atitude competitiva.

E há várias opções para o lugar de interior num 442 espécie de losango: Matic e Simão para a esquerda; Witsel e Amorim para a direita. É só escolher.

Bcool973 disse...

ricardo, a questão é que o gordo devia ter feito o discurso ao espelho ao intervalo para não termos jogado tão pouco. os sistemas dependem do que os jogadores fazem deles. Na primeira época em que o saviola estava em forma, ele próprio baixava para o meio campo quando a equipa estava sem bola e procurava os espaços entre linhas quando a equipa atacava e apesar da maria pouco defender, com o ramires e o javi à frente da defesa a equipa estava mais compacta, mas o que fazia verdadeiramente a diferença era o poder ofensivo da equipa e isto estava ligado não só à fabulosa ala esquerda, mas essencialmente devido à movimentação do saviola. com um avançado que baixe para o meio campo e permita ao 10 descer para a posição 8, ficas com um 4231 a defender, mantendo o 442, porque na verdade o mais importante são as movimentações. Importante também era retirar o emerson, mas isso é algo que não vai acontecer a não ser por castigo e provocar adaptações com esta de meter o maxi à esquerda e o amorim à direita. Esperemos que ganhemos na quarta, pois isso é o mais importante e não aquele calhau com olhos que por lá anda

SLB4EVER disse...

BCool eu dou mérito ao Fáquira, o problema é que houve tb desmérito do JJ que não soube reagir ás boas mexidas do seu oponente, recuso-me a olhar só para um lado e atribuir as culpas só aos jogadores.
Isto piora ainda porque embora se tivesse jogado sempre em 442, na 2ª parte passou-se para uma abordagem mais clássica do mesmo e deixou de existir o futebol ligado e esmagador da 1º parte.
O Gaitán e o B.César não são nem nunca irão ser médios ala, talvez qd se perca pontos faça sentido, mas pronto tudo bem continuem a acreditar na virgem....
O Di ñ defendia? Pois realmente viu-se a diferença entre o Coentrão ter o Di ou o Gaitán a frente.
E desculpa mas não acredito que acredites que a escolha do modelo tactico base não importe ou que as caracteristicas dos jogadores á disposição não influenciem na escolha e rendimento da equipa.

Bcool973 disse...

SLB4EVER penso não me ter explicado bem. Com o plantel que o Benfica tem, se os jogadores derem 100 % durante os 90 minutos, ou os que o árbitro entender, seja em 442 ou 4231, é indiferente o sistema que se utilize com excepção de talvez braga, sporting e porto, dada a diferença de qualidade de valores. Sim, nem o gaitán nem o césar são alas, mas como o jesus os põe nessas posições, tem que ajudar os laterais quando o benfica não tem a bola e não é só nos jogos da liga dos campeões ou contra o porto, tem que ser em todos os jogos. Não, o dimaria praticamente não defendia, mas o Fábio tinha o apoio do Javi, porque podia bascular sabendo que o ramires lhe ocupava as costas. a difernça entre o coentrão e o emerson é colossal, quer em termos de velocidade, quer de qualidade, quer de inteligência. Mais, um jogador é tanto mais valioso quanto mais se adaptar a novas tarefas, aliás olha o que o Mourinho quer do Coentrão e olha o que ele fazia no Benfica. Não basta ser bom, tem que se ter atitude durante os 90 minutos. Se calhar o Jesus não foi capaz de reagir às movimentações do Faquirá, em especial porque o witsel na segunda parte não fez o que o aimar faz, jogou mais atrás e o rodrigo não recuou para jogar entre linhas transformando o 442, no 4231, como o saviola o fez n vezes na primeira época, mas o facto de os jogadores estarem com os cornos no basileia não facilitou a vida ao jesus, aliás o discurso do bruno césar é elucidativo no final do jogo

LDP disse...

Em alguns pontos concordo com o que a maioria disse aqui, noutros discordo.

Sei que soa a caquético o que direi a seguir, pois nem eu gosto da teoria dos "ses", mas...se pela segunda vez esta época nao temos um golo limpo anulado? Ganharìamos 3-1? Talvez mais...Falar-se-ia em goleada ou quase. Louvar-se-ia o Benfica que "mesmo sem carregar no acelerador" bateu mais uma equipa no seu estàdio. Aplaudir-se-ia Cardozo, que mais um golo teria marcado. Mencionar-se-ia a inteligencia de Jesus que mudando alguns homens bateu uma equipa "chata" e ainda poupou forças para a Champions, e agora a meta é chegar aos vinte jogos sem perder...e outras coisas mais.

Como o Ricardo diz, a questao dos "critérios" é mais profunda do que aparenta e muda de sobremaneira as coisas...entre a realidade natural das coisas e a realidade alternativa, esta, criada pela falta de vergonha da maioria dos àrbitros.

Tivemos uma atitude fraca no jogo, principalmente depois do intervalo. Corroboro em absoluto! Mas nao podemos esquecer que em quase todos os jogos tantas e tantas situaçoes sao "filtradas" por àrbitros que sabem bem o que fazem e o seu porque. Este foi mais um.

Bcool973 disse...

Se há jogos em que considero que os árbitros estiveram mal, acho que no jogo de sábado, o fiscal esteve mal num lance difícil e o árbitro esteve mal em não amarelar o lagarto capitão do olhanense pelas constantes faltas feitas, porque à excepção disso acho que foi um jogo tranquilo. Quanto à comparação com o homem de cabeçudos não me parece justa, porque aí a arbitragem foi muito tendenciosa, não só pelos claros erros dos fiscais como por muitas faltas a meio do campo

LDP disse...

Bcool, foi um jogo tranquilo. Absolutamente.

Mas hà diferenças entre alcançar o 3-1 num determinado momento do jogo e possivelmente partir para um resultado que nao fosse a margem minima. Ou porque a equipa e publico se galvanizam, ou o adversàrio quebra, ou ambas...Hà diferenças entre isto e acabar com 2-1 sendo que Luisao salvou a pàtria a 10 segundos do final.

E porque é que acabàmos com o credo na boca? Mais por culpa de mais um golo limpo anulado do que pelo que o Olhanense fez ou nòs nao fizemos.
Noutros estàdios fumam-se uns quantos schaars e depois é ve-los a cair que nem tordos, noutros ainda é aos dois golos em fora de jogo por noite e se for preciso agarram-se os calçoes do adversàrio que a falta serà a favor do infractor e marca-se mais um.

Desde hà semanas que sò se ouvem tòtòs a encher a boca com os tres penalties do Benfica, mas o porto tem 3 golos marcados pelo àrbitro num sò jogo e os sportinguistas calam-se. A maioria pelo menos.

Divaguei.

Hà dois anos um Benfica épico sò conseguiu ser campeao a 30 minutos do final do campeonato.
Este ano teremos de ser ainda melhores pois o pomar do norte anda a exportar fruta em quantidades que vao para là das normas da uniao europeia.
Jogàmos aquilo que foi preciso, poupàmos energia e a meta dos 20 jogos sem perder està cada vez mais pròxima.
O resultado final nao espelha aquilo que se passou em campo. Pois eu vi o Benfica marcar tres golos e nenhum foi porque o àrbitro se desmarcou mais ràpido que os defesas adversàrios.