quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Os votos dos benfiquistas


A malta anda louca, enraivecida, lunática, demente, muito confusa. Entre apoios a este e àquele - cada um escolhendo o seu lado da barricada - sobra pouco espaço para os que até agora não estão felizes com nenhuma das candidaturas. Ou és Vieira ou és Rangel, tu decide-te, pá, não podes ficar no meio desta fabulosa história de atentados diários à democraticidade do Benfica.

Vamos tentar elevar a coisa a um plano mais bonito e construtivo? Vamos dar umas ideias? Abordar assuntos importantes do clube? Esperar que as eleições tragam respostas às nossas mais profundas questões? Vamos, sim senhor. Para hoje, o prato da casa chama-se "Os votos dos benfiquistas" e tem como ingrediente principal a procura por uma solução mais consentânea com a realidade e verdade do que é, ou deve ser, a democracia no Benfica.

Escusado será dizer que os actuais estatutos são uma verdadeira aberração. Neste particular das votações, o que dizer de um sistema de atribuição de votos que vai do 1 ao 50? Pouca coisa, quase nada. É tão evidente a imbecilidade da medida que só diz de quem a pensou e nada diz do que é o Benfica - ou do que devia ser o Benfica. A antiguidade deve ser respeitada, o constante acompanhar dos mais velhos, a antiga e recorrente presença deve ser sempre valorizada mas não deve servir de incentivo a uma crescente injustiça que faz com que pessoas que, na sua generalidade e por terem ainda uma visão romantizada do futebol, não estão devidamente informadas sobre os reais problemas do clube tenham uma pornográfica vantagem nas decisões fundamentais da vida do Benfica.

Neste sentido, atribuir a um sócio com mais de 25 anos os 50 votos e a um sócio com 9 os 5 votos é desvirtuar primeiro a democracia e depois, ou antes até, a génese fundamental do Sport Lisboa e Benfica. Não está em causa o amor de um e outro nem a justeza de um sócio com mais anos de ligação ao clube dever ser recompensado pelo facto; está, isso sim, em causa a diferença abismal que distancia o poder de decisão de um sócio para o outro. 

Um dos argumentos contra a ideia "1 sócio, 1 voto" prende-se com o facto de ser um sistema que, apesar de democrático e justo, pode permitir a algum magnata tomar o clube nas suas mãos ou - e mais importante, porque mais real e directo - afastar o verdadeiro associativismo por não ser atribuída importância à assiduidade da relação do sócio com o adepto. Compreendo os argumentos e acho que fazem todo o sentido. Se é fundamental preservar o clube de gente estranha ao Benfica, torna-se ainda mais evidente essa necessidade quando a acrescentamos à justeza de valorizar, com mais votos, o sócio que tem décadas de ligação real ao clube. Por isso oponho-me a esta ideia, embora veja nos que a defendem um bom sentimento e clara vontade de dar iguais direitos a todos os sócios.

Só que, na verdade, nem todos são iguais e nem todos fazem o mesmo pelo Benfica. Podemos enveredar pelo caminho politicamente correcto de acharmos que todos somos benfiquistas e todos fazemos o mesmo pelo clube - a primeira é verdade - todos somos -, já a segunda não passa de uma ideia utópica que não tem sustentação na realidade. Há quem faça, de facto, mais pelo clube: há quem vá ver mais jogos em casa, há quem vá ver mais jogos fora, há quem compre mais merchandising do Benfica, há quem acompanhe mais as modalidades, há quem dedique mais horas, dias, meses, anos ao clube, há quem se preocupe mais com o clube, há quem problematize mais o clube, há quem divulgue mais o clube, há quem ajude mais o clube, há quem traga mais sócios para o clube, há quem investigue e saiba mais do clube e passe essa informação. Enfim, não, não somos todos iguais e não fazemos todos o mesmo pelo Benfica. Portanto, dizer que o sistema "1 sócio, 1 voto" é reflectir a verdade universal de que todos vivemos o clube da mesma maneira é falso e torna a questão enviesada, porque deficiente na sua análise.

Então como chegar a um consenso? Como manter simultaneamente a valorização aos sócios mais antigos sem perder a noção democrática e/ou a desvirtuar por completo? Haverá várias soluções e cada um terá a sua. Já me dediquei a este assunto algum tempo e não estou certo de ter chegado a uma ideia que me agrade em definitivo mas encontrei uma solução que me parece - a mim, e só a mim; não a pretendo impor a ninguém, apenas questionar-me e questionar o Benfica -, de todas, a mais justa:


- Casas e Filiais não têm direito a votos - Estes espaços de grande benfiquismo servem para divulgar, promover, defender e exaltar o Sport Lisboa e Benfica. Não servem - não deviam servir - para funcionar como braços armados das Direcções. É profundamente triste ter de assistir a Presidentes de Casas do Benfica anunciar ao mundo, ainda antes de serem conhecidas as listas, que vão unir-se em torno do Presidente do Clube e que vão lutar contra "abutres" e outras imbecilidades do mesmo género. O Presidente de uma Casa, enquanto exerce o seu cargo, não deve tomar partidos dessa natureza nem procurar adulterar votações com discursos que só ficam mal a um benfiquista que tenha dignidade. O Presidente de uma Casa, como qualquer outro dirigente ou associado das Casas, deve votar por si próprio, ter as suas ideias, votar em quem quiser sem assumir uma guerra contra gente de listas que não queira defender. Isto, esta coisa que existe hoje - ainda por cima com o exageradíssimo poder de voto que as Casas têm -, é uma aberração à génese do Sport Lisboa e Benfica. Que seja mudado para ontem.

- Permitir usar do poder de voto ao sócio só a partir dos 2 anos de ligação ao clube - parece-me um intervalo de tempo razoável para, primeiro, filtrar aqueles que se fazem sócios por impulso e que nos primeiros 24 meses acabam por desistir - infelizmente são alguns - e, depois, porque dois anos me parecem os adequados para uma verdadeira identificação entre a pessoa e o clube e a certeza de que está apta a ser mais uma na decisão das questões do Benfica. Além disto, com este período de tempo de filtragem, obviamente evita-se em grande escala que "pára-quedistas" apareçam no clube para o decidirem. 

- Atribuição de votos aos sócios:

- dos 2 aos 5 anos - 1 voto;
- dos 5 aos 10 anos - 2 votos;
- dos 10 aos 25 anos - 3 votos;
- a partir de 25 anos - 5 votos.


Há uma ligeira gradação que permite assegurar a diferença entre sócios mais antigos e sócios mais recentes - valorizando assim a ligação contínua ao Benfica -, sem que essa mesma diferença possua em si mesma uma noção anti-democrática, exagerada e até, em mutos casos, passível de resolver ad eternum decisões fundamentais da vida do clube. Temos hoje em dia o exemplo claro do perigo real que há em atribuir tantos votos às pessoas mais velhas - que geralmente estão sempre a favor do Presidente em funções, porque confundem o clube com a figura que o preside e têm aquela algo estranha noção de que "ir contra o Presidente é ir contra o Benfica" ou que "não devemos questionar, devemos apoiar" e outros conceitos que, devendo ser respeitados porque são consequência das ideologias pessoais, estarão algo afastados de uma verdadeira vivência democrática e, acima de tudo, benfiquista.

O clube deve ser constantemente problematizado e reflectido. Ninguém está contra o Benfica por apontar erros e críticas às Direcções que denotem incompetência. A mudança, neste clube, sempre soube existir e mesmo dirigentes que, ao contrário dos actuais ou de todos os dos últimos 20 e tal anos, souberam, pela capacidade de trabalho e competência evidente, afastar-se quando compreenderam que o Benfica está sempre por cima das ambições e interesses pessoais. 

É por isso, para mim, uma questão que tem de ser mudada no clube. O Benfica não pode ficar refém de estatutos que blindam as direcções e atribuem uma diferença tão grande de votos a associados que, no fundo, o que fazem é valorizar de tal forma o adepto que geralmente pouco ou nada sabe da realidade do que se passa do clube ao mesmo tempo que menoriza e quase torna inexistente a possibilidade de decisão ao sócio mais novo e que, também geralmente, está mais informado e tem vontade de participar activamente - alguns pela primeira vez - na vida e futuro do Benfica.

A antiguidade é preservada e homenageada; a filtragem é feita através do período de 2 anos até se pode votar; todos os sócios, em graus diferentes mas pouco afastados, sentem-se importantes para a vida da instituição; e a democracia real é, parece-me, salvaguardada. 
   

42 comentários:

Catenaccio disse...

Ricardo, concordo com a generalidade do conteúdo do texto e com a importância do mesmo.

Também sou da opinião que deve haver distinção entre a antiguidade dos sócios e o seu n.º de votos atribuído.

Porém, julgo que os parâmetros devem set um bocadinho mais alargados. No meu entender, ficaria satisfeito com algo deste género:

Entre 2 a 5 anos - 1 voto
Entre 5 a 10 anos - 3 votos
Entre 10 a 25 anos - 5 votos
Mais de 25 anos - 10 votos

Abraço.

F1 disse...

Concordo.
Faltou-te aí a sugestão quanto à quantidade de votos das casas e filiais.

Se por um lado, até concordo que as casas tenham direito a voto, porque será uma forma dos Benfiquistas (principalmente os que estão mais longe) poderem participar na vida activa do clube.

Por outro, acho que é poder a mais para instituições que normalmente estão centradas na pessoa do seu presidente. Presidente esse, que por sua vez até já deve ter direito a votar enquanto sócio. Logo, indirectamente teremos sócios com 2 tipos de votos e com 2 hipóteses de votar.

Acho que seria mais justo, terem direito também e sempre a 1 voto e que esse voto fosse decidido por votação de todos os sócios das casas, que não sejam em simultâneo sócios do Benfica directamente.

Ginha disse...

Mais uma vez, excelente! Não mudava uma virgula...

Bujix disse...

Caro Ricardo,

sabendo que este é o TEU modelo, não quero deixar aqui 2 pontos para reflectires:

1) acho que com o sistema actual, e aparentemente no teu sistema mantêm-se, os benfiquistas que tem a sorte de ter um pai do benfica são largamente beneficiados em relação aos outros. passo a explicar. como sabes, o número de anos de sócios e o número de votos está intrinsecamente ligado à data em que se faz sócio, assim, uma pessoa que seja sócia do benfica desde que nasceu, quando chega aos 18 anos e começa a pagar quotas já leva uma vantagem enorme sobre o benfiquista que, por ninguém o ter feito sócio à nascença, só consegue a partir dos 18 anos ser sócio. (se quiseres reduz isto para os 14 anos que é quando se começa a pagar uma quota mesmo que inferior). Estes dois casos, ao chegarem aos 25 anos de vida, um, o primeiro, vai ter 25 anos de sócio e 50 votos, o segundo vai ter 7 anos de sócio e 5 votos. relembro ainda que ambos gastaram exactamente o mesmo dinheiro com o benfica... resumindo, acho que para o sistema eleitoral, o número de votos só deveria contar apartir da idade de sócio efectivo, 18 anos.
O que pensas disto?
Como sabes há casos de pessoas a ir receber águias de prata aos 25 anos de vida e que nunca pagaram 1 quota e nunca foram ao estádio... e essas pessoas têm 50 votos!

2) penso, como tu, que a antiguidade deve ser premiada e valorizada. no entanto, acho abstrusa a diferença entre um sócio efectivo de 10 anos e de 25 anos. acho que um sócio que paga, ininterruptamente, quotas há 10 anos, não vale menos do que um sócio que as paga há 25 anos. acho que em termos eleitorais deveriam ambos ter o mesmo poder eleitoral, ou no máximo, existir uma diferença bastante reduzida. Para premiar a antiguidade de sócio existem as águias de prata, oura e anel de platina. Se considerares 10 anos pouco, muda para 15, mas a ideia é a mesma.

Fico a aguardar os teus comentários, se os quiseres dar, naturalmente.

Um abraço

Nuno Bento disse...

Concordo com o sistema de atribuição de votos, exactamente como o descreves.
Na verdade, já ando a defender uma mudança para algo semelhante há muitos anos. Uma mudança até houve, mas foi no sentido contrário...

Nuno Bento disse...

Bujix, toda a minha família é benfiquista e sempre foi, desde o meu bisavô; ainda o Benfica era uma religião que se seguia depois do almoço de Domingo, colados ao único rádio que havia numa aldeia perdida nos pinhais da Pampilhosa da Serra.

O meu avô abraçou a religião e os filhos seguiram-lhe as pisadas. Entre eles estava o meu Pai, com quem aprendi esta coisa maravilhosa do benfiquismo.

Esta história toda serve para dizer que, apesar desta longe linhagem de benfiquistas, os factos da minha família vir de muito longe e ter origens humildes ditaram que eu só me fizesse sócio quando comecei a trabalhar. Por isso, não sou sócio há muito tempo, mas sempre paguei as minhas quotas do meu próprio bolso.
Orgulho-me disso.

Como o Ricardo, também acho que a antiguidade pode e deve ser premiada, não por uma questão de medida de "benfiquismo", mas porque quem é sócio há mais tempo contribuiu mais (financeiramente, com as quotas e associativamente, com o voto) para o Benfica.

a antiguidade deve ser premiada, sim, mas nunca, NUNCA, nestes moldes absurdos. 20 votos já eram um ultraje, 50 votos são um escândalo.
5 parece-me equilibrado, mas se forem 3 ou 4, também.

Bujix disse...

Caro Nuno Bento,

então estamos de acordo! eu também defendo q a antiguidade deva ser premiada, só acho injusto que um sócio que tenha tido a felicidade de ter sido feito sócio à nascença, quando pague a sua primeira quota já tenha mais votos que tu que já lá gastaste bom dinehiro e que também és benfiquista desde sempre, percebes?

se calhar expliquei-me mal...

um abraço

Gonçalo disse...

Há fórmulas para tudo e mais alguma coisa, deviam inventar uma fórmula para haver uma distribuição dos votos mais justa, mantendo alguma discrepância entre os sócios mais antigos e mais recentes.

Acho que o antigo sistema justo bem mais justo que o actual: após 10 anos de associado todos tinham os mesmos votos (no caso 20). Os 20 votos são muito discutíveis, mas pelo menos não havia distinção entre sócios com mais tempo de casa.

As últimas alterações estatutárias foram o maior atentado de sempre à democracia no Clube, bem maior que a antecipação das eleições:

http://lahinchadadepablito.blogspot.pt/2012/10/serie-por-que-razoes-nao-voto-em-luis.html

Ricardo disse...

Ricardo, acho exagerado que um sócio +25 tenha o dobro de um sócio 10-25. Acho injusto, mesmo. Uma pessoa que tem entre 10 e 25 anos de associado não merece ter metade dos votos de outra que tem mais de 25. É a minha opinião, claro. Por isso reduzi as diferenças. Mas todas as soluções lúcidas são válidas. Menos a existente que é absurda. Abraço.

F1, juntei ao texto a questão das Casas e Filiais - por mim é como escrevi agora mesmo: 0 votos. As Casas têm uma função extraordinária na divulgação e defesa do clube. Mas sem votos. Não faz qualquer sentido terem direito a votos, muito menos este poder todo que têm actualmente.

Os benfiquistas que estão longe poderão votar à mesma. Só que por eles e não pela Casa.

Gonçalo disse...

As Casas terem votos, para além de um desvirtuar do seu papel, é um verdadeiro aborto eleitoral!

Ricardo disse...

Bujix,

Compreendo perfeitamente o teu drama e acho que deve ser discutido, embora não me pareça que possamos englobar todos os factores de vida na escolha de um sistema desta natureza. Haverá sempre falhas e pequenas injustiças. O meu próprio exemplo vai ao encontro do que tu dizes, embora tenha também o outro lado: o meu Pai fez-me sócio do Benfica por volta dos 3 anos e até aos 15 mantive a minha condição de associado. Depois disse-me que não podia pagar as quotas e que eu voltaria a ser sócio por mim. Foi o que fiz: quando pude, fiz-me sócio novamente. Perdi, claro, o número antigo e todos os direitos que tinha. Em vez de 50 votos que podia ter da minha condição de sócio desde 84, hoje em dia tenho apenas 1 voto. Ou seja: há quem seja filho de gente mais rica e que nunca se preocupou com o assunto, claro que há, e que é sócia desde que nasceu. Como há aqueles que só puderam ser sócios quando começaram a trabalhar. Como disse: entendo o que dizes mas não vejo forma de assegurar um maior sentido de justiça em relação a esses casos na escolha deste sistema. É sempre bom ter a noção de que não há escolhas perfeitas. Há é escolhas mais justas para a generalidade das pessoas. Este que propus parece-me ter essa vertente. Mas outras haverá. O que é que propunhas, então?

No resto, concordo.

Bento, uma mudança absurda, irreal, desonesta e sobretudo muito pouco benfiquista.

Gonçalo, esse sistema, que já existiu, de ao fim de 10 anos todos terem direito aos mesmos votos é um sistema que também me agrada. Talvez reduzisse a diferença para os sócios com menos de 10 anos mas a ideia de caminhar para um momento em que todos têm os mesmos votos é de uma democraticidade lindíssima.

Benfiquista Tripeiro disse...

Acho muito interessante o ponto de vista do Bujix, em relação aos anos de sócio/pagamento de quotas.

A minha opinião:

1 sócio, 1 voto, sem excepções.

Só é permitido votar a sócios com 5 ou mais anos de filiação.

Não deveria haver distinção em relação ao número de votos entre sócio efectivo e sócio correspondente.

Casas e filiais não deveriam ter direito a voto.

farfalho, o maltês disse...

Tá visto, só falta a este palermoide convencido que ele é que sabe o que é democratico na vida do Benfica.

Que lata...
Que arrogancia...
Que estupidez...

B Cool disse...

Eu como acredito no princípio da igualdade, para mim é 1 sócio 1 voto, se o problema fôr a compra de votos ou os sócios de pacote, exija-se um período de associativismo contínuo de 4 anos, o equivalente a 1 mandato, o que equivaleria por dizer que um sócio apenas votaria nas eleições que se disputassem 4 a 7 anos depois de se fazer sócio e isto partindo do princípio que pagava sempre quotas.
Obviamente que casas e filiais não deveriam ter direito a votos, muito menos deveria ser permitida a participação na campanha, pois a elas cabe-lhes a função de representar o Benfica (às Casas) e como tal deveriam ser neutras face às candidaturas.

farfalho, o maltês disse...

Esta merda de blogue, tem uma missão,

Armar confusão entre benfiquistas.

Torna-se evidente que não é por acaso. Assenta no odio ao Vieira tal opção. Apoia Rangel, como apoiaria. Veiga, Vale Azevedo ou joaquim Oliveira. Só que os 3 ultimos, por demasiadas evidencias publicas não podem dar a cara.

Mas será que Rangel lhe prometeu algo (não há almoços gratis)? Não.
E os outros? Obviamente, ninguem aposta em cavalos coxos, sem saber que mesmo perdendo sabe que o tempo não foi perdido...

Tás bom oh gajo...? e quem vai ser o novo treinador do Benfica para ganhar a resma de titulos que LFV não ganhou, para alem dos reforços que faltam e do que fazer ao PASSIVO?

Onde está o pilim, graveto, arame, metal sonante, que o juiz precisa para que o seu programa tenha viabilidade?
Nem falo do cashflow.

Já sei... o melhor é não publicares, como já fizestes a outros coments meus.

farfalho, o maltês disse...

Ricardo ou Bcool, a mesma merda.

farfalho, o maltês disse...

Os estatutos,
que sacanice intelectual servirem de discussão ou argumento eleitoral.

Já agora tragam para a discussão a AG que reprovou o ReC.

E são estes merdonços que se querem fazer de reis da democracia no Benfica. Basta olhar para quem lá por fora, CS, porkos e lagartos goza com o que estes merdonços dizem.

JC disse...

Não pares, Farfalho. Dá-nos mais dessa tua genialidade.

B Cool disse...

Ricardo, peço-te que não apagues este lixo, para ficar bem visível o que certas personagens escrevem ...

Pode ser que ganhem vergonha, ou talvez não ...

Ficámos com uma nova definição, pensar Benfica é armar confusão, dar ideias é provocar o tumulto, não vão os benfiquistas começar a questionar as verdades oficiais ... Bem-vindo à era do pensamento único no Benfica ...

Quanto a amizades com Oliveiras está bem à vista de todos quem o recebe na bancada presidencial.

Quanto aos papões Vale e Azevedo e Veiga, aponta uma linha de um texto onde se tenha defendido que eles são bons para o Benfica ? É que senão o fizeres, apenas vais passar por mais um palerma que anda a repetir cassetes gastas.

farfalho, o maltês disse...

Olha meu, vai papaguear para quem te fez a fucia.

Apoias Rangel e esqueces quem o apoia, apesar de ires na mesma carruagem.????

Se achas que isso é limpido, não é armar confusão... é lá contigo.

E... sobre o taco, pilim, arame, onde vai o Rangel garantir que o arranja, para o dia a dia e para pagar compromissos assumidos, não falando do ganhar resmas de titulos (com JJ e este plantel)sem reforços? Sobre isto, o mais importante, biquaite xarope, não és de cá.
--------------------

Ultima hora, vai ao Record e aquilata da honestidade deontologica do juiz.

farfalho, o maltês disse...

ahahahah

és mesmo merdoso

agora apagas o ultimo.

E nada sobre o pilim e o que vem no Record-

ahahahahah

B Cool disse...

Visto que repetes cassetes sobre papões, lanço-te outro desafio ainda mais fácil, encontra uma linha que seja a defender o voto em Rangel ?
E quanto a umas perguntas de bolso, concerteza saberás dar resposta:
-Quem trouxe Veiga para o Benfica ?
- Quem apoiou o Vilarinho no combate contra o Vale e Azevedo ?
- Para onde vai o multi-titulado João Coutinho ?

Só por curiosidade, que raio é biquaite ? Não conheço esse termo ...

Puma Branco disse...

Agora sim posso vir aqui dar-te os Parabéns se na última vez critiquei o teu Post.. Hoje cabe-me elogiar-te pela análise e conteúdo..

Assim vale a pena ler...

farfalho, o maltês disse...

O papão, pelos vistos é o taco, o pilim. Sobre isso pareces o diabo a fugir da cruz.


Estou-me marimbando para tretas de há mais de doze anos, falo de candidaturas às eleições em campanha.

Ou será que já não apoias o juiz?

B Cool disse...

Não sabes ler ou não sabes responder ?

Eu fiz-te uma pergunta simples, onde encontras textos neste blog a apoiar a candidatura do Rangel ?

Mas posso também repetir as outras que não têm 12 anos:
-Quem trouxe Veiga para o Benfica ?
-Para onde vai o multi-titulado João Coutinho ?

Respostas, há ?

Ricardo disse...

Bcool, o sistema "1 sócio, 1 voto" faz sentido nos moldes que tu e o Benfiquista Tripeira apresentam: com um número razoável de anos até ao direito de votar. Se fosse assim, aceitaria o vosso sistema. Embora prefira um que mantenha uma gradação.

Obrigado, Puma. O nosso interesse é sempre o mesmo: pensar o Benfica. Quer critiquemos, elogiemos ou demos ideias. É um conceito simples, mas que nem sempre é entendido.

Bujix disse...

Dou MUITO valor à democracia pelo que vos felicito por não apagarem os comentário do farfalho. Por outro lado seria óptimo ser possível "esconder" os mesmos comentários.. é que é cansativo e não se aprende nada com gente assim...

Voltando ao que interessa, Ricardo, o sistema que defendo é em tudo semelhante ao teu, simplesmente a antiguidade para obter número de votos contaria somente a partir dos 18 anos de idade, aliás a idade a partir da qual se pode votar. Para o resto, número de sócio e menções de honra podia continuar a contar desde a data que se é sócio mas para o número de votos contaria somente pelo número anos de sócio APÓS os 18 anos de idade.

e defendo isto porque me parece injusto que uma pessoa com 25 anos de vida e somente 7 anos de sócio contributivo tenha muitos mais votos que um outro sócio que tem 10 anos de sócio contributivo.

outra diferença em relação ao teu modelo, e ao actualmente em vigor, que sugeria era não existir uma diferença tão grande no número de votos entre os sócios de 10/15 anos e os de 25 anos. quem já contribuiu 10 ou 15 anos ininterruptamente não deve ter uma diferença tão grande de votos para os outros.

não sou especialmente favorável à ideia de 1 sócio 1 voto com um periodo alargado de inibição de votar. acho bom que desde cedo o sócio se envolva nas assembleias gerais e eleições do seu clube. por isso, continuo a achar que deve haver uma diferenciação com a antiguidade. um sistema poderia ser p. ex.

1 ano de inibição de votar
até 5 anos: 1 voto
5 a 10 anos: 3 votos
mais de 10 anos: 5 votos

para premiar os sócios mais fiéis existem já as águas de prata, ouro e o anel de platina, não é necessário premiar também com o número de votos.

OBVIAMENTE que sou contra que as casas possam votar per si. os seus representantes, sendo sócios, tem todo o direito, e dever, de votar.

um abraço

Ricardo disse...

Bujix, democracia não é aceitar insultos e acusações torpes. O facto de os comentários do farfalho não terem sido apagados não têm nada que ver com democracia; têm só a ver com a importância de às vezes manter os comentários de gente sem escrúpulos e mentirosa para que todos percebam o que é a generalidade dos apoiantes do Vieira: gente basicamente estúpida, mal-educada e incapaz de ter um raciocínio simples. É a isto que estamos entregues. E só às vezes permitimos porque também não queremos inundar a caixa de comentários de posts que merecem debate com merdas que não interessam a ninguém.

Sobre o resto, compreendo a tua ideia e acho-a muito válida. Prefiro outro sistema, mas como já disse atrás: acho que há várias e boas soluções para este problema. A pior é mesmo a que está em vigor. Abraço.

Hattori Hanzo disse...

Ricardo estou como tu: fui sócio através do meu pai. Quando atingi a maioridade deixei de pagar porque não tinha possibilidades para isso e quando voltei a ser não tive condições de recuperar o nº antigo. Quanto a esta questão também acho o mais justo 1 sócio voto. Para que não apareçam "paraquedistas" ou um milionário que possa controlar o sócio não poderia votar nas 1ªas eleições após se ter feito sócio... assim não haveria esse problema, pois teria de estar no mínimo 4 anos como sócio.

v.maria disse...

Nada contra a revisão da atribuição de votos, ainda que defenda que não seja pela via 1 sócio-1 voto.
Imagino que tamanha oposição dos autores advenha do facto de os próprios não deterem os números mais elevados. Insisto nada contra inclusive a redução dos 50 votos. Sim, é o meu caso, sou sócia há 38 anos. Sim, desde que nasci. Sim, foi meu pai quem me adicionou a esta enorme família! Devo agora desenvolver alguma culpa?? Nunca, ainda bem, que imenso orgulho tenho. A minha família é muito humilde, a minha mãe sempre disse que nunca pagaria quotas de um clube, qualquer que fosse, sou eu quem as praticamente desde sempre, já que trabalho desde os meus 16 anos. Ainda hoje, com bastante sacrificio e estando desempregada, cumpro os meus compromissos, possuo lugar cativo há muitos anos.
Permitam-me ainda discordar de mais ma generalização aqui apontada - " que faz com que pessoas que, na sua generalidade e por terem ainda uma visão romantizada do futebol, não estão devidamente informadas sobre os reais problemas do clube tenham uma pornográfica vantagem nas decisões fundamentais da vida do Benfica" - serei eu uma romântica inveterada? Talvez, mas não tanto como quem julga estarmos ainda nos anos 60, exigindo semelhantes títulos.

Ricardo disse...

Maria, todo o seu comentário é baseado em suposições que faz sobre as intenções alheias - sem conhecer as pessos, sem qualquer dado que legitime essas suposições. É uma forma de estar na vida. Não é a minha, confesso.

moleculasdeamor disse...

Para mim é um ser humano - um voto. Prefiro a tua proposta à do catennacio!

moleculasdeamor disse...

Ui quando ele fala em apoiar Joaquim Oliveira...ui...será um acto falhado ou uma farpa ao Vieira??? Porra este farfalho deve ser um malandro apoiante do Rangel que anda aqui a tentar dar-nos a volta ao contrário... eh pá estou assim de momento... consfuso...

Benfiquista Tripeiro disse...

Eu sou da opinião do 1 sócio, 1 voto, mas não é por ter poucos votos, tenho 20 votos. É por achar que é a forma mais justa.

farfalho, o maltês disse...

17 de Outubro de 2012 16:11.

Retribuo a insinuação.

Já que ainda não respondeste ao que eu perguntei.

Oh bcoo sprinta, mas não caias.

B Cool disse...

v.maria, para sua informação, tenho direito a 50 votos, só comecei a ser sócio por minha vontade, e as quotas paguei sempre com a mesada que os meus pais me deram, senão tivessem possibilidades para isso não me teria feito sócio quando fiz.

Se defendo o 1 sócio 1 voto, é porque acredito piamente nisso, não o é por ter 50 votos ou se só tivesse 1. Aqui as pessoas movem-se e escrevem por convicções, não por interesses, por amor ao Benfica, mesmo que por vezes nos excedamos na defesa das nossas ideias.

Aceito que sócios que o são há mais tempo tenham níveis de descontos que sócios menos recentes não os tenham, exactamente com base no critério da fidelidade, mas em termos de votação não acredito nessa solução.

Como vê pelo texto, no blog a minha opinião não é unânime, cada um tem a sua, mas todos concordamos que o que actualmente está estatuído é pior do que antes, não só pelo agravar das diferenças de votos entre escalões, como também por dar às casas 50 votos, já para não falar nas filiais.

B Cool disse...

Isso do pilim, é algo que deve preocupar o Rangel e os membros da sua candidatura, mas tendo o Benfica o património e fontes de receita que tem, em princípio não precisará disso, ou será que as contas não dizem a verdade ?

B Cool disse...

E agora que eu respondi, vais responder a algumas das múltiplas perguntas que te fiz ? Ou arranjas mais desculpas ?

Bujix disse...

@v.maria
não tenho nada contra que tenha sido sócio desde o dia que nasceu, acho muito bonito e farei os meus filhos sócios quando nascerem.
Vamos imaginar que a v.maria tem 30 anos. Assim, o que não consigo compreender é porque é que a v.maria que pagou 12 anos de quotas (dos 18 aos 30) tem mais direitos de voto (50) que uma pessoa que se fez sócia aos 20 anos e que já leva 15 anos a pagar quotas e que só tem 20 votos... é isso q acho q n faz sentido, mais nada.

Bujix disse...

Mas como já disse nos comentários atrás, sou contra este sistema porque acho escabroso existir uma diferença tão grande entre sócios. tenho 20 votos e mesmo que tivesse 50 defenderia a mesmissima coisa.

v.maria disse...

BCool, Ricardo, aqui fica o mea culpa por não me ter feito entender. Não tive intenção alguma de fazer julgamentos e sim a minha suposição relativamente ao número de votos de cada um estava errada. As minhas desculpas. Não tenho por hábito mascarar palavras, nem utilizar subterfúgios ou evasivas. Fui educada a ser correcta, leal, cresci como águia e não como qualquer ser viscoso e escorregadio. Discordei da generalização do romantismo, parece-me legítimo. Só. Adiante
Caro Bujix, eu não discordo, concordo consigo! E também defendo uma distribuição mais justa dos votos e também acho um exagero ter 50 votos. Nosmeus tempos de miúda, não havia lugar a pagamento até aos 14 anos, porém hoje em dia já não é assim, tenho uma sobrinha com 12 anos, sócia desde que nasceu, e desde que nasceu eu pago as quotas dela, são 3€ mas são pagas. O que me parece é que de facto todos defendemos uma nova atribuição no número de votos, que para mim deverá continuar a premiar antiguidade e contribuição. E, acima de tudo, confluimos da discordância com o sistema vigente. Naturalmente, sou absolutamente contra este o outros pontos dos actuais estatutos. Mas será possível, nós sócios tentarmos novamente alterá-los?
Viva o Benfica e que mais logo a vitória seja nossa. E, já agora, sem sofrimento, pode ser?
Um abraço a todos

João disse...

Não sou sócio do Benfica, e longe de mim ter a pretenção de ter direito a voto, apesar de ser um adepto que acompanha com fervor o clube. Admitia alguma gradação, mas acho que os 50 votos são uma barbaridade e as casas (quem decide o voto das casas?) não devem ter direito a voto. Lembrem-se que os adeptos que não são sócios tb são importantes p o benfica, porque muitas vezes pagamos bilhetes e, mais do que isso, somos nós que tonamos o benfica apetecível quando toca a direitos de tv e a publicidade. Este sistema tem ainda a desvantagem de desencorajar pessoas como eu de se tornarem sócias. Este é um tema fulcral e dou os parabéns ao blog por mais uma vez pensar no benfica com inteligência. Mais uma vez, Ricardo, tenho a dizer-te que ainda que te dê razão, muitas vezes perdes muito por hostilizar demasiado os benfiquistas que não percebem ou não concordam contigo. A descrição que fazes dos sócios mais velhos é um pouco degradante pá!