sexta-feira, 24 de junho de 2016

Portugal (ainda) no Euro



Portugal 1-1 Islândia

Portugal 0-0 Áustria

Hungria 3-3 Portugal

Conseguimos apurar-nos para os Oitavos sem vencermos um jogo, fazendo só 3pts e conseguindo a qualificação como o terceiro 3ºmelhor por uma questão de golos. Portugal fez menos pontos que dois outros 3ºs e tantos pontos quanto os restantes.

O empate com a Islândia não merece contestação. Exibição muito cinzenta.
Com a Áustria conseguimos fazer uma boa exibição mas faltou marcar.

Com a Hungria foi mais um empate e mais uma exibição cinzenta.

Conseguimos a qualificação para as eliminatórias mas não nos enganemos, isto até agora foi péssimo.

Uma selecção com grandes jogadores e enormes aspirações tem de jogar muito mais.

Pessoalmente tinha muitas esperanças para este Euro. As exibições e os vários escusados episódios têm-me desanimado.

Temos agora 3 dias para melhorar e ou há uma grande evolução ou a vergonha vai aumentar.

No sorteio dos grupos Portugal teve a sorte de calhar com as equipas teoricamente mais acessíveis de cada pote.
Ao terminar a fase de grupos Portugal voltou a ter a sorte do golo da Islândia aos 94 minutos, evitando assim todos os tubarões até à Final.

Agora falta começar a jogar um futebol que justifique esta sorte.

O problema agora é na sorte já não nos calharem os menos bons mas sim os não tão favoritos.
Contra a Croácia teremos o primeiro grande desafio deste Euro. Acabou o facilitismo e o espaço para exibições medíocres ou crises de eficácia.

O tempo para crescimentos pessoais e experimentalismos acabou.
O Fernando Santos não pode continuar a ignorar o Rafa. O Moutinho agora ou vai ou racha. O Eliseu não serve. É preciso definir se a nossa identidade é o losango ou o 4-3-3.

Temos também de decidir se o Cristiano é só um excelente finalizador ou se também é um grande jogador. O Cristiano tem talento para ter bola no pé e jogar em todo o ataque ou só tem capacidade para actuar junto das zonas de finalização?
Sempre defendi que o Cristiano tinha de participar mais no jogo da Selecção pois temos necessidades que não existem no Real.
Hoje o Cristiano já não pode dar à Selecção o que podia ter dado em anteriores competições mas continua sem poder ser limitado à posição 9. A Selecção precisa de mais dele.
Longe dos mitos de ser o melhor do mundo continua a ser indispensável para a Selecção e não pode continuar escondido juntos aos defesas.

E não me venham dizer que com a Hungria o seu posicionamento chegou só porque marcou dois grandes golos (aquele primeiro então é puro espectáculo). Chegou para quê? Chegou para empatarmos com uma das equipas mais fracas do Euro?
(Atenção que é das mais fracas mas com uma excelente ideia de jogo)

Se somos bons temos de o mostrar. Com a qualidade individual dos nossos jogadores temos de conseguir ser bons.

O que também não tem ajudado é esta Federação de fretes.
Pensei que esses tempos já tinham passado e que íamos para França de cara lavada. Enganei-me.

Sempre foi claro que o Cristiano não merecia a braçadeira de capitão. Nunca fez por a merecer e muito menos por a manter. A Federação não tem autoridade, olha para o lado e deixa o jogador ter todas as regalias que quer.
Parece que aquilo é tudo dele. É a Selecção do Cristiano. Culpa dele? Não. Culpa de quem não tem tomates para liderar.
O passado é passado, até porque temos muito a acontecer agora.

O Cristiano continua a ser o rei lá do sítio.
Não sabe bater livres mas irá fazê-lo até não lhe apetecer. A família dele quase parece a máfia lá do sítio: aparecem quando querem, falam quando querem e dizem o que bem lhes apetece.

Até agora contei 4 episódios inexplicáveis.

Temos o episódio do passeio matinal em que um microfone voou para o lago e a federação assobiou para o lado. Como seria com outra federação e/ou outro jogador?

Tivemos há poucas semanas o anúncio que a marca CR7 agora calça a Selecção Nacional. Portanto o Cristiano patrocina a Federação, é isso?

No final do último jogo tivemos o episódio em que o Cristiano se vê na obrigação de perguntar ao assessor de imprensa da Federação se é ele que manda ali. O próprio jogador ficou com essa ideia e a federação não o conseguir negar.

E finalmente temos aquele que para mim é o episódio mas inexplicável de todos. Falaram-me disto há umas semanas mas não acreditei. Entretanto fui confrontado com fotos, com o directo do passeio e com o directo da entrega do troféu de melhor em campo ao Cristiano e não tenho mais como ignorar. Estou a falar da presença de um amigo pessoal do Cristiano na comitiva da Selecção.

Digam-me, está um amigo do Cristiano integrado no estágio e no dia a dia da Selecção? É isto possível? É possível que um tal de Regufe ande a ter estas regalias?

Repito. A culpa não é do Ronaldo. A culpa é de quem ali não lhe sabe dizer não.

Nunca iremos vencer nada enquanto os nossos líderes forem tão fracos e subservientes.

Sábado há Croácia. Haverá Portugal?
Quero ganhar o Euro, por favor joguem à bola.

2 comentários:

Redceltic disse...

True story

É triste ser português e a certa altura até ter vontade que Portugal perca...

Daniel Oliveira disse...

A todos os que na Quarta saíram da toca apontando baterias aos papagaios e críticos, preciso pedir-lhes um pouco de noção.

Portugal empatou com a Hungria! Portugal passou à rasquinha quando no mínimo tinha obrigação de fazer 7pts! Era admissível um escorregão, não três!

Isto foi gente que andou a falar na televisão que a Selecção não era só o Ronaldo e que não importava quem marcava e que o que importava era estarmos todos juntos. Acabou o jogo e revelaram-se com boquinhas públicas a atacar quem não é cego ao mau momento do Cristiano.
Portugal empatou mas o Ronaldo marcou dois. Festa na casa dos pobres de espírito.

Minha gente, não é por Portugal se ter apurado que afinal as exibições nos jogos foram boas tal como não é por o Ronaldo ter marcado à Hungria que afinal tem estado bem no Euro e que fez uma boa exibição com a Islândia ou Áustria.