terça-feira, 23 de abril de 2013

Doping no Porto?

É uma vergonha o que Casagrande fez para denegrir a imagem da excelente estrutura do Futebol Clube do Porto. À procura de estrelato - deve estar na penúria, a precisar de umas entrevistas - vem para o Jô Soares dizer ao mundo que o fabuloso, espectacular, admirável Futebol Clube do Porto Campeão Europeu afinal não passava de um grupo de jogadores drogados que, na neve, no deserto, em plena Patagónia, corriam, saltavam, cabeceavam, rematavam, aguentavam mais do que os outros. Isto é inadmissível e parece-me de todas as formas justo que Casagrande seja alvo de um processo por parte de Pinto da Costa.

Só acreditaria nesta história se tivesse vivido nos anos 80. E, mesmo assim, teria de ter visto os jogadores do Porto com um ar completamente louco, a espumar da boca - sei lá, a equipa toda atrás de um árbitro ou assim. Ou 4 ou 5 da equipa principal quase carecas aos 20 e poucos anos. Mesmo que isso tudo acontecesse - e que surreal seria! - só acreditaria nesta história do Casagrande se ela aparecesse em escutas. Mas se aparecesse em escutas tinha de esperar que um tribunal as validasse, porque toda a gente sabe que mais importante do que ouvirmos ou vermos as coisas é o que está escrito nos grandes livros da Justiça. Portanto, isto não passa de uma farsa. Na verdade, eu só acreditaria nesta história mirabolante se fosse o próprio Casagrande a afirmá-lo. E se o afirmasse, teria de saber se aquilo não foi montagem. Como é evidente, a suposta confissão de Casagrande não passa de mais uma cabala, perpetrada por uns hackers benfiquistas que só sabem denegrir as grandes vitórias europeias do Porto. 

Quantas vezes não ouvimos: «sim, somos corruptos, e na Europa, também fomos?». Têm toda a razão os portistas: na Europa só eram drogados.

16 comentários:

Bruno A Lima disse...

Ou se o Casagrande tivesse fracturado o perónio nessa época, ou o Lima Perira também, ou ao Fernando Gomes tivesse acontecido o mesmo uns dias antes da Final de Viena...

Anónimo disse...

So um pequeno reparo no artigo, é Casagrande, e não Casanova.

Tal como tu Ricardo, não acredito... Trafulhice nunca foi o pão deles. Sempre foram leais, e assim ganharam tudo, e afogaram a segunda potência de então, o Sporting. E quase nos iam afogando a nos também.

Cumprimentos

hertz disse...

Olha já veio um outro ex-jogador negar tudo. lol

hertz disse...

Correcção: antigo jogador não, antigo médico deles.

Ricardo disse...

Casagrande, claro. O Casanova era o Cagagrande dopado. Abraço.

Anónimo disse...

Estavam tão empenhados em atacar o Capela a pressionar as futuras arbitragens.
O Pinto, Rodolfo Reis e companhia não contavam com esta...
É muito grave e não nos podemos calar. Esta foi a época em que o FCP conquistou o primeiro troféu internacional. A trafulhice também parece ter estado presente!

Hugo disse...

Portanto depois da treta dos carecas, agora temos as fracturas do peronio. Boa continuem
Vejam la é o chá de Felgueiras e o Nuno Assis que encobriu o Simão

Ruben Barradas disse...

Não faltarão andrades agora a dizer que é tudo manobra de diversão para desviar atenções da arbitragem do Capela. Já eu estou a pensar seriamente em tatuar o último parágrafo deste texto. Só ainda não decidi se em português ou se vertida em latim.

Anónimo disse...

Oh Ricardo, quando andava aquele gajo a dizer que tu eras paneleiro e que andavas a vender o cu nas Ruas de Lisboa, insultaste-o de tudo mas agora só porque vem um pobre coitado dizer isto ja tem toda a credibilidade do mundo.

Afinal parece que nao é so o Porto que gosta de ganahr a qualquer custo.
Para quando um post a falar sobre as arbitragens? custa muito nao é?

V. Branco disse...

Força Anónimo, quer escrever as primeiras linhas?
É difícil a escolha, não sabe por onde começar?
Aqui vai uma ajudinha: Xistra este ano em Coimbra? jorge sousa no porto-sporting? Alex sandro mãos de Deus nos jogos com o Braga? Ou o golo anulado ao Cardozo logo a abrir o campeonato??
Não se consegue decidir, não é?
Prefere a época passada? A anterior? Mais atrás no tempo?? Ora então pode ser o golo do Petit ao Baía na Luz que o benquerença não viu. Este não, que só do Baía há pano para mangas!
Ah, e aquelas paródias no Bessa onde voavam chuteiras ou capacetes, que tal?
Mais atrás ainda?? Calheiros ou pratas? Paulinho Santos ou Fernando Couto?
Parece-me que já consegue começar, mas prepare-se, exercite os dedos que falar de arbitragens baterá em volume qualquer Guerra e Paz!

Marco disse...

Sobres isto, para quem se recorda do Emerson, trinco brasileiro que o Porto contratou ao Belenenses e que no Porto Jogava que se fartava, corria que se fartava aos 90 minutos estavam todos rotos e ele com a pujança de um Boi, nem transpirava. Feita a transferência para o Middlesbrough, na altura clube seguro em Inglaterra. Não corria e o resto da carreira eram 20 minutos num jogo aqui 30 noutro acolá, isto sem lesões graves. Esta afirmação do Casagrande, a meu ver explica alguma coisa.

Nuno Pinho disse...

Muito bom! Também custa-me a acreditar. Continuo sem encontrar uma explicação para os jogadores do FC Porto da altura apresentarem uma cabeleira pouco farta...

Acabei de ver o Bayern a destroçar o Barcelona. Consta-se que o árbitro errou e para quem viu o jogo, não há dúvidas: O Barcelona, tal como o SCP no domingo, só perdeu por culpa do árbitro.

Ricardo disse...

Anónimo, só uma ressalva: a história era nas ruas de Abrantes. Respeitemos a produção ficcional.

Zé de Fónes disse...

O texto está melhor que o calcanhar do argelino.
Enquanto uns mandavam para canto outros mandavam para a veia. Momentos maiores de moca total, a meu ver: Mike Walsh despejou para o Frasco e obteve quatro gémeos; Zé Beto a espetar com a bandeirola na tola do árbitro; João Pinto de tal maneira agarrado à “Broa” que até a confundiu com uma taça; ir ao “1,2,3” e imaginar a Taça das Taças no formato Bota Botilde.
Mas lá está, a semana passada uma junta médica deu aval ao mafioso convicto, para continuar a injectar veneno no futebol lusitano. Passa gravata.

Diogo disse...

A semana passada (acho) era o Deco a dizer que sim senhor tinha recebido ordens para mentir sobre a historia da chuteira. Agora vem o Casagrande/Casanova contar a historia das drogas. Eu acho que se deveria fazer uma lista de convidados para o Jo, e isto ficava tudo limpinho antes do verao. Podia comecar com o Calheiros, o Futre (este deve ter umas belas historias), o Gomes...

G'anda Jo.

eusebiomais10.blogspot.com

Guilherme disse...

Não é por nada, mas nós benfiquistas que tanto gostamos de apregoar o espírito democrático fundador do nosso clube talvez devessemos mostrar menos ignorância para aquilo que o Casagrande representa. E peço desculpa se o meu comentário é ofensivo para alguns mas talvez pela simpatia que tenho com o senhor em causa e o Corintians fiquei um pouco perplexo com as barbaridades que se vão lendo online.

o Casagrande não é propriamente um Alcides, ou um Airton. Este senhor é uma lenda do futebol brasileiro. Não apenas por ter sido um óptimo jogador de futebol, mas por ter sido um dos jogadores - juntamente com o Sócrates - que mais importância teve no famoso Corinthians da Democracia Corintiana de 81-83. Estou a falar daquela equipa que se governava por ela propria, em que todas as decisões a ela respeitantes eram tomadas por democracia directa, em que os votos de um jogador ou presidente tinham o mesmo valor que os de um roupeiro.
E estamos a falar da mesma equipa, que já em fins da ditadura dos militares, ia para o campo com camisolas contendo slogans a favor da democracia e do voto livre.
Um individuo politicamente activo, referenciado nas fichas da policia brasileira por actividades políticas "subversivas". Mas também um individuo que, muito por culpa do meio social em que nasceu, acabou por enveredar para o mundo das drogas.

E, já agora, que teve a coragem de por em escrito toda a sua triste odisseia, as sucessivas recaídas. Que ele tenha tomado doping no Porto (4 em 6 jogos, um racio de 80%, palavras para quê), não surpreende. O que surpreende é a leviandade de todos aqueles que põem a idoneidade do senhor em causa sem sequer se darem ao trabalho de perderem cinco minutos na wikipedia.

O mais engraçado é que ele deu uma entrevista ao Juca Kfouri a propósito do mesmo livro umas semanas atrás e não falou na questão do doping. O curioso de tudo isto foi que se o Jô Soares não tivesse agarrado naquela deixa o testemunho escrito do Casagrande ficaria "esquecido" para todo o sempre nas livrarias e bibliotecas brasileiras.