segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Acabou a brincadeira, que comece o espectáculo!



Serão 85 os dias compreendidos entre o último jogo oficial do Benfica e o primeiro da nova época. Durante este período, foram muitas as contratações, algumas foram as “dispensas” e ainda outras que constituíram contratações e dispensas ao mesmo tempo. Neste mesmo período, muitas foram também as criticas e poucas, ao contrário do habitual, foram as ilusões. Dessas críticas, algumas foram minhas, muitas foram do “Ontem” e mais ainda de outros que, como eu, viram e persentem falhas graves na gestão desportiva, e não só, do nosso clube. 

Finda a pré-temporada, findos os jogos que, como agora se gosta de dizer, foram treinos, aproxima-se a hora. A hora em que a margem para erros se reduz ao mínimo, a hora em que a cobrança deixará a base especulativa que teve até aqui, e passará para a base do factual e do indesculpável.

É legítimo perguntarem-me o que espero para esta nova época, depois de tudo o que fui escrevendo durante esta pré-época. E gostaria de, na medida do humanamente possível, delinear uma fronteira entre o que racionalmente prevejo e do que emocionalmente desejo e espero.

De facto, foram muitos os erros que, fundamentando, apontei a esta pré-temporada, logo, seria intelectualmente desonesto se dissesse que, racionalmente, prevejo uma época absolutamente arrebatadora e triunfante por parte do Benfica. Apetece-me mesmo dizer que parto para esta época apreensivo e temeroso pelo que virá a suceder durante a mesma. Esta é, sem grande dúvida, uma das épocas em que menos esperanças consigo manter para a conquista do título de campeão nacional. Tamanha descrença não é fundamentada nos resultados de pré-temporada, mas sim na forma como foram obtidos. Se é consensual que, embora se ganhe pouco, o Benfica de Jorge Jesus foi sempre entusiasmante e, ofensivamente, esmagador, até hoje, e falamos apenas de pré-temporada, não foram vislumbrados esses laivos de futebol asfixiante e alucinantemente ofensivo, bem pelo contrario, a equipa apresentou alguma dificuldade em manter constante, eficaz e fluido o movimento ofensivo, a que juntou as tradicionais deficiências defensivas, mas agravadas, e uma constante “tremedeira” do nosso guarda-redes titular. A isto se adiciona o facto de que, supostamente, seria positivo mantermos o treinador e, até ao momento, assegurarmos a permanência dos jogadores tidos como indispensáveis, ou seja, não é por falta de continuidade das peças chave, a que se adicionaram mais, e do seu líder que as coisas podem não ter corrido pelo melhor.

Caso, e tanto desejo que aconteça, a minha racionalidade me traia, e alcancemos o que mais desejamos, terei, com ou sem crítica, com ou sem opinião, a mesma legitimidade e sede pela busca da felicidade na conquista que qualquer outro, porque não sou racionalmente adepto do Sport Vieira e Jesus, mas sim, espiritualmente devoto do Sport Lisboa e Benfica.

No entanto, não consigo dissociar este racionalismo, da minha condição mais primária de adepto. E ser adepto é ser-se apaixonado, é ser-se emocional e acreditar até à última gota de suor, até à última unha sobrevivente, até ao último fino (ou imperial), até à última bifana, de que somos e seremos capazes. Ser-se adepto é acreditar que, se nas épocas anteriores fomos sempre campeões em Agosto, mas derrotados em Maio, nesta, em que, aparentemente, somos derrotados em Agosto, talvez, possamos ser felizes em Maio. Ser-se adepto é acreditar na união das partes para que valham mais que a sua simples soma e assim sermos mais e maiores que nós próprios. Ser-se adepto é acreditar na superação individual que, unida, fará a superação colectiva e assim nos levará ao sucesso. Ser-se adepto é ser “E Pluribus Unum”, é ser Sport Lisboa e Benfica.

6 comentários:

Antonio disse...

Este ano penso que a minha racionalidade se vai sobrepor ao emocional. É tanta a asneira, a falta de respeito pelos benfiquistas e pela História do clube, a labreguice dos nossos dirigentes, que não consigo arranjar forças (por agora pelo menos) para apoiar incondicionalmente esta equipa.

Neste momento sinto vergonha da direcção e equipa técnica (de futebol) que temos, e sinto ainda maior vergonha por nada fazer para acabar com esta escumalha no clube.

ZEDASCOUVES disse...

Logo vi que andavam na brincadeira!!

Se fosse a sério era deprimente.

Conde de Vimioso disse...


Espero que as critica que se fizeram ouvir tenham sido boas conselheiras para quem dirige os destinos do Benfica.

Foi realmente uma pré-época desencorajadora notando-se que as expectativas estão baixas mas eu penso que se houver profissionalismo e competência com este plantel podemos almejar coisas boas.

Claro que espero que o Cardoso fique porque acho que o sistema de jogo do Benfica obriga a um ponta lança mais fixo e os outros dois não o são.

Vamos em frente.

Nuno V. P.de Melo Ferreira disse...

Gostei da seguinte parte: ' mais primária '.

Anónimo disse...

Serão 85 os dias de interregno e já deu para perceber que favorito só ao segundo lugar!

aalto disse...

e o pior é que a agonia vai aumentar dia 30...
este plantel é tão estupidamente desiquilibrado, que um ou duas saídas de última hora, vão torna-lo...disfuncional

á 5ª época JJ ainda consegue surpreender, este plantel é a a maior aberração dos 5 anos do seu consulado...