quinta-feira, 21 de novembro de 2013

De volta ao campeonato



Após três infindáveis semanas de interregno, está de volta a principal competição de clubes em Portugal. A próxima jornada traz-nos um embate complicado, mas que não podemos deixar de vencer, apesar de todas as vicissitudes.

O jogo com o Sp. Braga será o primeiro de uma serie de jogos complicados e que definirão muito do que será a época do Benfica. Entramos numa fase em que não podemos perder mais pontos para o líder actual e assim recebe-lo em casa no mês de Janeiro, no mínimo, com hipóteses de os alcançar na liderança do campeonato, sendo nesta altura também que se disputam as jornadas decisivas da 1ª fase da Liga dos Campeões e que definirá a nossa continuidade na prova ou a saída para a Liga Europa ou mesmo a saída por completo das competições da UEFA. A tudo isto se junta o castigo de 30 dias imposto ao nosso treinador.

Por tudo isto, considero fundamental vencer o jogo do próximo fim-de-semana e assim dar o melhor início possível a este ciclo difícil e decisivo, sendo certo que melhor que ninguém, jogadores e equipa técnica estarão cientes da importância do próximo jogo.

Ao contrário do que a classificação e mais recentes resultados dos bracarenses possa evidenciar, o jogo com os minhotos reveste-se de um elevado grau de dificuldade. Essa dificuldade aparece associada à qualidade do adversário, mas também às contrariedades que sofremos durante esta paragem de campeonato.

Começou com a lesão de Ruben Amorim e com tudo o que ela implica, ou seja, a perda de um dos jogadores em melhor forma no plantel, mas essencialmente pela ameaça de retrocesso táctico que Jorge Jesus pode impor face a esta ausência. Logo após o jogo com o Sporting e a subsequente lesão do médio Português, aqui escrevi não ver motivos para alterar a alteração, se é que assim se pode dizer. A mudança táctica operada por Jorge Jesus com a inclusão de mais um médio – Ruben Amorim – em detrimento de um avançado, trouxe-nos equilíbrio e domínio sobre os adversários e sobre nós próprios, aspectos que considero importantes para os jogos que se avizinham.

As dificuldades continuaram com o conhecimento do castigo aplicado a Jorge Jesus pelos incidentes ocorridos no final do jogo em Guimarães. Quer queiramos quer não, ter o líder no relvado será necessariamente diferente de ter “apenas” o seu adjunto. Há quem diga que será benéfico para a equipa não ter JJ no banco, pela pressão psicológica constante que o treinador coloca sobre os jogadores, há os que afirmam ser prejudicial, pois os jogadores já se encontram habituados a essa mesma pressão e necessitam dela para se manterem concentrados ao longo do jogo e há ainda quem diga que será indiferente por via do conhecimento profundo das ideias do treinador que existe nos jogadores. Pela minha parte, considero que indiferente não será, tendendo eu para considerar que será negativo para a equipa, caso contrário a figura do treinador, do líder, no banco de suplentes tornar-se-ia inócua e não vemos nenhum treinador de topo a optar por não se sentar no banco de suplentes durante os jogos, mas como em (quase) tudo no futebol, os resultados dirão se esta ausência é/foi ou não benéfica para a equipa.

Esta ausência vai ainda permitir-nos avaliar se a equipa precisa de todas aquelas exibições de loucura e descontrolo por parte do seu treinador ao longo da linha lateral para vencer ou, por outro lado, se todo esse folclore é absolutamente dispensável para as vitórias. Mais uma vez encontro um meio-termo, ou seja, nem são necessárias todas as “pantominices” que JJ exibe para que a equipa ganhe, mas a ausência das suas correcções tácticas ao longo do jogo também não serão aconselháveis.

Focando-me apenas no adversário, encontro no Braga um adversário longe do seu melhor futebol dos últimos anos, mas nem por isso menos “respeitável”. Considero que têm um plantel fraco e com lacunas graves com os farão ter um desempenho substancialmente mais fraco ao longo da época do que aquilo que nos têm habituado, no entanto, têm qualidade para num só jogo nos criarem problemas. Penso que a principal virtude ofensiva da equipa reside no seu jogo interior, uma vez que Alan já não apresenta a velocidade e explosão dos seus melhores anos e Rafa (habitualmente utilizado na faixa esquerda) não é um ala de raiz, tendo sempre tendência para explorar diagonais e o espaço que possa existir entre as costas dos médios interiores e os centrais. Por aqui reforço a importância de se manter o sistema composto por 3 médios, para que Matic não saia tanto da posição e assim não abra espaço nas suas costas, sendo que deverá ser dada liberdade aos laterais para explorarem a profundidade, uma vez que dificilmente Rafa ou Alan conseguirão explorar o espaço deixado vago nas suas costas, ainda assim é de precaver os cruzamentos de Alan que mesmo sem “ganhar a linha de fundo” cruza muito e bem de longe.

No meio campo a principal unidade criativa é, habitualmente, Ruben Micael, um jogador completamente fora de forma e com claras dificuldades em romper e criar jogo pela zona central quando enfrenta adversários com um meio-campo compacto, mas que pode brilhar quando se lhe é dado espaço, sendo esta mais uma razão para a manutenção dos três médios no 11 inicial.

No sector mais recuado, considero Nuno André Coelho o “elo mais fraco” de todo o sector, principalmente quando exposto a solicitações no espaço. Nesse sentido, e porque Cardozo não é o homem certo para receber passes em profundidade e Gaitan gosta de movimentos com bola e não de busca da mesma no espaço, parecer-me-ia interessante que Markovic procurasse movimentos de rotura entre o lateral e o central na busca do tal espaço nas costas do central Português, sendo este o único argumento que vejo ser favorável a um 4-4-2, mas que no 4-3-3 idealizado por JJ em que o sérvio tem liberdade total de movimentos, também é exequível.

9 comentários:

Anónimo disse...

É engraçado como o discurso vai mudando?
Sempre ouvi dizer que é mais fácil apanhar um mentiroso do que um coxo.

Anónimo disse...

É engraçado como o discurso vai mudando?
Sempre ouvi dizer que é mais fácil apanhar um mentiroso do que um coxo.

Anónimo disse...

É engraçado como o discurso vai mudando?
Sempre ouvi dizer que é mais fácil apanhar um mentiroso do que um coxo.

José Moreira disse...

Se não for pedir muito esforço, e para que todos fiquemos esclarecidos, esclareça sobre o mentiroso e a mentira.

Luis disse...

Boa análise.
Espero um 4-3-3 com Matic Enzo e Djuricic, Marko Gaitán e Cardozo :)

Anónimo disse...

Teria que mandar reparar muitos espelhos.
Olha para os de casa

José Moreira disse...

Que o mentiroso seria eu, já desconfiava, mas continuo sem entender a mentira...

Anónimo disse...

Pois não!

Os mentirosos nunca entendem as suas próprias mentiras.

Porque se as entendessem,nunca seriam nentirosos,











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José Moreira disse...

repito o que já te disse, podias ser muita coisa, mas consegues ser apenas um triste!