segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

E castigo, inequivocamente apoiado, há?

«O resultado não foi o que a Liga queria que tivesse acontecido porque no «site» (mostra telemóvel aos jornalistas) estava 3-2 para o Benfica. Se calhar era o que estava previsto, mas felizmente isso não aconteceu.»


A minha questão é só uma: será que o inequivocamente apoiado por nós Fernando Gomes terá coragem para cumprir as leis e severamente castigar o Presidente do Porto? É que se não o fizer - e são já vários os exemplos da submissão deste senhor ao poder pintista - alguém me explique, se ainda for possível compreender isto, por que filha da puta de razão é que este senhor é inequivocamente apoiado DUAS VEZES pelo Presidente do Benfica.

6 comentários:

Shadows disse...

Pela mesma razão que António Salvador, Joaquim Oliveira e Rui Moreira são chamados de amigos por Luis Filipe Vieira.

Nuno Pinho disse...

O Vítor Pereira só deu a tónica. Daquele lado, berra-se perante a arbitragem. Atitude absurda, dirão uns, mas, para outros, é mais do mesmo filme. Aquele autismo não passa de uma encenação bem estudada para que os próximos jogos sejam entregues de bandeja. Depois do jogo, voltamos a ver uma equipa complexada com a grandeza (estava a estranhar a ausência do discurso "contra tudo e contra todos") entretanto conquistada de forma mais ou menos clara, mas, neste país, é assim que se ganha. Tirem notas. Para minha tristeza, há benfiquistas que vão na conversa do "Benfica é isto". E o que é o FC Porto sem o empurrãozinho que desencrava os jogos difíceis? Uma equipa incapaz de criar uma única situação de perigo? É esse o modelo de jogo? Ou está a referir-se às subidas desenfreadas e inconsequentes dos laterais dos 35 milhões?
FC Porto foi estéril. Teve preocupações em povoar o meio-campo para controlar o jogo, mas foi incapaz de produzir qualquer jogada ofensiva que criasse perigo. Arrisco-me a dizer que não fez um único remate na segunda parte e fez mais faltas do que uma Naval 1º de Maio. Não fosse uma bola parada e uma oferta e tinham saído com uma derrota que lhes assentava melhor do que a nós.
Mas há mais. Há mais naquele discurso aparentemente absurdo do Vítor Pereira. A pressão sobre os árbitros subiu de tom e não podemos ignorar a chamada de atenção para expulsarem mais vezes o Máxi, porque o treinador do FC Porto sabe, como qualquer benfiquista, que a nossa equipa não tem uma alternativa. De que é que estão à espera para reforçar a equipa?
Falta reforçar o meio-campo e procurar uma alternativa credível ao Máxi Pereira que está a fazer a pior temporada ao serviço do clube. Não aproveitar a reabertura do mercado para tapar estas falhas, mais do que incompetência, é arrogância.
Dentro do jogo, é claro que o Máxi deveria ter sido expulso nos últimos minutos da partida. Naquela fase, apareciam aos dois adversários em cima dele. A perna esticada foi mais um acto de desespero ao perceber que o Salvio há muito que tinha rebentado. Diga-se que o extremo argentino esteve bem no lance do 2-2 e nada mais. Muito precipitado, teimoso e sem capacidade para tirar um cruzamento que não fosse parar às mãos do Helton.
Convém ainda lembrar que, caso o critério do João Ferreira fosse o mesmo do Benfica – Guimarães (calcadela do André Gomes), o Fernando tinha vindo tomar banho no início da segunda parte. Quanto à possível expulsão do Matic, acho caricato falarem nisso quando o Moutinho fez perto de uma dezena de faltas para parar o jogo e só viu um cartão aos 80 minutos.

Nuno Pinho disse...

De resto, o jogo ficou marcado pelos primeiros 20 minutos em que abundaram os erros individuais. O primeiro lance, de bola parada – o FCP, ao contrário do SLB, está forte neste capítulo –, é um somatório de erros. Primeiro, o Melgarejo pôs em jogo vários jogadores do FCP e depois o Garay falhou a intercepção. O segundo fez a diferença e foi como entregar o ouro ao bandido. Nunca vi o Artur cometer semelhante asneira. Porquê tanto nervosismo? Alguém que o sente no divã, porque não me apercebi desta mentalidade amedrontada noutros jogadores (Matic).
Foi mais um equilíbrio de forças, como tem acontecido com os últimos clássicos. Desta vez, não houve mão da equipa de arbitragem e portanto a balança não pendeu para nenhum lado. É este o real valor das duas melhores equipas da Liga portuguesa. Nem o Benfica jogou como o faz habitualmente, nem o FCP pode gabar-se do contrário. Vi duas equipas neutralizadas, em que as armas de uma eram ligeiramente superiores às da outra. O exemplo mais evidente está no meio-campo, com o Enzo Peréz. Qual Nolito, vi o argentino sem as mínimas noções de rigor táctico. Deu ideia que a sua missão era apenas anular o João Moutinho e não se preocupar minimamente em construir jogo. O Matic esteve tempo de mais a jogar/lutar sozinho frente ao trio do meio-campo do FC Porto (quando Fernando recuava, Defour ajudava a fechar o meio). Lamentável ainda a emenda do Enzo ao árbitro que lhe valeu o amarelo e deve ter precipitado a substituição pelo Carlos Martins que voltou a mostrar muito querer, mas pouco futebol. Até aqui o habitual, não fosse a excelente partida do Nico Gaitan. As preocupações do Nico com as zonas interiores (por certo, indicação do Jesus) privaram-no de procurar a linha. Neste sentido, tenho para mim que a entrada do Ola John deveria ter acontecido na vez do Aimar. Com o Ola em campo ganhávamos novamente um jogador que procurasse o Cardozo, mas dizer isto agora é fácil. Se o Cardozo tem marcado no frente-a-frente com o Helton, depois do passe do Aimar, talvez nem estivesse a levantar esta hipótese. É precisamente esse lance que origina um erro tolerável do staff da Liga que acompanhou o Matchcenter e devidamente aproveitado pelo Pinto da Costa. Quando vi o Cardozo isolado, também pensei que dali sairia um golo certo. Não me entendam mal, gosto do Cardozo, mas aquele lance é a viva demonstração pela qual o paraguaio em momento algum se pode equiparar aos melhores pontas-de-lança da actualidade. Dê para onde der, no um-para-um a bola tem que acabar nas redes.
É certo que continuamos na frente, mas espero que a direcção aproveite os sinais que foram deixados e não volte a tapar o sol com a peneira, como o fez na temporada passada.
Ah, o golo do Matic é uma obra-prima!

BENFICA SEMPRE disse...

Caro Nuno Pinho, só tenho a dizer: "MUITO BEM"! Descrição totalmente eloquente acerca do que se passou! Parabéns!

Saudações Benfiquistas

João Jordão disse...

Ofereçam aqui um lugar de escriba ao Nuno Pinho se faz favor :) Fantástica análise

mitul disse...

nuno pinha em cheio