terça-feira, 29 de junho de 2010

No final...

Lerpámos com dignidade.
A diferença era palpável, e em termos de plantel a Espanha está mt melhor servida, mas o jogo até certo ponto foi conseguido.
Jogadores e treinador surpreenderam-me pela positiva.
Bem, o Queiroz só até certo ponto...há melhores, há muitos bem melhores, não são assim tão difíceis de encontrar.

Uma ultima pergunta? O danny, é o quê?
Faço daqui um desafio: algum de vocês, por essa blogosfera fora, é capaz de pôr um link do youtube com algo de minimamente positivo que ele tenha feito neste mundial? Apenas peço UMA boa jogada, UMA boa iniciativa. Existe?

Ao intervalo...

Estou orgulhoso. Grande resposta! Não estava à espera...

Só mais uma coisinha:

Eu tirava o Cristiano Ronaldo. Não interessa por quem; que jogo de merda!
Aliás, fica a pergunta, é ele que decide jogar como um idiota ou é o Queiroz que dá as instruções? Não percebo, o animal nao faz isto com Real, nem em mais sítio nenhum...

ESTARÁ O QUEIROZ CONTENTE COM O FACTO DE TER UM JOGADOR EM CAMPO QUE LIXA TODAS AS JOGADAS EM QUE PARTICIPA?? ANTES DO NOME VEM O FUTEBOL!!

quarta-feira, 23 de junho de 2010

O jogo impossível

Quando somos crianças, há em nós imaginação e bizarria suficientes para sempre buscarmos o mais improvável dos acontecimentos, mesmo que seja só na nossa cabeça. Uma das coisas que eu gostava de pensar era em jogos intermináveis. Mal acabava um prolongamento, perguntava ao meu Pai: "isto pode não acabar, não é?" e deliciava-me a ideia de duas equipas ficarem a marcar penalties durante um mês.
No ténis, também é possível querermos que dois bípedes morram em campo estoirados de jogar. Basta que cheguem ao 5º set empatados. Depois é esperar que se mantenham equilibrados até ao fim e esperar que a partir do 6-6 eles nunca mais abandonem o campo pelo menos durante uma semana. Sempre que o jogo chega a este ponto, sobe-me um desejo cruel de ver mais horas e horas de dois jogadores arrasados, caindo, tropeçando nos jogos, um atrás do outro, fazendo subir o placard para números impossíveis. Mas nunca me fazem a vontade. Ora, hoje fizeram. Cumpri um sonho de criança. Nicolas Mahut e John Isner fizeram o jogo dos jogos, a História do Ténis mudou. Se não viram, tenho pena, eu vi, invejem-me se quiserem.
Nada mais nada menos do que isto:
Mahut - 4 6 7 6
Isner - 6 3 6 7
O 5º set, é isso que querem saber, não é?
Pois deliciem-se:
59-59!!!!*
Brutal.
A partir dos 25-25, acreditem, os gajos começaram a querer que aquilo acabasse. Via-se nas caras deles a vontade, a suprema vontade, de que aquilo acabasse de vez. O cansaço, físico mas principalmente mental, era tanto que eles já não esboçavam reacção, parecia que estavam em piloto automático, jogo atrás de jogo, hora atrás de hora. Por outro lado, o desejo animal de não querer de maneira nenhuma perder aquele jogo. Eles sabiam que o que passar não vai ter capacidade de recuperação para a próxima eliminatória mas ali já não era ganhar o Wimbledon que estava em causa, era mais importante do que isso: ganhar o jogo mais longo de sempre da História do Ténis!
O campo, que é um dos MUITO secundaríssimos, começou a encher, a encher, gente de todo o lado, amontoada uma sobre a outra, chegava ao court nº18. Quando o árbitro, acabado um jogo, dizia 42-42 as pessoas riam-se, os comentadores em euforia por estarem a comentar um momento único na História do Desporto, eu (e imagino todos os que estavam a ver pela net, televisão, ao vivo) em suspenso, a querer mais, muito mais. Eu não tenho a certeza se eles ainda lá não estão.
Obrigado, Mahut. Obrigado, Isner. Obrigado, Ténis. A criança em mim ri desvairadamente de todos os adultos deste mundo.
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* O jogo continua amanhã. Vai em 10 horas. Já se fizeram 192 ases (Isner 98; Mahut 94) e 651 winners (Isner 333; Mahut 318).

segunda-feira, 21 de junho de 2010

O bom futebol, viram-no por aí ou não?

Até agora, uma merda. O cabrão do Mourinho é tão bom que condicionou o Mundial, conspurcou-o do princípio ao fim quando enviou as tropas milanesas fazerem o mais horrível e simultaneamente mais belo (e isto é que choca, de tão bom que ele é, porque só ele é capaz de pôr uma equipa a jogar maravilhosamente mal) espectáculo de bola para o Nou Camp, naquele jogo que já passou para os anais da História do Futebol como o dia em que uma equipa infinitamente melhor foi obrigada a fazer uma jogada de oitenta e tal minutos para marcar um golo. E não importa se à sua disposição os treinadores de muitas equipas neste Mundial não têm Milito, Cambiasso, Zanetti, Eto´o, Stankovic ou Thiago Motta (a propósito, não querem naturalizar este grande anti-jogadorzaço?); eles não querem saber, a fórmula foi encontrada e não há quem os detenha. Não importa que eles nem saibam qual a táctica que procuram usar nem quais os movimentos que devem obrigar os seus jogadores a fazer. De alguma forma, de uma estranha e bizarra forma, os treinadores deste mundo viram naquele jogo de Barcelona o escape possível (o único?) para todas as suas frustrações e paneleirices. Mourinho está no Mundial mais do que Ronaldo, infinitamente mais do que Ronaldo!, está mais do que Messi, mais do que Iniesta, caramba, o Mourinho está no Mundial mais do que o som horrível de 100.000 vuvuzelas aos guinchos!
Por isso tratem lá de rodar a bolinha, hoje. Metê-la no chão, variar o flanco, puxar os coreanos para zonas de pressão e contra-atacá-los como se na baliza estivesse o silêncio de um estádio sem vuvuzelas (oh visão paradisíaca!). Tratem de os pressionar logo quando eles saem a jogar, sem os deixar respirar, sem os deixar abrir aqueles olhinhos enviesados que eles têm e espetar-lhes um, dois, três, quatro regimes democráticos naqueles cornos para ver se lhes sabe a liberdade.
E muito cuidado com o Mourinho.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Se beberes, não vuvuzeles.

Hoje acordei de um terrível pesadelo: uma vuvuzela, entre sons estridentes de elefantes em orgasmos, gritava-me ao ouvido. A princípio, meio ensonado, julguei que a vuvuzela que eu ouvira era produto de uma imaginação escorrida de tanto jogo mundialista que andava a ver. Mas não. Era uma vuvuzela à portuguesa! A cheirar a bafo de farinheira e chouriço assado! Com resquícios de sardinha e lábios de mosto! Com bedum bafiento nascido da mistura de peixe com toucinho, de vinho com aguardente! Não estive de modas: acerquei-me da janela, em posição de ataque, protegendo-me devidamente com cotonetes XXL nos ouvidos, e disparei um "Vai prá puta que te pariu ó meu cabrão do caralho!". O homem, compreensivelmente embriagado, achou o meu linguajar bastante ofensivo e não esteve de modas: "Eu vuvuzelo as vezes que eu quiser, pá!". Foi este "pá" no fim de tão grande eloquente afirmação que me pôs os vuvuzelos em brasa, logo, não estando de modas mas sem modos, enfiei-lhe com método certeiro a vuvuzela por entre as curvas do cerebelo.
E não é que a vuvuzela, feita funil fétido, disparou uma chuva de merda?

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Argentina

No dia em que começa o Mundial, e antes que a bola role nos relvados da África do Sul, venho cá dizer-vos que para mim o campeão será a Argentina*. Tem tudo: capacidade individual acima da média, jogadores muito fortes colectivamente e com uma experiência internacional enorme, tem sede de vitórias e tem um treinador que tem um pacto divino. Com Deus e com o Diabo.

Está escrito nas estrelas que o Maradona vai treinar uma Argentina campeã do Mundo. Não se cansem mais. Sigam o caminho traçado e desfrutem. Bom Mundial para todos!

* Quem quiser discordar e meter dinheiro ao barulho, força. Estamos cá para uma bwin privada.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Empataram, foi? Não interessa. Eu este ano nem vou ver o Mundial!

O povo português é estúpido. Visceral, boçal e geneticamente estúpido. É capaz de cometer actos contra os seus próprios desejos na desesperada tentativa de não sofrer uma desilusão, de não perder a razão, com medo de que os outros (esquecendo-se que os outros não existem, porque todos são povo e, por isso, todos estúpidos) lhe apontem o dedo por uma decisão, uma crença, uma vontade que se verificou errada.
Sentado num bar, uísque de um lado, média do outro, cigarro a fumegar, eu olhava para um plasma que me mostrava cabo-verdianos a trocarem a bola ao som de "olés" vindos da bancada dos... portugueses. Podia ser a mistura de bebidas a provocar aquela alucinação mas, não, felizmente o uísquezinho aguenta-se bem sozinho, nunca se imiscuindo com sumos de cevada, e portanto aquilo que eu estava a ver na televisão era o que de facto, e inequivocamente!, estava a acontecer. Ora, isto é de uma boçalidade, de uma estupidez, de uma falta de amor e de conhecimento de futebol, isto é... parvo. É isto, é parvo, não há como dizê-lo de forma mais rigorosa. Um povo que enche um estádio pronto a assobiar a sua própria equipa se ela chegar ao intervalo empatada com Cabo Verde é um povo que não merece ser povo não merece ser nada. Merece ser o que é: um conjunto de atrasados mentais.
Mas esta atitude não é só do povo, também é de quem disto faz vida: jornalistas, opinadeiros, reporteiros, e muitos eiros que no fundo, e nem é preciso vasculhar muito, povo são. A ideia generalizada por aí é que a única dúvida que existe para o Mundial está consubstanciada na pergunta: "quantos é que levamos do Brasil?". Ora, isto é jornalismo de qualidade, é investigação, é imparcialidade, é conhecimento futebolístico como raras vezes vimos ou ouvimos a alguém. É que, se já tinham todos a certeza de que Portugal ia fazer má figura à África do Sul, agora as provas são inequívocas, bizarra e absurdamente comprometedoras: empatámos com Cabo-Verde num jogo de preparação! Que heresia! Que humilhação! Que desnorte!
Esta atitude é de um povo estúpido. Primeiro, porque não é minimamente fundamentada, apenas regendo-se por critérios fúteis, ignorantes e que não se coadunam com o que é uma natural preparação para um Mundial, onde muitas vezes interessa descobrir soluções, inventar recursos, explorar uns em detrimento de outros, com os jogadores com cargas de treino muitas vezes exageradas para os jogos em questão, na tentativa de que cheguem ao primeiro jogo oficial na máxima força. Depois, porque toda a gente que vê um jogo de Portugal, por mais que diga que só vê porque gosta de os ver perder, quer que Portugal ganhe. É uma coisa intrínseca, nossa, instintiva. Portugal é o nosso país, gostamos que faça boa figura, porque, sim, nós podemos dizer mal, humilhar os nossas, assobiá-los, mas não ponham os outros a fazer o nosso trabalho; aí, ai Jesus que vamos todos para cima deles, ganhamos brio, orgulho, sobe-nos uma chama por entre o peito e se for preciso empurramos os jogadores para a vitória, para a conquista, para os Descobrimentos!
É isto Portugal. É isto este povo. Da depressão à auto-flagelação ao orgulho exuberante. De um dia para o outro. De um segundo para o outro. Basta um golão do Ronaldo, uma bicicleta do Nani, de uma correria do Coentrão e logo a questão será:
"quantos é que o Brasil vai levar?"

domingo, 23 de maio de 2010

A equipa do campeonato

Andei a ler uns blogues e parece que está na moda fazerem-se listas sobre a melhor equipa do campeonato. Ora, nós no Ontem vi-te no Estádio da Luz temos alguma aversão às coisas comuns e muito difundidas (chamem-lhe parvoíce, se quiserem, e é) e portanto pensei logo em não fazer a minha melhor equipa do campeonato. Uma espécie de amuo: "ah vocês fazem todos isso, é? Então eu não faço!". Mas depois perguntei-me se fazia algum sentido amuar para mim próprio e para mais dois ou três que de vez em quando (muito de vez em quando) passam por esta taberna em busca de bebedeiras pseudo-literárias, pseudo-opinativas, pseudo-coisa nenhuma. E entramos assim na lista dos blogues cujos seus editores (sempre adorei o facto de chamar editor a um blogger; um blogger é, no máximo dos máximos, um parvo que acha que tem mais do que parvoíce para escrever mas... não tem, é mesmo só isso, parvoíce) fazem a sua equipa maravilha.
E a minha, em 4132, que é o melhor sistema porque é o do Benfica, é esta:
GR - Bracalli
DD - Fucile
DC - Luisão
DC - Bruno Alves (eu sei, eu sei, ele nem sequer é humano, mas na possibilidade de um não-humano ser bom jogador, ele consegue alguma coisita)
DE - Coentrão
MD - Javi Garcia
EE - Di Maria
MO - Aimar
ED - Ramires
A - Falcao
A - Saviola
Treinador: Jorge Jesus
Os suplentes?
GR - Quim
DD - Maxi Pereira
DC - Carriço
DC - David Luiz
DE - Evaldo
MD - Fernando
EE - Veloso
MO - Mossoró
ED - Alan
A - Cardozo
A - Liedson
Treinador: Domingos Paciência (ela é precisa, mas o homem até nem parece mau, pois não?)
Agora façam as vossas, se vos apetecer. Se não vos apetecer, também está tudo muito bem. Eu prometo não amuar.
PS - Se não concordarem e vos apetecer insultar ferozmente este editor (lá está!), ao menos insultem com alguma originalidade. Não me venham com um: "Ó burro do caralho, então o David Luiz não é titular?!?!?!?". Ao menos, sejam criativos nos insultos. Coisas como: "comes gelados com a testa" ou "tens óculos de cabedal" serão fortemente pontuadas nesta humilde casa de pasto. Obrigado.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Um cromo sem caderneta

Quando eu era pequeno, fazia-me confusão que a mentira não fosse punida decentemente, que ela sobrevivesse à verdade, que se impusesse, que, no limite, por ser ignorada, se tornasse para muitos verdadeira. Lembro-me de ir ter com o meu pai a chorar porque um amigo mais velho dizia que o cromo do Eilts valia mais que o do Moller. Era mentira. Uma vergonhosa mentira, e tinha de ser desfeita naquele momento, sem apelo nem complacência. Câmara de gás, no mínimo, embora naquela altura a câmara de gás para mim fosse ter de ficar sem jogar futebol pelo menos uns 10 minutos. O meu pai ria-se, continuava o que estava a fazer e eu voltava à troca de cromos sem que a mentira tivesse sido desfeita. Mas não trocava o Moller pelo Eilts, que isso já era exigir em demasia à minha própria verdade.
Hoje em dia, apetece-me, em vez de chorar, bater, sempre que um mentiroso mente com quantos dentes tem mas com a cara de quem está, qual arauto da honestidade, a ser justo. Vejo Domingos Paciência (e se ela é precisa...), dia sim, dia não, afirmar autênticas barbaridades, MENTIRAS!, em frente às câmaras, e logo a vontade de um espancamento colectivo me sobe pelo corpo todo. Não é bonito, bem sei, este sentimento. Não é lúdico, não é recomendável, mas custam-me estes atalhos ao pensamento, estes desvios de personalidade, esta espécie de opinião-travesti com que Domingos nos brinda sempre que abre a fétida boca.
Elas, as mentiras, são tantas que daria muito trabalho explicá-las aqui pormenorizadamente, mas quem está atento ao futebol, que se lhe dedica com paixão e o quer defender, sabe bem ao que me refiro. Não só benfiquistas, mas todo e qualquer um que preze a honestidade, o saber ganhar e o saber perder deverá sentir o mesmo, estou em crer.
E é por isso que lanço o repto à direcção do Porto: não percam esta oportunidade! Um bípede com esta qualidade para mentir, para conspurcar, para corromper o futebol português tem, por genética e por direito adquirido, o dever de poder continuar a sua carreira num clube que saiba aproveitar, e melhorar até, estas características. Senhor Pinto da Costa, faça-me um favor: contrate Domingos para treinador do seu clube. Já!, antes que um qualquer Paços de Ferreira ou até mesmo um Chaves o faça! Domingos a treinador do Porto, porque o Porto e Domingos se merecem.
E porque - para bestas e mentiras, futebol e vitórias - nada me daria mais gozo do que deixar o Domingos, treinador do Porto, a dizer barbaridades mais umas épocas. Seria bom sinal.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Este é para ti

Parado, olhos na multidão em loucura, gente empoleirada nas estátuas da estátua do Marquês, cânticos, alegria, álcool, sonhos, fumo e luz, veio-me a ideia absurda, mas de todas as formas justa:
"E se arranjássemos um autocarro monstruoso, onde coubesse toda esta gente, e o fizéssemos ir desde o Estádio da Luz até ao Marquês, onde estariam jogadores, técnicos e dirigentes com cervejas na mão a aplaudirem os heróis?"
A Benfica TV entrevistar-me-ia, chamar-me-ia, enquanto eu gritava para os jogadores lá em baixo, recebia cachecóis do David Luiz e do Javi García e diria uma coisa qualquer como isto: "quero agradecer aos jogadores e aos técnicos e aos dirigentes e a toda esta gente da estrutura do Benfica que comemora nas ruas de Lisboa a conquista deste título. Sem eles, nada disto seria possível."
O Benfica somos nós. Todos. Até os que estiveram, não estando. Até os que, não estando, são os responsáveis pela presença dos que estiveram. Os que deixaram no Estádio o perfume do seu benfiquismo, nos filhos a semente do benfiquismo, no clube a memória das alegrias e tristezas, de tardes e noites a sentirem o Benfica, a propagarem o Benfica.
O Benfica somos nós. Todos.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

A mutação e a estabilidade

Estranhos fenómenos, os que esta época desportiva está a fazer sobressair. Depois de virmos assistindo à belenização do Sporting, clube cujos objectivos para esta época, traçados pelo cabeça de cotonete, passaram por assegurar quanto antes o 4º lugar e que está - é sempre bom recordar - a 28 pontos do Benfica, o que faz com que esteja mais perto, em termos pontuais, dos dois últimos do que da liderança, deparei-me hoje com o fenómeno da sportinguização do Porto. Se acho normal deleitar-me com momentos sublimes do Sporting, como o de hoje, em que, sofrido um golo em Alvalade, os sportinguistas aplaudiam eufóricos o golo dos portistas no Dragão, ainda não tinha vivido a loucura generalizada de adeptos do Porto por, vencendo o Benfica, garantirem o 3º lugar, dizerem adeus à Champions e adiarem a festa do título ao eterno objecto da obsessão deles: o glorioso.
Dar-me conta disto foi tão refrescante e tão agradável que até dei por mim a ficar feliz por termos perdido no Dragão e por o Braga ter marcado aquele golo-em-fora-de-jogo-e-dado-de-bandeja-pelo-guarda-redes-do-Paços. Porque se evitou muita espuma aos cães raivosos tripeiros pelas ruas da Invicta e porque comemoraremos na nossa casa, na Luz de todos os sonhos.
Somos cada vez mais o único grande clube em Portugal. Por aquilo que somos, que temos, que ambicionamos, mas acima de tudo porque nos preocupamos única e exclusivamente com as nossas vitórias, com o nosso destino. Assistimos assim, caros companheiros, a uma cada vez maior benfiquização do Benfica.

domingo, 2 de maio de 2010

29a jornada

1. Não diria que o Porto mereceu ganhar, mas foi um justo vencedor.

2. Pela violência que o Porto desta época patrocinou, em túneis ou fora deles, à pedrada e ao pontapé, e isto é importante, pela maneira como aquele clube pactua com a nojice e o ódio, fico contente com o 3o lugar. Aliás, a pequenez deles merecia lugar mais baixo na tabela.

3. O Cardozo é mesmo leal. Para não desvirtuar o duelo com o Falcão, optou por uma auto-suspensão e também não jogou esta jornada.

4. Não culpo os jogadores. Umas vezes ganha-se e outras perde-se. Continuam a ser fantásticos, continuam a ser a equipa que melhor futebol praticou, continuo a ter uma fé enorme que seremos campeões. Mas há que saber olhar para o lado: a uma jornada do fim, acho que o título de campeão será bem entregue, aconteça o que acontecer.


P.S.: e ainda por cima, perdemos a hipótese de deixar o Sporting a 31 pontos. Aqueles gajos estão mesmo a fazer um campeonato daqueles...

sexta-feira, 30 de abril de 2010

No túnel do absurdo só entra quem quer

Deixemo-los com os seus devaneios, a sua falta de lucidez, os seus motivos desculpabilizantes, cegos, irracionais, cheios de ódio ao Benfica, incapazes de olharem para um futebol superior e acharem nele a justiça de um campeão certo.

Deixemo-los com os coletes reflectores e os túneis, os Hulks e Sapunarus vítimas, coitadinhos, dos stewards maldosos que o Benfica estrategicamente colocou no C4 para que um cavalo à solta os viesse comer. O que é que nós queríamos, benfiquistas? Que o Hulk, depois de perder o jogo, se dirigisse calmamente para o balneário? Era só o que faltava! Mas isto agora já era novamente um campeonato limpinho, sem abeis em túneis nem esterco e fezes nos balneários adversários? Essa é de rir! Se o Porto perde, o Porto paga. Com juros!! O Hulk fez muito bem em pontapear o Steward! E brando foi ele, que noutros tempos - oh gloriosos tempos de Coutos, Pintos, Paulinhos, Andrés, Jaimes Pachecos! - ia o steward, iam os jornalistas, ia aquela escumalha moura toda a pontapé e murros que era para ver de que raça são feitos os filhos da Invicta!

Mas... e a vergonha de penalizarem o nosso Hulkzinho, coitadinho? Mas se é assim, vamos dizer todos em uníssono, as vezes que respirarmos: é o campeonato do túnel, É VERGONHA, É O ANDOR, É O JUSTICEIRO COSTA AO SERVIÇO DOS MOUROS! para ver se ainda nos beneficiam até ao fim do campeonato. O que foi feito daqueles tempos, oh gloriosos tempos, em que nas primeiras 10 jornadas os árbitros - excelentes árbitros aqueles - nos davam 6, 7, 8 pontos de vantagem sobre os rivais para depois gerirmos tranquilamente o campeonato e apostarmos nos dinheirinhos, quinhentinhos, das Europas?

Vamos agora, que a coisa está perdida, armarmos a máscara dos que verdadeiramente amam futebol e vamos todos dizer: sim, o Benfica joga melhor mas se não fosse isto e se não fosse aquilo e se não fosse o outro e o outro ainda...

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Barça, Mourinho e Inter

  1. O Barça é a melhor equipa do mundo, e como me dizia um amigo adepto do Real, (irritantemente) perfeita. É a mais simpática, mais espectacular, com a Unicef ao peito, treinador elegante e bem-falante. O Barça é um bastião de arte, de artistas, franzinos e elegantes. O Barça é superlativo, é inatacável, mais, deve ser defendido!
  2. O Inter é feio. Cinge-se ao útil. É como os carros orientais. É cínico. No Inter tudo é necessidade - eu desconfio que o Mourinho só deixa os jogadores peidarem-se quando em tarefas defensivas, para perturbar o adversário; ou na eventualidade dum sprint.
  3. Torço pelo Inter. Deu-me tanto prazer assistir à arte de neutralizar os melhores, a baldadas de suor e rigor, daquele bem humilde, de quem sabe ser pior.
  4. O Barça já venceu tudo o que podia, este ano não precisa do meu apoio. Para o ano voltarei a estar do lado do belo e da arte, isto é, de Guardiola e dos seus artesãos.


P.S.: Um dia destes ouvia Cruyff comentar o Mourinho, atacando o óbvio, dizendo que o futebol não é só ganhar. Mais do que opiniões, dei comigo a pensar que o Barcelona tem uma vantagem enorme sobre, julgo eu, a maioria dos clubes. Tem um decano, quase que um treinador sénior, que paira sobre todo o seu futebol. Por isso me parece óbvio que nunca num futuro próximo o Mourinho será treinador do Barça; isto porque tem uma concepção do futebol contrária à do mentor ideológico dos Culé. No entanto, a verdade que isto é uma vantagem do caraças. Havendo uma ideologia, um conceito de futebol independente do treinador, nunca se começa do zero. Bingo! Ou acham que o Guardiola teria tido o sucesso que teve logo na primeira época se o treinador anterior tivesse sido – for argument’s sake – o Trapattoni? Pois (e isto não tem nada a ver com o mérito do Guardiola, que considero enorme, bárbaro!).
Assim se consegue repetir ciclos com a rapidez com que o Barça o fez, mudando de treinador e de bússola do seu futebol (Rijkaard/Guardiola – Ronaldinho/Messi)!!

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Faca de dois legumes

Como é possível o melhor marcador do benfas, e para já da liga, me irritar tanto! Como é possível chamar tantas vezes tranbolho a um gajo que marcou 5 golos nos últimos 4 jogos?
Como é possível ter tantas vezes a certeza que o gajo não merece, não tem qualidade, não tem vontade, e depois perceber que o gajo é chave a resolver os jogos!
Como é possível assistir a tantos lances que por si só pedem a substituição, um atrás do outro, e depois perceber que foi fundamental ter ficado em campo...
Como é possível...
Já perceberam, não?

Caraças, não sei o que sentir em relação ao paraguaio-cara-de-prisão-de-ventre-goleador-do-caraças...

Dura realidade

A constatação enche-me de tristeza, mas é incontornável. É impossível ao Benfica vencer o Sporting sem estes serem roubados pelo árbitro. É impossível! Não há derrota do SCP aos pés das águias que não tenha germinado num erro de arbitragem. Uma única...


P.S.: Para o Moutinho um só lance marcou o jogo - a não expulsão do Luisão. Isto é dizer que o Sporting contra o Benfica, e contra onze, não vai lá; ou expulsam alguém no devido tempo ou então mais vale arrumar logo a trouxa...

P.S.2: A entrada de Costinha como dirigente foi uma lufada de ar fresco no futebol português. Inova pelo discurso e postura que, quer no contexto do clube quer no da liga, são uma mais-valia.

Final

Encontrei-o!!

terça-feira, 13 de abril de 2010

sábado, 10 de abril de 2010

Quem é que arranja um bilhetinho a este bípede?

A situação é a seguinte: estou longe de Lisboa, logo não posso ir ao Estádio; fui à página para comprar bilhete, mas não dá porque é preciso cartão de crédito (coisa que não tenho, porque não gosto que me chulem comigo a ver); liguei para a menina da linha Benfica, mas também aí preciso de cartão de crédito.

Será que alguma alma caridosa tem um bilhetinho para este sócio?

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Agora, Sporting!

Derrota justa, nada a dizer.
Não tira valor à equipa, nem ao treinador, a ninguém. Acontece. Agora que ganhe o Liverpool.

Entretanto, umas considerações ao jogo:
1. Não fomos a equipa que costumamos ser. Talvez a principal causa tenha sido o cansaço. Se sim, não me custa ter trocado a Liga Europa pelo campeonato (assim espero!). Mas gostava de saber em que dia teríamos jogado com a Naval, não fosse a tacanhice de não haver jogos no dia de Páscoa (!). Gostava de saber...
2. Uma grande equipa europeia constrói-se em anos, não em meses. Defrontámos uma equipa que não tem saído destas lides nos últimos anos. Umas vezes ganhou outras perdeu. O que é mesmo importante é que o Benfica se habitue a andar nestas andanças.
3. A má forma do Cardozo é confrangedora! Aliada à falta do Saviola expõe todas as suas lacunas, que são algumas! Acho que chega bem para consumo interno, mas nestes jogos já se sente falta de algo mais.
4. O Di Maria é o jogador que mexe mais comigo. É o mais talentoso da equipa, mas também é aquele a que chamo mais nomes. De qualquer forma, não foi o que esperava dele nesta recta final da liga Europa. Por enquanto, acho que está mais perto do Quaresma do que do Messi(a comparação é um disparate, mas já a vi feita), e acho que anda aí muita gente a querer queimar etapas, começando nele e no seu empresário. Mais um ano de Benfica não lhe fazia mal nenhum. Digo eu...

Importante, importante é o campeonato e, do mal o menos, agora já nos podemos concentrar a fundo. Venha o Sporting e venha o título para a melhor equipa portuguesa em 2009/2010.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Messi

Adoro ver jogar o Messi. Aliás, gostava de saber jogar o que ele joga. Não para ter um grande salário, não para ser rico e famoso ou mesmo para coleccionar títulos. Nada disso. Queria saber só por saber, só para conhecer a sensação de jogar o jogo daquela maneira! É fantástico ver aquele futebol; deve ser do outro mundo vivê-lo na primeira pessoa...

Benfica

Formidável!
Espantoso!
Desde os tempos de Mourinho que me debato com a questão da sorte, da felicidade e outros pózinhos que certos treinadores parecem saber manejar com mestria, jogo após jogo.
É como quiserem ver a coisa: fezada do caraças ou equipa do caraças! Eu inclino-me para a segunda.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Tunelizar por aí...

Portanto, túnel para cá, túnel para lá e o culpado disto tudo - pelo menos a ajuizar por aquilo que sportinguistas, portistas e bracarenses dizem - é o... Benfica.
Hulk e Sapunaru agrediram stewards. Outros jogadores do Porto também, esses sem quaisquer sanções (foram só festinhas, estou em crer). Culpa disto? Do Benfica, porque pôs lá esses elementos maldosos para provocarem os jogadores do Porto que, coitadinhos, vindos de derrota, tinham de descarregar a sua fúria em alguém. Ainda por cima alguém que nem sequer é um "elemento desportivo". Compreende-se, claro.
Hulk e Sapunaru, não fosse esta medida injusta de, primeiro, os suspender e, depois, os castigar, tinham seguramente sido os melhores jogadores deste campeonato. Nem quero pensar na quantidade de golos e de passes geniais que Hulk teria feito - neste momento, o Porto lideraria isolado, com mais de 100 golos marcados no campeonato. Sapunaru, esse, seria o rei das assistências e um forte quase indestrutível naquela demoníaca ala direita do Porto.
Retiraram-nos dos relvados? Culpem o Benfica, que só assim é que consegue lutar pelo campeonato. De outra maneira, aquele futebolzinho encarnado andaria já a 11 pontos do grande Porto de Hulk e Sapunaru, levaria 3 na final da Taça da Liga do grande Porto de Hulk e Sapunaru e, na Europa, tudo o que fosse menos de 5 do Marselha seria pouco. Assim, sem os grandes Hulk e Sapunaru nos relvados portugueses, este benfiquinha tem feito umas coisas. Mas não esqueçamos o fundamental: os túneis, senhores, os túneis!
Mas... "túneis? então não era só um?"
Não, há ainda outro, o de Braga. Onde jogadores do Braga agrediram o Cardozo e foram castigados (onde é que já se viu um jogador agredir outro e ser castigado? Só mesmo nesta Liga!). Além da expulsão ao Cardozo. Mas porquê? Ora, porque foi agredido, está bem de ver! Agredido, logo... expulso e castigado.
Mas, afinal, de quem é a culpa? Imagino que por esta altura já saibam a resposta.
É preciso ser muito grande (e, já agora, jogar muito futebol) para aturar esta porcaria (eufemismo a merda, esterco, hipocrisia, nojice, etc). VIVA O BENFICA, o MAIOR DE PORTUGAL!

domingo, 7 de março de 2010

Gosto, gosto tanto!

Benfica!

A infindável horda de fãs que me aborda na rua quando me reconhece como colaborador do Ontem Vi-te repete quase sempre o mesmo reparo, ainda que adocicado pela natural e melosa veneração que a minha presença impõe:


“Só escrevias quando o Benfica andava mal, agora que ganha andas caladinho!”


Bom, esta afirmação não podia andar mais longe da verdade, mas nestas coisas não basta ser, há que parecer.


Este cangalho de introdução para quê? Para desbridar o post numa ode benfiquista, a chicotadas de mea culpa.

Eu ainda tenho para mim que o presidente perfeito é um tanto ou quanto mais elevado que o nosso LFV. Mais, a construção desta equipa mostra o quanto inapto foi o mesmo LFV quando assumiu esse papel.

No entanto, aprendi uma grande lição nestes últimos anos, e em particular nesta última campanha. Mais vale um clube endividado que um clube frígido. Sendo que, a par das lides futebolísticas, as direcções de LFV têm sempre laborado em tornar o Benfica numa exponencialmente mais eficaz máquina de fazer dinheiro, acho que compensou o risco que se correu nas duas últimas épocas, com brutais investimentos. Basta olhar para o Sporting para constatar que a ponderação e razão, no futebol, andam de mãos dadas com o divórcio dos adeptos e o consequente arrefecimento da força do clube. O mais interessante é que o objectivo é alcançado independentemente de vir a ser campeão; neste momento a aposta já foi ganha!


É claro que se trata apenas de uma batalha vencida. Nem vou começar por enunciar as inúmeras batalhas que se travarão para perpetrar o salto de gigante de transformar um ano fugaz num verdadeiro ciclo de domínio, tal como aqueles que o Benfica já gozou no passado, ou que eu, percorrendo as minhas recordações, só assisti vindos do Norte.


Mas agora pouco me importa o futuro. Quero desfrutar deste presente tão inusitadamente saboroso, um deleite raro na vinha vida de adepto e que espero venha para ficar. E isto tudo devo a uma surpreendentemente sábia aposta de LFV no que me chegou a parecer (não foi?) uma simples fuga para a frente. E claro, não esquecer, o papel diferenciador de Rui Costa, a sua primazia na qualidade, fazendo aquilo que tantos impostores me prometeram mas que apenas por outra vez vi acontecer no Benfica: construir uma equipa!


Epá, vamos lá malta,

Força Benfica! Força, força, força Beeeenfiiiiiiiiiiiiiiiica!!!!!!

quinta-feira, 4 de março de 2010

Tiger Woods ainda virá proclamar ser contra o adultério ou Cicciolina vociferará contra essa coisa chamada... sexo

O Tonel foi chamado à Selecção. Só este facto bastaria para chamar a este ano o ano dos episódios lunáticos. Mas há mais. Muito, muito mais. Ora vejamos: o Benfica joga não bem mas de forma soberba, o que constitui logo algo de surpreendente, diria mesmo: de miraculoso. E não só joga que se desunha como ainda goleia jogo sim jogo não, como se fosse fácil. E é. Mas há mais: o Sporting luta pelo quarto lugar. O Porto não está em primeiro. O Braga luta pelo título. O Benfica tem o melhor marcador do campeonato. O Benfica tem a melhor média de golos sofridos da Europa. O Benfica tem a segunda melhor média de golos marcados da Europa. O Benfica está em primeiro em Março (!). O Jorge Jesus não dá pontapés na gramática a cada palavra que lhe sai da boca. O Dí Maria está transformado num super jogador. O Fábio Coentrão é um lateral esquerdo de luxo. O Benfica vai ser campeão.


É um ano de episódios lunáticos. Mas no top dos acontecimentos surreais desta época, no top dos tops do campeonato nacional, da Europa, do Mundo!, está este acontecimento sublime:









Se pensam em superar isto, aconselho-vos o Miguel Bombarda. Não há forma de ganhar aos Super Dragões. Parabéns para eles. São os campeões do insólito.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

A nossa corrupção chama-se... futebol.

O país estava tão habituado a ver um Benfica moribundo que não sabe, não quer, não pode aceitar um Benfica maravilhoso. Até os próprios benfiquistas se questionam sobre a realidade: "Será possível estarmos a meio de Fevereiro a liderar o campeonato, numa final e ainda em prova nas competições europeias, com óbvias possibilidades de os vencermos?". Confesso que é surpreendente, mágico, quase alucinogénico e que, lá no fundinho, reside um medo do síndrome Peseiro: a um passo de tudo, com nada nas mãos.
Os últimos jogos têm revelado uma equipa com alguns jogadores a perderem gás, os adversários a conseguirem mais facilmente neutralizar aquele arrastão futebolístico que no início da época devorava e assaltava qualquer defesa e, este para mim o maior perigo, já está em marcha, numa coligação Braga-Porto, a tentativa de passar a ideia que o Benfica tem sido "levado ao colo", numa sequela ainda mais ridícula que a de 2004-2005. É um facto: a possibilidade de o Benfica ganhar o campeonato não deixa ninguém indiferente; uns, nós, por antevermos já a loucura épica, o desvario, o caos e a desordem morrisoniana de um país em loucura geral se chegarmos À 30ª jornada em primeiro; outros, eles, por lhes doer tanto na alma essa possibilidade que nada mais lhes resta do que apontar supostos favorecimentos, na ineficaz tentativa de esconderem os seus próprios erros e as suas (ainda) visões do passado (Bruno Alves queixa-se, e com razão: "a arbitragem não nos tem favorecido". Estou com Bruno Alves: realmente é estranho a arbitragem não favorecer o Porto. Eu, quando vejo futebol português, não espero outra coisa).
É por isso fundamental não nos desviarmos do caminho. Irmos deixando pedacinhos de pão pelo chão para não nos perdermos. E seguirmos. Seguirmos em frente. Porque o Aimar merece, porque o país merece, porque nós merecemos. Porque temos sido melhores, mais espectaculares e porque será a melhor prova de que um Benfica forte não tem de estar preocupado com a nomeação do árbitro para o próximo jogo.
Sermos campeões e dizermos "a arbitragem não nos tem favorecido" porque isso para nós é normal. O que nos tem favorecido tem sido o excelente futebol que temos praticado.
Corrompermos o sistema com espectáculo. A nossa corrupção chama-se futebol.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

BENFICA 2009/2010 (em todas as competições)

JOGADOR - GOLOS / ASSISTÊNCIAS (TOTAIS)

CARDOZO - 22/7 (29)
SAVIOLA - 18/7 (25)
NUNO GOMES - 4/3 (7)
WELDON - 2/0 (2)
AIMAR - 2/7 (9)
C. MARTINS - 6/4 (10)
DI MARÍA - 4/10 (14)
COENTRÃO - 3/8 (11)
RAMIRES - 5/0 (5)
RUBEN AMORIM - 1/0 (1)
JAVI GARCÍA - 3/1 (4)

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Quando um homem tem tantos golos como toda a equipa do 6º classificado

Ele não ri muito e quando ri parece em esforço, não corre muito e quando corre parece em sacrifício, não fala muito ("pienso qué...") e quando fala parece que tem medo que as palavras o traiam.

Mas ele marca golos. De todas as formas. De qualquer lado. A qualquer momento. Marca isolado frente a uma baliza deserta como marca depois de uma triangulação, vindo de um cruzamento, de uma corrida a meio gás, de um pontapé de instinto, de um ressalto, de uma assistência sublime de Saviola, de uma bola aos tropeções. Ele está lá.

Paraguaiolo.