quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Ir à bola e quase não ver o Benfica


Antes de ter ido à bola, aconselharam-me a levar uns binóculos quando souberam que ia para o topo. Tendo em conta que os sócios pagavam 7,50 euros e os não sócios 12,50 euros para o topo, os preços eram claramente acessíveis, mas ainda assim pelos vistos demasiado caros para o que o espectáculo prometia - ver as segundas linhas a jogarem contra os móces d'Olhão a uma distância considerável.

Confesso que não sou fã de topos, mas foi nos topos que assisti a vitórias como a do Marselha, os 5-2 no Jamor ao Boavista, a Taça do very-light, em Guimarães no último minuto, no Bessa em 2005 (foi um empate mas garantiu-nos o título), em Anfield no ano seguinte, contra o Rio Ave em 2009, enfim muitas e boas recordações, mesmo que a visibilidade não fosse a melhor. E tendo tudo isto em consideração e a distância que me afasta do Benfica decidi apostar em mais uma ida ao topo apesar de todas as recomendações em contrário.

Na verdade pouco vi do Benfica e mesmo que levasse o Hubble, deduzo que nunca o veria na primeira parte. É verdade que andavam para lá 11 camisolas com a águia ao peito, mas Benfica era coisa que não se via. Ainda por cima andava por lá um canário a dificultar que alguém jogasse futebol, tantas as vezes que cantava sem razão parando o jogo. Claro que após tão brilhante primeira parte, pensei que o Jesus lhes martelasse tanto a cabeça ao intervalo que a segunda parte seria diferente.

Engano meu, ainda estavam todos a dormitar no balneário e os móces d'Olhão à má-fé aproveitaram-se do Paulo Lopes que para azar dele entrou em campo antes dos colegas. Obviamente que depois dessa maldade, começou o concursos de saltos para o gramado e lançamento de bolas para a Ria. Vendo estes inacreditáveis acontecimentos o Jesus deixou o Picanhas a fazer um snack ao intervalo, ou seria desde o início, é que me disseram que ele esteve em campo mas não o vi e tirou o André Gomes pois o puto foi abalroado por um foragido e por um presente do canário, mal pôs os pés em campo na segunda parte.

E com a saída do André Gomes, parece que o Benfica entrou em campo. Infelizmente hoje não estavam muito inspirados, mas quando há um Labreca na baliza tudo se torna mais fácil, desde obviamente que se remate à baliza, que foi algo que hoje parecia ser proibido. Enfim, lá acabei por ver 2 golos, o que não é nada mau em 35 ou 40 minutos de jogo, só que fiquei com vontade de pedir a devolução de parte do dinheiro pois eu pensava que na Taça da Liga os jogos eram de 90 minutos como no campeonato. Só espero que quando for para o campeonato o Jesus não mande outra vez o guarda-redes jogar contra onze, enquanto os outros ficam no balneário a mamar umas ameijoas à bulhão pato.

3 comentários:

Anónimo disse...

Mas então o Benfica não tem que rodar jogadores? Mas então os putos da b não têm que jogar? Mas então não têm que jogar portugueses?

É pra veres que a tua opinião é uma merda e não percebes nada de futebol.

O Benfica tem que jogar sempre com a melhor equipa disponível.

Mas também tem que ser dito que se o treinador joga sempre com os mesmos criticam-no porque não faz gestão, se ele faz gestão criticam-no porque os gajos não jogam nada e deviam jogar os melhores.

Eu dizia-te que tipo de coerência é esta mas não vale a pena, porque adeptos como tu só merecem desprezo.

POC disse...

Grande crónica. Digna de jornal.

Um abraço.

B Cool disse...

Abraço POC.

Não respondo a anónimos acéfalos.